|
O Grande "Blackout" do
Nordeste” 9 de novembro de 1965.
|
 |
|
Fotografia obtida durante o apagão em Nova
Iorque |
A 9 de novembro de
1965, a região nordeste dos Estados Unidos e do
Canadá mergulhou, abruptamente, numa escuridão
total. O pior blackout de todos os tempos ficou
conhecido como o "Grande Blackout".
Os fatos são bastante
conhecidos. As 17:16, no auge do pico noturno, a
energia elétrica fornecida para um sexto da
população do continente foi repentinamente, cortada,
prendendo milhões de pessoas nas vias expressas, em
elevadores e nos prédios comerciais. Ao todo, trinta
milhões de pessoas em oito Estados dos Estados
Unidos e na província de Ontário foram atingidas
pela falta de energia. Em Ontário, o blackout ficou
restrito a região leste da província - desde
Timmins, ao norte, ate Cornwall, ao leste e ao sul
na direção de Sarnia. Windsor, Ottawa e Sudbury
foram os únicos centros do leste que escaparam ao
blackout. Contudo, três horas depois a força já
estava restabelecida na maior parte da província. A
cobertura feita pelos meios de comunicação
focalizou, naturalmente, o aspecto humano do
Blackout e, numa extensão menor, a dificuldade
encontrada para determinar a causa da interrupção.
Contudo, havia uma historia bem mais dramática. No
momento do blackout alguns UFOs foram vistos nas
proximidades de instalações Hidrelétricas
estratégicas, a quantidade fora do comum de
observações dignas de credito levou vários
pesquisadores a considerar a possibilidade destas
naves terem desempenhado um papel importante no
colapso de energia. Entre os pesquisadores
encontravam-se o falecido James E. McDonald, físico
da Universidade do Arizona; o antigo diretor da
NICAP, Major Donald E. Keyhoe; e o astrônomo Dr. J.
Allen Hynek, o na época diretor do Centro de Estudos
dos UFOs.
Investigação
Imediatamente apos o
desarranjo, a Comissão Federal de Energia dos
Estados Unidos e a Comissão de Energia hidrelétrica
de Ontário deram inicio a uma investigação em larga
escala a fim de localizar a causa. No inicio, foi
comunicado que o problema originara-se de uma falha
mecânica numa linha de alta voltagem entre Bufalo e
Salto do Niagara. Segundo o Globe and Mail:
"O comunicado era falso. Em seguida, dizia-se
que a causa da interrupção de energia teria sido
um problema ocorrido na subestação perto de
Siracusa, porem os homens da manutenção
encontraram-na em perfeitas condições de
funcionamento."
Finalmente, seis dias
depois do blackout, os engenheiros da Ontário Hydro
atribuíram o problema a colossal Estação Geradora N°
2 Sir Adam Bico, em Queenston, Ontário, ao norte de
Salto do Niagara.
Ao que parece,
exatamente antes do blackout, a forca estava fluindo
da Sir Adam Bico N° 2 para Ontário, e dali passando
para o Estado de Nova Iorque através da fronteira
via Cornwall. Em termos gráficos, a força estavam
fluindo no sentido horário formando um circuito
completo em volta do Lago Ontário. As 17:16, um rele
de retrocesso(*) numa das seis linhas que ligam a
Sir Adam Bico ao resto da província disparou,
misteriosamente, o disjuntor da linha, que age de
forma bastante parecida com um fusível domestico.
Numa rápida sucessão, a interrupção da energia
elétrica passou para as outras cinco linhas,
provocando uma sobrecarga que, do mesmo modo,
disparou os disjuntores nessas linhas. Um verdadeiro
macaréu de eletricidade — 1.1 milhões de kilowatts —
fluiu em direção oposta para o Estado de Nova
lorque.
Inexplicavelmente,
os reles de retrocesso das linhas de Nova Iorque não
conseguiram isolar e conter a sobrecarga. Dentro de
segundos, toda a rede formada por trinta e uma
instalações de força interligadas da CANUSE (Rede
Canada-Estados Unidos Oriental) entrava em colapso.
Embora os peritos
pudessem determinar com precisão a origem do
blackout, estavam atarantados com a desativação do
rele e o fracasso dos sistemas protetores para
conter a sobrecarga. Segundo as palavras do
engenheiro supervisor do sistema Ontário Hydro, Jim
Harris: "E inacreditável! Eu teria declarado que
isto era uma coisa impossível de acontecer se não
tivesse visto a evidencia." O mistério tornou-se
ainda maior quando foi descoberto que o rele, na
verdade, não tinha entrado em pane, mas apenas
reagira a uma súbita sobretensao de forca
proveniente de uma fonte desconhecida. Segundo a
declaração feita no ultimo relatório da Comissão
Federal de Energia dos Estados Unidos: "A causa
precisa da energização do rele de retrocesso é agora
conhecida."(7) De onde veio a súbita sobretensao de
forca? Ate o dia de hoje esta pergunta continua sem
resposta.
OVNIs?
Ou será que tem uma
resposta? Talvez uma resposta, ainda que
inconclusiva, se encontre nas descobertas feitas
pelo falecido Dr. James E. McDonald, que afirmava
que os campos magnéticos que acompanhavam os UFOs
eram capazes de provocar súbitas sobretensoes de
forca nas linhas de transmissão enquanto a nave as
sobrevoava. Teoricamente, estas sobretensoes de
força poderiam provocar blackouts de proporções
maciças.
A partir do "Grande
Blackout", a teoria de McDonald conquistou um peso
considerável diante da forte evidencia que
confirmava uma atividade disseminada por parte do
UFO naquela noite fatídica. O Syracuse Herald
Journal recebeu uma verdadeira avalancha de
telefonemas relatando mais de cem observações na
região de Siracusa. Uma das primeiras ligações
partiu do Diretor Substituto da Aviação em Siracusa,
Robert C. Walsh, que sobrevoava a cidade no momento
do blackout. Apesar da escuridão reinante, ele
conseguiu aterrissar são e salvo no Aeroporto de
Hancock. Quando estava parado junto a pista com
alguns outros funcionários do aeroporto, percebeu,
de repente, uma enorme bola de luz balançando-se no
alto do céu.
"Parecia
estar a cem pés de altura e ter cinquenta pés de
diâmetro". Subiu durante vários segundos e
depois desapareceu inesperadamente. Instantes
depois, um perplexo Walsh e seus companheiros
observaram um aparelho idêntico ascendendo sobre
o campo de pouso, antes de se "apagar"
misteriosamente, como tinha acontecido com seu
predecessor. Diversamente dos conhecidos
mergulhos dos relâmpagos redondos, estes
aparelhos movimentavam-se para cima numa
velocidade moderada — visivelmente controlados
por alguma espécie de inteligência".
Ao mesmo tempo, a
misteriosa nave também estava sendo observada mais
adiante. O veterano instrutor de voo Weldon Ross e
seu aluno, James Brooking, estavam-se aproximando do
aeroporto as escuras quando avistaram um segundo
objeto faiscante lá embaixo. A nave gigantesca,
calculada em bem mais de cem pés de diâmetro, dava a
impressão de estar posicionada exatamente sobre a
subestação de Clay, uma instalação estratégica que
canaliza a energia do Salto do Niagara para a Cidade
de Nova Iorque. Tratava-se da mesma subestação onde
as turmas de pesquisa da Hydro tinham, inicialmente,
localizado a origem do blackout.
Os repórteres do
Herald Jornal, numa incansável tentativa para
estabelecer uma relação possível entre os UFOs e o
blackout, conseguiram trazer à luz evidências ainda
mais explosivas. O jornal, numa reportagem publicada
na primeira pagina sete dias depois do blackout,
estampava fotografias do misterioso aparelho
vermelho tiradas por Mr. William Stillwell,
sacristão da Igreja Episcopal de São Paulo.
Descreveu o que tinha observado através de uma
luneta de 117-força:
"O centro
estava girando, dava voltas, voltas e mais
voltas. Vinha do lado de DeWitt, flechou num
angulo e depois voltou pelo mesmo caminho de
onde tinha vindo."
O sacristão observou o
objeto faiscante durante duas horas antes dele
desaparecer. Enquanto as turmas de investigação
continuavam a apurar a misteriosa causa da
interrupção de energia, a cobertura feita pela
imprensa a respeito e uma possível relação com UFOs
ganhou impulso. Num editorial redigido
vigorosamente, o Indianapolis Star insistia:
"A resposta é,
positivamente, obvia — objetos voadores
nao-identificados! Trata-se de um enfoque que a
turma de pesquisa não deveria deixar de
examinar."
A medida que outras
noticias a respeito de outras observações vinham a
tona, intensificou-se a possibilidade de uma relação
com os UFOs. Na Cidade de Nova Iorque, vinte minutos
apos se ter iniciado o blackout, testemunhas que se
encontravam no Prédio da Time-Life avistaram um
brilho estranho no céu sobre Manhattan às escuras.
De acordo com o Major Donald Keyhoe:
O brilho parecia
partir de um objeto redondo que pairava sobre a
cidade. Isto sucedeu vinte minutos apos as luzes
começarem a se apagar. Varias fotografias foram
batidas por um fotografo da revista Time, uma das
quais foi publicada no numero de 19 de novembro.
Acobertamento
Embora claramente
visível na fotografia aqui reproduzida, os editores
do Time não fizeram nenhuma referencia a nave de
formato alongado na legenda da ilustração. Seria um
descuido jornalístico ou uma omissão deliberada? A
única alusão a uma atividade aérea fora do comum
partiu de uma referência chistosa à um satélite
russo:
"Alguns
nova-iorquinos, declarando terem visto um
satélite passando sobre a cidade no momento em
que as luzes se apagaram, afirmaram que os
russos tinham aprontado outra novamente."
Contudo, o
investigador de UFOs e autor, o falecido Frank
Edwards, discorda tanto da explicação relacionada
com o UFO, como com a do satélite russo.
"A coisa
alongada poderia ter sido um UFO — mas não o era
com toda a certeza. Nada mais era do que um
fantasma ótico, um resultado das reflexões entre
os elementos de lentes mal ajustadas."
Conquanto contestasse
a validade da foto publicada pelo Time, Edwards
defendia resolutamente a afirmação de que os UFOs
estavam envolvidos, de algum modo, no desencadear do
blackout. Na verdade, enquanto realizava uma
investigação particular a respeito da causa da falta
de energia, descobriu que as autoridades militares
americanas tinham tido pleno conhecimento da
presença do UFO, pelo menos quarenta e cinco minutos
antes do inicio da interrupção de forca.
Esta surpreendente
revelação partiu de dois pilotos comerciais, Jerry
Whitaker e George Croninger, que sobrevoavam
Tidioute, na Pensilvania, quando avistaram dois
"objetos brilhantes" com o formato de disco. Mais
surpreendente ainda foi o fato de terem visto dois
jatos militares perseguindo a misteriosa nave.
Instantes mais tarde, um dos discos "desenvolveu uma
velocidade terrível" e rapidamente distanciou-se dos
seus perseguidores. Enquanto observavam o
desaparecimento rápido do UFO, os pilotos
assombrados perderam o outro objeto de vista, o
qual, possivelmente, tinha sumido da mesma maneira.
A revelação mais
espetacular sobre o UFO foi feita um dia antes da
divulgação da explicação "oficial" quando, falando
diante de uma audiência nacional, o comentarista da
televisão NBC Frank McGee noticiou que um piloto
particular tinha avistado "um objeto redondo e
brilhante próximo a usina de força do Salto do
Niagara".A Associated Press ouviu a história e
vários jornais publicaram-na a seguir. Na manha
seguinte, um artigo muito bem documentado apareceu
no New York Journal American no qual o UFO era
culpado pelo desastroso blackout. Contudo, qualquer
outro enfoque dado pela imprensa sobre a ligação
entre o UFO e o colapso de energia foi interrompido abruptamente com
a divulgação da explicação do "rele quebrado".
Apesar da evidencia sempre crescente, a Comissão
Federal de Energia tinha presumivelmente preferido
deixar de lado a possível ligação com o UFO.
Esta omissão foi,
casualmente, confirmada pelo Dr. James E. McDonald,
que, na qualidade de cientista respeitado, obteve
permissão para entrevistar certos funcionários
daquela Comissão.
"Eles confirmaram
ter recebido os relatórios vindos de Siracusa e
do Salto do Niagara, assim como da maioria dos
outros incidentes que tiveram lugar naquela
noite. Porem, não queriam discutir a
possibilidade do UFO... Não importa no que eles
acreditavam, acho que estavam convencidos de que
os fatos não deveriam ser trazidos a publico e
ai esta porque acataram a historia do "rele
quebrado". De qualquer maneira, estava claro que
eles queriam encobrir o fato".
Sob estas
circunstancias, existe uma forte probabilidade de
que as autoridades canadenses também estivessem
envolvidas na dissimulação. Os investigadores da
Comissão de força da Hidrelétrica de Ontário, tendo
tomado conhecimento dos relatórios sobre UFOs,
colaboraram com a Comissão Federal de Energia
trocando informações que, eventualmente, conduziram
a explicação do "rele quebrado". Ademais, esta
explicação tinha sido, ao que tudo indica,
pré-combinada e foi divulgada simultaneamente em
ambos os países. A Ontário Hydro na sua declaração à
imprensa negligenciou, do mesmo modo, a inclusão dos
UFOs como uma possível causa do blackout.
Um ufólogo americano
de grande projeção chegou ao ponto de apontar um
dedo acusador contra o falecido Lester B. Pearson,
então primeiro-ministro. O Major Donald E. Keyhoe
sustenta que:
"A fim de
desviar a atenção publica da explicação do UFO
inventou-se a historia do "rele quebrado".
Como.isto poderia ser uma faceta negativa contra
o Canadá, o premie (primeiro-ministro) deve ter
sido convencido de que era melhor para os dois
países não revelar a verdadeira situação".
Se este foi o caso,
representa, então, uma das mais chocantes imposturas
jamais perpetradas — deixando os chefes de trinta e
uma companhias fornecedoras de serviços públicos e
trinta milhões de pessoas andando as cegas no escuro
de todas as maneiras.
|