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[ Sobre as Origens ] [ Sobre a Propulsão Espacial ] [ Sobre a Propulsão na Atmosfera: A Teoria de Plantier ] |
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Hipótese:
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Sobre a Propulsão na Atmosfera: A Teoria de Plantier
Tese do capitão da Força
Aérea Francesa, René Plantier, sobre o
funcionamento dos OVNIs na atmosfera terrestre.
Artigo originalmente publicado na revista
Planeta UFOLOGIA - Os OVNIs Chegaram - III -
Número 122 de novembro de 1982.
Por René
Plantier
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Acabei por me ocupar deste raros objetos nas
seguintes condições: ao fazer um estudo da evolução
das técnicas humanas, no qual me ocupei nestes
últimos anos, comecei a imaginar "o instrumento
supersônico interplanetário ideal". Este
instrumento, no entanto atual de nossos
conhecimentos, me parecia impossível de construir, e
não achava que o veríamos realizado antes de muitos
anos. Descobri um dia, com assombro, que ele já
existia: era naturalmente o disco voador. Isto se
estivéssemos dispostos a discutir seus princípios
apoiados a física mais clássica, para considerar
esta teoria, tomada na sua totalidade, como um
postulado.
Para tanto, o leitor não deve esperar
observações sensacionais sobre os discos. Gostaria
de dar um esquema exato, com curvas representativas
de suas diferentes funções e detalhes técnicos e
detalhes técnicos de seus órgãos. Desgraçadamente,
porém, eu não os vi. Isto não é portanto, em
definitivo, uma solução, mas somente os princípios
de uma solução. |
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Um veículo Ideal |
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Propulsão por campo de forças |
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O estudo dos meios de deslocamento humano me induziu
à seguinte conclusão: "A propulsão por campo de
forças marcará o término do aperfeiçoamento na
técnica dos deslocamentos a grandes velocidades".
Este campo de forças para permitir os deslocamentos
em todas as direções, tanto na atmosfera quanto fora
dela, deverá ser criado mediante uma energia cósmica
onipresente, artificial ou natural. O sistema de, o
sistema de referência do ponto de vista reação, será
portanto uma classe de diferença de potencial desta
energia de espaço. Diferença ou absorção desta
energia sob forma de energia de outra natureza. Esta
função capital teria por resultado intrínseco a
criação de um campo de forças entre os pontos
extremos da zona de liberação ou de absorção. Isto
implica necessariamente um sentido único desta
função. Veremos mais adiante que, no caso que nos
interessa, certas deduções parecem indicar que este
sentido está imposto por um campo magnético
solenoidal.
O torniquete fotométrico utiliza um
princípio de propulsão que apresenta alguma
semelhança com este sistema: as colorações brancas e
negras das duas paletas provocam "uma diferença de
potencial" da energia que é, neste caso, a energia
luminosa; as paletas são submetidas a uma força que
determina a rotação do torniquete, sem que outro
sistema de reação aparente possa ser definido.
Ao imaginarmos uma energia ambiente muito mais
importante que a da luz, uma nave espacial com
procedimento de captação desta energia, análoga à
bicoloração das paletas do torniquete, podemos
deduzir que haverá propulsão. Quais seriam a origem
e a natureza desta energia cósmica?
Pode-se imaginar distribuidores artificiais do
tipo da estações de rádio, projetando no espaço
feixes de energia para as viagens interplanetárias.
Mas poderia também ser algo muito simples, posto que
a natureza nos deu gratuitamente esta energia. |
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Figura 1: Exemplo de linhas
de força e superfícies
equipotenciais em um deslocamento
axial (a velocidade neste caso, é
bastante alta) |
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Fabulosa fonte de energia |
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Peço aos leitores que façam comigo uma suposição: a
de que esta fabulosa energia cósmica exista. Como
ela ainda não foi descoberta? - perguntarão. Talvez
porque é neutra eletricamente e magneticamente, ou
porque não inventamos ainda instrumentos para
medi-la. O descobrimento dos raios cósmicos não é
tão antigo e ainda nem esgotamos as surpresas que
certamente nos reserva a natureza. E entreguei-me a
um estudo, decerto pouco preciso, das possibilidades
desta energia, e penso que se poderia, com sua
ajuda, encontrar uma resposta a inumeráveis
mistérios da Ciência moderna, especialmente a
atração newtoniana e as mais inquietantes
características corpusculares (indiscernibilidade,
indeterminação, agitação, etc.) Os resultados deste
trabalho são muito convincentes apear de não serem
indiscutíveis.
Além disso, a existência da
radiação cósmica dá peso a essa hipótese. As
partículas cósmicas apresenta condensações de
energias alcançando a cifra enorme de 1016
elétrons-volts; ou seja, em torno de 100.000 vezes a
energia que poderia dar a sublimação completa, e
irrealizável do urânio. É possível também que haja
muitos corpúsculos mais potentes, que atravessem as
"câmaras de Wilson" seguindo trajetórias retilíneas
(quando as traçam) que não permitam sua análise
energética e nem sequer sua análise qualitativa.
Na atmosfera terrestre estas partículas caem como
uma espécie de chuva não muito densa, pelo menos em
seus aspectos experimentalmente ponderáveis: um
corpúsculo, por centímetro quadrado e por minuto ao
nível do mar. Elas não supõem também uma energia de
base fabulosa:seria necessário, com efeito,
ciclotones gigantes para obter corpúsculos animados
de tais energias. E, ainda, nenhuma força foi
descoberta no espaço que possa explicar estas
misteriosas condensações de potências.
É por isto que não parece incoerente admitir este
postulado acerca de uma energia cósmica natural em
lugar de uma energia artificial. Existe o veículo
ideal?
Meu veículo se achava nesta etapa tão teórica e
tão incompleta, e não parecia poder ultrapassá-la,
quando ouvi falar pela primeira vez dos discos
voadores. Lia como todo mundo, com um divertido
ceticismo, a descrição deste fenômenos estranhos e
fantásticos, até o dia em que fiz uma comprovação
perturbadora: algumas características dos discos
voadores correspondiam às que havia no "meu" objeto.
Significava isto que este último existia realmente?
Afinal, não era apenas mais um postulado da energia
atômica?
Logo empreendi um estudo preciso dos depoimentos
mais dignos de fé e me dei conta, com assombro cada
vez maior, que todas as pretensas extravagâncias
denunciadas pelos adversários dos discos voadores,
na realidade poderiam ser a conseqüência
absolutamente normal do sistema de propulsão que eu
lhes atribuía. Explicava assim o silêncio, a
resistência térmica, a mudança de aspecto, a
habitabilidade, além das restantes anomalias.
Estas verificações me foram proveitosas. A cada
explicação correspondia uma orientação de minhas
pesquisas, e pude ter pouco a pouco uma idéia mais
exata da natureza destes veículos e da força
misteriosa que os anima. Este trabalho de "físico
detetive" que não trabalhava senão por obrigação,
não tendo os meios de comprovação direta, foi
extremamente frutífero, já que pude prever certas
características, confirmadas posteriormente por
depoimentos como, por exemplo, a mancha excêntrica
que aparece sobre certas fotos ou... a nuvem
ambulante. |
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Mistérios das aparições |
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Pode-se imaginar que o veículo utiliza um
procedimento de liberação de energia cósmica análogo
ao que, na natureza, criam a partir desta mesma
energia, os princípios da radiação cósmica. Tal como
esta função libertadora confere aos corpúsculos
cósmicos naturais assim engendrados uma velocidade -
isto é, uma energia prodigiosa -, a energia cósmica
no curso desta liberação artificial, irradiaria sob
forma de fluido "corpúsculo-ondulatório", através do
objeto em um sentido bem definido - o da propulsão -
e a uma velocidade da ordem da luz. Este fluído
imporia a cada núcleo atômico, que se fez receptivo,
uma força dirigida no sentido da descarga.
Havia
criado assim o campo de forças propulsivo de minha
teoria. Se teria, assim, uma classe de ramalhete
cósmico contínuo, que apresentam alguma analogia com
os ramalhetes cósmicos fotografados pelos
cientistas, mas de natureza diversa, possivelmente
pela sua densidade e sentido de queda. Além disso,
isto não se deveria a uma radiação primária de
grande energia, mas sim de uma captação direta da
energia misteriosa, que é a causa da radiação
cósmica. Desencadeada pelo veículo, o seguiria em
seu trajeto, o propulsionaria e o sustentaria como
se este estivesse apoiado sobre jatos de água, da
mesma maneira como jatos de água sustentam bolinhas
de pingue-pongue nos estandes de tiro ao alvo nos
parques de diversão.
Pode-se admitir de outro
lado, sem ajuda dessa ultima hipótese, que a
intensidade do campo de força decresça sem
descontinuidade à medida que se afaste do veículo,
devido ao enfraquecimento progressivo do poder de
liberação da energia e da receptividade comunicada
aos átomos. Pode-se, continuando, prever
razoavelmente que as superfícies, lugares de igual
intensidade, seriam esféricas ou elipsoidais, e
centradas sobre o veículo. Demos-lhe o nome de
superfícies eqüidinâmicas e chamamos-lhe linhas de
força aos eixos dos jatos fluidos, apesar de que
nada prove ser a força constante ao longo dos jatos,
supondo simplesmente que ela lhe é tangente em cada
ponto. Teremos assim esta distorção dos argumentos
clássicos.
Os centros atômicos do ar ambiente
experimentariam tanto quanto os do veículo a
influência do campo criado. Tenderiam portanto a ter
certa velocidade, igual à do veículo e suas
cercanias, e decresceriam em função do afastamento.
A resistência da atmosfera ajudaria a produzir,
portanto, uma circulação aerodinâmica, cuja
velocidade - quer dizer, o vento relativo -
descreveria de maneira diferencial, chegando a ser
mais fraco na vizinhança da parede. Se conseguirá
assim a criação de uma capa limite hiperpesada (vale
dizer exatamente a inversa à referente à
aerodinâmica clássica), cuja utilidade será estudada
mais adiante.
O veículo se propulsionaria por
deslizamento a baixa velocidade, no sentido da
resultante vetorial, como mostra a figura 2.
Teremos:
R = mG + mH, com mH = mihi.
Em altas velocidades, sendo mG fraco em relação a
mH, se teria um deslocamento axial.
A vantagem
principal do sistema seria, naturalmente, a
onipresença da energia cósmica, que dispensaria
problemas como o reabastecimento. Quanto à
velocidade, ela tenderia, no vazio quase absoluto
dos espaços interplanetários, a adquirir a
velocidade do fluído que atravessa o veículo - que
seria, provavelmente próxima à da luz, se julgarmos
pelas das mais rápidas partículas cósmicas. Em
seguida, não se tratará senão de velocidades
relativamente lentas: menos de 6 mil Km por hora em
atmosfera média, e de 30 mil Km/h em grandes
altitudes, porque as explicações dadas sobre o
silêncio e sobre a resistência térmica talvez não
fossem válidas além de certas velocidades nas
altitudes consideradas. Além disso, estas cifras
correspondem a aproximadamente às dadas pelos
observadores. |
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Figura 2: Composição de
forças em deslocamento em plano
subsônico e em voo imóvel. |
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Silêncio |
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Segundo todos os depoimentos, as aparições de discos
voadores, se produzem num silêncio absoluto. Isso é
curioso, sabendo-se que todo objeto ao se deslocar
pelo ar suporta atritos aerodinâmicos e deixa atrás
de si uma zona despressurizada mais ou menos
turbulenta. Em velocidades muito elevadas, o atrito
deveria produzir um ruído estridente e a zona
despressurizada, invadida brutalmente pelo ar em
ritmo descontínuo, seria sem dúvida um lugar de
estrondos e estalidos análogos aos que se ouvem
quando um avião rompe a "barreira do som".
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Figura 3 |
A
figura 3 dá uma explicação desta aparente
contradição. Consideremos uma molécula de ar situada
em A, no caso mais desfavorável, isto diante do
veículo e em seu eixo de deslocamento. O aparato se
desloca a uma velocidade supersônica, por exemplo, a
5 mil km/h - que seria a velocidade relativa. Mas de
A a B ela descreve gradualmente na medida em que a
molécula vai encontrando superfícies eqüidinâmicas
onde o campo tem uma intensidade cada vez mais
forte. E sem dúvida se produzirá uma compressão
adiabática em seguida e atritos de deslizamento
causados pela variação de Vr em função do
afastamento do eixo (neste esquema pelo menos), mas
não haverá nenhum choque supersônico com qualquer
obstáculo e, portanto, nenhum ruído.
E N, V, se fez subsônico e relativamente muito
fraco: em conseqüência, desapareceu toda a
possibilidade de ruído. Depois de B a molécula
contorna a massa de ar englobada pela superfície
número 1, correspondente a uma intensidade mais
forte e só ocasionalmente, por turbulência, entra em
contato com a parede. Logo se perde na coluna de ar
que segue ao objeto, distendendo-se gradualmente
pelas mesmas razões. Em nenhum instante apareceu a
possibilidade de um ruído sequer. |
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Resistência térmica |
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O enorme calor engendrado pelo atrito do objeto nas
altas velocidades consideradas deveria volatizar
qualquer dos 92 corpos puros conhecidos em nossa
galáxia, ou mesmo com suas ligas. Nada disso sucede,
e os discos voadores atravessam a toda velocidade as
camadas médias da atmosfera sem que pareçam ser
incomodados de nenhuma forma.
Essa resistência
anormal ao calor desprendido poderia ser explicada
pela ausência quase total do vento relativo na
vizinhança da parede. Mas fica ainda o aquecimento
provável, causado pelos atritos de deslizamento e de
turbulência das capas de velocidades relativas
diferentes. Ignorando a natureza exata do campo, não
se pode dizer "a priori" qual será a importância
deste aquecimentos.
Consideremos o caso mais desfavorável, o da
molécula fortemente aquecida em A (ver figura 3).
Como já foi dito anteriormente, ela não pode ter
mais que contatos ocasionais com o veículo. Em
conseqüência, teria que por turbulência, conseguir
romper a zona de forte intensidade que provoca a
formação da capa limite hiperpesada. Somente pode
ter breves contatos com a parede. A capacidade
calorífica do ar é fraca em relação à da parede e,
ajudando a capacidade da enorme capa limite
transcorre certo tempo antes que as ondas de ar
quente hajam aquecido o veículo.
É possível assim, voar em velocidades normalmente
incompatíveis com a resistência térmica dos
materiais conhecidos, durante um tempo proporcional
à magnitude do veículo e inversamente proporcional à
sua velocidade, numa certa altitude. Esse tempo
será, talvez muito curto, mas em velocidades de
muitos milhares de quilômetros/hora, não é
necessário voar muito tempo para percorrer grandes
distâncias ou para alcançar a mais alta atmosfera. E
tem mais: o caso escolhido é o mais desfavorável,
pois é pouco provável que o aquecimento seja muito
forte, pelo menos até cinco ou seis mil quilômetros
por hora. |
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Habitabilidade |
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Parece difícil, à primeira vista,supor habitados os
discos voadores, porque ainda admitindo - como vimos
- que o calor de atrito aerodinâmico possa ser
reduzido a normas humanas, em razão do modo de
propulsão e limitando ao necessário a duração dos
saltos a uma grande velocidade, subsiste o fato de
que as prodigiosas acelerações que animam estes
veículos destruíram o organismo humano.
Sem
dúvida, as manobras planejadas destes aparelhos, seu
prolongado estacionamento sobre certos lugares que
parecem interessar-lhes especialmente, faz
improvável tal juízo. E se o disco voador está
habitado, como explicar que o piloto não seja
esmagado contra seu acento pela própria inércia,
quando se produzem acelerações que passam de dezenas
(porque não dizer centenas) de G?
Uma vez mais, o princípio da propulsão por campo
de forças resolve o problema. Num aparelho clássico,
ao produzir-se uma forte aceleração, o esmagamento
se deve à inércia das moléculas, que pesam de uma
maneira acentuada sobre o acento, origem desta força
de aceleração. No disco, pelo contrário, a orça não
emana do assento: é a própria de cada molécula. A
inércia é combatida sobre o plano atômico e a
fortiori molecular.
A aceleração linear que disto resulta é a mesma,
portanto, para cada molécula, e todas as moléculas
progridem ao mesmo tempo, a igual velocidade na
direção do campo, sem que haja possibilidade alguma
de aglomeração.
O equilíbrio estrutural e
fisiológico se conserva intacto e o piloto pode
suportar sem problemas as piores acelerações.
Unicamente a ionização atômica provocada por enormes
acelerações limita estas possibilidades, mas este
limite não é daqueles que se possam considerar ainda
dentro de um deslocamento interestelar.
O aparelho
e o piloto experimentam uma intensidade igual de
campo; sem dúvida estando freado pela atmosfera, o
aparelho é levado a uma velocidade mais baixa que
aquela impressa ao piloto, que desta maneira corre o
risco de ser esmagado contra a parede dianteira. Mas
o problema é fácil de resolver, por intermédio de um
enfraquecimento equilibrado do campo no interior do
disco. Bastará regular este enfraquecimento seguindo
o deslocamento de um contrapeso montado junto ao
assento.
Quando às manobras em angulo reto, são
explicadas facilmente por um balanceio do aparelho
que compense aforça centrífuga pela ação equilibrada
do campo. |
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Mudança de forma |
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Uma das características dos discos voadores consiste
nas modificações de sua aparência ao arbítrio de uma
fantasia inexplicável. Não existe atualmente um
aparelho conhecido que se transforme em uma bola de
fogo colorida. Poderia se pensar, e esta foi uma de
minhas primeiras hipóteses, em uma gênese térmica da
bola, mas é muito mais verossímil que ela seja
devida ao "fluido corpúsculo-ondulatório" que se faz
luminoso o ar. Sabe-se que este fenômeno se observa
à saída de certos cíclotrons de relativa potência.
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Figura 4: Amortecimento cinético
silencioso e origem térmica da bola
brilhante |
A variação das cores poderia ser produto da variação
de intensidade , ou melhor, efeito de um campo
magnético utilizado pela função propulsora e que
produziria este inesperado efeito Zeeman.
Sabe-se que o físico norte-americano Noel W. Scott
criou experimentalmente bolas de cor laranja em
atmosferas rarefeitas pela única ação de um anel de
cobre em alta tensão. Pensa com isto demonstrar o
caráter eletrostático natural das aparições. Não
estará confirmando ele, involuntariamente, um
aspecto elétrico ou eletromagnético da propulsão
destes aparelhos?
Enfim, como se verá mais adiante, o campo de
forças, ao provocar um vazio parcial no ascenso ou
no descenso oblíquo, pode provocar a condensação do
vapor de água do favorecido pela ionização eventual
devido ao fluído, e dar nascimento a uma esfera
nebulosa e branca. Em resumo, a mudança de aspecto
pude ter causas térmicas, ondulatórias,
meteorológicas - ou melhor, duas das três na mesma
ocasião.
Aí está uma das explicações dos discos voadores.
Para o leitor cético, esta explicação apóia-se num
postulado evidentemente discutível .
Sem dúvida poderia admitir-se razoavelmente que
uma teoria sustentada por tantas observações não
vale mais que um movimento de ombros. Mas, afinal, a
experiência não é a base de muitas leis científicas?
Por esta razão, vou me esforçar para deduzir as
conseqüências deste estranho modo de propulsão. E
facilmente se perceberá que as características
resultantes tem uma semelhança extraordinária com o
que de pouco habitual tem a conduta dos discos
voadores. |
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Plano do aparelho |
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O deslocamento não se realiza de uma maneira
constantemente igual. À baixa velocidade o eixo do
veículo é sensivelmente perpendicular ao sentido do
deslocamento e, à medida que a velocidade aumenta,
se aproxima dele cada vez mais e mais. Certamente, o
aparelho não tem comandos aerodinâmicos, posto que
não existe vento relativo estável sobre o qual possa
manobrar; deve existir portanto uma estabilização
giroscópica. A mudança de plano se produz pela
excentricidade da resultante mH a uma ordem do
piloto; tendo-se como conseqüência duas partes, uma
que gira provavelmente perifericamente, e, outra, um
órgão moderador do campo excêntrico.
Numerosos depoimentos assinalaram esta inclinação
que varia com a velocidade e também o balanceio
antes do arranque fulgurante. No depoimento que se
refere aos charutos, supõe-se que estes são
constituídos por uma carlinga com dois pratos nos
extremos. Percebe-se que a baixa velocidade (figura
5) devem estar inclinados sobre o horizonte, sendo
esta inclinação aproximadamente igual à dos eixos de
planos eventuais. |
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Figura 5: Deslocamento vagaroso
do "charuto voador" -
necessariamente oblíquo para obter a
posição horizontal a grande
velocidade. Observando
principalmente Olorn e Gaillac,
estava acompanhado pela emissão dos
famosos jatos. Note-se que os
charutos eram mais largos do que o
mostrado neste desenho, a fim de
proteger a cabine central das
radiações nocivas |
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Balanceio e aproximação em zig-zag |
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Na parada, qualquer inclinação, voluntária ou não,
provoca um deslizamento sobre o lado correspondente
(ver figura 2). Mas há de ser muito difícil para o
piloto conservar seu aparelho bem aprumado pela sua
ação sobre a resultante do campo. Consequencia
direta disto é que m descida vertical lenta cairá
"em pendulo" ou "folha-seca".
Do mesmo modo, ao
aproximar-se de uma localidade, o piloto inclina seu
aparelho para ver melhor por baixo dele e deste modo
provoca bruscos desvios e uma chegada em zig-zag.
Numerosas vezes, depoimentos dignos de fé
assinalaram balanceios oscilatórios, folhas secas e
bruscos desvios. |
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Evoluções estranhas |
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Isolado em pleno movimento, no centro de uma zona
limitada pelo ar quente e perturbado, o piloto só
pode ter uma visão deformada do solo, causada pela
refração heterogênea através deste ar. Assim
poder-se-ia explicar s bruscos ascensos, as mudanças
rápidas de proa e também as pardas de alguns minutos
sobre as cidades e particularmente costas, que
seriam os reparos indicados para marcar o ponto. |
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Acidentes e colapsos |
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O aparelho dificilmente poderia sofrer acidentes. O
piloto provoca a mais perfeita das freadas por
simples inversão de campo. Em caso de necessidade,
uma simples montagem tipo radar pode desencadear
esta freada nas proximidades de um obstáculo. Em
tais casos, as pessoas não correm o risco de deixar
os destroços - e o segredo - dos discos.
Com
efeito em caso de interrupção, do campo de forças,
particularmente em grande velocidade, a capa limite
hiperpesada desapareceria de um golpe e o aparelho
golpearia o ar imóvel com prodigiosa energia
cinética, que resultaria na sua desintegração e sua
volatização térmica numa fração de segundo, com um
ruído estrondoso.
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Figura 6:
Fluxo de ar e globo giratório ao
contrário, subida oblíqua. |
É esta possivelmente a explicação, tanto das
observações feitas por dois pilotos do Aeroclube de
Marrocos que, em setembro de 1952, foram
ultrapassados por um charuto voador que desapareceu
diante deles num jato de chispas, como da explosão
misteriosa que comoveu um mês depois a região de
Glancove, perto de Nova York. |
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Figura 7: Estudo aproximado das
velocidades.
Em hipótese, apresenta-se um
movimento turbilhado que origina uma
depressão central, provocada por
forças centrífugas e divergência dos
jatos de ar. Considerou-se aqui o
caso das linhas de força da figura
1(Vi: velocidade induzida pelo
campo; Vs: velocidade induzida por
pressão ou depressão; Vp: velocidade
própria; Vr: velocidade instantânea
aerodinâmica resultante. |
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Criação de ascendências |
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É possível, em certos casos, que se possa imputar ao
aquecimento do ar, o rastro avermelhado que segue as
bolas de fogo em grande velocidade. Mas, ainda
admitindo que seja demasiado fraco para engendrar
freqüências luminosas, este aquecimento determinará
seguramente ascendências imprevistas e de grande
amplitude na alta atmosfera.
Alguns pilotos de
avião a jato declararam haver encontrado camadas
nebulosas de mais de 3 mil metros de espessura, a
mais de 10 mil metros de altura. Semelhantes
formações não podem ser explicadas por aquecimento
normal do ar. Porém, os sulcos ardentes deixados por
um grupo de naves em grande velocidade bastariam
para provocar tais ascendências. |
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Formação de cúmulos |
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Uma das conseqüências mais estranhas do modo da
propulsão era, segundo o que havia pensado, a
possibilidade de ver um pequeno cúmulo formar-se no
mais azul dos céus sobre o aparelho estacionado em
baixa altitude. Com efeito, submetida a coluna de ar
ao campo já sem "peso" - ou quase sem peso -, se
produziria ar ascendente suficientemente violento
para destruir eventualmente a inversão causadora da
pureza do céu; e, se não houvesse inversão, a
ascendência seria ainda mais forte. Teríamos então a
possibilidade de ver aparecer um pequeno cúmulo
capaz de deslocar-se contra o vento.
Assim, os
jornais de 3 de janeiro de 1953 relataram a aventura
de um caçador de aves, antigo piloto da Força Aérea,
que viu com espanto, um pequeno cúmulo isolado em
céu azul, deslocar-se na vertical para logo em
seguida deixar sair de seu seio uma coisa
indeterminada que desapareceu rapidamente, deixando
atrás de si um rastro branco.
Pode-se supor que o piloto do aparelho colocou-se
voluntariamente na nuvem para beneficiar-se do
esconderijo providencial que esta poderia lhe
oferecer. Seria feliz se esta hipótese tivesse como
conseqüência dissipar as dúvidas que certos
jornalistas manifestaram acerca do equilíbrio mental
da testemunha, dúvida que ele mesmo pôde
compartilhar em algum momento. |
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Bola giratória branca |
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Em torno do aparelho forma-se, no caso de uma subida
oblíqua, uma zona despressurizada devido à força
centrífuga criada pelo redemoinho, pela divergência
das estrias do ar e pelo efeito da "sucção" do
campo. Em certos casos de atmosfera úmida ajudando a
ionização, se produzirá uma condensação por descarga
adiabática nesta zona e vapores brancos que seguem a
circulação aerodinâmica, e e terá a impressão de uma
bola branca que escala o céu rodando ao inverso. O
caso será idêntico em descida oblíqua e
corresponderá, como na subida, a condições bem
precisas de velocidade própria, de ângulo de
trajetória e de unidade atmosférica. |
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Hipóteses sobre o próprio veículo |
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A verificação dessas conseqüências, depois de haver
explicado os "quatro mistérios", e sobretudo as
observações de certas características que eu havia
chegado a prever, me converteram num ardente
"ufólogo". Tratei de buscar o caminho a seguir para
encontrar a solução. Mas os dados da física nuclear
e cósmica, ainda quando deixam entrever em seus
mistérios sem resolução domínios de investigações
possíveis, não permitem determinar a esquematização
de elementos que assegurem a propulsão.
Sem
possibilidade de indagação por este caminho, me
contentei, como disse atrás, em atuar como "físico
detetive", baseando minhas hipóteses sobre as
observações que me pareciam mais seguras. As dou,
pelo que elas valem, desculpando-me ante meus
leitores por não levar-lhes pelos caminhos, às vezes
tortuosos, que tive de tomar. Além disso, só exporei
aqui os menos chocantes.
Os átomos do aparelho devem apresentar uma
característica que lhes permita suportar de maneira
homogênea a força aplicada pela energia cósmica, do
mesmo modo que a "bicoloração" do torniquete
fotométrico lhe permite suportar a força da luz.
Esta característica poderia ser ocasionada
simplesmente pela ação do campo solenoidal de uma
enorme base condicionando, como se verá, a
"receptividade" dos átomos. Mas o elemento principal
da função propulsora seria o disco propriamente
dito, que constituiria uma enorme lente metálica. As
qualidade atômicas de seus constituintes, unidas às
de suas dioptrias, lhe confeririam uma ação
preponderante sobre certa parte do espaço, talvez
por intermediação do campo, e que obrigaria a
energia cósmica liberar-se sob a forma de um
"corpúsculo - ondulatório". Esta liberação se faria
progressivamente num sentido único, importo pelas
linhas de força do campo magnético e o aspecto
corpuscular do fluído se afirmaria cada vez mais sob
a forma de uma densa radiação de partículas
positivas, tanto que sua "energia propulsora"
diminuiria na mesma quantidade.
A radiação positiva trairia sem dúvida, por outro
lado, uma radiação negativa para trás, por subtração
de elétrons aos átomos do ar e do aparelho. Algumas
das partículas positivas, já criadas atrás, se
uniriam com alguns destes elétrons, de onde
resultaria a aparição de chispas assinaladas por
algumas testemunhas, ainda que em pleno dia.
Sobretudo esta duas radiações provocariam certa
luminosidade do ar; o que explicaria o aspecto de
"bola de fogo" imprecisa. Além disso, uma pequena
parte destas partículas se juntaria, perdendo sua
ionização na zona marginal, explicando-se daí os
anéis observados em diversos depoimentos.
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Figura 8: Alinhamento das linhas
de força para voo em grupo. Aparecem
superfícies equipotenciais,
permitindo as mesmas conclusões para
um só veículo. |
Enfim, sendo a luminosidade provavelmente igual à
intensidade do campo de forças, as superfícies
apoiadas seriam sensivelmente semelhantes às
superfícies equidinâmicas. A observação do ovo
flutuante, freqüentemente relatada, especialmente
por dois pilotos da Air France, parece confirmar
esta hipótese. Tem mais: a evolução destas
superfícies, redondas quando paradas (bolas
alaranjadas), ovóides com o eixo horizontal em plena
velocidade (ovo voador), parecem obedecer à evolução
das linhas de força do solenóide, sendo assim a sua
tripla coloração - verde, amarelo e alaranjado - o
produto de um efeito Zeeman em torno da freqüência
de base, o amarelo. Isto confirmaria a existência de
um campo magnético. Assim, as aparições dos
"cogumelos invertidos" e "taças de sorvete
invertidas" seriam explicadas desta maneira, supondo
o fluído positivo, e que siga mais fielmente o
traçado das linhas solenóide.
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Figura 9: Origem da manobra em
ângulo reto: de I a II o piloto
balanceia muito o aparelho para
combater a aceleração centrífuga
pela ação dosada do campo. Surge uma
chama verde - efeito de captura que
o rastro vermelho oculta no voo
retilíneo. A inércia da coluna de ar
quente que segue o objeto pode
causar "chamas" no lado externo da
manobra, apesar do campo. |
Todavia, uma hipótese mais estranha poderia
explicar as massas de "véus da virgem" ou de
"algodão branco" que acompanham numerosas
observações recentes - como estas de Oloron e
Gaillac.
Tratava-se do rastro deixado atrás delas pelas
partículas positivas que se combinam quimicamente,
talvez no curso de sua gênesis, com as partículas
vizinhas constituintes do ar, especialmente o vapor
d'água. Isto implica que as partículas seriam
enormes e os flocos particularmente tensos; daí o
aspecto de algodão em rama. O brilho deste algodão e
sobretudo a hidrofilia excepcional fariam
pensar em misteriosos sais qe se sublimam ao contato
com o solo pela perda de sua ionização, causa da
estabilidade passageira. Mas como ninguém se deu ao
trabalho de recolhê-los, os dados principais que
poderiam dar os resultados da análise também se
volatizaram para sempre...
Assinalamos que se pensarmos na débil densidade
da radiação cósmica primária - que parece estar
também constituída de partículas positivas, mais
precisamente de prótons - e se fizermos corresponder
à gravidade, facilmente imaginaremos a enorme
"gravidade orientável" que pode tornar um fluído
capaz de produzir semelhantes partículas.
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Figura 10:
Aspecto que as ultimas hipóteses
sugerem ao UFO, segundo René
Plantier. |
No que
concerne a pilotagem propriamente dita, a
excentricidade média do campo seria obtida por um
aparador excêntrico que absorveria ou desviaria em
parte o fluido acelerador. De outro lado, o campo
deveria estar enfraquecido dentro do disco para
evitar que o piloto seja lançado contra a parede
dianteira, e também para que a ausência de gravidade
não perturbe seu equilíbrio fisiológico - o que não
lhe permitiria permanecer sentado. O aparador
deveria ter logicamente, ambas as funções, de onde a
probabilidade de ver aparecer nas fotografias uma
"sombra negra" central ligeiramente excêntrica,
segundo as necessidades, e correspondendo a um
enfraquecimento parcial da radiação e, portanto, da
luminosidade.
As fotos tomadas recentemente pelo
Sr. Fregnale sobre o lado Cahuvet, parecem confirmar
esta hipótese. Expus aqui alguns dos aspectos de uma
teoria estabelecida sem ter, a princípio, a menor
idéia de que ela possa ser aplicada alguma vez aos
discos voadores. Disse em que condições fui levado a
interessar-me por estes objetos, partindo de um
postulado: existência de uma energia cósmica
misteriosa e da hipótese sobre a possibilidade de
liberar esta energia sob a forma de uma energia de
outra natureza que determine a aplicação de uma
força a cada núcleo atômico. Tratei de definir as
características de um aparelho supersônico ideal, e
posteriormente me dei conta de que ele teria
todas as características atribuídas aos discos
voadores.
Sei que minha teoria está longe de ser
perfeita e que ela não satisfará nem aos "anti-OVNIs"
nem aos cientistas mais escrupulosos. Me acusarão
sem dúvida de entregar-me, partindo de bases
discutíveis, a uma construção do espírito
inteiramente gratuita, e de buscar em
depoimentos imprecisos a confirmação de minhas
hipóteses. Sem falar das precisões obtidas -
bastante gratuitamente no fundo - sobre as
características do aparelho, seu princípio será
criticado. É evidente que não se conhecem hoje
campos de força com a sedutora característica de
aplicar a cada núcleo atômico uma força suja
intensidade seria também facilmente controlável no
espaço e no tempo. Ainda que se admita esta
possibilidade, as leis da mecânica clássica exigem
um sistema de referência do ponto de vista da
reação, e a física, não menos clássica, não deixa
entrever nenhum. A energia cósmica poderia muito bem
provê-lo por uma espécie de diferença de seu
potencial, mas esta mesma energia cósmica é também
muito hipotética. Se a gênesis da radiação cósmica
pode lhes ser atribuída, como explicar então que não
se pode revelar sua existência por outras
interferências em eletromagnetismo?
E por outro
lado, podem ser negados os depoimentos sobre a
misteriosa conduta dos discos voadores? A meu ver,
não. É necessário, então, convir que unicamente, o
modo de propulsão, que consiste em aplicar uma força
a todos os átomo, explica inteiramente estes
mistérios na condição que esta força decresça, de
uma maneira contínua, na frente e atrás, e que o
procedimento utilizado crie uma luminosidade no ar.
Se se concorda que todas as consequencias deste modo
de propulsão coincidem absolutamente com as
observações mais fantásticas (e algumas destas
deduções precederam as observações), é necessário
admitir que o acaso faz as coisas decididamente bem.
A Física Clássica refuta a noção de um campo de
forças tão pouco ortodoxo, e mais ainda a de uma
energia cósmica que realizou a façanha de escapar às
investigações durante séculos. Talvez seja um
domínio que ela não tenha abordado jamais, nem
sequer roçado, e na qual progredirá a passos de
gigante assim que forçar a muralha. Nossos
visitantes hipotéticos, mais adiantados que nós em
vários séculos, talvez tenham pleno conhecimento e
isto basta para explicar tudo.
Sei muito bem que
muitas pessoas nunca quererão submeter-se a estas
suposições enquanto não tenham a prova irrefutável
de que os discos voadores são aparelhos pilotados.
No que diz respeito, e insisto neste ponto, estou
convencido. Recolhi vários depoimentos de gente de
"cabeça no lugar" para continuar duvidando. Os
homens de ciência sentem repugnância e tem razão em
embarcar com objetivo de pescar o monstro de
Lochness ou de qualquer outra parte. É necessário
provar que os OVNIs existem para assim eles se
entregarem valentemente à obra, pondo na
investigação das soluções tanta audácia intelectual,
como prudência em decidir-se.
É por isto que
desejo ardentemente que uma pesquisa do gênero da
que se realiza nos Estados Unidos atraia a atenção
de gente qualificada para este estranho problema.
Qualquer explicação, ainda que comporte a revelação
de um perigo a nosso país por parte de outro
planeta, é preferível a esta inércia atual. Os
gracejadores, os céticos, os indiferentes não foram
nunca os construtores ou defensores das obras
humanas.
Fora de qualquer gracejo ou de toda posição
metafísica é necessário buscar a causa destes
fenômenos. Se são naturais, tanto pior para as
minhas teorias e... meu amor próprio. Mas se ficasse
provado que estamos na presença de aparelhos
voadores, não deveremos desenvolver esforço algum
para determinar sua natureza e sua origem? |
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René Plantier |
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