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- Investigaçõo:
Cronologia de Casos Ufológicos - Ano
1952
Estudo Estatístico
dos Casos do Ano de 1952
Por Jackson Luiz
Camargo (
ufojack@yahoo.com )
Década de 50:
[ 1951 ] [ 1952 ] [ 1953 ] [ 1954 ] [ 1955 ] [ 1956 ] [ 1957 ] [ 1958 ] [ 1959 ] [ 1960 ]
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A Ufologia teve sua
origem em 24 de junho de 1947, por ocasiõo do famoso
avistamento de Kenneth Arnold, a bordo de seu aviõo,
nas proximidades do Mount Rainier, no estado de
Washington, Estados Unidos. Justamente nessa época,
em vários regiões dos Estados Unidos estavam
ocorrendo avistamentos de estranhos objetos voadores
que deixaram atônitas tanto a populaçõo do país
quanto o próprio governo que esforçou-se em
acobertar tais fatos. Com a intensificaçõo das
ocorrências, o posicionamento dúbio da Força Aérea
Americana e a curiosidade gerada em torno do
assunto, surgiram organizaçõo civis de pesquisa
ufológica. As primeiras ações destas instituições
foram um pouco desordenadas, por não existirem
referenciais anteriores, nem intercâmbio entre os
diferentes grupos existentes. Com o passar dos
meses, esta estrutura começou a se formar. Cada
grupo começou a gerar uma base de dados que permitiu
criar referenciais e metodologias de estudo para
estes casos insólitos.
Assim, quando chegou o
ano de 1952, já havia uma certa experiência na
pesquisa destes casos, havendo comunicaçõo entre
alguns centros, permitindo cruzamento de informações
e havia uma atençõo redobrada ao que era divulgado
na mídia comum. A nível oficial, a Força Aérea
Americana coletava casos e desenvolvia um estudo,
embora de forma induzida visando desmistificar o assunto.
Os ufólogos
americanos, coletaram vários casos naquele ano de
1952,
sempre dentro de suas possibilidades. Mais tarde,
com a liberaçõo dos casos oficialmente pesquisados,
foi possível acrescentar mais peças ao quebra-cabeças
de 1952. Ainda assim, a listagem não
estava
completa e talvez nunca o seja, pois apenas os casos
que chegavam ao conhecimento dos ufólogos e
posteriormente investigados foram listados.
Certamente ainda existem testemunhas que jamais
informaram seus avistamentos, tanto à ufólogos civis
quanto à pesquisadores militares.
Em nosso estudo, na
tentativa de reunir os casos daquele ano utilizamos
dados e documentos do Projeto Bluebook, da NICAP,
uma das entidades mais atuantes daquela época,
livros e coletâneas de casos ufológicos, Boletins da
Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores,
Revista UFO e sua antecessoras, entre outras fontes. As
listagem
completa das fontes utilizadas estõo listadas ao final da cronologia de
1952.
O Estudo
A relaçõo de casos
por período ficou assim distribuída:
|
|
Casos por Período |
|
Indeterminado |
7 |
|
Janeiro |
11 |
|
Fevereiro |
11 |
|
Março |
15 |
|
Abril |
46 |
|
Maio |
30 |
|
Junho |
76 |
|
Julho |
164 |
|
Agosto |
88 |
|
Setembro |
59 |
|
Outubro |
41 |
|
Novembro |
30 |
|
Dezembro |
33 |
|
Total |
611 |
|
|
Características da
Onda
A Onda ufológica de
1952 é em grande parte norte-americana pois os casos
catalogados ocorreram, em sua maioria, em Estados
Unidos e Canadá. Isso deve pelo fato de que nos
Estados Unidos e Canadá haviam entidades de pesquisa
ufológica atuantes, além de já existirem comissões
de pesquisa dos casos dentro das Forças Aéreas de
cada país. Na França e no Japõo também
houveram vários casos registrados. No Japõo, os relatos
originam-se a partir de bases aéreas e militares
americanos em serviço naquele país. Na França, os
casos registrados foram investigados em sua maioria
por pesquisadores civis. No Brasil, a pesquisa
ufológica iniciou-se oficialmente em 1952 por ocasiõo do caso
Barra da Tijuca, embora já houvessem pioneiros no
assunto no Brasil. Devido à s dimensões continentais
de nosso país e pelo número limitado de
investigadores atuantes na época muitos casos
ocorridos dentro daquela onda, em território
brasileiro, sequer foram investigados.
Principais casos
Entre os casos mais
importantes, a nivel mundial, ocorridos naquela
época, destacam-se os casos de sobrevoo da capital
dos Estados Unidos, Washington, que em várias
ocasiões foi sobrevoada por vários objetos, que
foram
testemunhados por muitos moradores da cidade, bem
como captados por radares e perseguidos por caças da
USAF, no mês de julho daquele ano.
Outro caso digno de
destaque é o do chefe escoteiro Sonny Deverges que
dirigia, em companhia de 3 escoteiros, em uma zona
rural de West Palm Beach, Flórida. Após o anoitecer
todos observaram uma claridade na floresta e
resolveram verificar. Deverges adentrou na floresta e observou um objeto em forma de disco, com
aspecto prateado, pousado em uma clareira. Deverges
avistou um tripulante do estranho aparelho que
surpreendido acionou algum equipamento de defesa. Do
aparelho surgiu uma pequena esfera luminosa cor de
fogo que circundou o chefe escoteiro e o atingiu no
braço, gerando uma séria queimadura.
Também destacam-se os
avistamentos em massa, com várias centenas de
testemunhas, em avistamentos coletivos em Flint (Michigan, EUA
- 20 de abril); Araranguá (Santa
Catarina, Brasil - 14 de junho); Oloron (França - 17
de outubro); Gaillac (França - 27 de outubro); Marrocos
(21 de setembro), e no
norte europeu em 27 e 28 de setembro, onde houveram
milhares de testemunhas.
|
|
Análise estatística
|
Quadro
de Análises |
|
• Distribuiçõo
temporal dos casos |
|
• Distribuiçõo
regional dos casos |
|
• Estudo de
tendência
|
|
|
|
|
Ao todo foram
compilados 613 casos para o ano de 1952, número que
pode ser modificado no futuro a partir de novas
informações. Houve uma grande variaçõo no nível de
informações entre os casos e entre as fontes à elas
relacionadas. Em alguns casos foi impossível apurar
a data correta do evento, horário em que ocorreu, sobre as testemunhas,
descriçõo do objeto e detalhes a ele associados. Em
funçõo disso, a análise estatística fica
prejudicada. |
|
|
|
|
|
Distribuiçõo Temporal
dos Casos |
|
Os 613 casos
compilados foram organizados de forma cronológica.
Casos sem indicaçõo de datas foram classificados
como indeterminados. Casos sem identificaçõo de
data, mas com indicaçõo de mês foram incluídos na
contagem mensal referente. Assim, a contagem geral
dos casos ficou distribuído da seguinte forma:
|
Mês |
n° de casos |
|
Data Indeterminada |
9 |
|
Janeiro |
11 |
|
Fevereiro |
11 |
|
Março |
15 |
|
Abril |
46 |
|
Maio |
30 |
|
Junho |
76 |
|
Julho |
164 |
|
Agosto |
88 |
|
Setembro |
59 |
|
Outubro |
41 |
|
Novembro |
30 |
|
Dezembro |
33 |
|
Total de casos |
613 |
|
|
|
|
O gráfico de casos a
nível mundial, por período
ficou assim distribuído: |
|
|
|
 |
|
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Pelo gráfico
observa-se que, o ano começa
relativamente calmo, com 11 casos em janeiro e 11
casos em fevereiro. Ocorre um ligeiro aumento em
março, chegando a 15 casos. Em abril a onda
ufológica inicia-se com um aumento repentino no número
de casos, chegando a 46 ocorrências. Em maio, o
número cai para 30, mas em junho ocorre um salto no número de observações, chegando a
76 ocorrências. Em julho, a onda ufológica atinge o
máximo, chegando a 164 ocorrências registradas. A
partir deste período, o número de casos decai para
88 em agosto, 59 em setembro, 41 em outubro, 30 em
novembro, mantendo-se nesse nível em dezembro, com
33 casos.
Estes dados estimulam
nossa curiosidade e nos fazem questionar sobre como
ela se manifestou em diferentes países e
continentes. Assim procuramos traçar um panorama de
avistamentos por regiõo, contando o número de
ocorrências por países e sua respectiva distribuiçõo
temporal. A análise de distribuiçõo regional é
apresentada no quadro abaixo: |
|
|
|
RANKING |
PAÍS |
N°
DE CASOS |
|
1 |
EUA |
365 |
|
2 |
FRANÇA |
100 |
|
3 |
CANADÃ |
48 |
|
4 |
JAPÃO |
16 |
|
5 |
CORÉIA |
14 |
|
6 |
BRASIL |
10 |
|
7 |
ALEMANHA |
9 |
|
8 |
MARROCOS |
6 |
|
9 |
INGLATERRA |
6 |
|
10 |
SUÉCIA |
4 |
|
11 |
MÉXICO |
3 |
|
12 |
PERU |
2 |
|
13 |
ITÃLIA |
2 |
|
14 |
DINAMARCA |
2 |
|
15 |
ÃFRICA DO NORTE |
2 |
|
16 |
SENEGAL |
1 |
|
17 |
PORTUGAL |
1 |
|
18 |
PORTO RICO |
1 |
|
19 |
PANAMÃ |
1 |
|
20 |
NOVA ZELÂNDIA |
1 |
|
21 |
MAR DO NORTE |
1 |
|
22 |
ISRAEL |
1 |
|
23 |
IRLANDA |
1 |
|
24 |
ILHAS AÇORES |
1 |
|
25 |
HOLANDA |
1 |
|
26 |
GUAM |
1 |
|
27 |
GROELÂNDIA |
1 |
|
28 |
ESCANDINÃVIA |
1 |
|
29 |
CUBA |
1 |
|
30 |
CONGO |
1 |
|
31 |
COLÔMBIA |
1 |
|
32 |
CHIPRE |
1 |
|
33 |
AUSTRÃLIA |
1 |
|
34 |
ATLÂNTICO NORTE |
1 |
|
35 |
ARGÉLIA |
1 |
|
36 |
ALGÉRIA |
1 |
|
37 |
ÃFRICA DO SUL |
1 |
|
38 |
ÃFRICA |
1 |
|
39 |
SEM INFORMAÇÕES |
1 |
|
|
|
|
Estados Unidos,
França, Canadá, Japõo, Coréia, Brasil e Alemanha sõo
os países com maior número de aparições registradas.
Na tabela de distribuiçõo abaixo encontramos a
distribuiçõo mensal de casos para os 10 primeiros
países. |
|
|
| |
INDET. |
JAN |
FEV |
MAR |
ABR |
MAI |
JUN |
JUL |
AGO |
SET |
OUT |
NOV |
DEZ |
TOTAL |
|
EUA |
2 |
7 |
6 |
11 |
35 |
16 |
36 |
128 |
54 |
26 |
15 |
13 |
16 |
365 |
|
FRANÇA |
1 |
0 |
0 |
1 |
3 |
3 |
20 |
13 |
14 |
13 |
22 |
8 |
2 |
100 |
|
CANADÃ |
1 |
1 |
0 |
0 |
5 |
3 |
7 |
11 |
7 |
1 |
0 |
3 |
9 |
48 |
|
JAPÃO |
0 |
0 |
0 |
2 |
2 |
0 |
3 |
4 |
3 |
0 |
1 |
0 |
1 |
16 |
|
CORÉIA |
0 |
1 |
4 |
0 |
0 |
1 |
3 |
1 |
2 |
0 |
0 |
1 |
1 |
14 |
|
BRASIL |
5 |
1 |
0 |
0 |
0 |
1 |
2 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
1 |
10 |
|
ALEMANHA |
0 |
0 |
0 |
0 |
1 |
0 |
3 |
3 |
0 |
1 |
1 |
0 |
0 |
9 |
|
MARROCOS |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
1 |
1 |
1 |
3 |
0 |
0 |
0 |
6 |
|
INGLATERRA |
0 |
0 |
1 |
0 |
0 |
1 |
0 |
0 |
0 |
3 |
1 |
0 |
0 |
6 |
|
SUÉCIA |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
1 |
0 |
0 |
0 |
3 |
0 |
0 |
0 |
4 |
|
|
|
|
Com base na tabela
cima foi possível estabelecer os seguintes dados
comparativos no grafico: |
|
|
|



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|
Os quatro gráficos
acima compreendem os quatro países com maior número
de casos relatados. Nos Estados Unidos, os casos
relacionados à onda começam em Abril, diminuem um pouco em maio, ressurgem
em Junho atingindo seu ápice em Julho, diminuindo
continuamente até dezembro. No Canadá, a onda se
comporta mais ou menos da mesma forma. A única
diferença é que em dezembro ocorre um novo aumento
no número de casos relatados. No Japõo, houveram
dois casos em março e abril, e depois um aumento
considerável nos meses de junho, julho e agosto.
Na França, a onda ufológica começou em junho,
diminuiu um pouco em julho, mantendo-se estável até
outubro, quando houve o maior número de casos,
dimimuindo em novembro e dezembro.
Comparando Estados
Unidos e França, especificamente, verifica-se que a
onda ufológica ocorre de forma concentrada em um
período específico com grande quantidade de
ocorrências, enquanto que na França ela se comporta
de maneira mais homogênea a partir da metade do ano,
sendo que os casos ocorrem continuamente junho e
dezembro.
Estudo de Tendência
O estudo de tendencia
da casuística de 1952 revelou dados curiosos. Esta
análise verificou relações entre fase lunar, dia da
semana e horário de avistamento.
Na primeira análise
realizada, envolvendo fase lunar verificou-se que a
maioria dos casos relatados ocorreram durante a Lua
Nova, com um total de 159 casos e durante a Lua
Crescente, com um total de 154 casos. Houveram ainda
146 casos ocorridos durante a Lua Minguante e 118
casos ocorridos durante a Lua Cheia. |
|
 |
|
|
|
A segunda análise
realizada, envolvendo dias da semana, procuramos
confirmar a hipótese de que os avistamentos seriam
mais frequentes aos finais de semana, durante
momentos de lazer e descanso das testemunhas. Entretanto
observou-se que segunda feira é o dia com maior
número de observações, seguido de quarta feira.
Domingo e sexta feira sõo os dias com o menor indice
de avistamentos, sugerindo que os avistamentos
ocorrem indiferentemente às atividades realizadas
pelas testemunhas. Elas podem estar trabalhando,
passeando, dirigindo, resolvendo problemas diários,
etc. O fato dela ser testemunha ocorre por ela estar
no lugar certo e na hora certa.
|
Tabela de distribuiçõo de casos por dia
da semana |
|
Domingo |
Segunda |
Terça |
Quarta |
Quinta |
Sexta |
Sábado |
|
74 |
94 |
86 |
88 |
80 |
68 |
87 |
|
 |
|
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|
Para a análise da
casuística de acordo com os horários classificamos
os casos em três categorias:
-
ocorridos entre
18hs e 7:00 hs da manhõ
-
ocorridos entre
7:00 hs da manhõ e 18:00 hs
-
casos sem indicaçõo
de horário ou período de ocorrência.
Dos 613 casos
catalogados, 266 ocorreram no período noturno, se
enquadrando na categoria A; 155 ocorreram no período
diurno, se enquadrando na categoria B; e em 192
casos não
houveram dados suficientes para determinar o período
em que se enquadram. |
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|
A análise estatística de casos ufológicos,
principalmente, os mais antigos, esbarra em vários
problemas de natureza metodológica. Na grande
maioria dos casos faltam informações para compor o
grande quebra-cabeças de cada período. A busca
constante por novas fontes, o cruzamento de
informações, bem como uma análise, Ã luz dos fatos
atuais, é absolutamente necessária para promover o
crescimento da Ufologia como área de pesquisas. |
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- Artigos de Revistas |
|
[R1] PEREIRA, F. C.
N. A Verdade sobre a Barra da Tijuca.
OVNI Documento, Rio de
Janeiro, n° 1, p. 9-12, outubro 1978.
[R2] ZALUAR,
Aurélio. Caso da Ilha de Trindade: 21 anos
depois. OVNI Documento, Rio
de Janeiro, n° 5, p. 21-24, out/dez 1979.
[R3] SOARES,
J. V. História dos Discos Voadores no
Brasil. Ufologia Nacional e
Internacional, Campo Grande, n°
3, p. 20-21, julho/agosto de 1985.
[R4] SANTOS, Horta.
A ortotenia: Investigando o comportamento
regular e organizado dos discos voadores e
seus tripulantes. Ufologia Nacional
e Internacional, Campo Grande, n°
9, 08-13, set/1986.
[R5]
História dos discos voadores no Brasil.
Revista Disco Voador. Porto Alegre, 1980.
[R6]
PETIT, Marco Antonio.
Bases submarinas de UFOS em nosso Planeta. Revista
UFO, Campo Grande, n° 2, p. 6-10, abril 1988.
[R7]
DANTAS, Solange Vieira. Extraterrestres
instalam bases na Terra. Revista UFO, Campo Grande,
n°
11, 6-20, agosto 1990. |
|
|
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