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Para o ano de 1951,
contabilizamos 163 casos ufológicos, ocorridos em 28
países. O ano seguinte, 1952, foi marcado pela primeira
grande onda ufológica registrada em tempo real pela
Ufologia. O ano começou com o mesmo ritmo de 1951 até
meados de março, quando houve um aumento de mais de 100%
no número de casos, que saltou de 15 casos em
março, para 46 casos em abril. Em julho, no ápice da onda,
houveram 164 casos. Nos meses seguintes, o índice foi
caindo gradativamente até terminar o ano com 33 casos. O
ano de 1953 manteve essa tendência de calmaria. Foram
contabilizados 224 casos, ocorridos em 30 países.
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A análise sobre a forma
dos objetos observados é particularmente interessante,
pois
confirmou algumas características notadas nas análises
cronológicas de 1951 e 1952.
- Possibilidade
de diferentes interpretações
A primeira característica
notada é que muitas descrições de objetos observadas
pode estar sujeita à interpretações diferentes, por
parte de pesquisadores diferentes. Além disso, a falta de
padronizaçõo para a classificaçõo destes objetos
contribui muito para este quadro. Uma situaçõo bem comum
envolve a descriçõo de objetos em formato cilíndrico.
Em relatórios ufológicos, um objeto com este formato
pode ser descrito como cilindro ou como charuto voador. Em termos descritivos, os dois
termos podem ser utilizados perfeitamente. O problema
começa quando alguns pesquisadores usam apenas o termo
objeto alongado. O aparelho pode ser um disco alongado;
pode ser um objeto em forma de delta, também alongado ou
qualquer outro formato, de alguma forma alongado. Quando
encontramos descrições deste tipo, buscamos confirmá-los
através de fontes adicionais, o que absorve mais tempo
de trabalho na compilaçõo de análise dos casos.
Este problema pode ser
agravado pela própria testemunha que repassa seu
avistamento conforme sua realidade de vida, com
referenciais que ele conhece. Se um ufólogo não tiver o
cuidado básico na hora da coleta, investigaçõo e
posterior compilaçõo dos dados, esse problema pode ser
repassado ao banco de dados, prejudicando análises e
comparações posteriores. Além disso, a correta descriçõo
de um objeto pode estar influenciada or condições
adversas alheias à testemunha. O clima, por exemplo,
pode reduzir e confundir durante um avistamento. A
distância é outro fator que contribui neste quadro, pois
conforme a distância, aliada à condiçõo climática, podem
ocorrer distorções além da tradicional perda de detalhes
visuais do objeto observado.
Outro problema encontrado,
tanto nesta quanto em outros estudos é a ausência de
informações em um determinado caso. Isso pode ocorrer
por descuido do pesquisador, por desconhecimento da
testemunha, por uma pesquisa mal conduzida, por omissõo
de informações, por limitações do meio de transmissõo
das informações, etc. |