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Rede Globo - O que não queremos ver por aqui

A cultura brasileira é algo curioso. Molda-se conforme os interesses de uma elite dominante que através da mídia fabrica opiniões, numa falsa liberdade de pensamento e expressão. Tal como uma fábrica de alienados, fabricam-se verdades, que agradam à este ou àquele pequeno grupo. É assim no futebol que, por sí só já é um universo a parte; é assim na política, e é assim, agora por diante, na Ufologia.

A abominávle reportagem, veiculada na abertura do programa Fantástico, de 15 de agosto de 2010, é um exemplo claro daquilo que não queremos ver por aqui. Uma reportagem enganadora, falaciosa, absolutamente parcial, visando arruinar um movimento histórico, que embora desagrade grande parcela da população, constuiti-se em tema da maior importância. Quando se conhece os detalhes envolvendo tal veiculação, temas abordados e a própria posição adotada na veiculação da informação, sentimos um embrulho no estômago. Não como um ufólogo atuante e consciênte da realidade e importância de um fenômeno, mas sim como cidadão brasileiro, que espera que a mídia seja imparcial, correta e idônea, que apresenta fatos e permite que seu usuário formule sua própria opinião. O que vimos em tal reportagem foi um grande desrespeito para com o Brasil e principalmente para com os ufólogos que dedicam suas vidas, em detrimento de sua família, amigos, etc, na busca de respostas para um assunto da maior importância.

Quem assistiu ao programa observou logo no início, várias fotos e vídeos de objetos, tanto diurnos, quanto noturnos, tendo ao fundo a narração do repórter Sergio Aguiar. Estaria tudo bem se não fosse por um pequeno detalhe: todas as fotos e vídeos mostrados eram fraudulentos. Tudo bem, pensei na ocasião, pois deve ter sido um engano. Na verdade o enganado era eu, após ver a tal reportagem. Respirei fundo e tentei relaxar mesmo prevendo que estaria por vir.

Quando a reportagem apresentou o primeiro caso, o da Barra da Tijuca, pensei comigo que talvez quisessem mostrar no início fraudes, e depois passar para casos importantes da Ufologia Brasileira, como do Voo 169, da VASP, Noite Oficial dos OVNIs, Operação Prato. Mas qual não foi minha surpresa segundos mais tarde. Após apresentar declarações do ufólogo Claudeir Covo, que realizou estudos profundos sobre as fotos da Barra da Tijuca, demonstrando o mesmo ser uma fraude, o programa assumiu  seu caráter ceticóide, ou melhor, pseudo-ceticóide, e abordando a Operação Prato. Após apresentar uma rápida entrevista com o falecido Coronel Hollanda, afirmando para quem quiser ouvir, que a FAB fotografou e filmou pelo menos 9 (nove) formas diferentes de OVNIs, em diferentes ocasiões ao longo da Operação, surge uma versão risívil, defendida pela Revista Eletrônica Vigília e pelo site Ceticismo Aberto, segundo a qual as fotografias teriam sido adulteradas pelo filho de um sargento envolvido na Operação. Fernando Dako, filho do sargento Flávio, jamais apresentou uma única prova a favor de seus testemunhos. Para a Globo, isso parece bastar para considerar o caso como encerrado. "Não houve qualquer menção às vítimas do chupa-chupa, que desencadeou a Operação, assim como não houve qualquer menção ao testemunho das autoridades locais presentes à epoca do caso. Onde está o princípio da imparcialidade que deveria nortear a imprensa no mundo todo, incluindo o Brasil?

A seguir o programa aborda o Caso Varginha, exaustivamente investigado por ufólogos brasileiros e estrangeiros que comprovaram que houve sim um fato estranho ocorrido em Varginha. De todos os pesquisadores apenas um pode dar opinião? Justamente aquele mesmo que em atitude suspeita renegou suas declarações anteriores sobre o mesmo caso. Outros pesquisadores não tem o direito de prestar declaração ao programa? Aliás, até tem, mas entre ter e ser existe uma diferença abismal. O ufólogo A. J. Gevaerd chegou a ser entrevistado pelo programa Fantástico sobre o assunto. Mas ao longo do programa não houve qualquer trecho de entrevista veiculado, ou mesmo sequer foi mencionado no programa. Justamento o ufólogo que traria um pouco de dignidade ao programa foi deixado de lado. Novamente surge a questão: Isso é ser imparcial?

Após abordar o caso Varginha, o Fantástico comete outro erro histórico ao tentar desmistificar o Caso da Ilha de Trindade. Nesta nova atitude, grotesca, diga-se de passagem, o programa apresenta-se como tendo solucionado o mistério relacionado ao caso. Segundo a reportagem, em duas fotografias, o disco voador seria idêntico, mas estaria de cabeça para baixo. Quando vi estas imagens, veiculadas no programa, me senti encabulado, por não ter a criatividade necessária para perceber tal semelhança apontada pelo programa. Entretanto, mesmo que houvesse uma semelhança ali, seria algo perfeitamente natural, em um objeto simétrico, tal como discos voadores geralmente se apresentam. O espantoso seria se não houvesse semelhança. Mas enfim, isso é tema de artigos futuros. A seguir, o programa apresenta uma publicitária, amiga da família,  de Baraúna, que afirma ter ouvido do próprio Baraúna que ele teria forjado tais imagens com duas colheres de metal, unidas e afixadas na porta da geladeira de sua casa. Segundo ela, Baraúna ria muito ao comentar as montagens. Declarações curiosas sobre alguém que não está vivo para defender-se. Esta amiga da família, curiosamente não fala sobre sobre detalhes importantes como nuvens, paisagem perfeita, ausência de sinais de dupla exposição, etc. Detalhes importantes que sempre prevaleceram nas análises realizadas nestas imagens e omitidos pelo programa. Além disso, não houve qualquer menção às testemunhas, mais de 50 presentes na ocasião, que testemunharam as evoluções do objeto e estavam na embarcação por ocasião da revelação das fotografias. Disso tudo surge mais uma pergunta: Porque o Fanstástico omitiu estes dados?

Trecho do programa onde existe uma comparação entre os objetos e a curiosa alegação de que eles são idênticos

Amiga da família de Baraúna que disse ter ouvido do próprio Baraúna uma confissão de fraude.

Tais ações de omissão, distorção de fatos, indução da opinião pública, constitui claro agravo à ética e ao respeito à opinião pública. Tal ação deveria ser objeto de crítica social, independente do fato de o telespectador ufólogo ou cético sobre o tema. O fato é que nós, como povo brasileiroi, não podemos ser passivos e alheios à toda essa manobra. Temos que ter o direito à informação com qualidade e imparcialidade. Esse é um direito nosso e um dever dos órgãos de imprensa.

Manteremos nossa posição, em relação aos casos abordados, pois eles ainda permanecem sem refutação ou explicação final definitiva. Não aceitaremos meias verdades ou verdades fabricadas. Não vamos ignorar fatos somente para atender este ou aquele interesse. A verdade deve ser dita, doa a quem doer. E o Portal Fenomenum estará aqui para defendê-la. Sempre!

Jackson Luiz Camargo

Centro de Investigação e Pesquisa Exobiológica (CIPEX)

Portal Fenomenum - Ufologia com Seriedade e Objetividade

 
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