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Experiência Subjetiva
As
testemunhas são nosso principal objeto de pesquisa,
pois geralmente são elas que presenciam, denunciam,
divulgam ou são vítimas do fenômeno ufológico. Sem
seu depoimento a ufologia, a psicologia ou as
Ciências Humanas, não seriam hoje o que são. Apesar
de seu depoimento subjetivo, o pesquisador deve ter
o critério de saber divergir depoimentos sérios de
exageros que muitas vezes fazem parte da vida da
testemunha. Exageros a parte, os depoimentos devem
ser preferencialmente colhidos em gravadores
pequenos para diminuir a inibição do depoimento. É
justamente por esse fator preponderante que alguns
grupos ufológicos de renome preferem ausentar-se de
parafernálias tecnológicas, no caso o gravador, para
não perder a autenticidade do depoimento. O problema
é que a memória do pesquisador ou pesquisadores nem
sempre é confiável e também apresenta subjetividade
de sua parte que mesmo tentando ser neutro, não
percebe sua influência. Portanto o uso do gravador,
diminui os riscos subjetivos e aumenta o
detalhamento da experiência, sem contar que também a
emoção da testemunha pode ser registrada.
Como proceder na Entrevista
A
princípio aconselha-se que a testemunha narre a
história como se estivesse contando-a pela primeira
vez. O pesquisador deve anotar suas dúvidas em uma
prancheta enquanto observa atentamente o
comportamento da testemunha. Nunca deve interferir
na primeira audição. As perguntas somente devem ser
realizadas após a testemunha terminar seu primeiro
depoimento. Em seguida o pesquisador de posse das
anotações da prancheta realiza seu interrogatório
muitas vezes interrompido naturalmente pela
testemunha que geralmente lembra detalhes esquecidos
em seu primeiro depoimento.
OBS. IMPORTANTE: Nunca induza a testemunha
acrescentando informações ao seu depoimento. Se ela
não lembra de uma informação, tenha paciência e
aguarde o momento certo para que ela possa
lembrar-se do fato. Nesses casos uma técnica que
funciona muito bem é voltar atrás alguns minutos
repetindo o depoimento da testemunha, facilitando a
lembrança da informação faltante.
Mais de Uma Testemunha
Se
existe mais de uma testemunha elas devem ser
advertidas para separarem-se no momento da
investigação. Primeiro procure entrevistar uma de
cada vez separadamente. Depois é recomendável que
sejam novamente postas juntas, pois costumam
corrigir-se mutualmente. Também serve para o
pesquisador mais astuto notar quando uma história é
real ou inventada. Outro recurso recomendado seria o
de repetir a dose em outra data posteriormente. Os
“exagerados” ou contadores de história costumam a
cada vez que contam exagerar mais e mais suas
histórias. Se os detalhes são minuciosos mas não
mudam, mesmo que simples ou aborrecidos, são mais
dignos de veracidade do que o contrário.
Desenhos de Objetos e ou seres feitos pelas
Testemunhas
Os
desenhos são o principal fator preponderante em uma
pesquisa de campo. Se o pesquisador tiver sorte a
testemunha será um ótimo desenhista, mas advertimos
que na maioria das vezes isso não ocorre. Geralmente
somos nós, ou um amigo pesquisador que temos que
pegar a caneta ou lápis e fazer os rabiscos. De
qualquer forma é importante insistir com a
testemunha que ela desenhe mesmo que com poucos
traços e assine sua obra, para arquivo e comparação.
Também aqui é necessário que as testemunhas desenhem
ou descrevam o objeto ou criatura avistados
separadamente dos demais e depois novamente um
desenho em conjunto é recomendável. O pesquisador em
questão sempre deve assinar ao final do trabalho
seus relatórios e desenhos das testemunhas
ufológicas.
Nível de conhecimento da Testemunha
Saber o nível de instrução da testemunha é
importante, mas mais ainda seria saber sobre seus
conhecimentos sobre o assunto OVNI. Quanto maior seu
conhecimento sobre o assunto maior as chances de
invenções e comparações que podem prejudicar a
seriedade da pesquisa. Nesse caso a ignorância sobre
o assunto é preferivelmente aconselhável.
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