Caso Kathie Davies [Debbie Thomas]

Por: Jackson Camargo Comentários: 0

Norte-americana passa por várias abduções ao longo da vida. Tais casos são confirmados por vestígios físicos e deram origem ao filme Intruders.


Neste Artigo:


Introdução

O caso Kathie Davis é um dos mais conhecidos casos de abdução da Ufologia Mundial. A protagonista do caso chama-se Debbie Thomas, mas inicialmente usou o pseudônimo Kathie Davis, visando manter a privacidade de sua família. Ela passou por várias experiências de abdução, desde a infância, que não eram recordadas a nível consciente. Somente com o uso de hipnose regressiva ela recordou em detalhes as experiências pelas quais passou.

Ela decidiu explorar sua experiência quando, em 30 de Junho de 1983, ocorre o surgimento de uma marca em seu quintal associado à um estranho fenômeno luminoso e à um período de tempo perdido. Intrigada, ela escreveu ao ufólogo Budd Hopkins relatando suas experiências. Kathie havia lido o livro Missing Time, de Budd Hopkins, no qual ele relatava vários casos de abdução por tripulantes de OVNIs e percebeu que tinha vários indícios de que poderia ser também uma abduzida inconsciente.

Budd iniciou uma pesquisa exaustiva em torno do caso, que posteriormente gerou um livro, intitulado Intruders (Intrusos – Um estudo sobre raptos de pessoas por seres alienígenas), que por sua vez, originou um filme para a televisão, com o mesmo nome.

Ao longo da investigação constatou-se que não apenas Debbie Thomas era abduzida, mas também sua mãe, sua irmã e seus filhos, que passaram por várias experiências ao longo dos anos.

 

Relato pessoal de Debbie Thomas

Em agosto de 1983, Debbie Thomas enviou uma carta para o ufólogo Budd Hopkins relatando suas experiências ligadas à fatos estranhos por ela vivenciados:

“Mais ou menos na primeira semana de Julho de 1983, entre 20h00 e 21h00, eu preparava-me para sair e ir costurar um pouco na casa de uma vizinha e, enquanto estava parada diante da janela da cozinha, notei uma luz no quarto da piscina e vi que a porta estava aberta. Lembrei que a tinha fechado mais cedo, de modo que sabia que ela não podia estar aberta e muito menos estar com a luz acesa, então mencionei isto para mamãe. Ela olhou e perguntou o que estava acontecendo, mas nenhuma de nós duas estava assustada. Quando fiquei pronta para sair, decidi dar uma volta para certificar-me de que não havia ninguém lá fora, já que mamãe ficaria sozinha com os garotos (meus filhos Rob, de quatro anos, e Tommy, de três). Quando dei a volta, a luz estava apagada e a porta fechada, e a porta da garagem estava aberta (porta esta que sempre fica fechada). Quando cheguei na casa de Dee Anne (uma rua acima), liguei para mamãe e contei o que tinha visto e perguntei se ela não queria que eu fosse para casa a fim de dar uma examinada, e ela parecia estar muito nervosa (bem diferente de como é em geral). Ela disse que havia visto uma luz enorme ao lado do quarto da piscina, que subiu até o alimentador de pássaros e aumentou de diâmetro até ficar com cerca de 60 cm. Mas ela não viu nenhum foco. Era como se fosse apenas um spot sobre o alimentador de pássaros, iluminando-o por cima, mas sem ter nada mais em volta… Quando cheguei em casa, a luz havia desaparecido, e eu dei uma olhada na propriedade inteira (com o 22 de meu  pai, pois sou medrosa!). No final, encontrei minha cachorra Penny escondida debaixo da traseira de um carro. Em geral, ela ataca feroz quando alguém que não conhece está em nossa propriedade. Não é típico dela esconder-se e ter que ser persuadida a sair de algum lugar, especialmente por mim. Em geral, ela está sempre atrás de mim. Não vi coisa alguma e voltei para a costura. Mas tarde, nessa noite, eu, Dee e a filha dela voltamos mais ou menos à meia-noite e fomos nadar. Logo depois dessa noite, nosso pátio foi queimado por alguma coisa que não sabemos. Agora nada cresce lá, não importa a quantidade de água que joguemos, e os animais selvagens não entrarão ali. No princípio, até mesmo Penny dava a volta no pátio para evitar andar nele. Ela cheirava e corria na direção contrária. Os passarinhos também não se aproximam mais do alimentador de pássaros, e nós sempre tivemos centenas de passarinhos todos os dias, em especial os cardeais. Bem, essa é a história do mistério do nosso pátio dos fundos. Ainda está aqui para quem quiser ver, com muito pouca mudança. 

Agora sobre Laura. Minha irmã Laura tem 35 anos de idade. Ela sempre teve bom senso e não muita imaginação. Era sempre a realista. Em todo caso, no verão de 1965, ela saiu uma tarde por volta das 16:30h para levar mamãe ao bingo. No caminho de volta a casa, após ter deixado mamãe, ela estava passando pela igreja na Décima Avenida, quando de repente se sentiu compelida a entrar no estacionamento nos fundos da igreja. Ela notou que não havia nenhum carro por lá e achou a coisa muito estranha para uma tarde de domingo naquela região movimentada. Quando estacionou, olhou para cima e viu algo que ela jamais acreditaria antes. Era prateado, e acho que ela disse que as luzes eram vermelhas, verdes e brancas e reluziam um pouco (bruxuleavam talvez seja uma palavra melhor). Flutuava no ar sem fazer nenhum barulho… sobre o estacionamento, perto do poste telefônico, bem acima de seu carro. A única coisa de que ela se lembra agora é de ter-se esticado para diminuir o rádio, a fim de ver se a coisa fazia algum barulho, e depois a outra coisa de que se lembra é de ter ficado escuro lá fora, ela olhou para cima e aquela coisa estava indo embora e ela estava descendo a rua. Quando foi pegar mamãe nessa noite, as duas ficaram  dando voltas à procura daquilo, mas não viram mais nada.

Cerca de dez anos depois ou mais [por volta de 1975], Laura foi hipnotizada para perder peso e enquanto a amiga que foi com ela se deu muito bem, ela passou por algumas experiências bem terríveis. Na primeira noite em que voltou para casa [após a hipnose], pouco depois de ter ido para a cama, Laura despertou sem conseguir falar nem ouvir. [E também sofreu de uma distorção temporária da visão.] O marido levou-a ao pronto-socorro, deram lhe tranquilizantes e mandaram-na para casa. A coisa continuou… e foi melhorando aos poucos. Laura notou que estava fazendo exatamente o contrário do que o hipnotizador havia sugerido. Ele havia dito que as batatas fritas e doces eram alimentos gordurosos, acho que assim seu subconsciente se fortaleceria, e ela não iria comê-los. Mas, em vez disso, todas as vezes que ela comia batatas ou doces, se sentia muito melhor. E quando telefonou para o hipnotizador para perguntar que coisa era aquela que estava acontecendo com ela e se ele podia dar um jeito, no momento em que ouviu a voz dele ficou violenta e sentiu vontade de matá-lo. Você precisa conhecer Laura. O jeito dela não é nem um pouco assim, ela tem muito senso comum, os pés na terra e é fácil de se lidar. Ele sugeriu que ela devia estar com algum tipo de “bloqueio” e que talvez fosse melhor se ela não o visse mais, que fosse a algum outro hipnotizador… Os efeitos passaram aos poucos, porém ela ficou com um pensamento forte: que por volta do ano 2000 o mundo seria bem diferente do que é, mas só para os jovens e fortes.

Eu e minha mãe tivemos algumas experiências estranhas, sendo que a maioria das minhas foi na forma de sonhos vívidos, e tanto eu como mamãe temos a mesma cicatriz na perna direita. Ela disse que adquiriu a dela quando era criança e estava brincando do lado de fora da casa. Eu não me lembro quando adquiri a minha, mas parece que é como se eu a tivesse durante toda a minha vida. Elas estão localizadas no mesmo lugar e têm a mesma forma. Uma enfermeira disse-me um dia que ela parecia uma cicatriz deixada por um exame de medula óssea ou de um pino enxertado em minha tíbia após uma fratura. No princípio, eu só tinha uma cicatriz, mas agora tenho duas, na mesma perna, separadas por uma distância de cerca de 9 cm… Adquiri essa quando tinha treze anos, mas durante toda minha vida não consegui me lembrar como. Eu costumava brincar um bocado no bosque, perto de um açude e talvez tenha adquirido lá, mas não me lembro como.”

A carta de Debbie Thomas à Budd Hopkins desencadeou o processo investigativo em torno do caso de Debbie e sua família, com análise das marcas que surgiram no quintal de sua casa, bem como sessões de hipnose regressiva para recuperar as memórias perdidas nos diferentes eventos anômalos por ela vivenciados.

Antes de um encontro presencial entre o ufólogo e a família Thomas, ocorreram diversos contatos telefônicos, onde novas informações foram compartilhadas, acrescentando dados ao panorama descrito na carta.

30 de Junho de 1983

O dia 30 de junho de 1983 foi quente e úmido nos arredores de Indianapolis. A temperatura chegou a 30°, embora o céu estivesse um pouco nublado. Pouco antes da hora da janta, Kathie saiu para ir à terapia de grupo das quintas-feiras, programa este ao qual ela se juntou para ajudar a lutar contra anos de insônia e ansiedade paralisante. Voltou para casa na hora habitual, por volta das 19h15, tomou sua sopa e depois pôs os garotos, Robbie e Tommy, na cama. Depois da janta, Kathie  telefonou para a amiga Dee Anne a fim de combinar uma noite de costura na casa de Dee Anne. (As duas amigas compartilhavam de um modesto negócio de risco, fazendo roupas a pedido de amigas.) A primeira observação peculiar foi feita pouco antes das21h00, quando Kathie contava para a mãe os planos para a noite. Ela olhou pela janela da cozinha e notou uma luz brilhando na pequena casa das bombas próxima à piscina.

“A porta estava aberta e havia uma luz de cor engraçada brilhando lá dentro… uma luz branca, mais parecida com uma luz fluorescente do que com a habitual lâmpada amarelada que tínhamos lá. Pedi a mamãe para ir dar uma olhada. Contei para ela que havia acabado de estar lá fora e que me lembrava que a porta estava fechada. Mamãe disse que eu não me preocupasse, que não era nada, que eu parasse com aquilo, mas eu tive uma sensação bem estranha quando vi a coisa pela primeira vez. Foi uma espécie de medo supersticioso.”

Alguns minutos depois, quando Kathie saiu para visitar Dee Anne, as coisas começaram a mudar. Agora a casa das bombas estava escura e a porta fechada, mas a porta da garagem — que antes estava fechada — agora estava aberta. A viagem  até a casa da amiga dura apenas cinco minutos de carro, de modo que quando Kathie chegou, por volta das 21h15, ela telefonou para a mãe, Mary, no mesmo instante e falou sobre a porta da garagem, perguntando se a mãe não queria que ela fosse para casa a fim de fazer uma busca na propriedade atrás de possíveis invasores. Kathie sabia que o pai só voltaria do trabalho pelo menos duas horas depois e que, nesse meio tempo, a mãe ficaria sozinha com os dois filhos pequenos de Kathie. No entanto, Mary recusou a oferta da filha, dizendo que a noite parecia boa em casa e que ela não se aborreceria. Pouco depois, quando Mary estava na pia da cozinha, ela notou uma estranha bola redonda de luz em volta do alimentador de pássaros do pátio dos fundos. Esse pequeno alimentador, no topo de um poste de l,20m, está situado a cerca de 3,60m de distância da janela da cozinha. Mary descreveu o que viu dessa maneira:

“Era uma pálida luz branca. Não era brilhante de verdade. Eu podia ver o alimentador de pássaros através dela e  pensei “Jesus, de onde vem essa luz?” Inclinei-me para fora a fim de ver se vinha algum carro e depois pensei, você  sabe, era impossível, nenhum carro poderia fazer brilhar seus faróis para cima, nos fundos da casa. E não havia  nenhum feixe de luz. Ela estava só lá. Era redonda e mais ou menos tão grande quanto uma bola de basquete, mas eu podia ver o alimentador de pássaros através dela. Depois, ela como que desapareceu de uma só vez”.

E assim, apenas alguns momentos após ter falado com Kathie, ela voltou a telefonar e disse que, afinal de contas, talvez fosse bom ela voltar para casa a fim de dar uma olhada por lá. Kathie, sentindo uma leve intranquilidade
no tom de voz da mãe, que em geral era tranquilizador, saiu de imediato. Agora a sequência de tempo assume uma importância particular. O mais crucial é a hora em que Kathie chega em casa e a hora aproximada em que ela saiu para voltar à casa de Dee Anne.

Tammy, a filha de onze anos de idade de Dee Anne, saiu para fazer compras com a avó nessa noite. A loja fechou às 21h00, e Tammy lembra-se que as duas chegaram de volta à casa da mãe um pouco antes das 21h30 e que Kathie já havia saído. Tanto Kathie como a mãe lembram-se que Kathie chegou em casa por volta das 21h30. Ela foi direto ao armário e tirou o rifle do pai para prover-se de um pouco de vantagem espiritual sobre algum possível invasor. A mãe lembrou-a de que o rifle estava descarregado, mas Kathie replicou que estava tudo bem, que levaria assim
mesmo. Mary deu uma risada e disse: “o que você vai fazer com isso… bater até matar?” Intrépida mas nervosa, Kathie saiu para procurar os vagabundos. Tanto ela como Mary lembram-se que parecia que ela tinha estado lá fora menos de dez minutos. Quando Kathie retornou à cozinha, disse para a mãe que tudo parecia estar normal e que naquele instante ela iria voltar à casa de Dee Anne, não para costurar, mas para trazer Dee Anne para “nadar ao luar”, posto que a noite estava muito quente. Se ela esteve do lado de fora apenas dez minutos, como ela se recorda, Kathie deveria ter chegado à casa de Dee Anne entre 21h45h e 22h00. Na verdade, ela chegou por volta de 23h00 e talvez um pouco depois. Há um período de cerca de uma hora de tempo desaparecido.

Tanto Tammy quanto Dee Anne recordam-se que Kathie chegou muito tarde e sugeriu que todas saíssem para nadar. Parecia uma boa ideia, de modo que elas vestiram rápido os trajes de banho. Kathie pegou um emprestado de Dee Anne, mas Tammy, por alguma razão, decidiu trocar de roupa quando estivessem na piscina. Ficaram na casa de Dee Anne não mais que quinze ou vinte minutos antes de retornar aos Davis, onde descobriram que o pai de Kathie havia acabado de chegar do trabalho. Robert Davis trabalhava no turno da noite e nunca chegava em casa antes das 23h30 e, aquela noite, todos se lembram, não foi nenhuma exceção. Kathie, Dee Anne e Tammy chegaram, então, em algum momento após as 23h30 tendo levado, por todos os cálculos, não mais do que 25 minutos trocando de roupa na casa de Dee Anne e no trajeto até a piscina. De alguma maneira, Kathie perdeu a hora entre 22h00 e 23h00 Mas coisas mais estranhas estavam prestes a acontecer.

Quando se dirigiam para a piscina, Tammy, descalça, decidiu andar na grama à esquerda da mãe e de Kathie, ambas as quais se mantiveram no caminho de cascalho. Em algum ponto do pátio, ela “pisou em um lugar onde não havia nenhuma grama e que estava quente, parecia cimento quente”, como ela relatou depois. “Eu  senti meu pé formigar e ficar um pouco dormente.” Tendo levado consigo o traje de banho, Tammy foi até a pequena casa das bombas para trocar de roupa. Quando estava trocando, sentiu-se enjoada e tonta. Quando saiu e juntou-se aos outros na piscina “sentia que alguma coisa não estava bem”. Dee Anne disse que a partir do momento em que chegou no pátio dos fundos, passou a sentir-se intranquila, “como se alguém estivesse observando-nos”. Foi uma sensação bem distinta, embora quando ela mencionou o fato, Kathie tentou minimizar a coisa. “Fico o tempo todo aqui fora, nadando sozinha”, disse Kathie. “Não me incomoda.” Mas ela descreveu outros problemas que surgiram.

Então ficamos nadando, e eu joguei a cabeça para trás e molhei meus cabelos, embora não tivesse colocado o rosto debaixo d’água. E Dee Anne olhou para mim, eu olhei para ela, e, de repente, todas ficamos geladas, embora lá fora fizesse cerca de 30°. Era uma noite realmente quente. Ela perguntou a Tammy se sentia frio, e a menina respondeu que sim, de modo que decidimos sair. Também só ficamos dentro da piscina alguns minutos, mas eu estava tendo problemas com meus olhos. Tudo estava começando a ficar realmente nebuloso. Fui a primeira a me secar, porque não conseguia enxergar direito, e quanto mais eu ficava por lá, menos conseguia enxergar. Tudo parecia branco, e eu não havia colocado os olhos debaixo d’água, sabe, para que o cloro tivesse provocado aquilo. Tudo estava branco com auréolas em volta das luzes. Era esquisito, e fiquei esfregando os olhos, que começaram a arder. Dois dias depois, fui ao oftalmologista, e ele disse que eu estava com uma espécie de conjuntivite em ambos os olhos. Tive um bocado de problemas com eles. Saiu até um pouco de pus. Foi nojento.

 

A marca no quintal de Kathie surgiu em 30 de Junho de 1983. Poucos meses depois, em Outubro, Kathie esteve em Nova York para iniciar as pesquisas em torno de seu caso com o auxílio de hipnose regressiva.

O primeiro episódio a ser investigado foi justamente aquele ocorrido na noite de 30 de Junho de 1983. Através de hipnose Kathie recordou a observação de estranhas luzes no quintal. Depois disso ela saiu para ir à casa de uma amiga onde trabalhariam (na época faziam roupas para as amigas) durante a noite. Mais tarde, a mãe de Kathie liga solicitando que a filha volte para casa a fim de verificar o quintal pois havia uma estranha luminosidade lá fora. Kathie voltou à sua casa, verificou se tudo estava em ordem e posteriormente retornou para a casa de sua amiga.

Kathie não levaria mais que 20 minutos, no entanto levou mais de uma hora. Havia um período de aproximadamente 1 hora da qual ela nada lembrava. Ao chegar na casa da amiga as duas resolvem voltar para a casa de Kathie para nadar na piscina. Ao andar pelo quintal sentem que o mesmo está muito quente. Ao entrar na piscina, Kathia, a amiga e a filha desta passam mal. Nas três amigas a visão fica turva, elas sentem náuseas, dores de cabeça, tonturas, o rosto fica inchado. Estes são sintomas típicos de radiação.

No dia seguinte a família de Kathie constatou a presença da marca no quintal e logo perceberam estranhos efeitos. O cachorro da família mudou seu comportamento, recusando-se a passar pela marca. Pouco tempo depois, constatou-se que o animal começou a perder muitos pêlos e ele adoeceu.

Dentro da marca circular, o solo mostrou-se duro e estéril. Insetos não adentravam a marca e poucos dias depois, a grama começa a morrer evidenciando ainda mais o formato circular da mesma. Curiosamente, durante o inverno o gelo derreteu com muita facilidade na parte interna e acumulou-se mais na parte externa. Embora essas características ainda fossem evidentes, mesmo 15 anos após o caso, ervas arroxeadas começaram a crescer no local. Curiosamente, a partir do surgimento da marca no quintal da família, tomates plantados próximos ao local se apresentavam maiores e mais ácidos do que outros plantados em outros locais da propriedade.

Hipnose

Através da hipnose Kathie lembrou-se de ter estado em um ambiente muito claro, de paredes brancas. Lembra-se da presença de estranhas figuras próximas à ela e de sensações estranhas.

O ufólogo Budd Hopkins realizou várias sessões de hipnose em Kathie e resgatou outras lembranças de abduções em várias épocas diferentes. Em uma delas, ocorrida em dezembro de 1977, Kathie foi levada para o interior de uma nave onde foi submetida à uma inseminação artificial. Ela ficou deitada em uma mesa com as pernas levantadas enquanto sentia alguma coisa metálica sendo introduzida em sua vagina até atingir seu útero. Kathie relatou ter sentido uma sensação de ardência da cintura para baixo, se sentindo também paralisada e incapaz de mexer-se. Do seu lado, Kathie pode observar a figura de uma criatura de olhos grandes e pele cinza. Pouco tempo após esta experiência ela descobriu que estava grávida. Como estava casada não ligou sua gravidez não planejada á suas experiências estranhas, mesmo porque nessaa época ela ainda não havia passado por hipnose e não tinha conhecimento de suas abduções. Em março de 1978 Kathie estava com quatro meses de gestação de gravidez, quando acordou no meio da noite toda ensangüentada. Ao procurar um médico descobriu que seu feto havia sido extraído, permanecendo com o cordão umbilical e placenta, fato que causou estranheza ao médico que a atendeu.

Em 3 de outubro de 1983 Kathie foi abduzida novamente. Ela foi levada a bordo de uma nave onde havia uma sala toda branca cercada por vários seres de estatura baixa e pele cinzenta, entraram neste recinto dois outros seres escoltando uma menininha. Eles disseram que aquela menininha, meio humana meio alien seria filha dela. Essa garotinha tinha grandes olhos azuis, boca e nariz bem pequenos, mas perfeitos, pele pálida, à exceção de seus lábios que eram rosados, tinha cabelo ralo, de tonalidade branca e textura fina, sua cabeça era maior do que o normal e usava uma vestimenta branca e brilhante. Em prantos, Kathie percebeu que aquela era sua filha, cada um dos seres segurava uma da mãos da menina. A garotinha esticou o braço para um dos seres e depois olhou de lado para Kathie e, seus lábios tremeram como se fossem uma espécie de sorriso, meio tímido, parecia que a pequena garota estava curiosa com a presença de Kathie, mas demonstrava ter medo dela.

Kathie não se lembrava de mais nada, então foi submetida a uma sessão de hipnose, onde se lembrou da conversa que teve com um daqueles seres. Ela queria ficar com sua filha, mas o ser alertou-a que a menina não iria sobreviver em nosso mundo, e Kathie indagou o porque de eles estarem fazendo aquilo, e foi dito para ela que eles estavam fazendo uma experiência genética misturando a raça deles com a nossa, mas não disseram o motivo de tal experiência.

As experiências vividas por Kathie Davies, geraram uma série de efeitos físicos e fisiológicos em seu organismo. Kathie, a partir do contato de 1983, apresentou leve deficiência visual e catarata, desenvolveu síndrome do pânico, ansiedade e fobias. Porém, tanto ela quanto outras mulheres da família, que também descobriram terem sido abduzidas, desenvolveram dons artísticos e uma forte espiritualidade. A irmã de Kathie, por exemplo, tornou-se médium. Já Kathie, começou a pintar quadros, muitas vezes com símbolos que mais tarde se relacionavam com o fenômeno dos circulos ingleses. Ela chegou a desenhar formas complexas que surgiram mais tarde em campos de trigo. Kathie, após perder seu marido, começou a estudar o mistério das vozes paranormais e hoje é uma excelente pesquisadora do tema das Transcomunicações Intrumentais.

 

Fotografia da estranha marca no quintal de Kathie Davis surgida em 30 de junho de 1983. Esta fotografia foi obtida logo após o seu aparecimento. A marca circular tinha 2,40m de diâmetro e um sulco de 14,70m de comprimento por 90 cm de largura.

 

Fotografia da estranha marca no quintal de Kathie Davis surgida em 30 de junho de 1983. Esta fotografia foi obtida logo após o seu aparecimento. A marca circular tinha 2,40m de diâmetro e um sulco de 14,70m de comprimento por 90 cm de largura.

 

Fotografia da estranha marca no quintal de Kathie Davis surgida em 30 de junho de 1983. Esta fotografia foi obtida logo após o seu aparecimento. A marca circular tinha 2,40m de diâmetro e um sulco de 14,70m de comprimento por 90 cm de largura.

 

Um esboço do quarto de dormir feito por Robbie, o filho da Kathie, quando ele estava com quatro anos de idade. Na parte superior do desenho Robbie explicou que é o ET, que ele sonhou que havia entrado em seu quarto.

 

Três cicatrizes encontradas em abduzidos. Elas estão localizadas na mesma região da perna, tem as mesmas características nos três casos. A primeira foi encontrada na perna do ufólogo Raymond Fowlwer. A segunda fotografia é da perna de Kathie Davis. Nota-se o mesmo tipo de cicatriz. Na ultima imagem temos a perna do abduzido Jack Weiner e apresenta as mesmas características das anteriores.

 

Cicatriz que surgiu nas costas de Kathie Davies da noite para o dia.

 

Cicatriz que surgiu nas costas de Kathie Davies da noite para o dia.

 

Cena do filme Intruders do momento em que Kathie visita o local com inúmeros uteros artificiais a bordo do UFO

 

Desenho baseado nas declarações de Kathie sobre a criança hibrida apresentada como se fosse filha dela. Kathie batizou-a de Emily. Ela teria sido gerada de um óvulo retirado de seu próprio corpo. “Ela sabia quem eu era” disse Kathie com tristeza “mas acho que ficou assustada ao me ver. Pareceu quase chocada com a idéia de ser parte de mim.”

 

Retrato falado dos abdutores de Kathie Davies

 

Cena do filme Intruders representando os abdutores

 

 

Kathie Davies, pseudônimo de Debbie Thomas

 

Amostras de solo do local de pouso do UFO, em 30 de junho de 1983. Foi necessário aquecer uma amostra de terra a 3000º C durante várias horas para reproduzir os efeitos observados no solo coletado dentro da marca

 

 

Referências:


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