Caso Lonnie Zamora

Por: Jackson Camargo Comentários: 0

O Caso Zamora é um dos mais conhecidos casos de pouso de disco voador ocorrido nos Estados Unidos. A testemunha, Lonnie Zamora, era policial rodoviário e perseguia um fugitivo quando avistou o objeto e o seguiu até o local do pouso.

Neste artigo:


Introdução

No final da tarde de 24 de abril de 1964, ocorreu um dos mais interessantes casos de contato imediato registados pela Ufologia Mundial. O protagonista deste fato chama-se Lonnie Zamora, policial rodoviário da cidade de Socorro, no Estado de Novo México, Estados Unidos. Por volta das 17h45 ele perseguia um motorista que trafegava em alta velocidade e seguia pela Spring Street, ao sul da cidade, quando ouviu um chiado, seguido de um estrondo, e logo depois um brilho no céu emitindo cores azulada e alaranjada. Pensando tratar-se da explosão de um depósito de dinamite ele seguiu na direção do misterioso fenômeno. Enquanto seguia o misterioso objeto, percebeu que ele era estreito.

À medida que o objeto descia, Zamora se aproximava de uma colina íngreme que seu veículo lutava para transpor. Tanto que o policial precisou de três tentativas para vencer a subida. A essa altura, o automóvel perseguido, em alta velocidade já havia se afastado. O barulho também havia parado e ele continuaria seguindo em um ritmo urgente, porém vagaroso, por mais alguns segundos.

O policial Lonnie Zamora

 

Mas o som não era o de uma explosão, nem sequer se parecia ao dos motores à jato. Passou de uma alta para uma baixa frequência e depois se interrompeu. De súbito, vi qualquer coisa brilhar, a cerca de 150 metros ao sul. Freei de um golpe. Primeiro, pensei tratar-se de um automóvel tombado. Depois, aproximando-me mais, deparei com duas pessoas de macacão branco. Uma delas se voltou e, por seus gestos bruscos, julguei que se assustara com o carro-patrulha“.

Olhando melhor a estranha cena, Zamora percebeu que tratava-se de um objeto oval, branco ou prateado, que estava pousado no solo, apoiado em 4 pernas desiguais em uma ravina. Na parte externa havia algo como uma insígnia, em vermelho.

Durante sua aproximação, o policial notou um objeto pousado entre a vegetação rasteira arbustiva do deserto.

Em sua aproximação, ele passou por uma pequena colina, perdendo de vista, temporariamente o estranho objeto e seus tripulantes. Ele entrou em contato com o Xerife, via rádio, informando o que tinha visto o que parecia ter sido um acidente. Em seguida, saiu do carro e assim que contornou a colina, ao olhar para o objeto percebeu que as duas criaturas haviam desaparecido. Repentinamente, o objeto elevou-se no céu, emitindo um ruído muito alto.

Zamora começou a recuar ligeiramente, mantendo o carro entre ele e a embarcação que subia. Então, a cerca de seis metros de altitude, a nave parou sua progressão ascendente e pairou por vários segundos. Como Zamora estava próximo do aparelho neste momento (entre 25 a 30 metros de distância) assustou-se com o forte barulho e com o movimento do objeto, que voou em direção ao Six Mile Canyon, passando sobre o paiol de pólvora e dinamite que havia no local.

Quando o objeto estava em voo, Zamora pôde ver algo como uma chama azulada na parte inferior do objeto.

 

Com a partida do “ovo”, Zamora entrou novamente em contato com a Central, solicitando ao atendente, policial Nep Lopez, que olhasse pela janela e tentasse observar um objeto. Para descrevê-lo, Zamora disse que era “parecido com um balão” e solicitou que o sargento da Polícia do Estado do Novo México, Chávez, o encontrasse em seu local. Quando o sargento Chavez chegou encontrou Zamora tremendo, da cabeça aos pés.

O que foi Lonnie? Viu um demônio?”, questinou Chavez.

Talvez tenha mesmo“, retrucou Zamora.

A Investigação

Chávez também identificou o que pareciam ser oito marcas distintas. Quatro das reentrâncias eram maiores e retangulares, enquanto as quatro restantes eram menores e arredondadas. A distância entre eles formava um quadrilátero cujas diagonais se cruzavam em ângulos exatos de 90 graus. Mais tarde, Zamora afirmou ter notado pernas no momento em que o objeto estava no chão.

O incidente levaria apenas algumas horas para chegar à imprensa. Levaria poucos dias para a anteriormente sonolenta cidade de Socorro se tornar o centro das atenções do mundo OVNI. Pesquisadores e investigadores de OVNIs foram para a cidade, assim como vários repórteres de agências de notícias como United Press International e Associated Press.

Lonnie Zamora, de frente para uma das marcas deixada pelo objeto.

 

Grupos como APRO (Aerial Phenomena Research Organization) e NICAP (National Investigations Committee On Aerial Phenomena) também enviariam equipes para a área. Além disso, a Força Aérea dos EUA enviaria representantes de seu Projeto Blue Book para realizar uma investigação “oficial”.

Um dos primeiros a chegar no local foi o investigador do NICAP, Ray Stanford. Talvez por causa disso, Stanford parece ter falado com várias testemunhas corroborantes antes que a história realmente explodisse. Ele descobriria uma possível testemunha que estava dirigindo pela região no momento do avistamento.

Da esquerda para a direita: Lonnie Zamora; ao fundo o investigador Burns, do FBI; o Major Mitchell, da Força Aérea, ao fundo a ufóloga Coral Lorezen, da APRO e o sargento Castle, da polícia militar.

 

Às 17h30, o morador de Albuquerque ligou para uma televisão local informando que um “objeto oval”, voando a baixíssima altitude e relativamente lento para seu tamanho, se dirigia para a cidade de Socorro.

Também houve várias testemunhas que afirmaram se lembrar claramente de ter ouvido um “rugido alto” mais ou menos na mesma hora que Zamora alegou. Vários deles até afirmaram ter ouvido o segundo rugido que Zamora alegou ter ocorrido quando ele saiu do carro.

Stanford também saberia, pelos registros da polícia de Socorro, que três moradores da região haviam feito relatórios à polícia sobre um objeto brilhante subindo no céu. Esses relatórios teriam sido recebidos antes que o incidente recebesse qualquer publicidade.

Talvez um dos mais interessantes tenha sido um relatório da região de La Madera, no Novo México, que o FBI chegou a investigar. No mesmo dia do incidente de Zamora, um OVNI foi relatado na região, como aeronave militar descartada, e que permaneceu um mistério.

 

Depoimentos

Pouco depois do encontro, Zamora daria muitos detalhes à imprensa e à mídia que se abateu sobre a área. Uma delas aconteceria no dia seguinte, dia 25 de abril, na Rádio KSRC em Socorro, onde ele foi entrevistado por Walter Shrode:

SHRODE: Este é Walter Shrode, seu repórter itinerante na rádio KSRC em Socorro, Novo México. Temos conosco esta tarde o Sr. Lonnie Zamora, o patrulheiro de Socorro, que enquanto perseguia um carro, encontrou-se em uma área cerca de duas milhas a oeste de Socorro e uma milha a leste da estação de rádio KSRC, momento em que ele relata que se deparou com um objeto não identificado apoiado em quatro patas, que conforme ele se aproximava, o objeto decolou com um rugido alto, jorrando chamas azul-avermelhadas e desapareceu no céu. Um grande número de carros e pessoas do Socorro se reuniram aqui em frente aos estúdios do KSRC para ver o Sr. Zamora chegar e recebê-lo com suas buzinas. Sr. Zamora, depois de encontrar este objeto, o que aconteceu?

ZAMORA: Subi aquela estradinha, cerca de meia milha, acho, ahhh, cheguei a um pequeno estacionamento (??) ali na beira da estrada, e pensei em olhar pela janela, olhou para a minha esquerda e viu este objeto branco no chão. Pensei que poderia ser um carro que havia capotado. Atravessou o ril (?) para ir lá investigar, pensou que talvez alguém tivesse se machucado. Ahh, naquela época, eu vi esse ovo branco, como um objeto em forma de ovo…

SHRODE: Que parecia algo como um ovo, você quer dizer?

ZAMORA: Sim, daquela distância que eu estava parecia um ovo para mim.

SHRODE: Mais ou menos do tamanho de um carro, acho que alguém disse…

ZAMORA: Sim senhor, parecia um carro que tinha capotado, portanto eu diria do tamanho de um carro.

SHRODE: E havia algum tipo de insígnia nele de qualquer tipo que você notou?

ZAMORA: Sim, eu fiz. Não de tão longe que não vi as inscrições. Quando me aproximei, vi as insígnias.

SHRODE: E alguém disse que as insígnias que você viu eram um “V” de cabeça para baixo com três linhas passando por ele.

ZAMORA: Não senhor, eu não poderia te dizer isso, porque eles ainda não querem que eu diga nada sobre as marcações.

SHRODE: Eles não querem que você diga nada sobre as insígnias. OK, não vamos questioná-lo sobre isso. E se nos deparamos com uma área sobre a qual eles não querem falar, basta dizer. E isso aconteceu por volta das 5:35 da tarde?

ZAMORA: Aconteceu por volta das 5h50, cerca de dez para as seis.

SHRODE: Cerca de dez para as seis. E você fez uma ligação para o sargento Chávez da Polícia Estadual para ajudá-lo na investigação?

ZAMORA: Desde que vi esse objeto, que não sabia o que era, liguei para o sargento Chávez da Polícia Estadual, chamou-o para vir lá e me ajudar nisso. E ele disse: “Sim, estarei aí, em cerca de dois minutos.”

SHRODE : E ele chegou apenas cerca de dois ou três minutos depois que o objeto decolou e partiu.

ZAMORA: Bem, o objeto ainda estava por alguns momentos (?) lá em cima quando ele chegou.

SHRODE: Ainda na direção que foi, saiu por cima da montanha, e ouvimos vários relatos que voou baixo, como se estivesse arrastando alguma coisa, ouvimos alguns ahh….

ZAMORA: Estava muito baixo, na hora que eu estava vendo, estava muito baixo até o moinho de perlita ali, e depois começou a ganhar altitude.

SHRODE: Agora também me foi relatado que quando você dirigiu até esta área e avistou este objeto, que os motores estavam funcionando e estava fazendo “bzzzt, bzzzt, bzzzt” ou algum som como esse. Isso é correto?

ZAMORA: Não sei dizer porque aconteceu muito rápido. Comecei a correr. Eu estava assustado.

SHRODE: Bem, eu não culpo você. O pensamento ainda me assusta. Agora você disse que viu dois que pareciam ser pessoas vestidas com uniformes brancos com… eles usavam capacetes como homens do espaço ou algo assim…?

ZAMORA: Não senhor, eu não diria que eram pessoas, eu só… eu vi uma coisa branca, um macacão branco, só posso dizer

SHRODE: Como algo em um macacão branco.

ZAMORA: Certo.

SHRODE: Mas você não poderia identificá-los como realmente sendo um ser humano real, como você ou eu somos?

ZAMORA: Não senhor, não poderia.

SHRODE: Você não sabia para onde eles se viraram e viram você ou o que então?

ZAMORA: Bem, ahhh [hesitando], para o meu… eu diria que… isso, isso, a figura de branco virou e me viu.

SHRODE: Havia dois deles?

ZAMORA: Eu diria que eram dois, porque um estava na frente e o outro atrás.

SHRODE: Você teve a chance de notar que tipo de porta eles tinham, para este objeto, este objeto voador?

ZAMORA: Não, não notei nenhuma porta, não.

SHRODE: E quando decolou, fez um som muito, muito alto, é isso…?

ZAMORA: Fez um barulho muito alto, um rugido.

SHRODE: E então, depois que ele subiu no ar cerca de 20 pés, bem, o som pareceu desaparecer?

ZAMORA: O som foi… desapareceu. Estava muito, muito quieto; você pode ouvir um alfinete cair, sim.

SHRODE: E agora essas marcas que ele deixou no chão – agora os relatórios que eu tive e não tive a chance de ir e dar uma olhada e os ventos provavelmente estragaram muito disso de qualquer maneira – era isso, havia profundas reentrâncias no solo, aproximadamente 10 polegadas de largura e 6 a 8 polegadas de profundidade, cerca de 15 pés de distância, é um relatório correto?

ZAMORA: Bem, eu diria que estava a cerca de 19 pés de distância das pegadas (?).

SHRODE: Uh-huh, e havia outras pegadas, como pegadas ao redor da área, logo após a decolagem e quando você estava fazendo uma investigação?

ZAMORA: Tinham algumas pegadas, mas não sei se eram pegadas ou algo do tipo, só pegadas.

SHRODE: Então você não poderia realmente identificá-los como realmente sendo uma pegada ou recortes…

ZAMORA: Não.

SHRODE: … como se alguém pudesse ter caminhado até lá, ou algo pudesse ter caminhado até lá?

ZAMORA: Alguém passou por ali porque tinha, quando eu cheguei lá, ainda não tinha ninguém por lá.

SHRODE: Agora havia… de acordo com uma reportagem de uma das emissoras de televisão de Albuquerque, afirmou que eles receberam uma ligação, por volta das 5h30 em Albuquerque, de um avistamento de um objeto voador, voando nesta direção. Você ouviu alguma coisa sobre isso?

ZAMORA: Não, senhor, não o fiz.

SHRODE: O que, se for verdade, significa que alguém em Albuquerque viu este objeto voando nesta direção pouco antes de você avistá-lo, o que corrobora o fato de que havia algo aqui. Agora, Lonnie, tenho a sensação de que as pessoas com quem conversei e estavam fora e ao redor da área, que têm certeza de que algo pousou lá, algo que decolou deste local, porque não apenas a marca que deixou no chão, mas o queimado que ele começou e o método pelo qual o fogo ou o poder que, seja lá o que ele estava usando, se espalhou quando decolou, certo?

ZAMORA: Certo, eu sei que havia algo lá fora porque eu vi.

SHRODE: E qual foi sua reação imediata quando percebeu que essa coisa poderia ser um objeto do espaço sideral?

ZAMORA: Bem, não pensei que fosse um objeto do espaço sideral porque não acredito em coisas assim, do espaço sideral.

SHRODE: Bem, ah, foi algo que você nunca tinha visto antes e…

ZAMORA: Certo.

SHRODE: …o suficiente para assustá-lo para correr na outra direção.

ZAMORA: Bem, o que me assustou foi o barulho alto e a chama que tinha embaixo.

SHRODE: Tinha uma grande chama quando decolou?

ZAMORA: Uh hum.

SHRODE: Era uma chama amarela, ou…?

ZAMORA: Não, era como uma chama azulada, ahhh, laranja-azulada. Achei que esse objeto ia explodir, por isso comecei a correr de volta.

SHRODE: E você notou se esses braços em que ele estava sentado se retraíram para dentro do objeto quando ele voou ou não?

ZAMORA: Não tive tempo.

SHRODE: Você não teve tempo. Na verdade, você correu na outra direção.

ZAMORA: Certo.

SHRODE: Naquela situação, eu também estaria. Há alguma outra coisa sobre esse avistamento que você acha que nosso público ouvinte pode estar interessado ou algo que você poderia contar?

ZAMORA: Não, foi só isso que vi.

SHRODE: Uh huh, e, uh, ele desapareceu no alto do céu depois que passou ao redor da perlita, ou voou…?

ZAMORA: Sim, senhor, ele voou baixo para a mina de perlita e, a partir daí, foi mais rápido do que você mal conseguia ver.

SHRODE: Diretamente no ar, hein?

ZAMORA: Dependia do que você estava olhando para ver o que estava acontecendo.

SHRODE: Bem, uh, você acha que vamos conseguir mais dele, ou de você?

ZAMORA: Espero que não, para mim não é (?).

SHRODE: Bem, essa foi uma experiência bastante interessante e com certeza causou muitos comentários. Ahhh, os investigadores que foram chamados fizeram algum comentário, exceto que eles não têm nenhum objeto nessa área.

ZAMORA: Sim (?), eles próprios ainda estão confusos, sim.

SHRODE: E não há nenhum relatório sobre as amostras que eles tiraram da área ao redor, desde o mato em chamas e a área que a explosão atingiu o solo que possa dar uma pista de que tipo de poder estava sendo usado nisso?

ZAMORA: Não senhor, não.

SHRODE: Uh huh. Bem, acho que isso cobre tudo aqui. Bem, vejamos… não estava arrastando nada? Recebemos um relatório de que estava arrastando algo ao sair.

ZAMORA: Não, eu não diria que não estava arrastando nada, apenas rente ao chão.

SHRODE: E você não consegue pensar em mais nada sobre o avistamento desse objeto voador que possa interessar ao nosso público ouvinte?

ZAMORA: Não, isso é tudo que posso dizer agora.

SHRODE: Bem, Lonnie, tenho certeza de que você tem recebido muitas e muitas perguntas. Imagino que você esteja começando a ficar um pouco cansado disso, na verdade, de muitas pessoas ligando e perguntando sobre isso. Talvez esta seja uma maneira de impedir que muitas pessoas tenham que passar por essa história repetidamente.

ZAMORA: Certo.

SHRODE: Bem, foi um prazer falar com você, Sr. Lonnie Zamora. Este é o senhor, o patrulheiro do Socorro, que na sexta-feira por volta das dez para as seis, deu de cara com um objeto, um objeto voador, um objeto voador não identificado, como o governo prefere chamar…

ZAMORA: ‘Desculpe-me Walter, eu tenho alguns, alguns militares que atacaram (??) e querem falar comigo agora, estes são da USAF (?)/Exército dos EUA (Parece OVNI)

SHRODE: Tudo bem, você tem alguns militares que estão aqui da USAF/Exército dos EUA (?) para falar com você agora e fazer mais algumas perguntas sobre isso. E eles não tentaram de forma alguma indicar que não queriam que nós, ah, cobrissemos esse tipo de evento de notícias (?)?

ZAMORA: Não, eu só os vi por aí. É melhor eu sair e falar com você e com o resto das pessoas, tudo bem.

SHRODE: Tudo bem, tudo bem, e estaríamos interessados ​​em saber o que eles pensam sobre isso, se eles permitirem, e depois que você terminar de falar com eles, se você nos ligasse aqui no KSRC e nos desse algumas as informações que eles podem permitir que você nos deixe transmitir.

ZAMORA: Será um prazer.

SHRODE: Tudo bem, e Sr. Zamora, espero que não encontre mais nenhum desses objetos que…

ZAMORA: Nem eu.

SHRODE: (Risos) A menos que descubramos exatamente o que são. Foi um prazer, Sr. Zamora, tê-lo em nossos estúdios e queremos agradecê-lo, e sei que nossos ouvintes agradecem – e isso é expresso pelo grande número de carros que estão aqui na frente de nossos estúdios apenas para obter um vislumbre do que podemos chamar de celebridade Socorro neste momento… Obrigado Sr. Zamora. Tem sido muito bom ter você nos estúdios KSRC. Você acabou de ouvir um especial de rádio KSRC com uma entrevista com o Sr. Lonnie Zamora, um patrulheiro aqui em Socorro, que avistou um objeto não identificado que voou quando ele passou por ele.

 

O detalhe interessante no depoimento de Zamora à Schrode refere-se à insignia observada e a solicitação para que isso não fosse comentado. Quando questionado sobre, Zamora respondeu:

Não, senhor, eu não poderia dizer isso (porque) eles não querem que eu diga nada sobre a insígnia

Para isso, Shrode afirmaria imediatamente que:

Se nos depararmos com uma área sobre a qual eles não querem que você fale, basta dizer!

 

Embora possa haver razões de segurança para tal ordem, é estranho, no entanto. E, além disso, falar de tal insígnia já deve ter tocado fundo da, em função da ansiedade em apresentar informações em primeira mão.

Em outro momento ele a descreveu como “…um crescente com uma seta vertical apontada para cima dentro do crescente e uma barra horizontal abaixo dela!

Shrode também afirmou claramente durante os 12 minutos que muitos moradores de Socorro estavam convencidos de que algo havia pousado naquele dia. E embora Zamora não chegasse a dizer que o objeto era “algo do espaço sideral”, ele deixou claro que era “algo que ele nunca tinha visto antes”.

Você pode ver uma cópia do esboço de Zamora da insígnia misteriosa abaixo.

 

Dois dias depois do caso, em 26 de abril, pouco depois da 1h, um morador local saiu para ver o que estava perturbando seus cavalos quando testemunhou algo “com a forma de um tanque de butano” pousando no chão próximo.

Quando finalmente decolou novamente, a testemunha lembrou ter visto uma chama “azul-esbranquiçada” na parte inferior da nave. Ele também descobriria grandes reentrâncias no chão, junto com várias outras menores e mais arredondadas. Além disso, um pedaço circular queimado de solo marcou claramente o local de pouso por algum tempo depois.

Este novo caso passou desapercebido da maior parte da comunidade ufológica e da imprensa que cobria o avistamento de Zamora. Assim, a investigação concentrou-se no depoimento do policial, que foi entrevistado por outros pesquisadores. Para a Força Aérea ele declarou:

“Cerca das 17h45 do dia 24 de Abril de 1964, quando eu seguia no carro da patrulha da policia de Socorro, vi um carro circulando em excesso de velocidade em frente ao tribunal, e comecei persegui-lo. Na sua fuga, o carro foi para a zona onde se costumam realizar os rodeios. Ao perseguir o carro, ouvi de repente um estrondo e vi uma chama no céu, a mais ou menos 1 km para sudoeste. Lembrei-me que existia naquela direção um paiol de dinamite que podia ter ido pelos ares, pelo que deixei de perseguir o carro e tentei dirigir-me para lá. A chama que vi no céu era azulada e cor-de-laranja, e ia descendo lentamente. Como eu continuei a guiar não pude ir a olhar para a chama, mas pareceu-me ser estreita, em forma de funil, mais estreita em cima do que em baixo, sendo a sua altura o quádruplo da sua largura. Não me foi possível ver se a parte superior da chama era lisa ou se havia algum objeto. 0 Sol estava contra mim, o que não ajudava.

A parte inferior da chama não era visível pois estava por trás da montanha. Não vi fumo, mas vi qualquer coisa na base, talvez poeira, talvez por causa do vento que soprava. 0 céu estava limpo, só havia algumas nuvens pequenas na zona.

O ruído que ouvi não foi o de uma explosão, mas sim um “rugido”, diferente de um avião a jato, e mudava de frequência, tendo parado. O ruído deve ter durado uns 10 segundos, e eu ia na direção dele, agora já por uma estrada secundária.

O som continuava a variar entre alto e baixo até que desapareceu. Que eu tenha visto, não havia mais espectadores, mas é provável, que nem os ocupantes do carro que eu perseguia não tenham visto nada, pois já iam perto demais do monte para que pudessem ver a chama.

Depois do ruído e da chama, não vi mais nada, pois is a subir o monte por uma estrada muito íngreme. Ao atingir finalmente o topo do monte, continuei no carro, desta vez dirigindo-me para oeste, sem que tivesse visto nada, talvez durante uns 15 segundos. Olhei em volta, a procura da cabana de dinamite, mas não me lembrava onde é que ela ficava.

De repente, reparei num objeto brilhante, a uns 150/200 m. para sul. Olhei e pareceu-me que o objecto estava parado. Tinha os meus óculos escuros por cima dos outros. 0 que vi pareceu-me ser um carro virado de rodas para o ar. Pensei que talvez alguns jovens o tivessem virado. Vi então 2 pessoas vestindo macacão branco, que se encontravam muito perto do objecto. Uma das pessoas pareceu voltar-se e olhar diretamente para o meu carro, e pareceu-me espantada, pois deu um pulo.

Nesta altura, aproximei-me de carro até eles, com intenção de os ajudar. Os objetos pareciam de alumínio, esbranquiçados em contraste com o resto do cenário. Eram de forma oval. Só vi as pessoas no momento em que parei, talvez durante 2 segundos. Não vi nada de especial, não tinham chapéus nem quaisquer objetos na cabeça. Pareciam-me pessoas vulgares, mas podiam ser adultos pequenos ou crianças grandes. Depois, continuei a prestar atenção ao caminho e contactei 0 posto do xerife, dizendo que tinha visto 0 parecia ser um acidente, e disse ainda que ia estar ocupado por uns momentos. Depois saí do carro e fiquei a observar o objeto. Quando estava a sair, o microfone caiu, e eu o apanhei para colocar no lugar. Mal me virei,ouvi de novo o rugido, primeiro a baixa frequência, depois foi aumentando até que apareceu uma chama debaixo do objeto, e este começou a erguer-se. A chama era azul clara e cor de laranja na parte inferior.. Da posição em que estava, avistei a parte lateral do objeto.  É difícil descrever a chama. Pelo barulho que fazia, parecia que ia explodir. A chama parecia sair do meio do objecto, e não fazia fumaça. Havia apenas poeira na zona adjacente. 0 objecto era oval, liso, sem portas, nem janelas. Quando o ruído começou ainda estava no chão. Reparei numas letras vermelhas, talvez um desenho.

Não posso garantir quanto tempo vi o objecto pela segunda vez, quando me encontrava mais perto (Zamora encontrava-se a uns 25/30 metros do objeto). Segundos depois, voltei ao carro e comuniquei de novo pelo microfone, enquanto que o objecto desaparecia. 0 microfone caiu de novo, e nesse momento ouvi um ruído como se fosse uma porta a fechar-se, mesmo antes de ouvir o rugido. Não vi as pessoas nesse momento.

Mal vi as chamas e ouvi o ruído, virei-me e fugi para longe, mas caí. Os óculos caíram no chão, mas continuei a correr. Olhei para trás e vi que o objecto se erguia e estava a uns 6 metros do chão. Escondi-me e parei quando deixei de ouvir o barulho. Estava assustado, e queria continuar a correr. Virei-me para o chão e tapei a cara com os braços. Olhei, e vi que o objecto se afastava, tendo mantido a mesma altura (5/6 metros do chão) e passou rente ao abrigo de dinamite. 0 objeto ia muito depressa, tendo subido mais. Corri para 0 carro e falei para o meu colega Nep Lopez, dizendo-lhe que olhasse pela janela e tentasse localizar 0 objeto. Perguntou-me qual era a sua forma, e eu disse-lhe que tinha a forma de um balão. Não sei se ele o viu ou não, pois eu esqueci-me de lhe dizer que lado é que estava.

Enquanto falava com Nep, não perdi 0 objeto de vista. 0 objecto deslocava-se rapidamente e finalmente desapareceu por trás dos montes. Já não tinha chama, nem fazia qualquer ruído. Mesmo antes do sargento Chavez chegar, fiz um desenho da insígnia do objeto num papel.”

 

Marcas deixadas pelo objeto no local de pouso em Socorro, NM.

 

Marcas deixadas pelo objeto no local de pouso em Socorro, NM.

 

Marcas deixadas pelo objeto no local de pouso em Socorro, NM.

 

Marcas deixadas pelo objeto no local de pouso em Socorro, NM.

 

Marcas deixadas pelo objeto no local de pouso em Socorro, NM.

 

Marcas deixadas pelo objeto no local de pouso em Socorro, NM.

 

Marcas deixadas pelo objeto no local de pouso em Socorro, NM.

 

Zamora também foi entrevistado pelo o ufólogo Streeter Stuart, da NICAP:

ZAMORA:Eu estava perseguindo um motorista imprudente subindo a South Pike Street. Depois de um tempo, desci para esta pequena estrada, ouvi um grande rugido – explosão. Temos uma cabana de dinamite a oeste ali. Pensei em investigar, talvez, pensei que talvez tivesse explodido. Então eu atirei lá bem rápido. No meio do caminho, coloquei minha cabeça para fora da janela, para fora do carro, e vi isso como um ovo, ah, objeto em forma de ovo, ah, com licença, objeto. Ai não sabia o que era. Na hora pensei que era carro que capotou, veículo que capotou. Comecei lá muito rápido para talvez poder ajudar as pessoas no carro. Cheguei o mais perto possível, cerca de 200 pés, cerca de 200 pés disso… Saí do carro e fui em direção a ele quando ouvi esse grande barulho novamente, o mesmo barulho, e a chama vindo de baixo dele. Fiquei com medo e comecei a correr de volta. Eu corri cerca de 50 metros dele. Ah, eu me virei? pés no chão e se esconde(?), depois não ouvi mais o barulho. Ah, eu levantei minha cabeça para ver o que, o que está acontecendo. Estava muito quieto então quando vi esse objeto branco simplesmente decolar, em direção ao oeste ali, direto (??).

STUART: Deixou algum tipo de rastro de vapor quando decolou?

ZAMORA: Não senhor, não deu. Sem trilha, sem nada.

STUART: Mas ele fez um rugido no momento em que você se aproximou dele?

ZAMORA: Um grande rugido, sim senhor, foi.

STUART: E você pode realmente ver a chama sob ela?

ZAMORA: Sim senhor, eu fiz.

STUART: Estava de pé sobre as pernas?

ZAMORA: Sim senhor, tinha pernas, chamei-lhe pernas, sim.

STUART: E você pensou que havia quatro deles?

ZAMORA: Aparentemente havia, pelas marcas no chão, havia quatro patas, sim.

STUART: Em outras palavras, você o examinou mais tarde?

ZAMORA: Sim, nós fizemos – eu e a Polícia Estadual, a Polícia Estadual do Novo México.

STUART: Depois que decolou, você voltou para buscar ajuda?

ZAMORA: Não, eu pedi ajuda pelo rádio do carro e eles saíram, sim.

STUART: Entendo. E quando você voltou para examiná-lo, o que encontrou perto de onde estava estacionado?

ZAMORA: Bem ah, o mato, um mato que está por aí, graxa, e capim ainda estava queimando. Tanto quanto as marcas no chão, impressões e tudo mais.

STUART: Havia pegadas como se ele estivesse sobre essas pernas.

ZAMORA: Certo.

STUART: As pernas subiram no objeto quando ele decolou? Você notou isso?

ZAMORA: Não senhor, não percebi na hora.

STUART: E depois que subiu no ar, o rugido parou?

ZAMORA: Sim senhor, quando veio direto.

Os pesquisadores fizeram uma investigação nos vestígios físicos deixados pelo objeto. Tanto para estes, quanto para outros investigadores e policiais locais ficou claro que algo realmente pousou no local, pois as marcas tinham sido feitas recentemente e não era uma marca preexistente. Além disso, eles foram feitos como se um objeto de peso significativo tivesse pousado na área em uma área inclinada.

Embora Zamora tenha sido o único policial a avistar o objeto, vários outros – incluindo Chávez – poderiam mais do que testemunhar a autenticidade da situação.

Todos alegariam que o solo, em alguns lugares, ainda estava quente e fumegante quando eles chegaram. Até mesmo o relatório do FBI observaria como havia “quatro áreas fumegantes de formato irregular” no local que Zamora alegou que o incidente ocorreu.

 

A marca deixada pelo objeto que pousou em Socorro.

 

Marca deixada no local de pouso pelo objeto.

 

Marca deixada no local de pouso pelo objeto.

 

Chávez também realizaria uma busca imediata e completa na área. Ele não encontrou rastros de pneus, exceto os deixados pelo veículo de Zamora. Também não havia outros rastros que levassem ao local de pouso.

O proprietário do posto de serviço Whitting Brothers, existente próximo ao local do pouso, Opel Grinder, iria para o registro como parte da investigação da Força Aérea dos EUA. Embora ele próprio não tenha testemunhado o incidente, ele sabia de duas pessoas que estavam passando pelo estado que o testemunharam. Segundo ele, o veículo com as testemunhas havia parado logo após o estrondo alto. O senhor que veio pagar por suas mercadorias brincava com Grinder sobre o quão baixo uma aeronave “voava por aqui”. Na época, Grinder respondeu desinteressadamente que muitos helicópteros voavam regularmente na área. A testemunha responderia que “era um helicóptero de aparência engraçada – se é que era um helicóptero”. Ele lembra também que a testemunha falou sobre o objeto ter ultrapassado um carro da polícia na estrada.

A investigação subsequente acabaria revelando que as testemunhas eram Larry Kratzner, que havia falado com Grinder, e seu amigo, Paul Kies. Ambos eram de Dubuque, Iowa, para onde estavam voltando na época.

O pesquisador de OVNIs, Ralph DeGraw, conduziu entrevistas com os dois homens em 1978. E embora ele tenha notado algumas discrepâncias em comparação com o relato de Zamora, e até mesmo com as declarações um do outro – afinal, a entrevista ocorreu quatorze anos depois do caso, descobriu detalhes interessantes.

Kratzner, por exemplo, afirmaria:

(Eu vi) uma nuvem de fumaça preta vindo do chão à frente deles e à direita… (Eu pude ver) um disco redondo ou objeto em forma de ovo subindo verticalmente da fumaça preta! Depois de subir verticalmente para fora da fumaça, o objeto se nivelou e se moveu na direção sudoeste“.

Ele afirmaria também que podia ver “janelas” na lateral do objeto e uma espécie de “Z vermelho” estampado no lado voltado para ele.

O Capitão do Exército Richard T. Holder, que na época era o oficial mais graduado disponível na base de White Sands, foi até o local, acompanhado de Arthur Byrnes, do FBI. No dia 25 de abril eles entrevistaram Zamora e investigaram o local do pouso.

Quando chegamos estavam o policial Zamora, o policial Melvin Katzlaff [e] Bill Pyland, todos do Departamento de Polícia de Socorro, que ajudaram a fazer as medições. Quando concluímos o exame da área, o Sr. Byrnes, o policial Zamora e Voltei ao escritório da Polícia Estadual [em] Socorro e, em seguida, completei esses relatórios. Ao chegar ao local do escritório no Edifício do Condado de Socorro, fomos informados por Nep Lopez, operador de rádio do Gabinete do Xerife, que aproximadamente três relatórios foram feitos por telefone de uma chama azul de luz na área… o despachante indicou que os horários eram mais ou menos semelhantes…

Durante a entrevista, Zamora declararia sua crença de ter testemunhado uma nave experimental secreta. Holder, no entanto, descartaria rapidamente essa ideia. Na verdade, ele aparentemente se esforçaria para declarar à imprensa que os militares não tinham “nenhum objeto que se comparasse ao objeto descrito” por Zamora.

No local do pouso eles coletaram amostras de solo e plantas. Embora não haja provas, em seu livro Fight for UFO Science de 1968 , o pesquisador James E. McDonald afirmaria que uma amostra de “areia fundida” foi discretamente removida pelos militares. Ele alegaria que um contato com o Serviço de Saúde Pública de Las Vegas (que algumas fontes identificam como Mary Mayes), que trabalha como química radiológica, também estava envolvido na investigação dos vestígios.

Uma mulher que agora é química radiológica do Serviço de Saúde Pública em Las Vegas estava envolvida em algumas análises especiais de materiais coletados no local de Socorro e, quando ela estava lá, na manhã seguinte [25 de abril de 1964], ela afirma que havia um pedaço de areia derretida e solidificada logo abaixo da área de pouso. Falei com ela por telefone e pessoalmente aqui em Tucson recentemente.”

Equipe de investigação do Serviço de Saúde Pública em Las Vegas no local do pouso do objeto, investigando as marcas deixadas pelo objeto.

 

Durante seu trabalho, em nome dos militares dos EUA, ela descobriu a área sólida semelhante a vidro “logo abaixo do local de pouso”. A maioria das amostras que ela colheria provaria ser seiva. No entanto, havia vários materiais orgânicos não identificados e desconhecidos.

Logo depois que ela terminou seu trabalho, o pessoal da Força Aérea veio e pegou todas as suas anotações e materiais e disse que ela não deveria mais falar sobre isso!

Eles também removeram qualquer evidência remanescente da areia vitrificada pelo calor. Curiosamente ou não, esses relatórios de análise permanecem classificados.

James McDonald

 

O principal investigador do Projeto Blue Book – propositalmente ou não por parte do Pentágono – só chegaria a Socorro quatro dias após o incidente de 28 de abril. Ele logo perceberia que havia um aparente conflito de interesses entre descobrir a verdade sobre o caso e o ângulo de investigação da Força Aérea. Nessa época, Hynek ainda mantinha uma postura cética sobre contatos imediatos, embora já mostrasse sinais de que estivesse mudando de opinião. Ele tentou de todas as formas encontrar furos e contradições no relato do policial.

Zamora e Chávez, segundo Hynek “eram contrários às posturas da Força Aérea”. Isso se deve em grande parte às aparentes acusações contundentes de que todo o incidente foi uma farsa. Na verdade, Zamora ficou tão zangado com essa sugestão que inicialmente não quis falar com Hynek.

Foi nessa fase que Hynek começou a não apenas suspeitar que poderia haver algo no fenômeno OVNI, afinal, mas que os militares, o Pentágono e o governo dos Estados Unidos, apesar de sua retórica pública, não estavam interessados ​​em encontrar a verdade. E ainda menos interessado em compartilhá-lo com o público em geral.

Talvez o mais condenatório de tudo, e certamente uma indicação dos sentimentos de Hynek em relação à atitude da Força Aérea em relação aos fatos e evidências, ele escreveria em suas notas que “a Força Aérea não sabe o que é ciência”. Sobre o caso de Socorro, Hynek afirmaria:

Acho que este caso pode ser a Pedra de Roseta (dos casos de OVNIs)… Nunca houve um caso forte com uma testemunha tão incontestável!

Os militares, o que talvez indique o quão sensível eles acreditavam ser o incidente, tentariam oferecer que o que Zamora tinha visto era apenas uma nave experimental do governo. No entanto, com descrições claras de domínio público, não havia nenhuma embarcação (conhecida) disponível. Além disso, Holder já havia declarado isso publicamente. Novamente, nas palavras de Hynek, a Força Aérea estava “em apuros” sobre o aparente pouso de OVNI em Socorro.

MS Chavez, Lonnie Zamora e Rey Stanford no local do pouso.

 

Um relatório do FBI datado de 8 de maio de 1964 observa que Zamora é “considerado um oficial sóbrio, trabalhador e consciencioso e não dado a fantasias“. O relatório também confirma a folhagem queimada e as marcas, observando que “cada depressão parecia ter sido feita por um objeto entrando na terra em um ângulo a partir de uma linha central [e cada] empurrou um pouco de terra para o outro lado“.

Dois anos após o avistamento, o major Hector Quintanilla, chefe do Projeto Blue Book da Força Aérea na época do avistamento, confidenciou a especialistas de inteligência em uma publicação classificada da CIA que o caso Socorro continuava “intrigante”. Com a ajuda de muitas outras agências, ele realizou uma verificação exaustiva das atividades militares em busca de uma explicação, mas nenhuma foi encontrada.

 

Impactos pessoais

O Caso de Socorro impactou diretamente a testemunha principal do caso. Segundo a esposa, Mary, em entrevista para o documentaria James Fox, o avistamento modificou Zamora pra sempre. Zamora foi tão ridicularizado por membros da polícia e da comunidade local que se aposentou apenas dois anos após o incidente.

Ele ficou tão cansado do assunto que acabou evitando tanto os ufólogos quanto a Força Aérea, aceitando o emprego de gerente de posto de gasolina e depois como supervisor do Aterro Sanitário da Prefeitura de Socorro, onde ficou até se aposentar. Lonnie Zamora faleceu no dia 2 de Novembro de 2009, em Socorro, de infarto, aos 76 anos.

Mary Zamora (à esquerda) e o documentarista James Fox (à direita).

 

Alegações ceticóides

Seja por meio de debate legítimo ou por outros meios influentes mais obscuros, as acusações de que o encontro não passava de uma farsa continuariam a surgir. No entanto, cada acusação foi refutada ou considerada altamente improvável.

O cético dos OVNIs, Stuart Campbell, sugeriu que o que Zamora observou foi “quase certamente” uma miragem da estrela Canopus. Uma alegação que não se sustenta, pois no horário em que o avistamento de Zamora ocorreu ainda havia Sol acima do horizonte. Canopus, embora seja uma estrela bastante brilhante nos céus do hemisfério Sul, encontrava-se muito baixa no horizonte na região onde o caso ocorreu. Então, além da luz solar que ainda ofuscava qualquer estrela, Canopus estava ainda mais apagada pela poluição e partículas de poeira na atmosfera. Além disso, essa hipótese não explica os sons ouvidos, os movimentos do objeto e as marcas por ele deixadas no local de pouso.

Com a grande exposição do caso, naturalmente, grandes opositores iriam se apresentar para contestar o caso e assim ganhar a atenção da imprensa. Um deles, o famoso cético dos OVNIs, Philip Klass mostrou sua tradicional postura preconcebida quando não uma, mas duas vezes tentou “desmascarar” Zamora.

Phillip Klass

 

Inicialmente, ele afirmaria que Zamora havia presenciado um “relâmpago globular”. No entanto, isso provo-se ser impossível neste caso. No entanto, em vez de olhar para o avistamento com uma mente mais aberta, Klass simplesmente intensificou seu ataque à testemunha principal.

Ele afirmaria que, junto com o então prefeito de Socorro, Holm Bursum Jr., Zamora havia inventado todo o episódio para colocar Socorro no mapa e “atrair turismo” para a região. Ele até afirmaria que Bursum era o dono da terra onde ocorreu o encontro. Mais tarde, provou-se que isso era totalmente falso.

Talvez o prego final no caixão das alegações da farsa de Klass tenha sido o fato de que uma atração turística no local nunca foi adiante como Klass afirmou que aconteceria.

Vários outros auto-declarados céticos apresentaram outras explicações tentando derrubar o caso. O Major Hector Quintanilla, o investigador do Programa Livro Azul da Força Aérea, analisou a possibilidade de que a nave fosse um protótipo do Módulo de Aterrissagem Lunar sendo desenvolvido em White Sands Missile Range, para o programa lunar Apollo, mas descobriu que nenhum protótipo de aterrissador lunar estava operacional em abril de 1964.

Major Hector Quintanilha, chefe do programa BlueBook, na época.

 

Mais recentemente, Larry Robinson, da Universidade de Indiana, sugeriu que Zamora viu “um balão de ar quente tripulado”. Segundo ele, as mudanças de tom de frequências baixas para altas que Zamora relatou ter ouvido da chama,  pode ser compatível com os queimadores de propano de balões de ar quente. No entanto, isso certamente não explica os rugidos ouvidos por Zamora e vários moradores de Socorro. Também não explica as chamas que Zamora viu, pois as chamas de um balão são direcionadas para cima, para aquecer o interior do balão. Diferente do que foi visto por Zamora, que era algo voltado para baixo do objeto, em um direcionamento que não aqueceria o interior de um balão de ar quente, impossibilitando seu voo.

O objeto, segundo o relato de Zamora, apresentava algo como uma chama azulada voltada para baixo.

 

Zamora havia falado sobre ter visto o que pensou ser poeira voando perto do objeto. Ele não tinha certeza se era o vento ou se a poeira era consequência do pouso. De fato, o próprio Zamora recordaria que os ventos sopravam particularmente fortes naquela ocasião. Além disso, as investigações revelaram um detalhe importante. Todos os relatórios afirmam que o objeto estava se movendo na direção oeste-sudoeste. Isso significaria que o objeto estaria se movendo contra o vento forte que se aproximava. Obviamente, isso desmontaria completamente a alegação de que se tratava de um balão à mercê do vento. Além disso, o objeto, segundo Zamora, subira direto para cima e então pairava por vários segundos no ar. Não eram  movimentos consistentes com um objeto influenciado pela força do vento.

Outra hipótese foi apresentada por James Moseley, conhecido cético dos EUA. Segundo ele, Zamora teria visto um protótipo da sonda Lunar Surveyor, que seria enviada para a Lua em preparação para o programa Apollo. Esta sonda estaria sendo transportada por um pequeno helicóptero Bell, que teria decolado da Base Aérea de Holloman. Para sustentar sua alegação ele apresenta um documento contendo informações básicas de voo de um helicóptero Bell, na tarde de 20 de Abril de 1964.

James Moseley, cético

 

Segundo Moseley, o caso teria sido produzido por um helicóptero Bell transportando um lander de teste da sonda Lunar Surveyor. Ele só não conseguiu explicar a ausência de ruídos de helicópteros, ausência de efeitos do vento gerado pelo aparelho e a ausência de registros de voos de helicópteros sobre a referida região.

 

O lander da Lunar Surveyor.

 

A explicação também não se sustenta, pois o documento não relata voos sobre a região de Socorro, onde Zamora teve seu avistamento. A distância entre Holloman e Socorro é de 228 Km. Soma-se à isso o fato de que não houve relatos de helicópteros sobre a região naquela data.

A mais mirabolante das explicações céticas

Ainda na época do caso surgiu uma tentativa de derrubada do caso que alegava que Zamora havia sido vítima de uma pegadinha, perpetrada por alunos do New Mexico Tech. Essa hipótese foi inicialmente lançada pelo astrônomo de Harvard, Donald Menzel  e é até hoje sustentada por céticos.

Stirling Colgate, então diretor do New Mexico Tech, Stirling Colgate, apoiou a ideia de que os alunos da escola eram os responsáveis ​​​​pela farsa e disse que o objeto observado por Zamora era “uma vela em um balão … nada sofisticado“.

Stirling Colgate, ex-reitor da New Mexico Tech.

 

Sobre isso, o cético Robert Sheaffer escreveu: “A suposição de que o incidente foi uma farsa estudantil em vez de perpetrada por líderes da cidade em busca de publicidade muda Zamora de um “participante ativo” para “vítima da farsa”, o que francamente parece mais plausível.”

A propósito, quando Hynek sugeria a muitos dos habitantes locais com quem falava, era uma ideia que era descartada universalmente. Na verdade, para a maioria dos que conheciam Zamora e a juventude geral de Socorro na época, a ideia era absurda.

O astrônomo J. A. Hynek, um dos principais investigadores do caso.

 

E embora realmente absurda, a hipótese de fraude se sustenta em um documento, uma carta trocada entre Colgate e o renomado cientista Linus Paulling, descoberta nas Coleções Especiais da Oregon State University (onde os papéis de Pauling estão arquivados).

Na carta, de 1968, enviada ao Dr. Stirling Colgate (então presidente da New Mexico Tech) Pauling pergunta sobre o avistamento de Socorro. Colgate respondeu a Pauling, enviando de volta a carta com uma anotação manuscrita na parte inferior, onde escreve: “Tenho uma boa indicação do aluno que planejou a farsa. O aluno foi embora. Saúde, Stirling.”

Linus Pauling

 

Além de ter sido o presidente da NM Tech, o Dr. Stirling Colgate era um astrofísico mundialmente famoso no Los Alamos National Laboratory. Considerado um visionário da ciência, especializou-se em plasma e física atmosférica e suas descobertas nesses campos são reconhecidas como monumentais.

O Dr. Frank T. Etscorn foi professor de psicologia na New Mexico Tech de meados da década de 1970 até o início da década de 1990, sendo notoriamente conhecido por ser o inventor do adesivo de nicotina e uma ala do Colégio foi dedicada à ele em 1993. Etscorn conhecia o evento OVNI de Socorro, ocorrido uma década antes de começar a trabalhar no Colégio – e isso sempre o intrigou. Sabendo disso, o pesquisador Anthony Braglia contatou o Dr. Etscorn para perguntar se ele havia descoberto algo sobre o avistamento e o que realmente aconteceu. Em uma conversa telefônica o Dr. Etscorn relatou:

Como um projeto, um ex-aluno meu examinou o caso em meados dos anos 1980. Usando anuários e networking, ela começou a ligar para ex-alunos que estavam na Tech em 1964. De alguma forma, ela localizou um dos ex-alunos que supostamente estava envolvido. Ele não faria expandir a farsa ou usar o nome dele – mas ele descobriu que era uma farsa. Minha memória de sua investigação é irregular – foi há 25 anos. Mas eu me lembro que ele também descobriu através de registros que coincidentemente um dispositivo de retroprojeção foi roubado do campus no dia do avistamento do OVNI”.

Dr. Frank T. Etscorn

 

Em resumo, os estudantes teriam escolhido Zamora por ele ter sido inspetor na New Mexico Tech, sendo detestado pelos alunos por ser rígido e inflexível. Um aluno passaria em alta velocidade por ele, atraindo-o para uma perseguição que o levaria até o local da pegadinha. Neste local, quando os carros estivessem chegando, seria solto um balão de hélio, ao mesmo tempo em que haveria um show pirotécnico, para atrair Zamora até o local de pouso. Ali, haveria um outro balão, preso ao solo e dois alunos de menor estatura estariam vestindo jalecos, simulando os tripulantes do objeto. Depois disso, este mesmo balão seria conduzido por um veículo simulando a decolagem do local, enquanto as duas pessoas de jaleco teriam saído rapidamente do local.

Tal explicação é amplamente aceita em alguns meios céticos, por mais improvável e absurda que seja. Sua aceitação ocorre apenas em meios onde há a necessidade de jogar casos ufológicos para debaixo do tapete, sem qualquer compromisso com a verdade. E isso vem justamente daqueles, que arrogam seriedade e idoneidade.

Existem tantos furos e inconsistências nessa explicação que nos surpreende que a considerem possível e a única plausível para este caso. O primeiro aspecto que nos chama a atenção é que o personagem central dessa tentativa de explicação, seja o físico Stirling Colgate que era atuante no Los Alamos National Laboratory. Este centro tecnológico é ligado às forças armadas dos Estados Unidos, sendo ali um dos pilares do desenvolvimento da bomba atômica, ao longo da Segunda Guerra Mundial. Isso já o coloca como suspeito ao estar ligado justamente com o establishment responsável pelo acobertamento ufológico capitaneado pelo governo daquele país.

O segundo ponto crítico é que em sua carta à Lunis Paulling ele diz “Tenho uma boa indicação do aluno que planejou a farsa. O aluno foi embora. Saúde, Stirling“. Se o manuscrito de Colgate não for uma citação metafórica, então denota-se ele não sabia quem era. Apenas tinha desconfianças.

A carta trocada entre Stirling Colgate e Linus Paulling.

 

O terceiro ponto envolve as declarações de Frank T. Etscorn, descrevendo alegações de uma terceira pessoa cujo nome não é revelado, ou seja, não se tem confirmação do nome do ex-aluno que teria investigado a história nem dos envolvidos na suposta pegadinha, e nenhuma informação que seja passível de verificação, o que coloca tal declaração sob suspeita.

Se analisarmos as poucas declarações e descrições da suposta pegadinha, percebemos a impossibilidade de tal explicação. As variáveis envolvidas fogem ao controle de qualquer pessoa que tentasse essa pegadinha desse porte. Primeiramente, Zamora teria que estar no local e hora exatos para ver o veículo onde estaria um dos estudantes envolvidos. Além de estar no local, ele teria que morder a isca e se colocar em perseguição ao veículo dos estudantes. Isso por si só seria um risco, pela possibilidade de acidentes, em função da alta velocidade e cruzamentos, além do risco de o policial resolver usar sua arma em algum momento.

Ambos os veículos, dos estudantes e do policial teriam que estar no local exato e na hora exata para que os sons e o balão chamassem a atenção do policial. E este precisaria morder a isca para se aproximar do local.

Além disso, os aspectos que envolvem o caso derrubam completamente essa tentativa de explicação. Os tripulantes observados por Zamora estavam usando macacões brancos. Ele não os descreveu como jalecos. E ele esteve a apenas 25 metros do local. Em uma distância tão curta seria impossível não perceber que o objeto seria um balão e que os dois personagens seriam alunos de jaleco.

A própria decolagem do objeto, com o apoio de um veículo puxando-o seria percebido a grades distâncias, devido à poeira levantada pelo veículo no deslocamento.

Um carro rebocando o balão, para simular a decolagem do OVNI seria perceptível à distância pela poeira que seria jogada ao ar durante seu deslocamento.

 

E com tantos envolvidos no local, seriam detectadas pegadas e rastros do veículo, mas em nenhum momento isso foi detectado no local ou nos arredores.

Existe também um detalhe importante. Zamora observou o objeto afastando-se do local, passando por cima do paiol onde era armazenado pólvora e dinamite. Por mais inconsequentes que sejam, supostos jovens fazendo uma pegadinha jamais arriscariam mandar esse paiol pelos ares com um balão de ar quente com chamas em sua parte inferior.

 

Perguntas sem resposta

Então, com todas essas tentativas de provar que o caso não é nada além de uma misteriosa nave de porcas e parafusos, temos que nos perguntar: por quê? O que havia de tão especial neste caso, neste momento, que evocaria tal postura? E, além disso, quando as ações da Força Aérea e sua aparente operação investigativa transparente sobre OVNIs, o Projeto Blue Book, vierem à tona, essas tentativas pareceriam extremamente suspeitas.

A Força Aérea, como viria a ser descoberto, prepararia dois relatórios sobre os acontecimentos de Socorro, em 24 de abril de 1964. O primeiro, para divulgação pública, criticava a ausência de depoimentos de pessoas ligadas ao caso e as próprias fotografias do local de pouso.

No entanto, um segundo relatório, preparado pelo Major Hector Quintanilla, diretor do Projeto Blue Book , e mantido fora da arena pública até boa parte dos anos 2000, iria para a CIA. E, como você pode imaginar, a linguagem, o conteúdo, o tom e até os fatos descritos diferiam do relatório oficial entregue à população em geral.

Por exemplo, eles diriam que “não há dúvida” de que Zamora testemunhou algo naquela noite. Além disso, ao contrário do que o público ouviria, “não havia dúvida” quanto à sua confiabilidade como testemunha.

Esse relatório sigiloso continuaria afirmando que o incidente em Socorro foi o “caso mais bem documentado já registrado”. E além do mais, apesar de seus melhores esforços, o militares não tinham ideia do que era o veículo, ou o que exatamente assustava tanto Zamora sobre o encontro.

Outra documentação oficial foi disponibilizada para o público em 2 de Janeiro de 1981. Ela fazia parte, originalmente, de uma publicação da CIA, intitulada “Studies in Intelligence”, lançada em 1966. O resumo, “Relatório do policial”, foi escrito por Hector Quintanilla, Jr., nessa época ex-chefe do Projeto Blue Book:

Não há dúvida de que Lonnie Zamora viu um objeto que o impressionou bastante. Também não há dúvida sobre a confiabilidade de Zamora. Ele é um policial sério, um pilar de sua igreja e um homem versado em reconhecer veículos aéreos em sua área. Ele está intrigado com o que viu e, francamente, nós também. Este é o caso mais bem documentado já registrado, e ainda não conseguimos, apesar de uma investigação minuciosa, encontrar o veículo ou outro estímulo que assustou Zamora a ponto de deixá-lo em pânico.

 

Informações complementares

É nos detalhes que o Caso Zamora (também conhecido como Caso Socorro) se comprova. As investigações confirmaram que nenhum helicóptero ou aeronave convencional sobrevoou a região naquela data. Também não houve qualquer detecção nos radares que cobrem a região.

No local de pouso do objeto, os investigadores documentaram quatro depressões, com 40,64 cm x 15,24 cm e 5,08 cm de profundidade.

Análises realizadas nas marcas no local indicaram que o objeto apoiou-se de forma nivelada no local, ou seja, os suportes de pouso do objeto se ajustaram para que ele ficasse nivelado no local. Um efeito semelhante observado no caso de pouso em Algeciras, na Espanha, em 1980.

Segundo o pesquisador Jacques Vallé, análises espectrograficas feitas nas plantas e solo do local de pouso indicaram que o método de propulsão era diferente de qualquer coisa que pudéssemos produzir.

Um dos aspectos mais interessantes do caso é sua similaridade com outros casos ocorridos em diferentes países. Em 1º de julho de 1965 ocorreu um caso de pouso e contato com tripulantes na região de Valensole, França. Assim como no caso Zamora, a testemunha , o agricultor Maurice Masse aproximou-se do objeto pousado deparando-se com dois tripulantes pequenos próximos à um objeto ovalado, de cor branca, pousado em uma área de vegetação baixa, arbustiva. Em ambos os casos, os tripulantes foram surpreendidos em suas atividades entraram rapidamente no objeto que decolou em seguida. Em ambos os casos, o objeto deixou quatro marcas principais, produzidas pelo suporte de pouso e outras menores adicionais.

O Caso de Valensole está detalhadamente descrito aqui.

Outro caso com muita similaridade ocorreu por volta das 10 horas da manhã, em 24 de abril de 1964, quando o fazendeiro Gary Wilcox estava em um dos campos de sua fazenda de 300 acres espalhando esterco em Newark Valley, Nova York. Durante o trabalho notou algo incomum na orla da mata que cerca a fazenda. Curioso, ele dirigiu seu trator para ver mais de perto. Chegando no local ele observou um objeto ovalado, de aspecto metálico, com aproximadamente 6 metros de diâmetro. Pouco depois ele viu dois pequenos seres, vestindo traje branco, com os quais interagiu. Estes tripulantes também coletaram amostras de vegetação rasteira e arbustiva.

Outro caso com similariades ao Caso Zamora ocorreu às 5 horas da manhã, em 23 de fevereiro de 1973, em Wilnecote, Staffordshire, Inglaterra. John Spencer seguia para o trabalho quando observou um objeto voador, ovalado, com uma chama azulada em sua parte inferior cruzando sobre a estrada. A descrição do objeto, deslocamento e a chama em sua parte inferior são idênticas ao relatado por Lonnie Zamora.

Lonnie Zamora nunca quis passar por uma experiência ufológica. Embora tenha sido protagonista de um dos casos clássicos da Ufologia Mundial, continuou sua vida, sofrendo com o impacto negativo que o contato gerou. Ele foi atacado, ridicularizado, mas manteve seu relato até o fim. O ufólogo Joseph Allen Hynek, até então cético, começou a aceitar a realidade do fenômeno OVNI a partir do incidente ocorrido com Lonnie Zamora e outros que vieram em seguida. Sobre o policial, ele declarou:

Minhas investigações iniciais, orientadas no sentido de arrasar com a narrativa de Zamora, procurando contradições e também tentando demonstrar que não era uma testemunha fidedigna, foram infrutíferas. Fiquei impressionado com a alta consideração que os companheiros tinham por ele e eu, pessoalmente, desejo hoje em dia aceitar seu testemunho como verdadeiro“.

 

 

Jornal da época noticiando o caso.
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Referências:


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