Caso Onilson Pátero

Por: Fenomenum Comentários: 0

Um dos mais importantes casos de abdução da Ufologia Brasileira envolveu o comerciante Onilson Pátero, que em duas ocasiões foi abduzido. Na segunda vez, ele foi deixado a 300 quilômetros do local do sequestro.

O Caso Onison Pátero é um dos mais interessantes casos da Ufologia Brasileira. O protagonista, Onilson Pátero, foi abduzido em duas ocasiões, a primeira na noite de 21 para 22 de maio de 1973 e a segunda em 26 de abril de 1974. Nesta segunda experiência, Pátero foi deixado à 300 quilômetros do local do sequestro.

Uma das características mais importantes deste caso é uma experiência de clonagem ocorrido a bordo do disco voador.

Os textos a seguir foram redigidos pela Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV). Dona Irene Granchi, uma das pioneiras da Ufologia Brasileira assinou o artigo intitulado Abdução em Catanduva, que  também compõem este página.

A Primeira Abdução

Na noite de 21 para 22 de maio de 1973, na estrada de Itajobi, ao norte do Estado de São Paulo, o comerciário Onilson Pátero voltava para casa (em Catanduva). Ele voltava da cidade de Oswaldo Cruz, onde tinha ido à trabalho. Ele iniciou sua viagem por volta das 23:00 horas, e viajaria 280 Km até Catanduvas, em seu carro, um Opala, de cor azul.

Ao passar pela ponte do “Salto” de Avanhadava, a aproximadamente 150 km de Catanduva, deparou-se com um carro forte parado na rodovia e um rapaz pedindo carona, na proximidades. Seu primeiro pensamento foi de que o moço fosse conhecido do posto policial rodoviário perto de Avadanhava, situado ali próximo. Onilson se apresentou, seguido pelo rapaz, que disse se chamar Alex. Onilson ofereceu cigarro, mas o rapaz recusou, dizendo que não fumava quando estava viajando. Entretanto, o rapaz portava algo semelhante à uma caixa de cigarros, metálica, que mantinha próximo ao corpo.

Durante a viagem, ambos conversaram animadamente. O estranho fez várias perguntas sobre Onilson, sobre seu grau de instrução e seu modo de vida, quanto tempo ele morava em Catanduva, ramo de atividade, entre outras coisas. Onilson respondia a todas as perguntas e ocasionalmente perguntava também. Uma destas perguntas foi sobre o ramo de atividade de Alex. O rapaz respondeu que seu ramo era negócios. Ao longo da conversa, o rapaz demonstrou ter uma ótima memória, pois lembrava tudo o que Onilson falara. Ao dar carona ao rapaz, Onilson falou onde morava, citando nome da rua e número de sua casa. Ao final da carona, cerca de uma hora e meia depois, o rapaz agradeceu a carona e declarou: “Qualquer dia destes vou lhe fazer uma visita em sua casa, lá na Rua tal, número tal”, repetindo exatamente o mesmo endereço.

Inicialmente, o destino de Alex seria Catanduva, cidade para onde Onilson se dirigia. Em dado momento da viagem, na rodovia Washington Luis, à entrada de Catanduva, o estranho afirma que ter lembrado que seu destino não era Catanduva, e sim Itajobi, situada a 18 Km de distância.

Na noite de 21 para 22 de maio de 1973, na estrada de Itajobi, ao norte do Estado de São Paulo, o comerciário Onilson Pátero voltava para casa (em Catanduva). Ele voltava da cidade de Oswaldo Cruz, onde tinha ido à trabalho. Ele iniciou sua viagem por volta das 23:00 horas, e viajaria 280 Km até Catanduvas, em seu carro, um Opala, de cor azul.

Ao passar pela ponte do “Salto” de Avanhadava, a aproximadamente 150 km de Catanduva, deparou-se com um carro forte parado na rodovia e um rapaz pedindo carona, na proximidades. Seu primeiro pensamento foi de que o moço fosse conhecido do posto policial rodoviário perto de Avadanhava, situado ali próximo. Onilson se apresentou, seguido pelo rapaz, que disse se chamar Alex. Onilson ofereceu cigarro, mas o rapaz recusou, dizendo que não fumava quando estava viajando. Entretanto, o rapaz portava algo semelhante à uma caixa de cigarros, metálica, que mantinha próximo ao corpo.

Durante a viagem, ambos conversaram animadamente. O estranho fez várias perguntas sobre Onilson, sobre seu grau de instrução e seu modo de vida, quanto tempo ele morava em Catanduva, ramo de atividade, entre outras coisas. Onilson respondia a todas as perguntas e ocasionalmente perguntava também. Uma destas perguntas foi sobre o ramo de atividade de Alex. O rapaz respondeu que seu ramo era negócios. Ao longo da conversa, o rapaz demonstrou ter uma ótima memória, pois lembrava tudo o que Onilson falara. Ao dar carona ao rapaz, Onilson falou onde morava, citando nome da rua e número de sua casa. Ao final da carona, cerca de uma hora e meia depois, o rapaz agradeceu a carona e declarou: “Qualquer dia destes vou lhe fazer uma visita em sua casa, lá na Rua tal, número tal”, repetindo exatamente o mesmo endereço.

Inicialmente, o destino de Alex seria Catanduva, cidade para onde Onilson se dirigia. Em dado momento da viagem, na rodovia Washington Luis, à entrada de Catanduva, o estranho afirma que ter lembrado que seu destino não era Catanduva, e sim Itajobi, situada a 18 Km de distância.

Naquele horário, de madrugada, não havia transporte disponível até aquela localidade. Além disso, chovia, razão pela qual Onilson resolveu levá-lo até seu destino final. Ao chegar na localidade, deixou-o na praça central e recusou o dinheiro que o estranho lhe oferecera. Mesmo com essa oposição, o estranho colocou uma nota de 50 cruzeiros no bolso da blusa que ele vestia. Após isso, despediram-se e Onilson dirigiu-se para sua casa novamente. Ele consultou o relógio, verificando que eram aproximadamente 3 horas da manhã.

Quando faltavam 7 quilômetros para chegar ao seu destino fatos insólitos começaram a ocorrer. Inicialmente, Onilson percebeu uma interferência no rádio de seu carro. Onilson foi diminuindo o volume do som. Além disso, o motor do carro começou a falhar, perdendo rendimento. Pouco depois, ele percebeu o surgimento de um foco de luz azul, com uns 20 cm de diâmetro, no painel à sua frente.

Aquele foco de luz deslocou-se para a direita, posicionando-se no banco vazio ao seu lado. Em seguida, o foco desceu, passando para o lado esquerdo, em um movimento ondulatório, colocando-se sobre os pedais, onde desapareceu. Onde este facho de luz incidia, a área iluminada ficava transparente, permitindo à Onilson ver o motor funcionando e o asfalto passando por baixo do veículo. Intrigado, olhou o céu, através do pára-brisa, visando identificar a origem e tal fenômeno. A noite estava escura e a chuva engrossava.

O motor do carro continuava a apresentar problemas, obrigando Onilson a reduzir a marcha. Passados 500 metros após uma subida, Onilson percebeu uma luz intensa, logo à frente. Desta luz, um feixe luminoso vinha em sua direção. Ao se aproximar do objeto, pela estrada, a luz foi ficando tão intensa e cegante, que Onilson teve que proteger seus olhos. Imaginando que tratava-ede um veículo, vindo em direção contrária, sinalizou quatro vezes, alternado entre farol alto e baixo. Não houve qualquer resposta. As falhas no motor intensificaram-se, diminuindo ainda mais o rendimento do veículo. Onilson diminuiu a marcha, passando-a para primeira. Temendo uma batida com o suposto veículo, o motorista desviou o carro para o acostamento, onde parou de forma atravessada. Não conseguiu ver se estava ainda na pista ou fora dela, devido à luz que o cegava.

Neste momento, percebeu que todo o sistema elétrico do veículo estava inoperante. Motor, faróis, rádio e painel estavam em pane. Ele retirou os óculos e temeu por um impacto de um possível caminhão. Percebendo que tal veículo não passava, resolveu arriscar olhar a origem de tal luz. Para sua surpresa, observou um objeto suspenso no céu. Ele tinha formato circular, como duas abóbodas superpostas.

Ainda sentado no banco do motorista, sentiu forte calor. Ele abriu a porta, e colocou o pé direito no chão, ocasião em que notou que do objeto surgiu uma espécie de campo envolvente, ao mesmo tempo em que sentiu a temperatura amenizar. Onilson permaneceu observando o objeto que emitia um zumbido. Do aparelho surgiu uma espécie de cilindro, que desceu ao solo, aproximando-se da testemunha que, assustada, pensou em fugir. Ele pensou em fugir em direção à Itajobi, entrando em um bosque e em seguida tentar chegar à Catanduva. Ele chegou a correr uns 30 metros, até que sentiu que algo o prendeu. Ele descreveu o mecanismo como sendo uma espécie de borracha fina, embora não tenha visto de fato o que seria. Ele se virou, em direção ao carro, e percebeu que o objeto encontrava-se próximo deste, iluminando-o com o raio de luz. Espantado, percebeu que seu carro estava todo transparente, como vidro. Em seguida, perdeu os sentidos.

Na manhã seguinte, o policial Clóvis Queiroz, encontrava-se em sua guarita, no entroncamento Catanduva – Presidente Washington Luiz, quando, pouco antes das 5 horas da manhã, foi procurado por dois rapazes. Estes contaram que passaram com sua Kombi pela estrada de Itajobi e em determinado trecho havia um homem caído ao lado de um Opala, que tinha as portas abertas e os faróis acesos.

Imediatamente, o guarda seguiu de carro até o local informado por volta das 5 horas da manhã. Ele posicionou seu carro, iluminando a vítima, que ainda estava caída. Em seguida, aproximou-se para examiná-lo. Ao perceber que ele estava vivo tentou desvirá-lo. Imediatamente, Onilson tentou soltar-se do guarda, aparentando forte impacto emocional. Ao ser questionado pelo guarda sobre o que tinha acontecido, Onilson declarava: “Eles querem me pegar…”. Assim que conseguiu , identificou-se e narrou todos os fatos ocorridos.

Naquele momento, aproximava-se um caminhão, carregado com pintinhos. O guarda sinalizou ao motorista, pedindo-o que parasse. Em seguida, levou o motorista até Onilson e disse:? “Estamos aqui, agora, nós três. Eu o desafio a dizer onde estão os caras que, segundo me informou, querem pegá-lo”. Diante de tal pergunta, Onilson declarou: “O negócio aqui é sério… não foi brincadeira não”. Ainda incrédulo, o guarda considerou Onilson como tendo sido vítima de ataque epilético e achou melhor encaminhá-lo para tratamento. Ele dirigiu-se até o carro, para fechá-lo e percebeu um mapa rodoviário aberto. Ele questionou Onilson, se o mesmo havia consultado o mapa, antes do desmaio. Onilson negou e declarou que mapa era dele e estava guardado em uma pasta ao lado do acento.

Ambos inspecionaram o local e encontraram a pasta aberta no assento, com os papéis remexidos, espalhados pelo assento e no chão do veículo, embora a chave da pasta ainda estivesse no bolso de Onilson. Onilson reafirmou não ter aberto a pasta e remexido os papéis.

Pouco depois, o guarda rodoviário levou Onilson para a emergência da Santa Casa de Catanduva, onde ele foi atendido pelo médico Dr. Elias Azis Chediak, que o submeteu a exames clínicos, à testes neurológicos e psicológicos, não encontrando nada de anormal. Um fato estranho constatado por todos os envolvidos é o fato de Onilson ter estar sob a chuva da madrugada, estando assim todo encharcado, com exceção das costas de sua blusa, que encontrava-se seca.

A esposa de Onilson, ao receber a notícia de que seu marido estava no Hospital, apanhou roupas limpas e dirigiu-se para a Santa Casa. Ao chegar encontrou o marido e constatou, espantada, que os cabelos de Onilson estavam pretos, ao invés de castanho, sua cor natural. A cor natural só reapareceu 3 ou 4 dias após o contato.

Outro distúrbio fisiológico apresentado por Onilson foi uma estranha coceira surgida logo após o caso. O Dr. Chediak prescreveu um medicamento, recomendando-lhe que voltasse no dia seguinte, para complementação dos exames e acompanhamento.

 

A Segunda Abdução

No dia 26 de abril de 1974, Onilson avisou sua esposa D. Lourdes, que ia almoçar mais cedo, pois sairia a negócios para a cidade Julio de Mesquita (aproximadamente 160 Km de Catanduva). E assim partiu às 12:30 hs.

Chegando em Júlio de Mesquita às 15 horas, não encontrou o prefeito com quem, conforme combinação prévia trataria, às 15:30 hs, de venda de uma biblioteca para a cidade. Onilson era representante de uma empresa especializada no ramo.

O prefeitos Antônio Soares, só chegou às 17:30 hs e não finalizou a compra, alegando que primeiro teria que escutar a opinião do fiscal de ensino, na cidade vizinha (Marília). Ele resolveu então seguir até Marília (a 30 km), mas o fiscal de ensino estava ausente. Então ele fez um lanche rápido e iniciou a viagem de volta para casa às 22:30 hs.

Ele havia vendido seu carro Opala, pouco tempo após sua abdução e agora viajavam em um fusca azulado. Por volta das 23:30 hs, ele se encontrava a 15 km de Guarantã, e a 120 km de Catanduva. A cerca de 200 metros da lina de alta tensão da Cia. Elétrica de São Paulo,Onilson observou uma luminosidade azulada correndo paralelamente ao longo dos fios.

Nesse momento, o motor do carro começou a falhar ao mesmo tempo em que ele observou um filete de luz intensa, azulada. Lembrando dos fatos envolvendo sua primeira experiência, Onilson resolveu seguir adiante e fugir do local, evitando um novo contato.

Sua fuga foi frustrada pois, o motor morreu, obrigando Onilson a conduzir o carro, ainda embalado, para o acostamento. Assim que parou o carro, ele observou um objeto idêntico, ou talvez o mesmo objeto visto na primeira ocasião. Assustado, Onilson resolveu fugir a pé. Ele abriu a porta do carro, e percebeu que uma espécie de esteira se aproximou, e passou por baixo de seu pé justamente na ocasião em que pisaria no solo. Tal esteira foi sendo recolhida, transportando Onilson em direção ao objeto. Repentinamente ele viu-se em uma sala ovalada a bordo do objeto.

Nesta sala, ele viu o mesmo rapaz à quem dera carona, por ocasião da primeira experiência. Ele vestia a mesma roupa que usava naquela noite e aproximou-se sorrindo e dizendo que nada de mal aconteceria à Onilson. Essa comunicação foi ouvida perfeitamente por Onilson, mas quando este tentou responder não ouviu suas próprias palavras.

O ambiente da primeira sala

No meio da sala havia uma grande luminosidade azul, que aparentemente vinha do teto (a uns 3,5 m de altura), em forma de cúpula, onde se viam muitos fios cruzando-se, conforme teias de aranha, em 3 a 4 camadas.

Ao longo da parede da sala, à altura aproximada de 1 metro do piso, deslocava-se, em circunferência, uma luz azulada.

O moço pediu a Onilson para que sentasse numa cadeira de costas altas e que tinha assento fofo, parecendo borracha.

Na 2ª Sala

Não sabe quanto tempo teria ficado na primeira sala, pois ali só teve consciência durante 1 a 2 minutos. A lembrança lhe voltou de novo quando já se achava em outra sala, semelhante à primeira. Havia fios no teto, porém pela parede se dispunha em circunferência um tubo de metal brilhante, de uns 30 cm de espessura. Também havia luzes dispostas em circunferência, paralelamente à do referido tubo e aproximadamente a 1 palmo acima deste. Além disso, havia na parede uns 3 a 4 pontos luminosos que costumavam apagar-se do mesmo modo como se vê numa tela de TV ao ser este desligado.

Nesta sala estava Alex, que lhe pediu para tirar a roupa e vestir outra e por ele foi ajudado. A roupa era de um tecido que parecia ser feio de fios metálicos, com aspectos de nylon de brilho fosco, e que o cobria até os pés. Onilson ouvia as explicações de Alex porém não podia ouvir as suas próprias perguntas. A roupa ajustava-se ao seu corpo e por dentro sentia-a macia. Não sabe se havia fios que ligassem a roupa à parede.

Viu ainda que na parede uma janela de aproximadamente 1,5 m de comprimento por 60 cm de largura e através dela notou à distância de 5 a 6 m, no compartimento contíguo, o movimento de pessoas que pareciam sentadas em cadeiras, pois só as via até a cintura. As cadeiras pareciam motorizadas ou então seriam carrinhos, pois essas pessoas se movimentavam conservando seus corpos imóveis, o que já não aconteceria se estivessem andando com seus próprios pés. As pessoas, que no máximo eram três juntas para seu campo visual, estavam ora de frente, ora de lado, e cobertos por capuzes que se constituíam num prolongamento da própria roupa que vestiam.

Uma estranha manobra

Alex, ao dizer “você vai ver uma manobra”, passou a sua mão em um local da parede, onde, em seguida, apareceu um visor de uns 40 cm de largura, permitindo visão para fora do Disco Voador. Onilson recebeu então um capacete para colocar na cabeça, fechado na parte do pescoço mas sem provocar falta de ar. O capacete possuía um visor na frente e Onilson teve a impressão de que quando este lhe foi colocado na cabeça acabou por ver melhor e para mais longe, distinguindo perfeitamente a paisagem. Não sabia se era dia ou noite lá fora, mas distinguiu um vale, onde havia uma cidade que lhe parecia do tipo europeu, pois consistia de casas com telhados altos e bem inclinados e também pareciam haver torres de igrejas.

Distante da cidade a, talvez a uns 2000 m dela, viu surgir do solo uma formação em forma de ovo, de 4 a 5 metros de largura que, acompanhada de uma nuvem branca, elevou-se nos ares e aproximou-se do local onde estava Onilson. Se esse ovo entrou no mesmo local onde estava, devia ter sido em outra sala, pois na sua sala nada viu entrar.

Alex explicou que eles estavam empenhados em retirar da terra certa substância, a qual facilmente manipulada seria fatal para os discos voadores. Essa substância existiria na Terra e forçosamente seria descoberta pelos seus habitantes, mais cedo ou mais tarde. Entretanto, “eles” estavam estudando o assunto, para achar uma defesa, para o futuro, contra a aplicação desta substância, e que neste intento, forçosamente, seriam bem sucedidos.

Uma estranha explicação

Alex ainda explicou que, no futuro, esperavam chegar a um entendimento com os terrestres, mas se tal não se realizasse, seria lançado um pó fino, semelhante à uma fumaça, que não faria mal nem a uma borboleta. Se necessário trariam Onilson outra vez… mas desta vez junto com uma pessoa de certo nível hierárquico da Terra.

A Urna

Alex colocou então em Onilson, uns braceletes de aspecto metálico, amarelados e opacos, nos pulsos e nos tornozelos, que não o incomodavam. Depois de ter ficado uns 5 minutos nessa segunda sala, foi colocado numa urna, parecendo de isopor, embutida no piso e onde havia lugar para todo o corpo se acomodar anatomicamente. Não sabe porém quanto tempo ficou nessa urna, pois não se lembra de mais nada. Só sabe que, quando a consciência voltou, já estava novamente vestido com a sua própria roupa e em outro compartimento mais espaçoso, mas sem a presença de Alex.

O 3º Compartimento

[Obs. da SBEDV e de Onilson: Este compartimento, bem como o anterior, não deviam fazer parte do disco voador que sequestrou Onilson, porque não poderiam caber dentro das proporções do aparelho].

Esse ultimo salão que Onilson lembra ter avistado era em formato semi-cilíndrico, tendo 12 a 15 metros de diâmetro. Ele achava-se sentado numa cadeira, em fileira de 5 a 6 cadeiras colocadas no meio. Havia ainda à sua frente, no centro, um cilindro metálico brilhante, de uns 40 cm de diâmetro, que alcançava o teto do salão e que era de uma altura de uns 10 a 15 metros. No canto à sua esquerda, nada havia, mas à sua direita estavam em pé 3 pessoas encapuzadas, cujas roupas soltas estendiam-se até os pés. Deviam ter altura regular de 1,70 m. Onilson os denominava de “médicos”. Um deles estava sentado diante de uma tela. Outro olhava para Onilson e o terceiro observava alguns objetos presentes na sala.

Foi nesse momento que surgiu um novo personagem: um individuo humano, idêntico à Onilson, em seus mínimos detalhes. Ele vestia uma roupa idêntica à que Onilson trajava no dia de sua 1ª abdução, 11 meses antes. Ele permaneceu nesta sala por alguns instantes e saiu da sala. Pouco depois, três outras pessoas, também de aspecto humano, entraram na sala, desaparecendo logo em seguida. Tudo isso não durou mais do que três minutos.

A lembrança seguinte de Onilson foi de estar sendo desembarcado do objeto através da mesma esteira que o capturou no início de sua experiência. Ele foi colocado de forma suave sobre a relva em algum lugar desconhecido para Onilson, que sentou no chão e observou a partida do estranho objeto. Ele olhou seu relógio e viu que já eram 3:15 hs da madrugada. Olhando em volta, percebeu ao longe luzes de uma cidade, e luzes de veículos trafegando em uma rodovia, em um vale próximo. Ele iniciou a descida do que parecia ser uma colina, em direção à esta estrada.

A descida do morro e o encontro com o fazendeiro

Parece que a descida do morro, com ausência da Lua, em terreno de altos e baixos, pedras grandes e pequenas, deve ter desesperado Onilson. Isso foi confirmado pelos gritos de socorro que de vez em quando lançava ao ar, ao longo das 3 horas de descida. Mais tarde, Onilson desenhou um croqui com o caminho de descida do morro.

Quando alcançou uma pedra maior, já bem baixo, resolveu descansar pois tinha machucado um pé numa fenda e também estava com caimbra. Enquanto estava parado, para descansar por uns 15 a 20 minutos, começou a cair uma chuva fina, que lhe trouxe maior ânimo. Ele então se abrigou embaixo de uma pedra inclinada, onde assinalou sua passagem pelo local com um canivete, gravando as iniciais de seu nome.

Com o raiar do dia, ele chegava à base do morro, onde avistou um grupo de pessoas. Ele aproximou-se, identificou-se e pediu ajuda para chegar à uma Delegacia de Polícia, pois queria avisar seus parentes de que estava bem. Ele relatou à um dos fazendeiros, chamado Cesar Menelli, sua experiência. O fazendeiro o levou para sua casa, onde ele tomou um banho e fez um lanche.

Embora Onilson dissesse à sua esposa que voltaria no mesmo dia em que saiu de casa, Dona Lourdes ficou preocupada, embora mantivesse aparência calma diante do sumiço do marido. Onilson viajou na sexta-feira 26 de abril de 1974. Os dias passaram e Onilson não retornava de viagem e nem dava notícias aos seus familiares. Na terça-feira seguinte, dia 30 de abril de 1974, chegou o aviso da Delegacia de Polícia de Guarantã informando que acharam o veículo de Onilson três dias antes. O veículo estava aparentemente em ordem, sem sinais de acidente ou crime. Não havia sinais ou pistas sobre o paradeiro do dono, Onilson, que então encontrava-se oficialmente desaparecido. Os familiares buscaram informações em hospitais, sem obter qualquer pista sobre Onilson.

No dia seguinte, 1º de maio, uma quarta feira, Éder Pátero, irmão de Onilson, seu sobrinho Antônio Chagas e seu cunhado Francisco Sanches, iniciaram nova busca pelo desaparecido. Primeiro verificaram o carro de Onilson, retido na Delegacia de Guarantã, e não encontraram qualquer pista. Eles então refizeram o trajeto provável que Onilson teria feito em sua viagem, visitando fazendas à beira da estrada, cidades, hospitais e delegacias de polícia. Assim, passaram por Marília Pirajuí, Pongaí, Cafelândia, Guarantã, Novo Horizonte e Júlio de Mesquita, sendo que nessa ultima procuraram o próprio prefeito, com quem Onilson havia conversado no dia de seu desaparecimento.

Na quinta feira, 2 de maio, os familiares receberam uma ligação informando que Onilson Pátero havia reaparecido em Colatina, Espírito Santo. Eles imediatamente iniciaram a viagem para buscar Onilson em Colatina. Ao encontrar Onilson, constaram que este estava um pouco pálido. Por volta das 13 horas de 4 de maio tomaram o caminho de volta. A esta altura, a história do desaparecimento e reaparecimento de Pátero já tinha chegado à imprensa e vários repórteres estavam empenhados em cobrir o fato. A 12 Km de Colatina, os repórteres aguardaram a passagem da família Pátero na entrada da fazenda Catuá, de propriedade do Sr. Menelli. Eles então pediram a Onilson para subir com eles até a pedra onde ele gravara seu nome, marcando sua passagem pelo local. Os repórteres não só confirmaram a existência da gravura como também a fotografaram, publicando-a no jornal “O Vespertino”, de Vitória, no dia 6 de maio de 1974.

As investigações da família e sua viagem de busca resultaram em gastos consideráveis, além dias úteis de trabalho desperdiçados por Eder, durante o período de buscas por Onilson.

Ufólogos Investigam o Caso

O Caso Onilson Pátero, considerado um dos casos clássicos da Ufologia Brasileira, foi investigado por diversos ufólogos de renome nacional. Uma das mais prestigiadas instituições de pesquisa ufológica no Brasil a Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV), realizou ampla investigação sobre o caso, publicando um minucioso relatório de pesquisa em dois Boletins da SBEDV, edição 94/98 (setembro – 1973 / junho 1974) e edição 99/103 (julho – 74/ abril-1975). Neste relatório, a SBEDV transcreve dados de investigação de outros ufólogos pioneiros da Ufologia Nacional, tais Max Berezovski e Silvio Lago.

As primeiras investigações ocorreram por conta do primeiro episódio ufológico de Onilson, na noite de 21 para 22 de maio de 1973, em Itajobi, São Paulo. Foram entrevistados o protagonista do caso, seus familiares, o guarda que o encontrou na manhã do dia 22 de maio, além do médico que o atendeu na manhã daquele dia.

“A SBEDV dirigiu-se então para Catanduva e lá entrou em contato com o médico Elias Assis Chediak que, por possuir o espírito de pesquisador e a curiosidade aberta para o desconhecido, considerou objetivo acompanhar de perto o surgimento das sequelas deixadas pelo fenômeno, na pele da testemunha, bem como de participar, de maneira interessada, dos interrogatórios e exames aos quais a testemunha foi submetida pelos grupos de estudo ufológico que se deslocaram para Catanduva (um do Ministério da Aeronáutica, outro dirigido pelo médico Max Berezovski, de São Paulo, e, finalmente, o pesquisador da SBEDV).

Além de toda a ajuda oferecida aos investigadores provenientes de várias localidades e, inclusive, ao da SBEDV, antecipando declarações sobre o caso, as quais foram confirmadas pela testemunha, o jovem médico, de 31 anos, foi brilhante em sua atuação junto à reconstituição do episódio, feita no local da ocorrência, procedente, ainda, de maneira ativa e independente, a pesquisas junto aos mais importantes participantes do caso: o próprio Onilson Pátero e um guarda rodoviário que o socorreu no primeiro episódio.

Vale ainda, registrar-se que o Dr. Chediak era assistente da Cadeira de Clínica Médica da Faculdade local e conceituado ex-residente do Hospital dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo, tendo feito curso de pós-graduação num Centro de Tratamento intensivo, em moléstias tropicais, tendo também editado um original sobre “Toxoplasmose adquirida”.

A 10 de junho de 1973, pela manhã, fomos com o Dr. Chediek à casa do Sr. Onilson, que nos recebeu amavelmente. Junto à sua família, contou-nos que, no dia 21/5/1973, uma segunda feira, deixou a cidade de Oswaldo Cruz, onde tinha ido conferenciar com seus chefes, uma vez que trabalha numa firma que vende e instala bibliotecas públicas em prefeituras. É o homem de relações públicas da empresa, junto ao Estado de São Paulo, motivo pelo qual empreende constantes viagens em seu carro, um Opala azul, comprado há seis meses, já com 30 mil km rodados.

A distância de Oswaldo Cruz (de onde partiu às 23 horas), até Catanduva é de, aproximadamente 280 km. Ao passar pela ponte perto do “Salto” (usina hidroelétrica) de Avanhandava, ainda a uns 150 km de Catanduva, aceitou como carona um rapaz que também pretendia ir a esta ultima cidade. Estabeleceu-se entre ambos uma conversa muito animada, no decorrer da qual o desconhecido formulou várias perguntas acerca do grau de instrução do Sr. Onilson e de sua forma de vida. Na autoestrada Washington Luiz, à entrada para Catanduva, porém, de maneira estranha, o desconhecido, de repente, lembrou-se que seu destino não era propriamente aquela localidade, mas Itajobi, que ficava a uns 18 km de distância.

Pela falta de meios de transporte, àquela hora da madrugada, e pela chuva que começara a cair momentos antes, o Sr. Onilson resolveu levar o carona até Itajobi, onde o deixou na praça principal. Naquele momento, recusou-se a receber o dinheiro que lhe foi oferecido pelo companheiro de viagem. Não obstante sua oposição, este lhe colocou, no bolso, pequeno do blusão, uma nota que, somente ao chegar em casa, verificou ser de 50 cruzeiros.

A 7 Km de Catanduva

O Sr. Onilson sabia que eram, aproximadamente, 3 horas da manhã, pois havia consultado o relógio momentos antes, e faltavam ainda 7 km para finalizar a viagem, quando se sucedera sete episódios que, inicialmente, não lhe pareceram ter uma interligação, mas que, depois, se lhe afiguraram como diversas fases de um mesmo acontecimento que alcançaria mais tarde seu ponto culminante, envolvendo-o como um personagem escolhido para um encontro como um engenho aéreo não terrestre, ou com sua tripulação.

Esse fato vai ser narrado, separadamente, nas sete fases cronológicas em que aconteceu, para que fique bem especificado:

Fase nº 1: O Sr. Onilson começou a perceber a ocorrência de interferência no rádio do seu automóvel, diminuindo, então, o volume de seu som. O motor do carro – que, até então, desenvolvia uma velocidade que variava entre 90 a 100km/h – , começou a falhar.

Fase nº 2: De repente, notou o aparecimento de um foco de luz, muito bonita (um “colosso”, conforme sua expressão), com uns 20 cm de diâmetro, colocado no painel, à sua frente. Em seguida, aquela luz se deslocou para a sua direita, à mesma altura, dirigindo-se, depois, para o assento vazio à sua direita. Encaminhou-se para seus pés, em movimento contrário, da direita para a esquerda, colocando-se perto dos pedais de aceleração, de freios e de embreagem, e, finalmente, sumiu. Ainda pôde comprovar que a tal luz, onde batia, fazia o efeito de tornar transparente as paredes metálicas permitindo a Onilson a verificação do funcionamento do motor à sua frente, o rodar do virabrequim, o comando das válvulas e as bielas. Via até a passagem do asfalto da estrada por baixo do carro quando o foco de luz bateu no piso, ao passar pelos pedais. Após o desaparecimento da luz, o Sr. Onilson procurou olhar o céu, através do para-brisa, julgando que a luz fosse reflexo de algum raio de luar, efeito de um curto-circuito ou de um outro estranho fenômeno elétrico. A noite, porém estava escura. O céu, encoberto com nuvens. A chuva, que caía miúda, já começava a engrossar.

Fase nº 3: Como o motor de seu carro continuasse cada vez pior, foi obrigado a passa-lo para a segunda marcha na ascensão de uma lombada, a fim de que a pudesse vencer. A uns 500m de distância, viu, então uma luz forte que, como um filete de um raio reto, prolongou-se em sua direção. Ao alcançar, pela estrada, ao cume de uma colina, o rastro daquela luz chegou, bem de frente, até seu rosto. Era tal sua intensidade que, para não cegar, teve que proteger os olhos com o braço esquerdo. Pensou que se tratasse de um carro, com farol fortíssimo, que viesse em sua direção. Para alertar seu motorista, usou quatro vezes o pisca-pisca, de farol alto e baixo, alternadamente, apagando-o, finalmente, na expectativa de obter algum resultado. Tudo, porém foi feito em vão, porque nenhuma influência exerceu sobre a tal luz, ou suposto farol. No topo de outra lombada, as falhas do motor de seu automóvel começaram a se intensificar de tal modo que foi obrigado a passa-lo para a primeira marcha. Temendo chocar-se com o “carro de farol alto” que a ele se dirigia, desviou-se lentamente, em 1ª marcha, para fora da estrada, buscando o acostamento, onde parou numa posição um tanto atravessada, não sabendo ainda se estava na pista ou fora dela, de tão cegante que era a luz.

Fase nº 4: em seguida, percebeu que toda a instalação elétrica do carro (farol, rádio e painel) não estavam funcionando. A esta altura, tirou os óculos dos olhos, protegendo estes com o braço, para livrá-lo de maiores danos na possível colisão que acabaria por sofrer contra o que ele julgava que fosse um veículo que, desabusadamente vinha ao seu encontro, sempre com o farol extraforte assestado para seu rosto, o que contrariava todas as regras de bons costumes entre motoristas e as leis do Departamento de Estradas de Rodagem.

Fase nº5: Permaneceu nesta posição por alguns minutos, aguardando o choque ou a passagem de um “caminhão malcriado”, o que não aconteceu. Assim, resolveu abaixar o braço que lhe cobria os olhos. O que viu foi um corpo opaco, de forma circular, medindo de 4 a 5 m de diâmetro, formado por duas abóbodas superpostas, suspenso no ar, a uns 10m de distância e a uns 10m acima do chão da estrada. Ficou olhando para o mesmo durante vários minutos, esfregando constantemente os olhos, para certificar-se de que não estava sonhando. Indagou a si mesmo se não estaria vendo um helicóptero, cujos tripulantes, em dificuldades, necessitando aterrissar, desejassem aproveitar parte do campo iluminado pelo farol do automóvel. Logo abandonou esta hipótese, por considera-la inconsistente, tendo em vista que observou a existência de um circulo luminoso, 10 metros de diâmetro, situado abaixo do aparelho, e que provavelmente era oriundo deste, apesar da sua aparência opaca. Naquele instante, Onilson lamentou não ter um revolver com o qual, certamente, alvejaria o estranho veículo.

Fase nº 6: Sentado dentro do carro, começou a sentir grande calor. Assim, abriu-lhe a porta e colocou um pé no chão e outro em seu estribo, ocasião em que notou que o engenho aéreo foi sendo totalmente envolvido por uma cortina elástica e transparente, que corrida da direita para a esquerda, olhado o objeto em que se encontrava Onilson. Essa providência, tomada pelos que comandavam aquela aeronave, foi tida pelo protagonista do episódio como um gesto de proteção à sua pessoa, visto que, a seguir, a temperatura tornou-se mais amena, voltando à normalidade, o que o fez desistir da ideia de fuga, que lhe havia ocupado a mente.Observou o aparelho durante cerca de um minuto. Deste partia um zumbido semelhante ao que é produzido pela turbina de um engenho de açúcar. “Alguma coisa girava no aparelho.

Fase nº 7: Iniciou-se, em seguida, a projeção lenta de um cilindro que, saindo da parte inferior do engenho, tomava quase que totalmente a largura da cúpula ali existente. Seu diâmetro media cerca de 1,5m. Esse cilindro, como um telescópio, foi-se dirigindo lentamente em direção à terra, dando um evidente sinal de que era manobrado por inteligências que, seguindo era de se crer, haviam espionado o carro do Sr. Onilson, por intermédio daquela luz azul, tinham provocado a paralisação do automóvel, com sua aproximação e, naquele instante, vinham ao seu encontro através, talvez de suas formas físicas. Esta não é a intepretação do Sr. Onilson, mas sim da SBEDV, para a qual ele traduziu todo o pavor que teve no momento em que viu o cilindro alcançar uns 3m de extensão, comunicando que: “Aí pensei: meu Deus, isso é um disco voador… certamente vão me levar embora… vou correr para o lado da cidade!…”. “Entretanto”, explicou-nos o Sr. Onilson, “teria, nesse caso, que passar por baixo do cilindro, o que queria evitar. Desse modo, retrocedi, correndo em direção à cidade de Itajobi, com o objetivo de me embrenhar num dos bosques existentes à beira da estrada e, de lá, dirigir-me à Catanduva”. Assim, já havia ocrrido uns 30m quanto – segundo bem se lembra – , sentiu-se puxado pelas costas por qualquer coisa que se assemelhava a uma borracha fina. Passou as mãos nas costas mas nada pôde perceber que justificasse aquela sensação, que permanecia e se intensificada. Resolveu, então, virar-se para verificar o que acontecia, nada vendo, porém, ao seu redor. Para seu espanto, verificou que o engenho agora perto de seu carro, projetava sobre o mesmo um raio luminoso de cerca de 30 cm de largura, cilíndrico, tornando-o consequentemente, transparente, como vidro, o que fazia com ele pudesse ver todo o conteúdo da mala do carro, toda a sua carroceria, as engrenagens das rodas, o interior do painel e o motor, estando o automóvel com a frente voltada em direção à Catanduva. Vendo seu carro todo transparente, Onilson interpretou que o mesmo estivesse derretendo, o que lhe causou sofrimento atroz, uma vez que ainda não estava totalmente pago. Lembrou-se que não mais podia prosseguir em sua fuga e que, pouco depois, devia ter desmaiado, pois, de nada mais se recordava. Foi achado pelo guarda rodoviário, Sr. Clóvis Queiroz, que se encontrava em sua guarita, no entroncamento Catanduva-Presidente Washington Luiz, o qual às 5 hrs da manhã, foi procurado por dois rapazes, residentes naquela cidade (Celso Aparecido Pin e Waldomiro Barcoso Sal), que lhe comunicaram haver passado com sua Kombi por um homem caído, de bruços, ao lado de um automóvel abandonado, no acostamento, com uma porta aberta e os faróis acesos. Informaram-lhe, ainda, que a pessoa parecia morta por violência, ou por afogamento, de vez que a enxurrada, provocada pelas águas da chuva, batia em sua cabeça. Essa descoberta fora feita a uns 7km, na estrada Itajobi/Catanduva.

Os Achados do Guarda

Imediatamente, o guarda, em seu carro, um corcel, rumou para o lugar indicado, onde, de fato, se deparou com o quadro descrito por aqueles dois rapazes. Eram 5 horas da manhã.

Ao chegar, sua primeira providencia foi a de iluminar o homem, com os faróis de seu carro. Em seguida, tentou desvirá-lo, a fim de se cientificar de seu real estado, uma vez que viu os dedos do mesmo se mexerem.

Para sua surpresa, o desconhecido começou a se mover e tentou levantar-se , procurando desvencilhar-se de suas mãos. Logo após, respondendo à uma pergunta do guarda, que lhe indagava sobre o acontecido, o homem, que era o Sr. Onilson, disse-lhe: “Eles querem me pegar…”.

Por solicitação do guarda, identificou-se e lhe relatou todos os fatos de que fora vítima, fazendo-o sob forte tensão e sempre manifestando desejo de abandonar aquele lugar.

Nessa oportunidade, o guarda resolveu testá-lo psicologicamente. Assim, fez parar um caminhão que por ali trafegava, transportando pintinhos, e conseguiu que o motorista saltasse, depois das explicações que lhe deu.

Voltou-se, então, para Onilson dizendo: “estamos aqui, agora. Nós três… Eu o desafio a dizer onde estão os ‘caras’ que, segundo me informou, querem pegá-lo”. Como a única reação do Sr. Onilson fosse a manifestação de afastar-se dali, o mais depressa possível (“O negocio aqui é sério: não é brincadeira não… “ foi a resposta de Onilson ao guarda). O guarda passou a considera-lo como um doente que, provavelmente, tivera um ataque epilético na estrada, motivo pelo qual achou que seria melhor encaminhá-lo a um hospital para tratamento.

Nesse caso, cuidou de deixar em ordem o carro do Sr. Onilson, apagando seus faróis e fechando a porta que estava aberta.

Ao ver um mapa rodoviário aberto e estendido na frente do veículo, quis saber se ele havia sido consultado pelo Dr. Onilson, antes do desmaio. Este, negando a consulta, disse que o mapa era seu, mas que deveria estar dentro da malinha que se encontrava no assento ao seu lado.

Os Primeiros Indícios Objetivos de um Episódio Extraordinário

1º indício: Olhando para dentro do carro, os dois homens verificaram que a mala estava no assento ao lado do volante, na frente. Fora aberta e os papéis que guardava estavam em desalinho, espalhados pelo assento e pelo chão do automóvel, embora a chave da malinha, que antes estava trancada, continuasse no bolso do Sr. Onilson. Diante do que via, este continuava afirmando que tinha consciência de que não havia aberto a mala e de que, com muita certeza, não retirara de seu interior o mapa rodoviário e, muito especialmente, de que não espalhara pelo chão do carro os papéis, entre os quais se encontravam muitos cheques. Preocupado, o Sr. Onilson verificou que nenhum de seus papéis e cheques fora retirado.

2º indício: Depois de tomar todas as providencias referentes ao automóvel do Sr. Onilson, o guarda o transportou para o serviço de emergênciada Santa Casa de Catanduva, onde ele foi atendido pelo médico de plantão, o Dr. Chediak. Submetido a exames clínicos e a testes neurológicos e psicológicos, o Sr. Onilson nada mostrou de anormal. O que de estranho ficou evidente era que toda a sua roupa estava encharcada pela água da chuva, à exceção das costas de sua blusa que, apesar de exposta à inclemência do tempo, durante duas horas, continuavam estranhamente secas.

3º indício: O Sr. Onilson começou a sentir uma comichão pelo corpo, e sua esposa o ajudava a se coçar.

O médico lhe deu alta e lhe prescreveu um sedativo, a título de medicação sintomática, recomendando-lhe a volta ao hospital nos dias seguintes, para que fosse completada a observação de seu caso, ou verificada uma eventual evolução dos sintomas que vinha apresentando.

O caso teve realmente um epílogo, na forma do aparecimento de manchas cutâneas no Sr. Onilson. O Dr. Chediak fez à SBEDV as seguintes declarações, diversas das quais relacionando as manchas, com todos os fenômenos ligados à ocorrência.

1 – que havia principalmente no tronco e, generalizadas, por todo o corpo do Sr. Onilson, manchas parecidas com efusões sanguíneas, e que seguiram a seguinte evolução:

Estavam ausentes quando da entrada do cliente no hospital;

Apareceram cinco a seis dias mais tarde, com menor incidência, porém, na parede anterior do tórax;

Doze a treze dias depois da entrada no hospital, o Sr. Onilson tinha todo o corpo coberto de manchas;

As manchas apresentavam forma irregular e diferenças entre si;

Na mesma lesão, a cor não tinha tonalidade uniforme;

Era porém mais ou menos idêntico o ciclo evolutivo das manchas que, inicialmente de cor marrom, passavam para o verde e, em seguida, para o amarelo, como costuma acontecer às efusões sanguíneas subcutâneas.

Havia um discreto prurido em vários pontos;

Não havia lesão de continuidade do epitélio;

Os exames clínicos realizados nada revelaram de anormal;

Que apesar de exposta à chuva, durante muito tempo, a blusa do Sr. Onilson se mantivera seca na parte que cobria a região de seu tórax;

Por ocasião da entrevista que manteve com o grupo de pesquisa ufológica da Aeronáutica, o Sr. Onilson, às perguntas a ele feitas, informou que havia um “carro forte” parado nas vizinhanças do local em que dera carona ao rapaz que tomara lugar em seu carro, perto do Salto de Avanhandava. Por coincidência, ou não, afirmou o Sr. Onilson que um “carro forte”, idêntico ao descrito, passara por ele no instante em que deixara o carona em Itajobi, às altas horas da madrugada, quando o movimento da estrada é reduzidíssimo.

Nesse momento, o Sr. Onilson se recordou de que durante a viagem oferecera cigarros ao carona que, segurando uma caixinha de metal semelhante a um porta-cigarros, declarou que não fumava.

Dados adicionais sobre a testemunha

Encerrando este relato, informamos que o Sr. Onilson Pátero, com 40 anos de idade à época do incidente, é casado desde os 25 anos e possui duas filhas.

Antes de ser admitido na firma para a qual trabalha, atuou durante oito anos em uma usina de açúcar, exerceu, por cinco ou seis anos, atividade de corretagem e emprestou seus serviços a uma fabrica de balas, por quatro anos, gozando, sempre, de saúde perfeita. Frequentou a escola até a quarta série do curso primário. É pessoa de bom desembaraço mental, sabendo se expressar corretamente, tendo respondido às nossas perguntas, de maneira clara e objetiva, jamais caindo em contradição. Anteriormente ao incidente em que foi protagonista, nunca tomou conhecimento do assunto, desconhecendo a literatura especializada, e portanto não sabendo de pormenores semelhantes ao do seu caso, já ocorridos em outras oportunidades.

Comentários adicionais de Onilson

Acrescentou Onilson que, na manhã que se seguiu ao episódio, seu irmão foi ao local do incidente, em companhia do guarda rodoviário, para buscar seu Opala azul.

Com relação ao “carona” que levou no seu carro, em vista das indagações dos diversos pesquisadores, lembrou a respeito os seguintes dados:

A fisionomia – era um moço de aproximadamente 1,75m de altura, de ombros largos, porte atlético, rosto oval e cabelos louros, amarelos, curtos, bem aparados em torno das orelhas, que eram pequeninas. O nariz era pequeno também, mas os olhos, azuis e redondos, eram grandes.

O comportamento – o moço denotava firmeza e se impunha na conversa, que só consistia em algumas esparsas perguntas, que intercalava na constante fala de Onilson, a quem fitava firmemente durante o percurso.

Seu primeiro pensamento foi o de que o moço fosse conhecido do posto policial rodoviário de Anvanhandava, em cujas proximidades se encontrava quando pegou a carona. Assim, depois de apresentar-se pelo seu nome, Onilson escutou o moço dizer que se chamava Alex (ou coisa parecida), e dispensou a carteira de identidade deste, (que esboçava um gesto de querer apresentá-la).

Quando Onilson lhe ofereceu cigarros, ele recusou, dizendo: “não costumo fumar quando estou viajando de automóvel”, entretanto, o tempo todo, o moço mantinha uma caixinha aparentemente de metal dourado, do formato de uma cigarreira, ora na mão direita, ora na mão esquerda, mas sempre perto do seu corpo.

As perguntas que o estranho fez à Onilson foram:” Quanto tempo mora em Catanduva?”; “ Qual é o seu grau de instrução?”, “Qual é o ramo de sua atividade?”. Depois de responder a esta ultima pergunta, Onilson retrucou:

– E você, mexe com que?

Mas logo se arrependeu pela maneira indelicada com que havia interpelado o moço quando este respondeu:

– Eu também negocio; meu ramo é negócio”.

A memória do estranho era fabulosa pois, uma hora e meia depois da superficial apresentação em Avanhandava, em uma de suas perguntas à Onilson, o moço pronunciou seu nome claramente, o que parecia estranho. Também fugazmente, no início de conversa, ele, Onilson, havia mencionado o nome da rua e o número de sua residência em Catanduva e, mas estranho ainda, ao se despedir, em Itajobi, agradecendo-lhe e desejando-lhe boa viagem o estranho ajuntou:

– “Qualquer dia destes vou lhe fazer uma visita em sua casa, lá na rua tal, número tal”, repetindo exatamente o endereço.

O paradeiro do estranho em Itajobi constitui também um enigma, porquanto, 15 dias após o episódio, o próprio Onilson, curioso, procurou se informar da presença daquele indivíduo na cidade, mas ninguém deu notícias da estada, ou da passagem de um moço louro, de porte atlético, naquela pequena localidade, o que não teria passado despercebido, pois ali todos se conhecem e o número de habitantes é muito limitado. Além disso, todos já haviam tomado conhecimento do episódio pela grande difusão que teve, não só pelos jornais, como também pelo noticiário de rádio.

E para Onilson era fácil colher qualquer informação em Itajobi, onde conhece muita gente, inclusive o Prefeito (Sr. Anderley Stefannini) e o seu primo Elias Provezana, Diretor de Ginásio local.

Na ocasião, soube que o pesquisador Dr. Max Berezovski também havia feito uma investigação no mesmo sentido.

Testemunhas secundárias – aproximadamente 15 dias após o incidente, procurou também falar com os dois moços, moradores de Itajobi, e que primeiro o haviam percebido estendido na estrada, na noite da ocorrência. Um deles era conhecido pelo nome de Piu e o outro era Waldomiro Barcoso Sal. Este ultimo, que acabava de sair de sua residência, numa perua VW, cruzou com o carro de Onilson e, reconhecendo o Opala azul que havia visto na estrada, após o incidente, pensou acertadamente que o protagonista da aventura talvez estivesse à sua procura. Assim, manobrou o carro e voltou para casa, onde encontrou Onilson já conversando com seu pai (de Waldomiro).

Observações da SBEDV

Com relação ao caso do Sr. Onilson, a boa qualidade da pesquisa feita pelo médico (de São Paulo) Dr. Max Berezovski, foi grandemente propiciada pelos préstimos de outro colega médico Dr. Eliass Azis Chediack, ´possuidor de mente aberta e curiosidade de um verdadeiro pesquisador. Por isso, fizemos a observação logo abaixo do título neste boletim.

A pesquisa do Dr. Max foi publicada, sob merecido destaque, nas seguintes revistas estrangeiras especializadas: APRO Bulletin (maio/junho 1973: “Close Enconter in Brasil”); GEPA (setembro/ 1973) e “Inforespace”.

Aliás, devemos agradecer ao Dr. Max o seu gesto de cooperação, de ter mandado à SBEDV, cópia de parte de seus relatórios, por meio de um amigo em comum, Profº Guilherme Wirz.

Dos exames complementares e de laboratório, providenciados pelo Dr. Max, aqui transcrevemos só parte do exame anatomo-patológico de biópsia, (localizada em uma das manchas policrômicas), por considerarmos mais meritórios: “Pele com espessamento fibroso do derma (dois fragmentos)”.

Em relação à hipnose regressiva, executada em Onilson, pelo Dr. Max, na presença do Profº Wirz, apenas soubemos que “foram bons os resultados” e que “foram obtidas informações a respeito do período em que o paciente permanecera inconsciente”. Informou-nos o Prof. Wirz que Onilson, em estado de hipnose, teria citado um nome bíblico, a respeito do incidente que protagonizou.

Quanto ao Fato de o Automóvel Ficar Transparente

Em relação à transparência do carro de Onilson, lembramos caso similar relatado no boletim SBEDV nº 85/89, pág. 40, sob título: “Feixe energético do Disco Voador torna transparente parede metaliza”: “Quando D. W. Fry fez uma viagem num Disco Voador Teleguiado, um feixe energético do disco voador tornou transparente uma porta metálica do aparelho (de “THE WHITE SANDS INCIDENT”, pág. 36 – New Age Publishing co. 1542, Glendale Boulevard, Los Angeles – Califórnia USA)”.

Observações do Guarda Queirós

Em 26 de fevereiro de 1974, meses após o episódio, fomos apresentados pelo Sr. Onilson ao guarda Clovis Queiroz.

Informou-nos o guarda que, naquela noite, chegando ao quilômetro 7, realmente viu estendido no chão um cidadão, conforme o aviso dos rapazes, julgando tratar-se de um cadáver, porquanto, o corpo, emborcado, estava ilhado pelas águas da chuva que corriam pelos bordos da estrada. Então pensou: “Estou enrolado agora até a manhã toda, com um cadáver, até que o pessoal de São José do Rio Preto chegue ao local”.

No entanto, ficando parada com as pernas abertas em cima do corpo (de Onilson), após estacionar o seu próprio carro, e inclinando-se para baixo, percebeu algum movimento em uma das mãos de Onilson. Então resolveu virá-lo, pegando-o por baixo dos braços.

Qual não foi entretanto a sua surpresa, quando o extendido levantou-se com um pulo, querendo fugir. Segurando-o gritou: “Calma meu nego – aqui é a polícia!”, informou o guarda que Onilson o mirou lentamente de cima a baixo. Depois de Onilson ter contado a sua história, Clóvis achou tratar-se de um louco e procurava não contrariá-lo, “porquanto louco é um problema clínico!”.

O guarda disse a Onilson – “Isto não é nada! Vamos pegar o negócio à unha! O senhor me ajuda?”

A resposta foi: “Sim, ajudo, mas me leve embora daqui! E ao mesmo tempo olhava sempre irrequieto ao seu redor, como que temesse o aparecimento de alguma coisa.

Clovis estranho entretanto, quanto “o louco” entrou em seu carro logo ao primeiro convite, o que não lhe parecia feitio de louco. Também Onilson aceitou um cigarro de Clóvis, segurando-o na mão, sem fumá-lo, o que também diferia do comportamento dos loucos que tinha visto no sanatório, todos sempre ávidos de fumar os seus cigarros. E foi assim que levou Onilson em direção ao hospital, à procura de socorro, às três horas da manhã.

Já estavam quase prontas as matrizes para impressão do presente Boletim quando tomamos conhecimento de um segundo incidente envolvendo Onilson, com a notícia de que ele havia sido encontrado na cidade de Colatina (ES), enquanto seu carro, abandonado na estrada, havia sido encontrado por um fazendeiro, nas proximidades de Guarantã (SP), e recolhido pela Delegacia de Polícia daquela cidade.

Então, nos dirigimos à Colatina (ES) e nos foi contado o seguinte:

Na manhã de 26 de abril ultimo, uma 6ª feira, Onilson deixou sua casa, em Catanduva, e se dirigiu, a serviço, à cidade de Júlio de Mesquita, tendo avisado à família que retornaria naquele mesmo dia.

Entretanto, isto não aconteceu e ele permaneceu seis dias ausente, sem dar notícias. A família aflita, procurava-o, em vão pelas imediações.

Eis que no dia 2 de maio, o fazendeiro Cesar Menelli, residente em Colatina, se dirigiu à sua fazenda distante 12 km, mais ou menos às 5 horas da manhã, e lá chegando encaminhou-se para perto do curral. Foi quando percebeu gritos de socorro, que partiram de uns morros próximos, e que se foram aproximando até que apareceu um homem, molhado pela chuva que caíra durante a noite, com a roupa coberta de carrapichos; estava limpando os óculos e perguntava em que lugar se encontrava; afirmava também que era um “homem de bem”. Disse que desejava comunicar-se com sua família em Catanduva, através de r[adio amador ou até mesmo por intermédio da polícia, pois estava desprovido de recursos que lhe permitissem tomar qualquer iniciativa.

Foi então que o fazendeiro o convidou para ir à sua casa, o que foi aceito. Lá chegando, Onilson tornou-se o centro de atenção e curiosidade do povo, pois que a notícia se espalhara e isto levou o delegado local a oferecer-lhe um quarto tranquilo na Delegacia o que, sendo aceito, lhe proporcionou descanso até que seus parentes fossem busca-lo.

Vejamos o que aconteceu à Onilson:

Naquele dia 26 de abril, quando retornava da cidade de Júlio de Mesquita, para Catanduva, aproximadamente às 23 hrs 30 min, à altura da cidade de Guarantã, o seu carro foi interceptado por um raio de luz emitido por disco voador, o que o obrigou a parar no acostamento à direita da estrada. Viu logo em frente, parado, o Disco voador, igual à aquele que fora visto anteriormente (no 1º encontro).

Seu primeiro impulso foi fugir e, assim pensando, foi saindo do carro. Mas, o disco voador, mais rápido, lançou como que uma esteira, em sua direção, de maneira que seus pés, em vez de pousarem no chão, pisaram naquela esteira que suave e rapidamente o conduziu ao interior da nave.

Lá se viu diante do moço já seu conhecido, que usava um vistoso blusão, e ao qual já havia dado carona anteriormente (no 1º encontro com o disco voador).

Onilson lembra que; além daquela sala em que esteve ao ser introduzido no disco voador, conheceu mais duas outras; não sabe explicar como passava de uma para outra. Conta que na ultima sala ficou sentado numa cadeira e foi observado por três pessoas encapuzadas, que lhe pareceram médicos e cada um tendo aparentemente uma função. Enquanto um o observava, outro permanecia diante de um écran, e o terceiro parecia atendo ao desfile de quatro pessoas com aspecto de seres da Terra, que, isoladamente passavam em frente a ele, que se conservava sentado. Essas pessoas pareciam ser terrestres, e uma delas era sua própria imagem (de Onilson). Isto o assustou; percebeu no seu sósia um movimento de pálpebras (daí julgando-o pessoa viva); este vestia aquela roupa e os óculos que Onilson usava na primeira experiência e que havia deixado em Catanduva.

A mesma esteira que o conduziu ao disco voador deixou-o às 3 hrs da manhã (o relógio-calendário de Onilson continuava em funcionamento), no capinzal, no morro, de onde viu um clarão lá embaixo (ao longe) e ouvia buzinas, pensou ele, e para cuja direção caminhou.

E foi assim que se encontrou com o fazendeiro Cesar Menelli.

A Pesquisa da SBEDV em Guarantã

“No dia 15 de junho de 1974, dirigimo-nos de Catanduva para Guarantã, aproximadamente a 120 km em linha reta. Conforme a orientação do Sr. Éder Pátero, irmão de Onilson, ultrapassamos a cidade uns 12 km, sempre em direção a Marília, até avistar a rede elétrica (da CESP) que cruza a estrada em ângulo reto. Logo encontramos a porteira à esquerda da fazenda “Água Santa” e adiantamo-nos cerca de 1 km até avistarmos as casas da fazenda. O fazendeiro Walter Dias então cruzou conosco, ocupado em levar sacos de milho a fim de protegê-los contra a chuva que ameaçava cair naquela dia. Eram umas 17:30 hs, quando o Sr. Walter Dias nos atendeu e prestou as seguintes informações:

No referido sábado (27 de abril de 1974), entre as 17:30 hs e as 18:00 hs, havia realmente avistado um carro Volks, a uns 20 metros da porteira de sua fazenda, estacionado corretamente no acostamento da estrada, com as suas portas encostadas ou fechadas.

No dia seguinte, um domingo, quando ia à igreja, às 7 hrs ainda viu o carro com todos os vidros fechados, no acostamento, pensando tratar-se de veículo roubado. Entretanto, ao voltar da igreja ao meio dia, já não encontrou mais o carro, sendo informado que, neste meio tempo, a Polícia de Guarantã, avisada, o tinha levado.

Na quarta feira, 1º de maio, diversas pessoas o visitaram apresentando-se como familiares do motorista desaparecido daquele carro e queriam saber de maiores detalhes, o que estava prejudicado. Informaram-lhe, outrossim, essas pessoas, que o desaparecido havia tido, já no ano passado, um episódio com um disco voador. E nada mais nos pôde informar o Sr. Dias.

Ao sairmos da porteira da fazenda, colocamos o nosso próprio carro na mesma posição em que havia ficado o de Onilson, conforme as explicações do fazendeiro, e batemos uma foto.

Pesquisas da SBEDV, em Colatina

“Antes de relatarmos os resultados das nossas idas à cidade de Colatina, nos dias 5 e 11 de maio de 1974, queremos lembrar ao leitor que a mesma cidade foi citada no Boletim da SBEDV 94/98, em relação ao caso do soldado José Antônio da Silva. Este foi sequestrado por extraterrestres, em Bebedouro, perto de Belo Horizonte, e depois de 4 dias foi devolvido à Terra, no Estado do Espírito Santo, ao norte da capital, Vitória.

A cidade de Colatina é situada no vale do Rio Doce, sobejamente conhecido pela riqueza em minério de ferro. À nossa chegada à cidade, pedimos orientação a um policial, que prontamente nos levou a uma pessoa mais bem informada: Sr. Otto Aurich, o qual é pai do Delegado de Polícia (Capitão Luiz Sérgio Aurich, com 28 anos de idade e em vias de se diplomar em Ciências Contábeis e Educação Física). Os dois nos deram um curto relato e depois nos encaminharam à pessoa mais importante para a pesquisa: o fazendeiro Cesar Menelli, que foi quem primeiro ouviu Onilson durante a descida do morro e logo depois com ele falou quando de sua volta à Terra, em Colatina (ES).

O relato do Sr. Cesar foi o seguinte:

Naquela 5ª feira em questão, 2 de maio de 1974, fora acordado em sua casa, no centro da cidade de Colatina, às 4 hs da manhã. Eram dois motoristas de caminhão, conhecidos seus, que lhe vinham avisar que havia gado, na rodovia para Vitória, provavelmente procedendo de sua fazenda que se chamava Catuá e fica a 12 km de Colatina, à esquerda da rodovia, para quem vai de Vitória. O Sr. Menelli rumou então, na sua camioneta, para o local onde chegou aproximadamente antes das 5 horas. Parou entretanto a uns 400 metros adiante e à direita, mas não viu gado nenhum.

Entretanto, escutou uns gritos que vinham de um dos morros mais altos (aprox. 400 metros) da sua propriedade. Alguns minutos após, ouvia outros gritos vindos daquela mesma direção.

Dirigiu-se então para o curral, situado à esquerda da estrada, e lá interpelou os seus dois empregados, um de nome Abraão Bonde, com as palavras : “São vocês ou um de vocês que grita lá encima?”. A resposta foi “Não, nós estamos aqui embaixo e estamos sós”.

O Sr. Menelli voltou então para o seu carro onde depois de mais 15 ou 20 minutos de espera escutou outro grito, já mais embaixo do morro. Resolveu esperar no carro, pois começou a cair uma chuva fina. Escutou em seguida um grito já mais perto, desesperado: “Ai, ai, minha mãe, minha mãe”.

Já estava amanhecendo quando viu descer, dos últimos lances daquela serrinha, um homem, que foi se aproximando do grupinho de gente formado pelo Sr. Menelli, e os seus capatazes. Estacou frente ao Sr. Menelli, tirou os óculos para limpá-los e disse: “Os senhores não precisam ter medo de mim, sou boa gente. Em que terra eu estou?”.

A primeira vista, o Sr. Menelli pensou tratar-se de um demente que tivesse pernoitado pelas suas pastagens. Mas revolveu informar corretamente: “O senhor está no Estado do Espírito Santo. Município de Colatina, fazenda Catuá, a 12 Km da cidade de Colatina”.

Em seguida, Onilson relatou o que acontecera, para o Sr. Cesar. Este, observando os carrapichos agarrados de cima a baixo na roupa de Onilson e lembrando-se ainda dos gritos de desespero, que antes ouvia, evidentemente vindo de Onilson, reformulou a sua opinião a respeito do mesmo: “ou é louco, ou é pessoa boa”, (admitindo, agora, que Onilson não poderia ser louco).

Em vista de estar sem recursos, naquele momento, Onilson pediu ao Sr. Menelli que o levasse a uma Delegacia de Polícia ou então a um rádio-amador que se comunicaria com sua família.

O Sr. Menelli explicou que era vizinho do pai do Delegado e que o levaria à sua casa. Assim, chegaram em casa por volta das 6 ou 7 horas. Onilson trajava uma calça de cor cinza esverdeada, de qualidade boa, e limpa não fossem o carrapichos e sementes de grama. A camisa era listrada, azul clara. Também possuía um relógio Seiko e um maço de cigarros.

Entre 7 e 8 horas foi comunicada a ocorrência ao Sr. Otto Aurich, o qual possui um estabelecimento industrial na mesma rua do Sr. Menelli. Aproximadamente às 10:30 hs foi feita uma ligação telefônica , para José Antônio, da firma Cilcat, em Catanduva, e que foi providenciada por um dos filhos do Sr. Aurich, de nome Eduardo Sebastião. Durante a conversa telefônica ouviu-se que, como prova de sua estada naquele morro na fazenda Catuá, Onilson mencionou a gravação das iniciais do seu nome numa pedra ali existente.

A seguir, deixou-se Onilson dormir, sendo acordado às 14 horas, quando chegou o Delegado de Polícia, Capitão Aurich. A essa hora já havia grande aglomeração popular diante da casa do Sr. Menelli.

As 14:30 hs foi oferecido um almoço à Onilson, mas este comeu somente um pouco de arroz.

Às 15 horas chegou o juiz criminal Arion de Vasconcelos, a quem Onilson entregou alguns documentos que levava consigo. O juiz aproveitou para fazer algumas perguntas às quais Onilson respondeu corretamente, conforme os dados assinalados nos documentos. Também o médico Aldo Machado se pronunciou falando sobre a aparência de Onilson, excluindo a alucinação, dada a coerência das suas respostas e orientação no complexo espaço/tempo.

Às 17:00 hs, Onilson teve mais uma oportunidade de dar um cochilo e às 18:30 hs jantou, agora com apetite melhor. Soube-se, nessa hora, que o ufólogo e médico paulista, Dr. Max Berezovski havia telefonado para a Delegacia de Polícia, informando sobre Onilson Pátero e dizendo que o caso merecia crédito (em vista do 1º episódio ufológico que ele mesmo pesquisara nas cidades de Catanduva e Itajobi, e em laboratórios em São Paulo).

Contudo, a aglomeração de populares em frente à casa do Sr. Menelli, continuava aumentando constantemente. Devido à enorme curiosidade reinante, previa-se que naquela casa ninguém dormiria naquela noite; nem o seu dono, nem a sua família e muito menos ainda o protagonista Onilson Pátero. Desta forma, foi imediatamente aceito o oferecimento do Sr. Delegado, que convidou Onilson para um repouso merecido, nas instalações da Delegacia, oferecimento este que veio em boa hora. Assim, seguiu Onilson para a Delegacia às 21:15 hs aproximadamente.

Nessa mesma quinta-feira, o Delegado indagou se Onilson havia se barbeado, tendo em vista a escassa barba, mesmo depois dos 6 dias de afastamento. Onílson negou que tivesse feito a barba. No terceiro dia em Colatina, em sábado, o Delegado reparou que a barba de Onilson praticamente não crescera, pois continuava com o mesmo aspecto.

Soubemos ainda que no sábado, antes do retorno de Onilson à sua casa, houve um encontro formal com o Sr. Juiz, quando Onilson foi entregue oficialmente aos seus familiares.

Por fineza do Sr. Adelson Exim, auxiliar do Juiz, quando estivemos pela segunda vez em Colatina, fomos apresentados a esta última autoridade e também a outras da vara criminal e cível daquela cidade. Na ocasião o assunto Onilson e também todo o problema ufológico foi submetido a uma reavaliação crítica, pelos componentes do grupo formado.

Nessa oportunidade soubemos também da existência de uma gravação possivelmente feita na sexta feira na Delegacia, quando Onilson relatava a estas pessoas os dois episódios ufológicos, sendo submetido a muitas mas respeitosas perguntas, que foram em seguida respondidas por ele com simplicidade e coerência, em relação aos relatos anteriores que já conhecíamos.

Ainda por gentileza do Sr. Adelson, fomos presenteados com uma cópia dessa gravação e nela também notamos a recusa de Onilson em falar de certos trechos do seu 2º episódio ufológico, talvez por ele temer cair no ridículo, uma vez que nem ele mesmo podia compreender certos aspectos daquilo que havia vivido. Nessa oportunidade citava o médico Dr. Max Berezovsky, com o maior respeito, querendo se consultar primeiro com ele, sobre certos aspectos, antes de falar a outras pessoas.”

Datas e Locais de Pesquisas referentes ao 2º Caso de Onilson Pátero:

26 e 27/2/1974 – Pesquisa de outros casos de disco voador em Catanduva e Sessões de tentativas de hipnose com Onilson.

11 e 12/5/1974 – Catanduva e Santa Adélia (SP)

5 e 19/5/1974 – Pesquisas em Colatina (ES)

15/6/1974 – Pesquisas em Guarantã (SP)

1 e 2/7/1974 – Tentativas de hipnose pelo Dr. Silvio Lago, em Niterói (RJ)

11/2/1975 – Pesquisa em Pindorama (SP), relativa ao Sr. Otto Gibbes Olivatte

 

Indícios e Evidências

O Caso Onilson Pátero é reforçado por vários fatos, detalhes, indícios e evidências que confirmam o relato da testemunha. A Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores entrevistou o Dr. Chediak, que atendeu Onilson Pátero na manhã seguinte ao sequestro. Dr. Chediak listou suas constatações:

Manchas subcutâneas

  • No corpo de Onilson existiam manchas, parecidas com efusões sanguíneas, que evoluíram da seguinte forma:
    • No corpo de Onilson existiam manchas, parecidas com efusões sanguíneas, que evoluíram da seguinte forma: Inexistentes ao dar entrada no Hospital.
    • No corpo de Onilson existiam manchas, parecidas com efusões sanguíneas, que evoluíram da seguinte forma: Apareceram 5 a 6 dias, com pouca intensidade, na parte inferior do tórax.
    • Cerca de 12 a 13 dias depois de sua passagem pelo Hospital, Onilson tinha todo o corpo coberto pelas manchas.
  • Estas manchas apresentavam forma irregular e diferenças entre si, com variações de tonalidade.
  • Geralmente surgiam com cor marrom, adquiriam tons esverdeados, amarelando aos poucos.
  • Em alguns pontos existia um discreto prurido.
  • A pele permanecia intacta, sem lesões.
  • Exames médicos nada revelaram.
  • A blusa seca.
  • A FAB entrevistou Onilson e este declarou que havia um carro forte parado perto do local onde dera carona ao rapaz, naquela noite, e que outro carro forte idêntico passou por ele no instante em que deixara o carona em Itajobi. Declarou também que o carona segurava uma caixinha metálica semelhante à um porta-cigarros.

Outros fatos anômalos puderam ser comprovados:

Mudança na cor do seu cabelo (marrom para preto), observada pela esposa, e que durou poucos dias.

Além de modificações no cabelo e na pele, acima descritas que eventualmente poderiam estar influenciadas também por um psiquismo, houve também dois fatos concretos que não permitem a suposição de tais influências (psíquicas): a blusa estava seca, apesar da chuva que vinha caindo naquela noite, enquanto que o resto da roupa de Onilson estava encharcado.

O fato de Onilson estar prostrado de bruços no acostamento da estrada, com água da enxurrada correndo em torno da sua cabeça, de acordo com a observação de duas testemunhas. Normalmente, isso levaria uma pessoa a um afogamento, o que induziu as testemunhas a taxarem Onilson de “morto”.

Pesquisas Paralelas

À Procura do Carro

Embora Onilson dissesse à esposa que voltaria no mesmo dia em que saiu de casa, Dona Lourdes, no dia seguinte, ficou apenas preocupada, embora mantivesse a calma externamente. Ainda ficou esperando e procurou aconselhar-se com a cunhada, Dona Neide, para saber o que fazer. Na terça feira seguinte chegou o aviso da Delegacia de Polícia de Guarantã, embora que desde há 3 dias esta já estivesse de posse do carro e de informações que identificassem Onilson, de Catanduva, como sendo o proprietário. Foi feita pela família uma ligação telefônica para o hospital de Guarantã.

Na quarta-feira, 3 pessoas saíram à procura de Onilson: o seu irmão Éder, o seu sobrinho Antônio Chagas e o seu cunhado Francisco Sanches. Primeiro foram ver o carro na Delegacia de Guarantã, e não havia nele sinais de ter sofrido um assalto; faltava apenas a chave de ignição e em consequencia disso havia sido feita uma ligação direta pela Polícia. Havia os documentos do carro e a pasta de documentos de Onilson, que foram entregues à família. Posteriormente, o carro foi apanhado pela firma para a qual Onilson trabalha.

Os familiares também procuraram o fazendeiro, que foi o primeiro a avistar o carro de Onilson, abandonado na estrada a uns 20 metros da porteira de entrada de sua propriedade, fazenda “Água Santa”. Era um sábado. Porém, no dia seguinte, domingo, quando voltava da igreja, não viu mais o carro, sabendo que o mesmo fora recolhido pela Polícia de Guarantã.

A Procura do Homem

Os familiares saíram às 5 horas da manhã do dia 1º de maio e percorreram, no carro do Sr. Éder, provavelmente o mesmo trajeto feito pelo desaparecido. Visitaram as fazendas à beira da estrada, bem como as cidades, hospitais e delegacias de polícia. Assim, passaram em Marília, Pírajuí, Pongaí, Cafelândia, Guarantã, Novo Horizonte e Júlio de Mesquita, sendo que nessa ultima procuraram também o prefeito, com quem Onilson havia falado por ultimo.

Na quinta feira, dia 2 de maio, veio a ligação telefônica de Colatina, dando notícia do reaparecimento de Onilson. Imediatamente, às 21 horas, iniciaram a viagem, saindo de Catanduva e só chegando em Colatina no 3º dia, sábado, 4 de maio, às 6 horas da manhã, pelo motivo de que em Ribeirão Preto quebrou-se uma peça do carro e era necessária outra de reposição. Além disso, por não terem prática de estradas, escolheram itinerário mais longo, passando por Belo Horizonte ao invés de Rio de Janeiro.

Em Colatina, procuraram primeiramente na residência do Sr. Cesar Menelli, onde fora feito o telefone,a. De lá rumaram para a Delegacia, onde às 9 horas acharam Onilson. Este parecia apenas mais pálido que de costume. Tiveram um encontro com o juiz, que então assistiu oficialmente a reunião da família Pátero. Às 13 horas partiram. No roteiro de volta passaram por Vitória e descansaram em Pedra Branca, Estado do Espírito Santo. Depois o Rio de Janeiro, Jacareí, Campinas e Catanduva. Encurtando o caminho, não passaram pela cidade de São Paulo, onde a desapontada equipe ufológica local ficou à espera de Onilson, como depois se ficou sabendo. Pararam no santuário de Aparecida do Norte para agradecerem todos pela volta milagrosa de Onilson.

Ainda fizeram uma outra representação significativa: a uns 12 km de Colatina, onde os repórteres dos jornais estavam esperando a passagem da família Pátero no ponto da fazenda Catuá, de propriedade do Sr. Menelli. Pediram a Onilson para subir com eles até a pedra onde gravara seu nome, a fim de comprovar este pequeno detalhe. Isto foi feito e confirmado pelas fotos do jornal “O Vespertino”, de Vitória, do dia 6 de maio de 1974.

No Boletim da SBEDV, figura nº 11 (abaixo reproduzido a partir do referido Boletim) vemos reprodução de uma foto do jornal “O Diário”, de Vitória, do dia 6 de maio de 1974, mostrando a recepção de Onilson, pela sua esposa, com uma grande emoção, após 6 dias de “suspense”. Eram então 15 horas do dia 5 de maio de 1974.

No entanto, o que geralmente não transpira são as perdas materiais que, nos primeiros momentos de alegria, são relegadas a um segundo plano. Os Cr$ 1800,00, aproximadamente, gastos pela família, nas buscas e pesquisas, não deixam de ser uma perda apreciável, uma vez que se trata de pessoas de classe média.

Somam-se a isso ainda os 4 dias úteis de trabalho gastos pelo Sr. Éder e o fato de Onilson ter perdido (sem deixar traços sequer) Cr$ 500,00 e 2 talões de cheques que estavam com os seus papéis no seu carro.

A Hipnose de Onilson Pátero

No dia 1 de julho e 1974, foram feitas 3 sessões de hipnose regressiva com Onilson Pátero. As hipnoses foram conduzidas pelo ufólogo Sylvio Lago, tendo também presentes na ocasião os pesquisadores Walter Buller e Guilherme Pereira. Os trabalhos duraram aproximadamente 8 horas, tendo sido empregadas variadas técnicas de indução.

Onilson demonstrava grande ansiedade e boa vontade para fazer a hipnose. Mas aconteceu que entrava em estado superficial de hipnose e, quando o médico Sylvio Lago tentava aprofundá-la, Onilson “inibia” bruscamente, e saía do estado inicial com evidente ansiedade, embora deplorando o fracasso, insistindo por nova indução. A mesma coisa aconteceu na 2ª e 3ª tentativas.

No dia 3 de julho, uma nova sessão foi realizada e detectou-se um bloqueio. Ora, havia uma passagem direta ao sono fisiológico, havendo perda do “raport” (elo entre hipnotizador e hipnotizado); ora com desinibição rápida, voltando ao estado de vigília sinais de ansiedade. Na sequencia mostrava-se decepcionado com novo fracasso e insistia em nova tentativa.

Além das sessões com Sylvio Lago Onilsn passou por sessões de hipnose regressiva com o Dr. Max Berezovski, e com o Dr. Anuar Abud Vitar.

Transcrição da Hipnose conduzida pelo Dr. Sylvio Lago, envolvendo o primeiro episódio ufológico:
L = Dr. Sylvio Lago
O = Onilson Pátero

L – Saúde é boa? Em casa todos bem?
O – …uma série de problemas…

[Comentários da SBEDV = Evidentemente refere-se Onilson ao problema financeiro decorrente dos gastos envolvido na busca de Onilson, por ocasião de seu desaparecimento. Além disso, houve um problema envolvendo um delinquente, preso pela polícia que envolveu o nome de Onilson.]

L – E aquela viagem? Uma novidade a mais?
O – Em… de maio, às 3 horas e 8 minutos… os exames … [falando pausado e apenas audível]… foram contrários… minha saúde e temperamento… não estavam de acordo na época… [Tendo o Dr. Lago feito encorajamentos constantes a Onilson, para que este continuasse nas suas explicações]… estão aguardando mais… estão aguardando… com medo de (eu) ter um choque… estão aguardando para (eu)ser preparado… mais um pouco… … Estão com medo de fazer a travessia comigo… de (eu) tomar um choque… (incompreensível)… crencou (?)…. (incompreensível)…escapa de … (incompreensível)… Edron (?) … (incompreensível)… mais negativa … (incompreensível)…positiva… substância … (incompreensível)… de nós … (incompreensível)… perdesse… o tempo do meio…

L – Como está o dia 22 de maio de 1973?
O – Muita chuva… chuva tremenda…

L – Amanheceu bem este dia? Estava bem?
O – Não!

L – Como que foi o episódio?
O – Ficou determinado… que nós íamos fazer a travessia… mas Olegário depois determinou que não era possível sair… não conheciam ainda… (falando sempre devagar, pausadamente, sendo sempre animado pelo Dr. Lago a prosseguir no seu relato)…
Não conheciam ainda… ainda não foi feita bem… a pesquisa nõ conhecendo meu grau… passado… tremiam… um choque… (incompreensível) na travessia aquele pendão… a travessia do 1º pendão… do sistema do Édron (?)… (incompreensível)…

L – O que? Da aeronave? No sistema do Edron? Não estou entendendo! Você está falando de que?
O – Do sistema de Edron!

L – Como? E daí?
O – (Agitando-se)… (incompreensível)…

L – Calma ! Calma !
O – É cedo ainda…

L – Para que?
O – É cedo para entrar… (incompreensível)… este círculo…

L – Quando é que você pode dar informações? Não teve ordens para falar? É isso?
O – É cedo para entrar … (incompreensível)… [ Ficando Agitado]

L – Fique calmo! Você está calmo ! Não quer mais falar? Quer descansar?
O – (sussurrando)… quero descansar !…

L – É cedo para falar ?
O – É cedo ainda!

L – Mas depende de uma ordem? Como é que é?
O – É.

L – De quem?
O – De Olegário!

L – Que Olegário? O Alex?
O – Olegário, meu amigo!

L – Mas Olegário vai falar? Que papel que ele tem nisso? Ele está com o comando?
O – É cedo! Porque controla!

L – Controla aonde? Na Terra?
O – Não! Na ocasião!.

L – Não quer que você fale?
O – É cedo para entrar no círculo…

Seguem-se perguntas irrelevantes ao caso e portanto não foram transcritas aqui.

O – Travessia … do 1º pendão… a substância …(incompreensível)…travessia do 1º pendão… depois o segundo… Olegário …(incompreensível)… no dia 22 de maio… três horas e 8 minutos… grande amigo Alex…me acompanhou…

L – Veja se ele é exatamente como descreveu! Veja bem! O rosto, os olhos!
O – Sim! Rosto redondo oval… Os olhos grandes… azuis… cabelos aparados… ombros largos…

Obs da SBEDV: Por carta, Onilson nos informou que sua altura é de 1,75 m e o seu peso, 68 Kg. A altura de Alex seria de 1,80m com um peso aproximado de 75 a 80 kg. A descrição e dados de Onilson, em transe hipnótico profundo, em relação ao personagem Olegário (ou Alex), coincide com aquela fornecida por ele mesmo, um ano antes, em estado de consciência, e transcrito no Boletim nº 94/98 – pág.36.

Outros Casos em Catanduva e Região

Soubemos, por intermédio de Onilson, de 5 fatos sobre atividades de discos voadores na região de Catanduva. Em 3 casos, houve facilidades para nossas investigações, cujos relatos damos a seguir:

Obs.da SBEDV: No Boletim 74/79, pág. 17 a 28 ( O Incidente da Represa do Funil ) [ Fenomenum: artigo sobre o caso] relatamos a aventura de um vigia noturno, de uma represa hidrelétrica que, inadvertidamente, atacou um disco voador a tiros de revólver, tornando-o por uma unidade subversiva “terrestre”, dai resultando sua cegueira (psicogênica?) temporária.

No Boletim 94/98 em “O caso do automóvel que ficou transparente” (pág. 30 a 41) consta o relato da testemunha cujo carro tinha sido interceptado na estrada por um disco voador que “lamentou não ter tido na ocasião um revólver com o qual certamente alvejaria o estranho veículo”.

No relato a seguir, do fato ocorrido em Santa Adélia, perto de Catanduva, repetiu-se o triste espetáculo. No caso, o tripulante do disco voador foi agredido pela testemunha, na sua fase emocional do terror e por desconhecimento de causa: “a existência de forças maiores entre nós, em forma de Discos Voadores, visitantes oriundos de outros mundos”. Assim, isso mais uma vez legou a uma testemunha a suar a sua arma, desta vez contra o próprio personagem extraterrestre, não se sabendo se este, em consequencia, sofreu ou não lesões corporais.

O protagonista do nosso caso, personalidade P “X” (suprimimos o seu nome a seu pedido), é uma pessoa com um cargo de responsabilidade dentro da comunidade. Tinha 51 anos de idade por ocasião do eventos, que se deu no dia 29 de outubro de 1967.

Na ocasião, voltava de noite e seu carro, de uma escapada amorosa clandestina. Assim, estava prevenido com facão e uma arma “Rossi” de 7 tiros, calibre 22mm. Eram aproximadamente 23 horas quando trafegava pelo caminho da Estrada Municipal. Chegando à Fazenda Miguel Pedro, onde existe um mata-burro e, à sua esquerda uma porteira e dá acesso a uma fazenda, apareceu de repente uma elevação pela frente. Isso motivou a passagem do carro para a 2ª marcha do cambio. Ainda à distância notou uma pequena nuvem, numa noite de lua em quarto minguante.

Quando chegou à crista da elevação passou então o carro para a 1ª marcha, porquanto à frente, teria de passar lentamente por uma poça d’água. Na ocasião vislumbrou à distância de uns 60 metros, flutuando por cima da cerca (a 1,2 a 1,5 m de altura do chão) um prato da cor de alumínio com parte convexa dirigida para baixo, com um diâmetro de aproximadamente 10 metros. Chegando mais de perto, e, à distância de uns 10 a 15 metros, viu que o prazo estava cheio de luzes, umas vermelhas e outras de cores diversas que se ascendiam e apagavam alternadamente.

Não se lembra se o carro parou por causa do motor, mas depois notou que o farol e o motor do carro estavam desligados.

Sentado no carro parado notou, então, uma personagem, em pé e perto do prato (suspenso no ar). Essa pessoa era maior que o protagonista (de 1,62m de altura). Tinha aproximadamente 1,70 m de altura, era robusto, sem ser gordo, e usava uma roupa clara (não podendo precisar a cor, por ser a testemunha daltônica). Essa pessoa adiantou-se um passo e com um objeto cilíndrico emitiu um feixe de luz branca fortíssima que iluminava um pasto à sua frente e que estava a grande distância.

P “X” associou o fato a uma possível cilada, ligada à sua aventura amorosa (P “X” desconhecia a real existência dos discos voadores e dos seus tripulantes). Então se abaixou no carro, entreabri a porta e por ela fez pontaria com a sua arma, em direção ao personagem, detonando-a 6 vezes. Só um dos tiros não saiu. Ainda chegou a apanhar seu facão, colocando o seu pé esquerdo no chão, mas não avançou e nem saiu do carro, porquanto não viu mais o personagem após os tiros. O prato entretanto começou a balançar-se; ouviu um chiado parecido com o chocalho de cascavel, e então o prato afastou-se rapidamente em direção Leste, em voo obliquo.

Ainda em relação aos seus tiros, explicou a SBEDV que, à distância de 8 a 10 metros, acertava naquela época um maço de cigarros, e que à distância de 10 a 15 metros, costumava caçar codornas com seu revólver.

Em resposta à nossa pergunta sobre a sua reação após o incidente , confidenciou-nos o protagonista, que, “rezei um Pai Nosso porque creio em Deus Pai”.

Aconteceu também, por coincidência ou não, que naquela noite só conseguiu conciliar o sono de madrugada. A insônia que dai em diante se instalou em P “X” foi definitiva e, por ordem médica, tomava diariamente 4 comprimidos. Informou ainda que na ocasião o médico também verificou que sua pressão arterial estava alta.

Disco Voador Visita Catanduva 7 Dias Antes do 1º Episódio de Onilson

O Sr. Inocêncio de Correia, casado e pai de 2 filhos, empregado da fábrica CECAT, em Catanduva, tinha 38 anos de idade por ocasião do episódio que viveu com Disco Voador. Às 4 horas da madrugada do dia 15 de maio de 1973, foi com a sua mulher e filha de 12 anos, para o curral, tirar leite. Quando lá chegou, às 4:30 hs, a filha Maria Cristina chamou a atenção, pois “acompanhando-os lá, pela primeira vez, ela estaria vendo assombração em “forma de avião”, uma vez que esta fora a indagação da filha sobre uma “coisa” que pairava no ar, perto do curral.

Porém, logo Inocêncio verificou que a filha tinha razão, puxando-a para dentro do curral, obedecendo a um gesto de cautela para proteger os seus. via no ar um veículo ovalado, com um diâmetro maior tendo uns 5 m, largura de uns 3 m e bojudo no meio, com uma espessura de aproximadamente 1,2m.

Era escuro (comparável ao padrão Letrafilm nº 142M), contrastava bem contra o céu a clarear no início da aurora e se achava a uma distância de uns 30 metros. Ficou assim parado uns 4 a 5 minutos, deixando sempre ouvir um chiado como o de uma turbina (SBEDV: de um engenho de açúcar?)

Finalmente , o objeto afastou-se rapidamente durante uns 4 minutos, quando mandou a esposa e filha correr para a casa do tenente.

Mas depois, de repente, o objeto veio de volta e ficou a uns 5 metros acima do telhado do curral, durante uns 6 minutos, ouvindo bem Inocêncio, em baixo do telhado, o barulho que o Disco Voador fazia acima dele.

O objeto, nas suas idas e vindas, tinha , tinha a “velocidade do pensamento” e isto informado por Inocêncio, que já havia trabalhado 3 anos em campo de aviação. Pela sua conclusão: o objeto não era proveniente do nosso planeta.

Quando o objeto se afastou em definitivo, o fez em direção Leste e sob um ângulo de 45 graus.

O gado, no primeiro aparecimento do objeto, ficou intranquilo. Procurou fugir e pular a cerca do curral. A quantidade de leite que se tirou do gado, naquele dia, diminuiu em 50% com relação à dos outros dias. O gado continuou intranquilo, de alguma forma, também no dia seguinte.

No desenho feito pelo Sr. Inocêncio, nota-se excrescências em forma de cogumelo no dorso do bojo do disco voador. Isso não constitui erro do desenhista, porquanto a testemunha resistiu a outras interpretações gráficas nossas, sobre cúpulas de discos em rotação.

Essa formação em cogumelo tinha uns 2 metros de diâmetro e a sua haste, que ligava ao bojo do disco voador, tinha espessura de uns 80 cm.

Em entrevistas com Inocêncio, muito nos honrou a presença do promotor de Catanduva, que fez questão de nos acompanhar a fim de complementar as nossas perguntas, com outras melhores. A experiência de Inocêncio precedeu em 7 dias aquela de Onilson Pátero.

Ainda cabe aqui um agradecimento da SBEDV ao Dr. Guilherme Leguth, promotor de Catanduva, que acompanhou e que complementou as pesquisas.

Outro caso possivelmente relacionado ao caso Onison Pátero, ocorreu 6 dias depois da primeira abdução de Onilson. O caso ocorreu em São José do Rio Preto, tendo como testemunha Geny Lisboa que avistou um disco voador tripulado por três pequenos seres humanóides [Caso São José do Rio Preto].

Discos Voadores Acompanham Caminhões Perto de Catanduva

Ainda em 27 de fevereiro de 1974, entrevistamos o motorista Gumercindo Fernandes Podas, morador à rua Porto Alegre, 804, em Catanduva, a respeito de um relato seu, publicado na revista “A Feiticeira”, número de março de 1965. O episódio ocorreu no mês de fevereiro de 1965, numa 5ª feira, às 21:30 hs, quando trafegava de Maríia para Catanduva com um caminhão carregado de café. Estava sozinho numa estrada de terra, perto da Guarda Florestal, em frente de Ponga, para cá do rio Tietê, quando, numa distância de 50 a 100 metros, viu no ar um prato luminoso de uns 5 metros de diâmetro. Aparentemente, vinha escutando um zunido parecido com “sirene que trepida”. A velocidade do caminhão, que até então era de 50 km por hora, caiu para 20 (talvez por interferência do disco voador). Nestas condições, o disco acompanhou o caminhão, na estrada, por uns 5 minutos, para depois se afastar definitivamente.

Em seguida, na cidade de Novo Horizonte, o motorista encontrou o colega Luiz Bus Nardo que lhe relatou que durante a viagem iu luz, da cabine do seu caminhão. Pensou tratar-se de veículo que lhe estivesse fazendo pedido de ultrapassagem. Fez o sinal convencional de concordância, com seu farol. Entretanto, quando ninguém fez ultrapassagem, pôs a cabeça para fora da cabine e viu um disco voador por cima da cabine do seu caminhão.

Abdução em Catanduva – Por Irene Granchi

A impressionante abdução de Onison Pátero, que envolve teletransporte de um estado do Brasil para outro, efeitos físicos e outros detalhes incomuns, não foi uma investigação minha, como a maioria dos casos do meu livro [UFOs e Abduções no Brasil]. A história apareceu primeiro nos jornais e na mídia em geral. Então, o Dr. Max Berezovski e o pesquisador Guilherme Wirz (ambos de São Paulo) dedicaram-se ao caso. Eles estavam convencidos da autenticidade do caso, tanto da primeira abdução de Onilson, quanto da segunda. Escrevi um artigo baseado no relatório que o Dr. Berezovski me enviou, que posteriormente, foi publicado na íntegra pela conceituada revista francesa Phenómènes Spautiaux [nº 37, dezembro de 1973, pp. 19-22]. Esta revista foi criada por René Fournéré e sua esposa, e o fundador foi o general Chassin, comandante das forças da OTAN, na Europa.

Mais impressionante do que a história em si foi o desmentido total subsequente, feito diante de um grande público durante um Congresso sobre UFOs, pelos dois investigadores. Eles disseram, então, que Onilson era um testemunho não confiável. Por que? Bem, basicamente porque ele afirmou que nunca assistira à série de televisão chamada Os Invasores, mas sua mulher afirmou o contrário. Ele também teria forjado algumas carteiras de habilitação.

Isto, de forjar carteiras, poderia ser considerado uma ofensa jurídica séria em outro lugar, mas no interior do Brasil, nas pequenas cidades, não era tão grave, devido às dificuldades burocráticas que tais licenças implicavam àquela época. De qualquer forma, qual seria a verdade? Seria apenas uma maneira de encobrir a história calando a testemunha?

Longe de me deixar impressionar pelo resultado, fui mais longe na investigação. Descobri que o Dr. Silvio Lago e o Dr. Walter Buhler, ambos médicos, tinham sido favoravelmente impressionados por Onilson, que passou por hipnose regressiva com o Dr. Lago. Não cheguei a saber o que realmente aconteceu, mas estávamos em plena ditadura no Brasil, e há motivos para acreditar que os dois investigadores paulistas foram delicadamente convidados a “abandonar o campo”.

O relatório dizia que, na terça feira, 22 de maio de 1973, Onilson Pátero estava de carro indo para casa, numa viagem de volta de São José do Rio Preto. Ele tinha então 41 anos, era casado, com dois filhos. Trabalhava como organizador de bibliotecas públicas no Estado de São Paulo. Eram 2:55 hs e ele tinha acabado de atravessar o Rio Tietê e as Quedas de Anhanduva no seu Opala azul.

Alguém parado na estrada diante do posto da Polícia Rodoviária pediu carona. Ele parou para deixar o homem entrar. Naquele tempo não era perigoso oferecer ajuda e o homem jovem que entrou no carro parecia simpático. Era louro, tinha olhos azuis afundados e olhar penetrante. Seus cabelos eram curtos e usava camiseta e uma jaqueta de couro. No caminho, conversaram sobre vários tópicos. O jovem segurava uma cigarreira que parecia de prata. Mas não tirou cigarro algum de dentro dela e disse que não fumava. Faltavam duzentos e cinquenta quilômetros para Catanduva, por isso Onilson parou para tomar café em um bar, mas seu companheiro tomou apenas água tônica, e mesmo assim, só um gole. Ele disse chamar-se Alex e pediu a Onilson para fazer a gentileza de deixá-lo a 18 km de Catanduva, em Itajobi, aonde ele tinha que ir a negócios. Que estranho viajar a negócios às 3:00 hs. Mais estranho ainda foi Alex descer em um lugar ermo, e não na cidadezinha. Ele dissera que também tinha um carro “que não era daqui”, mas não explicou de onde era.

Finalmente, Onilson estava de volta a Catanduva, a caminho de casa, quando um efeito eletromagnético se produziu, afetando o rádio, que começou a falhar. O motor falhou e parou (isso não nos parece novidade, não é?) e um círculo luminoso de cerca de vinte centímetros, azul-brilhante, apareceu à esquerda, cruzando o painel do carro. Moveu-se vagarosamente para a direita, passando ainda sobre o assento e a mala colocada ali.sobre o fundo do carro e as pernas do motorista. A luz fez com que tudo se tornasse transparente! Onilson teve a nítida impressão de ver o próprio motor em transparência através do painel quando o círculo azul passou por ali. Pensando em como a Lua poderia causar um efeito ótico tão estranho, percebeu que a noite não era de luar, o céu estava nublado e estava chovendo.

Nesse momento apareceu, de frente para ele e perto de uma curva ascendente da estrada, uma linha luminosa; o mesmo brilho azul do círculo, que foi ficando cada vez maior e mais brilhante. Pôs o carro em primeira marcha e passou para o acostamento, pensando que era um caminhão que vinha em frente. Piscou as luzes do carro em sinal, mas, à medida que a luz se tornava mais brilhante, foi forçado a abaixar a cabeça e a apoiá-la no volante para não ficar cego. Como nada aconteceu, a testemunha levantou os olhos por um minuto ou dois e, para seu máximo espanto, viu um veículo pairando no céu a uns quinze metros de distância e a dez metros de altura sobre o asfalto.

“Poderia ser um helicóptero”, pensou, e também pensou em seu revólver, que tinha esquecido de levar. Sentiu calor, e o calor aumentava a cada instante, tornando-se insuportável. A falta de ar fez com que abrisse a porta do seu lado. Uma vez na estrada, ouviu um zumbido. Percebeu que não era um helicóptero o que estava vendo, como tinha suposto, mas, provavelmente, um “disco voador”, porque se parecia com dois pratos fundos emborcados e de bordas superpostas, de uns sete metros de espessura e dez de largura. Não havia detalhes estruturais visíveis; o objeto era de um cinza opaco escuro, sem luz própria. Mas tudo à volta dele estava brilhantemente iluminado, apesar de Onilson não conseguir ver qualquer fonte específica de luz. Ainda estava muito quente do lado de fora. Algo parecido com uma cortina transparente apareceu no lado direito do veículo, cobrindo-o completamente. Agora, um tubo estava sendo estendido do fundo da nave, que se esticava em direção a ele, e então, a idéia de que aquilo estaria querendo capturá-lo apoderou-se dele. Isto o fez correr com o propósito de salvar a vida. Então, o calor insuportável e a falta de ar desapareceram. Não se tinha afastado mais do que quarenta metros, quando sentiu alguma coisa como um laço de borracha sendo atirado sobre ele. Tentou livrar-se do laço jogando as mãos por cima das costas, mas não sentiu qualquer dor palpável ali. Voltou-se, então, para ver o que era, e viu um tubo azul formado pela luz, como uma tocha do tamanho de uma mão aberta, saindo da parte de baixo da beira do veículo. A luz atingiu o Opala, e este ficou transparente. De onde ele estava, atrás e à direita do automóvel, ele podia ver o motor, os bancos e todos os detalhes do interior do carro. Pensou que seria uma grande perda para ele se o carro derretesse por efeito do calor daquela luz transparente. Desconsoladamente, lembrou-se de que faltavam ainda algumas prestações para terminar de pagar. Nesse momento ele desmaiou.

Mais ou menos uma hora e meia depois, dois jovens de Itajobi, Waldomiro Barroso Se e Celso Aparecido Pio, chegaram juntos em sua Kombi. Vendo um homem imóvel no meio da estrada, de rosto na terra e deitado a apenas alguns metros de um carro, de faróis ligados e com a porta do lado do motorista aberta, pensaram imediatamente que houvera um assalto e um assassinato. Os dois dirigiram-se diretamente à patrulha policial, para avisar os guardas do que tinham visto.

A polícia achou um mapa aberto na estrada mostrando o Norte do Brasil, e dentro do carro uma mala aberta com vários papéis, talões de cheques e fotografias espalhadas em volta. Quando os policiais viraram o corpo para cima, Onilson voltou a si, e zangado, foi dando socos em volta, pensando que estavam ali ainda seus captores. Felizmente, o policial que o conhecia de vista´perguntou-lhe o que tinha acontecido. Onilson ficou surpreso quando viu sua mala aberta, já que estava fechada à chave e esta ainda se encontrava em seu bolso. O mapa também estava dentro da mala antes… Nada estava faltando. O carro também estava funcionando normalmente.

Foi levado ao hospital central, onde o médico Aziz Chediak nada encontrou de errado, exceto pelo fato de ele estar um pouco abalado. Mas neste mesmo dia, ele começou a sentir cócegas em torno das regiões abdominal e lombar. Nos dias seguintes, havia manchas azul-arroxeadas, sem dor e de forma irregular, principalmente em suas nádegas e coxas. Elas tornaram-se amareladas depois de alguns dias, e, finalmente, desapareceram.

Onilson Pátero foi levado para São Paulo, onde o Sr. Max Berezovski fez com que ele se submetesse à uma série de testes clínicos. Os exames provaram que ele estava inteiramente normal de corpo e mente. Ele passou até por um eletroencefalograma e, finalmente, foi submetido à hipnose pelo Dr. Max. Os resultados foram interessantes.

Durante a regressão, ele voltou a contar os fatos do dia que precederam à experiência e tudo o que tinha narrado previamente, mas uma nova luz foi acrescentada: Onilson lembrou-se de que o nome do engenheiro espacial era Alex, mas de repente falou: “Onório”. Depois, surpreendente, “Judas Macabeus”. Repetiu este nome e quando lhe foi perguntado: “Quem está aqui com você?”, ele respondeu “Os homens de peito de aço”.

– Quantos eram?

– Dois. Mas lá dentro tem muito mais.

– Lá dentro? Onde é lá dentro?

– No veículo.

– O que eles querem?

– Querem que eu fale.

– Para dizer o que?

– Eu não sei. Eles querem que eu fale, mas eu não vou falar porque eu não sei.

E depois, repetiu de novo:

– Judas Macabeus.

A mulher dele, que estava presente à hipnose, disse que, depois da hipnose, Onilson ficou intrigado com o nome Judas Macabeus. Não sendo um homem religioso, Onilson não lera a Bíblia e não tinha ouvido este nome antes.

O que poderia ser deduzido da primeira abdução de Onilson e de sua descrição?

Da minha parte não posso acreditar que um homem criado no interior de São Paulo, mesmo se tivesse mentido quanto a ter visto filmes de UFO na TV, não poderia saber tanto nem ter demonstrado tanta imaginação a ponto de inventar uma história tão fantástica. Muitos dos detalhes encaixam-se perfeitamente com os de outros abduzidos, muitos dos quais vieram à luz anos depois, no exterior, e nunca mais chegaram a ser divulgados aqui.

Temos também o diagnóstico do Dr. Berezowski e seu próprio relatório, no qual é dito que Onilson estava perfeitamente normal em todos os aspectos. Possuo também as fotos tiradas das manchas achadas no corpo do homem, cópias das quais enviei à APRO na época. Eu ainda tenho estas fotos, as análises clínicas e até mesmo o eletroencefalograma, mais os relatórios assinados do Dr. Berezowski e de Guilherme Wirz.

A negação da autenticidade deste caso só se produziu pelo Dr. Max Berezowski algum tempo depois da nova abdução.

Hoje existe um ótimo vídeo com a narração pessoal de Onilson Pátero sobre toda a sua experiência – clara, convincente, séria. Conheci pessoalmente Onilson, recebendo a melhor impressão possível dele – impressão de honestidade que ele transmite a todos. Ele continuava vivendo sua vida normal e modesta em Catanduva, e não foi atacado pelo vírus da vaidade e da ambição que infelizmente ataca algumas pessoas que passaram por experiências similares.

Quem poderia acreditar que Onilson Pátero seria submetido a uma perfomance repetida? Ninguém. Sobretudo ele mesmo.

Na noite e 26 de abril de 1974 – quase um ano depois da sua primeira experiência – , Onilson estava voltando para casa, depois de um dia de trabalho infrutífero. Ele tinha visitado duas cidades. Na segunda, Marília, estivera com alguns amigos. Começou a ter uma estranha sensação, provavelmente de calor e de falta de ar, como em sua primeira abdução, quando seu carro parou e ele saiu para ver o que estava acontecendo. Foi então tragado, em plena consciência por um facho de luz que já tinha – de novo – feito o carro ficar transparente.

Onilson foi levado para dentro da espaçonave através de uma espécie de cortina e ali encontrou, para surpresa dele, Alex, o rapaz da carona de sua primeira abdução. Alex pôs as mãos sobre os ombros de Onilson, dizendo-lhe para não ter medo. Ele falava em português perfeito e sua voz era claramente audível, sem qualquer sotaque.

“Fui então, colocado em uma caixa comprida, depois que os homens amarraram minhas mãos e meus pés com anéis de aço”, lembra Onilson.

Viu, então, três figuras passando à sua frente e uma delas era “seu duplo”, usando as mesmas roupas que ele vestia em sua primeira abdução. Isto ele obviamente achou muito estranho. Nós também.

Deste modo, ele foi mantido sob custódia até o dia 2 de maio.

Conscientemente ele nada mais se lembra. Finalmente, bem antes do amanhecer, às 3 horas, voltou a si em terra firme, sem os grilhões que o seguravam. Seu primeiro pensamento foi o de que estava em outro planeta, já que não conseguia ver nada. Aos poucos, pôde distinguir as estrelas e a Lua, e ouviu carros movendo-se a distância. Ele estava bem no topo de um morro, em lugar perigosos, onde nem homens nem gado ousavam aventurar-se. Gritou e logo um empregado de fazenda o ouviu. Depois, o dono da propriedade, Sr. Menelli, aproximou-se.

Onilson estava usando uma jaqueta esportiva e estava bem barbeado. Mas logo descobriu que era o dia 2 de maio e que tinha estado ausente durante sete dias. Também estava muito, muito longe de sua cidade, do seu estado e de sua família. Ele estava a nada menos do que novecentos quilômetros de distância.

A fazenda em que ele se encontrava ficava perto de Colatina, no Espírito Santo. Ele pediu para ser levado para a delegacia de polícia e logo a imprensa estava encima, querendo saber mais sobre o homem que tinha “caído de um disco voador”. Mas Onilson, coitado, estava ansioso para avisar à família e, finalmente conseguiu telefonar para casa. Seus familiares tinham quase abandonado a esperança de vê-lo de novo, já que seu carro fora encontrado com a porta do motorista aberta, no meio da estrada entre Marília e Guarantã.

De Colatina, ele também telefonou para o Dr. Max Berezovski, em São Paulo, que endossou sua história e foi buscá-lo em Colatina. Esta aceitação do caso por um médico tão eminente produziu grandes manchetes em Vitória, no jornal local O Diário, de 4 de junho de 1974. O título era: Médico de São Paulo declara que Onilson está perfeito.

Na entrevista que concedeu, Onilson disse ao repórter algo a respeito do que tinha visto dentro da espaçonave. Ele tinha observado um laboratório “sensacional”, cuja perfeição de equipamentos ele não podia imaginar que existisse. Perdeu o sentido de tempo, e não se lembrava de quantas vezes tinha sido examinado, mas lembrava-se de que Alex lhe pedira para tirar as roupas antes do primeiro teste. Então, em outra sala, foi examinado da cabeça aos pés por seres, parecendo humanos, que não disseram ma palavra. Depois disso, foi colocado em uma caixa comprida, adormeceu e nada mais se lembra, até ter sido deixado no topo do morro. Levou algum tempo até se recuperar. O UFO em poucos segundos voou para cima e para longe. Choveu e isso o fez ficar completamente acordado.

Em uma entrevista anterior, para A Tribuna (3 de maio de 1974), Onilson não disse muito sobre a sua primeira experiência, ocorrida um ano antes, mas reclamou pelo fato de ter sido seguido, desde então, por policiais federais e agentes da Força Aérea e disse que estava proibido de dar entrevista à imprensa e que tinha sido mesmo intimado a não comparecer a um programa de televisão paulista, momentos antes de uma entrevista programada com sua participação.

Se estas são fantasias da imprensa ou se ele realmente sofreu estas pressões, não sei dizer. Mas o material que reuni sobre o segundo CE IV (Contato Imediato de 4º Grau) e ultimo livro do Professor Felipe Machado Carrion, Misteriosas Naves do Espaço. A palavra do professor Carrión é muito respeitada. Era um advogado famoso e professor de Cosmologia de uma escola importante de Porto Alegre (Escola Júlio de Castilhos), além de pesquisador de Ufologia exigentíssimo. Faleceu pouco depois da publicação de seu livro, em 1984. O Dr. Walter Buhler foi outro investigador deste caso, trazendo Onilson para o Rio de Janeiro com a finalidade de fazê-lo passar por uma regressão hipnótica com o Dr. Silvio Lago, que falou muito bem do abduzido e informou-me que ele tinha falado do seu duplo durante a regressão.

Crítica Negativa Deste Caso

Uma pessoa com disritmia no eletroencefalograma poderia apresentar uma “ausência” de 6 dias e, nesse período, sem saber o que fazia, cobriria os 900 Km para aparecer em Colatina (porém, próximo à Estação Rodoviária). Mas Onilson não apareceu no centro da cidade, mas sim a uns 12 km dali. Seria, ao nosso ver, difícil de ter ele perambulado nessa região, sem dinheiro e sem ser pressentido pelos zeladores de gado e outros transeuntes. Posteriormente, quando toda a região chegou a saber do acontecimento, ninguém apareceu para testemunhar no sentido de ter presenciado Onilson naquele local anteriormente.

De fato, Onilson apresentou, em Colatina, uma barba relativamente pouco crescida para 6 dias. Entretanto, verificamos, por ocasião da nossa estada em Catanduva,a pouca barba, no seu irmão Éder Pátero, já de alguns dias por fazer, demonstrando que realmente a família possui tendência para pequeno crescimento da barba. Em semelhança à ausência de relatos das necessidades fisiológicas no Disco Voador, durante os 6 dias do 2º episódio ufológico, poderia haver alguma significação também para a barba.

Houve falta de detalhes no 2º episódio de Onilson. E esta foi a reclamação do repórter do Jornal da Cidade (de Bauru [15/5/1974], na entrevista de Onilson em Catanduva, em 11/5/1974. Entretanto, Onilson omitiu exatamente os detalhes exóticos do relato do seu 2º episódio, a pedido dos ufologistas paulistas presentes na ocasião.

Os ufologistas paulistas, com esse gesto de discrição, quiseram evitar um sensacionalismo jornalístico barato, asseverando que o relato de Onison iria ser liberado logo após eles procederem à pesquisa. Naturalmente, o repórter de Bauru, sincero mas impaciente, deveria ter voltado ao assunto e cobrado essa promessa. Mesmo assim prestou serviços inestimáveis à Ufologia, com suas fotos documentárias.

Poderia ter havido uma poluição da mente de Onilson, por literatura ufológica similar, previamente aos seus episódios. Para esclarecer devidamente uma possibilidade desta ordem a SBEDV visitou o lar do protagonista, enquanto este se achava afastado por motivo de viagem.

Na ocasião, fomos informados pela esposa de Onilson que o mesmo desconhecia a literatura especializada no assunto e que esta não era usada em seu lar. Só após a difusão do seu primeiro episódio é que começaram a chegar Boletins (encaminhados por pesquisadores paulistas e cariocas) que se ocupavam com o assunto, especialmente com o seu relato. A SBEDV também lhe remeteu um livro (juntamente com literatura especializada) que descreve um contato ufológico, mas de forma completamente diferente dos episódios de Onilson. De modo que a idéia de plágio fica afastada.

Por intermédio de terceiros, participantes de Congresso Ufológico paulista (30/11/1974 à 1/12/1974) chegou-nos uma notícia de que o grupo ufológico local não mais estaria propenso a apoiar os relatos ufológicos relatados por Onilson. A razão da reviravolta de opinião estaria baseada em supostas declarações do Sr. Otto Gibbes Olivatti, que teria sido companheiro de viagem de Onilson em pelo menos uma das ocasiões de seus 2 episódios ufológicos.

A fim de esclarecermos o caso, por meio de uma pesquisa, transportamo-nos em 11 de fevereiro de 1975 à casa do Sr. Otto, situadaem Pindorama, onde este nos esclareceu que não estava presente em nenhuma das duas viagens de Onilson. Aliás, com referência à ultima data poderá comprovar que esteve em local bastante afastado da cidade de Júlio de Mesquita, porquanto estava a mais de 800 km de distância, na cidade de Assis Châteaubriant, Paraná.

Para terminarmos esta questão, seria necessário recebermos as informações do grupo paulista, através de seus membros Dr. Max Berezowsky e Guilherme Wirz. Aliás, já havíamos pedido isso ao último, na época do citado congresso. A bem da pesquisa pura, ficamos aguardando a comunicação que solicitamos.

O Protagonista do Caso

Na época do caso, o protagonista, Onilson Pátero, tinha 40 anos. Era casado a 25 anos e tinha duas filhas. Ele havia estudado até a 4ª série do primário. Mesmo assim, era uma pessoa inteligente, que se expressava corretamente, de maneira clara e objetiva. Sua carreira profissional era exemplar. Ele havia trabalhado por oito anos em uma usina de açúcar. Após isso, trabalho por cinco ou seis anos como correto. Após isso, trabalhou mais quatro anos em uma fábrica de latas.

O testemunho do Sr. Onilson Pátero, conforme o seu relacionamento de família, na profissão e na comunidade, seria “a priori”, aceito por um tribunal que tivesse de julgar um caso, seja na vara criminal ou cível. Assim, infelizmente, não se procede no assunto UFO, porquanto as suas testemunhas não gozam de credibilidade. “A priori” são desacreditadas porque seu testemunho põe em confronto e em choque a atitude antropocêntrica da atual sociedade terrestre e dos seus líderes políticos e religiosos. Estes, para não sofrerem desgaste da sua imagem de “fortes e únicos”, tendem a combater o assunto UFO, pela sua frustração e sua própria segurança.

Assim, uma testemunha como Onilson teve e tem de pagar o ônus das frustrações terrestres, muito embora o seu relato não tivesse a intenção de desafiar com quem quer que seja, mas somente de se aconselhar e relatar a sua inusitada experiência ufológica, da qual até aquela data não tivera nenhum conhecimento real e profundo, e que lhe causou perdas materiais e dissabores.

Onilson Pátero, na época dos contatos.

 

Representação dos momentos iniciais da primeira abdução de Onilson.

 

Mancha cutânea no dorso de Onilson.

 

Da esquerda para a direita: Onilson; Dr. Chediak; guarda Queiroz e radialista J. Antônio.

 

Jornais da época abordaram o episódio.

 

Desenhos de Onilson, referentes ao 2º Episódio.

 

Croqui de Onilson referente ao 2º Episódio.

 

O Agricultor Cesar Menelli aponta o local de onde se ouvia os gritos de Onilson.

 

Onilson Pátero diante da rocha onde gravou as iniciais de seu nome.

 

Croqui de Onilson referente ao 2º Episódio.

 

Reencontro de Onilson e seus familiares, documentado por jornalistas.

 

Ufólogos que investigaram o caso.

 

Reconstituição do Caso.

 

Declaração do Sr. Otto Gibs Olivatti.

 

O Guarda Queiroz reconstitui o momento em que encontrou Onilson.

 

 

 

 

 

 

 

Referências:


 

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