Caso Sagrada Família

Por: Jackson Camargo Comentários: 0

Um dos mais extraordinários casos ufológicos ocorreu no Bairro Sagrada Família, em Belo Horizonte (MG), tendo como protagonista 3 garotos que contataram um ser humanóide, ciclope, com aproximadamente 2 metros e meio de altura.

Neste artigo:

Artigo Original da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores

Introdução

Durante a ultima onda de observações de OANI, em meados de 1965, uma surpreendente notícia foi publicada, sob título acima, por conceituado jornal de Belo Horizonte, “O Diário” (15/ago/65). Segundo a reportagem, três crianças teriam observado, em 1963, um estranho objeto voador com vários tripulantes, no próprio quintal de sua residência!

Imediatamente o Sr. Alberto Francisco do Carmo, associado do CICOANI, dirigiu-se à casa dos meninos para investigar o caso. Desta investigação surgiu mais um Caso Clássico da Ufologia Brasileira.

Resumo do Caso

Durante a ultima onda de observações de OANI, em meados de 1965, uma surpreendente notícia foi publicada, sob título acima, por conceituado jornal de Belo Horizonte, “O Diário” (15/ago/65). Segundo a reportagem, três crianças teriam observado, em 1963, um estranho objeto voador com vários tripulantes, no próprio quintal de sua residência!

Imediatamente o Sr. Alberto Francisco do Carmo, associado do CICOANI, dirigiu-se à casa dos meninos para investigar o caso. Eis o relatório apresentado no mesmo dia, pelo Sr. A. F. do Carmo, após longo contato com as 3 crianças e seus pais, no próprio local onde teria ocorrido o incidente:

Data da ocorrência: 28 de agosto de 1963.

Hora: entre 19:00 hs e 19:30 hs (tempo local).

Duração: entre 10 e 15 minutos.

Local: Rua Conselheiro Lafaiete nº 1533, bairro Sagrada Família, cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Observadores depoentes: Fernando Eustáquio Gualberto, atualmente com 14 anos (12 anos na época do incidente); Ronaldo Eustáquio Gualberto e José Marcos Gomes Vidal, ambos com 7 anos da data da ocorrência (9 anos na data deste relatório). Os dois primeiros são filhos do casal Alcides Gualberto e Maria José Gualberto e residem com mais quatro irmãos, todos de menor idade, no endereço citado. Quanto a José Marcos, trata-se de um amigo íntimo que reside na casa da frente.

firmam Fernando e seus companheiros que, na noite de 28 de agosto de 1963, logo após o jantar, saíram para o quintal com a finalidade específica de lavar um coador de café, com a água de um depósito situado ao lado de uma cisterna. Ao atingir o quintal, através da porta dos fundos, Fernando notou que ele estava bem iluminado, mas não estranhou, porque havia luar. José Marcos dirigiu-se rápido para o depósito de água (um velho tambor de gasolina), abaixando totalmente a cabeça e os braços para colher o líquido numa vasilha. Ronaldo, que vinha logo atrás e mais à direita da casa, foi quem primeiro se surpreendeu com a origem do clarão que iluminava o quintal, cuja lâmpada achava-se apagada: um objeto esférico, iluminado por dentro e de paredes transparentes, flutuava imóvel sobre um abacateiro situado à frente e um pouco ao lado da residência, a cerca de 5 metros do solo e 8 metros dos observadores. Seu diâmetro foi comparado com a sala principal de sua casa (entre 3 e 3,5 metros).

Fotografia original do acervo da SBEDV, onde temos os protagonistas do caso ao lado da cisterna. Em primeiro plano, Fernando. Fotografia do acervo do original da SBEDV. Restauração: Rodrigo Visoni.

 

 

Fernando de frente à cisterna, local onde tiveram o contato com o estranho ser. Fotografia do acervo do original da SBEDV. Restauração: Rodrigo Visoni.

 

A esfera era dividida em “pequenos quadrados”, provavelmente uma estrutura quadriculada. Na parte superior apresentava uma espécie de antena, constituída por 2 hastes inclinadas em forma de “”, encimadas por esferas, e uma haste vertical central. Através das paredes transparentes avistavam-se quatro pessoas sentadas em banquinhos de uma só perna. Estavam de perfil em relação aos observadores.

Na imagem acima temos os protagonistas do caso apontando onde o objeto apareceu pela primeira vez. Imagem reproduzida do Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV), edição especial 1975.

 

Uma das pessoas, sentada no banco de trás, tinha aspecto masculino e era mais robusta que as outras. Logo à frente desta, no centro da esfera, sentava-se o que lhes parece uma mulher: longos cabelos alourados e puxados para trás; no banco da frente havia um homem semelhante ao primeiro, porém mais magro, que parecia controlar instrumentos num painel onde havia uma espécie de tela semelhante à de televisão. O quarto “homem”, que logo viria a descer, sentava-se ao lado esquerdo da “moça” no centro do objeto. Todos vestiam uma espécie de escafandro e tinham as cabeças envoltas em cúpulas ou capacetes redondos e transparentes. Apresentavam aparência quase uniforme, inclusive nos vestuários: os troncos vestidos com algo de cor castanha; abaixo da cintura os vestuários eram brancos, até alcançarem os joelhos, de onde continuavam pretos até os pés (vestiam “botas pretas”, segundo os depoentes). Os uniformes pareciam ser feitos de couro e eram muito enrugados nas partes correspondentes aos membros e tórax dos tripulantes.

Desenho representando o objeto e seus tripulantes, reproduzido na capa do Boletim da SBEDV, edição especial 1975.

 

Representação dos humanóides e do aparelho observado no Bairro Sagrada Família, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

 

Em questão de segundos projetaram-se da parte inferior do aparelho, em direção ao solo, dois feixes luminosos, paralelos e de cor amarelada. Entre esses dois feixes desceu um dos “homens”, como que flutuando em postura ereta, até tocar o solo suavemente. Tão logo no chão, o homem encaminhou-se para o lado dos observadores. Fernando e Ronaldo achavam-se quase colados à casa e, completamente aturdidos, não avisaram José Marcos que, com a cabeça completamente pendida dentro do tambor de água, nada percebera ainda.

Representação do momento em que um humanóide desce do aparelho observado no Bairro Sagrada Família, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

 

Reconstituição do contato, na arte de Bruce Oliver.

 

Com andar pesado, cadenciado, os braços balançando um pouco afastados do corpo e, aparentemente, sem perceber a presença de Fernando e Ronaldo, o homem dirigiu-se para o lado da cisterna, onde parou. Em seguida, estendeu um braço na direção de José Marcos. Interpretando o gesto do homem como uma ameaça ao seu companheiro distraído, Fernando saltou sobre José Marcos, jogando-o ao chão violentamente, para evitar que fosse agarrado. Com José Marcos ainda surpreso, no solo, o homem, imóvel, olhou para Fernando e, em seguida, para Ronaldo. Este havia se afastado mais para o fundo do quintal, com o propósito de fugir para dentro de casa; mas, no atropelo da fuga, seu joelho bateu na quina da casa e a dor o fez parar.

Retrato falado do ser observado no bairro Sagrada Família e reproduzido no Boletim da SBEDV, edição especial 1975

 

Neste momento, o homem fixava-lhe o olhar. Ronaldo voltou então alguns passos e deixou-se ficar passivamente ao lado da casa, junto aos companheiros, que também sentiam-se sem forças para fugir ou gritar. O homem fez uma série de gestos com as mãos, em sentido horizontal, acompanhando-os com movimentos da cabeça e palavras estranhas. Fernando afirma que seu medo passou após essa gesticulação. Já mais calmos e a cerca de 2 metros de distância, os meninos puderam reparar melhor o estranho visitante. Possuía apenas um olho. Era completamente calco (como dois de seus acompanhantes) e sua pele tinha uma forte tonalidade vermelha. Sua enorme figura foi comparada ao tamanho da porta do lado da casa (mais de 2 metros). Sobre o capacete transparente havia uma espécie de antena em forma de aro, com uma pequena esfera pendente. O olho era grande, arredondado, escuro, sem a parte branca que chamamos esclerótica. Ao invés de uma pupila circular, José Marcos insiste em que a parte central do olho apresentava apenas um risco horizontal mais escuro. Sobre o olho, movimentando-se frequentemente, havia uma mancha saliente escura que os meninos interpretaram como sobrancelha. O vestuário, descrito anteriormente, cobria o corpo por inteiro e parecia levemente inflado.

Representação do humanóide observado no Bairro Sagrada Família, em Belo Horizonte, Minas Gerais

 

O homem sentou-se na borda da cisterna, ficando de perfil para os meninos, e de frente para o aparelho, onde continuavam seus companheiros. A altura de sua cabeça ultrapassava de muito a altura da manivela da cisterna. Aproveitando-se de sua aparente distração, Fernando deslocou-se alguns passos, de forma a ficar atrás do homem. Apanhou rapidamente um pedaço de tijolo no solo e levantou o braço para arremessá-la no homem, pelas costas. “Eu queria acertar ele” – afirmou Fernando. Inexplicavelmente, como se tivesse adivinhado, o homem saltou de pé, virando-se para Fernando em movimento rápido e ejetando, de uma superfície retangular situado na altura do tórax, um jato de luz amarela que foi atingir a mão do menino, fazendo-a tremer momentaneamente. O tijolo caiu ao solo e os meninos perceberam que o homem, ao olhar rapidamente na direção do aparelho, recebeu do companheiro que estava no comando dos instrumentos um gesto que eles interpretaram como de dissuasão. Neste momento os meninos observaram mais claramente que também este tripulante tinha um só olho. Nos breves instantes em que o homem dera-lhe as costas as crianças puderam notar a existência, alí, de uma caixa de cor acobreada, presa ao vestuário. “Sabe aquela cor que aparece quando a gente descasca um fio de luz?” – perguntou Fernando, tentando descrever a cor da caixa.

Numa língua estranha, com voz extremamente “grossa” e com muitos gestos com as mãos, a cabeça e o olho, o homem parecia esforçar-se por se fazer entendido pelas crianças, que o observavam passivamente. Fechando um círculo com o indicador e o polegar, o homem traçou no ar vários círculos em torno deste, com o indicador da outra mão, sempre falando. Em seguida apontou para os três meninos e, com certa dificuldade, procurou juntar as palmas das mãos ao lado da própria cabeça, como a fazer um gesto de dormir. Apontou então para a Lua, fazendo um gesto de elevação progressiva das mãos, como a indicar um voo naquela direção.

Desenhos de próprio punho das testemunha do caso representado o estranho ser observado, reproduzido do Boletim da SBEDV, edição especial 1975. Imagem do acervo do original da SBEDV.

 

 

Desenhos de próprio punho das testemunha do caso representado o estranho ser observado, reproduzido do Boletim da SBEDV, edição especial 1975. Imagem do acervo do original da SBEDV.

 

A seguir o homem virou-se e encaminhou-se lentamente na direção do aparelho, pelo caminho que já havia trilhado. Vendo-o afastar, José Marcos perguntou, ansiosamente, a Fernando: “Será que ele volta?”. Surpreendentemente, o homem girou a cabeça em sua direção e fez com ela vários movimentos verticais, como a responder afirmativamente à pergunta de José Marcos. No meio do caminho dobrou o corpo na direção de um canteiro e dali retirou uma planta, com a mão esquerda.Ao atingir o ponto onde havia “aterrissado”, fez um discreto gesto e reapareceram os dois jatos de luz ligando o aparelho ao solo. Subindo entre as duas faixas suavemente e em postura ereta, como descera, o homem ainda foi visto sentando-se junto aos seus companheiros. Imediatamente depois o aparelho emitiu um brilho forte e ascendeu silenciosamente numa direção oblíqua, rumo leste, apagando-se logo e deixando de ser percebido pelas crianças ainda estupefatas.

Tão logo se sentiram livres, os meninos correram para dentro de casa, chamando Dna. Maria José, aos gritos. Esta, que estava acomodando seu filho caçula no quarto da frente, não percebera qualquer alteração no ambiente, durante os poucos minutos em que se desenrolara o incidente, exceto um forte e breve clarão entrando pela janela basculante do quarto. Estranhara esse clarão porque sabe que não há possibilidade de um farol de automóvel atingir as janelas de sua casa, gritando. Mas não dera importância ao fato, até a entrada ruidosa dos meninos em casa, gritando: “mamães, venha ver que coisa horrorosa!”. Além da agitação e palidez de seus filhos, impressionou Dna. Maria José o fato do vizinho José Marcos, ao entrar correndo com os outros, dirigir-se diretamente para debaixo de uma das camas, onde se escondeu apavorado.

No momento do incidente, o Sr. Alcides Gualberto, pai das crianças, encontrava-se num bar da vizinhança, conversando com alguns amigos. A mando de Dna Maria José, uma menina foi chamá-lo. Correndo imediatamente para casa, o Sr. Alcides surpreendeu-se com a história dos meninos e foi examinar o quintal. Pôde notar então, no chão de terra batida, várias marcas pequenas, em forma de triângulo, no trajeto que o homem fizera, segundo indicação de seus filhos. As depressões eram bastante fundas, com cerca de 1,5 cm de lado, indicando terem sido feitas por alguma coisa muito pesada. Na mesma noite, o Sr. Alcides voltou à presença dos amigos para contar-lhes a estranha história. Mas a reação destes, como a de toda a vizinhança foi do mais absoluto descrédito. Um vizinho, de nome Jamil, chegou a ver as marcas no solo, na noite da ocorrência. Quanto a Dna. Maria José, a preocupação de que se viu possuída aumentou quando percebeu que os meninos se recusavam terminantemente a sair do quintal à noite, contrariando um velho hábito. Relatou o fato a vizinhos, inclusive à Dna. Zita Iani (ver caso à parte), mas a incredulidade foi geral. Diz que, diante dessa atitude, Fernando costumava reagir com as seguintes palavras em tom de mágoa e desafio: “Eles não querem acreditar? Pois um dia eles acabarão vendo o que vimos e aí ficará provado que não mentimos!”

Alberto Francisco do Carmo.

Croqui do terreno da residência das testemunhas, com a indicação da cisterna e do caminhar do estranho ser.

Entrevista com as Testemunhas

Hulvio: Que diferenças pôde notar entre as pessoas que vieram no aparelho?

Fernando: O homem que ficava sentado atrás era mais gordo. Havia uma mulher com cabelos compridos puxados para trás.

Hulvio: Notou outras diferenças?

Fernando: Não. Eram todos parecidos. Os homem não tinham cabelo.

Hulvio: Você disse que em certo momento desceram do aparelho, até o chão, duas listas de luz e que, entre estas, um dos homens desceu pelos degraus de uma escada?

Ronaldo: Não tinha escada.

Hulvio: Então o homem caiu no chão com muita força?

Ronaldo: Ele não caiu. Desceu sem mexer as pernas e tocou o chão devagar.

Hulvio: E veio logo caminhando para o lado de vocês?

Ronaldo: Sim.

Hulvio: Imite para nós o seu modo de caminhar.

Fernando: (Fernando aproximou-se do abacateiro e retornou caminhando pausadamente, com movimentos de braços um tanto enrijecidos e afastados do corpo. Aqui (disse apontando para o chão) ele raspou a cal duas vezes (escorregou).

Hulvio: Todos os movimentos do homem foram vagarosos assim?

Fernando: Não. Às vezes ele se movia depressa. Mas parece que tinha dificuldade em dobrar os braços.

Hulvio: Porque pensa assim?

Fernando: (Fernando reproduz então vários gestos do indivíduo. Uma série de gestos de mão, horizontais e circulares, eram rápidos; ao reproduzir o gesto de dormir, feito pelo tripulante, as mãos, coladas uma com a outra, não conseguiram aproximar-se muito da cabeça.

Hulvio: O homem fazia também movimentos com a cabeça.?

Fernando: Quando ele olhava para nós e falava, às vezes movia muito a cabeça (tenta reproduzir movimentos repetitivos, amplos e um tanto estranhos).

Hulvio: Você disse que, logo na chegada, ele parou deste lado da cisterna e, em seguida, curvou-se para apanhar o José Marcos que estava do outro lado daquele tambor (cerca de 1,5m distante). Como poderia fazer isto?

Fernando: Mas ele era muito grande!

Hulvio: De que tamanho?

Fernando: Daquela porta (disse apontando para sua casa).

Hulvio: Depois que você empurrou o José Marcos para longe do homem, o que este fez?

Fernando: Ele mexeu com as mãos assim (rápidos movimentos laterais). Depois disso o meu medo desapareceu. Em seguida ele sentou-se aqui (na borda da cisterna e de costas para os meninos). Enquanto ele olhava para a bola (acima do abacateiro) eu apanhei um pedaço de tijolo no chão para jogar nele. Quando eu levantava o braço ele virou depressa e uma luz atingiu minha mão. O tijolo caiu e a mão ficou tremendo.

Hulvio: Qual era a cor dessa luz?

Fernando: Amarelada.

Hulvio: De onde ela vinha?

Fernando: De uma coisa que tinha no peito.

Hulvio: A coisa parecia-se com o que?

Fernando: Não sei bem. Tinha forma quadrada, mais ou menos.

Hulvio: Que é que ele fez, depois disso?

Fernando: Parece que ele riu.

Hulvio: Parece, por que?

Fernando: Era um riso esquisito. A Boca mexia muito e se abria assim (mostrou sua boca abrindo no sentido vertical).

Hulvio: Como eram os olhos do homem?

Fernando: Era um olho só, aqui (mostra a base do nariz). [Ronaldo fez sinal assentindo com a cabeça].

Hulvio: Tinha sobrancelhas?

Fernando: Tinha uma coisa parecida, acima do olho, que de vez em quando se mexia, quando enrugava a testa.

Hulvio: E cílios, como estes, de nossos olhos?

Fernando: Eu tenho a impressão que tinha.

Hulvio: De que cor era o olho?

Fernando: Era escuro.

Hulvio: Tinha esta parte branca?

Fernando: Não, era todo escuro e redondo assim (anteriormente José Marcos havia desenhado o olho, com cerca de 1 polegada de diâmetro, de forma circular e com um risco horizontal mais escuro, no lugar da pupila.

Hulvio: E como era o seu nariz?

Fernando: Não sei.

Hulvio: Então você afirma ter reparado a boca e o olho e não sabe descrever o nariz? Você não percebeu os dois orifícios logo acima a boca?

Fernando: Eu não me lembro de ter visto nariz.

Hulvio: E as orelhas, como eram?

Fernando: Também não vi.

Hulvio: Como não viu as orelhas, se o capacete era todo transparente?

Fernando: Não sei. A cara dele era toda igual, toda vermelha. Os dentes eram branquinhos, branquinhos! (falou com certa admiração). Tinha estes dentes aqui (apontou para seus próprios caninos), muito maiores do que os outros.

José Marcos: Não! Os maiores eram estes aqui (aponta para a sua arcada inferior).

Hulvio: Fernando, você nos diz ter visto a face do homem, a cor do olho, dos dentes, da roupa, etc. A luz deste quintal estava acesa?

Fernando: Estava apagada.

Hulvio: Como é que você poderia ter percebido tantos detalhes, se o homem estava de costas para a luz que vinha do aparelho?

Fernando: (com muita ênfase) Mas a luz da “bola” clareava tudo isto aqui! E havia também um pouco de luar.

Hulvio: E nenhum vizinho saiu de casa para ver essa luz?

Fernando: Eu não vi nenhum vizinho aparecer no quintal do lado.

Hulvio: Fernando, você disse que o homem falou com vocês, enquanto fazia gestos?

Fernando: Não.

Hulvio: Você acha que a fala do homem era parecida com francês, inglês ou outra língua estrangeira?

Fernando: Não sei.

Hulvio: Como era a voz dele?

Fernando: Era dez vezes mais grossa que a sua.

Hulvio: Enquanto o homem estava no chão você viu o aparelho balançar sobre as árvores?

Fernando: O aparelho não balançou.

Hulvio: E que faziam as pessoas que continuaram dentro dele?

Fernando: Hum homem estava sentado na frente de uma coisa parecida com televisão e mexia com as mãos na parte de baixo (reproduziu o movimento de dedilhar teclado).

Hulvio: Você viu alguma figura na televisão?

Fernando: Ela estava meio de lado, mas pude ver uns risquinhos passando.

Hulvio: E as outras pessoas, que faziam?

Fernando: Continuaram sentadas.

Hulvio: Em cadeiras?

Fernando: Não, não eram cadeiras, eram banquinhos de uma só perna.

Hulvio: É verdade que, quando o homem ia embora e ouviu a pergunta de José Marcos ele fez movimentos com a cabeça?

Fernando: Quando o homem começava a se afastar o Marquinhos me perguntou se ele voltaria. Então o homem fez muitos movimentos com a cabeça.

Hulvio: José Marcos, repita, por favor, a pergunta que você fez ao Fernando. E Fernando vai imitar os movimentos do homem.

José Marcos: “Ih!… Será que ele vai voltar outra vez”?

Fernando: (gira a cabeça).

Hulvio: Agora, Fernando, imite a maneira como o homem foi embora.

Fernando: (Começa a caminhar pausadamente, rumo ao abacateiro; a meio caminho, pára, curva-se para a esquerda e retira do chão uma pequena planta).

Hulvio: O que é isso?

Fernando: Neste lugar o homem abaixou e arrancou uma folha; depois andou até ali, parou e levantou os dois braços. (imitando). E as duas listas de luz apareceram de novo. Ele foi subindo no meio delas até a “bola”.

Hulvio: E depois?

Fernando: Depois a luz ficou mais forte e ela começou a subir devagar. De repente deu um clarão e ela se apagou, sumindo ali por trás do telhado. Nesse momento parece que produziu um vento.

Hulvio: Você não tem certeza?

Fernando: Eu senti alguma coisa, no ar, que me fez pensar nisso.

Hulvio: Fernando, repare quanta gente já se reuniu aqui para ouvir sua história. Você não percebe que se inventar uma coisas dessas você pode se prejudicar e também à sua família. Seus pais já me disseram que este caso não é verdadeiro.

Fernando: Se eles disseram, eu não sei. Mas eu estou falando a verdade.

 

Pesquisas Posteriores

O Caso Sagrada Família ficou registrado como um dos mais importantes casos da Ufologia Brasileira, devido às suas características peculiares. No entanto, pouco ou quase nada se divulga sobre o período posterior ao caso. Como foi a reação da família, amigos e do círculo social das testemunhas, frente ao caso. Também não é conhecida a visão posterior dos envolvidos, tempos depois de decorrido o caso. O primeiro investigador do caso , o ufólogo Alberto Francisco do Carmo, realizou uma pesquisa mais recente sobre o caso, acrescentando novos detalhes sobre o caso e as testemunhas.

“Eu refiz, recentemente uma investigação do caso, em duas etapas, uma quando os meninos já haviam se tornado rapazes, mas com pais vivos e idosos e outro, mais recente, quando consegui gravar um belo vídeo com José Marcos Vidal e outro com Ronaldo Eustáquio Teixeira, já agora homens casados responsáveis. Fernando mostrou-se arredio, pois como ele próprio me disse ao telefone, “queria pôr uma pedra em cima” pois foi alvo de ridículo, coisa e tal. Mas tive uma boa conversa com ele, pois não perdi as esperanças de também gravar algo com ele”, conta Alberto.

“Detalhe mais importante: todos os três, fizeram questão absoluta de que nunca tirariam proveito algum do caso. Tornaram-se bons profissionais no seus respectivos ramos,. José Marcos, desenhista-projetista, coisa interessante, pois ao fazer os retratos falados, ele menino de 7 anos, foi o mais “exigente”, não teve mais medo de nada e trabalhou no Iraque durante o conflito com o Irã, na Construtora Mendes Júnior; Ronaldo, cravador em joalheria, isto é aquele que engasta as pedras nas jóias; Fernando técnico em mecânica, competentíssimo e que se orgulha de nunca ter ficado sem emprego, pois sua boa fama de profissional é respeitada de forma geral. José Marcos tornou-se espírita e no kardecismo, desenvolveu sua veia filantrópica, que o leva todos os domingos a cozinhar para seu centro espírita, para a ajudar a fazer a comida, especialmente “sopões” a mendigos”, assinala.

Fernando Eustáquio Gualberto, indicando a estatura do estranho ser ciclope observado por ele e outros dois garotos. Imagem do acervo do original da SBEDV. Restauração: Rodrigo Visoni.

 

Os três meninos, protagonistas do caso, com a mãe de dois deles, Dna. Maria José. Imagem do acervo do original da SBEDV. Restauração: Rodrigo Visoni.

 

Fernando e Ronaldo, junto à sua família. Foto original do acervo da SBEDV.

 

Fernando mostrando os gestos realizados pelo estranho ser. Foto original do acervo da SBEDV.

 

Fernando reconstituindo o momento em que se aproximou da cisterna. Foto original do acervo da SBEDV.

 

Fernando mostrando a direção de onde o objeto surgiu. Foto original do acervo da SBEDV.

 

 

Painel da SBEDV, sobre o caso Sagrada Família. imagem do acervo do original da SBEDV.

 

Painel da SBEDV, sobre o caso Sagrada Família. Imagem do acervo do original da SBEDV.

 

Referências:


  1. BULHER, Walter e PEREIRA, Guilherme. O Livro Branco dos Discos Voadores. Petrópolis: Ed. Vozes, 1983.
  2. Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores – Edição 48-50
  3. Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores – Edição 51-53
  4. Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores – Edição 55-59
  5. Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores – Edição 62-65
  6. SBEDV. Contatos com extraterrestres no Brasil. Revista UFO, Campo Grande, nº 1, p.5 p.11, março 1988.
  7. PEREIRA, Jader. Tipologia dos humanóides extraterrestres. Coleção Biblioteca UFO, nº 1, Março 1991.
  8. http://www.infa.com.br/o_caso_sagrada_familia.html
  9. http://www.infa.com.br/tipologia_extraterrestre01.html
  10. http://ufo-nordeste.blogspot.com/2008/12/o-caso-sagrada-familia.html
  11. http://www.jornalexpress.com.br/noticias/detalhes.php?id_jornal=6191&id_noticia=884
  12. http://revistaviverbrasil.com.br/revista-viver-brasil-edicoes-anteriores/03/secao_reportagem.php
  13. http://www.gforum.tv/board/1656/248192/o-caso-sagrada-familia.html
  14. http://www.mysterious-america.net/brazilianhumanoi.html
  15. http://enigma900.blogspot.com/2006/06/los-cclopes-extraterrestres.html

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