Noite Oficial: Registros da Imprensa

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A Noite Oficial dos OVNIs é o evento ufológico mais testemunhado da história da Ufologia Mundial, contando com milhares de testemunhas diretas, em diversos estados brasileiros e também no Uruguai, onde houve um desdobramento do fato. O caso recebeu esse nome, justamente pelo reconhecimento oficial, por parte das autoridades brasileiras para a Imprensa Nacional.


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Por Jackson Luiz Camargo

Milhares de pessoas, em diferentes cidades e estados brasileiros, testemunharam a revoada de UFOs na noite de 19 de maio. Naturalmente, como não devia deixar de ser em um evento dessa magnitude, diversas pessoas ligaram para a redação de jornais informando o fato. Em São José dos Campos, epicentro das manifestações, no Jornal Vale Paraibano, os jornalistas Adenir Britto e Iara de Carvalho estavam de plantão e alertados correram para fora do prédio do jornal para observar o fenômeno.

 

“Aconteceu no dia 19 de maio de 1986, mais ou menos 21 horas. O telefone da redação do Jornal ValeParaibano, onde trabalhava, tocou e atendi na minha mesa. Uma voz masculina afirmou: “Tem um disco voador pairando sobre o jornal e vocês não estão vendo”. Sai correndo para o pátio do jornal, olhei pro céu e vi uma luz branca, forte, parada, sobre o hoje Center Vale Shopping, um pouco mais à esquerda. Gritei para o fotógrafo Adenir Britto vir depressa com medo de que não desse mais tempo. Ele veio rápido, focou a luz e bateu a foto. Não houve tempo para me emocionar ou ficar deslumbrada”.
[Iara de Carvalho – Jornalista]

 

Britto portava uma câmera fotográfica Nikon, com lente teleobjetiva de 500 mm e filme de 6.400 asas, ajustada com tempo de exposição de 5 segundos, com a qual fez algumas fotografias. O avistamento o deixou impressionado, conforme declarou ao jornal O Estado de São Paulo, 30 anos depois:

 

“Estávamos no fechamento de edição, quando repórteres atendiam ligações de pessoas que diziam estar avistando “discos voadores” nos céus de São José. De início, não demos muita importância, pensando se tratar de trotes. Mas o número de ligações na redação aumentava, vindo de diferentes regiões da cidade. Incrédulos, eu e a jornalista Iara de Carvalho decidimos ir até o pátio do jornal conferir. Começamos a olhar para o céu, quando avistamos luzes multicoloridas que se movimentavam rapidamente em todas as direções, onde as cores vermelho, amarelo e alaranjado predominavam. O que mais impressionava era as retomadas de velocidade, seguida de uma desaceleração brusca. Vimos que não se tratava de objetos com interferência humana como balões, aviões e outros. Era impossível existir invenções humanas, capaz de impor tamanha velocidade e de repente ficar imóvel. Os deslocamentos eram circulares e acrobáticos, sempre agrupados. Um movimento que chamou a atenção era em forma de um pêndulo, segundo ufólogos esse é um movimento comum de discos voadores, onde partiam (com uma imagem menor) de um ponto mais distante (conforme uma das fotos registradas) e com a aproximação, a imagem ficava maior. A confirmação que era mesmo algo estranho veio no dia seguinte com os relatos do Coronel Osíris Silva e tripulação, que voltava de Brasília de avião da FAB, afirmando ter visto luzes que escoltavam o seu voo, lado a lado. Torres de controle de tráfego aéreo detectaram esses objetos e caças da FAB foram deslocados na missão pelo comando aeronáutico. Com isso, todas as evidências foram se encaixando. Recentemente o Ministério da Aeronáutica após guardar a sete chaves, liberaram as informações oficiais comprovando o fato”.
[Adenir Britto – Jornalista]

Fotografias obtidas pelo repórter Adenir de Britto, na noite de 19 de maio de 1986, que foram publicadas no jornal ValeParaibano, dias depois.

 

 

Aproximadamente um mês depois, dois militares da FAB, ligados ao Centro Técnico Aeroespacial, e um cientista norte-americano, estiveram na sede do jornal ValeParaibano e pediram para falar com o editor chefe do jornal. O americano chamava-se J. J. Hurtak, apresentando-se como um cientista da NASA e solicitando as fotos e negativos obtidos por Adenir de Britto na noite de 19 de maio, com o pretexto de serem analisados pela agência espacial norte americana.

“A única pessoa com identificação na retirada dos negativos foi o J. J. Hurtak que na época se dizia pertencer ao quadro da NASA. Não o conheci pessoalmente, só através de fotos registradas pela presença dele e dos militares do CTA no jornal e com a publicação no Vale Paraibano que ele estaria levando o material para uma análise na NASA. As imagens que restaram, infelizmente, são apenas as reproduções de jornais com as publicações daquela época”.
[Jornalista Adenir Britto]

 

“Na verdade, não tive a certeza de que se tratava de um OVNI. Mandei fazer a foto, se fosse, a chance não seria perdida. Alguns poucos dias depois, quando cheguei na redação, mais ou menos às 10 horas, soube que uma pessoa da NASA, acompanhada de alguém do CTA, havia chegado mais cedo, solicitado as fotos e os negativos, e até comentado que, se não fosse uma montagem certamente teríamos avistado e fotografado um OVNI. Ora, a foto era autêntica. O negativo foi levado, segundo soube, emprestado e não voltou, pelo menos durante o tempo que continuei trabalhando lá…”.
[Iara de Carvalho – Jornalista]

As fotos e negativos foram entregues e nunca mais se ouviu falar deles. Hurtak é PhD em Antropologia, pela Universidade da Califórnia, e trabalhou com sensoriamento remoto no Johnson Space Center, em Houston, Texas. Quando questionado sobre o resultado das análises e o paradeiro dos negativos, Hurtak se limita a dizer que eles não revelaram nada de especial.

 

Reconhecimento Oficial

Os avistamentos ocorridos na noite de 19 de maio de 1986 começaram ao final da tarde e estenderam-se por toda a noite, encerrando-se já próximo ao amanhecer, por volta das 5 horas da manhã. Durante esse período, milhares de pessoas em várias dezenas de cidades, com idades, formação e cultura diferentes avistaram o mesmo fenômeno. Pilotos de elite da Força Aérea Brasileira, oficiais de alta patente das Forças Armadas e até Chefes de Estado, foram testemunhas do aparecimento de UFOs, que sobrevoaram áreas estratégicas no território nacional, acionando todo o Sistema de Defesa Aérea do Brasil. Devido à gravidade da situação, o então Presidente da República, José Sarney, foi alertado pela Defesa Aérea.

Ainda durante a noite, a Força Aérea começou o processo de investigação dos fatos, que estavam acontecendo, imediatamente solicitando aos pilotos de caça o relatório completo de suas missões de interceptação. Além disso, anotou os horários de gravação, bem como das ligações telefônicas, pousos e decolagens de aeronaves, para mais tarde compor o quadro da investigação. Todo esse protocolo era definido pela normativa 1S/018/CCTA, estabelecida um ano antes, que determinava a coleta e registro do máximo de informações possível.

Assim às 22h40, cerca de 50 minutos após o pouso do PT-MBZ, o Tenente Francisco Hugo Freitas, do COpM, coletou oficialmente o depoimento do comandante Alcir Pereira. Da mesma forma, cada piloto de caça preencheu um POLREL (relatório de missão de interceptação aérea), e dias mais tarde um relatório adicional descrevendo sua missões de interceptação incluindo sua percepção dos fatos. Estes documentos iniciais foram enviados para Brasília, para fornecer dados para a investigação que já estava em andamento.

Ainda durante aquela noite, todo o incidente foi classificado como incidente aéreo sendo adotado o protocolo utilizado para acidentes aeronáuticos e proibiu-se a confirmação dos fatos, tanto para a imprensa quanto para a população. Entretanto, já no dia seguinte estavam sendo divulgadas informações desencontradas sobre avistamentos ufológicos em várias cidades do Estado de São Paulo e uma possível decolagem de caças para interceptar os UFOs.

Com a crescente especulação e alguns vazamentos de informação, o Ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Octávio Júlio Moreira Lima, decidiu consultar o então presidente José Sarney, o que foi feito já na noite de 20 de maio, durante um jantar oferecido no Palácio do Itamaraty, em homenagem ao presidente de El Salvador, naquela ocasião em visita oficial ao Brasil. Durante o evento, o Ministro repassou as informações ao presidente, que ouviu atentamente. Ali ficou marcada uma reunião entre ambos para tratar do assunto, no dia seguinte.

 

Confirmação Oficial

Assim, na manhã seguinte, 21 de maio, o Ministro reuniu-se com o presidente onde apresentou mais detalhes sobre o incidente, além dos protocolos e sistemas de Defesa Aérea. Ele informou que os radares utilizados só detectam 3 tipos de objetos: artefatos metálicos, superfícies sólidas e nuvens pesadas, mas frisando o fato de que o tempo nas regiões de incidência estava muito limpo. Possivelmente, nesta reunião se decidiu por admitir publicamente os fatos, o que foi feito ainda naquele dia, no gabinete do Ministério da Aeronáutica, onde os jornalistas foram reunidos para uma coletiva de imprensa. Ali os fatos foram confirmados, revelando que 21 UFOs haviam sido avistados e detectados pela Força Aérea, que enviou caças para interceptar tais objetos. Ainda nessa coletiva de imprensa foi apresentado o Major Ney Antunes Cerqueira, que declarou aos jornais:

“Há seis anos que sirvo neste setor e nunca vi nada parecido. O ultimo contato-radar não identificado que tivemos aqui foi em 1982”.
[Major Ney Antunes Cerqueira para o jornal O Globo, em matéria publicada em 22 de maio de 1986]

 

Posteriormente, ao final dessa primeira coletiva de imprensa, Major Cerqueira respondeu algumas perguntas dos jornalistas. Para a repórter Malu Baldoni do Jornal da Noite, na rede Manchete, ele declarou:

Major Cerqueira: Nós estamos ainda, para ter uma explicação mais objetiva, analisando os fatos que ocorreram na noite de 19, quando uma aeronave privada, tendo avistado algumas luzes, durante sua aproximação para pouso, e posteriormente sendo confirmado pelo operador da torre de São José dos Campos. O sistema de defesa aérea, através do COpM, controlou as aeronaves acionadas pelo CODA e um dos pilotos na área de São José dos Campos, obtendo um contato radar pelo seu equipamento de bordo, e posteriormente um contato visual, de luzes, tentou acompanhar o movimento dessas luzes, as quais se dirigiam em direção ao mar. Conseguiu acompanha-la durante aproximadamente 200 milhas, quando foi perdido então o contato visual. Simultaneamente tivemos contatos radar pelos radares de sistema de defesa aérea e pelo radar de controle de área da base aérea de Santa Cruz, o que ocasionou o acionamento de aeronaves F-103 da base aérea de Anápolis, para efetuar o reconhecimento desses movimentos e identifica-lo pelo sistema de defesa aérea.
Malu Baldoni
Repórter da Rede Manchete:
A aeronáutica definiria como objetos não identificados?
Major Cerqueira: Não temos condições técnicas operacionais de afirmar que são objetos não identificados, simplesmente pelos meios técnicos e pelo acompanhamento de aeronaves de combate e interceptação da Força Aérea são movimentos aéreos não identificados.
Malu Baldoni
Repórter da Rede Manchete:
Major… Foi constatado o comprimento e trajetória desses objetos?
Major Cerqueira: Não foi constatado nenhum tipo de forma desses contatos efetuados. Porém, sua forma não foi possível ser determinada em virtude de ter sido realizada em período noturno.

 

Optamos por transcrever a declaração do militar, sem qualquer adaptação literária, pois ela demonstra certo desconforto, nervosismo ou mesmo certa cautela no que estava sendo dito publicamente, pois ele era o representante da Força Aérea Brasileira perante a opinião pública, em um tema espinhoso para os militares. Você pode conferir a reportagem da Rede Manchete, que foi ao ar na noite do dia 21 de maio logo abaixo:

 

No dia seguinte, a notícia foi matéria de capa em vários jornais do país. Era a primeira vez que um Ministro de Estado do Brasil reconhecia a realidade do Fenômeno UFO. Mais do que isso, era a primeira vez que uma autoridade deste nível revelou que tais objetos colocaram em alerta o sistema de Defesa Aérea do Brasil Nacional, justificando o envio de caças armados. Como se isso não bastasse, ele prometeu uma coletiva de imprensa, a ser realizada no dia 23 de maio, no auditório do Ministério da Aeronáutica, onde os pilotos envolvidos, controladores de voo e outros militares estariam à disposição da imprensa.

 

No mesmo dia, 21 de maio, e quase no mesmo horário, o comandante do 3º Comando Aéreo Regional, Major Brigadeiro Nelson Fisch de Miranda, redigiu, ao final da tarde, uma nota oficial onde confirmou que uma luz não identificada foi avistada entre a noite de segunda e a madrugada de terça-feira por um piloto da Aeronáutica, que sobrevoava a região de São José dos Campos (SP).

“Na madrugada de 19 para 20 de maio, o CINDACTA (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) detectou um alvo de radar que não respondia à comunicação via rádio. A luz estava localizada aproximadamente no espaço aéreo de São José dos Campos. Foi acionado o 1º Esquadrão de Controle e Alarme (ECA-1), que mandou um caça supersônico F-5 da BASC, que ao chegar ao ponto informado não detectou a luz pelo radar nem visualmente, retornando à base para reabastecer. Em seguida, foi enviada outra aeronave do mesmo tipo, a qual detectou a luz pelo radar e visualmente. Ao tentar a aproximação, esta luz afastou-se e desapareceu, tanto do radar, como da visão do piloto, que voltou para a base para novas instruções”.
[Major Brigadeiro Nelson Fisch de Miranda, comandante do 3º COMAR]

 

A comunidade ufológica brasileira ficou em polvorosa. Numa época em que não havia Internet e a única fonte de informação imediata era a imprensa, por meio de rádios, jornais escritos e televisionados. A comunicação entre ufólogos era por meio de cartas, telefone ou então pessoalmente. E mesmo assim, a Ufologia Brasileira deu exemplo, reunindo informações, testemunhos e tudo que pudesse auxiliar o registro e a investigação dos casos que ainda estavam ocorrendo e sendo divulgados na mídia. Pioneiros como Irene Granchi, Walter Buller, Reginaldo de Athayde e Basílio Baranoff fizeram um trabalho de pesquisa exemplar e hoje, 35 anos depois, pudemos ter um parâmetro de pesquisa formidável e que pudemos, modestamente, completar à luz dos arquivos e tecnologias disponíveis atualmente.

Uma Reunião Histórica

A conferência de imprensa começou às 16h30, de 23 de maio, no auditório do Ministério da Aeronáutica, em Brasília (DF), com a presença dos pilotos, controladores de voo e oficiais da Defesa Aérea, além do próprio Brigadeiro Moreira Lima, que abriu o evento. Os principais veículos de imprensa entrevistaram os envolvidos ao longo de 3 horas. Na abertura, o Ministro declarou:

“Toda vez que é detectado um objeto não identificado, evidentemente há um processo bastante eficiente de verificar se é uma aeronave que está voando sem um plano de voo aprovado e etc. Mas quando se comprova que é algo diferente, as aeronaves são então acionadas. O que ocorreu foi que as aeronaves detectaram vários objetos voadores não identificados, na área de São Paulo, São José dos Campos e Rio de Janeiro”.
[Brigadeiro Octávio Júlio Moreira Lima – Ministro da Aeronáutica]

 

 

Após a fala do Ministro, foi a vez do Major Cerqueira, que fez uma descrição dos fatos ocorridos naquela noite, notadamente aqueles envolvendo as missões de interceptação. Em seguida, os demais militares do COpM foram apresentados e deram seus depoimentos e os pilotos relataram os fatos por eles vivenciados durante suas missões de interceptação.

Militares envolvidos com as interceptações na Noite Oficial dos OVNIs, além do comandante Alcir Pereira, presentes na coletiva de 23 de Maio de 1986

 

Durante a investigação que resultou na obra Noite Oficial dos UFOs no Brasil [publicado pela Revista UFO em 2021], foi possível analisar, além dos áudios destas missões, o depoimento dos envolvidos em diferentes datas, locais e meios. Chama a atenção o fato de que os depoimentos são seguros, consistentes e não possuem variação ao longo do tempo. O que os eles afirmaram em seus relatórios, logo após o regresso às suas bases é o mesmo relatado, sem variações, que poderemos encontrar em entrevistas feitas 30 anos depois. Entretanto, detalhes fornecidos em uma determinada entrevista podem ser complementados, ou melhor entendidos em outra entrevista, o que é natural, dada a riqueza de detalhes que este caso oferece. Capitão Viriato, por exemplo, forneceu durante seu depoimento aos repórteres, detalhes interessantes sobre o padrão de deslocamento do UFO:

“Ele se deslocava a frente e de um lado a outro do radar. Como eu não tinha razão de aproximação, eu resolvi aumentar a velocidade, informando até que ia entrar supersônico e acelerei até aproximadamente 1.350 km/h, quando então eu observei uma razão de aproximação. Essa aproximação se deu até a 6 milhas (11 Km). Então até 6 milhas do meu radar eu me aproximei. Ele saiu pra frente e não consegui me aproximar mais”.
[Capitão Armindo Viriato – Piloto de Caça da FAB]

 

Testemunhos de Elite

Após prestarem seus depoimentos os pilotos e controladores responderam as perguntas da imprensa. O Comandante Alcir, que pilotava o avião Xingu, PT-MBZ, declarou à repórter da Rede Globo:

Isso era uma estrela. Uma estrela bem luminosa, de cor alaranjada, avermelhada, parecida assim. Quando então nós informamos o controle de São José dos Campos que iríamos prosseguir em direção à esse objeto, à essa luz. E essa luz simplesmente desapareceu, como se tivesse sido apagado.
[Comandante Alcir Pereira – piloto no PT-MBZ]

Em seu depoimento à Rede Manchete, o Capitão Jordão relatou o momento em que foi seguido por 13 UFOs, que posicionaram-se de forma inteligente atrás de seu avião:

“Assim que decolamos em direção à área da busca, onde presumivelmente existiria algum contato, eu recebi a informação do controle de terra que havia uma série de contatos à minha frente, aproximadamente 20 milhas (37 Km), 10 a 13 contatos. À medida que eu fui me deslocando para São José dos Campos, ele foi informando que o contato estava se aproximando. Foram se aproximando, baixou pra 15 milhas (28 Km), 10 milhas (18,5 Km), 5 milhas (9,3 Km), quando de repente ele me informou que os contatos estavam atrás de mim e a 2 milhas (3,7 Km) de distância e me acompanhando”.
[Capitão Márcio Brizola Jordão – Piloto de Caça da FAB]

Já o Tenente Kleber Caldas Marinho relatou o momento em que estava perseguindo o UFO, sobre o mar, próximo ao litoral, quando ele acelerou rapidamente em direção ao céu:

“O ponto de luz que foi observado, de início ele estava se deslocando da direita para a esquerda. E a partir do momento em que eu aproei aquele ponto de luz, ele parou seu deslocamento e começou a se deslocar no mesmo sentido do meu avião. Sentido oposto ao meu avião. Então, o que aconteceu nesse instante foi que ele estava um pouco mais baixo, eu tive que descer para coloca-lo no mesmo nível que meu avião. E partir dai, então, ele começou a se deslocar no sentido vertical, ou seja, começou a subir. Neste instante, como eu tive contato visual, eu liguei meu radar de bordo e obtive um contato radar, realmente a minha frente, a 10, 12 milhas, precisamente 12 milhas (24 km). E esse ponto de luz se deslocou até 33 mil pés, que dá uma faixa de 10 Km”.
[Tenente Kleber Marinho – Piloto de Caça da FAB]

O então Tenente Kleber Caldas Marinho, dando seu depoimento aos repórteres, na Coletiva de Imprensa, do dia 23 de Maio de 1986.

Falas Cautelosas

Nesta sabatina de perguntas, percebe-se que embora houvesse um cuidado dos militares em evitar criar uma aura de mistério em relação à esses fatos, os repórteres fizeram várias associações entre estas aparições com discos voadores e vida extraterrestre. Os militares, quando confrontados desta maneira, mostravam-se constrangidos e cautelosos, escolhendo cuidadosamente as palavras que iriam usar. Questionado a respeito, o próprio Ministro da Aeronáutica respondeu, de forma evasiva:

Repórteres: O senhor acredita em ser extraterreno tripulando disco voador?
Brigadeiro Octávio Júlio
Moreira Lima:
Não se trata de acreditar ou não, mas só podemos dar informações técnicas. As suposições são várias. Tecnicamente eu diria aos senhores que não temos uma explicação. Agora, nós vamos obter nesses relatórios do DACTA e não temos o objetivo de esconder nada da imprensa. Não, aí suposições… Estaremos especulando uma hipótese. Seria muito difícil pra nós… Objeto. Pode ser… Digamos um problema de guerra eletrônica… Pode ser… Uma interferência em radar… É uma hipótese. É uma suposição, mas não é o caso aqui do Brasil.

 

Talvez, a reação mais interessante tenha sido a do Major Cerqueira, quando questionado por uma repórter sobre os motivos que levaram a Aeronáutica a tratar o tema UFO, de forma pública, reconhecendo os fatos da noite de 19 de maio. Em sua resposta, ele fez algumas pausas, mostrando visível incômodo e cautela em usar as palavras mais apropriadas que comprometessem minimamente Força Aérea Brasileira e o próprio Governo Brasileiro.

À esquerda, o Major Cerqueira. À direita o Brigadeiro Moreira Lima.

 

Tanto na reunião no gabinete do Ministro, quando no auditório do Ministério, na coletiva de imprensa, o Brigadeiro Moreira Lima prometeu a publicação de um relatório da Força Aérea Brasileira que seria disponibilizado 30 dias depois. Findado o prazo de 30 dias, o relatório não foi divulgado e só se tornou público 23 anos depois. Depois da coletiva de imprensa em Brasília, o Ministério da Aeronáutica declarou que não iria mais comentar o assunto até que a comissão especial de investigação concluísse a investigação, que ficaria sob responsabilidade do Comando de Defesa Aérea.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências:


  1. Arquivos CIPEX
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  8. Relatório Manuscrito da Força Aérea Brasileira; Telex da Base Aérea de Anápolis para o Comdabra; relatório de voo e relatório dos pilotos envolvidos. Arquivo em PDF com 27 páginas (9.50 MB).
  9. Relatório do Tenente Hugo Nunes Freitas, Chefe controlador do COpM I, para o Chefe da Seção de Informações do COpM I. Arquivo em PDF com 4 páginas (1.65 MB).
  10. Ofício nº 07/OOP/C-130, de 29 de maio de 1986, com encaminhamento de documentos e gravações, emitido pelo Comandante do CINDACTA I para o o Comandante do COMDA. Arquivo em PDF com 11 páginas (3.29 MB).
  11. Ofício nº 001/SCOAM/C-046, emitido pelo comandante da Base Aérea de Anápolis, Coronel João Fares Neto, para o Comandante do COMDA, contendo quatro relatório, sendo de 3 pilotos de caça e de um controlador de voo. Arquivo em PDF com 5 páginas (1.95 MB).
  12. Relatório pessoal do Capitão Márcio Jordão, sobre seu voo de interceptação à OVNIs, em 19 de maio de 1986. Arquivo em PDF, com uma página (421 Kb).
  13. Relatório pessoal do Tenente Kleber Marinho, sobre seu voo de interceptação à OVNIs, em 19 de maio de 1986. Arquivo em PDF, com 2 páginas (362 Kb).
  14. Relatórios de voo, de caças que decolaram em missão de interceptação aos OVNIs, em 19 de maio de 1986. Arquivo em PDF, com 7 páginas (2.14 MB).
  15. Despacho nº 022/A2/C-376, relatando fatos ufológicos ocorridos em setembro de 1986, envolvendo pilotos da FAB. Arquivo em PDF, contendo 9 páginas (2.84 MB).
  16. Relatório Mensal do COpM, de agosto de 1986, contendo transcrição de ocorrências ufológicas registradas pelo CINDACTA I, e dois questionários feitos à testemunhas. Arquivo em PDF contendo 17 páginas (4.54 MB).
  17. Ofício nº 11/OOP/C-199, de 14 de julho de 1986, contendo relatos, depoimentos e transcrições do livro do Ajudante de Chefe Controlador do COpM, envolvendo registros de OVNIs em maio e junho de 1986. Arquivo em PDF contendo 19 páginas (4.27 MB)
  18. Informe nº 005/SI/86-CINDACTA II, de 5 de junho de 1986, referente à aparecimento de OVNI próximo à cidade de Bandeirante (PR). Arquivo em PDF, com 1 página (483 KB).
  19. Relatório de avistamentos ufológicos registrados pela FAB nas noites seguintes à Noite Oficial. Arquivo em PDF, com 12 páginas (2.63 MB).
  20. Ofício nº 006/A-2/C-046, do Comandante do III COMAR, contendo relatórios de avistamentos ufológicos na região de Uberaba, em 5 e 28 de Agosto de 1986. Arquivo em PDF contendo 3 páginas (1.30 MB).
  21. Telex contendo relato de avistamento na costa do Espírito Santo, em agosto de 1986. Arquivo em PDF, contendo 2 páginas (494 KB).
  22. Transcrição do Livro de Ocorrência Operacional do Ajudante Chefe Controlador, com relato de avistamento de piloto de caça em Junho de 1986. Arquivo em PDF contendo 2 páginas (774 Kb).
  23. Reportagens de jornal, coletadas pela FAB, sobre os eventos de 19 de maio de 1986 (1). Arquivo em PDF, contendo 4 páginas (6.06 MB).
  24. Reportagens de jornal, coletadas pela FAB, sobre os eventos de 19 de maio de 1986 (2). Arquivo em PDF, contendo 8 páginas (9.34 MB).
  25. Reportagens de jornal, coletadas pela FAB, sobre os eventos de 19 de maio de 1986 (3). Arquivo em PDF, contendo 5 páginas (8.85 MB).
  26. Documento do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, emitido com base em informes da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Contém duas páginas (136 KB).
  27. REIS, Carlos Alberto. Voltam os Discos Voadores (e com intensidade máxima)!. Revista PSI-UFO nº 1, p. 29 à 31. Setembro de 1986.
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  86. Gravações da Noite Oficial: Fita 1 – Lado A – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  87. Gravações da Noite Oficial: Fita 1 – Lado B – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  88. Gravações da Noite Oficial: Fita 2 – Lado A – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  89. Gravações da Noite Oficial: Fita 2 – Lado B – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  90. Gravações da Noite Oficial: Fita 3 – Lado A – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  91. Gravações da Noite Oficial: Fita 3 – Lado B – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  92. Gravações da Noite Oficial: Fita 4 – Lado A – Gravação das Comunicações entre o caça Jaguar 98 e a Defesa Aérea
  93. Gravações da Noite Oficial: Fita 4 – Lado B – Gravação das Comunicações entre o caça Jaguar 98 e a Defesa Aérea
  94. Gravações da Noite Oficial: Fita 5 – Lado A – Gravação das Comunicações entre o caça Jambock 07 e a Defesa Aérea
  95. Gravações da Noite Oficial: Fita 5 – Lado B – Gravação das Comunicações entre o caça Jambock 07 e a Defesa Aérea
  96. Gravações da Noite Oficial: Fita 6 – Lado A – Gravação das Comunicações entre o caça Jaguar-116 e a Defesa Aérea
  97. Gravações da Noite Oficial: Fita 6 – Lado B – Gravação das Comunicações entre o caça Jaguar-116 e a Defesa Aérea
  98. Gravações da Noite Oficial: Fita 7 – Lado A – Gravações telefônicas diversas
  99. Gravações da Noite Oficial: Fita 8 – Lado A – Gravação das Comunicações entre o caça Jambock- 17 e a Defesa Aérea
  100. Gravações da Noite Oficial: Fita 8 – Lado B – Gravação das Comunicações entre o caça Jambock- 17 e a Defesa Aérea
  101. ROCHA JR, J. S. Invasão de Tráfego Aéreo em 1986. Revista UFO, nº 55, p. 27. Novembro de 1997.
  102. EQUIPE UFO. Entrevista com Brigadeiro Sócrates Monteiro. Revista UFO, 163. Março de 2010
  103. Reportagem do programa Fantástico da Rede Globo exibido em 22/05/2016.

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