Noite Oficial: A Investigação da FAB

Por: Jackson Camargo Comentários: 0

Já durante a noite de 19 de maio de 1986, em meio ao calor dos acontecimentos, a Força Aérea Brasileira já coletava informações para a investigação dos fatos. Conheça detalhes essa investigação.


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Por Jackson Luiz Camargo – ufojack@yahoo.com

 

Com a implantação da normativa 1S/018/CCTA, todos os casos de avistamento que eram reportados à Força Aérea Brasileira deviam ser registrados em formulários específicos, além do registro adicional de dados que pudessem ajudar em investigações posteriores, bem como a própria gravação em vídeo da tela dos radares envolvidos. Então, quando a onda ufológica de 1986 começou, a FAB seguiu o protocolo, permitindo, anos depois, a elaboração de estudos estatísticos sobre estes casos. Também permitiu aos militares cruzar informações, identificando áreas de incidência e padrões de manifestação do fenômeno. E a julgar pelas gravações realizadas na Noite Oficial dos UFOs, bem como declarações dos envolvidos, tais fatos não chegavam a ser uma surpresa para eles. Durante as ligações telefônicas entre a Torre de Controle de São José dos Campos e outros centros de controle, se falava abertamente em disco voador, nave mãe e inteligências por trás desses fenômenos, inclusive alusões à sua origem não terrestre.

Essa postura natural contrasta com a postura discreta e cautelosa dos militares frente às câmeras, nas coletivas de imprensa. Embora exista um reconhecimento geral dos fatos e da realidade do fenômeno UFO, existe ainda o medo de que este tema gere prejuízos à imagem das Forças Armadas e mais ainda, problemas à Segurança Nacional, o que é muito compreensível.

Sabendo dos riscos, a Força Aérea e com certeza também a Marinha e o Exército, monitoram fatos ufológicos em busca de respostas para o fenômeno, já sabendo que parte dele não é fraude, não é erro de interpretação por parte das testemunhas, não é fenômeno natural, não é alucinação e não é fruto de tecnologia terrestre. Além disso, essa parte significativa de casos possui comportamento inteligente, curioso, científico e faz uso de tecnologias muito mais avançadas do que a humanidade dispõem. Naturalmente, isso gera interesse tecnológico e estratégico, o que justifica qualquer tipo de estudo ou análise do fenômeno dentro das Forças Armadas. Algumas dessas comissões de pesquisa são reconhecidas publicamente, como o SIOANI e a Operação Prato. Mas seguramente, em meios ainda mais restritos do ambiente militar ou mesmo dos serviços de Inteligência devem existir comissões, em nível muito mais secreto, investigando estes casos.

Em relação aos eventos de 1986 e principalmente da Noite Oficial dos UFOs sabe-se pouco a respeito da comissão de estudos envolvida na análise do caso.

Investigações Civis e Militares

Durante os eventos ocorridos na noite de 19 de maio, os militares já registravam em vídeo as telas de radar, e faziam gravações das comunicações telefônicas e de rádio, realizadas em diferentes centros pelo Brasil. São várias horas de gravações da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos, dos aviões em missões de interceptação aérea e de ligações telefônicas da Defesa Aérea, incluindo do momento em que o Major Cerqueira emite a ordem para o acionamento dos caças.

Após o pouso da aeronave Xingu, prefixo PT-MBZ, o comandante Alcir Pereira da Silva prestou um relatório via telefone para a Defesa Aérea. Ao final das missões de interceptação dos caças, os pilotos envolvidos redigiram um POLREL, um relatório de missão padrão, individual, onde informam dados técnicos e operacionais, além de suas impressões sobre a operação. Esse relatório foi transcrito e enviado via Telex (um sistema de envio de mensagens escritas a grande distância), para o NUCOMDABRA, em Brasília, para compor o painel de investigação.

Dias depois, em 27 e 28 de Maio, os pilotos fizeram um relatório mais detalhado, com suas próprias palavras, descrevendo os fatos e impressões daquela noite e isso também foi acrescentado ao material investigativo. Além dos relatórios, os militares envolvidos foram entrevistados individualmente, para a busca do máximo possível de dados que pudessem auxiliar a investigação.

Estes são os fatos conhecidos envolvendo a investigação oficial da FAB em relação à Noite Oficial dos UFOs. Existem informações extra-oficiais, ou seja, não confirmadas publicamente pela Força Aérea Brasileira, sobre os bastidores dessa investigação. Citaremos aqui estas informações, mas alertamos que elas podem não ser reais em sua totalidade. Como são comentários de bastidores, não se sabe até que ponto correspondem à realidade dos fatos.

Segundo essas informações, todo o material coletado, entre relatórios, depoimentos e gravações, foram colocados sob vigilância já no dia seguinte, até que todo o material fosse reunido.

A equipe formada para a investigação teria sido composta por militares graduados da ativa da Força Aérea e do Exército. Nesta equipe havia também especialistas professores do Instituto Tecnológico da Aeronáutica e do Instituto Militar de Engenharia. Ambas são instituições de ensino da Força Aérea e do Exército, respectivamente, que oferecem cursos de graduação e pós-graduação em diversas áreas de tecnologia e defesa. Como esses especialistas eram professores nessas instituições, professores substitutos seriam convocados para assumir suas turmas, o que teria gerado especulação entre os alunos sobre os motivos para tais substituições. Para os alunos, inicialmente teria sido informado que estes professores se afastaram por motivos de doença. Posteriormente, diante dos questionamentos por parte dos alunos, alegou-se que a substituição ocorreu por motivos pessoais e mais tarde teriam confirmado que isso ocorreu devido à uma missão classificada (secreta).

Ainda segundo estas informações extraoficiais, alguns trechos mais impactantes das gravações teriam sido editadas, para divulgação pública e de fato, existem sinais de cortes em vários trechos de algumas gravações, embora ainda assim existam outros trechos impactantes já disponíveis publicamente.

Por conta da coletiva de imprensa, realizada em Brasília, no dia 23, os participantes teriam recebido um roteiro prévio, informando o que poderia ser declarado à imprensa, o que explicaria toda a cautela que demonstraram durante as declarações dadas aos jornalistas.

Ainda de acordo com tais informações, em Junho daquele ano, uma equipe de especialistas vindos dos Estados Unidos juntou-se aos militares brasileiros e de imediato eles teriam copiado todos os registros, descartado algumas conclusões da Força Aérea Brasileira. O major aviador chefe da investigação não teria autoridade sobre a equipe estrangeira, e depois de atritos com um dos membros do time norte-americano, teria sido transferido para outra cidade.

Ao final, a comissão conjunta teria concluído que no total eram 21 UFOs, que sobrevoaram os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais e algumas anomalias magnéticas e sismográficas teriam sido detectadas em alguns desses locais. Ainda segundo a comissão, tais objetos demonstravam inteligência, voando em formação complexa, com alternância de posição entre seus elementos. Em dado momento, um deles teria se aproximado, chegando a apenas 50 metros de um dos caças e voado em formação com este, sem que o piloto tivesse percebido visualmente sua presença.

Não há nada de extraordinário nestas informações extraoficiais e é bem plausível e até possível que isso tenha realmente ocorrido dessa forma. Quem sabe, no futuro isso se confirme de algum modo.

Anos depois, dois documentos do Defense Attaché Office (USDAO), que é um braço da Agência de Inteligência de Defesa (DIA) dos Estados Unidos ligados à embaixadas americanas pelo mundo, foram liberados por força da Lei de Liberdade de Informações daquele país. As informações presentes nos relatórios aparentemente originaram-se em diferentes fontes, sendo difícil identifica-las devido à censura existente nos documentos. Todavia, percebe-se que eles possuem informações precisas, o que poderia confirmar o envolvimento de especialistas norte-americanos na investigação dos fatos, ou mesmo a cooperação entre países na questão ufológica.

 

O Relatório da FAB

Por ocasião das coletivas de imprensa, nos dias 21 e 23 de Maio, a Força Aérea Brasileira prometeu a divulgação de um relatório oficial sobre o caso, a ser divulgado 30 dias depois, onde estariam as conclusões do inquérito oficial. Ao passar o prazo estabelecido o relatório não foi divulgado. Como a imprensa nem os ufólogos pressionaram o governo pela sua divulgação, o prometido acabou esquecido.

Em 2005, a Revista UFO, por meio da campanha UFOs – Liberdade de Informação Já, conseguiu a liberação de vários lotes de documentos oficiais do Governo Brasileiro, envolvendo diversos casos conhecidos da Ufologia Brasileira, entre eles a Noite Oficial dos UFOs. Graças à isso, hoje temos os relatórios dos pilotos, os registros de casos e o tão esperado relatório final prometido pelo Ministro Brigadeiro Moreira Lima. Entretanto, seja pela morosidade da desclassificação destes documentos, seja pelos trâmites legais envolvidos, existe ainda muito mais a ser liberado e disponibilizado para a comunidade ufológica. Tal é o caso das gravações das telas de radares e possíveis filmagens a partir das câmeras instaladas nos caças. Também faz-se necessário conhecer possíveis gravações ou transcrições do APP-SP e do ACC-BS. Se eles ainda existem então precisam também vir à público.

As gravações que temos hoje, disponíveis aos ufólogos, foram liberadas pela Lei de Liberdade de Informação e por força da campanha promovida pela Revista UFO, sendo disponibilizados no Arquivo Nacional para consulta. Entretanto, em se tratando de arquivos multimídia, havia um custo de R$ 30,00 por minuto, para cópia do conteúdo. Para que todas as fitas disponíveis pudessem ser copiadas, o interessado teria que desembolsar aproximadamente R$ 23.000,00. Em vista disso, o ufólogo paulista Edison Boaventura Jr., iniciou uma longa negociação com a Coordenação Regional do Arquivo Nacional do Distrito Federal (COREG), para que neste caso, dado seu valor histórico, fosse disponibilizado publicamente no site do Arquivo Nacional, para consulta e download, em outubro de 2015.

Complementação da pesquisa

Em 1986, a Força Aérea Brasileira registrou inúmeros fatos ufológicos, no espaço aéreo do Brasil. Sejam relatos de pilotos, avistamentos de militares ou mesmo sinais não identificados no radar. Os fatos foram registrados em farta documentação, que atualmente está disponível ao público.

No calor dos acontecimentos, ufólogos e grupos de Ufologia fizeram um ótimo trabalho de pesquisa, coletando depoimentos, filmagens e notícias da imprensa, contendo boas informações sobre os fatos.

Atualmente, com base em ambos os acervos, é possível comparar os bancos de dados militares e civis, identificando padrões interessantes e novas descobertas, o que nos permite ter uma ideia mais precisa da magnitude e importância dos fatos.

Nos arquivos a Força Aérea, já liberados ao publico, temos um resumo estatístico de casos coletados pela Arma, entre o ano de 1954 e 2005. Para a década de 80, exceto o ano de 1986, a média é de uma ocorrência a cada dois meses, lembrando que estamos levando em conta apenas os casos registrados oficialmente pela FAB. No mesmo relatório observa-se um caso no fim do mês de abril, 16 casos no mês de maio e quatro casos no mês de junho. Arquivos de pesquisadores independentes e de grupos civis de pesquisa ufológica confirmam o aumento repentino de ocorrências já no mês de março e uma variação nos meses seguintes. A partir da compilação desses casos, em conjunto com todas as bases de dados, observamos que 59% dos avistamentos ocorreram no mês de maio, enquanto 18% ocorreram no mês de junho.

Outro dado interessante é que 91% dos casos desta onda ocorreram no período noturno, e em 13% dos casos houve registro nos radares. Isso considerando os fatos da Noite Oficial como apenas uma das ocorrências. Se levar em conta os avistamentos individuais, ocorridos naquela noite, este número seria, com certeza, muito maior. Além disso, estes valores, obviamente, não são definitivos, pois existem muitos relatos que não chegaram a serem registrados, ficando restrito às testemunhas e familiares.

 

Evento Internacional?

Em 2011, o ufólogo Ademar José Gevaerd realizou uma longa entrevista com o Coronel Ariel Sánchez, da Força Aérea Uruguaia e presidente da Comisión Receptadora y Investigadora de Denuncias de Objectos Voladores No Identificados (CRIDOVNI), uma entidade oficial de pesquisa ufológica que funciona dentro daquela instituição militar.

Ao longo da entrevista, Sánchez discorreu sobre vários casos ocorridos naquele país, principalmente um, ocorrido em 19 de maio de 1986, que provavelmente tem ligação com os fatos verificados em vários estados brasileiros, naquela mesma data. Reproduziremos aqui apenas os trechos da entrevista pertinentes ao nosso tema. A entrevista completa pode ser encontrada na Revista UFO, edições 185 e 186, de janeiro e fevereiro de 2012, ou em nosso artigo Noite Oficial: Desdobramentos Internacionais.

Durante a entrevista, Sanchéz relata:

A. J. Gevaerd: Perfeito, coronel. Voltando agora à casuística ufológica, o senhor comentou que, durante a chamada Noite Oficial dos UFOs no Brasil, em maio de 1986, houve troca de informações entre a CRIDOVNI e a Força Aérea Brasileira (FAB). Como ocorreu isso?
Coronel Sánchez: Naquela época eu estava trabalhando nos radares do centro de controle de tráfego aéreo uruguaio e soube dos fatos relativos àquela ocorrência em seu país. A Comissão levantou informações sobre o acontecido no Brasil porque aqui no Uruguai também tivemos avistamentos na mesma época — como o caso dos aviões Pucará — e queríamos comparar os dados brasileiros com os nossos. Entre eles, em especial, se o que foi avistado pelos pilotos de seu país era o mesmo que fora testemunhado pelos daqui, e descobrimos que algumas peculiaridades de ambas as ocorrências eram similares — nos dois casos foram avistadas esferas luminosas. O que chamou muito nossa atenção foi que a Aeronáutica brasileira perseguiu uma frota de UFOs sobre a Região Sudeste, especialmente sobre o Rio de Janeiro e São Paulo.
A. J. Gevaerd: Como a CRIDOVNI obteve informações sobre a Noite Oficial dos UFOs no Brasil para comparar tal acontecimento com os uruguaios?
Coronel Sánchez: Na ocasião, o coronel Eduardo Aguirre, que foi o primeiro presidente da Comissão, fez algumas consultas ao adido militar do consulado brasileiro em Montevidéu, um representante da sua Força Aérea. Também houve muita informação divulgada pela imprensa dos dois países, da qual pudemos tirar alguma informação. Fomos muito bem atendidos e recebemos dados bem úteis da FAB, que nos permitiram ver que algo similar à noite oficial ocorreu aqui do lado uruguaio. Não sei se foram os mesmos objetos os observados, mas eram bem similares quanto à forma, suas cores e luminosidade.

 

Dada a importância, intensidade e abragência dessas manifestações, podemos dizer com algo grau de certeza que Exército e Marinha também registraram estes fatos e possivelmente realizaram investigações a respeito. Em nosso trabalho investigativo tivemos o prazer de entrevistar dois ex-militares da Marinha, que serviram aquela Instituição, em 1986. Uma delas, testemunha direta do fenômeno ocorrido sobre o Cadest, no Gama, próximo à Brasilia. O CADEST é uma área de treinamento militar, muito utilizada pelo Corpo de Fusileiros Navais. Naquela ocasião, aproximadamente 120 militares estavam no refeitório e foram testemunhas do aparecimento de luzes sobre a base.  A entrevista com esta importante testemunha poderá ser acessada no artigo Noite Oficial: Entrevista com militar da Marinha. O outro militar, oficial de carreira daquela instituição, não estava no Brasil, naqueles dias de Maio de 1986, pois fazia um curso de aperfeiçoamento em outro país. Mas ao retornar, ele ouviu comentários de seus colegas de farda.  Essas declarações confirmam que a Marinha teve conhecimento dos fatos, até porque suas bases navais também foram sobrevoadas naquela noite. E dado o fato de que vários objetos se concentraram em alto mar, em uma área de intenso tráfego marítimo, em função de áreas portuárias nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, é possível que algumas embarcações tenham feito relatos à Marinha.

Já em relação ao Exército, sabemos que os militares determinaram o fechamento imediato da fábrica da ENGESA, situada em São José dos Campos (SP), frente aos eventos ocorridos naquela noite. Também sabemos que diversos quarteis foram sobrevoados em diferentes cidades. Batalhões inteiros foram testemunhas destes acontecimentos e relatórios podem ter sido feitos sobre estes fatos.

 

 

Referências:


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  17. Ofício nº 11/OOP/C-199, de 14 de julho de 1986, contendo relatos, depoimentos e transcrições do livro do Ajudante de Chefe Controlador do COpM, envolvendo registros de OVNIs em maio e junho de 1986. Arquivo em PDF contendo 19 páginas (4.27 MB)
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  79. https://ufosfacts.wordpress.com/2012/06/14/noite-oficial-dos-ovnis-no-brasil/
  80. https://www.pressreader.com/brazil/mundo-em-foco/20220131/281934546367070
  81. https://arquivoufo.com.br/2012/04/19/21-ovnis-foram-perseguidos-por-cacas-sobre-o-ceu-de-sao-paulo-1986/
  82. https://arquivoufo.com.br/2017/06/21/noite-oficial-dos-ovnis-e-o-caso-ufologico-mais-legitimo-do-mundo/
  83. https://portalcontexto.com/anapolis-esteve-na-rota-da-noite-oficial-dos-ovnis-no-brasil-ha-35-anos/
  84. https://livrosderomancebeatrizfield.blogspot.com/2016/10/curiosidades-sobre-noite-oficial-dos.html
  85. SILVA, Ozires. A decolagem de um sonho: História da Criação da Embraer. São Paulo: Lemos Editorial, 1998.
  86. Gravações da Noite Oficial: Fita 1 – Lado A – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  87. Gravações da Noite Oficial: Fita 1 – Lado B – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  88. Gravações da Noite Oficial: Fita 2 – Lado A – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  89. Gravações da Noite Oficial: Fita 2 – Lado B – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  90. Gravações da Noite Oficial: Fita 3 – Lado A – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  91. Gravações da Noite Oficial: Fita 3 – Lado B – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  92. Gravações da Noite Oficial: Fita 4 – Lado A – Gravação das Comunicações entre o caça Jaguar 98 e a Defesa Aérea
  93. Gravações da Noite Oficial: Fita 4 – Lado B – Gravação das Comunicações entre o caça Jaguar 98 e a Defesa Aérea
  94. Gravações da Noite Oficial: Fita 5 – Lado A – Gravação das Comunicações entre o caça Jambock 07 e a Defesa Aérea
  95. Gravações da Noite Oficial: Fita 5 – Lado B – Gravação das Comunicações entre o caça Jambock 07 e a Defesa Aérea
  96. Gravações da Noite Oficial: Fita 6 – Lado A – Gravação das Comunicações entre o caça Jaguar-116 e a Defesa Aérea
  97. Gravações da Noite Oficial: Fita 6 – Lado B – Gravação das Comunicações entre o caça Jaguar-116 e a Defesa Aérea
  98. Gravações da Noite Oficial: Fita 7 – Lado A – Gravações telefônicas diversas
  99. Gravações da Noite Oficial: Fita 8 – Lado A – Gravação das Comunicações entre o caça Jambock- 17 e a Defesa Aérea
  100. Gravações da Noite Oficial: Fita 8 – Lado B – Gravação das Comunicações entre o caça Jambock- 17 e a Defesa Aérea
  101. ROCHA JR, J. S. Invasão de Tráfego Aéreo em 1986. Revista UFO, nº 55, p. 27. Novembro de 1997.
  102. EQUIPE UFO. Entrevista com Brigadeiro Sócrates Monteiro. Revista UFO, 163. Março de 2010
  103. Reportagem do programa Fantástico da Rede Globo exibido em 22/05/2016.

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