Noite Oficial: Tentativas de Explicação

Por: Jackson Camargo Comentários: 0

Desde seu surgimento, céticos tentam explicar os casos, desmistificando-os e apresentando explicações, que em muitos casos são totalmente equivocadas e infundadas. No caso da Noite Oficial dos OVNIs vemos várias tentativas de explicação que não se sustentam diante dos fatos. 


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Por Jackson Luiz Camargo

A postura de reconhecimento e confirmação dos fatos ufológicos ocorridos em 19 de maio de 1986, por parte da Força Aérea Brasileira, ganhou destaque nos noticiários nacionais e gerou intenso debate. Enquanto a comunidade ufológica comemorava, a imprensa buscava a opinião de especialistas em diversas áreas. Assim, nos dias que se seguiram, foi comum ver declarações de físicos, astrônomos e especialistas em armamentos, dando opiniões contraditórias e um tanto infundadas, na tentativa de explicar tais avistamentos.

A maioria dos cientistas e especialistas consultados mostrou-se cético em relação aos fatos noticiados, excluindo imediatamente explicações não convencionais, notadamente a hipótese extraterrestre. Curiosamente, nenhum deles realmente investigou os fatos daquela noite, ou solicitou dados juntos ao CINDACTA e nem mesmo buscaram os relatos dos pilotos envolvidos, controladores e demais militares. Tudo o que afirmaram foi baseado em poucos trechos de reportagens ou do que ouviram falar.

Infelizmente, esse tipo de postura é algo comum na relação entre cientistas e o fenômeno UFO, embora existam alguns poucos exemplos de homens da Ciência, que corajosamente assumiram posturas de defesa destes fatos. O astrônomo J. A. Hynek é um destes heróis, que inicialmente cético foi contratado pela Força Aérea Americana (USAF) para desmistificar fatos ufológicos ocorridos nos Estados Unidos. Ele acabou por reconhecer sua legitimidade e contrariando as autoridades passou a divulgar o tema em meios científicos. Infelizmente, a maioria de seus colegas, seja por medo de arriscarem sua carreira, ou mesmo preconceito, evitaram se envolver com o tema. Conta-se que certa vez, durante um simpósio de astronomia, onde o Dr. Hynek participava, um dos participantes foi alertado de que havia um disco voador, que estava pairando sobre a região. O fato foi anunciado durante o evento, para os participantes, mas entre sorrisos amarelos e brincadeiras, nenhum deles se atreveu a sair do auditório para avistar o objeto e assim perderam a chance de ver pelos seus próprios olhos. A postura dos cientistas frente aos fatos da Noite Oficial segue o mesmo padrão, porém numa escala bem maior.

Ernest Hamburger, físico da USP, foi um dos cientistas entrevistados nos dias que se seguiram à coletiva de imprensa, da Força Aérea Brasileira. Ele declarou:

“Não sei o tipo de coisa que foi visto. Não acredito ser um fenômeno extraterrestre. Deve ser um fenômeno terrestre. Podem ser fenômenos elétricos de bolas de fogo que se movem”.
[Ernest Hamburger, Físico da USP]

Questionado sobre a possibilidade de vida extraterrestre ele afirmou:

“Se houver vida em outros planetas, os seres devem ser tão diferentes que nem dá pra imaginar”. 
[Ernest Hamburger, Físico da USP]

Já sobre ufólogos ele simplesmente declarou:

“Bobagem, igualmente bobagem”.
[Ernest Hamburger, Físico da USP]

Alguns cientistas foram interpelados várias vezes, em diferentes ocasiões, oferecendo respostas diferentes para os fatos. Tal é o caso do cientista Paulo Marques, físico, jornalista e professor. Ele declarou à imprensa que muitos cientistas brasileiros teriam supervalorizado, de forma apressada e impensada, os fatos ocorridos na noite de 19 de maio, desmerecendo a hipótese aventada pelos ufólogos, pois segundo ele, a vida em outros planetas da Via Láctea seria um completo absurdo. Quando questionado sobre o que teria ocasionado os avistamentos e registros de UFOs nos radares, ele declarou:

“Era noite de Lua cheia. A Luz da Lua refletiu no corpo do avião. Os radares detectaram meteoros”.
[Paulo Marques, Físico, Jornalista e Professor]

E ainda fez piada envolvendo a Noite Oficial e o Coronel Ozíres Silva.

“Quero, como brasileiro, que meu veículo continue a ser movido a derivados de petróleo, e não por forças cósmicas, como talvez poderá pretender o Coronel Ozires Silva”.
[Paulo Marques, Físico, Jornalista e Professor]

A postura do físico Paulo Marques reflete o preconceito de um homem que nunca investigou UFOs em sua vida. Como pilotos experientes, acostumados a voos em todas as condições de tempo, poderiam se enganar com o reflexo da Lua no corpo do próprio avião? Mais ainda… Como um reflexo da Lua poderia ser captado em radares de solo e de aeronaves?

Espionagem

Para outro veículo de imprensa, Marques emitiu outra explicação:

“São OVNIs espiões dos EUA e da URSS, que lançaram aeronaves não tripuladas e movidas a controle remoto”.
[Paulo Marques, Físico, Jornalista e Professor]

Luis Pinguelli Rosa, físico da UFRJ, ofereceu uma explicação semelhante, declarando:

“Objetos Balísticos atravessaram o céu brasileiro a uma altitude baixa”.
[Luis Pinguelli Rosa, Físico da UFRJ]

A opinião de Marques e Pinguelli é corroborada por Luis Carlos Meneses, físico da USP, que declarou:

“Um país superdesenvolvido resolveu fazer um teste com os radares. Uma manobra onde se coloca diante das telas dos radares muitos pontos não importantes, de chamarizes, ofuscando o sistema de radares, que deixam os instrumentos militares, a aeronave e o foguete encobertos. Um conjunto de pequenas aeronaves teleguiadas, as quais usam pequenos foguetes com uma geometria mais bidimensional, mais plana, alguma coisa mais fina e leve, com propulsão própria e telecomandada”.
[Luis Carlos Meneses, Físico da USP]

Já segundo Roberto Godoy, especialista em armamentos:

 “O Brasil foi espionado por algum país, alguma potência interessada em fotografar, especialmente o Vale do Paraíba, litoral sul do Rio de Janeiro e litoral norte de São Paulo. É a região estratégica mais importante do país: indústria bélica brasileira (primeira em armas no terceiro mundo), indústria aeroespacial, Centro Técnico Aeroespacial, usina atômica de Angra dos Reis, principal terminal de recebimento de Petróleo (terminal Almirante Barroso em São Sebastião), que faz ligação direta com a refinaria da Petrobrás, no Planalto Paulista. Uma ou duas aeronaves, repletas de computadores e sensores, soltam cargas externas para criar confusão eletrônica, saturação e ilusão de ótica no radar. As cargas são esféricas, cilíndricas e metálicas, que emitem luz colorida, calor e tem propulsão própria por alguns minutos. Tecnologia muito avançada, dominada pela União Soviética e pelos Estados Unidos, e com uma geração de atraso pela Inglaterra e pela França. Faz parte do jogo de xadrez da política internacional”. 
[Roberto Godoy, Especialista em armamentos]

A hipótese de que todos os casos de avistamento ocorridos na Noite Oficial dos UFOs tenha se originado em guerra eletrônica e espionagem é recorrente. É o argumento mais utilizado pelos céticos, de ontem e de hoje, para explicar aqueles fatos. Embora ela tenha um pequeno respaldo técnico, ela nem de longe explica o conjunto de fatos ocorridos naquela noite.

Naquela época, as nações mais poderosas no âmbito militar eram Estados Unidos e União Soviética, que na ocasião saíam de décadas de Guerra Fria. Embora já fossem possíveis, aeronaves não tripuladas eram de alto custo, com falhas recorrentes e com limitações de manobra, alcance e velocidade. Para que uma aeronave deste tipo pudesse ser usada naquele contexto, seria necessário um porta-aviões como base de apoio, posicionado no mar, próximo aos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, além de uma aeronave de reabastecimento em voo, para que pudesse operar ao longo de toda a noite. Naquela ocasião não havia nenhum porta-aviões nessa região. Além disso, temos confirmação visual e por meio de radar de que tais objetos faziam movimentos em zig-zag, com ângulos retos e sem perda de velocidade, que em alguns casos chegou a Mach 15. Outro detalhe importante é com relação ao tamanho destes objetos, que em alguns casos chegavam a 100 metros de comprimento ou mais.

Um objeto balístico, conforme declarou o físico Luis Pinguelli, não faz o menor sentido, pois um míssil é uma arma tática, que carrega ogivas nucleares e é lançado em caso de ataque contra um país inimigo. Após o lançamento, o míssil sobe até camadas altas da atmosfera e segue para seu objetivo, caindo sobre o alvo pré-determinado. Ele jamais vai descer, pairar no céu a baixa altura e depois subir novamente em altíssima velocidade, conforme foi documentado em 19 de maio. Também não faria um voo de formação com uma aeronave supersônica, como ocorreu com o Capitão Jordão, enquanto perseguia UFOs.

Carlos Meneses, em sua explicação, citou a possibilidade de tudo tratar-se de um ataque eletrônico, por meio de chamarizes, que teriam saturado as telas de radar. O nome técnico deste tipo de equipamento é CHAFF e trata-se de uma contramedida eletrônica na qual aeronaves espalham uma nuvem de pequenos e finos pedaços de alumínio, fibra de vidro metalizada ou plástico, que aparecem como um aglomerado de alvos primários em telas de radar ou a inundam com retornos múltiplos. Ela pode ser lançada por uma aeronave ou por um pequeno foguete teleguiado. O físico ignorava ou desconhecia o fato de que o CHAFF rapidamente perde velocidade em comparação com uma aeronave e, portanto, mostra uma mudança característica na frequência, o que permite que seja filtrado. Graças à isso é possível identificar seu uso em uma determinada área de cobertura. É por isso também que a Força Aérea excluiu essa possibilidade como a causa dos eventos ocorridos na noite de 19 de maio.

Uma aeronave militar lançando FLARES, para confundir radares e sensores. Repare que os FLARES possuem sempre trajetória descendente, sendo amarelados e com presença de rastro luminoso e esfumaçado.

 

A declaração do especialista Roberto Godoy também desmorona diante dos fatos. Aeronaves repletas de contra-medidas eletrônicas, como ele alega, também precisariam de uma base de apoio em porta-aviões e de aviões para reabastecimento aéreo e como se sabe, nenhuma aeronave de reabastecimento foi detectada nos radares ou avistada em espaço aéreo brasileiro, naquela noite.

Ele cita ainda cargas que emitem luz, causando ilusão em telas de radares. Embora ele seja um especialista em armamentos, sua afirmação é incorreta, pois este tipo de contra-medida, chamada FLARE, emite luz, mas não possui propulsão. Ele é lançado a partir de aeronaves, visando confundir sensores baseados em infravermelho, e vão caindo lentamente, perdendo velocidade horizontal e ganhando velocidade vertical, em função de sua queda. Duram apenas poucos minutos, diferente dos objetos luminosos observados ao longo de muito tempo, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Outra afirmação imprecisa envolve uma suposta ilusão de ótica em radares. Estes equipamentos captam objetos sólidos e no máximo formações de nuvens pesadas. Além disso, evolução da tecnologia desses instrumentos permitiu a filtragem de elementos que poderiam criar certos tipos de confusão. Também devemos levar em conta que existem diferentes tipos de sensores, com diferentes frequências e funções. E vale lembrar também que os equipamentos envolvidos neste caso estão instalados em diferentes regiões do território brasileiro, o que invalida a alegação de que houve algum tipo de ilusão em uma tela de radar. Além disso, tanto o CHAFF quanto o FLARE são equipamentos físicos, ou seja, seu uso gera resíduos físicos, como esferas, cilindros e metais com sinalização e identificação e que caem ao solo nas áreas onde são utilizados. Naquela época, não foi encontrado nenhum destes elementos dentro da área de incidência, que abrange regiões densamente povoadas.

Helicóptero de guerra usando CHAFF para saturar radares inimigos. Repare que eles são pequenos e vão caindo após serem lançados.

 

Muitos céticos, que insistem em alegar que a Noite Oficial foi mesmo produzido por tecnologia secreta norte-americana, argumentam que seriam aviões espiões, de altíssima tecnologia, enviados para espionagem. Mas naquela época, os Estados Unidos já contava com uma boa rede de satélites de espionagem, então expor desnecessariamente aeronaves de alta tecnologia, em território desconhecido, além do alto custo teria o risco de abate dessa aeronave, o que poderia resultar em um sério incidente diplomático. É muito risco para pouco resultado.

Isso contraria muito o padrão de uso de uma tecnologia secreta de qualquer país. Vejamos, por exemplo, a logística necessária para operar uma aeronave de pequeno porte (equivalente ao de um caça convencional), no litoral brasileiro.

Primeiro é preciso um veículo de transporte do país de origem para o litoral brasileiro, o que obviamente teria custos. Sua rota, por si só, já poderia gerar suspeitas. Tal veículo poderia ser um submarino com capacidade de transporte e lançamento de caças a partir do mar, ou um Porta-aviões. Seja qual for a escolha, temos a tripulação envolvida, os custos inerentes (mantimentos), combustível, manutenção e uma equipe de resgate à postos. Comparando estes custos, com a utilização de um satélite já em órbita, a diferença nos custos será enorme.

Em segundo lugar, em se tratando de tecnologia secreta, que deve permanecer secreta, um teste será levado a cabo, em um ambiente controlado, seguro e que permita um resgate rápido em caso de necessidade. Quem em sã consciência vai testar um protótipo secreto sobre uma cidade densamente povoada? Se algo é secreto será testado em segredo e permanecerá oculto o máximo possível. Não existe lógica em testá-los sobre grandes centros populacionais. Além disso, qualquer tecnologia de ponta, está mais sujeito à problemas e falhas do que uma já em uso. Testar uma aeronave experimental sobre grandes centros urbanos é muito arriscado, pois coloca vidas de civis em risco.

Em terceiro lugar, quando se desenvolve uma nova arma, são criados alguns protótipos, com a finalidade de testá-los quantas vezes for necessário. Não existe lógica testá-lo durante um mês sobre ambiente desconhecido, com riscos de abate. Além disso, foram ao menos 21 UFOs simultâneos em território brasileiro, e várias dezenas nos dias seguintes. Alguns com 100 metros de diâmetro ou mais!

Em quarto lugar, uma aeronave espiã possuiu alguns requisitos essenciais. É indispensável que ela seja pequena, rápida e furtiva, invisível ao radar e não chame a atenção. Então, 21 objetos de contornos esféricos, luminosos, com 100 metros de diâmetro, avistados por vários milhares de pessoas e captados por radares condiz com uma missão de espionagem?

Em quinto lugar, temos o lado capitalista da história. Objetos com 100 metros de diâmetro, voando a Mach 15, fazendo curvas de 90º sem perda de velocidade representam uma tecnologia revolucionária, que traria muitos e muitos lucros à quem a detém. Porém, ainda hoje, em 2021, não temos uma aeronave que voe a tal velocidade e com tais características. O avião mais rápido que se tem notícia é o X-15, um protótipo desenvolvido em conjunto entre a Força Aérea Americana e a NASA. Foram construídas apenas 3 unidades e cada voo custava 3 milhões de dólares. A velocidade máxima atingida por estes protótipos era de 7.273 km/h (Mach 6.72) e seu voo, a esta velocidade, era unicamente em linha reta. Para realizar curvas, a aeronave precisava desacelerar e fazer uma curva aberta, ao longo de vários quilômetros. Caso tentasse realizar uma curva fechada em alta velocidade, a aeronave se despedaçaria no ar, devido às altas pressões existentes em voos deste tipo.

Nesta imagem observa-se um escope de radar. A metade do lado direito é uma área normal, sem interferência, com um alvo primário detectado (ponto esférico à direita). No lado esquerdo, temos uma tela com saturação gerada por CHAFF. Ela é de curta duração e possui padrões característicos, permitindo que seja filtrado nas telas de radares.

Fenômenos Eletromagnéticos

Em 19 de Junho de 1986, um mês depois da revoada de vários UFOs sobre território brasileiro, o jornal O Estado de São Paulo publicou um artigo, assinado pelo radioamador Iwan Thomas Halasz, que apresentou informações interessantes dentro da sua área de conhecimento.

Segundo ele, radioamadores em São Paulo, compilaram fatos que poderiam explicar os eventos da Noite Oficial. Medições feitas em Ottawa, no Canadá, indicariam uma grande variação a curto prazo, de manchas solares, que provocaram perturbações magnéticas. Segundo ele, o índice de manchas solares subiu de 7 para 21, entre 15 e 20 de Maio daquele ano. Tal fenômeno atenuou a ionização da atmosfera, gerando interferências em sistemas de radiocomunicação, além de produzir efeitos de luminosidade, semelhantes à da aurora boreal, que poderia confundir os pilotos.

Opinião semelhante foi emitida pelo físico Rogério Cesar Cerqueira, membro do conselho editorial da Folha de São Paulo, que declarou:

“Pode ser puramente um fenômeno atmosférico ou falha nos instrumentos”.
[Rogério Cesar Cerqueira, Físico]

Tais explicações são aparentemente bem fundamentadas, mas não explicam os fatos ufológicos documentados pela Força Aérea Brasileira. Todos os pilotos que avistaram UFOs naquela noite relataram a presença de UFOs abaixo do nível de sua aeronave, em alguns casos com deslocamento contra a superfície, o que anula a explicação de luzes na alta atmosfera. Além disso, as comunicações entre os controles de voo que orientaram os caças, naquela noite, estão límpidas, quase sem qualquer tipo de interferência, podendo ser classificada em grau 5, com o máximo de qualidade.

Com relação à possibilidade de falha nos equipamentos, ela poderia se confirmar em um ou outro instrumento. Porém, na Noite Oficial, os UFOs foram avistados e captados em diversos radares, de diferentes tipos, configurações e funções, dispostos em três estados brasileiros, além de registros em instrumentos de bordo de dois caças da Força Aérea Brasileira, um F-5 e um Mirage IIIEBR.

Chuva de Meteoros

Como não poderia deixar de ser, vários astrônomos foram questionados pela imprensa a respeito das declarações dos militares. Em 1986, a astronomia estava em evidência pela passagem do Cometa Halley, em março daquele ano, em um evento que se prometia grandioso, mas que não foi tão marcante como o esperado.

Em maio, após a coletiva de imprensa da Aeronáutica, rapidamente astrônomos usaram o cometa Halley como desculpa. Segundo o professor Jaques Danon, astrônomo e diretor do Observatório Nacional:

“São chuvas de meteoros. A Terra passa hoje pela órbita do Halley, onde ele deixou partículas que agora estão caindo no nosso planeta”.
[Jaques Danon, Astrônomo, diretor do Observatório Nacional]

As declarações de Danon foram corroboradas pelo astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, velho conhecido da comunidade ufológica brasileira.

Outro astrônomo ofereceu uma explicação diferente e sem qualquer apoio nos dados e relatos documentados na Noite Oficial. Segundo ele:

“O caso de São Paulo é nitidamente o de uma estrela, provavelmente a Arcturus, do Boeiro. O do Rio de Janeiro seria o planeta Vênus, revelados nos próprios filmes exibidos na televisão.”
[José Manoel Luís da Silva, astrônomo]

Como o próprio astrônomo Jaques Danon afirmou em sua explicação, meteoros caem! Eles não pairam no céu, não fazem movimentos em 90º sem perda de velocidade, não movimentam-se em zig-zag, não fazem movimento ascendente, elevando sua altitude, não voam em formação e não respondem de forma inteligente a aproximação de uma aeronave.

A explicação de que eram estrelas, ou mesmo o planeta Vênus, cai por Terra, pois estes corpos celestes não são registrados em radares, nem possuem deslocamento inteligente, em zig-zag, pelo céu.

Contra Fatos Não Há Argumentos

O ilustre cientista Willian Kelvin (1824-1907) certa vez declarou que a Ciência é obrigada, pela eterna lei da honra, a encarar os fatos face-a-face. Partindo desse princípio, o mínimo que estes cientistas deveriam fazer, antes de opinar sobre UFOs, era investigar UFOs. Coletar todos os dados, entrevistar testemunhas, juntar todos os elementos envolvidos, suas evidenciações e partir deles compor um entendimento.

Alguns cientistas já caminham nesta direção. O astrônomo Augusto Daminelli considera uma postura ignorante simplesmente dizer que UFOs ou vida extraterrestre não existem.

Outro cientista que foi prudente em suas declarações foi o físico Mário Shemberg, que declarou:

“Já ouvi muitos relatos de pessoas que tiveram experiências com OVNIs. O fato de a aeronáutica admitir oficialmente OVNIs no céu brasileiro vai fazer com que se aceite cada vez mais a hipótese dessa existência”.
[Mario Shemberg, físico]

Já para Aydano Barreto Carleial, então diretor de programas do INPE, considerou abertamente essa possibilidade:

“Pode ser OVNI. Como refletiu nas telas do radar deve ser material, mas não sei de que tipo”.
[Aydano Barreto Carleial, físico]

Todas as pessoas tem direito à ter opinião própria. Porém, se ela não for embasa em dados e fatos concretos, será mero achismo, como no caso da maioria dos cientistas entrevistados.

É fato que algo ocorreu nos céus do Brasil em 19 de maio de 1986. É fato que havia veículos sólidos, com comportamento inteligente, fazendo manobras impossíveis até para nossas melhores aeronaves atuais e hoje, 35 anos depois, ainda é impossível reproduzir o comportamento daqueles UFOs. Grandes objetos, pairando no ar, depois disparando em velocidade hipersônica, sem qualquer tipo de barulho gerado pela quebra da barreira do som. É fato que tais objetos foram captados em radares diversos. Mais do que isso. Tais objetos foram avistados por pilotos da elite da Força Aérea Brasileira, além de milhares de outras pessoas em várias dezenas de cidades. O que permite também a confirmação por observação cruzada, onde duas pessoas que não se conhecem, observam e relatam o mesmo fenômeno, com dados coincidentes e complementares. Tudo isso registrado e analisado pelos melhores especialistas da Aeronáutica Brasileira. Realmente, contra fatos, não há argumentos!

 

 

Referências:


  1. Arquivos CIPEX
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  8. Relatório Manuscrito da Força Aérea Brasileira; Telex da Base Aérea de Anápolis para o Comdabra; relatório de voo e relatório dos pilotos envolvidos. Arquivo em PDF com 27 páginas (9.50 MB).
  9. Relatório do Tenente Hugo Nunes Freitas, Chefe controlador do COpM I, para o Chefe da Seção de Informações do COpM I. Arquivo em PDF com 4 páginas (1.65 MB).
  10. Ofício nº 07/OOP/C-130, de 29 de maio de 1986, com encaminhamento de documentos e gravações, emitido pelo Comandante do CINDACTA I para o o Comandante do COMDA. Arquivo em PDF com 11 páginas (3.29 MB).
  11. Ofício nº 001/SCOAM/C-046, emitido pelo comandante da Base Aérea de Anápolis, Coronel João Fares Neto, para o Comandante do COMDA, contendo quatro relatório, sendo de 3 pilotos de caça e de um controlador de voo. Arquivo em PDF com 5 páginas (1.95 MB).
  12. Relatório pessoal do Capitão Márcio Jordão, sobre seu voo de interceptação à OVNIs, em 19 de maio de 1986. Arquivo em PDF, com uma página (421 Kb).
  13. Relatório pessoal do Tenente Kleber Marinho, sobre seu voo de interceptação à OVNIs, em 19 de maio de 1986. Arquivo em PDF, com 2 páginas (362 Kb).
  14. Relatórios de voo, de caças que decolaram em missão de interceptação aos OVNIs, em 19 de maio de 1986. Arquivo em PDF, com 7 páginas (2.14 MB).
  15. Despacho nº 022/A2/C-376, relatando fatos ufológicos ocorridos em setembro de 1986, envolvendo pilotos da FAB. Arquivo em PDF, contendo 9 páginas (2.84 MB).
  16. Relatório Mensal do COpM, de agosto de 1986, contendo transcrição de ocorrências ufológicas registradas pelo CINDACTA I, e dois questionários feitos à testemunhas. Arquivo em PDF contendo 17 páginas (4.54 MB).
  17. Ofício nº 11/OOP/C-199, de 14 de julho de 1986, contendo relatos, depoimentos e transcrições do livro do Ajudante de Chefe Controlador do COpM, envolvendo registros de OVNIs em maio e junho de 1986. Arquivo em PDF contendo 19 páginas (4.27 MB)
  18. Informe nº 005/SI/86-CINDACTA II, de 5 de junho de 1986, referente à aparecimento de OVNI próximo à cidade de Bandeirante (PR). Arquivo em PDF, com 1 página (483 KB).
  19. Relatório de avistamentos ufológicos registrados pela FAB nas noites seguintes à Noite Oficial. Arquivo em PDF, com 12 páginas (2.63 MB).
  20. Ofício nº 006/A-2/C-046, do Comandante do III COMAR, contendo relatórios de avistamentos ufológicos na região de Uberaba, em 5 e 28 de Agosto de 1986. Arquivo em PDF contendo 3 páginas (1.30 MB).
  21. Telex contendo relato de avistamento na costa do Espírito Santo, em agosto de 1986. Arquivo em PDF, contendo 2 páginas (494 KB).
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  23. Reportagens de jornal, coletadas pela FAB, sobre os eventos de 19 de maio de 1986 (1). Arquivo em PDF, contendo 4 páginas (6.06 MB).
  24. Reportagens de jornal, coletadas pela FAB, sobre os eventos de 19 de maio de 1986 (2). Arquivo em PDF, contendo 8 páginas (9.34 MB).
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  86. Gravações da Noite Oficial: Fita 1 – Lado A – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  87. Gravações da Noite Oficial: Fita 1 – Lado B – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  88. Gravações da Noite Oficial: Fita 2 – Lado A – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  89. Gravações da Noite Oficial: Fita 2 – Lado B – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  90. Gravações da Noite Oficial: Fita 3 – Lado A – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  91. Gravações da Noite Oficial: Fita 3 – Lado B – Audio da Torre de Controle do Aeroporto de São José dos Campos
  92. Gravações da Noite Oficial: Fita 4 – Lado A – Gravação das Comunicações entre o caça Jaguar 98 e a Defesa Aérea
  93. Gravações da Noite Oficial: Fita 4 – Lado B – Gravação das Comunicações entre o caça Jaguar 98 e a Defesa Aérea
  94. Gravações da Noite Oficial: Fita 5 – Lado A – Gravação das Comunicações entre o caça Jambock 07 e a Defesa Aérea
  95. Gravações da Noite Oficial: Fita 5 – Lado B – Gravação das Comunicações entre o caça Jambock 07 e a Defesa Aérea
  96. Gravações da Noite Oficial: Fita 6 – Lado A – Gravação das Comunicações entre o caça Jaguar-116 e a Defesa Aérea
  97. Gravações da Noite Oficial: Fita 6 – Lado B – Gravação das Comunicações entre o caça Jaguar-116 e a Defesa Aérea
  98. Gravações da Noite Oficial: Fita 7 – Lado A – Gravações telefônicas diversas
  99. Gravações da Noite Oficial: Fita 8 – Lado A – Gravação das Comunicações entre o caça Jambock- 17 e a Defesa Aérea
  100. Gravações da Noite Oficial: Fita 8 – Lado B – Gravação das Comunicações entre o caça Jambock- 17 e a Defesa Aérea
  101. ROCHA JR, J. S. Invasão de Tráfego Aéreo em 1986. Revista UFO, nº 55, p. 27. Novembro de 1997.
  102. EQUIPE UFO. Entrevista com Brigadeiro Sócrates Monteiro. Revista UFO, 163. Março de 2010
  103. Reportagem do programa Fantástico da Rede Globo exibido em 22/05/2016.

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