{"id":1195,"date":"2022-02-19T16:02:55","date_gmt":"2022-02-19T19:02:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/?p=1195"},"modified":"2025-04-22T13:01:37","modified_gmt":"2025-04-22T16:01:37","slug":"hipoteses-sobre-a-propulsao-dos-ufos-na-atmosfera-terrestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/hipoteses-sobre-a-propulsao-dos-ufos-na-atmosfera-terrestre\/","title":{"rendered":"Hip\u00f3teses Sobre a Propuls\u00e3o dos UFOs na Atmosfera Terrestre"},"content":{"rendered":"<section id=\"inner-headline\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div id=\"resumo\" class=\"resumo\" style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Tese do capit\u00e3o da For\u00e7a A\u00e9rea Francesa, Ren\u00e9 Plantier, sobre o funcionamento dos OVNIs na atmosfera terrestre. Artigo originalmente publicado na revista Planeta UFOLOGIA &#8211; Os OVNIs Chegaram &#8211; III &#8211; N\u00famero 122 de novembro de 1982.<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div>\n<hr \/>\n<p>Por Ren\u00e9 Plantier<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Acabei por me ocupar deste raros objetos nas seguintes condi\u00e7\u00f5es: ao fazer um estudo da evolu\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas humanas, no qual me ocupei nestes \u00faltimos anos, comecei a imaginar &#8220;o instrumento supers\u00f4nico interplanet\u00e1rio ideal&#8221;. Este instrumento, no entanto atual de nossos conhecimentos, me parecia imposs\u00edvel de construir, e n\u00e3o achava que o ver\u00edamos realizado antes de muitos anos. Descobri um dia, com assombro, que ele j\u00e1 existia: era naturalmente o disco voador. Isto se estiv\u00e9ssemos dispostos a discutir seus princ\u00edpios apoiados a f\u00edsica mais cl\u00e1ssica, para considerar esta teoria, tomada na sua totalidade, como um postulado.<\/p>\n<p>Para tanto, o leitor n\u00e3o deve esperar observa\u00e7\u00f5es sensacionais sobre os discos. Gostaria de dar um esquema exato, com curvas representativas de suas diferentes fun\u00e7\u00f5es e detalhes t\u00e9cnicos e detalhes t\u00e9cnicos de seus \u00f3rg\u00e3os. Desgra\u00e7adamente, por\u00e9m, eu n\u00e3o os vi. Isto n\u00e3o \u00e9 portanto, em definitivo, uma solu\u00e7\u00e3o, mas somente os princ\u00edpios de uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"ideal\"><\/a>Um ve\u00edculo Ideal<\/p>\n<p><a name=\"propulsao\"><\/a><strong>Propuls\u00e3o por campo de for\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>O estudo dos meios de deslocamento humano me induziu \u00e0 seguinte conclus\u00e3o: &#8220;A propuls\u00e3o por campo de for\u00e7as marcar\u00e1 o t\u00e9rmino do aperfei\u00e7oamento na t\u00e9cnica dos deslocamentos a grandes velocidades&#8221;. Este campo de for\u00e7as para permitir os deslocamentos em todas as dire\u00e7\u00f5es, tanto na atmosfera quanto fora dela, dever\u00e1 ser criado mediante uma energia c\u00f3smica onipresente, artificial ou natural. O sistema de, o sistema de refer\u00eancia do ponto de vista rea\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 portanto uma classe de diferen\u00e7a de potencial desta energia de espa\u00e7o. Diferen\u00e7a ou absor\u00e7\u00e3o desta energia sob forma de energia de outra natureza. Esta fun\u00e7\u00e3o capital teria por resultado intr\u00ednseco a cria\u00e7\u00e3o de um campo de for\u00e7as entre os pontos extremos da zona de libera\u00e7\u00e3o ou de absor\u00e7\u00e3o. Isto implica necessariamente um sentido \u00fanico desta fun\u00e7\u00e3o. Veremos mais adiante que, no caso que nos interessa, certas dedu\u00e7\u00f5es parecem indicar que este sentido est\u00e1 imposto por um campo magn\u00e9tico solenoidal.<\/p>\n<p>O torniquete fotom\u00e9trico utiliza um princ\u00edpio de propuls\u00e3o que apresenta alguma semelhan\u00e7a com este sistema: as colora\u00e7\u00f5es brancas e negras das duas paletas provocam &#8220;uma diferen\u00e7a de potencial&#8221; da energia que \u00e9, neste caso, a energia luminosa; as paletas s\u00e3o submetidas a uma for\u00e7a que determina a rota\u00e7\u00e3o do torniquete, sem que outro sistema de rea\u00e7\u00e3o aparente possa ser definido.<\/p>\n<p>Ao imaginarmos uma energia ambiente muito mais importante que a da luz, uma nave espacial com procedimento de capta\u00e7\u00e3o desta energia, an\u00e1loga \u00e0 bicolora\u00e7\u00e3o das paletas do torniquete, podemos deduzir que haver\u00e1 propuls\u00e3o. Quais seriam a origem e a natureza desta energia c\u00f3smica?<\/p>\n<p>Pode-se imaginar distribuidores artificiais do tipo da esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio, projetando no espa\u00e7o feixes de energia para as viagens interplanet\u00e1rias. Mas poderia tamb\u00e9m ser algo muito simples, posto que a natureza nos deu gratuitamente esta energia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"energia\"><\/a><strong>Fabulosa fonte de energia<\/strong><\/p>\n<p>Pe\u00e7o aos leitores que fa\u00e7am comigo uma suposi\u00e7\u00e3o: a de que esta fabulosa energia c\u00f3smica exista. Como ela ainda n\u00e3o foi descoberta? &#8211; perguntar\u00e3o. Talvez porque \u00e9 neutra eletricamente e magneticamente, ou porque n\u00e3o inventamos ainda instrumentos para medi-la. O descobrimento dos raios c\u00f3smicos n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o antigo e ainda nem esgotamos as surpresas que certamente nos reserva a natureza. E entreguei-me a um estudo, decerto pouco preciso, das possibilidades desta energia, e penso que se poderia, com sua ajuda, encontrar uma resposta a inumer\u00e1veis mist\u00e9rios da Ci\u00eancia moderna, especialmente a atra\u00e7\u00e3o newtoniana e as mais inquietantes caracter\u00edsticas corpusculares (indiscernibilidade, indetermina\u00e7\u00e3o, agita\u00e7\u00e3o, etc.) Os resultados deste trabalho s\u00e3o muito convincentes apear de n\u00e3o serem indiscut\u00edveis.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a exist\u00eancia da radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica d\u00e1 peso a essa hip\u00f3tese. As part\u00edculas c\u00f3smicas apresenta condensa\u00e7\u00f5es de energias alcan\u00e7ando a cifra enorme de 1016 el\u00e9trons-volts; ou seja, em torno de 100.000 vezes a energia que poderia dar a sublima\u00e7\u00e3o completa, e irrealiz\u00e1vel do ur\u00e2nio. \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m que haja muitos corp\u00fasculos mais potentes, que atravessem as &#8220;c\u00e2maras de Wilson&#8221; seguindo trajet\u00f3rias retil\u00edneas (quando as tra\u00e7am) que n\u00e3o permitam sua an\u00e1lise energ\u00e9tica e nem sequer sua an\u00e1lise qualitativa.<\/p>\n<p>Na atmosfera terrestre estas part\u00edculas caem como uma esp\u00e9cie de chuva n\u00e3o muito densa, pelo menos em seus aspectos experimentalmente ponder\u00e1veis: um corp\u00fasculo, por cent\u00edmetro quadrado e por minuto ao n\u00edvel do mar. Elas n\u00e3o sup\u00f5em tamb\u00e9m uma energia de base fabulosa:seria necess\u00e1rio, com efeito, ciclotones gigantes para obter corp\u00fasculos animados de tais energias. E, ainda, nenhuma for\u00e7a foi descoberta no espa\u00e7o que possa explicar estas misteriosas condensa\u00e7\u00f5es de pot\u00eancias.<\/p>\n<p>\u00c9 por isto que n\u00e3o parece incoerente admitir este postulado acerca de uma energia c\u00f3smica natural em lugar de uma energia artificial. Existe o ve\u00edculo ideal?<\/p>\n<p>Meu ve\u00edculo se achava nesta etapa t\u00e3o te\u00f3rica e t\u00e3o incompleta, e n\u00e3o parecia poder ultrapass\u00e1-la, quando ouvi falar pela primeira vez dos discos voadores. Lia como todo mundo, com um divertido ceticismo, a descri\u00e7\u00e3o deste fen\u00f4menos estranhos e fant\u00e1sticos, at\u00e9 o dia em que fiz uma comprova\u00e7\u00e3o perturbadora: algumas caracter\u00edsticas dos discos voadores correspondiam \u00e0s que havia no &#8220;meu&#8221; objeto. Significava isto que este \u00faltimo existia realmente? Afinal, n\u00e3o era apenas mais um postulado da energia at\u00f4mica?<\/p>\n<p>Logo empreendi um estudo preciso dos depoimentos mais dignos de f\u00e9 e me dei conta, com assombro cada vez maior, que todas as pretensas extravag\u00e2ncias denunciadas pelos advers\u00e1rios dos discos voadores, na realidade poderiam ser a conseq\u00fc\u00eancia absolutamente normal do sistema de propuls\u00e3o que eu lhes atribu\u00eda. Explicava assim o sil\u00eancio, a resist\u00eancia t\u00e9rmica, a mudan\u00e7a de aspecto, a habitabilidade, al\u00e9m das restantes anomalias.<\/p>\n<p>Estas verifica\u00e7\u00f5es me foram proveitosas. A cada explica\u00e7\u00e3o correspondia uma orienta\u00e7\u00e3o de minhas pesquisas, e pude ter pouco a pouco uma id\u00e9ia mais exata da natureza destes ve\u00edculos e da for\u00e7a misteriosa que os anima. Este trabalho de &#8220;f\u00edsico detetive&#8221; que n\u00e3o trabalhava sen\u00e3o por obriga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tendo os meios de comprova\u00e7\u00e3o direta, foi extremamente frut\u00edfero, j\u00e1 que pude prever certas caracter\u00edsticas, confirmadas posteriormente por depoimentos como, por exemplo, a mancha exc\u00eantrica que aparece sobre certas fotos ou&#8230; a nuvem ambulante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"aparicoes\"><\/a><strong>Mist\u00e9rios das apari\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Pode-se imaginar que o ve\u00edculo utiliza um procedimento de libera\u00e7\u00e3o de energia c\u00f3smica an\u00e1logo ao que, na natureza, criam a partir desta mesma energia, os princ\u00edpios da radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica. Tal como esta fun\u00e7\u00e3o libertadora confere aos corp\u00fasculos c\u00f3smicos naturais assim engendrados uma velocidade &#8211; isto \u00e9, uma energia prodigiosa -, a energia c\u00f3smica no curso desta libera\u00e7\u00e3o artificial, irradiaria sob forma de fluido &#8220;corp\u00fasculo-ondulat\u00f3rio&#8221;, atrav\u00e9s do objeto em um sentido bem definido &#8211; o da propuls\u00e3o &#8211; e a uma velocidade da ordem da luz. Este flu\u00eddo imporia a cada n\u00facleo at\u00f4mico, que se fez receptivo, uma for\u00e7a dirigida no sentido da descarga.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"attachment_1202\" style=\"width: 916px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1202\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1202 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01.jpg\" alt=\"\" width=\"906\" height=\"575\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01.jpg 906w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01-400x254.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01-650x413.jpg 650w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01-250x159.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01-768x487.jpg 768w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01-150x95.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01-50x32.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01-100x63.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01-200x127.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01-300x190.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01-350x222.jpg 350w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01-450x286.jpg 450w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01-500x317.jpg 500w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01-550x349.jpg 550w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier01-800x508.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 906px) 100vw, 906px\" \/><p id=\"caption-attachment-1202\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1: Exemplo de linhas de for\u00e7a e superf\u00edcies equipotenciais em um deslocamento axial (a velocidade neste caso, \u00e9 bastante alta).<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Havia criado assim o campo de for\u00e7as propulsivo de minha teoria. Se teria, assim, uma classe de ramalhete c\u00f3smico cont\u00ednuo, que apresentam alguma analogia com os ramalhetes c\u00f3smicos fotografados pelos cientistas, mas de natureza diversa, possivelmente pela sua densidade e sentido de queda. Al\u00e9m disso, isto n\u00e3o se deveria a uma radia\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de grande energia, mas sim de uma capta\u00e7\u00e3o direta da energia misteriosa, que \u00e9 a causa da radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica. Desencadeada pelo ve\u00edculo, o seguiria em seu trajeto, o propulsionaria e o sustentaria como se este estivesse apoiado sobre jatos de \u00e1gua, da mesma maneira como jatos de \u00e1gua sustentam bolinhas de pingue-pongue nos estandes de tiro ao alvo nos parques de divers\u00e3o.<\/p>\n<p>Pode-se admitir de outro lado, sem ajuda dessa ultima hip\u00f3tese, que a intensidade do campo de for\u00e7a decres\u00e7a sem descontinuidade \u00e0 medida que se afaste do ve\u00edculo, devido ao enfraquecimento progressivo do poder de libera\u00e7\u00e3o da energia e da receptividade comunicada aos \u00e1tomos. Pode-se, continuando, prever razoavelmente que as superf\u00edcies, lugares de igual intensidade, seriam esf\u00e9ricas ou elipsoidais, e centradas sobre o ve\u00edculo. Demos-lhe o nome de superf\u00edcies eq\u00fcidin\u00e2micas e chamamos-lhe linhas de for\u00e7a aos eixos dos jatos fluidos, apesar de que nada prove ser a for\u00e7a constante ao longo dos jatos, supondo simplesmente que ela lhe \u00e9 tangente em cada ponto. Teremos assim esta distor\u00e7\u00e3o dos argumentos cl\u00e1ssicos.<\/p>\n<p>Os centros at\u00f4micos do ar ambiente experimentariam tanto quanto os do ve\u00edculo a influ\u00eancia do campo criado. Tenderiam portanto a ter certa velocidade, igual \u00e0 do ve\u00edculo e suas cercanias, e decresceriam em fun\u00e7\u00e3o do afastamento. A resist\u00eancia da atmosfera ajudaria a produzir, portanto, uma circula\u00e7\u00e3o aerodin\u00e2mica, cuja velocidade &#8211; quer dizer, o vento relativo &#8211; descreveria de maneira diferencial, chegando a ser mais fraco na vizinhan\u00e7a da parede. Se conseguir\u00e1 assim a cria\u00e7\u00e3o de uma capa limite hiperpesada (vale dizer exatamente a inversa \u00e0 referente \u00e0 aerodin\u00e2mica cl\u00e1ssica), cuja utilidade ser\u00e1 estudada mais adiante.<\/p>\n<p>O ve\u00edculo se propulsionaria por deslizamento a baixa velocidade, no sentido da resultante vetorial, como mostra a figura 2. Teremos:<\/p>\n<p>R = mG + mH, com mH = mihi.<\/p>\n<p>Em altas velocidades, sendo mG fraco em rela\u00e7\u00e3o a mH, se teria um deslocamento axial.<\/p>\n<p>A vantagem principal do sistema seria, naturalmente, a onipresen\u00e7a da energia c\u00f3smica, que dispensaria problemas como o reabastecimento. Quanto \u00e0 velocidade, ela tenderia, no vazio quase absoluto dos espa\u00e7os interplanet\u00e1rios, a adquirir a velocidade do flu\u00eddo que atravessa o ve\u00edculo &#8211; que seria, provavelmente pr\u00f3xima \u00e0 da luz, se julgarmos pelas das mais r\u00e1pidas part\u00edculas c\u00f3smicas. Em seguida, n\u00e3o se tratar\u00e1 sen\u00e3o de velocidades relativamente lentas: menos de 6 mil Km por hora em atmosfera m\u00e9dia, e de 30 mil Km\/h em grandes altitudes, porque as explica\u00e7\u00f5es dadas sobre o sil\u00eancio e sobre a resist\u00eancia t\u00e9rmica talvez n\u00e3o fossem v\u00e1lidas al\u00e9m de certas velocidades nas altitudes consideradas. Al\u00e9m disso, estas cifras correspondem a aproximadamente \u00e0s dadas pelos observadores.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"attachment_1203\" style=\"width: 648px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1203\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1203 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier002.jpg\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"364\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier002.jpg 638w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier002-400x228.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier002-250x143.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier002-150x86.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier002-50x29.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier002-100x57.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier002-200x114.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier002-300x171.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier002-350x200.jpg 350w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier002-450x257.jpg 450w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier002-500x285.jpg 500w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier002-550x314.jpg 550w\" sizes=\"(max-width: 638px) 100vw, 638px\" \/><p id=\"caption-attachment-1203\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2: Composi\u00e7\u00e3o de for\u00e7as em deslocamento em plano subs\u00f4nico e em voo im\u00f3vel.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sil\u00eancio<\/strong><\/p>\n<p>Segundo todos os depoimentos, as apari\u00e7\u00f5es de discos voadores, se produzem num sil\u00eancio absoluto. Isso \u00e9 curioso, sabendo-se que todo objeto ao se deslocar pelo ar suporta atritos aerodin\u00e2micos e deixa atr\u00e1s de si uma zona despressurizada mais ou menos turbulenta. Em velocidades muito elevadas, o atrito deveria produzir um ru\u00eddo estridente e a zona despressurizada, invadida brutalmente pelo ar em ritmo descont\u00ednuo, seria sem d\u00favida um lugar de estrondos e estalidos an\u00e1logos aos que se ouvem quando um avi\u00e3o rompe a &#8220;barreira do som&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"attachment_1204\" style=\"width: 898px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1204\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1204 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003.jpg\" alt=\"\" width=\"888\" height=\"364\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003.jpg 888w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003-400x164.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003-650x266.jpg 650w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003-250x102.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003-768x315.jpg 768w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003-150x61.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003-50x20.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003-100x41.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003-200x82.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003-300x123.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003-350x143.jpg 350w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003-450x184.jpg 450w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003-500x205.jpg 500w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003-550x225.jpg 550w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier003-800x328.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 888px) 100vw, 888px\" \/><p id=\"caption-attachment-1204\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A figura 3 d\u00e1 uma explica\u00e7\u00e3o desta aparente contradi\u00e7\u00e3o. Consideremos uma mol\u00e9cula de ar situada em A, no caso mais desfavor\u00e1vel, isto diante do ve\u00edculo e em seu eixo de deslocamento. O aparato se desloca a uma velocidade supers\u00f4nica, por exemplo, a 5 mil km\/h &#8211; que seria a velocidade relativa. Mas de A a B ela descreve gradualmente na medida em que a mol\u00e9cula vai encontrando superf\u00edcies eq\u00fcidin\u00e2micas onde o campo tem uma intensidade cada vez mais forte. E sem d\u00favida se produzir\u00e1 uma compress\u00e3o adiab\u00e1tica em seguida e atritos de deslizamento causados pela varia\u00e7\u00e3o de Vr em fun\u00e7\u00e3o do afastamento do eixo (neste esquema pelo menos), mas n\u00e3o haver\u00e1 nenhum choque supers\u00f4nico com qualquer obst\u00e1culo e, portanto, nenhum ru\u00eddo.<\/p>\n<p>E N, V, se fez subs\u00f4nico e relativamente muito fraco: em conseq\u00fc\u00eancia, desapareceu toda a possibilidade de ru\u00eddo. Depois de B a mol\u00e9cula contorna a massa de ar englobada pela superf\u00edcie n\u00famero 1, correspondente a uma intensidade mais forte e s\u00f3 ocasionalmente, por turbul\u00eancia, entra em contato com a parede. Logo se perde na coluna de ar que segue ao objeto, distendendo-se gradualmente pelas mesmas raz\u00f5es. Em nenhum instante apareceu a possibilidade de um ru\u00eddo sequer.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resist\u00eancia t\u00e9rmica<\/strong><\/p>\n<p>O enorme calor engendrado pelo atrito do objeto nas altas velocidades consideradas deveria volatizar qualquer dos 92 corpos puros conhecidos em nossa gal\u00e1xia, ou mesmo com suas ligas. Nada disso sucede, e os discos voadores atravessam a toda velocidade as camadas m\u00e9dias da atmosfera sem que pare\u00e7am ser incomodados de nenhuma forma.<\/p>\n<p>Essa resist\u00eancia anormal ao calor desprendido poderia ser explicada pela aus\u00eancia quase total do vento relativo na vizinhan\u00e7a da parede. Mas fica ainda o aquecimento prov\u00e1vel, causado pelos atritos de deslizamento e de turbul\u00eancia das capas de velocidades relativas diferentes. Ignorando a natureza exata do campo, n\u00e3o se pode dizer &#8220;a priori&#8221; qual ser\u00e1 a import\u00e2ncia deste aquecimentos.<\/p>\n<p>Consideremos o caso mais desfavor\u00e1vel, o da mol\u00e9cula fortemente aquecida em A (ver figura 3). Como j\u00e1 foi dito anteriormente, ela n\u00e3o pode ter mais que contatos ocasionais com o ve\u00edculo. Em conseq\u00fc\u00eancia, teria que por turbul\u00eancia, conseguir romper a zona de forte intensidade que provoca a forma\u00e7\u00e3o da capa limite hiperpesada. Somente pode ter breves contatos com a parede. A capacidade calor\u00edfica do ar \u00e9 fraca em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 da parede e, ajudando a capacidade da enorme capa limite transcorre certo tempo antes que as ondas de ar quente hajam aquecido o ve\u00edculo.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel assim, voar em velocidades normalmente incompat\u00edveis com a resist\u00eancia t\u00e9rmica dos materiais conhecidos, durante um tempo proporcional \u00e0 magnitude do ve\u00edculo e inversamente proporcional \u00e0 sua velocidade, numa certa altitude. Esse tempo ser\u00e1, talvez muito curto, mas em velocidades de muitos milhares de quil\u00f4metros\/hora, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio voar muito tempo para percorrer grandes dist\u00e2ncias ou para alcan\u00e7ar a mais alta atmosfera. E tem mais: o caso escolhido \u00e9 o mais desfavor\u00e1vel, pois \u00e9 pouco prov\u00e1vel que o aquecimento seja muito forte, pelo menos at\u00e9 cinco ou seis mil quil\u00f4metros por hora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"habitabilidade\"><\/a><strong>Habitabilidade<\/strong><\/p>\n<p>Parece dif\u00edcil, \u00e0 primeira vista,supor habitados os discos voadores, porque ainda admitindo &#8211; como vimos &#8211; que o calor de atrito aerodin\u00e2mico possa ser reduzido a normas humanas, em raz\u00e3o do modo de propuls\u00e3o e limitando ao necess\u00e1rio a dura\u00e7\u00e3o dos saltos a uma grande velocidade, subsiste o fato de que as prodigiosas acelera\u00e7\u00f5es que animam estes ve\u00edculos destru\u00edram o organismo humano.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, as manobras planejadas destes aparelhos, seu prolongado estacionamento sobre certos lugares que parecem interessar-lhes especialmente, faz improv\u00e1vel tal ju\u00edzo. E se o disco voador est\u00e1 habitado, como explicar que o piloto n\u00e3o seja esmagado contra seu acento pela pr\u00f3pria in\u00e9rcia, quando se produzem acelera\u00e7\u00f5es que passam de dezenas (porque n\u00e3o dizer centenas) de G?<\/p>\n<p>Uma vez mais, o princ\u00edpio da propuls\u00e3o por campo de for\u00e7as resolve o problema. Num aparelho cl\u00e1ssico, ao produzir-se uma forte acelera\u00e7\u00e3o, o esmagamento se deve \u00e0 in\u00e9rcia das mol\u00e9culas, que pesam de uma maneira acentuada sobre o acento, origem desta for\u00e7a de acelera\u00e7\u00e3o. No disco, pelo contr\u00e1rio, a or\u00e7a n\u00e3o emana do assento: \u00e9 a pr\u00f3pria de cada mol\u00e9cula. A in\u00e9rcia \u00e9 combatida sobre o plano at\u00f4mico e a fortiori molecular.<\/p>\n<p>A acelera\u00e7\u00e3o linear que disto resulta \u00e9 a mesma, portanto, para cada mol\u00e9cula, e todas as mol\u00e9culas progridem ao mesmo tempo, a igual velocidade na dire\u00e7\u00e3o do campo, sem que haja possibilidade alguma de aglomera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O equil\u00edbrio estrutural e fisiol\u00f3gico se conserva intacto e o piloto pode suportar sem problemas as piores acelera\u00e7\u00f5es. Unicamente a ioniza\u00e7\u00e3o at\u00f4mica provocada por enormes acelera\u00e7\u00f5es limita estas possibilidades, mas este limite n\u00e3o \u00e9 daqueles que se possam considerar ainda dentro de um deslocamento interestelar.<\/p>\n<p>O aparelho e o piloto experimentam uma intensidade igual de campo; sem d\u00favida estando freado pela atmosfera, o aparelho \u00e9 levado a uma velocidade mais baixa que aquela impressa ao piloto, que desta maneira corre o risco de ser esmagado contra a parede dianteira. Mas o problema \u00e9 f\u00e1cil de resolver, por interm\u00e9dio de um enfraquecimento equilibrado do campo no interior do disco. Bastar\u00e1 regular este enfraquecimento seguindo o deslocamento de um contrapeso montado junto ao assento.<\/p>\n<p>Quando \u00e0s manobras em angulo reto, s\u00e3o explicadas facilmente por um balanceio do aparelho que compense afor\u00e7a centr\u00edfuga pela a\u00e7\u00e3o equilibrada do campo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"forma\"><\/a><strong>Mudan\u00e7a de forma<\/strong><\/p>\n<p>Uma das caracter\u00edsticas dos discos voadores consiste nas modifica\u00e7\u00f5es de sua apar\u00eancia ao arb\u00edtrio de uma fantasia inexplic\u00e1vel. N\u00e3o existe atualmente um aparelho conhecido que se transforme em uma bola de fogo colorida. Poderia se pensar, e esta foi uma de minhas primeiras hip\u00f3teses, em uma g\u00eanese t\u00e9rmica da bola, mas \u00e9 muito mais veross\u00edmil que ela seja devida ao &#8220;fluido corp\u00fasculo-ondulat\u00f3rio&#8221; que se faz luminoso o ar. Sabe-se que este fen\u00f4meno se observa \u00e0 sa\u00edda de certos c\u00edclotrons de relativa pot\u00eancia.<\/p>\n<div>\n<div id=\"attachment_1205\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1205\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1205 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004.jpg\" alt=\"\" width=\"890\" height=\"445\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004.jpg 890w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004-400x200.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004-650x325.jpg 650w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004-250x125.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004-768x384.jpg 768w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004-150x75.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004-50x25.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004-100x50.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004-200x100.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004-300x150.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004-350x175.jpg 350w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004-450x225.jpg 450w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004-500x250.jpg 500w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004-550x275.jpg 550w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier004-800x400.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 890px) 100vw, 890px\" \/><p id=\"caption-attachment-1205\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4: Amortecimento cin\u00e9tico silencioso e origem t\u00e9rmica da bola brilhante.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A varia\u00e7\u00e3o das cores poderia ser produto da varia\u00e7\u00e3o de intensidade , ou melhor, efeito de um campo magn\u00e9tico utilizado pela fun\u00e7\u00e3o propulsora e que produziria este inesperado efeito Zeeman. Sabe-se que o f\u00edsico norte-americano Noel W. Scott criou experimentalmente bolas de cor laranja em atmosferas rarefeitas pela \u00fanica a\u00e7\u00e3o de um anel de cobre em alta tens\u00e3o. Pensa com isto demonstrar o car\u00e1ter eletrost\u00e1tico natural das apari\u00e7\u00f5es. N\u00e3o estar\u00e1 confirmando ele, involuntariamente, um aspecto el\u00e9trico ou eletromagn\u00e9tico da propuls\u00e3o destes aparelhos?<\/p>\n<p>Enfim, como se ver\u00e1 mais adiante, o campo de for\u00e7as, ao provocar um vazio parcial no ascenso ou no descenso obl\u00edquo, pode provocar a condensa\u00e7\u00e3o do vapor de \u00e1gua do favorecido pela ioniza\u00e7\u00e3o eventual devido ao flu\u00eddo, e dar nascimento a uma esfera nebulosa e branca. Em resumo, a mudan\u00e7a de aspecto pude ter causas t\u00e9rmicas, ondulat\u00f3rias, meteorol\u00f3gicas &#8211; ou melhor, duas das tr\u00eas na mesma ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>A\u00ed est\u00e1 uma das explica\u00e7\u00f5es dos discos voadores. Para o leitor c\u00e9tico, esta explica\u00e7\u00e3o ap\u00f3ia-se num postulado evidentemente discut\u00edvel .<\/p>\n<p>Sem d\u00favida poderia admitir-se razoavelmente que uma teoria sustentada por tantas observa\u00e7\u00f5es n\u00e3o vale mais que um movimento de ombros. Mas, afinal, a experi\u00eancia n\u00e3o \u00e9 a base de muitas leis cient\u00edficas?<\/p>\n<p>Por esta raz\u00e3o, vou me esfor\u00e7ar para deduzir as conseq\u00fc\u00eancias deste estranho modo de propuls\u00e3o. E facilmente se perceber\u00e1 que as caracter\u00edsticas resultantes tem uma semelhan\u00e7a extraordin\u00e1ria com o que de pouco habitual tem a conduta dos discos voadores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"aparelho\"><\/a><strong>Plano do aparelho<\/strong><\/p>\n<p>O deslocamento n\u00e3o se realiza de uma maneira constantemente igual. \u00c0 baixa velocidade o eixo do ve\u00edculo \u00e9 sensivelmente perpendicular ao sentido do deslocamento e, \u00e0 medida que a velocidade aumenta, se aproxima dele cada vez mais e mais. Certamente, o aparelho n\u00e3o tem comandos aerodin\u00e2micos, posto que n\u00e3o existe vento relativo est\u00e1vel sobre o qual possa manobrar; deve existir portanto uma estabiliza\u00e7\u00e3o girosc\u00f3pica. A mudan\u00e7a de plano se produz pela excentricidade da resultante mH a uma ordem do piloto; tendo-se como conseq\u00fc\u00eancia duas partes, uma que gira provavelmente perifericamente, e, outra, um \u00f3rg\u00e3o moderador do campo exc\u00eantrico.<\/p>\n<p>Numerosos depoimentos assinalaram esta inclina\u00e7\u00e3o que varia com a velocidade e tamb\u00e9m o balanceio antes do arranque fulgurante. No depoimento que se refere aos charutos, sup\u00f5e-se que estes s\u00e3o constitu\u00eddos por uma carlinga com dois pratos nos extremos. Percebe-se que a baixa velocidade (figura 5) devem estar inclinados sobre o horizonte, sendo esta inclina\u00e7\u00e3o aproximadamente igual \u00e0 dos eixos de planos eventuais.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"attachment_1206\" style=\"width: 631px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1206\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1206 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier005.jpg\" alt=\"\" width=\"621\" height=\"452\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier005.jpg 621w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier005-400x291.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier005-250x182.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier005-150x109.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier005-50x36.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier005-100x73.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier005-200x146.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier005-300x218.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier005-350x255.jpg 350w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier005-450x328.jpg 450w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier005-500x364.jpg 500w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier005-550x400.jpg 550w\" sizes=\"(max-width: 621px) 100vw, 621px\" \/><p id=\"caption-attachment-1206\" class=\"wp-caption-text\">Figura 5: Deslocamento vagaroso do &#8220;charuto voador&#8221; &#8211; necessariamente obl\u00edquo para obter a posi\u00e7\u00e3o horizontal a grande velocidade. Observando principalmente Olorn e Gaillac, estava acompanhado pela emiss\u00e3o dos famosos jatos. Note-se que os charutos eram mais largos do que o mostrado neste desenho, a fim de proteger a cabine central das radia\u00e7\u00f5es nocivas.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Balanceio e aproxima\u00e7\u00e3o em zig-zag<\/strong><\/p>\n<p>Na parada, qualquer inclina\u00e7\u00e3o, volunt\u00e1ria ou n\u00e3o, provoca um deslizamento sobre o lado correspondente (ver figura 2). Mas h\u00e1 de ser muito dif\u00edcil para o piloto conservar seu aparelho bem aprumado pela sua a\u00e7\u00e3o sobre a resultante do campo. Consequencia direta disto \u00e9 que m descida vertical lenta cair\u00e1 &#8220;em pendulo&#8221; ou &#8220;folha-seca&#8221;.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, ao aproximar-se de uma localidade, o piloto inclina seu aparelho para ver melhor por baixo dele e deste modo provoca bruscos desvios e uma chegada em zig-zag. Numerosas vezes, depoimentos dignos de f\u00e9 assinalaram balanceios oscilat\u00f3rios, folhas secas e bruscos desvios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"zigzag\"><\/a><strong>Evolu\u00e7\u00f5es estranhas<\/strong><\/p>\n<p>Isolado em pleno movimento, no centro de uma zona limitada pelo ar quente e perturbado, o piloto s\u00f3 pode ter uma vis\u00e3o deformada do solo, causada pela refra\u00e7\u00e3o heterog\u00eanea atrav\u00e9s deste ar. Assim poder-se-ia explicar s bruscos ascensos, as mudan\u00e7as r\u00e1pidas de proa e tamb\u00e9m as pardas de alguns minutos sobre as cidades e particularmente costas, que seriam os reparos indicados para marcar o ponto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"acidentes\"><\/a><strong>Acidentes e colapsos<\/strong><\/p>\n<p>O aparelho dificilmente poderia sofrer acidentes. O piloto provoca a mais perfeita das freadas por simples invers\u00e3o de campo. Em caso de necessidade, uma simples montagem tipo radar pode desencadear esta freada nas proximidades de um obst\u00e1culo. Em tais casos, as pessoas n\u00e3o correm o risco de deixar os destro\u00e7os &#8211; e o segredo &#8211; dos discos.<\/p>\n<p>Com efeito em caso de interrup\u00e7\u00e3o, do campo de for\u00e7as, particularmente em grande velocidade, a capa limite hiperpesada desapareceria de um golpe e o aparelho golpearia o ar im\u00f3vel com prodigiosa energia cin\u00e9tica, que resultaria na sua desintegra\u00e7\u00e3o e sua volatiza\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica numa fra\u00e7\u00e3o de segundo, com um ru\u00eddo estrondoso.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"attachment_1207\" style=\"width: 876px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1207\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1207 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006.jpg\" alt=\"\" width=\"866\" height=\"347\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006.jpg 866w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006-400x160.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006-650x260.jpg 650w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006-250x100.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006-768x308.jpg 768w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006-150x60.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006-50x20.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006-100x40.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006-200x80.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006-300x120.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006-350x140.jpg 350w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006-450x180.jpg 450w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006-500x200.jpg 500w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006-550x220.jpg 550w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier006-800x321.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 866px) 100vw, 866px\" \/><p id=\"caption-attachment-1207\" class=\"wp-caption-text\">Figura 6: Fluxo de ar e globo girat\u00f3rio ao contr\u00e1rio, subida obl\u00edqua.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00c9 esta possivelmente a explica\u00e7\u00e3o, tanto das observa\u00e7\u00f5es feitas por dois pilotos do Aeroclube de Marrocos que, em setembro de 1952, foram ultrapassados por um charuto voador que desapareceu diante deles num jato de chispas, como da explos\u00e3o misteriosa que comoveu um m\u00eas depois a regi\u00e3o de Glancove, perto de Nova York.<\/div>\n<div>\n<div id=\"attachment_1208\" style=\"width: 905px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1208\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1208 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007.jpg\" alt=\"\" width=\"895\" height=\"551\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007.jpg 895w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007-400x246.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007-650x400.jpg 650w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007-250x154.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007-768x473.jpg 768w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007-150x92.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007-50x31.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007-100x62.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007-200x123.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007-300x185.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007-350x215.jpg 350w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007-450x277.jpg 450w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007-500x308.jpg 500w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007-550x339.jpg 550w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier007-800x493.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 895px) 100vw, 895px\" \/><p id=\"caption-attachment-1208\" class=\"wp-caption-text\">Figura 7: Estudo aproximado das velocidades. Em hip\u00f3tese, apresenta-se um movimento turbilhado que origina uma depress\u00e3o central, provocada por for\u00e7as centr\u00edfugas e diverg\u00eancia dos jatos de ar. Considerou-se aqui o caso das linhas de for\u00e7a da figura 1(Vi: velocidade induzida pelo campo; Vs: velocidade induzida por press\u00e3o ou depress\u00e3o; Vp: velocidade pr\u00f3pria; Vr: velocidade instant\u00e2nea aerodin\u00e2mica resultante.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p><strong>Cria\u00e7\u00e3o de ascend\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel, em certos casos, que se possa imputar ao aquecimento do ar, o rastro avermelhado que segue as bolas de fogo em grande velocidade. Mas, ainda admitindo que seja demasiado fraco para engendrar freq\u00fc\u00eancias luminosas, este aquecimento determinar\u00e1 seguramente ascend\u00eancias imprevistas e de grande amplitude na alta atmosfera.<\/p>\n<p>Alguns pilotos de avi\u00e3o a jato declararam haver encontrado camadas nebulosas de mais de 3 mil metros de espessura, a mais de 10 mil metros de altura. Semelhantes forma\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem ser explicadas por aquecimento normal do ar. Por\u00e9m, os sulcos ardentes deixados por um grupo de naves em grande velocidade bastariam para provocar tais ascend\u00eancias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"cumulus\"><\/a><strong>Forma\u00e7\u00e3o de c\u00famulos<\/strong><\/p>\n<p>Uma das conseq\u00fc\u00eancias mais estranhas do modo da propuls\u00e3o era, segundo o que havia pensado, a possibilidade de ver um pequeno c\u00famulo formar-se no mais azul dos c\u00e9us sobre o aparelho estacionado em baixa altitude. Com efeito, submetida a coluna de ar ao campo j\u00e1 sem &#8220;peso&#8221; &#8211; ou quase sem peso -, se produziria ar ascendente suficientemente violento para destruir eventualmente a invers\u00e3o causadora da pureza do c\u00e9u; e, se n\u00e3o houvesse invers\u00e3o, a ascend\u00eancia seria ainda mais forte. Ter\u00edamos ent\u00e3o a possibilidade de ver aparecer um pequeno c\u00famulo capaz de deslocar-se contra o vento.<\/p>\n<p>Assim, os jornais de 3 de janeiro de 1953 relataram a aventura de um ca\u00e7ador de aves, antigo piloto da For\u00e7a A\u00e9rea, que viu com espanto, um pequeno c\u00famulo isolado em c\u00e9u azul, deslocar-se na vertical para logo em seguida deixar sair de seu seio uma coisa indeterminada que desapareceu rapidamente, deixando atr\u00e1s de si um rastro branco.<\/p>\n<p>Pode-se supor que o piloto do aparelho colocou-se voluntariamente na nuvem para beneficiar-se do esconderijo providencial que esta poderia lhe oferecer. Seria feliz se esta hip\u00f3tese tivesse como conseq\u00fc\u00eancia dissipar as d\u00favidas que certos jornalistas manifestaram acerca do equil\u00edbrio mental da testemunha, d\u00favida que ele mesmo p\u00f4de compartilhar em algum momento.<a name=\"bola\"><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bola girat\u00f3ria branca<\/strong><\/p>\n<p>Em torno do aparelho forma-se, no caso de uma subida obl\u00edqua, uma zona despressurizada devido \u00e0 for\u00e7a centr\u00edfuga criada pelo redemoinho, pela diverg\u00eancia das estrias do ar e pelo efeito da &#8220;suc\u00e7\u00e3o&#8221; do campo. Em certos casos de atmosfera \u00famida ajudando a ioniza\u00e7\u00e3o, se produzir\u00e1 uma condensa\u00e7\u00e3o por descarga adiab\u00e1tica nesta zona e vapores brancos que seguem a circula\u00e7\u00e3o aerodin\u00e2mica, e e ter\u00e1 a impress\u00e3o de uma bola branca que escala o c\u00e9u rodando ao inverso. O caso ser\u00e1 id\u00eantico em descida obl\u00edqua e corresponder\u00e1, como na subida, a condi\u00e7\u00f5es bem precisas de velocidade pr\u00f3pria, de \u00e2ngulo de trajet\u00f3ria e de unidade atmosf\u00e9rica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"hipoteses\"><\/a><strong>Hip\u00f3teses sobre o pr\u00f3prio ve\u00edculo<\/strong><\/p>\n<p>A verifica\u00e7\u00e3o dessas conseq\u00fc\u00eancias, depois de haver explicado os &#8220;quatro mist\u00e9rios&#8221;, e sobretudo as observa\u00e7\u00f5es de certas caracter\u00edsticas que eu havia chegado a prever, me converteram num ardente &#8220;uf\u00f3logo&#8221;. Tratei de buscar o caminho a seguir para encontrar a solu\u00e7\u00e3o. Mas os dados da f\u00edsica nuclear e c\u00f3smica, ainda quando deixam entrever em seus mist\u00e9rios sem resolu\u00e7\u00e3o dom\u00ednios de investiga\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, n\u00e3o permitem determinar a esquematiza\u00e7\u00e3o de elementos que assegurem a propuls\u00e3o.<\/p>\n<p>Sem possibilidade de indaga\u00e7\u00e3o por este caminho, me contentei, como disse atr\u00e1s, em atuar como &#8220;f\u00edsico detetive&#8221;, baseando minhas hip\u00f3teses sobre as observa\u00e7\u00f5es que me pareciam mais seguras. As dou, pelo que elas valem, desculpando-me ante meus leitores por n\u00e3o levar-lhes pelos caminhos, \u00e0s vezes tortuosos, que tive de tomar. Al\u00e9m disso, s\u00f3 exporei aqui os menos chocantes.<\/p>\n<p>Os \u00e1tomos do aparelho devem apresentar uma caracter\u00edstica que lhes permita suportar de maneira homog\u00eanea a for\u00e7a aplicada pela energia c\u00f3smica, do mesmo modo que a &#8220;bicolora\u00e7\u00e3o&#8221; do torniquete fotom\u00e9trico lhe permite suportar a for\u00e7a da luz.<\/p>\n<p>Esta caracter\u00edstica poderia ser ocasionada simplesmente pela a\u00e7\u00e3o do campo solenoidal de uma enorme base condicionando, como se ver\u00e1, a &#8220;receptividade&#8221; dos \u00e1tomos. Mas o elemento principal da fun\u00e7\u00e3o propulsora seria o disco propriamente dito, que constituiria uma enorme lente met\u00e1lica. As qualidade at\u00f4micas de seus constituintes, unidas \u00e0s de suas dioptrias, lhe confeririam uma a\u00e7\u00e3o preponderante sobre certa parte do espa\u00e7o, talvez por intermedia\u00e7\u00e3o do campo, e que obrigaria a energia c\u00f3smica liberar-se sob a forma de um &#8220;corp\u00fasculo &#8211; ondulat\u00f3rio&#8221;. Esta libera\u00e7\u00e3o se faria progressivamente num sentido \u00fanico, importo pelas linhas de for\u00e7a do campo magn\u00e9tico e o aspecto corpuscular do flu\u00eddo se afirmaria cada vez mais sob a forma de uma densa radia\u00e7\u00e3o de part\u00edculas positivas, tanto que sua &#8220;energia propulsora&#8221; diminuiria na mesma quantidade.<\/p>\n<p>A radia\u00e7\u00e3o positiva trairia sem d\u00favida, por outro lado, uma radia\u00e7\u00e3o negativa para tr\u00e1s, por subtra\u00e7\u00e3o de el\u00e9trons aos \u00e1tomos do ar e do aparelho. Algumas das part\u00edculas positivas, j\u00e1 criadas atr\u00e1s, se uniriam com alguns destes el\u00e9trons, de onde resultaria a apari\u00e7\u00e3o de chispas assinaladas por algumas testemunhas, ainda que em pleno dia. Sobretudo esta duas radia\u00e7\u00f5es provocariam certa luminosidade do ar; o que explicaria o aspecto de &#8220;bola de fogo&#8221; imprecisa. Al\u00e9m disso, uma pequena parte destas part\u00edculas se juntaria, perdendo sua ioniza\u00e7\u00e3o na zona marginal, explicando-se da\u00ed os an\u00e9is observados em diversos depoimentos.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"attachment_1209\" style=\"width: 890px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1209\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1209 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008.jpg\" alt=\"\" width=\"880\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008.jpg 880w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008-400x262.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008-650x426.jpg 650w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008-250x164.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008-768x504.jpg 768w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008-150x98.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008-50x33.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008-100x66.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008-200x131.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008-300x197.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008-350x229.jpg 350w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008-450x295.jpg 450w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008-500x328.jpg 500w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008-550x361.jpg 550w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier008-800x525.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 880px) 100vw, 880px\" \/><p id=\"caption-attachment-1209\" class=\"wp-caption-text\">Figura 8: Alinhamento das linhas de for\u00e7a para voo em grupo. Aparecem superf\u00edcies equipotenciais, permitindo as mesmas conclus\u00f5es para um s\u00f3 ve\u00edculo.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Enfim, sendo a luminosidade provavelmente igual \u00e0 intensidade do campo de for\u00e7as, as superf\u00edcies apoiadas seriam sensivelmente semelhantes \u00e0s superf\u00edcies equidin\u00e2micas. A observa\u00e7\u00e3o do ovo flutuante, freq\u00fcentemente relatada, especialmente por dois pilotos da Air France, parece confirmar esta hip\u00f3tese. Tem mais: a evolu\u00e7\u00e3o destas superf\u00edcies, redondas quando paradas (bolas alaranjadas), ov\u00f3ides com o eixo horizontal em plena velocidade (ovo voador), parecem obedecer \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o das linhas de for\u00e7a do solen\u00f3ide, sendo assim a sua tripla colora\u00e7\u00e3o &#8211; verde, amarelo e alaranjado &#8211; o produto de um efeito Zeeman em torno da freq\u00fc\u00eancia de base, o amarelo. Isto confirmaria a exist\u00eancia de um campo magn\u00e9tico. Assim, as apari\u00e7\u00f5es dos &#8220;cogumelos invertidos&#8221; e &#8220;ta\u00e7as de sorvete invertidas&#8221; seriam explicadas desta maneira, supondo o flu\u00eddo positivo, e que siga mais fielmente o tra\u00e7ado das linhas solen\u00f3ide.<\/div>\n<div>\n<div id=\"attachment_1210\" style=\"width: 840px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1210\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1210 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009.jpg\" alt=\"\" width=\"830\" height=\"499\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009.jpg 830w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009-400x240.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009-650x391.jpg 650w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009-250x150.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009-768x462.jpg 768w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009-150x90.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009-50x30.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009-100x60.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009-200x120.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009-300x180.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009-350x210.jpg 350w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009-450x271.jpg 450w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009-500x301.jpg 500w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009-550x331.jpg 550w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier009-800x481.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 830px) 100vw, 830px\" \/><p id=\"caption-attachment-1210\" class=\"wp-caption-text\">Figura 9: Origem da manobra em \u00e2ngulo reto: de I a II o piloto balanceia muito o aparelho para combater a acelera\u00e7\u00e3o centr\u00edfuga pela a\u00e7\u00e3o dosada do campo. Surge uma chama verde &#8211; efeito de captura que o rastro vermelho oculta no voo retil\u00edneo. A in\u00e9rcia da coluna de ar quente que segue o objeto pode causar &#8220;chamas&#8221; no lado externo da manobra, apesar do campo.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p>Todavia, uma hip\u00f3tese mais estranha poderia explicar as massas de &#8220;v\u00e9us da virgem&#8221; ou de &#8220;algod\u00e3o branco&#8221; que acompanham numerosas observa\u00e7\u00f5es recentes &#8211; como estas de Oloron e Gaillac.<\/p>\n<p>Tratava-se do rastro deixado atr\u00e1s delas pelas part\u00edculas positivas que se combinam quimicamente, talvez no curso de sua g\u00eanesis, com as part\u00edculas vizinhas constituintes do ar, especialmente o vapor d&#8217;\u00e1gua. Isto implica que as part\u00edculas seriam enormes e os flocos particularmente tensos; da\u00ed o aspecto de algod\u00e3o em rama. O brilho deste algod\u00e3o e sobretudo a hidrofilia excepcional fariam pensar em misteriosos sais qe se sublimam ao contato com o solo pela perda de sua ioniza\u00e7\u00e3o, causa da estabilidade passageira. Mas como ningu\u00e9m se deu ao trabalho de recolh\u00ea-los, os dados principais que poderiam dar os resultados da an\u00e1lise tamb\u00e9m se volatizaram para sempre&#8230;<\/p>\n<p>Assinalamos que se pensarmos na d\u00e9bil densidade da radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica prim\u00e1ria &#8211; que parece estar tamb\u00e9m constitu\u00edda de part\u00edculas positivas, mais precisamente de pr\u00f3tons &#8211; e se fizermos corresponder \u00e0 gravidade, facilmente imaginaremos a enorme &#8220;gravidade orient\u00e1vel&#8221; que pode tornar um flu\u00eddo capaz de produzir semelhantes part\u00edculas.<\/p>\n<\/div>\n<article>\n<div>\n<div id=\"attachment_1211\" style=\"width: 873px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1211\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1211 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110.jpg\" alt=\"\" width=\"863\" height=\"665\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110.jpg 863w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110-400x308.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110-650x501.jpg 650w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110-250x193.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110-768x592.jpg 768w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110-150x116.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110-50x39.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110-100x77.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110-200x154.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110-300x231.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110-350x270.jpg 350w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110-450x347.jpg 450w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110-500x385.jpg 500w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110-550x424.jpg 550w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/plantier110-800x616.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 863px) 100vw, 863px\" \/><p id=\"caption-attachment-1211\" class=\"wp-caption-text\">Figura 10: Aspecto que as ultimas hip\u00f3teses sugerem ao UFO, segundo Ren\u00e9 Plantier.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<p>No que concerne a pilotagem propriamente dita, a excentricidade m\u00e9dia do campo seria obtida por um aparador exc\u00eantrico que absorveria ou desviaria em parte o fluido acelerador. De outro lado, o campo deveria estar enfraquecido dentro do disco para evitar que o piloto seja lan\u00e7ado contra a parede dianteira, e tamb\u00e9m para que a aus\u00eancia de gravidade n\u00e3o perturbe seu equil\u00edbrio fisiol\u00f3gico &#8211; o que n\u00e3o lhe permitiria permanecer sentado. O aparador deveria ter logicamente, ambas as fun\u00e7\u00f5es, de onde a probabilidade de ver aparecer nas fotografias uma &#8220;sombra negra&#8221; central ligeiramente exc\u00eantrica, segundo as necessidades, e correspondendo a um enfraquecimento parcial da radia\u00e7\u00e3o e, portanto, da luminosidade.<\/p>\n<p>As fotos tomadas recentemente pelo Sr. Fregnale sobre o lado Cahuvet, parecem confirmar esta hip\u00f3tese. Expus aqui alguns dos aspectos de uma teoria estabelecida sem ter, a princ\u00edpio, a menor id\u00e9ia de que ela possa ser aplicada alguma vez aos discos voadores. Disse em que condi\u00e7\u00f5es fui levado a interessar-me por estes objetos, partindo de um postulado: exist\u00eancia de uma energia c\u00f3smica misteriosa e da hip\u00f3tese sobre a possibilidade de liberar esta energia sob a forma de uma energia de outra natureza que determine a aplica\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a a cada n\u00facleo at\u00f4mico. Tratei de definir as caracter\u00edsticas de um aparelho supers\u00f4nico ideal, e posteriormente me dei conta de que ele teria todas as caracter\u00edsticas atribu\u00eddas aos discos voadores.<\/p>\n<p>Sei que minha teoria est\u00e1 longe de ser perfeita e que ela n\u00e3o satisfar\u00e1 nem aos &#8220;anti-OVNIs&#8221; nem aos cientistas mais escrupulosos. Me acusar\u00e3o sem d\u00favida de entregar-me, partindo de bases discut\u00edveis, a uma constru\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito inteiramente gratuita, e de buscar em depoimentos imprecisos a confirma\u00e7\u00e3o de minhas hip\u00f3teses. Sem falar das precis\u00f5es obtidas &#8211; bastante gratuitamente no fundo &#8211; sobre as caracter\u00edsticas do aparelho, seu princ\u00edpio ser\u00e1 criticado. \u00c9 evidente que n\u00e3o se conhecem hoje campos de for\u00e7a com a sedutora caracter\u00edstica de aplicar a cada n\u00facleo at\u00f4mico uma for\u00e7a suja intensidade seria tamb\u00e9m facilmente control\u00e1vel no espa\u00e7o e no tempo. Ainda que se admita esta possibilidade, as leis da mec\u00e2nica cl\u00e1ssica exigem um sistema de refer\u00eancia do ponto de vista da rea\u00e7\u00e3o, e a f\u00edsica, n\u00e3o menos cl\u00e1ssica, n\u00e3o deixa entrever nenhum. A energia c\u00f3smica poderia muito bem prov\u00ea-lo por uma esp\u00e9cie de diferen\u00e7a de seu potencial, mas esta mesma energia c\u00f3smica \u00e9 tamb\u00e9m muito hipot\u00e9tica. Se a g\u00eanesis da radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica pode lhes ser atribu\u00edda, como explicar ent\u00e3o que n\u00e3o se pode revelar sua exist\u00eancia por outras interfer\u00eancias em eletromagnetismo?<\/p>\n<p>E por outro lado, podem ser negados os depoimentos sobre a misteriosa conduta dos discos voadores? A meu ver, n\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio, ent\u00e3o, convir que unicamente, o modo de propuls\u00e3o, que consiste em aplicar uma for\u00e7a a todos os \u00e1tomo, explica inteiramente estes mist\u00e9rios na condi\u00e7\u00e3o que esta for\u00e7a decres\u00e7a, de uma maneira cont\u00ednua, na frente e atr\u00e1s, e que o procedimento utilizado crie uma luminosidade no ar. Se se concorda que todas as consequencias deste modo de propuls\u00e3o coincidem absolutamente com as observa\u00e7\u00f5es mais fant\u00e1sticas (e algumas destas dedu\u00e7\u00f5es precederam as observa\u00e7\u00f5es), \u00e9 necess\u00e1rio admitir que o acaso faz as coisas decididamente bem.<\/p>\n<p>A F\u00edsica Cl\u00e1ssica refuta a no\u00e7\u00e3o de um campo de for\u00e7as t\u00e3o pouco ortodoxo, e mais ainda a de uma energia c\u00f3smica que realizou a fa\u00e7anha de escapar \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es durante s\u00e9culos. Talvez seja um dom\u00ednio que ela n\u00e3o tenha abordado jamais, nem sequer ro\u00e7ado, e na qual progredir\u00e1 a passos de gigante assim que for\u00e7ar a muralha. Nossos visitantes hipot\u00e9ticos, mais adiantados que n\u00f3s em v\u00e1rios s\u00e9culos, talvez tenham pleno conhecimento e isto basta para explicar tudo.<\/p>\n<p>Sei muito bem que muitas pessoas nunca querer\u00e3o submeter-se a estas suposi\u00e7\u00f5es enquanto n\u00e3o tenham a prova irrefut\u00e1vel de que os discos voadores s\u00e3o aparelhos pilotados. No que diz respeito, e insisto neste ponto, estou convencido. Recolhi v\u00e1rios depoimentos de gente de &#8220;cabe\u00e7a no lugar&#8221; para continuar duvidando. Os homens de ci\u00eancia sentem repugn\u00e2ncia e tem raz\u00e3o em embarcar com objetivo de pescar o monstro de Lochness ou de qualquer outra parte. \u00c9 necess\u00e1rio provar que os OVNIs existem para assim eles se entregarem valentemente \u00e0 obra, pondo na investiga\u00e7\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es tanta aud\u00e1cia intelectual, como prud\u00eancia em decidir-se.<\/p>\n<p>\u00c9 por isto que desejo ardentemente que uma pesquisa do g\u00eanero da que se realiza nos Estados Unidos atraia a aten\u00e7\u00e3o de gente qualificada para este estranho problema. Qualquer explica\u00e7\u00e3o, ainda que comporte a revela\u00e7\u00e3o de um perigo a nosso pa\u00eds por parte de outro planeta, \u00e9 prefer\u00edvel a esta in\u00e9rcia atual. Os gracejadores, os c\u00e9ticos, os indiferentes n\u00e3o foram nunca os construtores ou defensores das obras humanas.<\/p>\n<p>Fora de qualquer gracejo ou de toda posi\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica \u00e9 necess\u00e1rio buscar a causa destes fen\u00f4menos. Se s\u00e3o naturais, tanto pior para as minhas teorias e&#8230; meu amor pr\u00f3prio. Mas se ficasse provado que estamos na presen\u00e7a de aparelhos voadores, n\u00e3o deveremos desenvolver esfor\u00e7o algum para determinar sua natureza e sua origem?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<h2>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<hr \/>\n<ol>\n<li>Revista Planeta UFOLOGIA &#8211; Os OVNIs Chegaram &#8211; III &#8211; N\u00famero 122 de novembro de 1982.<\/li>\n<\/ol>\n<\/article>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tese do capit\u00e3o da For\u00e7a A\u00e9rea Francesa, Ren\u00e9 Plantier, sobre o funcionamento dos OVNIs na atmosfera terrestre. 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