{"id":1324,"date":"2022-02-21T20:26:13","date_gmt":"2022-02-21T23:26:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/?p=1324"},"modified":"2025-04-21T12:26:16","modified_gmt":"2025-04-21T15:26:16","slug":"caso-vicente-lucindo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/caso-vicente-lucindo\/","title":{"rendered":"Caso Vicente Lucindo"},"content":{"rendered":"<section id=\"inner-headline\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div id=\"resumo\" class=\"resumo\" style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Caso originalmente publicado pela editora Abril na obra intitulada A Hist\u00f3ria do Ocultismo &#8211; Ci\u00eancia e Futurologia.<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div>\n<hr \/>\n<\/div>\n<div>Neste artigo:<\/div>\n<ul>\n<li><a href=\"#introducao\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<div>\n<hr \/>\n<p><a id=\"introducao\"><\/a>Este \u00e9 um caso pouco conhecido dos uf\u00f3logos brasileiros. O trecho a seguir foi publicado no livro: A Hist\u00f3ria do Ocultismo S\u00e9culo XX: Ci\u00eancia e Futurologia; p\u00e1gina 283 &#8211; 289:<\/p>\n<p>&#8220;Acontecido aqui mesmo no Brasil, h\u00e1 um caso in\u00e9dito do aparecimento de um OVNI, cujos tripulantes entraram em contato com um simples cozinheiro e lhe fizeram uma revela\u00e7\u00e3o espantosa, que se confirmou plenamente. O fato \u00e9 absolutamente desconhecido dos aficcionados do assunto em nosso pa\u00eds, e muito menos no exterior. Aconteceu no ano de 1939, uns dois ou tr\u00eas meses antes do in\u00edcio da Segunda Guerra Mundial. Na \u00e9poca n\u00e3o se falava em discos voadores e nem eles eram vistos com freq\u00fc\u00eancia com o qual passaram a se mostrar nos anos p\u00f3s-guerra.<\/p>\n<p>Distante cerca de quinze quil\u00f4metros da sede do munic\u00edpio de Coroaci, estado de Minas Gerais, num local conhecido como a Serra do Gordo, uma fam\u00edlia de garimpeiros tentava descobrir uma jazida de mica, min\u00e9rio de grande ocorr\u00eancia na regi\u00e3o e muito procurado ent\u00e3o por v\u00e1rios pa\u00edses do mundo inteiro, principalmente os Estados Unidos, Alemanha e Jap\u00e3o. O Brasil foi um grande exportador de mica nos anos que antecederam a guerra.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio do ano (1939), a fam\u00edlia Lucindo, composta de pai, tr\u00eas filhos rapazes e um genro do velho Jo\u00e3o Lucindo, abria t\u00faneis seguidos na Serra do Gordo, sem conseguir acertar o min\u00e9rio que for\u00e7osamente, deveria estar no interior da serra, tendo em vista as suas in\u00fameras aflora\u00e7\u00f5es superficiais na zona explorada.<\/p>\n<p>Em meados de julho, Jo\u00e3o Lucindo, seus filhos e o genro come\u00e7avam a desanimar com a explora\u00e7\u00e3o, mesmo porque os seus recursos j\u00e1 estavam praticamente esgotados. Aquela face da serra, sujeita ao sol da tarde e portanto mais prop\u00edcia a conter as esperadas concentra\u00e7\u00f5es do min\u00e9rio, j\u00e1 fora furada por t\u00faneis de 40, 50 e mais metros de profundidade, em diversos n\u00edveis, mais alto e mais baixo, e nada compensador fora encontrado.<\/p>\n<p>Vicente Lucindo, o mais novo dos tr\u00eas irm\u00e3os, era o cozinheiro do grupo. Como a barraca que habitavam fora constru\u00edda a meia altura da serra, ele tinha um logo percurso de descida e subida para se abastecer da \u00e1gua necess\u00e1ria para a sua cozinha e para o abastecimento pessoal de todo o grupo durante o dia. A pequena nascente ficava no fundo de uma grota que se formava no sop\u00e9 da serra. Naquele dia de julho, Vicente se atrasara em seus afazeres e o jantar sa\u00edra muito tarde. Ele ainda tinha que ir buscar pelo menos uma lata de \u00e1gua para o caf\u00e9 da manh\u00e3 seguinte, al\u00e9m da que era necess\u00e1ria para que seu pai e os outros fizessem sua prec\u00e1ria higiene matinal antes de se dirigirem para o trabalho.<\/p>\n<p>Come\u00e7ava a escurecer e a lua crescente j\u00e1 aparecia sobre o topo da montanha quando o cozinheiro, lata vazia na m\u00e3o direita, espingarda cartucheira dependurada ao ombro, come\u00e7ou a descer a trilha \u00edngreme que o levaria \u00e0 nascente. A espingarda poderia proporcionar-lhe alguma ca\u00e7a para o dia seguinte. \u00c0quela hora n\u00e3o seria dif\u00edcil que ele surpreendesse um tatu, um coelho, se tivesse mais sorte at\u00e9 uma paca, atravessando distraidamente o seu caminho. Tamb\u00e9m n\u00e3o era dif\u00edcil que uma on\u00e7a pintada estivesse trai\u00e7oeiramente escondida entre a capoeira grossa, a cavaleiro da nascente, \u00e0 espreita de jantar qualquer presa de carne que andasse menos prevenida por aqueles solid\u00f5es, naquele in\u00edcio de noite. Vicente Lucindo e seus companheiros estavam acostumados a escutar os seus fortes miados nas bocainas da serra, quase todas as noites, quando j\u00e1 estavam recolhidos em suas camas r\u00fasticas. Muitas vezes viram-lhes os rastros nas imedia\u00e7\u00f5es de sua fr\u00e1gil barraca de pau a pique. Mas naquela especial noite de julho ele teria um encontro inesperado, com seres estranhos, contra os quais a sua famosa e respeitada espingarda cartucheira de nada valeria.<\/p>\n<p>E foi assim que ele contou a sua incr\u00edvel hist\u00f3ria, que a confirma\u00e7\u00e3o f\u00edsica de um dado tornaria veross\u00edmil:<\/p>\n<p>Quando me aproximava da nascente, comecei a ouvir um silvo prolongado, uma esp\u00e9cie de `zziiiiiii` que n\u00e3o fui capaz de identificar com coisa nenhuma conhecida, nada que eu j\u00e1 tivesse ouvido. Comecei a olhar para um e outro lado da trilha, para tr\u00e1s e para frente \u00e0 procura do que estaria produzindo aquele ciciado. Lembrei-me de olhar para cima e n\u00e3o vi nada. Ent\u00e3o pensei que talvez estivesse com algum problema nos ouvidos. Parei \u00e0 beira da nascente e coloquei a lata no ch\u00e3o. J\u00e1 escurecera de todo, mas a claridade da luz passando entre as copas das \u00e1rvores me permitia uma boa vis\u00e3o do local. Lembro-me bem de que eu estava aborrecido e intrigado com o ru\u00eddo que continuava incessante em meus ouvidos. Abaixei-me para encher a lata de \u00e1gua na bica baixa que t\u00ednhamos colocado na nascente. Foi ent\u00e3o que notei uma claridade diferente no local. Larguei a lata de repente e me levantei com a espingarda na m\u00e3o, fiz meia volta em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 trilha, pronto para disparar contra qualquer coisa que aparecesse. eu tivera a impress\u00e3o que a claridade fora provocada pelo foco de uma grande lanterna de pilhas, dessas que funcionam com 4 elementos e que muitos garimpeiros apreciam ter para suas sa\u00eddas noturnas.<\/p>\n<p>Verifiquei rapidamente que n\u00e3o havia ningu\u00e9m nas imedia\u00e7\u00f5es e que eu me encontrava sempre no centro do c\u00edrculo de claridade, que calculei que ter uns cinco metros de di\u00e2metro. Interessante foi constatar que embora eu me movesse para um e para outro lado, para frente e para tr\u00e1s, permanecia sempre no centro do c\u00edrculo. Aos poucos notei que j\u00e1 n\u00e3o podia me mover do lugar onde eu me encontrava, como se meus p\u00e9s estivessem colados ao ch\u00e3o da clareira. E foi ent\u00e3o que eles apareceram.<\/p>\n<p>Dois homens altos, tendo no m\u00ednimo 1,80 m de altura, pois eram mais altos do que eu, que tenho 1,75 m, com uma esp\u00e9cie de malha met\u00e1lica cobrindo seus corpos desde os p\u00e9s at\u00e9 o pesco\u00e7o. N\u00e3o pude distinguir bem os seus rostos, envolvidos em uma claridade que me ofuscava, mas pelo que pude perceber eram rostos humanos normais. De repente entendi que estavam me dando uma ordem e olhei para cima: n\u00e3o vi as copas das \u00e1rvores e, a uma altura de talvez uns cinq\u00fcenta metros, pairava um objeto parecendo um enorme prato de fundo para baixo, que girava sobre si mesmo sem sair do lugar e era dele que vinha o silvo que eu escutava.<\/p>\n<p>A seguir, ainda olhando para cima, como que magnetizado pelo foco de luz que descia do estanho prato, vi que no seu fundo se abria uma esp\u00e9cie de escotilha atrav\u00e9s da qual pude perceber claridade intensa dentro dele. Percebi que um, n\u00e3o me lembro bem se os dois, dos seres estranhos que estavam comigo em terra, pegou-me pelo bra\u00e7o e subi com ele, com uma sensa\u00e7\u00e3o de que estava sendo sugado e entramos pela escotilha da nave misteriosa. Pareceu-me ter entrado num imenso laborat\u00f3rio que poderia se prestar para in\u00fameros fins. Comecei a sentir certo embotamento nos sentidos, mas percebi bem que me despiam e que a seguir fui submetido a diversos exames fisiol\u00f3gicos. Entendi tamb\u00e9m que um deles me dizia que nada de mal iria me acontecer e que eles iriam prestar a mim e a minha fam\u00edlia um grande benef\u00edcio. Depois s\u00f3 me lembro de estar chegando de volta a nossa barraca, com a lata cheia de \u00e1gua na cabe\u00e7a, a minha espingarda no ombro e sem sentir nenhum cansa\u00e7o pela longa subida. Meu pai e um de meus irm\u00e3os j\u00e1 estavam para ir a minha procura, pois eu me demorava mais do que o tempo costumeiro. Na verdade eu me perguntava sobre o benef\u00edcio que o estranho me prometera fazer \u00e0 nossa fam\u00edlia, enquanto inventava uma hist\u00f3ria de uma longa persegui\u00e7\u00e3o a uma paca, para explicar a minha demora. N\u00e3o estava nada disposto a sofrer a incredulidade cr\u00edtica de meu pai, de meus irm\u00e3o e de meu cunhado, caso lhes contasse o que verdadeiramente acontecera comigo. Iria ser motivo de chistes e risadas deles durante muito tempo. No entanto, se houvesse tal benef\u00edcio, a\u00ed sim, eu poderia revelar o epis\u00f3dio de que fora protagonista.<\/p>\n<p>Pouco depois fomos deitar, mas n\u00e3o consegui dormir. Primeiro pelo pr\u00f3prio acontecimento que acabava de ocorrer comigo, segundo porque insistia em rememorar o que aqueles seres estranhos tinham feito comigo no interior da nave, e principalmente, procurava lembrar-me de alguma coisa especial que me tivessem falado. J\u00e1 era madrugada, o dia n\u00e3o tardaria a amanhecer, quando, n\u00e3o sei se dormindo ou acordado, lembrei-me de que um dos extraterrestres me dissera: `Abram um t\u00fanel do outro lado da montanha, no mesmo n\u00edvel e a 10 metros \u00e0 direita de uma grande rocha que encontrar\u00e3o l\u00e1 sem grande trabalho. Sigam com o t\u00fanel em linha reta para o interior da montanha e antes de atingirem a profundidade de 30 metros v\u00e3o encontrar muito min\u00e9rio de malacacheta`.<\/p>\n<p>Lembrava-me bem de ter ouvido o estranho personagem dizer `malacacheta` e n\u00e3o `mica`, como n\u00f3s diz\u00edamos. Mas eu sabia que a significa\u00e7\u00e3o era a mesma. Como eu poderia dizer isso a meus companheiros? Depois de muito pensar no assunto, resolvi falar sobre um hipot\u00e9tico sonho que tivera, durante o qual a revela\u00e7\u00e3o me fora feita. Mas antes de fazer isso, eu fui sozinho procurar a rocha. Para minha surpresa e alegria, n\u00e3o foi dif\u00edcil encontr\u00e1-la. Ent\u00e3o eu n\u00e3o fora, como estava desconfiado, v\u00edtima de uma desconcertante alucina\u00e7\u00e3o. Contei a meu pai o &#8216;sonho` e ele foi comigo do outro lado da montanha para ver a grande pedra que eu tinha descoberto. No mesmo dia come\u00e7amos a abrir o t\u00fanel de explora\u00e7\u00e3o 10 metros \u00e0 direita dela. Menos de um m\u00eas depois, com 27 metros de profundidade encontramos o min\u00e9rio e, como me fora dito pelo extraterrestre, em grande quantidade.<\/p>\n<p>S\u00f3 ent\u00e3o contei a meu pai e a meus irm\u00e3os o meu encontro com os seres de outro planeta e a minha estada na sua nave. Falhei-lhes da revela\u00e7\u00e3o que me fora feita e que acab\u00e1vamos de comprovar exata com a feliz descoberta do min\u00e9rio. Mas eles me olharam incr\u00e9dulos e preferiram achar que tudo n\u00e3o passara realmente de um sonho. Mas eu tinha certeza de que n\u00e3o sonhara. Estivera realmente numa nave extraterrena em companhia de seus tripulantes. No entanto se eu insistisse no fato verdadeiro, \u00e0 \u00e9poca em que se passou, teria sido taxado e, o que \u00e9 pior, considerado fraco do ju\u00edzo. Mas para minha tranq\u00fcilidade, vivi at\u00e9 o tempo em que os aparecimentos desses objetos voadores desconhecidos e os contatos com seus estranhos tripulantes tornaram-se bastante comuns em v\u00e1rias partes do mundo, inclusive no Brasil.<\/p>\n<p>Vicente Lucindo morreu no ano de 1970, pouco depois de ter me revelado o que acabo de narrar. Hav\u00edamos combinado sua vinda ao Rio de Janeiro, onde eu pretendia p\u00f4-lo em contato com alguns uf\u00f3logos para que seu caso pudesse ser devidamente levantado e cadastrado nos arquivos da ufologia brasileira. Sua morte frustrou a nossa inten\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o me impediu de fazer a revela\u00e7\u00e3o de sua estranha experi\u00eancia.<\/p>\n<\/div>\n<h2><a id=\"referencias\"><\/a>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<hr \/>\n<ol>\n<li>A Hist\u00f3ria do Ocultismo &#8212; Pr\u00e9 Hist\u00f3ria e Antiguidade &#8211; Ed. Abril<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caso originalmente publicado pela editora Abril na obra intitulada A Hist\u00f3ria do Ocultismo &#8211; Ci\u00eancia e Futurologia. Neste artigo: Introdu\u00e7\u00e3o Refer\u00eancias Este \u00e9 um caso pouco conhecido dos uf\u00f3logos brasileiros. 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