{"id":1721,"date":"2022-02-25T17:03:05","date_gmt":"2022-02-25T20:03:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/?p=1721"},"modified":"2025-04-21T12:29:47","modified_gmt":"2025-04-21T15:29:47","slug":"caso-antonio-villas-boas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/caso-antonio-villas-boas\/","title":{"rendered":"Caso Ant\u00f4nio Villas-Boas"},"content":{"rendered":"<section id=\"inner-headline\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div id=\"resumo\" class=\"resumo\" style=\"padding-left: 40px;\"><strong>O primeiro caso de abdu\u00e7\u00e3o registrado pela Ufologia ocorreu na zona rural de S\u00e3o Francisco de Sales, Minas Gerais, em 15 de outubro de 1957.<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div>\n<hr \/>\n<\/div>\n<div>\n<p>Este caso, ocorrido na zona rural de S\u00e3o Francisco de Sales (MG), teve como protagonista Ant\u00f4nio Villas Boas, na ocasi\u00e3o com 23 anos de idade, branco, filho do propriet\u00e1rio da fazenda, que estava arando o campo \u00e0 noite, com o aux\u00edlio de um trator. Por volta da 1 hora da madrugada de 15 de outubro de 1957, Villas Boas observou uma estrela vermelha que aparentemente se aproximava de onde se encontrava. Em pouco tempo, ele percebeu que n\u00e3o se tratava de uma estrela e sim de um aparelho de grandes dimens\u00f5es fortemente iluminado que pairou sobre o trator a mais ou menos 50 metros de altura, para logo em seguida pousar nas proximidades.<\/p>\n<p>O aparelho tinha formado oval, alongado, com aproximadamente 20 metros de comprimento por 4 de altura e apoiou-se sobre tr\u00eas hastes met\u00e1licas. Na parte da frente havia tr\u00eas hastes de apar\u00eancia met\u00e1lica, solidamente encravadas na estrutura, sendo uma no bico afunilado da nave e uma de cada lado, como se fossem tr\u00eas espor\u00f5es, bem grossos na base afinando nas pontas. Destas extremidades sa\u00edam uma ligeira fosforesc\u00eancia avermelhada, como se as pontas estivessem em brasa. Ao longo do objeto haviam in\u00fameras l\u00e2mpadas embutidas na fuselagem do aparelho, havendo uma \u00fanica janela. Na parte superior havia uma c\u00fapula girat\u00f3ria, de uns 10 metros de di\u00e2metro, em constante movimento de rota\u00e7\u00e3o, e emitindo uma luz forte e avermelhada.<\/p>\n<p>Pouco depois do pouso, sa\u00edram do objeto v\u00e1rios seres, vestindo escafandros, que dominaram Ant\u00f4nio e o levaram a for\u00e7a para dentro do ve\u00edculo, onde foi despido, teve seu sangue extra\u00eddo e em seguida foi obrigado a manter rela\u00e7\u00f5es sexuais com uma f\u00eamea human\u00f3ide. Ap\u00f3s tudo isto, Ant\u00f4nio recebeu suas roupas de volta e foi levado de volta para a escadinha pela qual entrou.<\/p>\n<p>Ao decolar, o objeto levantou um pouco do solo e recolheu o trem de pouso, elevou-se uns 50 metros, onde parou. Sua luminosidade aumentou e mudou para vermelho vivo. Ap\u00f3s isto emitiu um zumbido e partiu em alt\u00edssima velocidade, em dire\u00e7\u00e3o ao sul.<\/p>\n<p>O caso foi pesquisado por dois m\u00e9dicos e uf\u00f3logos cariocas, Olavo Fontes e Walter Buller, que atrav\u00e9s de exames em Ant\u00f4nio Villas Boas diagnosticaram exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o, que gerou ins\u00f4nia, cansa\u00e7o, dores pelo corpo, n\u00e1useas, dores de cabe\u00e7a, perda de apetite, ard\u00eancia nos olhos, lacrimejamento permanente e les\u00f5es cut\u00e2neas provocadas por contus\u00f5es at\u00e9 as mais leves. Tamb\u00e9m surgiram manchas amareladas pelo corpo, que levavam de 10 a 20 dias para desaparecer. As les\u00f5es continuaram a aparecer durante meses, tendo o aspecto de pequenos n\u00f3dulos avermelhados, mais duros do que a pele em volta. Destes n\u00f3dulos sa\u00edam pus amarelado.<\/p>\n<div id=\"attachment_1727\" style=\"width: 503px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1727\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1727 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297.jpg\" alt=\"\" width=\"493\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297.jpg 493w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297-400x276.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297-250x172.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297-150x103.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297-50x34.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297-100x69.jpg 100w, 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aparelho.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1726\" style=\"width: 783px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1726\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1726 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/SaoFranciscodeSales.svg_.png\" alt=\"\" width=\"773\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/SaoFranciscodeSales.svg_.png 773w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/SaoFranciscodeSales.svg_-400x310.png 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/SaoFranciscodeSales.svg_-650x505.png 650w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/SaoFranciscodeSales.svg_-250x194.png 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/SaoFranciscodeSales.svg_-768x596.png 768w, 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550w\" sizes=\"(max-width: 773px) 100vw, 773px\" \/><p id=\"caption-attachment-1726\" class=\"wp-caption-text\">S\u00e3o Francisco de Sales, destacada em vermelho no mapa do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p><\/div>\n<h3>A Divulga\u00e7\u00e3o do Caso<\/h3>\n<\/div>\n<p>Ap\u00f3s sua extraordin\u00e1ria experi\u00eancia, Ant\u00f4nio Villas Boas procurou um farmac\u00eautico da localidade de S\u00e3o Francisco de Sales, no intuito de aliviar os problemas decorrentes do contato. O farmac\u00eautico havia lido reportagens de Jo\u00e3o Martins para a Revista O Cruzeiro, e era muito aberto ao tema. Ele recomendou \u00e0 Villas Boas que procurasse o rep\u00f3rter Jo\u00e3o Martins para relatar-lhe sua experi\u00eancia. Ant\u00f4nio assim o fez, atrav\u00e9s de carta, que foi prontamente respondida pelo rep\u00f3rter. Depois de algumas correspond\u00eancias, o protagonista foi ao Rio de Janeiro onde conheceu pessoalmente o rep\u00f3rter e o uf\u00f3logo Olavo Fontes, um dos pioneiros neste tema no Brasil. Olavo era m\u00e9dico e professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil e foi quem inicialmente divulgou o caso, atrav\u00e9s do Boletim da SBEDV (26\/27) e em seguida pela revista inglesa \u201cFlying Saucer Rewiew\u201d (F.S.R.), 8 anos ap\u00f3s ter acontecido. Ainda em 1958, Olavo Fontes remeteu um relat\u00f3rio \u00e0 APRO, na \u00e9poca uma das mais conceituadas entidades de pesquisa ufol\u00f3gica do planeta, que na ocasi\u00e3o resolveu n\u00e3o public\u00e1-lo, s\u00f3 o fazendo anos depois, quando o caso j\u00e1 era plenamente conhecido e divulgado no meio ufol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Apesar do relato ser muito conhecido e comentado nos meios ufol\u00f3gicos do in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960, apenas poucos grupos nacionais sabiam de fato onde o caso ocorrera e tinham meios de contatar o protagonista. A SBEDV era uma das entidades mais atuantes dessa \u00e9poca, tendo investigado os mais importantes casos ufol\u00f3gicos das d\u00e9cadas de 50, 60 e 70. Mesmo sendo t\u00e3o atuante ela desconhecia o local exato do caso, para que pudesse iniciar sua pr\u00f3pria investiga\u00e7\u00e3o. Vencidas estas dificuldades a investiga\u00e7\u00e3o da SBEDV teve in\u00edcio, ocorrendo nos primeiros meses de 1962. Os uf\u00f3logos Dr. Walter Buller e Dr. Mario prudente Aquino, viajaram at\u00e9 S\u00e3o Francisco de Salles para realizar a pesquisa de campo. Ao chegar na localidade, procuraram inicialmente o farmac\u00eautico que atentou Ant\u00f4nio Villas Boas pouco tempo depois do caso ter ocorrido. Atrav\u00e9s deste, eles conseguiram conversar com o protagonista que relatou, ent\u00e3o, os detalhes de sua fant\u00e1stica experi\u00eancia.<\/p>\n<p>De in\u00edcio, Ant\u00f4nio mostrou-se arredio, um pouco tenso e desconfiado. Em virtude disso, a entrevista inicial durou apenas 45 minutos abordando aspectos mais gerais do caso, sem abordar o aspecto de estudo gen\u00e9tico com c\u00f3pula, realizado a bordo do aparelho. No dia seguinte, a pesquisa continuou com uma visita dos pesquisadores \u00e0 fazenda dos Villas Boas. Nessa etapa eles conheceram o local onde o caso ocorreu, e complementaram a entrevista com a testemunha. Os resultados desta pesquisa foram divulgados inicialmente, de forma resumida, no Boletim da SBEDV, edi\u00e7\u00e3o 26\/27 (em ingl\u00eas), de junho de 1962. O boletim teve grande repercuss\u00e3o no exterior, gerando enorme interesse por parte da comunidade ufol\u00f3gica internacional. Mais tarde, o caso foi exposto novamente na revista Flying Saucer Review (F.S.R.), nos meses de janeiro\/fevereiro e julho\/agosto de 1965. Este artigo da F.S.R. motivou uma s\u00e9rie de reportagens da Revista O Cruzeiro Internacional, que em tr\u00eas ocasi\u00f5es (16\/01\/1965; 1\/2\/1965 e 16\/2\/1965) divulgou o caso, desta vez em espanhol.<\/p>\n<p>Em 1966, o Dr. Olavo Fontes divulgou seu relat\u00f3rio pessoal sobre o caso, que foi divulgado pela SBEDV e pela F.S.R. ao longo de 5 edi\u00e7\u00f5es entre os meses de julho e dezembro de 1966 e janeiro e junho de 1967. Depois destas divulga\u00e7\u00f5es iniciais o caso consolidou-se como um cl\u00e1ssico da Ufologia Mundial, sendo citados em in\u00fameros livros, revistas, palestras, reportagens, sites, documentos, etc.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>A Pesquisa do Uf\u00f3logo Olavo Fontes<\/h3>\n<p>O Caso Ant\u00f4nio Villas Boas chegou ao conhecimento dos uf\u00f3logos e do p\u00fablico em geral gra\u00e7as \u00e0 tr\u00eas pessoas: O rep\u00f3rter Jo\u00e3o Martins, farmac\u00eautico de S\u00e3o Francisco de Sales (MG) o m\u00e9dico Olavo Fontes.<\/p>\n<p>O rep\u00f3rter Jo\u00e3o Martins por ter publicado uma s\u00e9rie de artigos sobre o mist\u00e9rio dos discos voadores na extinta revista O Cruzeiro. O farmac\u00eautico da cidade de Ant\u00f4nio, que tinha mente aberta e conhecimento sobre Ufologia e recomendou que o abduzido entrasse em contato com pesquisadores do caso. Por fim, o m\u00e9dico Olavo Fontes, por ter investigado o caso com toda a seriedade e profissionalismo m\u00e9dico que se exigia nesta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Villas Boas seguiu o conselho do farmac\u00eautico e escreveu \u00e0 Jo\u00e3o Martins que inicialmente manteve-se descrente em rela\u00e7\u00e3o ao caso. Todavia, ele custeou a viagem de Ant\u00f4nio Villas Boas ao Rio de Janeiro onde ele e o uf\u00f3logo Olavo Fontes entrevistaram-no exaustivamente no pr\u00f3prio consult\u00f3rio do m\u00e9dico, na tarde de 22 de fevereiro de 1958.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><i>\u201cDurante cerca de quatro horas, ouvimos a narra\u00e7\u00e3o de sua hist\u00f3ria e submetemo-lo a um interrogat\u00f3rio minucioso \u2013 procurando esclarecer certos detalhes, tentando apanha-lo em contradi\u00e7\u00f5es, procurando chamar a sua aten\u00e7\u00e3o para fatos inexplic\u00e1veis em sua hist\u00f3ria, para ver se ele ficava desconcertado ou se apelava para a imagina\u00e7\u00e3o. Desde o in\u00edcio ficou evidente que ele n\u00e3o apresentava nenhum tra\u00e7o psicop\u00e1tico. Calmo, falando com desembara\u00e7o, sem apresentar tiques ou sinais de instabilidade emocional, todas as rea\u00e7\u00f5es que apresentou em face das perguntas que lhe eram feitas foram perfeitamente normais. Em nenhum momento titubeou ou perdeu o controle da sua narra\u00e7\u00e3o. Suas hesita\u00e7\u00f5es correspondiam exatamente ao que se podia prever de um indiv\u00edduo numa situa\u00e7\u00e3o estranha, que n\u00e3o encontrava explica\u00e7\u00e3o para certos fatos; nessas ocasi\u00f5es, mesmo sabendo que as d\u00favidas expressadas em certas perguntas poderiam levar \u00e0 incredulidade, respondia com simplicidade: \u201cisto eu n\u00e3o sei\u201d, \u201cisto eu n\u00e3o posso explicar\u201d. V\u00e1rios exemplos podem ser dados, de fatos, na sua narra\u00e7\u00e3o, inteiramente sem explica\u00e7\u00e3o para ele:<\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><i>A &#8211; o reflexo de luz que iluminava o curral, mas que ele n\u00e3o sabia de onde vinha;<\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><i>B &#8211; a causa que fez parar o motor do trator e se apagarem as luzes dos far\u00f3is;<\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><i>C &#8211; a raz\u00e3o da exist\u00eancia daquele prato girat\u00f3rio no topo do aparelho, que rodava sem cessar;<\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><i>D &#8211; o motivo pelo qual foi colhido o seu sangue;<\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><i>E &#8211; a porta que se fechava e se transformava em parede;<\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><i>F &#8211; os estranhos sons que sa\u00edam das gargantas dos personagens de sua narra\u00e7\u00e3o<\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><i>G &#8211; os sintomas (descritos mais adiante) que apresentou nos dias que se seguiram \u00e0 sua aventura, etc. etc.<\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><i>Por outro lado, em uma de suas cartas ao Dr. Jo\u00e3o Martins, ele afirmava que certos detalhes n\u00e3o podia dar por escrito, pois tinha vergonha. Era a parte que se relacionava com a \u201cmulher\u201d e os \u201ccontatos sexuais\u201d. N\u00e3o deu nenhum espontaneamente; nenhuma descri\u00e7\u00e3o a respeito. Quando interrogado, mostrou-se embara\u00e7ado e envergonhado \u2013 e s\u00f3 com muita insist\u00eancia conseguimos extrair os detalhes inclu\u00eddos acima. Mostrou-se tamb\u00e9m acanhado quando confessou que a camisa que usava na ocasi\u00e3o estava rasgada, ao responder \u00e0 minha pergunta sobre se lhe haviam lhe rasgado a roupa. Essas rea\u00e7\u00f5es emocionais s\u00e3o compat\u00edveis com o que se esperaria de uma pessoa psicologicamente normal dentro das mesmas condi\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o e meio ambiente.<\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><i>N\u00e3o notamos nele nenhuma tend\u00eancia para supersti\u00e7\u00e3o ou para o misticismo. N\u00e3o pensou que os tripulantes do aparelho fossem anjos, super-homens ou dem\u00f4nios. Julga que eram homens como n\u00f3s, por\u00e9m de outras terras em algum outro planeta. Afirmou pensar assim porque o tripulante que o acompanhou para fora do aparelho apontou para si mesmo, para a terra e para algum lugar no c\u00e9u \u2013 gesto que s\u00f3 podia ter esta significa\u00e7\u00e3o segundo ele. Al\u00e9m disto, o fato de os tripulantes permanecerem o tempo todo de uniforme fechado e capacete indica, na sua opini\u00e3o, que o ar que eles respiram n\u00e3o \u00e9 igual ao nosso. Tomando esta declara\u00e7\u00e3o como sinal de que ele considerava a mulher, \u00fanica a aparecer sem capacete e uniforme, como de ra\u00e7a diferente da dos outros \u2013 possivelmente de origem terrestre (criada e adaptada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de outro planeta), fiz-lhe esta pergunta. Ele negou peremptoriamente admitir esta possibilidade, argumentando que ela era fisicamente igual aos outros quando vestia uniforme e capacete, s\u00f3 se diferenciando na estatura; al\u00e9m disto ela falava com os mesmos sons que os outros; tinha tamb\u00e9m colaborado na sua captura; em nenhum momento parecera constrangida pelos outros, estando t\u00e3o \u00e0 vontade como qualquer deles. Perguntei ent\u00e3o se os capacetes n\u00e3o poderiam ser uma esp\u00e9cie de disfarce, j\u00e1 que a mulher respirava nosso ar. Respondeu que n\u00e3o achava, porque pensava que ela s\u00f3 conseguira suportar nossa atmosfera por causa da fumacinha que sa\u00eda dos pequenos tubos embutidos na parede da pequena sala onde se dera o encontro \u2013 que tanto mal estar provocara nele. Esse fato, mais a observa\u00e7\u00e3o de que essa fuma\u00e7a n\u00e3o existira em nenhuma das outras salas (onde n\u00e3o viu nenhum tripulante tirar o capacete), fizeram-no concluir que a mesma era algum g\u00e1s necess\u00e1rio \u00e0 respira\u00e7\u00e3o dela \u2013 posto ali justamente para que ela pudesse aparecer sem a prote\u00e7\u00e3o do capacete. Como se pode ver por este exemplo, o Sr. Ant\u00f4nio Villas boas \u00e9 muito inteligente. O seu racioc\u00ednio \u00e9 de uma l\u00f3gica surpreendente num homem do interior que apenas sabe ler e escrever (instru\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria). O mesmo pode ser dito a respeito de sua suspeita em rela\u00e7\u00e3o aos poss\u00edveis efeitos afrodis\u00edacos do l\u00edquido que lhe passaram no corpo, embora aqui esta explica\u00e7\u00e3o talvez tenha servido mais para satisfa\u00e7\u00e3o do seu pr\u00f3prio ego (caso esteja falando a verdade) \u2013 pois a sua excita\u00e7\u00e3o sexual pode ter sido perfeitamente espont\u00e2nea. Sua repulsa inconsciente poderia se dever ao fato de lhe ser penoso reconhecer ter sido dominado por impulsos puramente animais.<\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><i>O l\u00edquido, por outro lado, podia ter sido um simples antiss\u00e9ptico, desinfetante ou desodorante \u2013 para limp\u00e1-lo e livr\u00e1-lo de germes que poderiam ser nocivos \u00e0 sua companheira.<\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><i>Foi-lhe perguntado se julgava que alguns de seus atos tivessem sido executados sob o dom\u00ednio ou sugest\u00e3o telep\u00e1tica de seus captores. A resposta foi negativa. Disse estar senhor de suas a\u00e7\u00f5es e pensamentos durante toda a aventura. Em nenhum momento sentiu-se dominado por qualquer ideia ou influ\u00eancia estranha: \u201ctudo o que conseguiram de mim foi no bra\u00e7o\u201d, foi o seu coment\u00e1rio. Negou ter recebido qualquer ideia ou mensagem telep\u00e1tica de qualquer um deles: \u201cSe eles se julgassem capazes de tais coisas, devo t\u00ea-los decepcionado bastante\u201d, concluiu.<\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><i>Ao fim do interrogat\u00f3rio, Jo\u00e3o Martins declarou-lhe que infelizmente n\u00e3o poderia publicar a sua hist\u00f3ria no \u201cO Cruzeiro\u201d, pois dificilmente seria levada a s\u00e9rio na aus\u00eancia de provas mais conclusivas em apoio da mesma. Exceto se aparecesse uma hist\u00f3ria igual em outro lugar. Villas Boas ficou visivelmente abatido (ou porque queria ver seu nome no \u201cO Cruzeiro\u201d, ou porque viu, pela express\u00e3o de Martins, que n\u00e3o estava sendo acreditado). Ficou bem sem jeito, mas n\u00e3o protestou nem tentou discutir a quest\u00e3o. Disse apenas o seguinte:<\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><i>\u201cNeste caso, se n\u00e3o precisam de mim, voltarei amanh\u00e3 mesmo para minha terra. Se quiserem ir l\u00e1 um dia, para um passeio, terei muito prazer em receb\u00ea-los. Se desejarem mais alguma coisa de mim, basta escrever&#8230;\u201d.<\/i><\/p>\n<p>Para consola-lo em seu desapontamento, disse-lhe que, se fizesse quest\u00e3o de ver sua aventura publicada, bastava que fosse aos jornais \u2013 que certamente a publicariam, nesse momento em que o assunto voltava \u00e0s manchetes por causa das fotos do disco da Ilha da Trindade. Mas, citando o exemplo do fot\u00f3grafo Bara\u00fana, avisei-o que para muito gente ele seria apenas um louco mistificador. A sua resposta foi nos seguintes termos: \u201cOs que me acusassem de louco ou mentiroso, eu desafiaria a que fossem \u00e0 minha terra fazer uma investiga\u00e7\u00e3o sobre minha pessoa. Eles iam ver se o pessoal de l\u00e1 n\u00e3o me considera um homem normal e honrado. Se depois disso tudo continuasse a duvidar de mim, azar o deles&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>Todos esses coment\u00e1rios feitos acima confirmam a impress\u00e3o de sinceridade que o modo de narrar do Sr. Villas Boas conferia \u00e0 sua hist\u00f3ria. Por outro lado, deixam claro que n\u00e3o se trata de um psicopata, um m\u00edstico ou um vision\u00e1rio. Mas apesar de tudo, o pr\u00f3prio conte\u00fado de sua narra\u00e7\u00e3o \u00e9 o maior argumento contra a veracidade da mesma. Certos detalhes s\u00e3o fant\u00e1sticos demais para serem acreditados \u2013 infelizmente para ele. Nessas condi\u00e7\u00f5es, a melhor hip\u00f3tese \u00e9 de que ele seja um mentiroso extremamente h\u00e1bil, um mistificador dotado de uma imagina\u00e7\u00e3o admir\u00e1vel e de uma intelig\u00eancia rara \u2013 capaz de contar uma hist\u00f3ria inteiramente original, completamente diferente de tudo o que tem aparecido at\u00e9 agora, no g\u00eanero. Sua mem\u00f3ria deve ser tamb\u00e9m fenomenal; por exemplo, a descri\u00e7\u00e3o detalhada que nos deu, do aparelho estranho, confere exatamente com um modelo esculpido em madeira, que ele enviou em novembro para Jo\u00e3o Martins. Note-se que esse aparelho \u00e9 inteiramente diferente dos discos voadores descritos at\u00e9 agora (como se ele fizesse quest\u00e3o de ser, at\u00e9 nisto, original).<\/p>\n<p>Esta coincid\u00eancia entre o modelo feito meses atr\u00e1s e a descri\u00e7\u00e3o verbal (mais um desenho) feita agora, indica ser esse homem dotado de uma excelente mem\u00f3ria visual.<\/p>\n<p>Uma experi\u00eancia que tamb\u00e9m realizamos foi a de apresentar a ele v\u00e1rias fotografias de louras brasileiras, para ver se ele achava algumas delas semelhante nos tra\u00e7os ou no cabelo, \u00e0 loura tripulante do aparelho. O resultado foi negativo. Apresentamos a ele, em ultimo lugar, uma foto publicada no \u201cO Cruzeiro\u201d (em 1954), de uma reprodu\u00e7\u00e3o, em quadro, do \u201cvenusiano\u201d de Adamski, pintado de acordo com as instru\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio. Villas Boas n\u00e3o reconheceu nenhuma semelhan\u00e7a, assinalando que o rosto de sua personagem era mais fino e de forma triangular em sua metade inferior; que os olhos eram maiores e mais rasgados, e as ma\u00e7as mais salientes; e que o cabelo era bem mais curto (s\u00f3 at\u00e9 o meio do pesco\u00e7o) e arrumado em estilo diferente. N\u00e3o reconheceu tamb\u00e9m nenhuma semelhan\u00e7a na roupa.<\/p>\n<div id=\"attachment_1729\" style=\"width: 187px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1729\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1729 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/olavofontes.jpg\" alt=\"\" width=\"177\" height=\"215\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/olavofontes.jpg 177w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/olavofontes-150x182.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/olavofontes-50x61.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/olavofontes-100x121.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 177px) 100vw, 177px\" \/><p id=\"caption-attachment-1729\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e9dico e uf\u00f3logo Olavo Fontes, pesquisador inicial do Caso Ant\u00f4nio Villas Boas.<\/p><\/div>\n<p><a name=\"desenho\"><\/a><\/p>\n<h3>O desenho do aparelho<\/h3>\n<p>Foi tra\u00e7ado pelo pr\u00f3prio Villas Boas em meu consult\u00f3rio, para melhor facilitar a compreens\u00e3o dos detalhes sobre o mesmo, fornecidos em seu depoimento. Este desenho deve ser interpretado em fun\u00e7\u00e3o da descri\u00e7\u00e3o feita por Villas Boas, que \u00e9 bastante minuciosa.<\/p>\n<div id=\"attachment_1730\" style=\"width: 392px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1730\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1730 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image004.jpg\" alt=\"\" width=\"382\" height=\"598\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image004.jpg 382w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image004-250x391.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image004-150x235.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image004-50x78.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image004-100x157.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image004-200x313.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image004-300x470.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image004-350x548.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 382px) 100vw, 382px\" \/><p id=\"caption-attachment-1730\" class=\"wp-caption-text\">Desenho representando o disco voador observado.<\/p><\/div>\n<p><a name=\"dimensoes\"><\/a><\/p>\n<h3>Dimens\u00f5es do aparelho<\/h3>\n<p>No dia seguinte (17 de outubro), Villas Boas voltou ao local onde havia aterrissado a estranha aeronave e mediu as dist\u00e2ncias entre as tr\u00eas marcas que existiam no solo, correspondentes aos p\u00e9s do trip\u00e9 sobre o qual pousara o aparelho. Essas dimens\u00f5es s\u00e3o uma id\u00e9ia aproximada sobre o tamanho real do mesmo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>A Pesquisa da SBEDV<\/h3>\n<p>Ant\u00f4nio Villas Boas iniciou seu relato esclarecendo que o m\u00eas de outubro \u00e9 habitualmente quente naquela regi\u00e3o, motivo pelo qual ele e seu irm\u00e3o haviam preferido arar o campo \u00e0 noite, quando h\u00e1 menos poeira e a temperatura \u00e9 agrad\u00e1vel. Eram aproximadamente 23 horas do dia 14 de dezembro de 1957. Quando trabalhavam numa v\u00e1rzea pr\u00f3ximo ao rio, Ant\u00f4nio Villas Boas chamou a aten\u00e7\u00e3o do irm\u00e3o para um foco luminoso, sobre o campo, que mudava de posi\u00e7\u00e3o todas as vezes que eles davam uma volta com o arado. Por fim, a luz come\u00e7ou a aproximar-se deles, o que causou medo ao irm\u00e3o de Ant\u00f4nio. Resolveram ent\u00e3o, interromper o trabalho. Separaram o arado, que deixaram no campo e voltaram para casa, no trator.<\/p>\n<p>Na noite seguinte, estava Ant\u00f4nio Villas Boas arando sozinho, quando por volta da meia noite percebeu uma \u201cluz feito estrela\u201d, que se aproximava rapidamente, na dire\u00e7\u00e3o norte. Ap\u00f3s alguns minutos, o foco luminoso parou a uns 100 metros acima do campo. Mesmo assim, Ant\u00f4nio Villas Boas prosseguiu sua tarefa.<\/p>\n<p>Quando finalmente decidiu abandonar o trator e voltar para casa, procurou desengatar o tratar, do arado, manobrando o fecho hidr\u00e1ulico, mas n\u00e3o o conseguiu, o mesmo acontecendo com o motor, que n\u00e3o funcionou. Percebeu, ao mesmo tempo, que o foco luminoso irradiava-se de uma esp\u00e9cie de m\u00e1quina, que aterrissara a uns 15 metros de dist\u00e2ncia. Em seguida, viu sa\u00edrem, da mesma, dois vultos, que correram em sua dire\u00e7\u00e3o. Rapidamente, Ant\u00f4nio Villas Boas saltou para o paralamas do trator e dali para o solo. Nesse momento, foi dominado, pelas costas, pelos dois indiv\u00edduos. Conseguiu derrubar um deles, lan\u00e7ando-o em bal\u00e3o, por cima de sua cabe\u00e7a. Liberto deste, mas dois tentaram domina-lo e, por fim, eram os agressores em n\u00famero de cinco ou seis, que, lutando com ele, imobilizando os seus bra\u00e7os e pernas, arrastaram-no em dire\u00e7\u00e3o ao ve\u00edculo.<\/p>\n<p>Interrogamos ent\u00e3o Ant\u00f4nio Villas Boas, porque n\u00e3o havia prosseguido na luta, uma vez que no in\u00edcio da mesma havia ele oferecido t\u00e3o grande resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Respondeu-nos ent\u00e3o, que embora fossem eles fisicamente mais fracos e de estatura inferior \u00e0 sua, ele havia se convencido de que n\u00e3o devia resistir por mais tempo e que o melhor seria submeter-se voluntariamente.<\/p>\n<p>Subindo ele uma escada de 3 ou 4 metros de altura, os raptores atravessaram uma porta e penetraram numa sala circular de, aproximadamente 2 metros de di\u00e2metro por 1,7 a 1,8 m de altura.<\/p>\n<p>No centro da sala ele percebeu um eixo que emergia do assoalho e alcan\u00e7ava o teto. Esse eixo era protegido por uma parede apresentando orif\u00edcios quadrangulares, \u00e0 semelhan\u00e7a do que se v\u00ea, frequentemente, em instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas. Havia tamb\u00e9m, uma mesa, tipo trip\u00e9, de aproximadamente 80 cm de altura por 1 metro de largura, fixa ao piso. Sobre ela, Ant\u00f4nio Villas Boas percebeu um instrumento semelhante a um rel\u00f3gio (o Dr. Jo\u00e3o Martins, no Rio de Janeiro, pediu-nos que n\u00e3o descrev\u00eassemos, a fim de que pudessem \u201ctestar\u201d outras testemunhas que fizessem refer\u00eancia a objetos semelhantes).<\/p>\n<p>Acrescenta Ant\u00f4nio Villas Boas que, em seguida eles retiraram amostras do seu sangue, aplicando-lhe, por duas vezes, uma esp\u00e9cie de seringa (ver figura 6), de cada lado da proemin\u00eancia do seu queixo. Depois, despiram-no completamente, sendo que as pe\u00e7as do seu vestu\u00e1rio foram retiradas por eles com incr\u00edvel rapidez, mas sem que as rasgassem, fazendo uso, apenas dos bot\u00f5es. Foi ent\u00e3o levado a outro compartimento onde havia, como \u00fanico m\u00f3vel, um sof\u00e1, recoberto com uma esp\u00e9cie de pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>Colocando-se nesse sof\u00e1, eles friccionaram-lhe o corpo com uma esponja embebida num l\u00edquido refrescante, opera\u00e7\u00e3o que Ant\u00f4nio Villas Boas interpretou como sendo de limpeza, pois, na realidade, ele se encontrava empoeirado e suarento, em virtude de suas atividades no campo.<\/p>\n<p>A sua estada na primeira sala havia sido de uns cinco minutos apenas. Mas, naquela ultima, ele permaneceu pelo espa\u00e7o de uns vinte minutos. O recinto estava impregnado de um cheiro acre e nauseante, que lhe provocou v\u00f4mito copioso.<\/p>\n<p>Afinal, a porta (que era corredi\u00e7a e devia comunicar-se com um terceiro compartimento) reabriu-se e dois homens penetraram na sala, trazendo com eles uma jovem inteiramente despida, e aparentando uma altura de 1,4m a 1,5m. Os dois personagens retiraram-se logo em seguida, deixando a mo\u00e7a a s\u00f3s com Ant\u00f4nio Villas Boas. Com um sorriso nos l\u00e1bios, a jovem dirigiu-se a ele, de bra\u00e7os abertos, e puxou-o para o sof\u00e1 com inten\u00e7\u00f5es inconfund\u00edveis e pelo menos aparentemente demonstrando prazer.<\/p>\n<p>Posteriormente, n\u00e3o soube Ant\u00f4nio Villas Boas explicar a sua excita\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o, uma vez que pouco antes havia ele experimentado momentos de terror e de n\u00e1useas. Acredita ele que o l\u00edquido que haviam passado no seu corpo teria sido o respons\u00e1vel pela mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>Instado por n\u00f3s a descrever o tipo f\u00edsico da mo\u00e7a, esclareceu ele que os seus cabelos eram louros, mas pareceram-lhe pouco abundantes. N\u00e3o se recordava de ter visto c\u00edlios nem sobrancelhas, ou se os havia, eram muito finos. As orelhas eram pequenas, sendo o queixo, os l\u00e1bios e o nariz, de constitui\u00e7\u00e3o f\u00edsica delicada. A implanta\u00e7\u00e3o dos olhos era semelhante \u00e0 dos chineses e os zigomas proeminentes lembravam o tipo eslavo. Os dentes eram pequeninos, alvos e bem formados. O seu peso ele o avaliou entre 35 a 40 kg.<\/p>\n<p>As nossas perguntas a respeito dos outros pormenores deixaram-no enrubescido e mesmo contrafeito, porquanto Ant\u00f4nio Villas Boas pareceu-nos uma pessoa pura e ing\u00eanua, embora \u00e0 \u00e9poca da nossa entrevista ele j\u00e1 tivesse casado havia um ano (casara-se no m\u00eas de julho de 1961). Em face dessa circunstancia, achamos de bom alvitre n\u00e3o insistir naquelas indaga\u00e7\u00f5es, com o medo de que Ant\u00f4nio Villas Boas encerrasse bruscamente o seu relato, t\u00e3o dificilmente conseguido por n\u00f3s.<\/p>\n<p>Prosseguindo, acrescentou que a jovem, sem haver dito qualquer palavra, deixou a sala, passando pela porta, a qual, para a surpresa de nosso entrevistado, abriu-se automaticamente, sem que ele pudesse perceber como isso acontecera.<\/p>\n<p>Um dos homens veio ao seu encontro e, conduzindo-o atrav\u00e9s de uma porta que se abria para o exterior, desceu com ele para uma plataforma que circundava o aparelho em toda a sua extens\u00e3o. Fizeram juntos o percurso da mesma, mostrando-lhe o seu acompanhante a parte externa do aparelho.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Villas Boas tinha, agora, tempo e calma para rememorar tudo o que lhe havia acontecido. As pessoas que o haviam dominado eram em n\u00famero de cinco ou seis. Todas vestidas de maneira id\u00eantica, com uma esp\u00e9cie de uniforme de cor branca acinzentada, colante e recoberta de escamas met\u00e1licas, como p\u00f4de convencer-se durante sua breve luta, quando feriu as m\u00e3os ao contato com as mesmas. Elas usavam um cinto largo, em cuja frente estava embutido algo, do qual se irradiava uma luz vermelha, fort\u00edssima (conforme a fig. N\u00b0 1 \u2013 desenho executado pelo pr\u00f3prio Ant\u00f4nio Villas Boas), al\u00e9m de dois outros focos de luz laterais.<\/p>\n<p>Os sapatos eram, tamb\u00e9m, de cor branca e, aparentemente, r\u00fasticos e sem salto, como faziam supor as impress\u00f5es, deixadas na terra fofa arada, que foram examinadas no dia seguinte (dia 16). As m\u00e3os eram protegidas por luvas grossas, brancas, e usavam um capacete grande (ou alto?), com uma viseira horizontal na parte dianteira (ver fig. !-B, feita pelo pr\u00f3prio Ant\u00f4nio Villas Boas), \u00e0 altura dos olhos, os quais, entretanto, n\u00e3o eram vis\u00edveis (havia, aparentemente, uma camada de gaze ou de outro tecido transl\u00facido, que vedava a vis\u00e3o dianteira).<\/p>\n<p>Na parte posterior do capacete havia duas estruturas achatadas, atrav\u00e9s das quais penetravam (assim pareceu a Ant\u00f4nio Villas Boas) duas tubula\u00e7\u00f5es met\u00e1licas, que se originavam de uma pequena protuber\u00e2ncia localizada nas costas dos tripulantes (ver croquis de Ant\u00f4nio Villas Boas, na fig 1-A).<\/p>\n<p>Embora os indiv\u00edduos n\u00e3o dirigissem nenhuma palavra a Ant\u00f4nio Villas Boas, eles comunicavam-se entre si numa linguagem estridente, gutural, que n\u00e3o lhe pareceu ser nem o idioma s\u00edrio nem o japon\u00eas, que ele estava acostumado a ouvir.<\/p>\n<p>Os tripulantes eram de pequena estatura, e alcan\u00e7avam-lhe os ombros. A altura de Ant\u00f4nio Villas Boas \u00e9 de 1,69m, conforme a sua pr\u00f3pria informa\u00e7\u00e3o, o que permitiria um c\u00e1lculo de 1,47m at\u00e9 os ombros, se tom\u00e1ssemos 22 cm como sendo a altura de sua cabe\u00e7a. Os tripulantes teriam assim aproximadamente 1,47 m a 1,50 m de altura, sendo que a mo\u00e7a pareceu-lhe ser ainda mais baixa.<\/p>\n<p>A m\u00e1quina fazia lembrar a forma de um p\u00e1ssaro, com um comprimento de 15 a 20 metros, e uma altura de 2 a 3 metros. Apoiava-se num trip\u00e9 de 3 a 4 metros de altura, e cujas pernas tinham cerca de 50 cm de espessura. A placa terminal das mesmas, que se apoiava no solo, era de di\u00e2metro ainda maior (ver fig. N\u00b0 6-f). A cabine, na parte dianteira, era de forma afunilada, apresentando tr\u00eas espor\u00f5es (ver fig. N\u00b0 6-b): um mediano, maior, que projetava uma luz esverdeada; e dois outros formando protuber\u00e2ncias laterais, paralelas, menores, emitindo luzes alaranjadas. Ant\u00f4nio Villas Boas nada soube informar sobre as fontes de luz no interior da m\u00e1quina.<\/p>\n<p>Na parte superior, e em estreito contato com o corpo principal da fuselagem, havia uma c\u00fapula de 9 a 10 metros de di\u00e2metro por uns 4 cm de espessura, e que estava em constante movimento de rota\u00e7\u00e3o (no sentido dos ponteiros do rel\u00f3gio, quando vista de baixo), o que ocasiona deslocamentos no ar, mesmo quando a m\u00e1quina ainda estava im\u00f3vel no solo. Ao levantar voo, mas tarde, esse deslocamento atingiu a intensidade de um furac\u00e3o, o que, entretanto, n\u00e3o alterou o calor nem o cheiro reinantes, aumentando, contudo, a claridade que se difundia no exterior. Havia, ainda, na parte posterior, uma placa vertical, semelhante a um leme. De cada lado do corpo principal da m\u00e1quina havia uma chapa curta, de aproximadamente meio metro de largura, em posi\u00e7\u00e3o horizontal (ver fig. 6-a e 6-b), quando o aparelho estava pousado no solo.<\/p>\n<p>Quando levantou voo, as placas laterais sofreram uma inclina\u00e7\u00e3o de uns 30 graus (veja o sentido da fig. 6-A).<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s o roteiro de inspe\u00e7\u00e3o, enquanto a m\u00e1quina ainda estava pousada, o companheiro de Ant\u00f4nio Villas Boas, desceu juntamente com ele, at\u00e9 o solo, atrav\u00e9s de uma escada (que Ant\u00f4nio Villas Boas verificou, mais tarde, ser retr\u00e1til). Em terra firme, fez o tripulante dois orif\u00edcios no ch\u00e3o, com os dedos. Apontou para um dos orif\u00edcios e depois para o c\u00e9u e, em seguida, apontou para o outro e para Ant\u00f4nio Villas Boas, que n\u00e3o conseguiu compreender o sentido daqueles sinais, conforme nos declarou.<\/p>\n<p>Depois, na sua r\u00e1pida ascens\u00e3o, a m\u00e1quina, ao partir, mudou a cor esverdeada, da luz frontal, para um branco ofuscante, que foi a \u00fanica luz que perdurou \u00e0 dist\u00e2ncia. A velocidade do voo, quando da partida da m\u00e1quina, e o seu desaparecimento foram espantosos.<\/p>\n<p>Posteriormente, Ant\u00f4nio Villas Boas verificou que a m\u00e1quina (quando havia chegado) havia aterrissado a uns 40 metros do rio, o que lhe impediria a retirada, por meio do trator, para sua casa, a qual ficava a 3 km daquele local. Nessas condi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o havia possibilidade, para ele, ter escapado \u00e0quele incidente.<\/p>\n<p>Quando no trajeto de volta \u00e0 casa, naquela noite, sentiu-se Ant\u00f4nio Villas Boas ainda nauseado. Durante tr\u00eas dias, sentiu o \u201cseu f\u00edgado dolorido\u201d e surgiram pequenas ulcera\u00e7\u00f5es superficiais, na face e nos bra\u00e7os, mas que cicatrizaram pouco depois. Os sinais da retirada do sangue de seu queixo permaneceram vis\u00edveis por 3 anos ap\u00f3s o incidente.<\/p>\n<p>No dia seguinte ao epis\u00f3dio, encontrou o trator em perfeitas condi\u00e7\u00f5es de funcionamento. Na terra fofa, arada, ainda podiam ser vistos os tra\u00e7os que o trip\u00e9 da m\u00e1quina havia deixado, assim como as impress\u00f5es dos sapatos dos tripulantes (18 cm de comprimento \u2013 ver fig 6-e).<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Villas Boas informou ainda que, alguns meses antes do incidente, por duas vezes, \u00e0 noite, a casa da fazenda foi banhada por uma claridade vinda do alto. Esse fato fora testemunhado pela sua progenitora. Tr\u00eas meses antes, Ant\u00f4nio Villas Boas e seu irm\u00e3o haviam visto o p\u00e1tio da casa iluminado por uma luz que vinha, tamb\u00e9m, do alto. Pessoas da vizinhan\u00e7a declararam haver visto, \u00e0 noite, em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, luzes movendo-se no c\u00e9u.<\/p>\n<p>A uma pergunta nossa, respondeu Ant\u00f4nio Villas Boas que n\u00e3o desejava uma repeti\u00e7\u00e3o de sua impressionante experi\u00eancia, mas se, por acaso, a m\u00e1quina viesse a aterrissar junto dele novamente, ele n\u00e3o mais procuraria fugir de seus tripulantes. Acrescentou ainda que, havia se casado algum tempo depois do incidente.<\/p>\n<p>Do Boletim da SBEDV, n\u00b026\/27, constam as tr\u00eas perguntas seguintes:<\/p>\n<p>1\u00aa. Teria o exame de sangue de Ant\u00f4nio Villas Boas algo a ver com o contato que teve, a seguir, com a jovem?<\/p>\n<p>2\u00aa. Os focos luminosos, que incidiam \u00e0 noite sobre a casa de Ant\u00f4nio Villas Boas, teriam alguma rela\u00e7\u00e3o com a experi\u00eancia posterior?<\/p>\n<p>3\u00aa. Quais teriam sido as raz\u00f5es de seu encontro com a jovem?<\/p>\n<p>a) Pra ativar gens fracos de uma ra\u00e7a interplanet\u00e1ria, por meio dos gens robustos terrestres?<\/p>\n<p>b) Para completar um \u201ccheck-up\u201d f\u00edsico de um ser da Terra?<\/p>\n<p>c) Para provar aos terrestres que algumas das ra\u00e7as extraterrenas possuem condi\u00e7\u00f5es f\u00edsico-anat\u00f4micas iguais \u00e0s nossas?<\/p>\n<p>d) Para estabelecer rela\u00e7\u00f5es de parentesco interplanet\u00e1rio como elemento precursor de entendimentos pol\u00edticos ou culturais posteriores?<\/p>\n<p>e) Ou, apenas porque a jovem, que talvez estivesse em situa\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica superior, na tripula\u00e7\u00e3o da nave, tivera um desejo moment\u00e2neo nesse sentido?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>O Exame F\u00edsico de Ant\u00f4nio Villas-Boas<\/h3>\n<p><strong>Identifica\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Villas Boas, 23 anos, branco, solteiro, fazendeiro, residente em S\u00e3o Francisco de Salles, no Estado de Minas Gerais.<\/p>\n<p><a name=\"historia\"><\/a><\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria da doen\u00e7a:<\/strong><\/p>\n<p>Conforme est\u00e1 registrado em seu depoimento (anexo), deixou o aparelho \u00e0s 5:30 hrs da manh\u00e3 de 16 de outubro de 1957. Sentia-se bastante fraco, por n\u00e3o ter ingerido nenhum alimento desde \u00e0s 21 horas da noite anterior, e por ter vomitado bastante dentro do aparelho. Chegou em casa exausto e dormiu o dia quase todo. Despertou \u00e0s 16:30 hrs, sentiu-se bem e jantou normalmente. J\u00e1 nessa noite (e tamb\u00e9m na seguinte), por\u00e9m n\u00e3o conseguiu dormir. Estava nervoso e muito excitado; por v\u00e1rias vezes chegava a conciliar o sono, mas logo come\u00e7ava a rever em sonhos os acontecimentos da v\u00e9spera, mas como se tudo estivesse ocorrendo de novo; acordava ent\u00e3o sobressaltado, aos gritos, sentindo-se agarrado outra vez, pelo seus estranhos captores. Ap\u00f3s v\u00e1rias experi\u00eancias desse tipo, desistiu de dormir e passar a noite estudando. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o podia, pois n\u00e3o havia jeito de concentrar a aten\u00e7\u00e3o no que estava lendo; seus pensamentos voltavam sempre \u00e0s ocorr\u00eancias da noite anterior. Amanheceu do dia inquieto, andando de um lado para o outro e fumando sem cessar. Estava cansado e com dores por todo o corpo. Tomou ent\u00e3o uma x\u00edcara de caf\u00e9, sem comer nada como fazia de h\u00e1bito. Logo em seguida, entretanto, come\u00e7ou a sentir-se nauseado. Essa n\u00e1usea permaneceu durante todo o dia. Surgiu tamb\u00e9m, nas t\u00eamporas, uma forte dor de cabe\u00e7a, que pulsava, e que tamb\u00e9m durou o dia todo. Observou que havia perdido completamente o apetite e n\u00e3o conseguiu comer absolutamente nada durante cerca de dois dias.<\/p>\n<p>Passou a segunda noite ainda sem poder dormir, na mesma situa\u00e7\u00e3o da noite anterior. Durante essa noite, come\u00e7ou a sentir um inc\u00f4modo ardor nos olhos, mas a dor de cabe\u00e7a desapareceu e n\u00e3o mais voltou.<\/p>\n<p>Durante o segundo dia, continuou nauseado e com inapet\u00eancia absoluta. N\u00e3o vomitou por\u00e9m, em nenhuma ocasi\u00e3o, talvez por n\u00e3o ter for\u00e7ado a alimenta\u00e7\u00e3o. A ard\u00eancia nos olhos se acentuou e passou a se acompanhar de lacrimejamento permanente; n\u00e3o notou contudo, nenhuma congest\u00e3o nas conjuntivas \u2013 nem qualquer outro sinal de irrita\u00e7\u00e3o ocular. N\u00e3o observou diminui\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o.<\/p>\n<p>Na terceira noite o sono voltou, tendo dormido normalmente. Mas da\u00ed por diante, durante o prazo de um m\u00eas aproximadamente, foi acometido de uma sonol\u00eancia excessiva. Mesmo durante o dia, cochilava ou dormia a qualquer momento, mesmo quando em conversa com outras pessoas e em qualquer lugar. Bastava que ficasse parado por algum tempo para, insensivelmente come\u00e7ar a dormir, durante todo esse per\u00edodo de sonol\u00eancia, persistiu tamb\u00e9m a ard\u00eancia nos olhos e o lacrimejamento excessivo. A n\u00e1usea desapareceu, todavia, no terceiro dia \u2013 quando tamb\u00e9m o apetite voltou, passando a se alimentar normalmente. Notou que os sintomas visuais se agravavam na luz do Sol, obrigando-o a evitar muita claridade.<\/p>\n<p>No oitavo dia, teve pequena contus\u00e3o no antebra\u00e7o, quando trabalhava, com pequena hemorragia no local. No dia seguinte, observou que a les\u00e3o tinha se transformado numa pequena ferida infectada, com um pequeno ponto de pus, e co\u00e7ando muito; quando essa ferida cicatrizou, ficando uma mancha arroxeada em volta. Quatro a dez dias ap\u00f3s, novas feridas semelhantes nos antebra\u00e7os e pernas; essas por\u00e9m vieram espontaneamente, sem traumatismo pr\u00e9vio; todas elas se iniciando por \u201cum pequeno calombo no olhozinho no centro, co\u00e7ando muito, durando cada vez uns dez a vinte dias\u201d. Refere que todas ficaram \u201carroxeadas em volta ao secar\u201d, ainda se notando as cicatrizes.<\/p>\n<p>N\u00e3o observou, em nenhuma ocasi\u00e3o, qualquer erup\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea ou queimadura, negando tamb\u00e9m que tivesse notado qualquer ponto hemorr\u00e1gico na pele (pet\u00e9quias) ou equimoses aos traumatismos menores (manchas hemorr\u00e1gicas); se algumas houve, passaram-lhe desapercebidas. Refere, contudo, que no d\u00e9cimo-quinto dia apareceram-lhe duas manchas amareladas no rosto, de um lado e do outro do nariz, mais ou menos sim\u00e9tricas: eram \u201cuma esp\u00e9cie de ganes meio p\u00e1lidos, como se houvesse ali pouco sangue\u201d, que desapareceram espontaneamente ao fim de uns 10 a 20 dias.<\/p>\n<p>Atualmente ainda tem, nos bra\u00e7os, duas feridinhas n\u00e3o cicatrizadas, al\u00e9m das cicatrizes de v\u00e1rias outras \u2013 que continuaram aparecendo esporadicamente durante esses meses. Nenhum dos demais sintomas descritos acima reapareceu at\u00e9 agora. Sente-se no momento bem disposto e julga estar gozando de boa sa\u00fade.<\/p>\n<p>Nega ter tido febre, diarreia, fen\u00f4menos hemorr\u00e1gicos ou icter\u00edcia \u2013 n\u00e3o s\u00f3 na fase aguda de sua doen\u00e7a, mas tamb\u00e9m posteriormente. N\u00e3o notou, por outro lado, nenhuma \u00e1rea de depila\u00e7\u00e3o, no corpo ou na face, nem observou queda excessiva de cabelos \u2013 em nenhuma ocasi\u00e3o, de outubro para c\u00e1. Durante o per\u00edodo de sonol\u00eancia n\u00e3o apresentou diminui\u00e7\u00e3o aparente da sua capacidade para o trabalho f\u00edsico. N\u00e3o observou tamb\u00e9m qualquer diminui\u00e7\u00e3o da libido ou pot\u00eancia, ou qualquer altera\u00e7\u00e3o de acuidade visual; n\u00e3o notou ainda anemia, nem teve les\u00f5es ulceradas na boca.<\/p>\n<p><a name=\"doencas\"><\/a><\/p>\n<p><strong>Doen\u00e7as passadas:<\/strong><\/p>\n<p>Refere-se apenas a doen\u00e7as eruptivas pr\u00f3prias da inf\u00e2ncia (sarampo e catapora), sem complica\u00e7\u00f5es. Nunca teve doen\u00e7as cr\u00f4nicas ven\u00e9reas. Sofre, h\u00e1 alguns anos de \u201ccolite cr\u00f4nica\u201d, que no momento n\u00e3o o est\u00e1 incomodando.<\/p>\n<p><a name=\"exame\"><\/a><\/p>\n<p><strong>Exame F\u00edsico:<\/strong><\/p>\n<p>Trata-se de uma pessoa do sexo masculino, de cor branca, cabelos negros e lisos e olhos escuros, n\u00e3o aparentando sofrer de nenhuma doen\u00e7a aguda ou cr\u00f4nica.<\/p>\n<p>Bi\u00f3tipo: Longil\u00edneo est\u00eanico.<\/p>\n<p>F\u00e1cies: at\u00edpica.<\/p>\n<p>\u00c9 de estatura m\u00e9dia (1,64m. cal\u00e7ado), magro por\u00e9m robusto, com musculatura bem desenvolvida. Est\u00e1 em bom estado de nutri\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apresentando nenhum sinal de car\u00eancia vitam\u00ednico. Aus\u00eancia de deformidades f\u00edsicas ou anomalias do desenvolvimento corporal. P\u00ealos do corpo, de aspecto e distribui\u00e7\u00e3o normal em rela\u00e7\u00e3o ao seu sexo. Mucosas conjuntivas ligeiramente descoradas. Dentes em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o. G\u00e2nglios superficiais impalp\u00e1veis.<\/p>\n<p><a name=\"dermatologico\"><\/a><\/p>\n<p><strong>Exame dermatol\u00f3gico:<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 que se assinalar as seguintes altera\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>1)\u2013 duas pequenas manchas hipercr\u00f4micas, uma de cada lado do queixo, de pequeno tamanho e formado mais ou menos arredondado; uma delas tem o di\u00e2metro de uma moeda de 10 centavos, sendo a outra um pouco maior e de aspecto mais irregular; a pele sobre essas regi\u00f5es se apresenta mais lisa e adelga\u00e7ada, como se tivesse sido renovada recentemente, ou como se fosse algo atrofiado; n\u00e3o h\u00e1 nenhum elemento que permita fazer qualquer avalia\u00e7\u00e3o sobre a natureza e a idade dessas marcas: apenas se pode dizer que s\u00e3o cicatrizes de alguma les\u00e3o superficial com hemorragia subcut\u00e2nea associada \u2013 tendo pelo menos um m\u00eas e no m\u00e1ximo doze meses de exist\u00eancia; aparentemente essas marcas n\u00e3o s\u00e3o definitivas e desaparecer\u00e3o provavelmente ao cabo de alguns meses. Nenhuma outra mancha ou marca semelhante foi assinalada.<\/p>\n<p>2)Diversas cicatrizes de les\u00f5es cut\u00e2neas recentes (alguns meses no m\u00e1ximo), no dorso das m\u00e3os, antebra\u00e7o e pernas. Todas apresentam o mesmo aspecto, que lembra o de pequenos fur\u00fanculos ou feridas cicatrizadas, com \u00e1reas de descama\u00e7\u00e3o em volta, mostrando que s\u00e3o relativamente recentes. Ainda existem duas n\u00e3o cicatrizadas, uma em cada bra\u00e7o, cujo aspecto \u00e9 o de pequenos n\u00f3dulos (ou calombos) avermelhados, mas duros do que a pele em volta e fazendo sali\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mesma, dolorosos \u00e0 press\u00e3o, com um pequeno orif\u00edcio central que deixa escapar uma serosidade amarelada; a pele em volta se apresenta alterada e irritada \u2013 indicando que as les\u00f5es s\u00e3o prurigionosas, pois h\u00e1 marcas feitas pelas unhas do paciente ao cola-las. O aspecto mais interessante de todas essas les\u00f5es e cicatrizes cut\u00e2neas \u00e9 a presen\u00e7a de uma \u00e1rea hipercr\u00f4mica de cor viol\u00e1cea em torno de todas elas &#8211; com a qual n\u00e3o temos nenhuma familiaridade. N\u00e3o sabemos se essas \u00e1reas podem ter alguma significa\u00e7\u00e3o especial, ou n\u00e3o. A nossa experi\u00eancia em Dermatologia \u00e9 insuficiente para que possamos interpreta-las corretamente, j\u00e1 que essa n\u00e3o \u00e9 a nossa especialidade. Limitamo-nos pois a descrever essas altera\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que foram tamb\u00e9m fotografadas.<\/p>\n<p><a name=\"sistema\"><\/a><\/p>\n<h3>Exame do sistema nervoso:<\/h3>\n<p>Psiquismo: Boa orienta\u00e7\u00e3o no tempo e no espa\u00e7o. Emotividade e afetividade dentro dos limites normais. Aten\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea e provocada, nos limites do normal. Teste de percep\u00e7\u00e3o, de associa\u00e7\u00e3o de ideias e de racioc\u00ednio, indicando mecanismos mentais aparentemente normais. Mem\u00f3ria anter\u00f3grada e retr\u00f3grada conservadas; mem\u00f3ria visual excelente, com facilidade para reproduzir em desenhos ou gr\u00e1ficos os detalhes descritos verbalmente. Aus\u00eancia de qualquer sinal ou evid\u00eancia indireta de perturba\u00e7\u00e3o das faculdades mentais.<\/p>\n<p>Nota: Estes resultados, embora precisos, dever\u00e3o ser completados \u2013 caso poss\u00edvel \u2013 por um exame psiqui\u00e1trico mais especializado, feito por especialista.<\/p>\n<p>Exame de motilidade, refletividade e sensibilidade superficial: Nada revelou de anormal.<\/p>\n<p>Exame dos demais aparelhos e sistemas: Nada revelou de anormal.<\/p>\n<p>Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 1958.<\/p>\n<div id=\"attachment_1731\" style=\"width: 282px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1731\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1731 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas-1.jpg\" alt=\"\" width=\"272\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas-1.jpg 272w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas-1-250x300.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas-1-150x180.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas-1-50x60.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas-1-100x120.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas-1-200x240.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 272px) 100vw, 272px\" \/><p id=\"caption-attachment-1731\" class=\"wp-caption-text\">Ant\u00f4nio Villas Boas sendo examinado pelo Doutor Olavo Fontes.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>O Relato Pessoal do Abduzido<\/h3>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>O meu nome \u00e9 Ant\u00f4nio Villas Boas. Tenho 23 anos de idade e sou lavrador de profiss\u00e3o. Vivo com minha fam\u00edlia em uma fazenda que possu\u00edmos pr\u00f3ximo \u00e0 localidade de S\u00e3o Francisco de Salles, em Minas Gerais, perto da fronteira de S\u00e3o Paulo. Tenho 2 irm\u00e3os e 3 irm\u00e3s, que vivem todos nas redondezas (havia mais 2 que j\u00e1 faleceram). Sou o pen\u00faltimo filho. Todos n\u00f3s, os homens, trabalhamos na fazenda. Temos muita planta\u00e7\u00e3o e v\u00e1rios ro\u00e7ados e possu\u00edmos um trator a gasolina (International) para aragem da terra. Em \u00e9poca de cultivo trabalhamos com o trator em dois turnos: de dia o servi\u00e7o \u00e9 feito por 2 trabalhadores pagos para isso; \u00e0 noite em geral trabalho eu, sozinho (durmo ent\u00e3o durante o dia), ou \u00e0s vezes, em companhia de um dos meus irm\u00e3os. Sou solteiro e tenho boa sa\u00fade. Trabalho muito e fa\u00e7o tamb\u00e9m um curso por correspond\u00eancia, estudando quando posso. Vim ao Rio com sacrif\u00edcio, pois n\u00e3o podia abandonar o servi\u00e7o na fazenda; fa\u00e7o muita falta. Achei que era meu dever vir contar os estranhos acontecimentos em que estive envolvido e estou disposto a seguir o que os senhores acharem melhor \u2013 inclusive a prestar depoimento perante as autoridades civis ou militares. Gostaria contudo de voltar o mais depressa que puder, pois muito me preocupa a situa\u00e7\u00e3o em que deixei a fazenda.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Tudo come\u00e7ou na noite de 5 de outubro de 1957. Houve uma festa l\u00e1 em casa e fomos dormir mais tarde, \u00e0s 11 horas. Estava no quarto com meu irm\u00e3o Jo\u00e3o Villas Boas. Por causa do calor, resolvi abrir a janela do quarto, que dava para o curral. Vi ent\u00e3o, no centro do curral, um reflexo fluorescente prateado, mais claro do que a luz da Lua, iluminando todo o solo. Era uma luz , muito branca, que n\u00e3o sei de onde vinha. Era como se viesse do alto, como a luz de um farol de autom\u00f3vel que se espalhasse ao iluminar o lugar onde batesse. Mas n\u00e3o se via nada no c\u00e9u, de onde pudesse vir a luz. Chamei meu irm\u00e3o e mostrei a ele,. Mas ele \u00e9 muito cismado e disse que era melhor irmos dormir. Fechei ent\u00e3o a janela e nos deitamos. Algum tempo depois, n\u00e3o conseguindo dominar a curiosidade, voltei a abrir a janela. A luz ainda estava l\u00e1, no mesmo lugar. Eu ia observar mais um tempo, mas a\u00ed a luz come\u00e7ou a mover-se devagar, vindo na dire\u00e7\u00e3o da janela.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_1735\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1735\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1735 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas-new.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas-new.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas-new-150x251.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas-new-50x84.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas-new-100x167.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><p id=\"caption-attachment-1735\" class=\"wp-caption-text\">Ant\u00f4nio Villas Boas, protagonista do caso.<\/p><\/div>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Fechei-a ent\u00e3o depressa, t\u00e3o depressa que ela bateu com for\u00e7a e o barulho acordou meu irm\u00e3o, que j\u00e1 estava dormindo. Juntos vimos na escurid\u00e3o do quarto, a luz penetrar por pequenas frestas da janela e depois mover-se para o telhado, iluminando por entre as telhas. A\u00ed ela se apagou e n\u00e3o voltou mais&#8230;<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>O segundo epis\u00f3dio ocorreu na noite de 14 de outubro. Devia ser entre 3:30 ou 10 horas da noite, mas n\u00e3o posso garantir pois estava sem rel\u00f3gio. Trabalhava com o trator arando um campo, acompanhado pelo meu outro irm\u00e3o. De repente vimos uma luz muito forte (a ponto de ferir a vista), parada na ponta norte do campo. Quando a vimos j\u00e1 estava l\u00e1 e j\u00e1 era grande, arredondada e do tamanho aproximado de uma roda de carro\u00e7a. Parecia estar a uns 100 metros de altura e era de uma cor vermelho-clara, iluminando uma larga \u00e1rea do solo. Devia haver algum objeto dentro da luz, mas n\u00e3o posso afirmar pois ela era muito forte para que se pudesse ver mais alguma coisa. Chamei meu irm\u00e3o para irmos l\u00e1 ver o que era aquilo. Ele n\u00e3o quis e eu fui sozinho. Quando cheguei perto a coisa se mexeu de repente e, numa velocidade enorme, se moveu para a ponta sul do campo, aonde parou. Fui atr\u00e1s outra vez. Mesma manobra, voltando agora para o local inicial. Continuei tentando e a manobra se repetiu durante 20 vezes. J\u00e1 estava cansado e desisti, voltando para junto do irm\u00e3o. A luz ficou im\u00f3vel por mais alguns minutos, parada ao longe. De vez em quando parecia emitir raios em todas as dire\u00e7\u00f5es, como os do Sol poente, com cintila\u00e7\u00f5es. A seguir, sumiu repentinamente, como se apagasse. N\u00e3o tenho certeza pois n\u00e3o me lembro se olhei s\u00f3 naquela dire\u00e7\u00e3o o tempo todo. Talvez tenha olhado em outra dire\u00e7\u00e3o por alguns segundos e ela tenha subido com velocidade e desaparecido antes que eu olhasse para l\u00e1 de novo.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_1737\" style=\"width: 482px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1737\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1737 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/BOAZ.jpg\" alt=\"\" width=\"472\" height=\"357\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/BOAZ.jpg 472w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/BOAZ-400x303.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/BOAZ-250x189.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/BOAZ-150x113.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/BOAZ-50x38.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/BOAZ-100x76.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/BOAZ-200x151.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/BOAZ-300x227.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/BOAZ-350x265.jpg 350w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/BOAZ-450x340.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 472px) 100vw, 472px\" \/><p id=\"caption-attachment-1737\" class=\"wp-caption-text\">Repersenta\u00e7\u00e3o dos momentos iniciais do Caso Ant\u00f4nio Villas Boas.<\/p><\/div>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>No dia seguinte, 15 de outubro, eu estava sozinho trabalhando com o trator no mesmo local. A noite estava fria e o c\u00e9u muito limpo, com muitas estrelas. Exatamente \u00e0 uma da madrugada, vi de repente uma estrela vermelha no c\u00e9u. Parecia mesmo uma dessas estrelas maiores, de brilho forte. Mas na era, pois come\u00e7ou a aumentar rapidamente de tamanho, como se estivesse vindo em minha dire\u00e7\u00e3o. Em poucos instantes transformou-se num objeto ov\u00f3ide, fortemente luminoso, que vinha em minha dire\u00e7\u00e3o a uma velocidade espantosa. T\u00e3o depressa ele se deslocava que, antes que eu pudesse pensar no que devia fazer, j\u00e1 estava por cima do trator. A\u00ed esse objeto parou de repente e desceu at\u00e9 ficar a uns 50 metros acima de minha cabe\u00e7a, iluminando o trator e o ch\u00e3o em volta como se fosse dia, com uma luz vermelho-clara t\u00e3o forte que dominava a luz dos far\u00f3is do trator, que estava acesa. Naquele momento, fiquei apavorado, pois n\u00e3o sabia o que era aquilo. Pensei em fugir com o trator, mas vi que, com a pouca velocidade que o mesmo desenvolvia seriam poucas as chances de sucesso, dada a grande velocidade mostrada pelo objeto \u2013 que continuava parado em pleno ar. Pensei tamb\u00e9m em saltar ao ch\u00e3o e sair correndo, mas a terra fofa, revolvida pelas p\u00e1s do trator, seriam um obst\u00e1culo dif\u00edcil na escurid\u00e3o. Seria penoso correr enterrando as pernas at\u00e9 o joelho naquele ch\u00e3o trai\u00e7oeiro; se metesse o p\u00e9 em um buraco poderia at\u00e9 mesmo quebrar uma perna. Fiquei naquela agonia sem saber o que fazer, talvez uns dois minutos. Mas a\u00ed o objeto luminoso se moveu para a frente e parou de novo a uns 10 ou 15 metros adiante do trator.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Come\u00e7ou ent\u00e3o a descer para o solo, bem lentamente. Foi se aproximando e pude ver, pela primeira vez, que era um aparelho estranho, de feitio meio arredondado, todo rodeado de pequenas luzes arroxeadas e com um grande farol vermelho na frente, de onde parecia vir toda aquela luz que eu vira quando o mesmo estava mais alto \u2013 e que impedia que eu pudesse distinguir qualquer outro detalhe. Mas agora via-se perfeitamente a forma daquela m\u00e1quina, que era semelhante \u00e0 um grande ovo alongado, com tr\u00eas hastes de metal, grossas na base e afinando na resc\u00eancia (ou luz fluorescente como a de um an\u00fancio luminoso) avermelhada, da mesma cor do farol dianteiro. Na parte superior, havia uma coisa que girava a grande velocidade, tamb\u00e9m emitindo uma forte luz fluorescente avermelhada. Essa luz foi mudando para uma cor esverdeada no momento em que o aparelho diminuiu sua marcha de descida, para pousar, isto correspondendo, na minha impress\u00e3o, a uma diminui\u00e7\u00e3o na velocidade de rota\u00e7\u00e3o daquela parte girat\u00f3ria, que pareceu tomar a forma de um prato circular, ou c\u00fapula achatada, nesse momento (antes n\u00e3o se distinguia forma). N\u00e3o posso afirmar se esta era a forma real daquela parte girat\u00f3ria que havia no topo do aparelho, ou simplesmente uma impress\u00e3o dada pelo movimento \u2013 porque em nenhum momento (mesmo depois, com o aparelho no solo) a mesma deixara de girar.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Naturalmente, a maior parte dos detalhes que estou descrevendo foram observados mais tarde. Naquele primeiro momento, eu estava muito nervoso e angustiado para ver muita coisa. De tal forma que, quando vi tr\u00eas suportes de metal (formando um trip\u00e9) surgiram debaixo, quando este estava j\u00e1 a poucos metros do solo \u2013 perdi completamente o pouco controle que me restava. Aquelas pernas de metal eram evidentemente para escorar o peso do aparelho quando ele tocasse o ch\u00e3o em seu pouso. N\u00e3o cheguei a ver isto acontecer porque pus o trator em movimento (o motor estava trabalhando o tempo todo) e movi-o para um lado, tentando abrir caminho para fugir. Mas n\u00e3o havia chegado a andar poucos metros quando o motor \u201cmorreu\u201d de repente e, ao mesmo tempo, as luzes dos far\u00f3is se apagarem sozinhas. N\u00e3o consigo explicar como aquilo aconteceu pois a chave do motor estava ligada e os far\u00f3is continuavam tamb\u00e9m ligados. Quis fazer funcionar de novo o motor, mas o motor de arranco estava isolado e n\u00e3o deu sinal de vida. Abri ent\u00e3o a porta do trator, do lado oposto \u00e0quele onde se encontrava o aparelho, e saltei para o ch\u00e3o, come\u00e7ando a correr. Mas parece que perdi um precioso tempo tentando movimentar o trator, pois n\u00e3o dera mais do que alguns passos quando meu bra\u00e7o foi agarrado por algu\u00e9m.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_1727\" style=\"width: 503px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1727\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1727 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297.jpg\" alt=\"\" width=\"493\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297.jpg 493w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297-400x276.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297-250x172.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297-150x103.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297-50x34.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297-100x69.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297-200x138.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297-300x207.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297-350x241.jpg 350w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_297-450x310.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 493px) 100vw, 493px\" \/><p id=\"caption-attachment-1727\" class=\"wp-caption-text\">Representa\u00e7\u00e3o do objeto voador para onde Ant\u00f4nio Villas Boas foi levado.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>O meu perseguidor era um homem baixo (batia no meu ombro), vestido de uma roupa estranha. No meu desespero, girei o corpo com viol\u00eancia e dei-lhe um forte empurr\u00e3o que o desequilibrou. Foi obrigado ent\u00e3o a me largar e a cair para tr\u00e1s com o impulso, perdendo o equil\u00edbrio e indo ao ch\u00e3o onde caiu de costas, a uns dois metros de dist\u00e2ncia. Procurei aproveitar a vantagem obtida, para continuar a fuga, mas fui atacado ao mesmo tempo por outros indiv\u00edduos, pelos lados e pelas costas. Agarraram-se pelos bra\u00e7os e pernas e me levantaram do ch\u00e3o, o que me tirou qualquer possibilidade de defesa. Podia apenas me debater e retorcer o corpo, mas a pegada deles era firme e n\u00e3o me largaram. Comecei a gritar por socorro e em altos brados a xinga-los, e a exigir que me soltassem. Notei, \u00e0 medida que me arrastavam para o aparelho, que a minha fala\u00e7\u00e3o os deixava como que surpreendidos ou curiosos pois paravam de caminhar e olhavam para o meu rosto com aten\u00e7\u00e3o toda a vez que eu falava \u2013 embora sem afrouxar a firmeza com que me seguravam. Isso me acalmou um pouco em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas inten\u00e7\u00f5es, mas nem por isso deixei de lutar. Dessa maneira me transportaram at\u00e9 junto do aparelho, pousado a uns dois metros do solo, sobre as tr\u00eas escoras met\u00e1licas de que j\u00e1 falei. Havia uma porta aberta na metade traseira do mesmo. Essa porta se abria de cima para baixo, formando como que uma ponte de cuja ponta estava presa uma escada met\u00e1lica, feita do mesmo metal prateado que havia nas paredes do aparelho. Essa escada se havia desenrolado at\u00e9 o ch\u00e3o. Fui i\u00e7ado por ali, tarefa que n\u00e3o foi f\u00e1cil para eles. A escada era estreita, mal dando espa\u00e7o para duas pessoas, uma do lado da outra. Al\u00e9m disso, era m\u00f3vel e flex\u00edvel, oscilando de um lado para outro com os meus esfor\u00e7os para me libertar. Havia tamb\u00e9m um corrim\u00e3o de metal roli\u00e7o de cada lado, da grossura de um cabo de vassoura talvez, para ajudar a subida; a ele me aferrei v\u00e1rias vezes procurando impedir que me levassem \u2013 obrigando-os a parar para soltar minhas m\u00e3os. Esse corrim\u00e3o era tamb\u00e9m flex\u00edvel (tive a impress\u00e3o mas tarde, ao descer, de que n\u00e3o era inteiri\u00e7o, mas sim formado de pequenas pe\u00e7as de metal, articuladas umas dentro das outras).<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_1738\" style=\"width: 314px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1738\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1738 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/huma5-Villas-Boas.jpg\" alt=\"\" width=\"304\" height=\"212\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/huma5-Villas-Boas.jpg 304w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/huma5-Villas-Boas-250x174.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/huma5-Villas-Boas-150x105.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/huma5-Villas-Boas-50x35.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/huma5-Villas-Boas-100x70.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/huma5-Villas-Boas-200x139.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/huma5-Villas-Boas-300x209.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 304px) 100vw, 304px\" \/><p id=\"caption-attachment-1738\" class=\"wp-caption-text\">Aspecto geral dos tripulantes do disco voador.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Uma vez dentro do aparelho, vi que hav\u00edamos entrado numa pequena saleta quadrada, cujas paredes de metal polido brilhavam com reflexos \u00e0 luz fluorescente que vinha do teto, emitida por numerosas l\u00e2mpadas pequenas, de forma quadrada, embutidas no metal desse teto e dispostas por toda a volta do mesmo, por fora junto \u00e0s paredes. N\u00e3o pude contar quantas eram pois logo me puseram de p\u00e9 no ch\u00e3o \u2013 assim que a porta externa subiu, trazendo na ponta a escada enrolada e presa, e se fechou. A ilumina\u00e7\u00e3o era t\u00e3o boa que parecia de dia. Mesmo nessa luz branca fluorescente n\u00e3o se distinguia mais onde era a porta de fora, que ao se fechar parecia ter se transformado em parede. Eu s\u00f3 sabia onde ela estava por causa da escada de metal presa na parede. N\u00e3o pude observar mais detalhes porque um dos homens \u2013 eram cinco ao todo \u2013 me fez sinal com a m\u00e3o para que caminhasse na dire\u00e7\u00e3o de uma outra sala que se entrevia por uma porta aberta do lado oposto \u00e0 porta de fora. N\u00e3o sei se essa segunda porta j\u00e1 estava aberta quando entrei, pois s\u00f3 ent\u00e3o olhei naquela dire\u00e7\u00e3o. Resolvi obedecer, pois continuavam me segurando e agora eu estava fechado l\u00e1 dentro, com eles, e n\u00e3o tinha outra escolha.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_1725\" style=\"width: 330px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1725\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1725 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/casovillasboas-090717.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/casovillasboas-090717.jpg 320w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/casovillasboas-090717-250x272.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/casovillasboas-090717-150x163.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/casovillasboas-090717-50x54.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/casovillasboas-090717-100x109.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/casovillasboas-090717-200x218.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/casovillasboas-090717-300x326.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><p id=\"caption-attachment-1725\" class=\"wp-caption-text\">Representa\u00e7\u00e3o do momento em que Ant\u00f4nio Villas Boas \u00e9 capturado pelos tripulantes do disco voador<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Deixamos a saleta, na qual n\u00e3o vi nenhum m\u00f3vel ou aparelho, e entramos numa sala ampla, bem maior e de formato meio oval, iluminada conforme o ouro compartimento e com as mesmas paredes de metal prateado e polido. Acho que essa sala era no centro do aparelho porque no meio dela havia uma coluna de metal que ia do teto at\u00e9 o ch\u00e3o, larga encima e em baixo, e afinando bastante para o meio. Era roli\u00e7a e parecia maci\u00e7a; acho que n\u00e3o estava ali s\u00f3 para enfeitar; devia servir para escorar o peso do teto. Os \u00fanicos m\u00f3veis que pude observar foram uma mesa deforma esquisita, que estava num dos cantos da sala, rodeada de v\u00e1rias cadeiras girat\u00f3rias sem encosto (semelhantes aos bancos que se usam em bares). Era tudo do mesmo metal branco. Tanto a mesa como os bancos afinavam para baixo num p\u00e9 \u00fanico que era preso ao ch\u00e3o (no caso da mesa), ou articulado a um anel m\u00f3vel preso por tr\u00eas suportes que sa\u00edam para cada lado e se embutiam no ch\u00e3o (no caso dos bancos, permitindo assim que as pessoas neles sentadas virassem para qualquer lado).<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Durante intermin\u00e1veis minutos, permaneci de p\u00e9, sempre seguro pelos bra\u00e7os por dois homens enquanto aquele povo estranho me observava e conversava a meu respeito. Digo conversar, apenas na maneira de dizer, pois na verdade o que eu ouvia n\u00e3o tinha nenhuma semelhan\u00e7a com uma conversa de gente: eram ganidos, ligeiramente semelhantes aos uivos de um c\u00e3o. Essa semelhan\u00e7a era muito pequena, mas \u00e9 a \u00fanica que posso dar para tentar descrever aqueles sons \u2013 diferentes de tudo o que j\u00e1 ouvi at\u00e9 hoje. Eram ganidos lentos, nem muito finos nem muito roucos, uns mais longos, outros mais curtos, \u00e0s vezes com v\u00e1rios sons diferentes ao mesmo tempo, outras com um tremido no fim. Mas eram somente sons, ganidos de animais, n\u00e3o se distinguindo nada que pudesse ser tomado como o som de uma s\u00edlaba ou de uma palavra em l\u00edngua estrangeira. Nada disso. Para mim era tudo igual e por isso n\u00e3o pude guardar nenhum nome. N\u00e3o posso explicar como \u00e9 que aquela gente n\u00e3o podia se entender daquele jeito. Ainda fico arrepiado quando penso naqueles sons. N\u00e3o posso reproduzir para os senhores: s\u00f3 ouvindo&#8230;. A minha voz n\u00e3o d\u00e1 para isto.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Quando aqueles ganidos terminaram, parece que tinham resolvido tudo, pois me agarram de novo \u2013 os cinco \u2013 e come\u00e7aram a tirar minha roupa, \u00e0 for\u00e7a. Entramos em luta novamente, eu resistindo e procurando dificultar ao m\u00e1ximo o que eles faziam. Protestava e xingava tamb\u00e9m em altos brados. Eles evidentemente n\u00e3o entendiam, mas paravam e olhavam para mim, como se quisessem mostrar que eram educados. Por outro lado, embora usando for\u00e7a, em nenhum momento me machucaram seriamente e nem sequer rasgaram a minha roupa, a n\u00e3o ser talvez a camisa (que j\u00e1 estava rasgada antes, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o posso ter certeza).<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Fiquei inteiramente despido, j\u00e1 de novo angustiado e sem saber o que me ia acontecer. Um dos homens est\u00e3o se aproximou, tendo \u00e0 m\u00e3o uma coisa que parecia uma esp\u00e9cie de esponja molhada e, com ela come\u00e7ou a me passar um liquido na pele. N\u00e3o devia ser esponja dessas de borracha comum, porque era muito mais macia. O l\u00edquido era claro como \u00e1gua mas bem grosso e sem cheiro; pensei que fosse algum \u00f3leo, mas estava enganado, pois a pele n\u00e3o ficou engordurada nem oleosa. Passaram-me esse l\u00edquido pelo corpo todo. Eu estava com frio, porque a temperatura da noite l\u00e1 fora j\u00e1 baixa, sendo nitidamente mais baixa dentro das duas salas do aparelho; quando me tiraram a roupa comecei a tiritar e agora ainda batia esse l\u00edquido para piorar a situa\u00e7\u00e3o. Mas parece que o mesmo secou depressa e no fim n\u00e3o senti muita diferen\u00e7a.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_1733\" style=\"width: 172px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1733\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1733 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/1950.h2.jpg\" alt=\"\" width=\"162\" height=\"168\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/1950.h2.jpg 162w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/1950.h2-150x156.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/1950.h2-50x52.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/1950.h2-100x104.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 162px) 100vw, 162px\" \/><p id=\"caption-attachment-1733\" class=\"wp-caption-text\">Ap\u00f3s ser despido, \u00e9 passado um \u00f3leo com uma esponja pelo corpo de Ant\u00f4nio Villas Boas.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Fui ent\u00e3o conduzido por tr\u00eas daqueles homens na dire\u00e7\u00e3o de uma porta que havia do lado oposto aquela por onde entr\u00e1ramos, que estava fechada. Fazendo-me sinais com as m\u00e3os, para que os acompanhasse, e ganindo um para outro de vez em quando, foram eles naquela dire\u00e7\u00e3o \u2013 e eu no meio. O que ia na frente empurrou qualquer coisa no meio da porta (n\u00e3o pude ver o que era; talvez uma argola ou um bot\u00e3o) que se abriu para dentro, em duas metades, como uma porta de bar. Essa porta, quando fechada, ia do teto at\u00e9 o ch\u00e3o e trazia na parte de cima uma esp\u00e9cie de letreiro (ou coisa parecida) luminoso, tra\u00e7ado em sinais vermelha que, por efeito da luz, pareciam fazer sali\u00eancia a uns dois dedos para fora do metal da porta. Essa escrita foi a \u00fanica coisa do tipo, que vi dentro do aparelho. Eram rabiscos completamente diversos das letras que conhecemos. Procurei guardar de mem\u00f3ria a sua forma e foram aqueles que desenhei na carta que mandei para o Sr. Martins. Atualmente j\u00e1 esqueci como \u00e9 que eles eram.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_1732\" style=\"width: 389px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1732\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1732 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image006.jpg\" alt=\"\" width=\"379\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image006.jpg 379w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image006-250x133.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image006-150x80.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image006-50x27.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image006-100x53.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image006-200x106.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image006-300x159.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image006-350x186.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 379px) 100vw, 379px\" \/><p id=\"caption-attachment-1732\" class=\"wp-caption-text\">Reprodu\u00e7\u00e3o dos estranhos caracteres estampados na parede do disco voador.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Mas voltando aos acontecimentos: a tal porta dava entrada para um saleta menor, meio quadrada, iluminada como as outras. Depois que entramos (eu e dois dos homens) a porta se fechou atr\u00e1s de n\u00f3s. Olhei ent\u00e3o para tr\u00e1s e vi uma coisa que n\u00e3o sei explicar: n\u00e3o havia mais porta nenhuma; apenas se via uma parede igual \u00e0s outras. N\u00e3o sei como \u00e9 que se fazia aquilo. S\u00f3 se com a porta fechada descia algum anteparo que a escondia da gente. N\u00e3o pude compreender. O certo \u00e9 que logo depois a parede se abriu e era porta de novo; n\u00e3o vi nenhum anteparo. Desta vez entraram mais dois homens trazendo nas m\u00e3os dois tubos de borracha vermelha, bem grossos, com mais de um metro de comprimento cada um. Se havia alguma coisa dentro deles, n\u00e3o posso dizer, mas sei que eram ocos. Um desses tubos foi adaptado numa das pontas de um frasco de vidro em forma de c\u00e1lice. A outra ponta tinha um biquinho, em forma de ventosa, que foi aplicado na pele do meu queixo, aqui onde os senhores est\u00e3o vendo esta mancha escura que ficou como cicatriz. Antes disso, por\u00e9m, a homem que executou a manobra espremeu o tubo com as m\u00e3os, como se tivesse posto o ar para fora. N\u00e3o senti nenhuma dor ou picada na hora; apenas a sensa\u00e7\u00e3o de que minha pele estava sendo sugada ou aspirada. Mas depois o lugar ficou ardendo e co\u00e7ando (e mais tarde verifiquei que a pele tinha ficado ferida, esfolada). Aplicada a borracha, vi meu sangue entrar pouco a pouco dentro do c\u00e1lice \u2013 enchendo-o at\u00e9 a metade. A\u00ed a coisa parou e o tubo foi retirado e substitu\u00eddo pelo outro lado onde os senhores podem ver outra mancha escura igual \u00e0 outra. Dessa vez o c\u00e1lice encheu at\u00e9 encima e a ventosa foi ent\u00e3o retirada. A pele tamb\u00e9m ficou esfolada no lugar, ardendo e co\u00e7ando como no outro lado. Fui ent\u00e3o deixado sozinho; os homens sa\u00edram e a porta se fechou sobre eles.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_1739\" style=\"width: 185px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1739\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1739 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_1189.jpg\" alt=\"\" width=\"175\" height=\"166\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_1189.jpg 175w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_1189-150x142.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_1189-50x47.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ufo_1189-100x95.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 175px) 100vw, 175px\" \/><p id=\"caption-attachment-1739\" class=\"wp-caption-text\">Em dado momento da abdu\u00e7\u00e3o, sangue \u00e9 extra\u00eddo do queixo de Ant\u00f4nio.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Fiquei largado ali durante um tempo enorme, talvez mais de meia hora. A sala era vazia, contendo no centro um largo div\u00e3 como que um leito, mas sem encosto e sem beirada, e um tanto inc\u00f4modo para algu\u00e9m deitar, por ser muito alto no meio, onde existia um verdadeiro cocuruto. Mas era macio, como se fosse feito de borracha esponjosa, sendo recoberto por um tecido grosso de cor cinzenta e tamb\u00e9m macio. Sentei-me ali pois sentia-me cansado depois de tanta luta e tantas emo\u00e7\u00f5es. Foi ent\u00e3o que senti um cheiro estranho e comecei a ficar enjoado. Era como se estivesse respirando uma fuma\u00e7a grossa que abafasse a minha respira\u00e7\u00e3o, dando a impress\u00e3o de um cheiro de pano pintado que estivesse sendo queimado. E estava mesmo, porque examinando as paredes notei pela primeira vez a exist\u00eancia de uma por\u00e7\u00e3o de tubinhos met\u00e1licos que faziam sali\u00eancia \u00e0 altura de minha cabe\u00e7a, fechados mas cheios de furinhos (como os de chuveiro) por onde saia uma fumacinha cinzenta que se dissolvia no ar. Essa fuma\u00e7a era a causa daquele cheiro. N\u00e3o sei se j\u00e1 estava saindo na hora em que os homens me tiraram o sangue, pois n\u00e3o reparei. Talvez com a porta abrindo e fechando o ar tivesse circulado melhor, n\u00e3o dando para que eu notasse. Mas agora, de qualquer forma, n\u00e3o me sentia vem e o enjoo aumentou tanto que acabei vomitando muito. Depois disso, passou a dificuldade de respirar, mas continuei um pouco enjoado com o cheiro daquela fumacinha. Fiquei muito desanimado depois disso, esperando que acontecesse alguma coisa.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>\u00c9 preciso que eu diga que at\u00e9 aquele momento n\u00e3o fazia a menor ideia sobre o aspecto f\u00edsico e as fei\u00e7\u00f5es daqueles homens estranhos. Todos os 5 estavam bem vestidos com um macac\u00e3o bem justo, feito de pano grosso, por\u00e9m macio, de cor cinzenta com listrinhas pretas aqui e ali. Essa roupa ia at\u00e9 o pesco\u00e7o onde se unia com uma esp\u00e9cie de capacete feito de um material da mesma cor (n\u00e3o sei o que era) que parecia mais duro e era refor\u00e7ado atr\u00e1s e na frente por l\u00e2minas de metal fino, uma delas triangular, \u00e0 altura do nariz. Esse tal capacete escondia tudo, deixando ver apenas os olhos daquelas pessoas \u2013 por tr\u00e1s de dois vidros circulares, parecidos com as lentes que se usam em \u00f3culos. Atrav\u00e9s desses vidros os homens me olhavam; os olhos deles me pareciam bem menores do que os nossos \u2013 mas acho que isso era um efeito dos vidros. Todos tinham olhos claros, que me pareceram azuis, mas n\u00e3o posso garantir. Acima dos olhos, os referidos capacetes tinham uma altura que devia corresponder ao dobro da largura de uma testa normal. \u00c9 prov\u00e1vel que houvesse mais alguma coisa por dentro dos mesmos, por cima das cabe\u00e7as, mas por fora n\u00e3o se via nada. Mais acima, do meio da cabe\u00e7a, sa\u00edam tr\u00eas tubos circulares e prateados (n\u00e3o posso dizer se eram de borracha ou met\u00e1licos), um pouco mais finos do que uma mangueira de jardim. Esses tubos, um no centro e mais um de cada lado, eram lisos e se dirigiam para tr\u00e1s e para baixo, curvando-se na dire\u00e7\u00e3o das costas. L\u00e1 eles penetravam na roupa, aonde se embutiam de maneira que n\u00e3o sei explicar, um no meio \u2013 na altura da coluna vertebral; os outros dois, um para cada lado, se fixavam abaixo dos ombros a uns quatro dedos por baixo das axilas \u2013 quase do lado, no limite com as costas. N\u00e3o notei nada, nenhuma sali\u00eancia ou volume que indicasse estarem esses tubos presos a alguma caixa ou aparelho escondido por baixo da roupa.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_1736\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1736\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1736 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boasPage1.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"305\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boasPage1.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boasPage1-150x229.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boasPage1-50x76.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boasPage1-100x153.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><p id=\"caption-attachment-1736\" class=\"wp-caption-text\">Representa\u00e7\u00e3o da tripulante feminina.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>As mangas do macac\u00e3o eram compridas e justas indo at\u00e9 os punhos onde se continuavam por luvas grossas, da mesma cor, com cinco dedos, que deviam atrapalhar um pouco o movimento das m\u00e3os; observei, a esse respeito, que os homens n\u00e3o conseguiam dobrar completamente os dedos de modo a tocar a palma com as pontas . Essa dificuldade n\u00e3o os impediu, entretanto, de me agarrarem com firmeza, nem de manipularem com habilidade as borrachas para extrair meu sangue. A roupa devia ser uma esp\u00e9cie de uniforme, porque todos os tripulantes do aparelho traziam \u00e0 altura do peito uma esp\u00e9cie de escudo vermelho do tamanho de uma rodela de abacaxi, que de vez em quando apresentava reflexos luminosos; n\u00e3o era luz pr\u00f3pria mas reflexos semelhantes aos de um vidro vermelho desses que ficam por cima dos far\u00f3is traseiros dos autom\u00f3veis, que refletem a luz do farol de um outro carro, como se tivessem tamb\u00e9m uma luz. Desse escudo no centro do peito partia uma tira de tecido prateado (ou metal laminado) que se unia a um cinto largo e justo, sem fivela ou presilha, de cuja cor n\u00e3o me recordo. N\u00e3o havia nenhum bolso vis\u00edvel nem nenhum dos macac\u00f5es; n\u00e3o vi tamb\u00e9m bot\u00f5es. As cal\u00e7as eram tamb\u00e9m justas nas cadeiras, coxas e pernas \u2013 n\u00e3o se vendo nenhuma dobra ou folga de tecido. N\u00e3o havia separa\u00e7\u00e3o n\u00edtida no tornozelo entre a cal\u00e7a e os sapatos, que se continuavam um pelo outro, fazendo parte do mesmo conjunto.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>As solas, nos p\u00e9s, apresentavam, entretanto, um detalhe diferente: eram muito grossas, com dois ou tr\u00eas dedos de largura e bem viradas (ou arqueadas para cima) na frente, de modo que a ponta dos sapatos, que tinham o aspecto de sapatos de t\u00eanis, eram bem arqueadas para o alto \u2013 mas sem afinar em ponta como sapatos dos livros de hist\u00f3rias de antigamente. Pelo que vi depois, esses sapatos deveriam ser bem maiores dos p\u00e9s que os cal\u00e7avam. Apesar disso, o andar daqueles homens era bem desembara\u00e7ado e eles eram bem ligeiros nos seus movimentos. Aquele macac\u00e3o todo fechado, contudo, talvez atrapalhasse um pouco, pois os homens andavam sempre um pouco empinados. Todos eles eram da minha altura (talvez um pouco mais baixos, por causa do capacete), com exce\u00e7\u00e3o de um s\u00f3 \u2013 o tal que me agarrara primeiro l\u00e1 fora &#8211; ; esse n\u00e3o chegava a altura do meu queixo. Todos pareciam robustos, mas n\u00e3o o bastante para que eu tivesse medo de apanhar se lutasse com um de cada vez. Acho que em campo aberto poderia enfrentar qualquer um deles de igual para igual. Mas isso n\u00e3o vinha ao caso na situa\u00e7\u00e3o em que eu me encontrava&#8230;<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Depois de um intervalo enorme, um ru\u00eddo na porta me fez levantar sobressaltado. Voltei-me naquela dire\u00e7\u00e3o e tive uma surpresa enorme. A porta estava aberta e uma mulher vinha entrando, caminhando em minha dire\u00e7\u00e3o. Ela vinha devagar, sem pressa nenhuma, talvez se divertindo com a surpresa que devia estar estampada no meu rosto. Eu estava boquiaberto e n\u00e3o era para menos. A tal mulher estava despida, tanto como eu, e descal\u00e7a. Al\u00e9m disso, era bonita, embora de um tipo diferente dos que eu conhecia. Tinha cabelos de um loiro quase branco (como esses que s\u00e3o oxigenados), lisos n\u00e3o muito abundantes, compridos at\u00e9 o meio do pesco\u00e7o e com as pontas encaracoladas para dentro; estavam repartidos no meio da cabe\u00e7a. Os olhos eram azuis e grandes, mas compridos do que circulares, por serem rasgados para fora (conforme esses olhos pintados com l\u00e1pis, dessas mo\u00e7as que se fantasiam de princesa \u00e1rabe, que ficam parecendo rasgados; era assim, com a diferen\u00e7a de que aqui a coisa era natural, pois n\u00e3o havia pintura nenhuma). O nariz era reto, sem ser pontudo, nem arrebitado, nem grande demais. O contorno do rosto \u00e9 que era diferente porque as ma\u00e7as eram muito salientes, chegando a alargar bem a face (muito mais do que nas \u00edndias); mas logo abaixo o rosto se afinava muito terminando num queixo pontudo; esse aspecto dava \u00e0 metade inferior do seu rosto uma forma bem triangular. Os l\u00e1bios eram muito finos; quase n\u00e3o se viam; as orelhas (que vi depois) eram pequenas e n\u00e3o pareciam diferentes das que eu conhe\u00e7o. As tais ma\u00e7as salientes davam a impress\u00e3o de que havia um osso protuberante por baixo; mas como vi depois, eram macias e carnudas ao toque, n\u00e3o dando a impress\u00e3o de osso. O corpo era muito mais bonito do que qualquer outra mulher que eu j\u00e1 conheci: magro, com seios empinados e bem separados, com cintura fina e barriga pequena, com quadris mais desenvolvidos e coxas grossas. Os p\u00e9s eram pequenos; as m\u00e3os eram compridas e finas; os dedos e as unhas eram normais. Ele era bem mais baixa do que eu, batendo a sua cabe\u00e7a no meu ombro.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Essa mulher se aproximou em sil\u00eancio, olhando-me com uma express\u00e3o de quem desejava alguma coisa, e me abra\u00e7ou de repente, come\u00e7ando a esfregar a cabe\u00e7a no meu rosto, de um lado para o outro. Ao mesmo tempo senti o seu corpo todo colado ao meu, fazendo tamb\u00e9m movimentos. A sua pele era banca (conforme as louras daqui) e cheia de sardas nos bra\u00e7os. N\u00e3o senti nenhum perfume nessa pele, nem nos cabelos \u2013 a n\u00e3o ser o cheiro de mulher.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_1734\" style=\"width: 336px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1734\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1734 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas3.jpg\" alt=\"\" width=\"326\" height=\"253\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas3.jpg 326w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas3-250x194.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas3-150x116.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas3-50x39.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas3-100x78.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas3-200x155.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/boas3-300x233.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 326px) 100vw, 326px\" \/><p id=\"caption-attachment-1734\" class=\"wp-caption-text\">Ap\u00f3s o ato sexual, a tripulante aponta para o pr\u00f3prio ventre e em seguida para o c\u00e9u.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>A porta se havia fechado de novo. Sozinho ali com aquela mulher me abra\u00e7ando e dando a entender claramente o que queria , comecei a ficar excitado&#8230; Isso parece incr\u00edvel, na situa\u00e7\u00e3o em que eu me encontrava. Penso que o tal l\u00edquido que me esfregaram na pele foi a causa disso; eles devem ter feito de prop\u00f3sito. S\u00f3 sei que fiquei numa excita\u00e7\u00e3o incontrol\u00e1vel, coisa que nunca me acontecera antes. Acabei esquecendo tudo e agarrei-a, correspondendo aos seus carinhos com outros maiores. Fomos terminar no div\u00e3, onde tivemos rela\u00e7\u00f5es pela primeira vez. Foi um ato normal e ela se comportou como qualquer mulher. Depois houve um per\u00edodo de car\u00edcias comuns, seguido de nova rela\u00e7\u00e3o. No fim ela estava cansada e respirando depressa. Eu continuava animado, mas ela agora negaceava, procurando fugir, me evitar, acabar com aquilo&#8230; Quando notei isso, desanimei tamb\u00e9m. Era isso o que queriam comigo; um bom reprodutor para melhorar a ra\u00e7a deles. Tudo aquilo no fim n\u00e3o era mais nada do que isso. Fiquei com raiva, mas logo resolvi n\u00e3o dar import\u00e2ncia. De uma maneira ou outra, tinha passado momentos agrad\u00e1veis. \u00c9 claro que eu n\u00e3o quereria aquela mulher em troca por uma das nossas. Gosto de uma com quem a gente possa falar, conversar e se entender \u2013 que n\u00e3o era o caso. Al\u00e9m disso, certos ganidos que ouvi da sua boca, em alguns momentos, quase que estragavam tudo, dando a desagrad\u00e1vel impress\u00e3o de que eu estava com um animal.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Uma coisa que observei foi que ela n\u00e3o me beijou nenhuma vez. Certo momento, lembro que abriu a boca como se fosse faz\u00ea-lo, mas a coisa terminou numa dentada leve no meu queixo, mostrando que n\u00e3o era beijo.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Outra coisa que notei, foi que, excetuando a cabeleira, todos os seus demais pelos eram bem vermelhos, quase cor de sangue.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Pouco depois de nos termos separado, a porta se abriu. Apareceu um dos homens na soleira e chamou a mulher. Ela saiu ent\u00e3o. Mas antes de sair voltou-se para mim, apontou para a barriga, em seguida para mim, com um sorriso no rosto ou algo semelhante, e apontou finalmente para o c\u00e9u \u2013 na dire\u00e7\u00e3o do sul, penso eu. E foi embora&#8230; Interpretei esse sinal como um aviso de que ela voltaria para me levar com ela para as paragens onde vivia. Por causa disso, estou com medo at\u00e9 hoje. Se eles voltarem para me apanhar de novo estou perdido. N\u00e3o quero me separar dos meus e da minha terra, de modo nenhum.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_1740\" style=\"width: 388px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1740\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1740 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image002.jpg\" alt=\"\" width=\"378\" height=\"343\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image002.jpg 378w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image002-250x227.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image002-150x136.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image002-50x45.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image002-100x91.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image002-200x181.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image002-300x272.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-AVB_clip_image002-350x318.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 378px) 100vw, 378px\" \/><p id=\"caption-attachment-1740\" class=\"wp-caption-text\">Croquis do objeto observado por Ant\u00f4nio Villas Boas.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>A seguir entrou o homem, trazendo a minha roupa no bra\u00e7o. Fez sinal para que eu me vestisse, o que obedeci em sil\u00eancio. Minhas coisas estavam todas nos bolsos; s\u00f3 estava faltando o isqueiro (marca \u201cHomero\u201d). N\u00e3o sei se foi tirado por eles sou se eu o perdi durante a luta em que fui capturado. Por isso, nem tentei reclamar.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Em seguida sa\u00edmos voltando para a outra sala. Tr\u00eas dos tripulantes do aparelho estavam sentados nas tais cadeiras girat\u00f3rias, conversando (ou melhor, ganindo) entre si. Aquele que estava comigo foi se juntar a eles, largando-me no meio da sala, perto da mesa de que j\u00e1 falei antes. Eu estava agora inteiramente calmo, pois sabia que n\u00e3o me fariam nenhum mal. Procurei passar o tempo, enquanto eles decidiam suas coisas, tentando observar e guardar todos os detalhes do que eu via (paredes, m\u00f3veis, uniformes, etc). Em dado momento, notei que encima da mesa, perto dos homens, estava uma caixa quadrada tendo uma tampa de vidro que protegia um mostrador como o de um rel\u00f3gio despertador. Havia um ponteiro l\u00e1 dentro, e uma certa marca preta no lugar que correspondia \u00e0s 6 horas; marcas iguais existiam nos pontos correspondentes \u00e0s 9 horas e 3 horas; no lugar do meio-dia, era diferente: havia 4 marquinhas pretas, uma do lado da outra. N\u00e3o sei explicar o seu significado \u2013 estavam l\u00e1 assim. No princ\u00edpio, pensei que o aparelho fosse uma esp\u00e9cie de rel\u00f3gio porque, de vez em quando, um dos homens olhava para ele. Mas penso que n\u00e3o era, pois fiquei de olho bastante tempo e, nenhum momento vi o ponteiro se mexer. Se fosse rel\u00f3gio isso tinha que acontecer, porque o tempo estava passando.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Tive ent\u00e3o a ideia de pegar aquilo para mim. Lembrei-me de que precisava de levar alguma coisa para poder provar a minha aventura. Se pegasse aquela caixa o problema estaria resolvido. Podia ser que, vendo o meu interesse, os homens resolvessem d\u00e1-lo de presente. Aproximei-me devagar; eles estavam distra\u00eddos; de repente segurei o tal instrumento nas m\u00e3os, tirando-o da mesa. Era pesado; talvez tivesse mais de 2 kg&#8230; Mas n\u00e3o tive tempo nem de examina-lo, Um dos homens se levantou mais ligeiro do que um p\u00e9 de vento e me arrancou o mesmo das m\u00e3os, com raiva, empurrando-me para o lado, e voltando a coloca-lo no mesmo lugar. Afastei-me ent\u00e3o, at\u00e9 sentir as costas tocarem na parede mais pr\u00f3xima. Fiquei ali quieto, embora n\u00e3o tivesse medo. N\u00e3o tenho medo de homem. Mas era melhor fica quieto, porque estava provado que eles s\u00f3 me respeitavam quando eu me comportava. Para que tentar alguma coisa que n\u00e3o teria resultado? A \u00fanica coisa que fiz foi arranhar a parede com as unhas, procurando ver se arrancava uma lasquinha daquele metal. Mas a unha escorregava na parede polida, sem encontrar ponto de apoio. Al\u00e9m disso, o metal era duro e n\u00e3o consegui nada. Fiquei ent\u00e3o esperando.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>N\u00e3o vi mais a mulher, depois que ela saiu da outra sala. Mas acho que descobri onde ela estava. Na parte da frente daquela sala ampla havia uma outra porta atrav\u00e9s da qual eu n\u00e3o passara. Estava agora ligeiramente entreaberta e, de vez em quando, eu ouvia ru\u00eddos vindos de l\u00e1, como que produzidos por uma pessoa se movimentando. S\u00f3 podia ser a mulher, pois os outros estavam todos na mesma sala que eu, dentro dos seus uniformes e capacetes esquisitos. Imagino que aquele compartimento dianteiro devia corresponder \u00e0 sala onde ficaria o piloto que dirigia o voo do aparelho. Mas n\u00e3o pude verificar.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Finalmente, um daqueles homens se levantou e me fez sinal para que o acompanhasse. Os outros continuaram sentados, sem olhar para mim. Caminhamos na dire\u00e7\u00e3o da saleta de entrada e fomos at\u00e9 a porta de entrada, que estava aberta de novo, com a escada j\u00e1 desenrolada. N\u00e3o descemos, entretanto, pois o homem fez sinal para que o acompanhasse na dire\u00e7\u00e3o da plataforma que existia dos dois lados da porta. Essa plataforma rodeava o aparelho e, embora estreita, permitia que se caminhasse sobre o mesmo, para os dois lados. Fomos primeiro para a frente. Notei ent\u00e3o uma esp\u00e9cie de protuber\u00e2ncia met\u00e1lica, de forma quadrada, que se projetava para fora, para o lado (havia uma coisa igual do lado oposto), bem encaixada no corpo do aparelho. Se essas pe\u00e7as n\u00e3o fossem t\u00e3o pequenas, julgaria que eram asas para ajudar no voo. Pelo seu aspecto, penso que talvez servissem para se mover para cima ou para baixo, orientando a subida ou descida. Confesso, contudo, que em nenhum momento, mesmo quando o aparelho levantou voo, notei qualquer movimento. N\u00e3o sei portanto explicar para que serviam.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Mais a frente o homem apontou mostrando as tr\u00eas hastes de metal de que j\u00e1 falei, solidamente encravadas nos lados (as duas laterais) e no bico dianteiro do aparelho (a do meio), como se fossem tr\u00eas espor\u00f5es met\u00e1licos. Eram semelhantes na forma e no comprimento, bem grossas na base e afinadas nas pontas. A posi\u00e7\u00e3o de cada uma era horizontal. N\u00e3o sei se eram do mesmo metal do aparelho, porque delas saiam uma ligeira fosforesc\u00eancia avermelhada, como se estivessem em brasa. N\u00e3o senti, contudo, nenhum calor&#8230; Na base de implanta\u00e7\u00e3o de cada uma, um pouco mais acima, estavam embutidas l\u00e2mpadas avermelhadas. As laterais eram menores e redondas; e da frente era enorme, tamb\u00e9m redonda, correspondendo ao farol dianteiro do aparelho que j\u00e1 descrevi. In\u00fameras l\u00e2mpadas quadradas, pequenas e semelhantes, no aspecto, \u00e0s que eram usadas na ilumina\u00e7\u00e3o interna, contornavam o bojo do aparelho, pouco acima da plataforma sobre a qual lan\u00e7avam uma luz arroxeada. Na frente, a plataforma n\u00e3o dava a volta completa, acabando junto de um vidro largo e grosso, meio saliente e alongado para os lados, fortemente embutido no metal. Talvez servisse para se olhar para fora, j\u00e1 que n\u00e3o havia janelas em parte alguma. Acho, entretanto, que isso seria dif\u00edcil pois esse vidro, olhando de fora, parecia muito emba\u00e7ado. Olhando de dentro n\u00e3o sei como seria, mas n\u00e3o creio que pudesse ser mais transparente.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Penso que tais espor\u00f5es dianteiros soltavam a energia que puxava o aparelho para frente, porque quando este levantou voo, a luminosidade dos espor\u00f5es aumentou de brilho extraordinariamente, confundindo-o completamente com a luz dos far\u00f3is.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Vista a parte da frente do aparelho, voltamos para tr\u00e1s (a parte de traz era mais bojuda que a da frente). Mas antes paramos por alguns momentos e o homem apontou para cima, para onde giravam a enorme c\u00fapula em forma de prato. Girava devagar, toda iluminada por uma luz fluorescente esverdeada que n\u00e3o sei de onde sa\u00eda. Mesmo com aquele movimento lento, ouvia-se um ru\u00eddo como o de ar aspirado por um aspirador de p\u00f3; uma esp\u00e9cie de silvo (como o do ar ao se deslocar aspirado por in\u00fameros buraquinhos; n\u00e3o vi nenhum buraco; \u00e9 s\u00f3 para compara\u00e7\u00e3o). Mais tarde, quando o aparelho come\u00e7ou a levantar do ch\u00e3o, aquele prato girat\u00f3rio iria aumentar tanto a sua velocidade a ponto de se tornar invis\u00edvel, ficando-se a ver s\u00f3 a luz, cujo brilho tamb\u00e9m iria aumentar bastante e que mudaria tamb\u00e9m de cor \u2013 passando para o vermelho vivo. Nesse momento, o som tamb\u00e9m aumentaria (mostrando ter rela\u00e7\u00e3o com a velocidade de rota\u00e7\u00e3o do prato redondo que girava no topo do aparelho) transformando-se num verdadeiro zumbido ou chiado forte. N\u00e3o entendi a raz\u00e3o daquelas mudan\u00e7as, nem compreendo para que serviria esse prato girat\u00f3rio luminoso, que em nenhum momento cessou de rodar. Mas devia ter alguma utilidade, pois estava l\u00e1. Uma pequena luz avermelhada parecia existir no centro daquela c\u00fapula ou prato girat\u00f3rio. O movimento me impediu de verificar com certeza.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Passando para a traseira do aparelho, cruzamos de novo a porta e fomos caminhando, acompanhando a curva posterior do mesmo. Bem atr\u00e1s, no lugar de onde, por compara\u00e7\u00e3o, sairia a cauda de um avi\u00e3o, havia uma pe\u00e7a de metal, retangular, colocada em posi\u00e7\u00e3o vertical, de frente para a traseira, cruzando a plataforma. Mas era baixinha, n\u00e3o passando da altura do meu joelho. Pude facilmente passar por cima dela para ir at\u00e9 o outro lado, e para voltar. Durante essas manobras notei no ch\u00e3o, de um lado e do outro da mesma, suas luzes embutidas e de cor avermelhada, com a forma de dois tra\u00e7os grossos e obl\u00edquos para fora. Pareciam com as luzes dos avi\u00f5es, embora n\u00e3o piscassem. Por outro lado, acho que a tal pe\u00e7a de metal era uma esp\u00e9cie de leme para mudar a dire\u00e7\u00e3o do aparelho. Pelo menos vi essa pe\u00e7a virar para o lado, justamente na hora em que o aparelho, j\u00e1 parado no ar a uma certa altura, depois de levantar do ch\u00e3o, virou bruscamente de dire\u00e7\u00e3o \u2013 antes de come\u00e7ar a se mover a uma velocidade fant\u00e1stica.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Depois de tamb\u00e9m vista a parte de tr\u00e1s do aparelho, voltamos at\u00e9 a porta. O meu guia apontou para a escada e me fez sinal para que eu descesse. Obedeci. Quando pisei o ch\u00e3o olhei para cima. Ele ainda estava l\u00e1. Apontou ent\u00e3o para ele mesmo, em seguida para a terra, para logo depois apontar para o c\u00e9u, na dire\u00e7\u00e3o do sul. A escada de metal come\u00e7ou a encolher, os degraus se arrumando uns em cima dos outros, como uma pilha de taboas. Quando chegou l\u00e1 encima, a porta (que quando aberta era ch\u00e3o) come\u00e7ou, por sua vez, a subir at\u00e9 se encaixar na parede do aparelho \u2013 ficando invis\u00edvel. As luzes dos espor\u00f5es met\u00e1licos, dos far\u00f3is e do prato girat\u00f3rio ficaram mais fortes \u2013 enquanto este ultimo rodava cada vez mais depressa. O aparelho come\u00e7ou a subir lentamente na vertical. Nesse momento, as tr\u00eas hastes do trip\u00e9 onde o mesmo estava pousado subiram para os lados, sendo que a pe\u00e7a inferior de cada uma (mais fina, roli\u00e7a e terminando num p\u00e9 alargado) come\u00e7ou a entrar na pe\u00e7a de cima (bem mais grossa e quadrada); quando isso acabou, a pe\u00e7a de cima come\u00e7ou a entrar para o fundo do aparelho. No fim n\u00e3o se via mais nada, o fundo se apresentava liso e polido como se aquele trip\u00e9 nunca tivesse existido. N\u00e3o consegui descobrir qualquer marca indicando o lugar onde as hastes se tinham encaixado. Aquela gente trabalhava bem.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>O aparelho continuou a se elevar lentamente no espa\u00e7o at\u00e9 atingir uma altura de uns 30 a 50 metros. A\u00ed ele parou por uns instantes, e ao mesmo tempo sua luminosidade se tornava ainda mais forte. Aquele zumbido de ar se deslocando ficou muito mais intenso e o prato girat\u00f3rio passou a rodar numa velocidade espantosa, enquanto a luz mudava por v\u00e1rias cores at\u00e9 ficar de um vermelho vivo. Nesse momento o aparelho mudou de repente de dire\u00e7\u00e3o, num movimento brusco, fazendo um ru\u00eddo estrepitoso (foi nessa ocasi\u00e3o que vi a pe\u00e7a, que chamei de leme, virar de lado). A seguir, inclinando-se ligeiramente para um lado, aquela aeronave estranha partiu como uma bala na dire\u00e7\u00e3o do sul \u2013 a uma velocidade t\u00e3o grande que sumiu em poucos segundos.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Voltei ent\u00e3o para o meu trator. Deixei o aparelho mais ou menos \u00e0s 5:30 hrs da manh\u00e3. Calculo que tenha entrado no mesmo \u00e0 1:15 hrs da madrugada. Fiquei l\u00e1 dentro, portanto, durante quatro horas e quinze minutos. Muito tempo mesmo.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Quando quis ligar o motor do trator, notei que continuava engui\u00e7ado. Fui ver se havia algum defeito e descobri que um dos cabos da bateria tinha sido desparafusado e estava fora do lugar. Aquilo fora trabalho de algu\u00e9m, pois um cabo de bateria bem preso (havia feito uma revis\u00e3o quando sa\u00ed de casa), n\u00e3o se solta sozinho. Deve ter sido feito por um dos meus captores, depois que o trator parou com o motor isolado, provavelmente na ocasi\u00e3o em que me pegaram. Pode ter sido para impedir que eu escapasse de novo, caso conseguisse fugir das m\u00e3os que me seguravam. Aquele pessoal era muito \u201c\u00e1guia\u201d n\u00e3o havia nada que eles n\u00e3o tivessem previsto.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>N\u00e3o contei o meu caso at\u00e9 agora para ningu\u00e9m, com exce\u00e7\u00e3o de minha m\u00e3e. Ela me disse que eu n\u00e3o devia me meter mais com aquela gente. N\u00e3o tive coragem de contar ao meu pai porque j\u00e1 havia lhe contado a hist\u00f3ria da luz que apareceu no curral \u2013 e ele n\u00e3o acreditou, pois disse que \u201ceu estava vendo coisa&#8230;\u201d. Resolvi, mais tarde, escrever para o Sr. Jo\u00e3o Martins, depois de ter lido um dos seus artigos na revista \u201cO Cruzeiro\u201d, em novembro, e no qual ele fazia um apelo aos leitores para que comunicassem todos os casos relacionados com os discos voadores. Se tivesse dinheiro suficiente, teria vindo h\u00e1 mais tempo. Mas como n\u00e3o possu\u00eda, tive que esperar at\u00e9 que ele dissesse que me ajudaria nas despesas da viagem.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Estou aqui \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos senhores. Se acharem que devo retornar \u00e0 minha casa, irei amanh\u00e3 mesmo. Se quiserem, por\u00e9m, que eu fique mais tempo, estarei de acordo. Vim aqui para isto.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Pesquisas Posteriores [Por Claudio Tsuyoshi Suenaga para a Revista UFO 137 &#8211; Cr\u00e9dito das imagens: Revista UFO]<\/h3>\n<p>O primeiro caso de abdu\u00e7\u00e3o alien\u00edgena da Era Moderna dos Discos Voadores, bem como o primeiro em que um ser humano teria mantido rela\u00e7\u00f5es sexuais com uma suposta entidade biol\u00f3gica extraterrestre (EBE), ultrapassou os 50 anos. N\u00e3o foi por acaso que ocorreu justamente no Brasil, pa\u00eds onde a devassid\u00e3o, a libera\u00e7\u00e3o das fantasias libidinosas e a busca desenfreada por prazeres carnais sempre escaparam \u00e0 rigidez da moral religiosa. De todos os casos da Ufologia Mundial, a \u201csaga sexual\u201d vivida por Antonio Villas Boas (1934-1991) permanece sendo a que mais me impressionou.<\/p>\n<p>Muitos uf\u00f3logos com os quais conversei tamb\u00e9m admitiram o mesmo, e certamente n\u00e3o h\u00e1 nenhum deles, nem o mais isento de paix\u00e3o e emotividade, que n\u00e3o tenha ficado de alguma forma impressionado ao tomar conhecimento da inusitada hist\u00f3ria daquele jovem lavrador de 23 anos. Na madrugada de 16 de outubro de 1957, Villas Boas arava a terra com o trator quando foi surpreendido por uma nave em forma de ovo, bojuda na parte de tr\u00e1s e com tr\u00eas hastes met\u00e1licas na frente, feito espor\u00f5es, que aterrissou a uns 15 metros de dist\u00e2ncia. Dela desceram pequenos seres vestindo m\u00e1scaras e uniformes inteiri\u00e7os, que o agarraram e o fizeram subir para bordo do objeto atrav\u00e9s de uma escada rudimentar.<\/p>\n<p>Depois de ter sido despido, um l\u00edquido oleoso, mas que n\u00e3o deixava a pele engordurada, foi passado em seu corpo com uma esp\u00e9cie de esponja. Em outra sala, dois seres se aproximaram com um tipo de c\u00e1lice, do qual sa\u00edam dois tubos flex\u00edveis. Eles colocaram a extremidade de um dos tubos no objeto e a outra ponta, que tinha um \u201cbiquinho\u201d semelhante a uma ventosa, num dos lados do queixo de Villas Boas. O agricultor n\u00e3o sentiu dor, apenas a sensa\u00e7\u00e3o de que a pele estava sendo sugada. Seu sangue escorreu pelo tubo e se depositou no c\u00e1lice, que encheu at\u00e9 a metade. Depois foi retirado e substitu\u00eddo pelo que ainda n\u00e3o havia sido usado, sendo colocado do outro lado do queixo, de onde se coletou mais sangue, at\u00e9 completar o vasilhame. A pele de Villas Boas ficou ardendo e co\u00e7ando no lugar da sangria.<\/p>\n<p>Deixado sozinho numa sala que exalava uma fuma\u00e7a de cheiro desagrad\u00e1vel e sufocante, que lhe provocou v\u00f4mitos, Villas Boas esperou por um longo tempo at\u00e9 que, para seu espanto, surgiu uma mulher inteiramente nua, com a qual acabou tendo rela\u00e7\u00f5es sexuais. No fim do processo, ela apontou para o pr\u00f3prio ventre e em seguida para o c\u00e9u. Cumprida a miss\u00e3o, os seres se desinteressaram completamente pelo agricultor e o deixaram no mesmo local do rapto. Os human\u00f3ides, como ele pr\u00f3prio descreveu, mediam cerca de 1,57 m de altura, vestiam macac\u00f5es cinzentos inteiri\u00e7os e aderentes ao corpo, confeccionados com um tecido grosso, por\u00e9m macio, com listras pretas aqui e ali. A vestimenta ia at\u00e9 o pesco\u00e7o, onde se unia a um capacete de material mais duro e da mesma cor. Era refor\u00e7ada na frente e atr\u00e1s por l\u00e2minas de metal fino, sendo uma triangular e \u00e0 altura do nariz.<\/p>\n<p>O capacete s\u00f3 deixava entrever os olhos, de cor clara, que ficavam atr\u00e1s de dois vidros redondos, semelhantes a lentes de \u00f3culos. Tr\u00eas tubos redondos e prateados, pouco mais finos do que uma mangueira de jardim, se embutiam na roupa \u2013 um no meio das costas e os outros dois, um de cada lado, se fixavam por baixo das axilas. As mangas do macac\u00e3o iam at\u00e9 os punhos, onde terminavam em luvas grossas que dificultavam o movimento das m\u00e3os. Tamb\u00e9m n\u00e3o havia separa\u00e7\u00e3o entre as cal\u00e7as e as botas, que pareciam ser uma continua\u00e7\u00e3o das vestes. As solas eram grossas e arqueadas para cima na parte da frente. Na altura do peito, os seres traziam um \u201cescudo vermelho do tamanho de uma rodela de abacaxi\u201d, segundo a testemunha. De vez em quando, aquilo emitia flashes luminosos. Do escudo descia uma tira de tecido prateado ou metal laminado que se unia a um cinto largo e justo, sem fivela ou presilhas.<\/p>\n<p><a name=\"olhos\"><\/a><\/p>\n<h3>Olhos azuis, grandes e obl\u00edquos<\/h3>\n<p>A mulher com quem Villas Boas copulou era magra e media no m\u00e1ximo 1,33 m de altura. Tinha os seios empinados e bem separados, cintura fina, barriga pequena, quadris largos, coxas grossas, p\u00e9s pequenos, m\u00e3os compridas e finas. Seus dedos e unhas eram normais, e sua pele branca era cheia de sardas nos bra\u00e7os. O cabelo era liso e abundante, quase branco. Repartido ao meio, chegava at\u00e9 a metade do pesco\u00e7o. Os olhos eram azuis, grandes, obl\u00edquos e excessivamente repuxados. O nariz, pequeno e reto, n\u00e3o era pontudo nem arrebitado. As ma\u00e7\u00e3s do rosto eram pronunciadas, carnudas e macias ao toque. O rosto largo se estreitava na altura do queixo pontudo, conferindo uma fei\u00e7\u00e3o triangular. Os l\u00e1bios eram finos e a boca n\u00e3o passava de uma ranhura. As orelhas eram pequenas. O que mais chamou a aten\u00e7\u00e3o de Villas Boas foram os p\u00ealos p\u00fabicos, que tinham cor vermelha. Ela n\u00e3o usava perfume, apenas \u201cexalava cheiro de mulher\u201d, declarou o abduzido.<\/p>\n<p>Quem descobriu o Caso Villas Boas foi ningu\u00e9m menos do que o rep\u00f3rter Jo\u00e3o Martins (1916-1998), da revista semanal de informa\u00e7\u00f5es O Cruzeiro, logo extinta. Martins j\u00e1 havia inaugurado o interesse pelos UFOs no pa\u00eds ao fotografar, junto com seu amigo, o rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico Ed Keffel, um suposto disco voador sobrevoando a Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, na tarde de 07 de maio de 1952 \u2013 que muitos garantem ser apenas uma maquete. Ele agora acrescentaria um novo componente \u00e0 incipiente fenomenologia ufol\u00f3gica da \u00e9poca: o sexual.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, ao contr\u00e1rio do Caso Barra da Tijuca, que seria divulgado imediatamente como um sensacional furo de reportagem, com direito a suplemento extra na edi\u00e7\u00e3o de O Cruzeiro de 17 de maio de 1952, o Caso Villas Boas permaneceria em segredo absoluto por cinco anos. Nesse \u00ednterim, foi desbancado pelo fato sucedido ao casal inter-racial norte-americano Betty e Barney Hill, raptados na noite de 19 de setembro de 1961, na estrada de Indian Head, por seres cinzentos que os submeteram a v\u00e1rios tipos de exames m\u00e9dicos, inclusive de natureza sexual. O Caso Barney e Betty Hill acabou entrando para a hist\u00f3ria como o primeiro caso moderno de sequentro por extraterrestres, desencadeando a febre deabdu\u00e7\u00f5es que come\u00e7ou a tomar propor\u00e7\u00f5es de uma s\u00edndrome mundial, de car\u00e1ter epid\u00eamico, a partir dos anos 80.<\/p>\n<p>Assim, se o Brasil deixou de tomar a dianteira e ocupar o posto de vanguarda no que tange \u00e0s abdu\u00e7\u00f5es alien\u00edgenas, foi porque Jo\u00e3o Martins e os demais pesquisadores do caso, receando uma rea\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria do p\u00fablico, preferiram resguardar a si mesmos e o protagonista. De t\u00e3o fant\u00e1sticos e inusitados que eram os aspectos envolvidos no Caso Villas Boas, temiam que ele n\u00e3o seria aceito como ver\u00eddico. Tanto que Antonio Villas Boas era conhecido apenas pelas iniciais AVB. Mas o epis\u00f3dio devolveria ao Brasil a dianteira perdida quando, anos depois, o uf\u00f3logo e embaixador Gordon Creighton &#8211; ex-consul ingl\u00eas em Recife (PE) &#8211; definiria o epis\u00f3dio de Villas boas como &#8220;o mais espantoso de todos&#8221;, em sua pretigiosa e pioneira revista Flying Saucer Rewiew. A frase ficou c\u00e9lebre na Ufologia Mundial.<\/p>\n<p><a name=\"equilibrio\"><\/a><\/p>\n<h3>Equil\u00edbrio, honestidade e coer\u00eancia<\/h3>\n<p>No final de 1957, Martins publicou em O Cruzeiro uma s\u00e9rie de reportagens especiais sobre discos voadores em que convidava os leitores a enviarem cartas contando experi\u00eancias que tivessem vivido. Entre as centenas que foram recebidas, a de um jovem agricultor que morava com os pais e irm\u00e3os em uma fazenda do distrito de S\u00e3o Francisco de Sales, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, chamou-lhe tanto a aten\u00e7\u00e3o que resolveu custear sua viagem at\u00e9 o Rio de Janeiro, onde exporia pessoalmente o ocorrido. Antonio Villas Boas foi ao Rio e, em 22 de fevereiro de 1958, no consult\u00f3rio do m\u00e9dico gastroenterologista e uf\u00f3logo Olavo Teixeira Fontes, prestou um longo e detalhado depoimento, que s\u00f3 foi tomado depois de um interrogat\u00f3rio minucioso e friamente elaborado, que durou nada menos do que quatro horas, durante as quais se p\u00f4s \u00e0 prova seu equil\u00edbrio, sua honestidade, sua ambi\u00e7\u00e3o, sua coer\u00eancia de atitudes e de inten\u00e7\u00f5es. Fontes foi um dos primeiros uf\u00f3logos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Membro de um corpo docente da Faculdade de Medicina da Univeridade do\u00a0 Brasil, era representante da Organiza\u00e7\u00e3o de Pesquisa de Fen\u00f4menos A\u00e9reos [Aerial Phenomena Research Organization, APRO]. O depoimento de Villas Boas se deu na presen\u00e7a do jornalista Jo\u00e3o Martins e do m\u00e9dico e uf\u00f3logo alem\u00e3o Walter Karl B\u00fchler (1933-1996). Apesar do trio n\u00e3o ter encontrado nenhum ind\u00edcio de fraude, mesmo ap\u00f3s submeter Villas Boas a h\u00e1beis interrogat\u00f3rios, m\u00e9todos psicol\u00f3gicos intimidat\u00f3rios e de insinuar-lhe que queria ver seu retrato nos jornais para ganhar dinheiro com sua hist\u00f3ria \u2013 para averiguar se era movido pela vaidade ou ambi\u00e7\u00e3o \u2013, o jovem se manteve firme com seu depoimento. Mesmo assim, foi submetido a exames m\u00e9dicos e psiqui\u00e1tricos e interrogado novamente depois de v\u00e1rias semanas, a fim de surpreend\u00ea-lo em alguma contradi\u00e7\u00e3o. Villas Boas n\u00e3o mudou uma s\u00f3 palavra de seu depoimento. E mesmo assim, Fontes e Martins decidiram arquivar a pesquisa \u201cpara esperar o aparecimento de um caso de caracter\u00edsticas semelhantes em outro lugar, que validasse a ocorr\u00eancia\u201d. Apesar dos cuidados, parte do relato do agricultor vazou e chegou a ser parcialmente comentado.<\/p>\n<p>Ainda em 1957, um dos melhores anos para a Ufologia, B\u00fchler havia fundado no Rio de Janeiro a Sociedade Brasileira de Estudos sobre Discos Voadores (SBEDV), uma das primeiras entidades civis do g\u00eanero a surgir no pa\u00eds, que editava os referenciais Boletins da SBEDV. Os boletins veiculavam estudos pormenorizados sobre todos os tipos de casos, principalmente envolvendo human\u00f3ides, e \u00e0s vezes continham at\u00e9 transcri\u00e7\u00f5es completas de question\u00e1rios com testemunhas. B\u00fchler publicaria suas primeiras pondera\u00e7\u00f5es sobre o Caso Villas Boas na edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 26-27 do peri\u00f3dico, de abril a julho de 1962. O artigo, integralmente em ingl\u00eas, seria reproduzido na edi\u00e7\u00e3o de janeiro e fevereiro de 1965 da citada Flying Saucer Review, do ingl\u00eas Creighton, que tinha circula\u00e7\u00e3o mundial atrav\u00e9s de assinaturas. Isso contribuiu imensamente para projetar a Ufologia Brasileira no cen\u00e1rio internacional.<\/p>\n<div id=\"attachment_1742\" style=\"width: 340px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1742\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1742 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t5575858.jpg\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"110\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t5575858.jpg 330w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t5575858-250x83.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t5575858-150x50.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t5575858-50x17.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t5575858-100x33.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t5575858-200x67.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t5575858-300x100.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><p id=\"caption-attachment-1742\" class=\"wp-caption-text\">A fazenda em que Villas Boas foi abduzido, parcialmente inuncada pelo Rio Grande. ao lado, o autor descobre seu t\u00famulo num cemit\u00e9rio de Uberava, sem quaisquer ornamento especial ou alus\u00e3o \u00e0 sua identidade.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma vers\u00e3o em portugu\u00eas do artigo s\u00f3 seria publicada por B\u00fchler no Brasil em 1975, numa edi\u00e7\u00e3o especial do Boletim da SBEDV, que trazia uma sele\u00e7\u00e3o dos 40 melhores casos de contatos imediatos com ufonautas ocorridos at\u00e9 ent\u00e3o. Entre eles, logicamente, estava o de Antonio Villas Boas, enquadrado no \u201csubgrupo A-F\u201d, que inclu\u00eda os epis\u00f3dios de aproxima\u00e7\u00e3o for\u00e7ada de ETs. J\u00e1 a reportagem integral de Martins \u2013 sob o pseud\u00f4nimo de Heitor Durville \u2013, foi publicada em 1968, na s\u00e9rie Detras de la Cortina de Silencio, mantida em espanhol pelas Ediciones O Cruzeiro, em Buenos Aires, com acesso apenas aos leitores argentinos. O texto foi acompanhado dos resultados dos testes cl\u00ednicos realizados pelo m\u00e9dico e uf\u00f3logo Olavo Fontes, e atrav\u00e9s dele se ficou sabendo que AVB era Antonio Villas Boas, um agricultor de 23 anos que estudava por correspond\u00eancia.<\/p>\n<p>Em 1971, Jo\u00e3o Martins achou que n\u00e3o havia mais raz\u00e3o para ocultar o ocorrido e publicou um resumo do caso no suplemento carioca da revista semanal Domingo Ilustrado, edi\u00e7\u00e3o 03, de 10 de outubro. &#8220;AVB foi submetido por n\u00f3s aos mais sofisticados m\u00e9todos de interrogat\u00f3rio, sem que tenha ca\u00eddo em qualquer contradi\u00e7\u00e3o&#8221;, trazia a mat\u00e9ria. Escapou de todas as armadilhas que fizemos para testar se ele estava em busca de fama ou dinheiro. Acurados exames m\u00e9dicos revelaram um estado de total equil\u00edbrio f\u00edsico e mental. Sua reputa\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o onde vivia era a de um homem trabalhador, s\u00e9rio e honesto&#8221;. E completou Martins: &#8220;\u00c9 muito prov\u00e1vel que em algum lugar do universo haja uma estranha crian\u00e7a que talvez esteja sendo preparada para voltar aqui&#8221;.<\/p>\n<p><a name=\"cortina\"><\/a><\/p>\n<h3>Rompendo a cortina de sil\u00eancio<\/h3>\n<p>A vers\u00e3o de Martins, Fontes e B\u00fchler sobre o Caso Villas Boas, repetida \u00e0 exaust\u00e3o nas \u00faltimas d\u00e9cadas como uma esp\u00e9cie de c\u00e2none por todos os jornalistas, pesquisadores e uf\u00f3logos que se seguiram, consagrou-se em termos absolutos e penetrou fundo no imagin\u00e1rio coletivo, onde permanecer\u00e1 inc\u00f3lume a revis\u00f5es ou corre\u00e7\u00f5es de qualquer tipo, por mais embasadas que sejam, e sempre manter\u00e1 uma influ\u00eancia residual, quase hipn\u00f3tica. Enquanto isso, nunca foram lan\u00e7adas novas investiga\u00e7\u00f5es sobre o caso e nem a comunidade ufol\u00f3gica se preocupou em fazer certos questionamentos a seu respeito. Se hoje lamento isso \u00e9 porque, de todos os epis\u00f3dios da casu\u00edstica ufol\u00f3gica, este seja talvez o mais rico e multilateral, o mais impressionante pela originalidade e pioneirismo, e o mais fascinante sob o ponto de vista da express\u00e3o s\u00f3cio-cultural. O Caso Villas Boas deve ser colocado, sem hesita\u00e7\u00e3o, entre os melhores da hist\u00f3ria da Ufologia Mundial de todos os tempos.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 sobretudo como historiador que lamento que um caso de tamanhaimport\u00e2ncia esteja eivado de tantos enganos e falsidades, erros e omiss\u00f5es. O limite da descri\u00e7\u00e3o do caso produzo o efeito de fazer com que ela seja renovada indefinidamente, e seus muitos hiatos e lacunas sejam preenchidas a esmo, consumindo esfor\u00e7o inputil, ainda que\u00a0 nenhum resultado v\u00e1lido se obtenha do ponto de vista cient\u00edfico. Eu mesmo devo admitir\u00a0 que, antes de me engajar pessoalmente nessa empreitada, aceitava resignadamente a vers\u00e3o consagrada, sem maiores obje\u00e7\u00f5es. Para sair deste c\u00edrculo vicioso, de nada adiantaria combater o caso, negando-o pura e simplesmente, como os c\u00e9ticos procederiam, apontando fal\u00e1cias e incongru\u00eancias. Assim, resolvi tomar outra dire\u00e7\u00e3o e contornar as discuss\u00f5es est\u00e9reis, retomar do ponto onde Martins, Fontes e Buhler pararam. Ou seja, explorar rotas que eles deixaram de investigar no Caso Villas Boas e experimentar olhar o acontecimento com uma \u00f3tica mais eficaz e dotada de maior for\u00e7a explicativa.<\/p>\n<div id=\"attachment_1743\" style=\"width: 340px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1743\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1743 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t37256317.jpg\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"484\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t37256317.jpg 330w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t37256317-250x367.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t37256317-150x220.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t37256317-50x73.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t37256317-100x147.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t37256317-200x293.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t37256317-300x440.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><p id=\"caption-attachment-1743\" class=\"wp-caption-text\">A certid\u00e3o de \u00f3bito de Villas Boas, expedida por um cart\u00f3rio de Uberaba, confirma que ele faleceu cedo, com 56 anos.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pelo que se sabe, pouqu\u00edssimos uf\u00f3logos, at\u00e9 ent\u00e3o, haviam se aventurado nessa dire\u00e7\u00e3o. E dentre os que o fizeram, todos, seja por compromisso de classe ou obedi\u00eancia residual, acabaram voltando \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o consagrada. Isso quando n\u00e3o acrescentaram elementos d\u00edspares ou bastante redut\u00edveis. Um deles foi o parapsic\u00f3logo de inclina\u00e7\u00e3o esp\u00edrita Alvaro Fernandes, estudioso de fen\u00f4menos paranormais desde 1950 e fundador e presidente do Instituto de Estudos e Aplica\u00e7\u00e3o Parapsicol\u00f3gica de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (SP), que, cabe reconhecer, teve a sorte e o m\u00e9rito de ter sido o primeiro pesquisador a visitar a fazenda de Villas Boas, em S\u00e3o Francisco de Sales &#8211; isso em 28 de outubro de 1957, apenas 12 dias depois do incidente.<\/p>\n<p><a name=\"trauma\"><\/a><\/p>\n<h2>Trauma psicol\u00f3gico p\u00f3s-abdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Em seu op\u00fasculo Contatos Sexuais com Ufonautas [Edi\u00e7\u00e3o do autor, 1988], escrito em parceria com a tamb\u00e9m parapsic\u00f3loga S\u00f4nia Trigo Alves, \u00c1lvaro Fernandes narra que a oportunidade surgiu bem no dia de seu anivers\u00e1rio, quando se encontrava em companhia de alguns amigos em um rancho de pesca em Fronteira, \u00e0s margens do Rio Grande. Entre tantos \u201ccausos\u201d contados por pescadores, um deles chamou particularmente sua aten\u00e7\u00e3o, pois se referia a um rapaz que estava arando a terra \u00e0 noite e fora for\u00e7ado a manter rela\u00e7\u00f5es sexuais com uma mulher de outro planeta. Fernandes, que deveria retornar a S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto naquela noite, resolveu ir com seus companheiros at\u00e9 a fazenda de Villas Boas. Recebidos por sua m\u00e3e e parentes, foram informados de que o rapaz estava muito abalado e passava todo o tempo trancado em seu quarto, preferindo se isolar e n\u00e3o tocar no assunto.<\/p>\n<p>Em seguida, foram at\u00e9 o vilarejo e procuraram o farmac\u00eautico que atendeu Villas Boas. Era um senhor respeit\u00e1vel, educado e experiente, que disse que o agricultor temia ter contra\u00eddo doen\u00e7a ven\u00e9rea, j\u00e1 que a rela\u00e7\u00e3o com a tal mulher o deixara com os \u00f3rg\u00e3os sexuais doloridos e o corpo todo coberto de manchas. O farmac\u00eautico lhe garantiu que n\u00e3o era doen\u00e7a ven\u00e9rea, mas, de qualquer forma, o aconselhou a procurar um m\u00e9dico ou algu\u00e9m que pudesse orient\u00e1-lo melhor.<\/p>\n<div id=\"attachment_1744\" style=\"width: 340px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1744\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1744 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t207361167.jpg\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t207361167.jpg 330w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t207361167-250x305.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t207361167-150x183.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t207361167-50x61.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t207361167-100x122.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t207361167-200x244.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t207361167-300x366.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><p id=\"caption-attachment-1744\" class=\"wp-caption-text\">Os pais de Ant\u00f4nio Villas Boas, Jer\u00f4nimo Pedro Villas boas e En\u00e9sia C\u00e2ndida de Oliveira.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A segunda visita de Fernandes a S\u00e3o Francisco de Sales se deu em 27 de agosto de 1977, ou seja, quase 20 anos depois. Desta vez estava acompanhado do professor e uf\u00f3logo Guilherme Willi Wirz, de Izildinha, rep\u00f3rter do jornal Di\u00e1rio da Regi\u00e3o, tamb\u00e9m de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, e do doutor Ernesto Zeferino Dias. Tamb\u00e9m nesta ocasi\u00e3o Fernandes n\u00e3o logrou encontrar pessoalmente Villas Boas, uma vez que ele se encontrava em Formosa (GO), concluindo o \u00faltimo ano do curso de Direito. Em compensa\u00e7\u00e3o, o grupo conversou com seu sobrinho, o propriet\u00e1rio rural Jo\u00e3o Batista de Queiroz, que os levou at\u00e9 a fazenda onde o agricultor havia morado, a cerca de seis quil\u00f4metros de S\u00e3o Francisco de Sales, pr\u00f3ximo ao Rio Grande, e lhes mostrou o local onde pousara o disco voador. Naquela \u00e9poca a \u00e1rea estava abandonada, coberta de taboa, uma vegeta\u00e7\u00e3o t\u00edpica de brejos. Segundo Fernandes, \u201cno local da descida do disco n\u00e3o mais cresceu vegeta\u00e7\u00e3o, ficando uma marca escura no solo. Depois de um ano de nossa visita, tudo ficou inundado pela forma\u00e7\u00e3o do lago de \u00c1gua Vermelha, inclusive a casa onde morava Antonio ficou coberta pelas \u00e1guas\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_1745\" style=\"width: 340px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1745\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1745 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t22039422.jpg\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"110\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t22039422.jpg 330w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t22039422-250x83.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t22039422-150x50.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t22039422-50x17.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t22039422-100x33.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t22039422-200x67.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/t22039422-300x100.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><p id=\"caption-attachment-1745\" class=\"wp-caption-text\">A aposentada Od\u00e9rcia Villas Boas com o autor. Ao lado, o pecuarista Jos\u00e9 Villas Boas. Os irm\u00e3os do sequestrado confirmam detalhes da experi\u00eancia de abdu\u00e7\u00e3o alien\u00edgena em S\u00e3o Francisco de Sales.<\/p><\/div>\n<p><a name=\"volta\"><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>De volta a S\u00e3o Francisco de Sales<\/h3>\n<p>Desde ent\u00e3o, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, numa mostra do quanto a Ufologia carece em mat\u00e9ria de pesquisas, nenhum outro pesquisador retornou a S\u00e3o Francisco de Sales. E, assim, o Caso Villas Boas permaneceu praticamente esquecido, at\u00e9 que em 2002 resolvi voltar a percorrer os velhos caminhos, embora de maneira independente e sem contar com qualquer tipo de apoio, subs\u00eddios e recursos. No in\u00edcio daquele ano, logrei localizar o paradeiro da irm\u00e3 de Antonio, Od\u00e9rcia Villas Boas, com quem conversei primeiro por telefone e, no final do ano, pessoalmente. Nesta \u00faltima ocasi\u00e3o estava acompanhado do jornalista Pablo Villarrubia Mauso, tamb\u00e9m consultor da Revista UFO, e encontramos Od\u00e9rcia em sua humilde resid\u00eancia, em S\u00e3o Francisco de Sales. Morava sozinha e sobrevivia com uma modesta aposentadoria. Ela, que nunca havia sido entrevistada por quem quer que seja, aos poucos foi deixando o receio e a desconfian\u00e7a de lado e, do alto de seus 70 anos, demonstrando uma lucidez e uma disposi\u00e7\u00e3o invej\u00e1veis, se disp\u00f4s a contar tudo o que sabia acerca do caso.<\/p>\n<p>Numa pr\u00e9via promissora do que me aguardava no quesito novas revela\u00e7\u00f5es, Od\u00e9rcia foi logo me garantindo que ela, e n\u00e3o sua m\u00e3e, \u00e9 quem teria sido a primeira pessoa para quem seu irm\u00e3o confidenciara o sucedido naquela fat\u00eddica madrugada de 16 de outubro de 1957. \u201cEu morava pertinho da sede da fazenda, na margem do Rio Grande e a uns dois quil\u00f4metros do local onde a nave pousou. Naquela \u00e9poca, estava gr\u00e1vida de minha filha ca\u00e7ula. Era de manh\u00e3 bem cedinho, por volta das 05h30, e eu j\u00e1 havia levantado porque a essa hora tinha de fazer caf\u00e9 e despachar os homens para o trabalho na ro\u00e7a\u201d, relatou a senhora. Disse que seu marido ainda estava dormindo porque se recuperava de uma cirurgia que havia feito no pesco\u00e7o. \u201cO Antonio chegou do varj\u00e3o em que trabalhava e logo notei que estava tremendo e com o rosto p\u00e1lido, amarelado, com manchas roxas na fronte e no queixo. Perguntei o que tinha acontecido e, em vez de responder, pediu que lhe preparasse um caf\u00e9 bem forte e mandasse meu marido tirar leite para que tomasse, pois estava se sentindo muito mal\u201d.<\/p>\n<p>Dona Od\u00e9rcia descreveu o estado de Villas Boas naquele instante. \u201cEle estava meio zonzo e deitou-se num banco grande de madeira que havia na varanda, estirando as pernas. Vendo o estado em que se encontrava, insisti para que entrasse e deitasse na cama, mas ele teimou que queria ficar ali mesmo\u201d. Seu marido foi at\u00e9 o curral tirar o leite que Villas Boas pedira, que bebeu misturado com caf\u00e9 bem forte. \u201cMas logo em seguida ele vomitou uma \u2018cola amarelinha\u2019. E a\u00ed tomou caf\u00e9 de novo, esperou de novo e foi parando de tremer, passando a se sentindo um pouco melhor. Ent\u00e3o me contou toda aquela hist\u00f3ria\u201d, declarou a senhora.<\/p>\n<p>O irm\u00e3o de Antonio Villas Boas, Jos\u00e9 Villas Boas, nascido em 1938 e quatro anos mais novo, tamb\u00e9m tinha medo de ser levado pelas luzes que rondavam a fazenda desde antes da abdu\u00e7\u00e3o. Ele trocou S\u00e3o Francisco de Sales por Fernand\u00f3polis (SP), onde reside at\u00e9 hoje, e \u00e9 pr\u00f3spero criador de gado. Em entrevista a mim concedida, tamb\u00e9m a primeira em sua vida, revelou que cerca de duas horas antes de seu irm\u00e3o ser seq\u00fcestrado, observou, na companhia dele, uma luz no formato de dois pratos fundos e emborcados, que parecia observ\u00e1-los acintosamente e se esquivava agilmente de suas tentativas de perscruta\u00e7\u00e3o com os far\u00f3is do trator. Temendo que qualquer coisa de ruim lhe ocorresse, Jos\u00e9 Villas Boas tratou de fugir dali, ao passo que seu irm\u00e3o insistiu em permanecer trabalhando e terminou por ser alvo de ins\u00f3litas manipula\u00e7\u00f5es. Ele nunca havia comentado este detalhe nem nada sobre o caso, e sempre fizera quest\u00e3o de resguardar-se da imprensa e dos uf\u00f3logos. Mas cabe observar, todavia, que ele provavelmente se enganou quanto a data, pois o mais certo \u00e9 que se encontrava em companhia de Antonio n\u00e3o poucas horas antes do seq\u00fcestro, e sim em 14 de outubro, na noite anterior, por ocasi\u00e3o do segundo incidente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Revis\u00e3o hist\u00f3rica<\/h3>\n<p>Narrado e perpetuado de maneira incompleta, lacunar e distorcida pelo trio de pesquisadores \u2013 Martins, Fontes e B\u00fchler \u2013 que monopolizaram e ocultaram o caso durante mais de uma d\u00e9cada, todos os que vieram em seguida continuaram endossando-o e reproduzindo-o fielmente, sem discordar de nenhum detalhe. Muitos aproveitaram para inserir nesses intervalos suas opini\u00f5es pessoais ou grupais que, por mal\u00edcia e convic\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, desejavam conferir ao Caso Villas Boas. Isso desvirtuou ainda mais o que j\u00e1 se ia distanciado da fonte original, entre tantos hiatos e subentendidos. E acabou por tornar quase imposs\u00edvel ao leitor leigo e comum \u2013 e mesmo ao pesquisador experiente \u2013 averiguar a veracidade ou falsidade das afirma\u00e7\u00f5es, porque, para tanto, seria preciso elidir todos os pontos cerzidos, o que requer o dom\u00ednio de t\u00e9cnicas bastante complexas e sofisticadas.<\/p>\n<p>Se o Caso Villas Boas, que \u00e9 tido como um dos mais completos e bem pesquisados de todos os tempos, apresenta tantas incongru\u00eancias, o que dizer dos outros? Esta \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o alarmante, sem d\u00favida, e \u00e9 inequivocamente a situa\u00e7\u00e3o da Ufologia Mundial, principalmente da Brasileira, que padece de recursos, de profissionalismo e de pesquisadores gabaritados. Poder\u00edamos buscar as causas remotas desse estado de coisas na progressiva deteriora\u00e7\u00e3o de nossa educa\u00e7\u00e3o, cultura e idioma, e mesmo na dilapida\u00e7\u00e3o de nossos valores \u00e9ticos e morais. Mas, deixando para outra hora essas cr\u00edticas e den\u00fancias, limito-me a observar que as confus\u00f5es desnorteantes e nebulosidades dissolventes, inerentes aos casos ufol\u00f3gicos, n\u00e3o podem jamais ser tomadas e aceitas em seu estado puro. Antes, devem ser checadas cada terminologia empregada e cada conjunto de esquemas expositivos mais ou menos estereotipados e padronizados.<\/p>\n<p>Cabe observar, logo de sa\u00edda, que Antonio Villas Boas foi estereotipado na figura de um lavrador simpl\u00f3rio, rude, pobre, analfabeto e ignorante, talvez porque dessa maneira ganharia um sentido uniformemente apreens\u00edvel e proporcionaria uma intimidade e uma identifica\u00e7\u00e3o imediata e pessoal com o p\u00fablico. Os uf\u00f3logos foram induzidos a imaginarem um homem que jamais poderia ter inventado uma hist\u00f3ria como essa, j\u00e1 que n\u00e3o possuiria cabedal, capacidade, nem tampouco refer\u00eancias suficientes para tanto. Ora, o verdadeiro Antonio Villas Boas era diferente do imaginado.<\/p>\n<p>Se, por um lado, n\u00e3o era rico e nem tampouco moderno e urbano, por outro tamb\u00e9m n\u00e3o era assim t\u00e3o pobre e rude quanto nos quiseram fazer crer. Filho dos fazendeiros Jer\u00f4nimo Pedro Villas Boas (1887-1963) e En\u00e9sia C\u00e2ndida de Oliveira (1897-1963), pertencia a uma fam\u00edlia tradicional e influente em sua regi\u00e3o, tanto que seu irm\u00e3o Delpides Villas Boas (1914-1991) entrou para a hist\u00f3ria local por ter participado ativamente do processo de emancipa\u00e7\u00e3o do distrito de S\u00e3o Francisco de Sales, conclu\u00eddo em dezembro de 1962. E se, por um lado, Villas Boas n\u00e3o era letrado, por outro tamb\u00e9m n\u00e3o era analfabeto, embora seus estudos estivessem muito atrasados \u2013 por isso fazia um curso tipo supletivo por correspond\u00eancia para concluir o primeiro grau. Od\u00e9rcia disse que ele preferia ler e estudar a trabalhar na lavoura, tanto que possu\u00eda uma pequena cole\u00e7\u00e3o de livros. Enfim, in\u00fameros s\u00e3o os detalhes a serem corrigidos e acrescentados \u00e0 hist\u00f3ria, mas vamos deixar que os pr\u00f3prios entrevistados, em viva voz, fa\u00e7am isso. Um dos principais refere-se \u00e0 mulher que manteve intercurso sexual com Villas Boas. Ao contr\u00e1rio do que at\u00e9 hoje se propala, ela n\u00e3o era propriamente uma beldade. Longe disso, era bastante feia e at\u00e9 repulsiva, conforme retificaram todos os familiares do abduzido que entrevistei, tanto por telefone como pessoalmente, em 2002.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"levado\"><\/a><\/p>\n<h3>Levado a uma base secreta<\/h3>\n<p>Eles confirmaram, ainda, terem visto as marcas de pouso deixadas pela nave alien\u00edgena no solo da fazenda. Estive na propriedade e constatei que parte dela e o local exato da aterrissagem estavam inundados pelo menos desde a visita de \u00c1lvaro Fernandes, 25 anos antes. Os familiares confirmaram tamb\u00e9m o fato, amplamente difundido na Ufologia Mundial, de que Villas Boas teria sido levado pela NASA [Criada em 1958, ou seja, alguns meses depois do caso] ou alguma ag\u00eancia de espionagem a uma base secreta nos Estados Unidos, um local repleto de UFOs acidentados ou constru\u00eddos pelos cientistas terrenos aproveitando tecnologia alien\u00edgena.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, acrescentaram uma s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es ao Caso Villas Boas. Como o surgimento de fen\u00f4menos parapsicol\u00f3gicos, fantasmag\u00f3ricos e luminosos na fazenda antes e depois do epis\u00f3dio, bem como detalharam as seq\u00fcelas sofridas pelo abduzido nas semanas seguintes ao rapto. Entre elas estavam n\u00e1useas, v\u00f4mitos, perda de apetite, dores de cabe\u00e7a na regi\u00e3o das t\u00eamporas, ard\u00eancia nos olhos, ins\u00f4nia e depois sonol\u00eancia excessiva. Villas Boas tamb\u00e9m sofreu de nervosismo, depress\u00e3o, feridas nos antebra\u00e7os e nas pernas, manchas amareladas no rosto etc. Muitos destes sintomas nunca foram mencionados pelos uf\u00f3logos que trataram do caso, que se limitaram a reproduzir o que ouviam de outros.<\/p>\n<p>Ainda que tenha se casado, concebido filhos e se formado em Direito, exercendo por muitos anos a profiss\u00e3o de advogado, a verdade \u00e9 que Antonio Villas Boas jamais readquiriu o mesmo vigor de antes. Tampouco se livrou dos traumas advindos do contato com aqueles seres extraterrestres, tanto que faleceu relativamente jovem, em 17 de janeiro de 1991, com apenas 56 anos. O atestado de \u00f3bito emitido pelo Cart\u00f3rio de Registro Civil de Uberaba (MG), cidade onde vivia, aponta como causa mortis \u201chemorragia subaracn\u00f3idea, aneurisma da art\u00e9ria basilar e hipertens\u00e3o arterial\u201d. Na mesma cidade, localizei o t\u00famulo de Villas Boas no Cemit\u00e9rio Municipal S\u00e3o Judas Tadeu, pr\u00f3ximo do mausol\u00e9u do c\u00e9lebre m\u00e9dium esp\u00edrita Chico Xavier (1910-2002). Como n\u00e3o h\u00e1 nenhuma placa indicativa, os desavisados que passam por ali nem sequer desconfiam que ali jaz o primeiro abduzido da Era Moderna dos Discos Voadores. Eis uma tremenda neglig\u00eancia e um triste anonimato para algu\u00e9m que teria sido v\u00edtima de estranhas manipula\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas por parte de seres de outro planeta.<\/p>\n<p>Silenciosamente, de p\u00e9 diante daquele t\u00famulo despido de qualquer ornamenta\u00e7\u00e3o, ep\u00edgrafes ou epit\u00e1fios a invocar a mem\u00f3ria de t\u00e3o ilustre figura, n\u00e3o pude deixar de perguntar: quantos outros Villas Boas, quantas outras hist\u00f3rias t\u00e3o fant\u00e1sticas \u2013 e ver\u00eddicas \u2013 ainda estariam ocultas e esquecidas por tr\u00e1s da cortina de sil\u00eancio que foi estendida, por v\u00e1rios interesses de diferentes ordens, sobre o fascinante enigma dos UFOs? Quantos Antonios Villas Boas j\u00e1 n\u00e3o estariam enterrados e a essa altura, todos completamente esquecidos, at\u00e9 mesmo por seus familiares?<\/p>\n<p>Se nas \u00faltimas d\u00e9cadas o Caso Villas Boas tem desafiado e resistido a todos os exames cr\u00edticos, deixando os c\u00e9ticos perplexos e abalando at\u00e9 suas sistem\u00e1ticas incredulidades e inamov\u00edveis renit\u00eancias, \u00e9 porque, para assombro de todos, al\u00e9m das seq\u00fcelas em seu corpo, Villas Boas apresentava sintomas t\u00edpicos de algu\u00e9m que tivesse sido exposto a uma radia\u00e7\u00e3o moderada \u2013 suficiente para alterar-lhe o equil\u00edbrio org\u00e2nico por algum tempo, conforme consta de sua ficha cl\u00ednica. Ainda que fosse um mentiroso extremamente h\u00e1bil, um mistificador dotado de uma imagina\u00e7\u00e3o admir\u00e1vel, uma mem\u00f3ria superdotada \u2013 j\u00e1 que manteve a hist\u00f3ria inalterada nos menores detalhes \u2013 e de uma intelig\u00eancia rara, a testemunha teria que se expor a radia\u00e7\u00f5es em doses suficientes para causarem sintomas convincentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"frustra\u00e7\u00e3o\"><\/a><\/p>\n<h3>Sem frustra\u00e7\u00e3o sexual<\/h3>\n<p>Segundo a alega\u00e7\u00e3o de alguns c\u00e9ticos, ser\u00e1 que algum complexo de inferioridade ou quaisquer frustra\u00e7\u00f5es sexuais teriam movido Antonio Villas Boas a inventar toda aquela hist\u00f3ria? Tal possibilidade n\u00e3o se sustenta, em vista do resultado do exame psicol\u00f3gico feito por Olavo Fontes. Ele era um rapaz t\u00edmido e reservado, mas isento de complexos e psicoses produzidas por frustra\u00e7\u00f5es. Durante toda sua vida ele continuou afirmando que o incidente se deu conforme foi por ele descrito. Al\u00e9m disso, n\u00e3o queria saber de mais nada a respeito do tema Ufologia.<\/p>\n<p>Se Villas Boas foi de fato usado para fins de procria\u00e7\u00e3o, caberia perguntar se aquela mulher seria um exemplar feminino pertencente \u00e0 mesma ra\u00e7a dos tais estranhos seres, cuja proced\u00eancia ignoramos? Ou seria uma mulher daqui da Terra mesmo, modificada ou n\u00e3o, igualmente abduzida e induzida ao ato sexual? No primeiro caso, haveria a gera\u00e7\u00e3o de um h\u00edbrido. No segundo, de uma crian\u00e7a terrestre. Em ambas as situa\u00e7\u00f5es, os seres teriam a oportunidade de verificar e monitorar como os humanos se relacionam sexualmente, e de usar a crian\u00e7a da\u00ed resultante \u2013 h\u00edbrida ou terrestre \u2013 como cobaia para novos experimentos e manipula\u00e7\u00f5es. Por sobrarem d\u00favidas e faltarem respostas \u00e9 que s\u00f3 podemos conjeturar. Villas Boas n\u00e3o viu nenhum dos outros seres sem os escafandros que os cobriam quase que totalmente, e dessa maneira ficou imposs\u00edvel saber se eram semelhantes \u00e0quela mulher.<\/p>\n<p>De qualquer forma, a f\u00eamea se expressava por meio dos mesmos grunhidos ou rosnados incompreens\u00edveis com que se comunicavam os outros tripulantes entre si. Ela respirava o mesmo ar que Villas Boas respirava. Isso eliminaria a necessidade dos escafandros para os outros tripulantes, se eles fossem da mesma origem. Ent\u00e3o, das duas uma: ou n\u00e3o tinham a mesma proced\u00eancia, ou usavam os escafandros para se protegerem e n\u00e3o se contaminarem \u2013 nossos cientistas e t\u00e9cnicos em recintos e laborat\u00f3rios esterilizados fazem o mesmo. H\u00e1 outra op\u00e7\u00e3o: usavam aquelas vestimentas simplesmente para n\u00e3o serem vistos tais como eram. Cabe observar, todavia, que no compartimento em que a f\u00eamea permaneceu sem escafandro, o ar estava misturado com aquele g\u00e1s mal-cheiroso mencionado por Villas Boas, e que lhe provocara n\u00e1useas e v\u00f4mito. Nesse caso, seria um g\u00e1s descontaminante ou um componente que permitiria \u00e0 mulher respirar sem escafandro, sendo ela da mesma origem dos outros seres?<\/p>\n<p>A estranha mulher n\u00e3o era muito diferente de uma terrestre, nem mesmo por seu tamanho um tanto pequeno, uma vez que mulheres mi\u00fadas e de baixa estatura n\u00e3o constituem propriamente uma anormalidade. As ma\u00e7\u00e3s do rosto muito sobressalentes, os olhos grandes e excessivamente puxados, o queixo pontudo e o cabelo liso, bem como outras de suas caracter\u00edsticas, que a tornavam \u201cfeia\u201d para Villas Boas, podem ser encontradas em algumas das ra\u00e7as de nosso planeta. A pele da mulher era muito branca e tinha muitas sardas nos bra\u00e7os, o que tamb\u00e9m n\u00e3o representa nada de extraordin\u00e1rio. N\u00e3o exalava nenhum cheiro especial nem usava qualquer esp\u00e9cie de maquiagem. Suas atitudes tamb\u00e9m n\u00e3o apresentavam anomalias, a n\u00e3o ser que n\u00e3o falava em linguagem corrente discern\u00edvel e parecia desconhecer o beijo.<\/p>\n<p>Ainda que bem detalhados, esses dados n\u00e3o permitem inferir qualquer conclus\u00e3o definitiva sobre sua origem. Exceto que aqueles seres levaram a contento um seq\u00fcestro bem planejado e, ao colocarem Villas Boas a s\u00f3s naquele compartimento com a mulher, conseguiram o que aparentemente desejavam, ou seja, uma experi\u00eancia de procria\u00e7\u00e3o entre um homem da Terra e uma cobaia \u2013 terrestre, extraterrestre ou h\u00edbrida. O Caso Villas Boas, a despeito de suas incongru\u00eancias, apresenta v\u00e1rios elementos que, se n\u00e3o levam \u00e0 uma afirma\u00e7\u00e3o categ\u00f3rica de sua veracidade, pelo menos levam \u00e0 considera\u00e7\u00e3o dela. N\u00e3o s\u00f3 por ter sido aquele que inaugurou a modalidade dos seq\u00fcestros ou abdu\u00e7\u00f5es alien\u00edgenas em tempos modernos, mas principalmente pela riqueza de detalhes que cont\u00e9m, ainda que um tanto exagerados. Ele nos permite identificar v\u00e1rias estruturas comuns subjacentes aos casos do g\u00eanero, bem como certos conte\u00fados latentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"zona\"><\/a><\/p>\n<h3>\u201cZona quente de apari\u00e7\u00f5es\u201d<\/h3>\n<p>Entre estas estruturas est\u00e1 a geografia f\u00edsica e pol\u00edtica de S\u00e3o Francisco de Sales, que na \u00e9poca n\u00e3o passava de um distrito e se afigurava como um acanhado lugarejo perdido nos confins de Minas Gerais, margeado pelo Rio Grande, que inundaria parcialmente a fazenda onde se deu o seq\u00fcestro. Como tamb\u00e9m a organiza\u00e7\u00e3o social, familiar e econ\u00f4mica de Villas Boas, al\u00e9m de seus elementos culturais. Nada disso destoa do que se encontraria nos casos subseq\u00fcentes, a n\u00e3o ser em termos pontuais e estritamente regionais e particulares, pois, em geral, os ufonautas pareceram sempre preferir ou escolher para suas experi\u00eancias de manipula\u00e7\u00e3o indiv\u00edduos que atendam a essas exig\u00eancias ou estejam inseridos em contextos similares.<\/p>\n<p>Observe o leitor que tr\u00eas dos principais casos de abdu\u00e7\u00e3o alien\u00edgena seguida de rela\u00e7\u00e3o sexual \u2013 o do pr\u00f3prio Villas Boas, o de Onilson P\u00e1tero e o de Ant\u00f4nio Carlos Ferreira \u2013, ocorreram na mesma regi\u00e3o compreendida entre a fronteira sul-sudoeste de Minas Gerais e norte-noroeste de S\u00e3o Paulo. Essa regi\u00e3o cortada pelo Rio Grande \u00e9, ali\u00e1s, uma das mais ricas do Brasil em manifesta\u00e7\u00f5es ufol\u00f3gicas, constituindo-se no que os uf\u00f3logos chamam de \u201czona quente de apari\u00e7\u00f5es\u201d. \u00c9 patente que a proximidade de um rio t\u00e3o caudaloso tem muito a ver com essa profus\u00e3o, pois ou os UFOs se ocultariam em suas \u00e1guas, ou por algum motivo que desconhecemos prefeririam se deslocar e concentrar suas a\u00e7\u00f5es \u00e0s suas margens. Os antigos j\u00e1 haviam notado isso. Basta observar que, na literatura grega, toda \u00e1rea limitada ou circundada por mares ou rios evoca o perigo da \u201cinterfer\u00eancia do divino\u201d. Lugar natural da viol\u00eancia inesperada, constitui o palco privilegiado do rapto, tanto por parte dos homens como parte dos deuses e das criaturas sobrenaturais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<hr \/>\n<ol>\n<li>BULHER, Walter e PEREIRA, Guilherme. O Livro Branco dos Discos Voadores. Petr\u00f3polis: Ed. Vozes, 1983.<\/li>\n<li>DURRANT, Henry. Primeiras investiga\u00e7\u00f5es sobre os human\u00f3ides extraterrestres. Tradu\u00e7\u00e3o de Luzia D. Mendon\u00e7a. S\u00e3o Paulo: Ed. Hemus,1980.<\/li>\n<li>KEYHOE, Donald. A verdade sobre os discos voadores. Tradu\u00e7\u00e3o de Lauro Blandy. S\u00e3o Paulo: Global Editora, 1973.<\/li>\n<li>MIST\u00c9RIOS DO DESCONHECIDO. Contactos Alien\u00edgenas. Rio de janeiro: Time-Life Livros,1993.<\/li>\n<li>MIST\u00c9RIOS DO DESCONHECIDO. O Fen\u00f4meno OVNI. Rio de janeiro: Time-Life Livros,1993.<\/li>\n<li>HOPKINS, Budd. Intrusos &#8211; Um estudo sobre o rapto de pessoas por alien\u00edgenas. Tradu\u00e7\u00e3o de Reinaldo Guarani. Rio de Janeiro, 1995.<\/li>\n<li>Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 26-27<\/li>\n<li>Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 90-93<\/li>\n<li>Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 1975<\/li>\n<li>PEREIRA, Jader. Tipologia dos human\u00f3ides extraterrestres. Cole\u00e7\u00e3o Biblioteca UFO, n\u00ba 1, Mar\u00e7o 1991.<\/li>\n<li>SBEDV. Contatos com extraterrestres no Brasil. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 6, p.20-2, nov\/dez 1988.<\/li>\n<li>LAUDA, Jaime. O Caso Villas-Boas revisado. Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, n\u00ba 3, p. 13-15, julho\/agosto 1985.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.gnosisonline.org\/Ufognose\/caso-antonio-villas-boas.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.gnosisonline.org\/Ufognose\/caso-antonio-villas-boas.php<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Antonio_Villas_Boas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Antonio_Villas_Boas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/abducao2.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/abducao2.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.sobrenatural.org\/materia\/detalhar\/4084\/caso_fantastico_vivido_por_antonio_villas_boas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.sobrenatural.org\/materia\/detalhar\/4084\/caso_fantastico_vivido_por_antonio_villas_boas\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/videolog.uol.com.br\/video.php?id=305580\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/videolog.uol.com.br\/video.php?id=305580<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.rizoma.net\/interna.php?id=134&amp;secao=conspirologia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.rizoma.net\/interna.php?id=134&amp;secao=conspirologia<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.vigilia.com.br\/sessao.php?categ=3&amp;id=26\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.vigilia.com.br\/sessao.php?categ=3&amp;id=26<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/gppovnis.tripod.com\/Abducoes\/Abducao_Antonio_Villas_Boas\/Abducao_Villas_Boas.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/gppovnis.tripod.com\/Abducoes\/Abducao_Antonio_Villas_Boas\/Abducao_Villas_Boas.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufocasebook.com\/aliensex101.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ufocasebook.com\/aliensex101.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufodigest.com\/news\/0507\/boas.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ufodigest.com\/news\/0507\/boas.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conspiracyarchive.com\/UFOs\/boas-abduction.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.conspiracyarchive.com\/UFOs\/boas-abduction.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Antonio_Villas_Boas_Case\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Antonio_Villas_Boas_Case<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.interstellar-travel.com\/library\/humanoids\/2-AVB.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.interstellar-travel.com\/library\/humanoids\/2-AVB.cfm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufodigest.com\/news\/1107\/totalabduction.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ufodigest.com\/news\/1107\/totalabduction.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo-blog.com\/ufo-blog\/2007\/05\/interstellar-intercourse-abduction-of.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ufo-blog.com\/ufo-blog\/2007\/05\/interstellar-intercourse-abduction-of.html<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro caso de abdu\u00e7\u00e3o registrado pela Ufologia ocorreu na zona rural de S\u00e3o Francisco de Sales, Minas Gerais, em 15 de outubro de 1957. 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