{"id":2729,"date":"2022-03-09T10:42:08","date_gmt":"2022-03-09T13:42:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/?p=2729"},"modified":"2025-04-21T13:08:32","modified_gmt":"2025-04-21T16:08:32","slug":"caso-benedito-miranda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/caso-benedito-miranda\/","title":{"rendered":"Caso Benedito Miranda"},"content":{"rendered":"<section id=\"inner-headline\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div id=\"resumo\" class=\"resumo\" style=\"padding-left: 40px;\"><strong>O Caso Benedito Miranda envolve a abdu\u00e7\u00e3o de um motorista de caminh\u00e3o da cidade de Itaperuna, Rio de Janeiro. Sua abdu\u00e7\u00e3o ocorre numa \u00e9poca de intensa atividade ufol\u00f3gica na regi\u00e3o, ocorrendo na mesma regi\u00e3o e \u00e9poca de outro caso, envolvendo o jovem Paulo Caetano.<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div>\n<hr \/>\n<p>O Caso Benedito Miranda envolve a abdu\u00e7\u00e3o de um motorista de caminh\u00e3o da cidade de Itaperuna, Rio de Janeiro. Sua abdu\u00e7\u00e3o ocorre numa \u00e9poca de intensa atividade ufol\u00f3gica na regi\u00e3o, ocorrendo na mesma regi\u00e3o e \u00e9poca de outro caso, envolvendo o jovem Paulo Caetano.<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Texto original da SBEDV<\/div>\n<div>\n<p>Na Delegacia de Pol\u00edcia de Itaperuna (RJ) foi registrado um depoimento estranho e impressionante pelas caracter\u00edsticas de que se reveste. Consta nesse documento, tomado a termo pelo investigador de Pol\u00edcia Nilson Almeida Amorim, que na noite de 25 de fevereiro de 1971, \u00e0s 2 horas da manh\u00e3, &#8220;compareceu o Sr. Benedito Miranda, vulgo &#8220;Badita&#8221;, brasileiro, casado, residente em Cataguases, \u00e0 Rua da Liberdade, 248, comunicando que, ao regressar de Itaperuna para Cataguases, na altura da ponte de Carangola, na BR-040, deparou com um objeto estranho, de forma redonda, no meio da estrada, impedindo-o de passar com seu ve\u00edculo. Ao aproximar-se do referido objeto, viu sa\u00edrem do seu interior 2 homens de estatura pequena, medindo aproximadamente uns 30 cent\u00edmetros de altura. A seguir as referidas criaturas tiraram do cinto um instrumento comprido, com a apar\u00eancia de uma lanterna, do qual saiu um foco de luz de cor ora azul ora avermelhada; lan\u00e7aram o foco em sua dire\u00e7\u00e3o e quando a luz atingiu o informante este ficou suspenso no ar, como se fosse um passarinho. Quanto mais aumentava o referido foco, mais ele subia no ar, chegando mesmo a atingir 50 metros de altura. Sentiu-se totalmente paralisado, n\u00e3o podendo nem gritar por socorro. Ao se passarem uns 5 minutos, surgiu a claridade dos far\u00f3is de um carro na lombada, na dire\u00e7\u00e3o das localidades de Retiro e Muria\u00e9. Foi quando as referidas criaturas baixaram o foco lentamente, em dire\u00e7\u00e3o da viatura do informante e o colocaram no interior do seu carro, sem mesmo encostar-lhe as m\u00e3os, s\u00f3 com o poder do foco sa\u00eddo do estranho instrumento. Em seguida, entraram no aparelho, de forma redonda, que ent\u00e3o voou a uma velocidade incalcul\u00e1vel, em dire\u00e7\u00e3o ao c\u00e9u. Disse o informante que levou uns trinta minutos para voltar ao estado normal, em virtude do grande susto que levou. Assinado: Benedito Miranda&#8221;.<\/p>\n<h3>Amn\u00e9sia<\/h3>\n<p>O que torna este depoimento estranho \u00e9 que o Sr. Benedito n\u00e3o se recorda, em absoluto, de haver feito esta declara\u00e7\u00e3o, mas reconhece a assinatura como sua, aut\u00eantica.<\/p>\n<p>Na entrevista que concedeu \u00e0 SBEDV em 2 de outubro de 1971, apenas dias ap\u00f3s a ocorr\u00eancia, disse o entrevistado que se recordava somente do seguinte: no dia 24 do referido m\u00eas, entre 23h40m e meia noite, parou seu carro na ponte sobre o rio Carangola a 4 quil\u00f4metros de Itaperuna para verificar um defeito na dire\u00e7\u00e3o do auto, que parecia balan\u00e7ar. Abriu a porta, saiu e logo depois perdeu a consci\u00eancia, s\u00f3 voltando ao estado consciente \u00e0s 6:30 hs do dia 25. Quando voltou a si estava dentro do ve\u00edculo, com as roupas sujas de terra escura, olhos congestionados, ardentes, e corpo todo dolorido, principalmente o bra\u00e7o esquerdo, cuja m\u00e3o estava entorpecido e formigando. Chegando em casa, constatou que esse bra\u00e7o apresentava apresentava manchas de colora\u00e7\u00e3o roxa-avermelhada na regi\u00e3o do cotovelo. N\u00e3o sabia o que ocorrera nesse longo lapso mental de mais de 6 horas.<\/p>\n<h3>Hipnose<\/h3>\n<p>Em 16 de outubro de 1974, Benedito foi submetido \u00e0 hipnose regressiva pelo Dr. Silvio Lago. Durante a hipnose Benedito Miranda lembrou-se de detalhes de sua experi\u00eancia. Ele lembra-se do momento em que o aparelho apareceu, seguido de uma falha no motor do carro e na seq\u00fc\u00eancia a apari\u00e7\u00e3o dos tripulantes do objeto.<\/p>\n<\/div>\n<p>Em 15 de outubro de 1974, Benedito foi submetido, pelo Dr. Sylvio Lago, a uma sess\u00e3o de hipnose, de 3 horas de dura\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s um bom \u201crapport\u201d. O paciente respondeu favoravelmente aos testes de viabilidade hipn\u00f3tica e sugestibilidade, atingindo um grau m\u00e9dio de profundidade.<\/p>\n<p>Na noite seguinte, 16 de outubro de 1974, Benedito entrou em hipnose sonamb\u00falica, induzida pelo Dr. Lago, sendo o paciente levado \u00e0 fase regressiva. O objeto em mira era focalizar, uma vez mais, os acontecimentos ufol\u00f3gicos registrados na mente de Benedito Miranda, em refer\u00eancia \u00e0 noite de 24\/25 de setembro de 1971, encobertos pela amn\u00e9sia lacunar (ver Bol. Da SBEDV n\u00ba 85\/89 \u2013 p\u00e1g. 71).<\/p>\n<p>Colocando Benedito Miranda em sono hipn\u00f3tico, o Dr. Lago fez relembrar as atividades da testemunha junto ao seu caminh\u00e3o e ao seu carro particular, desde os primeiros dias de setembro de 1971. Isso para testar Benedito Miranda no que tange ao arquivamento de mem\u00f3ria referente \u00e0 sua atividade anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Entretanto, por motivo de economia de espa\u00e7o aqui s\u00f3 foram registradas as 168 perguntas do Dr. Lago, em rela\u00e7\u00e3o ao dia 23 de setembro de 1971, em diante (principalmente a noite de 24 para 25 de setembro).<\/p>\n<p>Transcrevemos a seguir o relato que Benedito Miranda fez em 16 de outubro de 1974, em estado de hipnose regressiva induzida pelo Dr. Sylvio Lago. A sess\u00e3o foi assistida pelo Dr. Walter Buhler (SBEDV), que tamb\u00e9m formulou perguntas ao paciente. O Dr. Lago fez a grava\u00e7\u00e3o da qual se extra\u00edram as perguntas e respostas a seguir transcritas.<\/p>\n<p>Abrevia\u00e7\u00f5es:<br \/>\nL \u2013 pergunta do Dr. Sylvio Lago<br \/>\nW \u2013 pergunta do Dr. Walter Buhler<br \/>\nB \u2013 respostas de Benedito Miranda<\/p>\n<p>(&#8230;) &#8211; as express\u00f5es entre par\u00eanteses foram introduzidas com o fim de um maior esclarecimento ao leitor.<\/p>\n<p>1. L \u2013 Para onde voc\u00ea vai agora?<br \/>\nB \u2013 Cataguases.<\/p>\n<p>2. L \u2013 Passa por onde?<br \/>\nB \u2013 Pela mesma linha<\/p>\n<p>3. L \u2013 Que dia \u00e9 hoje?<br \/>\nB \u2013 Hoje \u00e9 23 (setembro)<\/p>\n<p>4. L \u2013 Que horas?<br \/>\nB \u2013 Devem ser mais ou menos 11 horas do dia.<\/p>\n<p>5. L \u2013 Est\u00e1 com fome?<br \/>\nB \u2013 Vou almo\u00e7ar l\u00e1 em Sapucaia. Bebedouro \u00e9 perto \u2013 30 km s\u00f3. N\u00e3o vou almo\u00e7ar n\u00e3o! Vou-me embora (para casa).<\/p>\n<p>6. L \u2013 Veja tudo bem claro, com toda a nitidez! Tudo o que voc\u00ea viveu. Tudo est\u00e1 gravado a\u00ed em seu c\u00e9rebro, na sua mem\u00f3ria&#8230;<br \/>\nB \u2013 Hoje n\u00e3o vou viajar. (Vou) lavar o carro. N\u00e3o trabalho mais hoje, com carro n\u00e3o!<\/p>\n<p>7. L \u2013 Muito bem. E agora?<br \/>\nB \u2013 Pego o meu carrinho&#8230; Dou uma volta&#8230; Estou com vontade de ir at\u00e9 Itaperuna&#8230; N\u00e3o sei&#8230;<\/p>\n<p>8. L \u2013 Fazer o que l\u00e1?<br \/>\nB \u2013 Visitar is amigos, parentes.<\/p>\n<p>9. L \u2013 Onde est\u00e3o seus amigos?<br \/>\nB \u2013 Itaperuna.<\/p>\n<p>10. W \u2013 Que horas s\u00e3o agora?<br \/>\nB \u2013 Devem ser umas 4 horas da tarde.<\/p>\n<p>11. W \u2013 \u00d3timo. \u00c9 uma cidade bonita. Como se chama o rio que passa por l\u00e1?<br \/>\nB \u2013 Como?<\/p>\n<p>12. W \u2013 Como se chama o rio que passa em Itaperuna?<br \/>\nB \u2013 (rindo) eh, eh, eh. \u00c9 o Muria\u00e9!<\/p>\n<p>13. W \u2013 H\u00e1 uma ponte l\u00e1 (que liga as duas partes da cidade)<br \/>\nB \u2013 Mas n\u00e3o gosto de entrar no outro lado. Fico do lado de c\u00e1.<\/p>\n<p>14. W \u2013 Chegou \u00e0 cidade?<br \/>\nB \u2013 J\u00e1. Estou na casa da minha irm\u00e3.<\/p>\n<p>15. W \u2013 E a que hora vai embora?<br \/>\nB \u2013 Demora, ainda demora&#8230; Estou no meu carro&#8230; mais tarde. N\u00e3o tem pressa n\u00e3o!<\/p>\n<p>16. L \u2013 A\u00ed est\u00e1 bom?<br \/>\nB \u2013 Est\u00e1.<\/p>\n<p>17. L \u2013 Est\u00e1 calmo?<br \/>\nB \u2013 Muito.<\/p>\n<p>18. L \u2013 Que horas s\u00e3o agora?<br \/>\nB \u2013 Devem ser umas 8 e meia, 9 horas (da noite). Agora mesmo vou embora!<\/p>\n<p>19. L \u2013 Est\u00e1 bem? Vai embora?<br \/>\nB \u2013 Agora mesmo vou embora.<\/p>\n<p>20. L \u2013 Est\u00e1 na hora de ir embora?<br \/>\nB \u2013 J\u00e1 estou indo.<\/p>\n<p>21. W \u2013 Est\u00e1 indo? Na BR?<br \/>\nB \u2013 Meu carro est\u00e1 dando um defeito aqui&#8230; meu carro tem um defeito!<\/p>\n<p>22. L \u2013 Qual ser\u00e1 o defeito?<br \/>\nB \u2013 Parou&#8230; Parou&#8230; (inintelig\u00edvel)&#8230; o jeito \u00e9 de ficar aqui mesmo&#8230; vou dormir&#8230;<\/p>\n<p>23. L \u2013 Veja bem!<br \/>\nW &#8211; J\u00e1 passou a ponte (da BR que cruza o rio Muria\u00e9)?<br \/>\nB \u2013 Est\u00e1 aqui ma cerra\u00e7\u00e3o&#8230; n\u00e3o sei que isto. Deixe dormir! Deixe!<\/p>\n<p>24. L \u2013 Ent\u00e3o h\u00e1 cerra\u00e7\u00e3o? Muita?<br \/>\nB \u2013 Pouquinha.<\/p>\n<p>25. L \u2013 Que mais al\u00e9m da cerra\u00e7\u00e3o?<br \/>\nB \u2013 Ah, n\u00e3o sei&#8230; umas luzinhas atrapalhando&#8230; n\u00e3o estou vendo nada&#8230; Est\u00e3o atrapalhando, n\u00e3o estou vendo nada&#8230; est\u00e3o me perturbando&#8230; uma luzinhas na minha cara&#8230; est\u00e3o me perturbando&#8230; n\u00e3o sei que \u00e9 isto.<\/p>\n<p>26. L \u2013 Hein?<br \/>\nB \u2013 (Falando devagar \u2013 choroso) N\u00e3o sei o que \u00e9 isto. Que \u00e9 isto? O que ser\u00e1?<\/p>\n<p>27. L \u2013 Hein?<br \/>\nB \u2013 (Falando r\u00e1pido e veemente) Vou-me embora. Sabe? Vou-me embora! (Interrogativo) Eu? Eh&#8230; (R\u00e1pido) Embora!<\/p>\n<p>28. L \u2013 Partindo daquela luzinha?<br \/>\nB \u2013 Eu n\u00e3o vi mais nada.<\/p>\n<p>29. L \u2013 Veja bem! As luzinhas est\u00e3o vindo de onde? Preste aten\u00e7\u00e3o!<br \/>\nB \u2013 Que&#8230; (inintelig\u00edvel)&#8230; gente! Nunca&#8230; Eu estou ficando doido! Est\u00e1! Deixe a gente descansar um bocadinho.<\/p>\n<p>30. W \u2013 Como sujou a roupa?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o sei&#8230;<\/p>\n<p>31. L \u2013 Veja bem! Fa\u00e7a um esfor\u00e7o! Em que lugar voc\u00ea est\u00e1?<br \/>\nB \u2013 Estou no caminho de Itaperuna&#8230; Venho de Itaperuna&#8230; Eles me querem&#8230; (inintelig\u00edvel) Hein! Eu tenho de pegar o meu carro (caminh\u00e3o) ao meio dia (amanh\u00e3)&#8230;<\/p>\n<p>32. L \u2013 A Luz est\u00e1 em cima de voc\u00ea?<br \/>\nB \u2013 Est\u00e1 l\u00e1 embaixo!<\/p>\n<p>33. L \u2013 De onde ela vem?<br \/>\nB \u2013 Est\u00e1 vindo de l\u00e1 de baixo do rio&#8230; me seguindo &#8230; (murmurando)&#8230; \u00e9 demais&#8230;<\/p>\n<p>34. L \u2013 Mas ela sai de onde, Benedito?<br \/>\nB \u2013 L\u00e1! Donde ela vem! Rapaz, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 vendo n\u00e3o?<\/p>\n<p>35. L \u2013 Mas ela sai de algum lugar?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o sei!<\/p>\n<p>36. L \u2013 Veja bem!<br \/>\nW \u2013 Da beira do rio?<br \/>\nB \u2013 Olha l\u00e1! Parecem 3 focos. Tr\u00eas focos&#8230; vermelho, um \u00e9 muito vermelho&#8230; N\u00e9&#8230; Est\u00e3o me cegando&#8230; eu n\u00e3o estou enxergando direito&#8230;<\/p>\n<p>37. W \u2013 A quantos metros?<br \/>\nB \u2013 Ah&#8230; como posso calcular? Vem caminhando!&#8230;<\/p>\n<p>38. W \u2013 Na sua dire\u00e7\u00e3o? Voc\u00ea est\u00e1 andando com o seu carro?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o, agora n\u00e3o! Porque j\u00e1 estou (inintelig\u00edvel) parado&#8230; est\u00e1 parado a\u00ed&#8230;<\/p>\n<p>39. W \u2013 O motor falhou ou voc\u00ea parou?<br \/>\nB \u2013 (Inintelig\u00edvel)<\/p>\n<p>40. W \u2013 N\u00e3o quer pegar?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o!<\/p>\n<p>41. W \u2013 E a luz?<br \/>\nB \u2013 Est\u00e1 perto do rio.<\/p>\n<p>42. L \u2013 Ela est\u00e1 sozinha?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o! Est\u00e1 com uma pessoa. Que nada&#8230; parece ser at\u00e9 um bicho&#8230; que \u00e9 aquilo?<\/p>\n<p>43. L \u2013 Preste aten\u00e7\u00e3o, Benedito! Voc\u00ea presta toda aten\u00e7\u00e3o a isto? Abra os olhos bem, rapaz!<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o tenho condi\u00e7\u00f5es&#8230; parece um farol forte!<\/p>\n<p>44. L \u2013 Vem algu\u00e9m carregando?<br \/>\nB \u2013 (Com entona\u00e7\u00e3o de grande surpresa) U\u00e1! Tem? Tem! Como \u00e9? N\u00e3o vejo&#8230; uns bichinhos! Parecem&#8230;<\/p>\n<p>45. L \u2013 Parece o que?<br \/>\nB \u2013 V\u00e1 l\u00e1! Parece at\u00e9 que&#8230; parece neg\u00f3cio de pato! Como \u00e9 que \u00e9? Pato na carrega luz!&#8230; um trem que eu n\u00e3o conhe\u00e7o&#8230; que eu nunca vi&#8230; andando&#8230; \u00e9, nunca vi!&#8230; andando&#8230; \u00e9 nunca vi!&#8230; \u00e9!<\/p>\n<p>46. W \u2013 Tem bra\u00e7o?<br \/>\nB \u2013 Ahh&#8230; bra\u00e7o dele esta embutido num tro\u00e7o&#8230; n\u00e3o sei o que \u00e9! Parece que uma capa cobrindo aquelas coisas pequenas&#8230;<\/p>\n<p>47. W \u2013 Parece uma crian\u00e7a?<br \/>\nB \u2013 \u00c9&#8230; diante de uma crian\u00e7a&#8230;<\/p>\n<p>48. W \u2013 Veja o rosto, se \u00e9 de gente!<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o vejo!&#8230; n\u00e3o d\u00e1 pra ver!<\/p>\n<p>49. L \u2013 O que? Est\u00e1 coberto?<br \/>\nB \u2013 Est\u00e1! Parece uma capa&#8230; o corpo todo coberto&#8230;<\/p>\n<p>50. L \u2013 Veja o bra\u00e7o!<br \/>\nB \u2013 Tamb\u00e9m os bra\u00e7os&#8230; n\u00e3o vejo&#8230; v\u00eam embutidos numa capa&#8230; uma esp\u00e9cie de um sobretudo! N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel! N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel!<\/p>\n<p>51. L \u2013 Um s\u00f3?<br \/>\nB \u2013 Tr\u00eas!<\/p>\n<p>52. L \u2013 Que parecem? Crian\u00e7as?<br \/>\nB \u2013 Umas criancinhas. Sim!<\/p>\n<p>53. L \u2013 Como \u00e9 isso?<br \/>\nB \u2013 Tem p\u00e9. Est\u00e1 andando! Se \u00e9 sobre o solo, n\u00e3o sei&#8230; mas vem andando normal!<\/p>\n<p>54. W \u2013 Em dire\u00e7\u00e3o de voc\u00ea?<br \/>\nB \u2013 \u00c9!<\/p>\n<p>55. W \u2013 E voc\u00ea, o que faz?<br \/>\nB \u2013 (Irritado) O que eu fa\u00e7o? Estou imobilizado!&#8230;<\/p>\n<p>56. W \u2013 Imobilizado? N\u00e3o pode se mover?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o!<\/p>\n<p>57. W \u2013 E o que eles fazem?<br \/>\nB \u2013 Ah&#8230;<\/p>\n<p>58. L \u2013 Veja bem! Preste aten\u00e7\u00e3o!<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<p>59. L \u2013 Voc\u00ea est\u00e1 vendo uma coisa esquisita? Est\u00e1 com medo, Benedito?<br \/>\nB \u2013 (Calmo) N\u00e3o, n\u00e3o estou com medo, n\u00e3o! Eu estou imobilizado! Como vou mexer? N\u00e3o mexo nada!<\/p>\n<p>60. L \u2013 Nada, nada?<br \/>\nB \u2013 Nada!<\/p>\n<p>61. L \u2013 O Bra\u00e7o?<br \/>\nB \u2013 Nada!<\/p>\n<p>62. L \u2013 Vontade de correr?<br \/>\nB \u2013 (calmo) Correr n\u00e3o. Eu queria que o meu carro pegasse para eu ir embora.<\/p>\n<p>63. L \u2013 Voc\u00ea n\u00e3o acha isto esquisito, Benedito? O que voc\u00ea est\u00e1 pensando?<br \/>\nB \u2013 U\u00e9! N\u00e3o tem jeito!<\/p>\n<p>64. L \u2013 \u00c9? Presta aten\u00e7\u00e3o! E como voc\u00ea sujou a roupa depois?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o tem nada&#8230;<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;<br \/>\nTrecho sem relev\u00e2ncia e portanto suprimido<br \/>\n&#8230;.<\/p>\n<p>B \u2013 Estou, estou quase chegando em casa.<\/p>\n<p>65. L \u2013 E como \u00e9? A roupa est\u00e1 limpa agora?<br \/>\nB \u2013 Minha roupa est\u00e1 limpa&#8230;<\/p>\n<p>66. L \u2013 Viu bem quando a roupa sujou?<br \/>\nB \u2013 Cheguei em casa e a mulher&#8230; (interrogativo)&#8230; A mulher est\u00e1 brigando comigo&#8230; que estou com a roupa suja!&#8230;<\/p>\n<p>67. L \u2013 Como voc\u00eas sujou a roupa?<br \/>\nB \u2013 Ah&#8230; meu Deus do C\u00e9u&#8230; ao eu deitar (por baixo) no carro, sujou com certeza, n\u00e3o, mulher? Cal\u00e7a minha suja! Nunca tive assim roupa suja! N\u00e3o ando sujo, n\u00e3o gosto! Mulher est\u00e1 achando minha vista vermelha&#8230; N\u00e3o entendo nada disto. Vou tomar um banho&#8230; (Depois) vou trabalhar.<\/p>\n<p>68. L \u2013 Voc\u00ea n\u00e3o tem um ferimento no bra\u00e7o? O que que houve? Que tem o seu bra\u00e7o?<br \/>\nB \u2013 A mulher v\u00ea uma&#8230; (inintelig\u00edvel) no meu bra\u00e7o, lado esquerdo. Diz que tem&#8230;<\/p>\n<p>69. L \u2013 Como foi isto, Benedito?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o posso imaginar.<\/p>\n<p>70. L \u2013 Voc\u00ea v\u00ea um ferimento e n\u00e3o sabe?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o tem ferida n\u00e3o! \u00c9 uma mancha&#8230; diferente&#8230;<\/p>\n<p>71. L \u2013 Vamos ver aquela luz de novo! Voc\u00ea vai ver de novo! Quem sabe se alguma coisa escapou?<br \/>\nB \u2013 Est\u00e1 em cima da linha! L\u00e1!<\/p>\n<p>72. L \u2013 Veja direito!<br \/>\nB \u2013 Estou parado antes da ponte. Estou vendo que&#8230; estou encima do viaduto da estrada de ferro&#8230; Estou parado em cima do viaduto antes da ponte!<\/p>\n<p>73. L \u2013 Por que parou?<br \/>\nB \u2013 Porque o carro n\u00e3o quer pegar. Tem 3 luzinha que me est\u00e3o incomodando&#8230; aproximando l\u00e1! Olha l\u00e1! Parece garoto! Garoto n\u00e3o \u00e9! Parece um pato! Olha a\u00ed!&#8230; Parece um pato!&#8230; Mas tem dois p\u00e9s&#8230; e ent\u00e3o n\u00e3o pode ser&#8230; A\u00ed vem aproximando l\u00e1! Como \u00e9 a m\u00e3o dele? N\u00e3o se v\u00ea a m\u00e3o dele? Por que?<\/p>\n<p>74. L \u2013 Tem jeito de gente, rapaz?<br \/>\nB \u2013 Evidente!<\/p>\n<p>75. L \u2013 Que tamanho?<br \/>\nB \u2013 Uns 30 a 40 cms. Olha l\u00e1! Suponho. Pode ser at\u00e9 maior.<\/p>\n<p>76. L \u2013 A que dist\u00e2ncia est\u00e1?<br \/>\nB \u2013 Est\u00e1 dist\u00e2ncia de uns 20 metros da minha pessoa<\/p>\n<p>77. L \u2013 E n\u00e3o est\u00e1 escuro?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o se v\u00ea! V\u00ea aquele vulto com a capa! Parou&#8230; Parou&#8230; Est\u00e3o parados!<\/p>\n<p>78. L \u2013 Por que est\u00e3o parados?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o sei.<\/p>\n<p>79. L \u2013 O que eles est\u00e3o querendo?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o sei.<\/p>\n<p>80. L \u2013 E voc\u00ea?<br \/>\nB \u2013 Estou aqui quieto. Estou vendo&#8230; quer pegar a\u00ed&#8230; n\u00e3o (inintelig\u00edvel)&#8230; embora&#8230;<\/p>\n<p>81. L \u2013 Continua parado?<br \/>\nB \u2013 Que interesse eles tem?<\/p>\n<p>82. L \u2013 Est\u00e3o olhando para voc\u00ea?<br \/>\nB \u2013 Est\u00e3o firmes! Quem \u00e9 que ag\u00fcenta aquele foco? Dentro do meu carro&#8230; parece que com todo normal a\u00ed&#8230; que claridade heim? Hein? Sinto o corpo todo arrepiado!&#8230;<\/p>\n<p>83. L \u2013 Voc\u00ea est\u00e1 com medo?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o! Medo n\u00e3o! Acho estranho um neg\u00f3cio deste.<\/p>\n<p>84. L \u2013 O que ser\u00e1?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o sei&#8230;<\/p>\n<p>85. L \u2013 Veja bem o que eles fazem!<br \/>\nB \u2013 V\u00e3o afastando, afastando de costas&#8230; agora parecem at\u00e9 no alto&#8230; num burac\u00e3o alto&#8230;<\/p>\n<p>86. L \u2013 Voc\u00ea v\u00ea os homens?<br \/>\nB \u2013 Vi. Agora n\u00e3o vejo mais. Vejo a luz sumindo, sumindo&#8230; mais nada&#8230;<\/p>\n<p>87. L \u2013 E voc\u00ea vai embora?<br \/>\nB \u2013 Vou embora. Pegou o carro. Vou embora a\u00ed&#8230; est\u00e1 amanhecendo. Vou embora!<\/p>\n<p>88. L \u2013 Vai at\u00e9 l\u00e1?<br \/>\nB \u2013 Vou para Cataguazes, para casa&#8230; trabalhar.<\/p>\n<p>89. L \u2013 Mas antes de chegar em casa, onde voc\u00ea foi? Veja bem!<br \/>\nB \u2013 (pausa sem resposta)<\/p>\n<p>Neste momento, o Dr. Sylvio Lago suspende as 2 p\u00e1lpebras superiores da testemunha, demonstrando haver uma completa revers\u00e3o dos olhos para cima, confirmando o estado de profunda hipnose.<\/p>\n<p>O pulso funciona a 72 batidas por minuto. H\u00e1 um evidente estado de hipotonia muscular e letargia. A respira\u00e7\u00e3o \u00e9 profunda e ritmada em 16 vezes por minuto. A fisionomia \u00e9 serena e tranq\u00fcila.<br \/>\nA testemunha est\u00e1 calma. Uma vez mais Benedito \u00e9 levado a repetir a sua passagem pelos momentos mais cruciantes.<\/p>\n<p>90. L \u2013 Como est\u00e1 Benedito? Est\u00e1 com sono, Benedito?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o! (o estado sonamb\u00falico, para muitos, seria mais pr\u00f3ximo da hipvigil\u00e2ncia)<\/p>\n<p>91. L \u2013 Como esta (se) sentindo? Bem?<br \/>\nB \u2013 Bem!<\/p>\n<p>92. L \u2013 O que h\u00e1?<br \/>\nB \u2013 O carro n\u00e3o quer andar! O que que houve?&#8230; (inintelig\u00edvel)&#8230;<\/p>\n<p>93. L \u2013 Mais alto!<br \/>\nB \u2013 O que vem (a ser) aquilo l\u00e1? Vem l\u00e1!<\/p>\n<p>94. L \u2013 Uma s\u00f3?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o. Tr\u00eas l\u00e2mpadas! Tem uma vermelha, viva; parece um foco&#8230; Tem uma mais clara um pouquinho. Que \u00e9 isto? Hein? Tr\u00eas l\u00e2mpadas ! Olha l\u00e1! Mas como \u00e9 que anda assim? A\u00ed tem um despenhadeiro! Como gente que anda assim?<\/p>\n<p>95. L \u2013 H\u00e1 alguma novidade?<br \/>\nB \u2013 Sumindo l\u00e1&#8230; Sumiu!<\/p>\n<p>96. L \u2013 Sumiu? Para cima? Para baixo?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o! Para o lado do rio. Sumiu! N\u00e3o tem mais nada&#8230; tem uma luzinha longe&#8230;<\/p>\n<p>97. L \u2013 E depois?<br \/>\nB \u2013 Joaquim! Joaquim!<br \/>\n(Revivendo o epis\u00f3dio da chegada \u00e0 Delegacia)<\/p>\n<p>98. L \u2013 O que h\u00e1 rapaz?<br \/>\nB \u2013 Oh , 7BI (referindo-se aparentemente ao n\u00famero sob o qual \u00e9 tamb\u00e9m conhecido o investigador). \u00d3i!<\/p>\n<p>99. L \u2013 O que houve?<br \/>\nB \u2013 Oh l\u00e1&#8230;<\/p>\n<p>100. L \u2013 O que que houve? Conte devagar! Calma! Diga tuo!<br \/>\nB \u2013 Vamos! Vamos!<\/p>\n<p>101. L \u2013 Vamos onde?<br \/>\nB \u2013 Vamos l\u00e1 perto da estrada para Carangola!<\/p>\n<p>102. L \u2013 O que h\u00e1?<br \/>\nB \u2013 Uns seres me atacou. Estou com o carro&#8230;<\/p>\n<p>103. L \u2013 Sem pegar? Eu sei!<br \/>\nB \u2013 Atacou eu tamb\u00e9m!<\/p>\n<p>104. L \u2013 De que maneira atacou voc\u00ea?<br \/>\nB \u2013 Atacou porque n\u00e3o me deixou ir.<\/p>\n<p>105. L \u2013 Explique isto, Benedito!<br \/>\nB \u2013 (Com impaci\u00eancia e aterrorizado)\u201d&#8230; como \u00e9 que vou explicar? Voc\u00ea tem de agir! (\u201cVoc\u00ea\u201d referindo-se \u00e0 pessoa com que est\u00e1 falando) \u201cn\u00e3o vale nada\u201d!<\/p>\n<p>106. L \u2013 Mas voc\u00ea n\u00e3o explica \u00e0 gente o que houve!<br \/>\nB \u2013 (Mais impaciente ainda) O que voc\u00eas fazem ent\u00e3o?<\/p>\n<p>107. L \u2013 O que quer que leve? Um canh\u00e3o? Um rev\u00f3lver?<br \/>\nB \u2013 Tem de ir armado. Tem de ir armado!<\/p>\n<p>108. L \u2013 Voc\u00ea n\u00e3o fez nada?<br \/>\nB \u2013 U\u00e9? Como? Fiquei sem sentido!&#8230; n\u00e3o ando armado!<\/p>\n<p>109. L \u2013 Que neg\u00f3cio \u00e9 este?<br \/>\nB \u2013 Naturalmente&#8230; eu n\u00e3o sei!&#8230; eu n\u00e3o sei&#8230; n\u00e3o vi nada mais.<\/p>\n<p>110. L \u2013 (Ainda sumindo o papel do investigador) E depois? S\u00f3 isto? Voc\u00ea acha isto de import\u00e2ncia? N\u00e3o foi uma vis\u00e3o?<br \/>\nB \u2013 Fantasma? Voc\u00ea n\u00e3o vale nada! (com evidente ira pelo fato de o investigador n\u00e3o ter dado import\u00e2ncia ao fato e n\u00e3o indo ao local).<\/p>\n<p>111. L \u2013 \u00c9 gente de carne e osso? Ou foi fantasma?<br \/>\nB \u2013 Como eu explico? Como explico? Umas criancinhas atacando. Parecia at\u00e9 pato. Parecia tudo&#8230; se n\u00e3o vi mais!&#8230;<\/p>\n<p>112. L \u2013 Voc\u00ea quer dizer que voc\u00ea tem medo de crian\u00e7as?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o! N\u00e3o \u00e9! N\u00e3o tenho medo de crian\u00e7as. Pode ser um caso qualquer!&#8230;<\/p>\n<p>113. L \u2013 Veja s\u00f3 a sua roupa como est\u00e1!<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o ando sujo! Minha roupa est\u00e1 limpa!<\/p>\n<p>114. L \u2013 Andou embaixo do carro, por acaso?<br \/>\nB \u2013 Eu tive de olhar! Eu tive de olhar, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p>115. L \u2013 Por que voc\u00ea teve que olhar em baixo do carro? Para ver se estava engui\u00e7ado?<br \/>\nW \u2013 Voc\u00ea quer fazer agora a declara\u00e7\u00e3o para eu tomar nota no livro da Delegacia? Diga de novo que fizeram com voc\u00ea?<br \/>\nB \u2013 Vi tr\u00eas l\u00e2mpadas em cima de mim e tr\u00eas homenzinhos&#8230; eu n\u00e3o sei como \u00e9 que pode ser! Com a capa&#8230; n\u00e3o vi bra\u00e7o. Vi perna, parece at\u00e9 p\u00e9 de pato. Vejo aquele foco encima de mim. N\u00e3o vejo m\u00e3o. Que quer que eu fa\u00e7a?<\/p>\n<p>116. L \u2013 Diga tudo que fizeram!<br \/>\nB \u2013 Comigo n\u00e3o fizeram nada. Olharam s\u00f3 assim e foram embora. Eu fiquei&#8230;<\/p>\n<p>117. L \u2013 E aquele foco que voc\u00ea disse que ficou em cima de voc\u00ea?<br \/>\nB \u2013 O foco? Pois \u00e9&#8230; desapareceu. Naturalmente me olharam aonde que ia. O que podiam levar. Podiam ser ladr\u00f5es. Mas n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es. N\u00e3o podia ser ladr\u00e3o. Tinham de me roubar ou matar.<\/p>\n<p>118. L \u2013 Como foram embora? Tinham autom\u00f3vel?<br \/>\nB \u2013 (Muito supreendido com esta pergunta) N\u00e3aaaaaaooooo! Parece neg\u00f3cio de planeta, sabe? Se n\u00e3o me engano!&#8230; Eles se foram afastando. Na altura que stava n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>119. L \u2013 Afastando? Correndo?<br \/>\nB \u2013 Como que corre? Aquilo parecia uma nuvem, afastando&#8230;<\/p>\n<p>120. L \u2013 Uma nuvem? Que ta se afastando, afastando?<br \/>\nW \u2013 Aquela nuvem?<br \/>\nB- Aquela l\u00e2mpada saiu por igual. Fugiu, fugiu&#8230;mas o lugar que \u00e9, n\u00e3o podia haver nada. Um despenhadeiro&#8230; em baixo a linha da estrada de ferro. \u00c9 do lado do rio. Como poderia andar assim no ar?<\/p>\n<p>121. L \u2013 \u00c9 no ar?<br \/>\nB \u2013 \u00c9 no ar!<\/p>\n<p>122. L \u2013 A quantos metros?<br \/>\nB \u2013 Ahh&#8230; fugiu! A\u00ed dava uns 15 a 20 metros por causa da altura.<\/p>\n<p>123. L \u2013 Como \u00e9 que voc\u00ea disse que estavam com o p\u00e9 no ch\u00e3o?<br \/>\n(OBS.: Embora a testemunha n\u00e3o tivesse dito isso, foi pelo hipnotizador feita a pergunta de modo controvertido, para obrigar a testemunha a uma reformula\u00e7\u00e3o de sua resposta)<br \/>\nB \u2013 Pois \u00e9 aquele neg\u00f3cio. Como \u00e9 que eu podia supor que estavam no ch\u00e3o? Vinham andando, andando, umas coisinhas pequenas, n\u00e3o \u00e9!<\/p>\n<p>124. L \u2013 Voaram?<br \/>\nB \u2013 \u00c9. Aquelas asas que completavam a coisa a voar! N\u00e3o \u00e9? Aquilo deve ser um aparelho! Um aparelho! Uma capa! Parece que transformava&#8230; Que fugiu lentamente. N\u00e3o sei se \u00e9 o destino&#8230; Se \u00e9 uma for\u00e7a maior&#8230; Mas&#8230;<\/p>\n<p>125. L \u2013 E entrava naquela nuvem?<br \/>\nW \u2013 Nuvem luminosa? Como \u00e9 que \u00e9?<br \/>\nB \u2013 Luminosa!<\/p>\n<p>126. L \u2013 Como entrava?<br \/>\nB \u2013 Parecia uma estrela&#8230; uma lua&#8230; o tempo n\u00e3o estava enluarado&#8230;<\/p>\n<p>127. L \u2013 Como n\u00e3o contou da primeira vez isto?<br \/>\nB \u2013 Mas eu n\u00e3o percebi! Na sa\u00edda, afastou e virou&#8230; s\u00f3&#8230;<\/p>\n<p>128. L \u2013 Como \u00e9 que \u00e9?<br \/>\nB \u2013 Era o tipo arredondado e desapareceu&#8230; at\u00e9 n\u00e3o ver mais&#8230;<\/p>\n<p>129. L \u2013 Voc\u00ea relatou que as luzes sumiram&#8230; que voc\u00ea n\u00e3o viu mais nada?<br \/>\nB \u2013 \u00c9! Eles sumiram&#8230; numa s\u00f3. As tr\u00eas fugiram como uma s\u00f3 redonda&#8230; Desapareceu&#8230; n\u00e3o vi mais&#8230;<\/p>\n<p>130. L \u2013 N\u00e3o subiram? Nem nada?<br \/>\nB \u2013 Desapareceu!<\/p>\n<p>131. L \u2013 Qual a impress\u00e3o que era?<br \/>\nB \u2013 \u00c9 tipo duma lua.<\/p>\n<p>132. L \u2013 Duma Lua?<br \/>\nW \u2013 Para cima ou para baixo?<br \/>\nB \u2013 Para cima&#8230;<\/p>\n<p>133. W \u2013 E os homenzinhos?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o vi mais!<\/p>\n<p>134. W \u2013 E a nuvem?<br \/>\nB \u2013 Desapareceu.<\/p>\n<p>135. L \u2013 Agora que voc\u00ea fez o seu relato&#8230; vai para casa?<br \/>\nB \u2013 Se Deus quiser.<\/p>\n<p>136. W \u2013 (Assumindo o papel do policial) E assine! (a declara\u00e7\u00e3o).<br \/>\nB \u2013 (Contrariado) J\u00e1 assinei! O que voc\u00ea quer que aqui assine mais?<\/p>\n<p>137. L \u2013 N\u00e3o viu nada na m\u00e3o deles?<br \/>\nB \u2013 Eu vi aqueles focos.<\/p>\n<p>138. L \u2013 Cada um?<br \/>\nB \u2013 Cada um tinha um foco diferente em cor, como j\u00e1 disse. Um vermelho&#8230; aquele que hipnotiza e outro mais claro. Dois mais claros. Eu n\u00e3o posso supor porque&#8230; eu n\u00e3o lembro que eles querem comigo&#8230;<\/p>\n<p>139. W \u2013 Estava sentado no carro?<br \/>\nB \u2013 Estou sentado neste meu carro&#8230; (incompreens\u00edvel)&#8230; vou dormir&#8230;<\/p>\n<p>140. W \u2013 E aquele foco vermelho hipnotiza! E o branco que faz?<br \/>\nB \u2013 O mais pesado \u00e9 o outro. O outro branco n\u00e3o \u00e9 para localizar qualquer objeto&#8230; o que n\u00e3o posso informar&#8230;<\/p>\n<p>141. W \u2013 N\u00e3o pode informar?<br \/>\nB \u2013 Como \u00e9 o que eu digo: havia 3 focos&#8230; um forte e dois mais claros.<\/p>\n<p>142. W \u2013 O que fazem com os focos?<br \/>\nB \u2013 Ahh!&#8230; Hipnotiza a pessoa dum jeito que fica desequilibrada.<\/p>\n<p>143. L \u2013 Voc\u00ea ficou?<br \/>\nB \u2013 Fiquei todos desequilibrado&#8230; todo paralisado!<\/p>\n<p>144. L \u2013 N\u00e3o acha parecido com o neg\u00f3cio de televis\u00e3o? Tem coisa parecida! Voc\u00ea viu?<br \/>\nB \u2013 Sinceramente, nunca vi aquilo direito n\u00e3o!<\/p>\n<p>145. L \u2013 No filme?<br \/>\nB \u2013 (Intempestivo) N\u00e3o! N\u00e3o! N\u00e3o! n\u00e3o! Depois seguiram. Ficou uma roda&#8230; grande, um quarto, um tipo de uma luz, bem maior que a lua e desapareceu a\u00ed! N\u00e3o vi mais&#8230;<\/p>\n<p>146. W \u2013 Qual foi a dist\u00e2ncia menor entre voc\u00ea e eles?<br \/>\nB \u2013 Estava numa base de uns 8 m mais ou menos.<\/p>\n<p>147. W \u2013 Devia ter visto o rosto deles!<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o vi!<\/p>\n<p>148. W \u2013 E o p\u00e9?<br \/>\nB \u2013 O p\u00e9 estava com uma bota escura&#8230; n\u00e3o d\u00e1 para visualizar&#8230;<\/p>\n<p>149. W \u2013 Viu outra coisa neles?<br \/>\nB \u2013 Nada mais!<\/p>\n<p>150. W \u2013 Descreva tudo que viu!<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o vi mais nada. S\u00f3 aquilo!<\/p>\n<p>151. W \u2013 E o chap\u00e9u?<br \/>\nB \u2013 Chap\u00e9u junto com a capa&#8230; conjugado com a capa.<\/p>\n<p>152. W \u2013 \u00c9 um capuz?<br \/>\nB \u2013 \u00c9 um capuz? Era uma pe\u00e7a s\u00f3!<\/p>\n<p>153. L \u2013 \u00c9 uma roupa de escafandro?<br \/>\nB \u2013 \u00c9 uma roupa esquisita&#8230; n\u00e3o posso bem dizer&#8230;<\/p>\n<p>154. L \u2013 Voc\u00ea v\u00ea bem no escuro?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o d\u00e1 para a gente saber. O neg\u00f3cio parece uma capa. Sei l\u00e1&#8230; um tro\u00e7o esquisito&#8230;<\/p>\n<p>155. W \u2013 Muito bem. E eles falaram entre si? Escuta falar?<br \/>\nB \u2013 Hahh! Se eles falam&#8230; eu n\u00e3o notei nada! J\u00e1 vi que era muito s\u00e9ria para mim!<\/p>\n<p>156. L \u2013 E que brincadeira boba de eles pararem o seu carro? De n\u00e3o perguntarem nada, nada&#8230;?<br \/>\nB \u2013 Meu carro n\u00e3o parou! Meu carro engui\u00e7ou&#8230; n\u00e3o funcionou mais.<br \/>\n(OBS.: A resposta demonstra que a testemunha segue seu pr\u00f3prio racioc\u00ednio, n\u00e3o se deixando influenciar pela pergunta).<\/p>\n<p>157. L \u2013 Que m\u00e1gica, n\u00e3o \u00e9? E ent\u00e3o quando foram embora o seu carro funcionou outra vez?<br \/>\nB \u2013 \u00c9. N\u00e3o apareceu defeito no carro, n\u00e3o! Fui embora. A gente chega em casa.<\/p>\n<p>158. L \u2013 Por que se meteu embaixo do carro? Para ver o defeito?<br \/>\nB \u2013 (Tom de surpresa) U\u00e1i! Quem n\u00e3o v\u00ea? Antes de socorrer tem de ver o que o carro tem! (Qual a pessoa que n\u00e3o tenta primeiramente achar a causa do defeito para depois ent\u00e3o pedir ajuda?)<\/p>\n<p>159. L \u2013 Voc\u00ea n\u00e3o tem uma esteira para deitar embaixo dele?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o tem nada. N\u00e3o tem nada. Mais estava meio \u00famido. Estava um sereninho. N\u00e3o \u00e9 nada, n\u00e3o! A mulher que achou que a roupa&#8230;<\/p>\n<p>160. L \u2013 Ah, voc\u00ea n\u00e3o contou? Por que n\u00e3o contou a hist\u00f3ria \u00e0 ela?<br \/>\nB \u2013 \u00c9 porque n\u00e3o tinha nada para contar! N\u00e3o sei, n\u00e3o sei&#8230; o que foi. N\u00e3o vi nada.<\/p>\n<p>161. L \u2013 Agora n\u00e3o se lembra de nada?<br \/>\nB \u2013 Amanh\u00e3 vou trabalhar!&#8230;<\/p>\n<p>162. L \u2013 O que que aconteceu com voc\u00ea? Voc\u00ea sabe agora?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o sei n\u00e3o!<\/p>\n<p>163. L \u2013 Voc\u00ea foi \u00e0 Delegacia?<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o sei!<\/p>\n<p>164. L \u2013 Est\u00e1 certo! Ent\u00e3o descanse agora. (Benedito permaneceu em repouso durante alguns minutos depois dos quais foi sugerida a volta ao tempo presente, processando-se o despertar). Muito bem. Vai acordar agora enquanto eu conto at\u00e9 10&#8230;. 7, 8, 9 e 10. Espere a\u00ed! Devagarinho! Muito bem! Descansou, Benedito?<br \/>\nB \u2013 \u00c9 um calor danado, por que?<\/p>\n<p>165. L \u2013 Est\u00e1 com calor? Est\u00e1 bem? Vamos l\u00e1! Tem caf\u00e9. Qual a impress\u00e3o deste espa\u00e7o de tempo de 2 horas que voc\u00ea est\u00e1 aqui? N\u00e3o \u00e9 isto? Foi agrad\u00e1vel?<br \/>\nB \u2013 Deve ter sido! O senhor gravou todo o neg\u00f3cio? N\u00e3o sei, Doutor. N\u00e3o vi nada!<\/p>\n<p>166. L \u2013 Procure se lembrar. Fa\u00e7a um esfor\u00e7o!<br \/>\nB \u2013 N\u00e3o lembro de nada, Doutor.<\/p>\n<p>167. L \u2013 Voc\u00ea se lembra do come\u00e7o? At\u00e9 onde voc\u00ea se lembra do que fez?<br \/>\nB \u2013 O Sr. Fez&#8230; mandou relaxar os m\u00fasculos&#8230; depois eu dormi&#8230;<\/p>\n<p>168. L \u2013 Voc\u00ea quando estava chegando lembrou-se de que deitou embaixo do carro para examinar uma coisa?<br \/>\nB \u2013 Doutor, eu n\u00e3o me lembro de nada. Eu sei que o meu carro n\u00e3o quis pegar e eu deitei&#8230; no outro dia voltei, estava amanhecendo o dia, o carro pegou normalmente e cheguei em casa \u00e0s 9 horas&#8230; a mulher mesmo assim me disse: Voc\u00ea est\u00e1 sujo&#8230; Voc\u00ea est\u00e1 sujo\u201d<\/p>\n<h3>Discuss\u00e3o:<\/h3>\n<p>Podemos considerar as seguintes facetas da hipnose em Benedito Miranda:<br \/>\na) Condu\u00e7\u00e3o do question\u00e1rio durante hipnose;<br \/>\nb) Diverg\u00eancia entre o relat\u00f3rio feito na Delegacia de Pol\u00edcia e aquele feito sob hipnose;<br \/>\nc) Explica\u00e7\u00e3o do apagamento da mem\u00f3ria em um epis\u00f3dio ufol\u00f3gico<\/p>\n<p>Uma vez que os itens b e c podem estar relacionados, vamos discuti-los em conjunto, ap\u00f3s tratarmos do item a.<\/p>\n<p>a) Sobre a autenticidade da hipnose, falam por si mesmos os dados fisiol\u00f3gicos aqui citados e colhidos das perguntas ao paciente, durante a hipnose profunda. Tamb\u00e9m qualquer um pode julgar por si o interrogat\u00f3rio, conduzido pelo Dr. Sylvio Lago, que for\u00e7a a testemunha a reformular sua resposta. \u00c0s vezes, estas respostas s\u00e3o dadas veementemente, quando as perguntas s\u00e3o capciosas, obrigando a testemunha a defender a verdade como lhe parecia configurar-se (veja perguntas n\u00ba 111; 112; 123; 144 e 145).<\/p>\n<p>b) O leitor ainda poder\u00e1 aquilatar o experimento hipn\u00f3logo pela insist\u00eancia e habilidade com que conduziu o paciente a lhe responder diversas vezes, sobre os \u00e2ngulos mais importantes do epis\u00f3dio, assim como:<br \/>\n1\u00ba &#8211; As luzes que se aproximaram da testemunha (perguntas n\u00ba 25; 36; 43; 94 \u00e0 96 e 120 \u00e0 129).<br \/>\n2\u00ba &#8211; O aspecto dos tripulantes (perguntas n\u00ba 42 \u00e0 59; 73 \u00e0 85; 111; 146 \u00e0 155).<br \/>\n3\u00ba &#8211; O poder hipn\u00f3tico das luzes (perguntas n\u00ba 140 \u00e0 143).<br \/>\n4\u00ba &#8211; A raz\u00e3o da sujeira na roupa da testemunha (perguntas n\u00ba 64 \u00e0 67; 113 \u00e0 115 e 158 \u00e0 160)<\/p>\n<p>b e c) No relato de Benedito Miranda, feito na Delegacia de Pol\u00edcia de Itaperuna, ao investigador Nilson Almeida Amorim, \u00e0s 2 horas da madrugada de 25 de setembro de 1971, consta que \u201c&#8230; \u00c0 sa\u00edda de Itaperuna teve a passagem do seu carro obstru\u00edda por outro ve\u00edculo, do qual sa\u00edram dois pequenos seres, que por meio de focos luminosos\u201d suspenderam-no no ar, recolocando-o em seguida no seu ve\u00edculo. O paciente, no seu relato durante a hipnose regressiva, n\u00e3o mencionou estes pormenores.<\/p>\n<p>Comparemos os 2 relatos: um feito na Delegacia de Pol\u00edcia e outro feito posteriormente no gabinete do hipn\u00f3logo. Reparamos, ent\u00e3o que as diverg\u00eancias dos depoimentos justificam uma nova sess\u00e3o de hipnose. Nessa nova sess\u00e3o, estas diverg\u00eancias seriam abordadas diretamente, o que n\u00e3o foi feito na primeira sess\u00e3o, pois se queria evitar qualquer pergunta sugestiva.<\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, \u00e9 dif\u00edcil distinguir dist\u00farbios nervosos causados pela interfer\u00eancia energ\u00e9tica ufol\u00f3gica. \u201cA posteriori\u201d, esses dist\u00farbios se poderiam sobrepor ao traumatismo \u201cf\u00edsico\u201d, e ent\u00e3o constituir um componente de ordem psicol\u00f3gica. Isto foi ventilado no caso de cegueira do guarda noturno Almiro, da represa hidrel\u00e9trica do Funil, que foi curado pelas sess\u00f5es de hipnose aplicadas pelo Dr. Orlandino Fonseca.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, com semelhan\u00e7a a esse fato, poderia ter havido, no caso de Benedito, um fator ps\u00edquico adicional \u00e0s influ\u00eancias energ\u00e9ticas ufol\u00f3gicas. O epis\u00f3dio ufol\u00f3gico, na noite da viv\u00eancia, teria sido acess\u00edvel \u00e0 sua mem\u00f3ria, em termos de \u201clonga dura\u00e7\u00e3o\u201d. Posteriormente, seja por fator ps\u00edquico ou f\u00edsico (que desconhecemos ainda), essa memoriza\u00e7\u00e3o se teria transformado para o tipo de \u201ccurta dura\u00e7\u00e3o\u201d, e assim talvez se teria delimitado ao subconsciente, ficando ent\u00e3o s\u00f3 ao alcance da hipnose regressiva. Isto j\u00e1 foi ventilado no Boletim n\u00ba 85\/89 \u2013 p\u00e1g. 22, do Bol. Da SBEDV, no item \u201cCredibilidade de testemunha \u00e0 amn\u00e9sia\u201d.<\/p>\n<p>Ainda no Boletim SBEDV n\u00ba 80 \u2013 p\u00e1g. 22, citamos algumas hip\u00f3teses a respeito da natureza das energias ufol\u00f3gicas, intervenientes em nosso sistema nervoso central, sejam elas de car\u00e1ter qu\u00edmico ou magn\u00e9tico, impedindo o funcionamento dos contatos das termina\u00e7\u00f5es nervosas.<\/p>\n<p>Recentemente, no artigo \u201cSchiaf Von der Decke\u201d (O Sono vem do Teto), o Baster Nat. Zeitung focalizou (Panorama, 22.12.1973) os trabalhos de W. Ross Adey, da UCLA (Universidade da Calif\u00f3rnia, em Los Angeles). Esses trabalhos referem-se \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es das paredes das c\u00e9lulas nervosas (e com isto, da corrente el\u00e9trica das pr\u00f3prias c\u00e9lulas), pela aplica\u00e7\u00e3o de campos el\u00e9tricos de VHF (very High Frequency) mas de fraca intensidade. Isso modificaria:<br \/>\na) A condu\u00e7\u00e3o dos impulsos nervosos;<br \/>\nb) A fun\u00e7\u00e3o cerebral;<br \/>\nc) O arquivamento de informa\u00e7\u00f5es<\/p>\n<div><\/div>\n<div>\n<div id=\"attachment_2731\" style=\"width: 290px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2731\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2731 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/pauloc1.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"202\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/pauloc1.jpg 280w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/pauloc1-250x180.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/pauloc1-150x108.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/pauloc1-50x36.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/pauloc1-100x72.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/pauloc1-200x144.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><p id=\"caption-attachment-2731\" class=\"wp-caption-text\">Cidade de Itaperuna, local onde o caso ocorreu, destacada em vermelho no mapa do estado do Rio de Janeiro.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<section id=\"content\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-lg-8\">\n<div id=\"attachment_2730\" style=\"width: 395px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2730\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2730 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/benedito.jpg\" alt=\"\" width=\"385\" height=\"237\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/benedito.jpg 385w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/benedito-250x154.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/benedito-150x92.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/benedito-50x31.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/benedito-100x62.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/benedito-200x123.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/benedito-300x185.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/benedito-350x215.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><p id=\"caption-attachment-2730\" class=\"wp-caption-text\">Benedito Miranda, abduzido protagonista deste caso.<\/p><\/div>\n<h2>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr \/>\n<ul>\n<li>GRANCHI, Irene. UFOs e abdu\u00e7\u00f5es no Brasil. Tradu\u00e7\u00e3o de Liana Moreira. Rio de Janeiro. Novo Mil\u00eanio: 1992.<\/li>\n<li>BULHER, Walter e PEREIRA, Guilherme. O Livro Branco dos Discos Voadores. Petr\u00f3polis: Ed. Vozes, 1983.<\/li>\n<li>Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV) &#8211; edi\u00e7\u00e3o 81\/84<\/li>\n<li>Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV) &#8211; edi\u00e7\u00e3o 85\/89<\/li>\n<li>Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores &#8212; n\u00ba 99\/103<\/li>\n<li>Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores &#8212; Especial 1975<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www-public.tu-bs.de:8080\/~y0001095\/Mufon_75.02\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www-public.tu-bs.de:8080\/~y0001095\/Mufon_75.02<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/nimbus2007.club.fr\/levitation.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/nimbus2007.club.fr\/levitation.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/josche.info\/vfgp\/archive\/gegebeinheiten\/kraft.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/josche.info\/vfgp\/archive\/gegebeinheiten\/kraft.htm<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Caso Benedito Miranda envolve a abdu\u00e7\u00e3o de um motorista de caminh\u00e3o da cidade de Itaperuna, Rio de Janeiro. Sua abdu\u00e7\u00e3o ocorre numa \u00e9poca de intensa atividade ufol\u00f3gica na regi\u00e3o, ocorrendo na mesma regi\u00e3o e \u00e9poca de outro caso, envolvendo o jovem Paulo Caetano. 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