{"id":2849,"date":"2022-03-10T14:20:40","date_gmt":"2022-03-10T17:20:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/?p=2849"},"modified":"2025-04-21T13:08:11","modified_gmt":"2025-04-21T16:08:11","slug":"caso-onilson-patero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/caso-onilson-patero\/","title":{"rendered":"Caso Onilson P\u00e1tero"},"content":{"rendered":"<section id=\"inner-headline\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div id=\"resumo\" class=\"resumo\" style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Um dos mais importantes casos de abdu\u00e7\u00e3o da Ufologia Brasileira envolveu o comerciante Onilson P\u00e1tero, que em duas ocasi\u00f5es foi abduzido. Na segunda vez, ele foi deixado a 300 quil\u00f4metros do local do sequestro.<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div>\n<hr \/>\n<\/div>\n<div>\n<p>O Caso Onison P\u00e1tero \u00e9 um dos mais interessantes casos da Ufologia Brasileira. O protagonista, Onilson P\u00e1tero, foi abduzido em duas ocasi\u00f5es, a primeira na noite de 21 para 22 de maio de 1973 e a segunda em 26 de abril de 1974. Nesta segunda experi\u00eancia, P\u00e1tero foi deixado \u00e0 300 quil\u00f4metros do local do sequestro.<\/p>\n<p>Uma das caracter\u00edsticas mais importantes deste caso \u00e9 uma experi\u00eancia de clonagem ocorrido a bordo do disco voador.<\/p>\n<\/div>\n<p>Os textos a seguir foram redigidos pela Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV). Dona Irene Granchi, uma das pioneiras da Ufologia Brasileira assinou o artigo intitulado Abdu\u00e7\u00e3o em Catanduva, que\u00a0 tamb\u00e9m comp\u00f5em este p\u00e1gina.<\/p>\n<h2>A Primeira Abdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Na noite de 21 para 22 de maio de 1973, na estrada de Itajobi, ao norte do Estado de S\u00e3o Paulo, o comerci\u00e1rio Onilson P\u00e1tero voltava para casa (em Catanduva). Ele voltava da cidade de Oswaldo Cruz, onde tinha ido \u00e0 trabalho. Ele iniciou sua viagem por volta das 23:00 horas, e viajaria 280 Km at\u00e9 Catanduvas, em seu carro, um Opala, de cor azul.<\/p>\n<p>Ao passar pela ponte do &#8220;Salto&#8221; de Avanhadava, a aproximadamente 150 km de Catanduva, deparou-se com um carro forte parado na rodovia e um rapaz pedindo carona, na proximidades. Seu primeiro pensamento foi de que o mo\u00e7o fosse conhecido do posto policial rodovi\u00e1rio perto de Avadanhava, situado ali pr\u00f3ximo. Onilson se apresentou, seguido pelo rapaz, que disse se chamar Alex. Onilson ofereceu cigarro, mas o rapaz recusou, dizendo que n\u00e3o fumava quando estava viajando. Entretanto, o rapaz portava algo semelhante \u00e0 uma caixa de cigarros, met\u00e1lica, que mantinha pr\u00f3ximo ao corpo.<\/p>\n<p>Durante a viagem, ambos conversaram animadamente. O estranho fez v\u00e1rias perguntas sobre Onilson, sobre seu grau de instru\u00e7\u00e3o e seu modo de vida, quanto tempo ele morava em Catanduva, ramo de atividade, entre outras coisas. Onilson respondia a todas as perguntas e ocasionalmente perguntava tamb\u00e9m. Uma destas perguntas foi sobre o ramo de atividade de Alex. O rapaz respondeu que seu ramo era neg\u00f3cios. Ao longo da conversa, o rapaz demonstrou ter uma \u00f3tima mem\u00f3ria, pois lembrava tudo o que Onilson falara. Ao dar carona ao rapaz, Onilson falou onde morava, citando nome da rua e n\u00famero de sua casa. Ao final da carona, cerca de uma hora e meia depois, o rapaz agradeceu a carona e declarou: &#8220;Qualquer dia destes vou lhe fazer uma visita em sua casa, l\u00e1 na Rua tal, n\u00famero tal&#8221;, repetindo exatamente o mesmo endere\u00e7o.<\/p>\n<p>Inicialmente, o destino de Alex seria Catanduva, cidade para onde Onilson se dirigia. Em dado momento da viagem, na rodovia Washington Luis, \u00e0 entrada de Catanduva, o estranho afirma que ter lembrado que seu destino n\u00e3o era Catanduva, e sim Itajobi, situada a 18 Km de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Na noite de 21 para 22 de maio de 1973, na estrada de Itajobi, ao norte do Estado de S\u00e3o Paulo, o comerci\u00e1rio Onilson P\u00e1tero voltava para casa (em Catanduva). Ele voltava da cidade de Oswaldo Cruz, onde tinha ido \u00e0 trabalho. Ele iniciou sua viagem por volta das 23:00 horas, e viajaria 280 Km at\u00e9 Catanduvas, em seu carro, um Opala, de cor azul.<\/p>\n<p>Ao passar pela ponte do &#8220;Salto&#8221; de Avanhadava, a aproximadamente 150 km de Catanduva, deparou-se com um carro forte parado na rodovia e um rapaz pedindo carona, na proximidades. Seu primeiro pensamento foi de que o mo\u00e7o fosse conhecido do posto policial rodovi\u00e1rio perto de Avadanhava, situado ali pr\u00f3ximo. Onilson se apresentou, seguido pelo rapaz, que disse se chamar Alex. Onilson ofereceu cigarro, mas o rapaz recusou, dizendo que n\u00e3o fumava quando estava viajando. Entretanto, o rapaz portava algo semelhante \u00e0 uma caixa de cigarros, met\u00e1lica, que mantinha pr\u00f3ximo ao corpo.<\/p>\n<p>Durante a viagem, ambos conversaram animadamente. O estranho fez v\u00e1rias perguntas sobre Onilson, sobre seu grau de instru\u00e7\u00e3o e seu modo de vida, quanto tempo ele morava em Catanduva, ramo de atividade, entre outras coisas. Onilson respondia a todas as perguntas e ocasionalmente perguntava tamb\u00e9m. Uma destas perguntas foi sobre o ramo de atividade de Alex. O rapaz respondeu que seu ramo era neg\u00f3cios. Ao longo da conversa, o rapaz demonstrou ter uma \u00f3tima mem\u00f3ria, pois lembrava tudo o que Onilson falara. Ao dar carona ao rapaz, Onilson falou onde morava, citando nome da rua e n\u00famero de sua casa. Ao final da carona, cerca de uma hora e meia depois, o rapaz agradeceu a carona e declarou: &#8220;Qualquer dia destes vou lhe fazer uma visita em sua casa, l\u00e1 na Rua tal, n\u00famero tal&#8221;, repetindo exatamente o mesmo endere\u00e7o.<\/p>\n<p>Inicialmente, o destino de Alex seria Catanduva, cidade para onde Onilson se dirigia. Em dado momento da viagem, na rodovia Washington Luis, \u00e0 entrada de Catanduva, o estranho afirma que ter lembrado que seu destino n\u00e3o era Catanduva, e sim Itajobi, situada a 18 Km de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Naquele hor\u00e1rio, de madrugada, n\u00e3o havia transporte dispon\u00edvel at\u00e9 aquela localidade. Al\u00e9m disso, chovia, raz\u00e3o pela qual Onilson resolveu lev\u00e1-lo at\u00e9 seu destino final. Ao chegar na localidade, deixou-o na pra\u00e7a central e recusou o dinheiro que o estranho lhe oferecera. Mesmo com essa oposi\u00e7\u00e3o, o estranho colocou uma nota de 50 cruzeiros no bolso da blusa que ele vestia. Ap\u00f3s isso, despediram-se e Onilson dirigiu-se para sua casa novamente. Ele consultou o rel\u00f3gio, verificando que eram aproximadamente 3 horas da manh\u00e3.<\/p>\n<p>Quando faltavam 7 quil\u00f4metros para chegar ao seu destino fatos ins\u00f3litos come\u00e7aram a ocorrer. Inicialmente, Onilson percebeu uma interfer\u00eancia no r\u00e1dio de seu carro. Onilson foi diminuindo o volume do som. Al\u00e9m disso, o motor do carro come\u00e7ou a falhar, perdendo rendimento. Pouco depois, ele percebeu o surgimento de um foco de luz azul, com uns 20 cm de di\u00e2metro, no painel \u00e0 sua frente.<\/p>\n<p>Aquele foco de luz deslocou-se para a direita, posicionando-se no banco vazio ao seu lado. Em seguida, o foco desceu, passando para o lado esquerdo, em um movimento ondulat\u00f3rio, colocando-se sobre os pedais, onde desapareceu. Onde este facho de luz incidia, a \u00e1rea iluminada ficava transparente, permitindo \u00e0 Onilson ver o motor funcionando e o asfalto passando por baixo do ve\u00edculo. Intrigado, olhou o c\u00e9u, atrav\u00e9s do p\u00e1ra-brisa, visando identificar a origem e tal fen\u00f4meno. A noite estava escura e a chuva engrossava.<\/p>\n<p>O motor do carro continuava a apresentar problemas, obrigando Onilson a reduzir a marcha. Passados 500 metros ap\u00f3s uma subida, Onilson percebeu uma luz intensa, logo \u00e0 frente. Desta luz, um feixe luminoso vinha em sua dire\u00e7\u00e3o. Ao se aproximar do objeto, pela estrada, a luz foi ficando t\u00e3o intensa e cegante, que Onilson teve que proteger seus olhos. Imaginando que tratava-ede um ve\u00edculo, vindo em dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria, sinalizou quatro vezes, alternado entre farol alto e baixo. N\u00e3o houve qualquer resposta. As falhas no motor intensificaram-se, diminuindo ainda mais o rendimento do ve\u00edculo. Onilson diminuiu a marcha, passando-a para primeira. Temendo uma batida com o suposto ve\u00edculo, o motorista desviou o carro para o acostamento, onde parou de forma atravessada. N\u00e3o conseguiu ver se estava ainda na pista ou fora dela, devido \u00e0 luz que o cegava.<\/p>\n<p>Neste momento, percebeu que todo o sistema el\u00e9trico do ve\u00edculo estava inoperante. Motor, far\u00f3is, r\u00e1dio e painel estavam em pane. Ele retirou os \u00f3culos e temeu por um impacto de um poss\u00edvel caminh\u00e3o. Percebendo que tal ve\u00edculo n\u00e3o passava, resolveu arriscar olhar a origem de tal luz. Para sua surpresa, observou um objeto suspenso no c\u00e9u. Ele tinha formato circular, como duas ab\u00f3bodas superpostas.<\/p>\n<p>Ainda sentado no banco do motorista, sentiu forte calor. Ele abriu a porta, e colocou o p\u00e9 direito no ch\u00e3o, ocasi\u00e3o em que notou que do objeto surgiu uma esp\u00e9cie de campo envolvente, ao mesmo tempo em que sentiu a temperatura amenizar. Onilson permaneceu observando o objeto que emitia um zumbido. Do aparelho surgiu uma esp\u00e9cie de cilindro, que desceu ao solo, aproximando-se da testemunha que, assustada, pensou em fugir. Ele pensou em fugir em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Itajobi, entrando em um bosque e em seguida tentar chegar \u00e0 Catanduva. Ele chegou a correr uns 30 metros, at\u00e9 que sentiu que algo o prendeu. Ele descreveu o mecanismo como sendo uma esp\u00e9cie de borracha fina, embora n\u00e3o tenha visto de fato o que seria. Ele se virou, em dire\u00e7\u00e3o ao carro, e percebeu que o objeto encontrava-se pr\u00f3ximo deste, iluminando-o com o raio de luz. Espantado, percebeu que seu carro estava todo transparente, como vidro. Em seguida, perdeu os sentidos.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 seguinte, o policial Cl\u00f3vis Queiroz, encontrava-se em sua guarita, no entroncamento Catanduva &#8211; Presidente Washington Luiz, quando, pouco antes das 5 horas da manh\u00e3, foi procurado por dois rapazes. Estes contaram que passaram com sua Kombi pela estrada de Itajobi e em determinado trecho havia um homem ca\u00eddo ao lado de um Opala, que tinha as portas abertas e os far\u00f3is acesos.<\/p>\n<p>Imediatamente, o guarda seguiu de carro at\u00e9 o local informado por volta das 5 horas da manh\u00e3. Ele posicionou seu carro, iluminando a v\u00edtima, que ainda estava ca\u00edda. Em seguida, aproximou-se para examin\u00e1-lo. Ao perceber que ele estava vivo tentou desvir\u00e1-lo. Imediatamente, Onilson tentou soltar-se do guarda, aparentando forte impacto emocional. Ao ser questionado pelo guarda sobre o que tinha acontecido, Onilson declarava: &#8220;Eles querem me pegar&#8230;&#8221;. Assim que conseguiu , identificou-se e narrou todos os fatos ocorridos.<\/p>\n<p>Naquele momento, aproximava-se um caminh\u00e3o, carregado com pintinhos. O guarda sinalizou ao motorista, pedindo-o que parasse. Em seguida, levou o motorista at\u00e9 Onilson e disse:? &#8220;Estamos aqui, agora, n\u00f3s tr\u00eas. Eu o desafio a dizer onde est\u00e3o os caras que, segundo me informou, querem peg\u00e1-lo&#8221;. Diante de tal pergunta, Onilson declarou: &#8220;O neg\u00f3cio aqui \u00e9 s\u00e9rio&#8230; n\u00e3o foi brincadeira n\u00e3o&#8221;. Ainda incr\u00e9dulo, o guarda considerou Onilson como tendo sido v\u00edtima de ataque epil\u00e9tico e achou melhor encaminh\u00e1-lo para tratamento. Ele dirigiu-se at\u00e9 o carro, para fech\u00e1-lo e percebeu um mapa rodovi\u00e1rio aberto. Ele questionou Onilson, se o mesmo havia consultado o mapa, antes do desmaio. Onilson negou e declarou que mapa era dele e estava guardado em uma pasta ao lado do acento.<\/p>\n<p>Ambos inspecionaram o local e encontraram a pasta aberta no assento, com os pap\u00e9is remexidos, espalhados pelo assento e no ch\u00e3o do ve\u00edculo, embora a chave da pasta ainda estivesse no bolso de Onilson. Onilson reafirmou n\u00e3o ter aberto a pasta e remexido os pap\u00e9is.<\/p>\n<p>Pouco depois, o guarda rodovi\u00e1rio levou Onilson para a emerg\u00eancia da Santa Casa de Catanduva, onde ele foi atendido pelo m\u00e9dico Dr. Elias Azis Chediak, que o submeteu a exames cl\u00ednicos, \u00e0 testes neurol\u00f3gicos e psicol\u00f3gicos, n\u00e3o encontrando nada de anormal. Um fato estranho constatado por todos os envolvidos \u00e9 o fato de Onilson ter estar sob a chuva da madrugada, estando assim todo encharcado, com exce\u00e7\u00e3o das costas de sua blusa, que encontrava-se seca.<\/p>\n<p>A esposa de Onilson, ao receber a not\u00edcia de que seu marido estava no Hospital, apanhou roupas limpas e dirigiu-se para a Santa Casa. Ao chegar encontrou o marido e constatou, espantada, que os cabelos de Onilson estavam pretos, ao inv\u00e9s de castanho, sua cor natural. A cor natural s\u00f3 reapareceu 3 ou 4 dias ap\u00f3s o contato.<\/p>\n<p>Outro dist\u00farbio fisiol\u00f3gico apresentado por Onilson foi uma estranha coceira surgida logo ap\u00f3s o caso. O Dr. Chediak prescreveu um medicamento, recomendando-lhe que voltasse no dia seguinte, para complementa\u00e7\u00e3o dos exames e acompanhamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>A Segunda Abdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>No dia 26 de abril de 1974, Onilson avisou sua esposa D. Lourdes, que ia almo\u00e7ar mais cedo, pois sairia a neg\u00f3cios para a cidade Julio de Mesquita (aproximadamente 160 Km de Catanduva). E assim partiu \u00e0s 12:30 hs.<\/p>\n<p>Chegando em J\u00falio de Mesquita \u00e0s 15 horas, n\u00e3o encontrou o prefeito com quem, conforme combina\u00e7\u00e3o pr\u00e9via trataria, \u00e0s 15:30 hs, de venda de uma biblioteca para a cidade. Onilson era representante de uma empresa especializada no ramo.<\/p>\n<p>O prefeitos Ant\u00f4nio Soares, s\u00f3 chegou \u00e0s 17:30 hs e n\u00e3o finalizou a compra, alegando que primeiro teria que escutar a opini\u00e3o do fiscal de ensino, na cidade vizinha (Mar\u00edlia). Ele resolveu ent\u00e3o seguir at\u00e9 Mar\u00edlia (a 30 km), mas o fiscal de ensino estava ausente. Ent\u00e3o ele fez um lanche r\u00e1pido e iniciou a viagem de volta para casa \u00e0s 22:30 hs.<\/p>\n<p>Ele havia vendido seu carro Opala, pouco tempo ap\u00f3s sua abdu\u00e7\u00e3o e agora viajavam em um fusca azulado. Por volta das 23:30 hs, ele se encontrava a 15 km de Guarant\u00e3, e a 120 km de Catanduva. A cerca de 200 metros da lina de alta tens\u00e3o da Cia. El\u00e9trica de S\u00e3o Paulo,Onilson observou uma luminosidade azulada correndo paralelamente ao longo dos fios.<\/p>\n<p>Nesse momento, o motor do carro come\u00e7ou a falhar ao mesmo tempo em que ele observou um filete de luz intensa, azulada. Lembrando dos fatos envolvendo sua primeira experi\u00eancia, Onilson resolveu seguir adiante e fugir do local, evitando um novo contato.<\/p>\n<p>Sua fuga foi frustrada pois, o motor morreu, obrigando Onilson a conduzir o carro, ainda embalado, para o acostamento. Assim que parou o carro, ele observou um objeto id\u00eantico, ou talvez o mesmo objeto visto na primeira ocasi\u00e3o. Assustado, Onilson resolveu fugir a p\u00e9. Ele abriu a porta do carro, e percebeu que uma esp\u00e9cie de esteira se aproximou, e passou por baixo de seu p\u00e9 justamente na ocasi\u00e3o em que pisaria no solo. Tal esteira foi sendo recolhida, transportando Onilson em dire\u00e7\u00e3o ao objeto. Repentinamente ele viu-se em uma sala ovalada a bordo do objeto.<\/p>\n<p>Nesta sala, ele viu o mesmo rapaz \u00e0 quem dera carona, por ocasi\u00e3o da primeira experi\u00eancia. Ele vestia a mesma roupa que usava naquela noite e aproximou-se sorrindo e dizendo que nada de mal aconteceria \u00e0 Onilson. Essa comunica\u00e7\u00e3o foi ouvida perfeitamente por Onilson, mas quando este tentou responder n\u00e3o ouviu suas pr\u00f3prias palavras.<\/p>\n<p><a name=\"ambiente\"><\/a><\/p>\n<h3>O ambiente da primeira sala<\/h3>\n<p>No meio da sala havia uma grande luminosidade azul, que aparentemente vinha do teto (a uns 3,5 m de altura), em forma de c\u00fapula, onde se viam muitos fios cruzando-se, conforme teias de aranha, em 3 a 4 camadas.<\/p>\n<p>Ao longo da parede da sala, \u00e0 altura aproximada de 1 metro do piso, deslocava-se, em circunfer\u00eancia, uma luz azulada.<\/p>\n<p>O mo\u00e7o pediu a Onilson para que sentasse numa cadeira de costas altas e que tinha assento fofo, parecendo borracha.<\/p>\n<p><a name=\"segunda\"><\/a><\/p>\n<h3>Na 2\u00aa Sala<\/h3>\n<p>N\u00e3o sabe quanto tempo teria ficado na primeira sala, pois ali s\u00f3 teve consci\u00eancia durante 1 a 2 minutos. A lembran\u00e7a lhe voltou de novo quando j\u00e1 se achava em outra sala, semelhante \u00e0 primeira. Havia fios no teto, por\u00e9m pela parede se dispunha em circunfer\u00eancia um tubo de metal brilhante, de uns 30 cm de espessura. Tamb\u00e9m havia luzes dispostas em circunfer\u00eancia, paralelamente \u00e0 do referido tubo e aproximadamente a 1 palmo acima deste. Al\u00e9m disso, havia na parede uns 3 a 4 pontos luminosos que costumavam apagar-se do mesmo modo como se v\u00ea numa tela de TV ao ser este desligado.<\/p>\n<p>Nesta sala estava Alex, que lhe pediu para tirar a roupa e vestir outra e por ele foi ajudado. A roupa era de um tecido que parecia ser feio de fios met\u00e1licos, com aspectos de nylon de brilho fosco, e que o cobria at\u00e9 os p\u00e9s. Onilson ouvia as explica\u00e7\u00f5es de Alex por\u00e9m n\u00e3o podia ouvir as suas pr\u00f3prias perguntas. A roupa ajustava-se ao seu corpo e por dentro sentia-a macia. N\u00e3o sabe se havia fios que ligassem a roupa \u00e0 parede.<\/p>\n<p>Viu ainda que na parede uma janela de aproximadamente 1,5 m de comprimento por 60 cm de largura e atrav\u00e9s dela notou \u00e0 dist\u00e2ncia de 5 a 6 m, no compartimento cont\u00edguo, o movimento de pessoas que pareciam sentadas em cadeiras, pois s\u00f3 as via at\u00e9 a cintura. As cadeiras pareciam motorizadas ou ent\u00e3o seriam carrinhos, pois essas pessoas se movimentavam conservando seus corpos im\u00f3veis, o que j\u00e1 n\u00e3o aconteceria se estivessem andando com seus pr\u00f3prios p\u00e9s. As pessoas, que no m\u00e1ximo eram tr\u00eas juntas para seu campo visual, estavam ora de frente, ora de lado, e cobertos por capuzes que se constitu\u00edam num prolongamento da pr\u00f3pria roupa que vestiam.<\/p>\n<p><a name=\"manobra\"><\/a><\/p>\n<h3>Uma estranha manobra<\/h3>\n<p>Alex, ao dizer &#8220;voc\u00ea vai ver uma manobra&#8221;, passou a sua m\u00e3o em um local da parede, onde, em seguida, apareceu um visor de uns 40 cm de largura, permitindo vis\u00e3o para fora do Disco Voador. Onilson recebeu ent\u00e3o um capacete para colocar na cabe\u00e7a, fechado na parte do pesco\u00e7o mas sem provocar falta de ar. O capacete possu\u00eda um visor na frente e Onilson teve a impress\u00e3o de que quando este lhe foi colocado na cabe\u00e7a acabou por ver melhor e para mais longe, distinguindo perfeitamente a paisagem. N\u00e3o sabia se era dia ou noite l\u00e1 fora, mas distinguiu um vale, onde havia uma cidade que lhe parecia do tipo europeu, pois consistia de casas com telhados altos e bem inclinados e tamb\u00e9m pareciam haver torres de igrejas.<\/p>\n<p>Distante da cidade a, talvez a uns 2000 m dela, viu surgir do solo uma forma\u00e7\u00e3o em forma de ovo, de 4 a 5 metros de largura que, acompanhada de uma nuvem branca, elevou-se nos ares e aproximou-se do local onde estava Onilson. Se esse ovo entrou no mesmo local onde estava, devia ter sido em outra sala, pois na sua sala nada viu entrar.<\/p>\n<p>Alex explicou que eles estavam empenhados em retirar da terra certa subst\u00e2ncia, a qual facilmente manipulada seria fatal para os discos voadores. Essa subst\u00e2ncia existiria na Terra e for\u00e7osamente seria descoberta pelos seus habitantes, mais cedo ou mais tarde. Entretanto, &#8220;eles&#8221; estavam estudando o assunto, para achar uma defesa, para o futuro, contra a aplica\u00e7\u00e3o desta subst\u00e2ncia, e que neste intento, for\u00e7osamente, seriam bem sucedidos.<\/p>\n<p><a name=\"explicacao\"><\/a><\/p>\n<h3>Uma estranha explica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Alex ainda explicou que, no futuro, esperavam chegar a um entendimento com os terrestres, mas se tal n\u00e3o se realizasse, seria lan\u00e7ado um p\u00f3 fino, semelhante \u00e0 uma fuma\u00e7a, que n\u00e3o faria mal nem a uma borboleta. Se necess\u00e1rio trariam Onilson outra vez&#8230; mas desta vez junto com uma pessoa de certo n\u00edvel hier\u00e1rquico da Terra.<\/p>\n<p><a name=\"urna\"><\/a><\/p>\n<h3>A Urna<\/h3>\n<p>Alex colocou ent\u00e3o em Onilson, uns braceletes de aspecto met\u00e1lico, amarelados e opacos, nos pulsos e nos tornozelos, que n\u00e3o o incomodavam. Depois de ter ficado uns 5 minutos nessa segunda sala, foi colocado numa urna, parecendo de isopor, embutida no piso e onde havia lugar para todo o corpo se acomodar anatomicamente. N\u00e3o sabe por\u00e9m quanto tempo ficou nessa urna, pois n\u00e3o se lembra de mais nada. S\u00f3 sabe que, quando a consci\u00eancia voltou, j\u00e1 estava novamente vestido com a sua pr\u00f3pria roupa e em outro compartimento mais espa\u00e7oso, mas sem a presen\u00e7a de Alex.<\/p>\n<p><a name=\"compartimento\"><\/a><\/p>\n<h3>O 3\u00ba Compartimento<\/h3>\n<p>[Obs. da SBEDV e de Onilson: Este compartimento, bem como o anterior, n\u00e3o deviam fazer parte do disco voador que sequestrou Onilson, porque n\u00e3o poderiam caber dentro das propor\u00e7\u00f5es do aparelho].<\/p>\n<p>Esse ultimo sal\u00e3o que Onilson lembra ter avistado era em formato semi-cil\u00edndrico, tendo 12 a 15 metros de di\u00e2metro. Ele achava-se sentado numa cadeira, em fileira de 5 a 6 cadeiras colocadas no meio. Havia ainda \u00e0 sua frente, no centro, um cilindro met\u00e1lico brilhante, de uns 40 cm de di\u00e2metro, que alcan\u00e7ava o teto do sal\u00e3o e que era de uma altura de uns 10 a 15 metros. No canto \u00e0 sua esquerda, nada havia, mas \u00e0 sua direita estavam em p\u00e9 3 pessoas encapuzadas, cujas roupas soltas estendiam-se at\u00e9 os p\u00e9s. Deviam ter altura regular de 1,70 m. Onilson os denominava de &#8220;m\u00e9dicos&#8221;. Um deles estava sentado diante de uma tela. Outro olhava para Onilson e o terceiro observava alguns objetos presentes na sala.<\/p>\n<p>Foi nesse momento que surgiu um novo personagem: um individuo humano, id\u00eantico \u00e0 Onilson, em seus m\u00ednimos detalhes. Ele vestia uma roupa id\u00eantica \u00e0 que Onilson trajava no dia de sua 1\u00aa abdu\u00e7\u00e3o, 11 meses antes. Ele permaneceu nesta sala por alguns instantes e saiu da sala. Pouco depois, tr\u00eas outras pessoas, tamb\u00e9m de aspecto humano, entraram na sala, desaparecendo logo em seguida. Tudo isso n\u00e3o durou mais do que tr\u00eas minutos.<\/p>\n<p>A lembran\u00e7a seguinte de Onilson foi de estar sendo desembarcado do objeto atrav\u00e9s da mesma esteira que o capturou no in\u00edcio de sua experi\u00eancia. Ele foi colocado de forma suave sobre a relva em algum lugar desconhecido para Onilson, que sentou no ch\u00e3o e observou a partida do estranho objeto. Ele olhou seu rel\u00f3gio e viu que j\u00e1 eram 3:15 hs da madrugada. Olhando em volta, percebeu ao longe luzes de uma cidade, e luzes de ve\u00edculos trafegando em uma rodovia, em um vale pr\u00f3ximo. Ele iniciou a descida do que parecia ser uma colina, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 esta estrada.<\/p>\n<p><a name=\"descida\"><\/a><\/p>\n<h3>A descida do morro e o encontro com o fazendeiro<\/h3>\n<p>Parece que a descida do morro, com aus\u00eancia da Lua, em terreno de altos e baixos, pedras grandes e pequenas, deve ter desesperado Onilson. Isso foi confirmado pelos gritos de socorro que de vez em quando lan\u00e7ava ao ar, ao longo das 3 horas de descida. Mais tarde, Onilson desenhou um croqui com o caminho de descida do morro.<\/p>\n<p>Quando alcan\u00e7ou uma pedra maior, j\u00e1 bem baixo, resolveu descansar pois tinha machucado um p\u00e9 numa fenda e tamb\u00e9m estava com caimbra. Enquanto estava parado, para descansar por uns 15 a 20 minutos, come\u00e7ou a cair uma chuva fina, que lhe trouxe maior \u00e2nimo. Ele ent\u00e3o se abrigou embaixo de uma pedra inclinada, onde assinalou sua passagem pelo local com um canivete, gravando as iniciais de seu nome.<\/p>\n<p>Com o raiar do dia, ele chegava \u00e0 base do morro, onde avistou um grupo de pessoas. Ele aproximou-se, identificou-se e pediu ajuda para chegar \u00e0 uma Delegacia de Pol\u00edcia, pois queria avisar seus parentes de que estava bem. Ele relatou \u00e0 um dos fazendeiros, chamado Cesar Menelli, sua experi\u00eancia. O fazendeiro o levou para sua casa, onde ele tomou um banho e fez um lanche.<\/p>\n<p>Embora Onilson dissesse \u00e0 sua esposa que voltaria no mesmo dia em que saiu de casa, Dona Lourdes ficou preocupada, embora mantivesse apar\u00eancia calma diante do sumi\u00e7o do marido. Onilson viajou na sexta-feira 26 de abril de 1974. Os dias passaram e Onilson n\u00e3o retornava de viagem e nem dava not\u00edcias aos seus familiares. Na ter\u00e7a-feira seguinte, dia 30 de abril de 1974, chegou o aviso da Delegacia de Pol\u00edcia de Guarant\u00e3 informando que acharam o ve\u00edculo de Onilson tr\u00eas dias antes. O ve\u00edculo estava aparentemente em ordem, sem sinais de acidente ou crime. N\u00e3o havia sinais ou pistas sobre o paradeiro do dono, Onilson, que ent\u00e3o encontrava-se oficialmente desaparecido. Os familiares buscaram informa\u00e7\u00f5es em hospitais, sem obter qualquer pista sobre Onilson.<\/p>\n<p>No dia seguinte, 1\u00ba de maio, uma quarta feira, \u00c9der P\u00e1tero, irm\u00e3o de Onilson, seu sobrinho Ant\u00f4nio Chagas e seu cunhado Francisco Sanches, iniciaram nova busca pelo desaparecido. Primeiro verificaram o carro de Onilson, retido na Delegacia de Guarant\u00e3, e n\u00e3o encontraram qualquer pista. Eles ent\u00e3o refizeram o trajeto prov\u00e1vel que Onilson teria feito em sua viagem, visitando fazendas \u00e0 beira da estrada, cidades, hospitais e delegacias de pol\u00edcia. Assim, passaram por Mar\u00edlia Piraju\u00ed, Ponga\u00ed, Cafel\u00e2ndia, Guarant\u00e3, Novo Horizonte e J\u00falio de Mesquita, sendo que nessa ultima procuraram o pr\u00f3prio prefeito, com quem Onilson havia conversado no dia de seu desaparecimento.<\/p>\n<p>Na quinta feira, 2 de maio, os familiares receberam uma liga\u00e7\u00e3o informando que Onilson P\u00e1tero havia reaparecido em Colatina, Esp\u00edrito Santo. Eles imediatamente iniciaram a viagem para buscar Onilson em Colatina. Ao encontrar Onilson, constaram que este estava um pouco p\u00e1lido. Por volta das 13 horas de 4 de maio tomaram o caminho de volta. A esta altura, a hist\u00f3ria do desaparecimento e reaparecimento de P\u00e1tero j\u00e1 tinha chegado \u00e0 imprensa e v\u00e1rios rep\u00f3rteres estavam empenhados em cobrir o fato. A 12 Km de Colatina, os rep\u00f3rteres aguardaram a passagem da fam\u00edlia P\u00e1tero na entrada da fazenda Catu\u00e1, de propriedade do Sr. Menelli. Eles ent\u00e3o pediram a Onilson para subir com eles at\u00e9 a pedra onde ele gravara seu nome, marcando sua passagem pelo local. Os rep\u00f3rteres n\u00e3o s\u00f3 confirmaram a exist\u00eancia da gravura como tamb\u00e9m a fotografaram, publicando-a no jornal &#8220;O Vespertino&#8221;, de Vit\u00f3ria, no dia 6 de maio de 1974.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia e sua viagem de busca resultaram em gastos consider\u00e1veis, al\u00e9m dias \u00fateis de trabalho desperdi\u00e7ados por Eder, durante o per\u00edodo de buscas por Onilson.<\/p>\n<h2>Uf\u00f3logos Investigam o Caso<\/h2>\n<p>O Caso Onilson P\u00e1tero, considerado um dos casos cl\u00e1ssicos da Ufologia Brasileira, foi investigado por diversos uf\u00f3logos de renome nacional. Uma das mais prestigiadas institui\u00e7\u00f5es de pesquisa ufol\u00f3gica no Brasil a Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV), realizou ampla investiga\u00e7\u00e3o sobre o caso, publicando um minucioso relat\u00f3rio de pesquisa em dois Boletins da SBEDV, edi\u00e7\u00e3o 94\/98 (setembro &#8211; 1973 \/ junho 1974) e edi\u00e7\u00e3o 99\/103 (julho &#8211; 74\/ abril-1975). Neste relat\u00f3rio, a SBEDV transcreve dados de investiga\u00e7\u00e3o de outros uf\u00f3logos pioneiros da Ufologia Nacional, tais Max Berezovski e Silvio Lago.<\/p>\n<p>As primeiras investiga\u00e7\u00f5es ocorreram por conta do primeiro epis\u00f3dio ufol\u00f3gico de Onilson, na noite de 21 para 22 de maio de 1973, em Itajobi, S\u00e3o Paulo. Foram entrevistados o protagonista do caso, seus familiares, o guarda que o encontrou na manh\u00e3 do dia 22 de maio, al\u00e9m do m\u00e9dico que o atendeu na manh\u00e3 daquele dia.<\/p>\n<p>&#8220;A SBEDV dirigiu-se ent\u00e3o para Catanduva e l\u00e1 entrou em contato com o m\u00e9dico Elias Assis Chediak que, por possuir o esp\u00edrito de pesquisador e a curiosidade aberta para o desconhecido, considerou objetivo acompanhar de perto o surgimento das sequelas deixadas pelo fen\u00f4meno, na pele da testemunha, bem como de participar, de maneira interessada, dos interrogat\u00f3rios e exames aos quais a testemunha foi submetida pelos grupos de estudo ufol\u00f3gico que se deslocaram para Catanduva (um do Minist\u00e9rio da Aeron\u00e1utica, outro dirigido pelo m\u00e9dico Max Berezovski, de S\u00e3o Paulo, e, finalmente, o pesquisador da SBEDV).<\/p>\n<p>Al\u00e9m de toda a ajuda oferecida aos investigadores provenientes de v\u00e1rias localidades e, inclusive, ao da SBEDV, antecipando declara\u00e7\u00f5es sobre o caso, as quais foram confirmadas pela testemunha, o jovem m\u00e9dico, de 31 anos, foi brilhante em sua atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0 reconstitui\u00e7\u00e3o do epis\u00f3dio, feita no local da ocorr\u00eancia, procedente, ainda, de maneira ativa e independente, a pesquisas junto aos mais importantes participantes do caso: o pr\u00f3prio Onilson P\u00e1tero e um guarda rodovi\u00e1rio que o socorreu no primeiro epis\u00f3dio.<\/p>\n<p>Vale ainda, registrar-se que o Dr. Chediak era assistente da Cadeira de Cl\u00ednica M\u00e9dica da Faculdade local e conceituado ex-residente do Hospital dos Servidores P\u00fablicos do Estado de S\u00e3o Paulo, tendo feito curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o num Centro de Tratamento intensivo, em mol\u00e9stias tropicais, tendo tamb\u00e9m editado um original sobre &#8220;Toxoplasmose adquirida&#8221;.<\/p>\n<p>A 10 de junho de 1973, pela manh\u00e3, fomos com o Dr. Chediek \u00e0 casa do Sr. Onilson, que nos recebeu amavelmente. Junto \u00e0 sua fam\u00edlia, contou-nos que, no dia 21\/5\/1973, uma segunda feira, deixou a cidade de Oswaldo Cruz, onde tinha ido conferenciar com seus chefes, uma vez que trabalha numa firma que vende e instala bibliotecas p\u00fablicas em prefeituras. \u00c9 o homem de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas da empresa, junto ao Estado de S\u00e3o Paulo, motivo pelo qual empreende constantes viagens em seu carro, um Opala azul, comprado h\u00e1 seis meses, j\u00e1 com 30 mil km rodados.<\/p>\n<p>A dist\u00e2ncia de Oswaldo Cruz (de onde partiu \u00e0s 23 horas), at\u00e9 Catanduva \u00e9 de, aproximadamente 280 km. Ao passar pela ponte perto do \u201cSalto\u201d (usina hidroel\u00e9trica) de Avanhandava, ainda a uns 150 km de Catanduva, aceitou como carona um rapaz que tamb\u00e9m pretendia ir a esta ultima cidade. Estabeleceu-se entre ambos uma conversa muito animada, no decorrer da qual o desconhecido formulou v\u00e1rias perguntas acerca do grau de instru\u00e7\u00e3o do Sr. Onilson e de sua forma de vida. Na autoestrada Washington Luiz, \u00e0 entrada para Catanduva, por\u00e9m, de maneira estranha, o desconhecido, de repente, lembrou-se que seu destino n\u00e3o era propriamente aquela localidade, mas Itajobi, que ficava a uns 18 km de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Pela falta de meios de transporte, \u00e0quela hora da madrugada, e pela chuva que come\u00e7ara a cair momentos antes, o Sr. Onilson resolveu levar o carona at\u00e9 Itajobi, onde o deixou na pra\u00e7a principal. Naquele momento, recusou-se a receber o dinheiro que lhe foi oferecido pelo companheiro de viagem. N\u00e3o obstante sua oposi\u00e7\u00e3o, este lhe colocou, no bolso, pequeno do blus\u00e3o, uma nota que, somente ao chegar em casa, verificou ser de 50 cruzeiros.<\/p>\n<p><a name=\"7km\"><\/a><\/p>\n<h3>A 7 Km de Catanduva<\/h3>\n<p>O Sr. Onilson sabia que eram, aproximadamente, 3 horas da manh\u00e3, pois havia consultado o rel\u00f3gio momentos antes, e faltavam ainda 7 km para finalizar a viagem, quando se sucedera sete epis\u00f3dios que, inicialmente, n\u00e3o lhe pareceram ter uma interliga\u00e7\u00e3o, mas que, depois, se lhe afiguraram como diversas fases de um mesmo acontecimento que alcan\u00e7aria mais tarde seu ponto culminante, envolvendo-o como um personagem escolhido para um encontro como um engenho a\u00e9reo n\u00e3o terrestre, ou com sua tripula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse fato vai ser narrado, separadamente, nas sete fases cronol\u00f3gicas em que aconteceu, para que fique bem especificado:<\/p>\n<p>Fase n\u00ba 1: O Sr. Onilson come\u00e7ou a perceber a ocorr\u00eancia de interfer\u00eancia no r\u00e1dio do seu autom\u00f3vel, diminuindo, ent\u00e3o, o volume de seu som. O motor do carro \u2013 que, at\u00e9 ent\u00e3o, desenvolvia uma velocidade que variava entre 90 a 100km\/h &#8211; , come\u00e7ou a falhar.<\/p>\n<p>Fase n\u00ba 2: De repente, notou o aparecimento de um foco de luz, muito bonita (um \u201ccolosso\u201d, conforme sua express\u00e3o), com uns 20 cm de di\u00e2metro, colocado no painel, \u00e0 sua frente. Em seguida, aquela luz se deslocou para a sua direita, \u00e0 mesma altura, dirigindo-se, depois, para o assento vazio \u00e0 sua direita. Encaminhou-se para seus p\u00e9s, em movimento contr\u00e1rio, da direita para a esquerda, colocando-se perto dos pedais de acelera\u00e7\u00e3o, de freios e de embreagem, e, finalmente, sumiu. Ainda p\u00f4de comprovar que a tal luz, onde batia, fazia o efeito de tornar transparente as paredes met\u00e1licas permitindo a Onilson a verifica\u00e7\u00e3o do funcionamento do motor \u00e0 sua frente, o rodar do virabrequim, o comando das v\u00e1lvulas e as bielas. Via at\u00e9 a passagem do asfalto da estrada por baixo do carro quando o foco de luz bateu no piso, ao passar pelos pedais. Ap\u00f3s o desaparecimento da luz, o Sr. Onilson procurou olhar o c\u00e9u, atrav\u00e9s do para-brisa, julgando que a luz fosse reflexo de algum raio de luar, efeito de um curto-circuito ou de um outro estranho fen\u00f4meno el\u00e9trico. A noite, por\u00e9m estava escura. O c\u00e9u, encoberto com nuvens. A chuva, que ca\u00eda mi\u00fada, j\u00e1 come\u00e7ava a engrossar.<\/p>\n<p>Fase n\u00ba 3: Como o motor de seu carro continuasse cada vez pior, foi obrigado a passa-lo para a segunda marcha na ascens\u00e3o de uma lombada, a fim de que a pudesse vencer. A uns 500m de dist\u00e2ncia, viu, ent\u00e3o uma luz forte que, como um filete de um raio reto, prolongou-se em sua dire\u00e7\u00e3o. Ao alcan\u00e7ar, pela estrada, ao cume de uma colina, o rastro daquela luz chegou, bem de frente, at\u00e9 seu rosto. Era tal sua intensidade que, para n\u00e3o cegar, teve que proteger os olhos com o bra\u00e7o esquerdo. Pensou que se tratasse de um carro, com farol fort\u00edssimo, que viesse em sua dire\u00e7\u00e3o. Para alertar seu motorista, usou quatro vezes o pisca-pisca, de farol alto e baixo, alternadamente, apagando-o, finalmente, na expectativa de obter algum resultado. Tudo, por\u00e9m foi feito em v\u00e3o, porque nenhuma influ\u00eancia exerceu sobre a tal luz, ou suposto farol. No topo de outra lombada, as falhas do motor de seu autom\u00f3vel come\u00e7aram a se intensificar de tal modo que foi obrigado a passa-lo para a primeira marcha. Temendo chocar-se com o \u201ccarro de farol alto\u201d que a ele se dirigia, desviou-se lentamente, em 1\u00aa marcha, para fora da estrada, buscando o acostamento, onde parou numa posi\u00e7\u00e3o um tanto atravessada, n\u00e3o sabendo ainda se estava na pista ou fora dela, de t\u00e3o cegante que era a luz.<\/p>\n<p>Fase n\u00ba 4: em seguida, percebeu que toda a instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica do carro (farol, r\u00e1dio e painel) n\u00e3o estavam funcionando. A esta altura, tirou os \u00f3culos dos olhos, protegendo estes com o bra\u00e7o, para livr\u00e1-lo de maiores danos na poss\u00edvel colis\u00e3o que acabaria por sofrer contra o que ele julgava que fosse um ve\u00edculo que, desabusadamente vinha ao seu encontro, sempre com o farol extraforte assestado para seu rosto, o que contrariava todas as regras de bons costumes entre motoristas e as leis do Departamento de Estradas de Rodagem.<\/p>\n<p>Fase n\u00ba5: Permaneceu nesta posi\u00e7\u00e3o por alguns minutos, aguardando o choque ou a passagem de um \u201ccaminh\u00e3o malcriado\u201d, o que n\u00e3o aconteceu. Assim, resolveu abaixar o bra\u00e7o que lhe cobria os olhos. O que viu foi um corpo opaco, de forma circular, medindo de 4 a 5 m de di\u00e2metro, formado por duas ab\u00f3bodas superpostas, suspenso no ar, a uns 10m de dist\u00e2ncia e a uns 10m acima do ch\u00e3o da estrada. Ficou olhando para o mesmo durante v\u00e1rios minutos, esfregando constantemente os olhos, para certificar-se de que n\u00e3o estava sonhando. Indagou a si mesmo se n\u00e3o estaria vendo um helic\u00f3ptero, cujos tripulantes, em dificuldades, necessitando aterrissar, desejassem aproveitar parte do campo iluminado pelo farol do autom\u00f3vel. Logo abandonou esta hip\u00f3tese, por considera-la inconsistente, tendo em vista que observou a exist\u00eancia de um circulo luminoso, 10 metros de di\u00e2metro, situado abaixo do aparelho, e que provavelmente era oriundo deste, apesar da sua apar\u00eancia opaca. Naquele instante, Onilson lamentou n\u00e3o ter um revolver com o qual, certamente, alvejaria o estranho ve\u00edculo.<\/p>\n<p>Fase n\u00ba 6: Sentado dentro do carro, come\u00e7ou a sentir grande calor. Assim, abriu-lhe a porta e colocou um p\u00e9 no ch\u00e3o e outro em seu estribo, ocasi\u00e3o em que notou que o engenho a\u00e9reo foi sendo totalmente envolvido por uma cortina el\u00e1stica e transparente, que corrida da direita para a esquerda, olhado o objeto em que se encontrava Onilson. Essa provid\u00eancia, tomada pelos que comandavam aquela aeronave, foi tida pelo protagonista do epis\u00f3dio como um gesto de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sua pessoa, visto que, a seguir, a temperatura tornou-se mais amena, voltando \u00e0 normalidade, o que o fez desistir da ideia de fuga, que lhe havia ocupado a mente.Observou o aparelho durante cerca de um minuto. Deste partia um zumbido semelhante ao que \u00e9 produzido pela turbina de um engenho de a\u00e7\u00facar. \u201cAlguma coisa girava no aparelho.<\/p>\n<p>Fase n\u00ba 7: Iniciou-se, em seguida, a proje\u00e7\u00e3o lenta de um cilindro que, saindo da parte inferior do engenho, tomava quase que totalmente a largura da c\u00fapula ali existente. Seu di\u00e2metro media cerca de 1,5m. Esse cilindro, como um telesc\u00f3pio, foi-se dirigindo lentamente em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 terra, dando um evidente sinal de que era manobrado por intelig\u00eancias que, seguindo era de se crer, haviam espionado o carro do Sr. Onilson, por interm\u00e9dio daquela luz azul, tinham provocado a paralisa\u00e7\u00e3o do autom\u00f3vel, com sua aproxima\u00e7\u00e3o e, naquele instante, vinham ao seu encontro atrav\u00e9s, talvez de suas formas f\u00edsicas. Esta n\u00e3o \u00e9 a intepreta\u00e7\u00e3o do Sr. Onilson, mas sim da SBEDV, para a qual ele traduziu todo o pavor que teve no momento em que viu o cilindro alcan\u00e7ar uns 3m de extens\u00e3o, comunicando que: \u201cA\u00ed pensei: meu Deus, isso \u00e9 um disco voador&#8230; certamente v\u00e3o me levar embora&#8230; vou correr para o lado da cidade!&#8230;\u201d. \u201cEntretanto\u201d, explicou-nos o Sr. Onilson, \u201cteria, nesse caso, que passar por baixo do cilindro, o que queria evitar. Desse modo, retrocedi, correndo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade de Itajobi, com o objetivo de me embrenhar num dos bosques existentes \u00e0 beira da estrada e, de l\u00e1, dirigir-me \u00e0 Catanduva\u201d. Assim, j\u00e1 havia ocrrido uns 30m quanto \u2013 segundo bem se lembra &#8211; , sentiu-se puxado pelas costas por qualquer coisa que se assemelhava a uma borracha fina. Passou as m\u00e3os nas costas mas nada p\u00f4de perceber que justificasse aquela sensa\u00e7\u00e3o, que permanecia e se intensificada. Resolveu, ent\u00e3o, virar-se para verificar o que acontecia, nada vendo, por\u00e9m, ao seu redor. Para seu espanto, verificou que o engenho agora perto de seu carro, projetava sobre o mesmo um raio luminoso de cerca de 30 cm de largura, cil\u00edndrico, tornando-o consequentemente, transparente, como vidro, o que fazia com ele pudesse ver todo o conte\u00fado da mala do carro, toda a sua carroceria, as engrenagens das rodas, o interior do painel e o motor, estando o autom\u00f3vel com a frente voltada em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Catanduva. Vendo seu carro todo transparente, Onilson interpretou que o mesmo estivesse derretendo, o que lhe causou sofrimento atroz, uma vez que ainda n\u00e3o estava totalmente pago. Lembrou-se que n\u00e3o mais podia prosseguir em sua fuga e que, pouco depois, devia ter desmaiado, pois, de nada mais se recordava. Foi achado pelo guarda rodovi\u00e1rio, Sr. Cl\u00f3vis Queiroz, que se encontrava em sua guarita, no entroncamento Catanduva-Presidente Washington Luiz, o qual \u00e0s 5 hrs da manh\u00e3, foi procurado por dois rapazes, residentes naquela cidade (Celso Aparecido Pin e Waldomiro Barcoso Sal), que lhe comunicaram haver passado com sua Kombi por um homem ca\u00eddo, de bru\u00e7os, ao lado de um autom\u00f3vel abandonado, no acostamento, com uma porta aberta e os far\u00f3is acesos. Informaram-lhe, ainda, que a pessoa parecia morta por viol\u00eancia, ou por afogamento, de vez que a enxurrada, provocada pelas \u00e1guas da chuva, batia em sua cabe\u00e7a. Essa descoberta fora feita a uns 7km, na estrada Itajobi\/Catanduva.<\/p>\n<p><a name=\"achados\"><\/a><\/p>\n<h3>Os Achados do Guarda<\/h3>\n<p>Imediatamente, o guarda, em seu carro, um corcel, rumou para o lugar indicado, onde, de fato, se deparou com o quadro descrito por aqueles dois rapazes. Eram 5 horas da manh\u00e3.<\/p>\n<p>Ao chegar, sua primeira providencia foi a de iluminar o homem, com os far\u00f3is de seu carro. Em seguida, tentou desvir\u00e1-lo, a fim de se cientificar de seu real estado, uma vez que viu os dedos do mesmo se mexerem.<\/p>\n<p>Para sua surpresa, o desconhecido come\u00e7ou a se mover e tentou levantar-se , procurando desvencilhar-se de suas m\u00e3os. Logo ap\u00f3s, respondendo \u00e0 uma pergunta do guarda, que lhe indagava sobre o acontecido, o homem, que era o Sr. Onilson, disse-lhe: \u201cEles querem me pegar&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>Por solicita\u00e7\u00e3o do guarda, identificou-se e lhe relatou todos os fatos de que fora v\u00edtima, fazendo-o sob forte tens\u00e3o e sempre manifestando desejo de abandonar aquele lugar.<\/p>\n<p>Nessa oportunidade, o guarda resolveu test\u00e1-lo psicologicamente. Assim, fez parar um caminh\u00e3o que por ali trafegava, transportando pintinhos, e conseguiu que o motorista saltasse, depois das explica\u00e7\u00f5es que lhe deu.<\/p>\n<p>Voltou-se, ent\u00e3o, para Onilson dizendo: \u201cestamos aqui, agora. N\u00f3s tr\u00eas&#8230; Eu o desafio a dizer onde est\u00e3o os \u2018caras\u2019 que, segundo me informou, querem peg\u00e1-lo\u201d. Como a \u00fanica rea\u00e7\u00e3o do Sr. Onilson fosse a manifesta\u00e7\u00e3o de afastar-se dali, o mais depressa poss\u00edvel (\u201cO negocio aqui \u00e9 s\u00e9rio: n\u00e3o \u00e9 brincadeira n\u00e3o&#8230; \u201c foi a resposta de Onilson ao guarda). O guarda passou a considera-lo como um doente que, provavelmente, tivera um ataque epil\u00e9tico na estrada, motivo pelo qual achou que seria melhor encaminh\u00e1-lo a um hospital para tratamento.<\/p>\n<p>Nesse caso, cuidou de deixar em ordem o carro do Sr. Onilson, apagando seus far\u00f3is e fechando a porta que estava aberta.<\/p>\n<p>Ao ver um mapa rodovi\u00e1rio aberto e estendido na frente do ve\u00edculo, quis saber se ele havia sido consultado pelo Dr. Onilson, antes do desmaio. Este, negando a consulta, disse que o mapa era seu, mas que deveria estar dentro da malinha que se encontrava no assento ao seu lado.<\/p>\n<p><a name=\"indicios\"><\/a><\/p>\n<h3>Os Primeiros Ind\u00edcios Objetivos de um Epis\u00f3dio Extraordin\u00e1rio<\/h3>\n<p>1\u00ba ind\u00edcio: Olhando para dentro do carro, os dois homens verificaram que a mala estava no assento ao lado do volante, na frente. Fora aberta e os pap\u00e9is que guardava estavam em desalinho, espalhados pelo assento e pelo ch\u00e3o do autom\u00f3vel, embora a chave da malinha, que antes estava trancada, continuasse no bolso do Sr. Onilson. Diante do que via, este continuava afirmando que tinha consci\u00eancia de que n\u00e3o havia aberto a mala e de que, com muita certeza, n\u00e3o retirara de seu interior o mapa rodovi\u00e1rio e, muito especialmente, de que n\u00e3o espalhara pelo ch\u00e3o do carro os pap\u00e9is, entre os quais se encontravam muitos cheques. Preocupado, o Sr. Onilson verificou que nenhum de seus pap\u00e9is e cheques fora retirado.<\/p>\n<p>2\u00ba ind\u00edcio: Depois de tomar todas as providencias referentes ao autom\u00f3vel do Sr. Onilson, o guarda o transportou para o servi\u00e7o de emerg\u00eanciada Santa Casa de Catanduva, onde ele foi atendido pelo m\u00e9dico de plant\u00e3o, o Dr. Chediak. Submetido a exames cl\u00ednicos e a testes neurol\u00f3gicos e psicol\u00f3gicos, o Sr. Onilson nada mostrou de anormal. O que de estranho ficou evidente era que toda a sua roupa estava encharcada pela \u00e1gua da chuva, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o das costas de sua blusa que, apesar de exposta \u00e0 inclem\u00eancia do tempo, durante duas horas, continuavam estranhamente secas.<\/p>\n<p>3\u00ba ind\u00edcio: O Sr. Onilson come\u00e7ou a sentir uma comich\u00e3o pelo corpo, e sua esposa o ajudava a se co\u00e7ar.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico lhe deu alta e lhe prescreveu um sedativo, a t\u00edtulo de medica\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica, recomendando-lhe a volta ao hospital nos dias seguintes, para que fosse completada a observa\u00e7\u00e3o de seu caso, ou verificada uma eventual evolu\u00e7\u00e3o dos sintomas que vinha apresentando.<\/p>\n<p>O caso teve realmente um ep\u00edlogo, na forma do aparecimento de manchas cut\u00e2neas no Sr. Onilson. O Dr. Chediak fez \u00e0 SBEDV as seguintes declara\u00e7\u00f5es, diversas das quais relacionando as manchas, com todos os fen\u00f4menos ligados \u00e0 ocorr\u00eancia.<\/p>\n<p>1 \u2013 que havia principalmente no tronco e, generalizadas, por todo o corpo do Sr. Onilson, manchas parecidas com efus\u00f5es sangu\u00edneas, e que seguiram a seguinte evolu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Estavam ausentes quando da entrada do cliente no hospital;<\/p>\n<p>Apareceram cinco a seis dias mais tarde, com menor incid\u00eancia, por\u00e9m, na parede anterior do t\u00f3rax;<\/p>\n<p>Doze a treze dias depois da entrada no hospital, o Sr. Onilson tinha todo o corpo coberto de manchas;<\/p>\n<p>As manchas apresentavam forma irregular e diferen\u00e7as entre si;<\/p>\n<p>Na mesma les\u00e3o, a cor n\u00e3o tinha tonalidade uniforme;<\/p>\n<p>Era por\u00e9m mais ou menos id\u00eantico o ciclo evolutivo das manchas que, inicialmente de cor marrom, passavam para o verde e, em seguida, para o amarelo, como costuma acontecer \u00e0s efus\u00f5es sangu\u00edneas subcut\u00e2neas.<\/p>\n<p>Havia um discreto prurido em v\u00e1rios pontos;<\/p>\n<p>N\u00e3o havia les\u00e3o de continuidade do epit\u00e9lio;<\/p>\n<p>Os exames cl\u00ednicos realizados nada revelaram de anormal;<\/p>\n<p>Que apesar de exposta \u00e0 chuva, durante muito tempo, a blusa do Sr. Onilson se mantivera seca na parte que cobria a regi\u00e3o de seu t\u00f3rax;<\/p>\n<p>Por ocasi\u00e3o da entrevista que manteve com o grupo de pesquisa ufol\u00f3gica da Aeron\u00e1utica, o Sr. Onilson, \u00e0s perguntas a ele feitas, informou que havia um \u201ccarro forte\u201d parado nas vizinhan\u00e7as do local em que dera carona ao rapaz que tomara lugar em seu carro, perto do Salto de Avanhandava. Por coincid\u00eancia, ou n\u00e3o, afirmou o Sr. Onilson que um \u201ccarro forte\u201d, id\u00eantico ao descrito, passara por ele no instante em que deixara o carona em Itajobi, \u00e0s altas horas da madrugada, quando o movimento da estrada \u00e9 reduzid\u00edssimo.<\/p>\n<p>Nesse momento, o Sr. Onilson se recordou de que durante a viagem oferecera cigarros ao carona que, segurando uma caixinha de metal semelhante a um porta-cigarros, declarou que n\u00e3o fumava.<\/p>\n<p><a name=\"dados\"><\/a><\/p>\n<h3>Dados adicionais sobre a testemunha<\/h3>\n<p>Encerrando este relato, informamos que o Sr. Onilson P\u00e1tero, com 40 anos de idade \u00e0 \u00e9poca do incidente, \u00e9 casado desde os 25 anos e possui duas filhas.<\/p>\n<p>Antes de ser admitido na firma para a qual trabalha, atuou durante oito anos em uma usina de a\u00e7\u00facar, exerceu, por cinco ou seis anos, atividade de corretagem e emprestou seus servi\u00e7os a uma fabrica de balas, por quatro anos, gozando, sempre, de sa\u00fade perfeita. Frequentou a escola at\u00e9 a quarta s\u00e9rie do curso prim\u00e1rio. \u00c9 pessoa de bom desembara\u00e7o mental, sabendo se expressar corretamente, tendo respondido \u00e0s nossas perguntas, de maneira clara e objetiva, jamais caindo em contradi\u00e7\u00e3o. Anteriormente ao incidente em que foi protagonista, nunca tomou conhecimento do assunto, desconhecendo a literatura especializada, e portanto n\u00e3o sabendo de pormenores semelhantes ao do seu caso, j\u00e1 ocorridos em outras oportunidades.<\/p>\n<p><a name=\"onilson\"><\/a><\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios adicionais de Onilson<\/h3>\n<p>Acrescentou Onilson que, na manh\u00e3 que se seguiu ao epis\u00f3dio, seu irm\u00e3o foi ao local do incidente, em companhia do guarda rodovi\u00e1rio, para buscar seu Opala azul.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao \u201ccarona\u201d que levou no seu carro, em vista das indaga\u00e7\u00f5es dos diversos pesquisadores, lembrou a respeito os seguintes dados:<\/p>\n<p>A fisionomia \u2013 era um mo\u00e7o de aproximadamente 1,75m de altura, de ombros largos, porte atl\u00e9tico, rosto oval e cabelos louros, amarelos, curtos, bem aparados em torno das orelhas, que eram pequeninas. O nariz era pequeno tamb\u00e9m, mas os olhos, azuis e redondos, eram grandes.<\/p>\n<p>O comportamento \u2013 o mo\u00e7o denotava firmeza e se impunha na conversa, que s\u00f3 consistia em algumas esparsas perguntas, que intercalava na constante fala de Onilson, a quem fitava firmemente durante o percurso.<\/p>\n<p>Seu primeiro pensamento foi o de que o mo\u00e7o fosse conhecido do posto policial rodovi\u00e1rio de Anvanhandava, em cujas proximidades se encontrava quando pegou a carona. Assim, depois de apresentar-se pelo seu nome, Onilson escutou o mo\u00e7o dizer que se chamava Alex (ou coisa parecida), e dispensou a carteira de identidade deste, (que esbo\u00e7ava um gesto de querer apresent\u00e1-la).<\/p>\n<p>Quando Onilson lhe ofereceu cigarros, ele recusou, dizendo: \u201cn\u00e3o costumo fumar quando estou viajando de autom\u00f3vel\u201d, entretanto, o tempo todo, o mo\u00e7o mantinha uma caixinha aparentemente de metal dourado, do formato de uma cigarreira, ora na m\u00e3o direita, ora na m\u00e3o esquerda, mas sempre perto do seu corpo.<\/p>\n<p>As perguntas que o estranho fez \u00e0 Onilson foram:\u201d Quanto tempo mora em Catanduva?\u201d; \u201c Qual \u00e9 o seu grau de instru\u00e7\u00e3o?\u201d, \u201cQual \u00e9 o ramo de sua atividade?\u201d. Depois de responder a esta ultima pergunta, Onilson retrucou:<\/p>\n<p>&#8211; E voc\u00ea, mexe com que?<\/p>\n<p>Mas logo se arrependeu pela maneira indelicada com que havia interpelado o mo\u00e7o quando este respondeu:<\/p>\n<p>&#8211; Eu tamb\u00e9m negocio; meu ramo \u00e9 neg\u00f3cio\u201d.<\/p>\n<p>A mem\u00f3ria do estranho era fabulosa pois, uma hora e meia depois da superficial apresenta\u00e7\u00e3o em Avanhandava, em uma de suas perguntas \u00e0 Onilson, o mo\u00e7o pronunciou seu nome claramente, o que parecia estranho. Tamb\u00e9m fugazmente, no in\u00edcio de conversa, ele, Onilson, havia mencionado o nome da rua e o n\u00famero de sua resid\u00eancia em Catanduva e, mas estranho ainda, ao se despedir, em Itajobi, agradecendo-lhe e desejando-lhe boa viagem o estranho ajuntou:<\/p>\n<p>&#8211; \u201cQualquer dia destes vou lhe fazer uma visita em sua casa, l\u00e1 na rua tal, n\u00famero tal\u201d, repetindo exatamente o endere\u00e7o.<\/p>\n<p>O paradeiro do estranho em Itajobi constitui tamb\u00e9m um enigma, porquanto, 15 dias ap\u00f3s o epis\u00f3dio, o pr\u00f3prio Onilson, curioso, procurou se informar da presen\u00e7a daquele indiv\u00edduo na cidade, mas ningu\u00e9m deu not\u00edcias da estada, ou da passagem de um mo\u00e7o louro, de porte atl\u00e9tico, naquela pequena localidade, o que n\u00e3o teria passado despercebido, pois ali todos se conhecem e o n\u00famero de habitantes \u00e9 muito limitado. Al\u00e9m disso, todos j\u00e1 haviam tomado conhecimento do epis\u00f3dio pela grande difus\u00e3o que teve, n\u00e3o s\u00f3 pelos jornais, como tamb\u00e9m pelo notici\u00e1rio de r\u00e1dio.<\/p>\n<p>E para Onilson era f\u00e1cil colher qualquer informa\u00e7\u00e3o em Itajobi, onde conhece muita gente, inclusive o Prefeito (Sr. Anderley Stefannini) e o seu primo Elias Provezana, Diretor de Gin\u00e1sio local.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, soube que o pesquisador Dr. Max Berezovski tamb\u00e9m havia feito uma investiga\u00e7\u00e3o no mesmo sentido.<\/p>\n<p>Testemunhas secund\u00e1rias \u2013 aproximadamente 15 dias ap\u00f3s o incidente, procurou tamb\u00e9m falar com os dois mo\u00e7os, moradores de Itajobi, e que primeiro o haviam percebido estendido na estrada, na noite da ocorr\u00eancia. Um deles era conhecido pelo nome de Piu e o outro era Waldomiro Barcoso Sal. Este ultimo, que acabava de sair de sua resid\u00eancia, numa perua VW, cruzou com o carro de Onilson e, reconhecendo o Opala azul que havia visto na estrada, ap\u00f3s o incidente, pensou acertadamente que o protagonista da aventura talvez estivesse \u00e0 sua procura. Assim, manobrou o carro e voltou para casa, onde encontrou Onilson j\u00e1 conversando com seu pai (de Waldomiro).<\/p>\n<p><a name=\"sbedv\"><\/a><\/p>\n<h3>Observa\u00e7\u00f5es da SBEDV<\/h3>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao caso do Sr. Onilson, a boa qualidade da pesquisa feita pelo m\u00e9dico (de S\u00e3o Paulo) Dr. Max Berezovski, foi grandemente propiciada pelos pr\u00e9stimos de outro colega m\u00e9dico Dr. Eliass Azis Chediack, \u00b4possuidor de mente aberta e curiosidade de um verdadeiro pesquisador. Por isso, fizemos a observa\u00e7\u00e3o logo abaixo do t\u00edtulo neste boletim.<\/p>\n<p>A pesquisa do Dr. Max foi publicada, sob merecido destaque, nas seguintes revistas estrangeiras especializadas: APRO Bulletin (maio\/junho 1973: \u201cClose Enconter in Brasil\u201d); GEPA (setembro\/ 1973) e \u201cInforespace\u201d.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, devemos agradecer ao Dr. Max o seu gesto de coopera\u00e7\u00e3o, de ter mandado \u00e0 SBEDV, c\u00f3pia de parte de seus relat\u00f3rios, por meio de um amigo em comum, Prof\u00ba Guilherme Wirz.<\/p>\n<p>Dos exames complementares e de laborat\u00f3rio, providenciados pelo Dr. Max, aqui transcrevemos s\u00f3 parte do exame anatomo-patol\u00f3gico de bi\u00f3psia, (localizada em uma das manchas policr\u00f4micas), por considerarmos mais merit\u00f3rios: \u201cPele com espessamento fibroso do derma (dois fragmentos)\u201d.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 hipnose regressiva, executada em Onilson, pelo Dr. Max, na presen\u00e7a do Prof\u00ba Wirz, apenas soubemos que \u201cforam bons os resultados\u201d e que \u201cforam obtidas informa\u00e7\u00f5es a respeito do per\u00edodo em que o paciente permanecera inconsciente\u201d. Informou-nos o Prof. Wirz que Onilson, em estado de hipnose, teria citado um nome b\u00edblico, a respeito do incidente que protagonizou.<\/p>\n<p><a name=\"automovel\"><\/a><\/p>\n<h3>Quanto ao Fato de o Autom\u00f3vel Ficar Transparente<\/h3>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 transpar\u00eancia do carro de Onilson, lembramos caso similar relatado no boletim SBEDV n\u00ba 85\/89, p\u00e1g. 40, sob t\u00edtulo: \u201cFeixe energ\u00e9tico do Disco Voador torna transparente parede metaliza\u201d: \u201cQuando D. W. Fry fez uma viagem num Disco Voador Teleguiado, um feixe energ\u00e9tico do disco voador tornou transparente uma porta met\u00e1lica do aparelho (de \u201cTHE WHITE SANDS INCIDENT\u201d, p\u00e1g. 36 \u2013 New Age Publishing co. 1542, Glendale Boulevard, Los Angeles \u2013 Calif\u00f3rnia USA)\u201d.<\/p>\n<p><a name=\"guarda\"><\/a><\/p>\n<h3>Observa\u00e7\u00f5es do Guarda Queir\u00f3s<\/h3>\n<p>Em 26 de fevereiro de 1974, meses ap\u00f3s o epis\u00f3dio, fomos apresentados pelo Sr. Onilson ao guarda Clovis Queiroz.<\/p>\n<p>Informou-nos o guarda que, naquela noite, chegando ao quil\u00f4metro 7, realmente viu estendido no ch\u00e3o um cidad\u00e3o, conforme o aviso dos rapazes, julgando tratar-se de um cad\u00e1ver, porquanto, o corpo, emborcado, estava ilhado pelas \u00e1guas da chuva que corriam pelos bordos da estrada. Ent\u00e3o pensou: &#8220;Estou enrolado agora at\u00e9 a manh\u00e3 toda, com um cad\u00e1ver, at\u00e9 que o pessoal de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto chegue ao local&#8221;.<\/p>\n<p>No entanto, ficando parada com as pernas abertas em cima do corpo (de Onilson), ap\u00f3s estacionar o seu pr\u00f3prio carro, e inclinando-se para baixo, percebeu algum movimento em uma das m\u00e3os de Onilson. Ent\u00e3o resolveu vir\u00e1-lo, pegando-o por baixo dos bra\u00e7os.<\/p>\n<p>Qual n\u00e3o foi entretanto a sua surpresa, quando o extendido levantou-se com um pulo, querendo fugir. Segurando-o gritou: \u201cCalma meu nego \u2013 aqui \u00e9 a pol\u00edcia!\u201d, informou o guarda que Onilson o mirou lentamente de cima a baixo. Depois de Onilson ter contado a sua hist\u00f3ria, Cl\u00f3vis achou tratar-se de um louco e procurava n\u00e3o contrari\u00e1-lo, \u201cporquanto louco \u00e9 um problema cl\u00ednico!\u201d.<\/p>\n<p>O guarda disse a Onilson \u2013 \u201cIsto n\u00e3o \u00e9 nada! Vamos pegar o neg\u00f3cio \u00e0 unha! O senhor me ajuda?\u201d<\/p>\n<p>A resposta foi: \u201cSim, ajudo, mas me leve embora daqui! E ao mesmo tempo olhava sempre irrequieto ao seu redor, como que temesse o aparecimento de alguma coisa.<\/p>\n<p>Clovis estranho entretanto, quanto \u201co louco\u201d entrou em seu carro logo ao primeiro convite, o que n\u00e3o lhe parecia feitio de louco. Tamb\u00e9m Onilson aceitou um cigarro de Cl\u00f3vis, segurando-o na m\u00e3o, sem fum\u00e1-lo, o que tamb\u00e9m diferia do comportamento dos loucos que tinha visto no sanat\u00f3rio, todos sempre \u00e1vidos de fumar os seus cigarros. E foi assim que levou Onilson em dire\u00e7\u00e3o ao hospital, \u00e0 procura de socorro, \u00e0s tr\u00eas horas da manh\u00e3.<\/p>\n<p>J\u00e1 estavam quase prontas as matrizes para impress\u00e3o do presente Boletim quando tomamos conhecimento de um segundo incidente envolvendo Onilson, com a not\u00edcia de que ele havia sido encontrado na cidade de Colatina (ES), enquanto seu carro, abandonado na estrada, havia sido encontrado por um fazendeiro, nas proximidades de Guarant\u00e3 (SP), e recolhido pela Delegacia de Pol\u00edcia daquela cidade.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, nos dirigimos \u00e0 Colatina (ES) e nos foi contado o seguinte:<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 de 26 de abril ultimo, uma 6\u00aa feira, Onilson deixou sua casa, em Catanduva, e se dirigiu, a servi\u00e7o, \u00e0 cidade de J\u00falio de Mesquita, tendo avisado \u00e0 fam\u00edlia que retornaria naquele mesmo dia.<\/p>\n<p>Entretanto, isto n\u00e3o aconteceu e ele permaneceu seis dias ausente, sem dar not\u00edcias. A fam\u00edlia aflita, procurava-o, em v\u00e3o pelas imedia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Eis que no dia 2 de maio, o fazendeiro Cesar Menelli, residente em Colatina, se dirigiu \u00e0 sua fazenda distante 12 km, mais ou menos \u00e0s 5 horas da manh\u00e3, e l\u00e1 chegando encaminhou-se para perto do curral. Foi quando percebeu gritos de socorro, que partiram de uns morros pr\u00f3ximos, e que se foram aproximando at\u00e9 que apareceu um homem, molhado pela chuva que ca\u00edra durante a noite, com a roupa coberta de carrapichos; estava limpando os \u00f3culos e perguntava em que lugar se encontrava; afirmava tamb\u00e9m que era um \u201chomem de bem\u201d. Disse que desejava comunicar-se com sua fam\u00edlia em Catanduva, atrav\u00e9s de r[adio amador ou at\u00e9 mesmo por interm\u00e9dio da pol\u00edcia, pois estava desprovido de recursos que lhe permitissem tomar qualquer iniciativa.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que o fazendeiro o convidou para ir \u00e0 sua casa, o que foi aceito. L\u00e1 chegando, Onilson tornou-se o centro de aten\u00e7\u00e3o e curiosidade do povo, pois que a not\u00edcia se espalhara e isto levou o delegado local a oferecer-lhe um quarto tranquilo na Delegacia o que, sendo aceito, lhe proporcionou descanso at\u00e9 que seus parentes fossem busca-lo.<\/p>\n<p>Vejamos o que aconteceu \u00e0 Onilson:<\/p>\n<p>Naquele dia 26 de abril, quando retornava da cidade de J\u00falio de Mesquita, para Catanduva, aproximadamente \u00e0s 23 hrs 30 min, \u00e0 altura da cidade de Guarant\u00e3, o seu carro foi interceptado por um raio de luz emitido por disco voador, o que o obrigou a parar no acostamento \u00e0 direita da estrada. Viu logo em frente, parado, o Disco voador, igual \u00e0 aquele que fora visto anteriormente (no 1\u00ba encontro).<\/p>\n<p>Seu primeiro impulso foi fugir e, assim pensando, foi saindo do carro. Mas, o disco voador, mais r\u00e1pido, lan\u00e7ou como que uma esteira, em sua dire\u00e7\u00e3o, de maneira que seus p\u00e9s, em vez de pousarem no ch\u00e3o, pisaram naquela esteira que suave e rapidamente o conduziu ao interior da nave.<\/p>\n<p>L\u00e1 se viu diante do mo\u00e7o j\u00e1 seu conhecido, que usava um vistoso blus\u00e3o, e ao qual j\u00e1 havia dado carona anteriormente (no 1\u00ba encontro com o disco voador).<\/p>\n<p>Onilson lembra que; al\u00e9m daquela sala em que esteve ao ser introduzido no disco voador, conheceu mais duas outras; n\u00e3o sabe explicar como passava de uma para outra. Conta que na ultima sala ficou sentado numa cadeira e foi observado por tr\u00eas pessoas encapuzadas, que lhe pareceram m\u00e9dicos e cada um tendo aparentemente uma fun\u00e7\u00e3o. Enquanto um o observava, outro permanecia diante de um \u00e9cran, e o terceiro parecia atendo ao desfile de quatro pessoas com aspecto de seres da Terra, que, isoladamente passavam em frente a ele, que se conservava sentado. Essas pessoas pareciam ser terrestres, e uma delas era sua pr\u00f3pria imagem (de Onilson). Isto o assustou; percebeu no seu s\u00f3sia um movimento de p\u00e1lpebras (da\u00ed julgando-o pessoa viva); este vestia aquela roupa e os \u00f3culos que Onilson usava na primeira experi\u00eancia e que havia deixado em Catanduva.<\/p>\n<p>A mesma esteira que o conduziu ao disco voador deixou-o \u00e0s 3 hrs da manh\u00e3 (o rel\u00f3gio-calend\u00e1rio de Onilson continuava em funcionamento), no capinzal, no morro, de onde viu um clar\u00e3o l\u00e1 embaixo (ao longe) e ouvia buzinas, pensou ele, e para cuja dire\u00e7\u00e3o caminhou.<\/p>\n<p>E foi assim que se encontrou com o fazendeiro Cesar Menelli.<\/p>\n<p><a name=\"guaranta\"><\/a><\/p>\n<h3>A Pesquisa da SBEDV em Guarant\u00e3<\/h3>\n<p>&#8220;No dia 15 de junho de 1974, dirigimo-nos de Catanduva para Guarant\u00e3, aproximadamente a 120 km em linha reta. Conforme a orienta\u00e7\u00e3o do Sr. \u00c9der P\u00e1tero, irm\u00e3o de Onilson, ultrapassamos a cidade uns 12 km, sempre em dire\u00e7\u00e3o a Mar\u00edlia, at\u00e9 avistar a rede el\u00e9trica (da CESP) que cruza a estrada em \u00e2ngulo reto. Logo encontramos a porteira \u00e0 esquerda da fazenda &#8220;\u00c1gua Santa&#8221; e adiantamo-nos cerca de 1 km at\u00e9 avistarmos as casas da fazenda. O fazendeiro Walter Dias ent\u00e3o cruzou conosco, ocupado em levar sacos de milho a fim de proteg\u00ea-los contra a chuva que amea\u00e7ava cair naquela dia. Eram umas 17:30 hs, quando o Sr. Walter Dias nos atendeu e prestou as seguintes informa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>No referido s\u00e1bado (27 de abril de 1974), entre as 17:30 hs e as 18:00 hs, havia realmente avistado um carro Volks, a uns 20 metros da porteira de sua fazenda, estacionado corretamente no acostamento da estrada, com as suas portas encostadas ou fechadas.<\/p>\n<p>No dia seguinte, um domingo, quando ia \u00e0 igreja, \u00e0s 7 hrs ainda viu o carro com todos os vidros fechados, no acostamento, pensando tratar-se de ve\u00edculo roubado. Entretanto, ao voltar da igreja ao meio dia, j\u00e1 n\u00e3o encontrou mais o carro, sendo informado que, neste meio tempo, a Pol\u00edcia de Guarant\u00e3, avisada, o tinha levado.<\/p>\n<p>Na quarta feira, 1\u00ba de maio, diversas pessoas o visitaram apresentando-se como familiares do motorista desaparecido daquele carro e queriam saber de maiores detalhes, o que estava prejudicado. Informaram-lhe, outrossim, essas pessoas, que o desaparecido havia tido, j\u00e1 no ano passado, um epis\u00f3dio com um disco voador. E nada mais nos p\u00f4de informar o Sr. Dias.<\/p>\n<p>Ao sairmos da porteira da fazenda, colocamos o nosso pr\u00f3prio carro na mesma posi\u00e7\u00e3o em que havia ficado o de Onilson, conforme as explica\u00e7\u00f5es do fazendeiro, e batemos uma foto.<\/p>\n<p><a name=\"COLATINA\"><\/a><\/p>\n<h3>Pesquisas da SBEDV, em Colatina<\/h3>\n<p>&#8220;Antes de relatarmos os resultados das nossas idas \u00e0 cidade de Colatina, nos dias 5 e 11 de maio de 1974, queremos lembrar ao leitor que a mesma cidade foi citada no Boletim da SBEDV 94\/98, em rela\u00e7\u00e3o ao caso do soldado Jos\u00e9 Ant\u00f4nio da Silva. Este foi sequestrado por extraterrestres, em Bebedouro, perto de Belo Horizonte, e depois de 4 dias foi devolvido \u00e0 Terra, no Estado do Esp\u00edrito Santo, ao norte da capital, Vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>A cidade de Colatina \u00e9 situada no vale do Rio Doce, sobejamente conhecido pela riqueza em min\u00e9rio de ferro. \u00c0 nossa chegada \u00e0 cidade, pedimos orienta\u00e7\u00e3o a um policial, que prontamente nos levou a uma pessoa mais bem informada: Sr. Otto Aurich, o qual \u00e9 pai do Delegado de Pol\u00edcia (Capit\u00e3o Luiz S\u00e9rgio Aurich, com 28 anos de idade e em vias de se diplomar em Ci\u00eancias Cont\u00e1beis e Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica). Os dois nos deram um curto relato e depois nos encaminharam \u00e0 pessoa mais importante para a pesquisa: o fazendeiro Cesar Menelli, que foi quem primeiro ouviu Onilson durante a descida do morro e logo depois com ele falou quando de sua volta \u00e0 Terra, em Colatina (ES).<\/p>\n<p>O relato do Sr. Cesar foi o seguinte:<\/p>\n<p>Naquela 5\u00aa feira em quest\u00e3o, 2 de maio de 1974, fora acordado em sua casa, no centro da cidade de Colatina, \u00e0s 4 hs da manh\u00e3. Eram dois motoristas de caminh\u00e3o, conhecidos seus, que lhe vinham avisar que havia gado, na rodovia para Vit\u00f3ria, provavelmente procedendo de sua fazenda que se chamava Catu\u00e1 e fica a 12 km de Colatina, \u00e0 esquerda da rodovia, para quem vai de Vit\u00f3ria. O Sr. Menelli rumou ent\u00e3o, na sua camioneta, para o local onde chegou aproximadamente antes das 5 horas. Parou entretanto a uns 400 metros adiante e \u00e0 direita, mas n\u00e3o viu gado nenhum.<\/p>\n<p>Entretanto, escutou uns gritos que vinham de um dos morros mais altos (aprox. 400 metros) da sua propriedade. Alguns minutos ap\u00f3s, ouvia outros gritos vindos daquela mesma dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dirigiu-se ent\u00e3o para o curral, situado \u00e0 esquerda da estrada, e l\u00e1 interpelou os seus dois empregados, um de nome Abra\u00e3o Bonde, com as palavras : &#8220;S\u00e3o voc\u00eas ou um de voc\u00eas que grita l\u00e1 encima?&#8221;. A resposta foi &#8220;N\u00e3o, n\u00f3s estamos aqui embaixo e estamos s\u00f3s&#8221;.<\/p>\n<p>O Sr. Menelli voltou ent\u00e3o para o seu carro onde depois de mais 15 ou 20 minutos de espera escutou outro grito, j\u00e1 mais embaixo do morro. Resolveu esperar no carro, pois come\u00e7ou a cair uma chuva fina. Escutou em seguida um grito j\u00e1 mais perto, desesperado: &#8220;Ai, ai, minha m\u00e3e, minha m\u00e3e&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 estava amanhecendo quando viu descer, dos \u00faltimos lances daquela serrinha, um homem, que foi se aproximando do grupinho de gente formado pelo Sr. Menelli, e os seus capatazes. Estacou frente ao Sr. Menelli, tirou os \u00f3culos para limp\u00e1-los e disse: &#8220;Os senhores n\u00e3o precisam ter medo de mim, sou boa gente. Em que terra eu estou?&#8221;.<\/p>\n<p>A primeira vista, o Sr. Menelli pensou tratar-se de um demente que tivesse pernoitado pelas suas pastagens. Mas revolveu informar corretamente: &#8220;O senhor est\u00e1 no Estado do Esp\u00edrito Santo. Munic\u00edpio de Colatina, fazenda Catu\u00e1, a 12 Km da cidade de Colatina&#8221;.<\/p>\n<p>Em seguida, Onilson relatou o que acontecera, para o Sr. Cesar. Este, observando os carrapichos agarrados de cima a baixo na roupa de Onilson e lembrando-se ainda dos gritos de desespero, que antes ouvia, evidentemente vindo de Onilson, reformulou a sua opini\u00e3o a respeito do mesmo: &#8220;ou \u00e9 louco, ou \u00e9 pessoa boa&#8221;, (admitindo, agora, que Onilson n\u00e3o poderia ser louco).<\/p>\n<p>Em vista de estar sem recursos, naquele momento, Onilson pediu ao Sr. Menelli que o levasse a uma Delegacia de Pol\u00edcia ou ent\u00e3o a um r\u00e1dio-amador que se comunicaria com sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>O Sr. Menelli explicou que era vizinho do pai do Delegado e que o levaria \u00e0 sua casa. Assim, chegaram em casa por volta das 6 ou 7 horas. Onilson trajava uma cal\u00e7a de cor cinza esverdeada, de qualidade boa, e limpa n\u00e3o fossem o carrapichos e sementes de grama. A camisa era listrada, azul clara. Tamb\u00e9m possu\u00eda um rel\u00f3gio Seiko e um ma\u00e7o de cigarros.<\/p>\n<p>Entre 7 e 8 horas foi comunicada a ocorr\u00eancia ao Sr. Otto Aurich, o qual possui um estabelecimento industrial na mesma rua do Sr. Menelli. Aproximadamente \u00e0s 10:30 hs foi feita uma liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica , para Jos\u00e9 Ant\u00f4nio, da firma Cilcat, em Catanduva, e que foi providenciada por um dos filhos do Sr. Aurich, de nome Eduardo Sebasti\u00e3o. Durante a conversa telef\u00f4nica ouviu-se que, como prova de sua estada naquele morro na fazenda Catu\u00e1, Onilson mencionou a grava\u00e7\u00e3o das iniciais do seu nome numa pedra ali existente.<\/p>\n<p>A seguir, deixou-se Onilson dormir, sendo acordado \u00e0s 14 horas, quando chegou o Delegado de Pol\u00edcia, Capit\u00e3o Aurich. A essa hora j\u00e1 havia grande aglomera\u00e7\u00e3o popular diante da casa do Sr. Menelli.<\/p>\n<p>As 14:30 hs foi oferecido um almo\u00e7o \u00e0 Onilson, mas este comeu somente um pouco de arroz.<\/p>\n<p>\u00c0s 15 horas chegou o juiz criminal Arion de Vasconcelos, a quem Onilson entregou alguns documentos que levava consigo. O juiz aproveitou para fazer algumas perguntas \u00e0s quais Onilson respondeu corretamente, conforme os dados assinalados nos documentos. Tamb\u00e9m o m\u00e9dico Aldo Machado se pronunciou falando sobre a apar\u00eancia de Onilson, excluindo a alucina\u00e7\u00e3o, dada a coer\u00eancia das suas respostas e orienta\u00e7\u00e3o no complexo espa\u00e7o\/tempo.<\/p>\n<p>\u00c0s 17:00 hs, Onilson teve mais uma oportunidade de dar um cochilo e \u00e0s 18:30 hs jantou, agora com apetite melhor. Soube-se, nessa hora, que o uf\u00f3logo e m\u00e9dico paulista, Dr. Max Berezovski havia telefonado para a Delegacia de Pol\u00edcia, informando sobre Onilson P\u00e1tero e dizendo que o caso merecia cr\u00e9dito (em vista do 1\u00ba epis\u00f3dio ufol\u00f3gico que ele mesmo pesquisara nas cidades de Catanduva e Itajobi, e em laborat\u00f3rios em S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>Contudo, a aglomera\u00e7\u00e3o de populares em frente \u00e0 casa do Sr. Menelli, continuava aumentando constantemente. Devido \u00e0 enorme curiosidade reinante, previa-se que naquela casa ningu\u00e9m dormiria naquela noite; nem o seu dono, nem a sua fam\u00edlia e muito menos ainda o protagonista Onilson P\u00e1tero. Desta forma, foi imediatamente aceito o oferecimento do Sr. Delegado, que convidou Onilson para um repouso merecido, nas instala\u00e7\u00f5es da Delegacia, oferecimento este que veio em boa hora. Assim, seguiu Onilson para a Delegacia \u00e0s 21:15 hs aproximadamente.<\/p>\n<p>Nessa mesma quinta-feira, o Delegado indagou se Onilson havia se barbeado, tendo em vista a escassa barba, mesmo depois dos 6 dias de afastamento. On\u00edlson negou que tivesse feito a barba. No terceiro dia em Colatina, em s\u00e1bado, o Delegado reparou que a barba de Onilson praticamente n\u00e3o crescera, pois continuava com o mesmo aspecto.<\/p>\n<p>Soubemos ainda que no s\u00e1bado, antes do retorno de Onilson \u00e0 sua casa, houve um encontro formal com o Sr. Juiz, quando Onilson foi entregue oficialmente aos seus familiares.<\/p>\n<p>Por fineza do Sr. Adelson Exim, auxiliar do Juiz, quando estivemos pela segunda vez em Colatina, fomos apresentados a esta \u00faltima autoridade e tamb\u00e9m a outras da vara criminal e c\u00edvel daquela cidade. Na ocasi\u00e3o o assunto Onilson e tamb\u00e9m todo o problema ufol\u00f3gico foi submetido a uma reavalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, pelos componentes do grupo formado.<\/p>\n<p>Nessa oportunidade soubemos tamb\u00e9m da exist\u00eancia de uma grava\u00e7\u00e3o possivelmente feita na sexta feira na Delegacia, quando Onilson relatava a estas pessoas os dois epis\u00f3dios ufol\u00f3gicos, sendo submetido a muitas mas respeitosas perguntas, que foram em seguida respondidas por ele com simplicidade e coer\u00eancia, em rela\u00e7\u00e3o aos relatos anteriores que j\u00e1 conhec\u00edamos.<\/p>\n<p>Ainda por gentileza do Sr. Adelson, fomos presenteados com uma c\u00f3pia dessa grava\u00e7\u00e3o e nela tamb\u00e9m notamos a recusa de Onilson em falar de certos trechos do seu 2\u00ba epis\u00f3dio ufol\u00f3gico, talvez por ele temer cair no rid\u00edculo, uma vez que nem ele mesmo podia compreender certos aspectos daquilo que havia vivido. Nessa oportunidade citava o m\u00e9dico Dr. Max Berezovsky, com o maior respeito, querendo se consultar primeiro com ele, sobre certos aspectos, antes de falar a outras pessoas.&#8221;<\/p>\n<p>Datas e Locais de Pesquisas referentes ao 2\u00ba Caso de Onilson P\u00e1tero:<\/p>\n<p>26 e 27\/2\/1974 \u2013 Pesquisa de outros casos de disco voador em Catanduva e Sess\u00f5es de tentativas de hipnose com Onilson.<\/p>\n<p>11 e 12\/5\/1974 \u2013 Catanduva e Santa Ad\u00e9lia (SP)<\/p>\n<p>5 e 19\/5\/1974 \u2013 Pesquisas em Colatina (ES)<\/p>\n<p>15\/6\/1974 \u2013 Pesquisas em Guarant\u00e3 (SP)<\/p>\n<p>1 e 2\/7\/1974 \u2013 Tentativas de hipnose pelo Dr. Silvio Lago, em Niter\u00f3i (RJ)<\/p>\n<p>11\/2\/1975 \u2013 Pesquisa em Pindorama (SP), relativa ao Sr. Otto Gibbes Olivatte<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Ind\u00edcios e Evid\u00eancias<\/h2>\n<p>O Caso Onilson P\u00e1tero \u00e9 refor\u00e7ado por v\u00e1rios fatos, detalhes, ind\u00edcios e evid\u00eancias que confirmam o relato da testemunha. A Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores entrevistou o Dr. Chediak, que atendeu Onilson P\u00e1tero na manh\u00e3 seguinte ao sequestro. Dr. Chediak listou suas constata\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p><a name=\"manchas\"><\/a><\/p>\n<h3>Manchas subcut\u00e2neas<\/h3>\n<ul>\n<li>No corpo de Onilson existiam manchas, parecidas com efus\u00f5es sangu\u00edneas, que evolu\u00edram da seguinte forma:\n<ul>\n<li>No corpo de Onilson existiam manchas, parecidas com efus\u00f5es sangu\u00edneas, que evolu\u00edram da seguinte forma: Inexistentes ao dar entrada no Hospital.<\/li>\n<li>No corpo de Onilson existiam manchas, parecidas com efus\u00f5es sangu\u00edneas, que evolu\u00edram da seguinte forma: Apareceram 5 a 6 dias, com pouca intensidade, na parte inferior do t\u00f3rax.<\/li>\n<li>Cerca de 12 a 13 dias depois de sua passagem pelo Hospital, Onilson tinha todo o corpo coberto pelas manchas.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Estas manchas apresentavam forma irregular e diferen\u00e7as entre si, com varia\u00e7\u00f5es de tonalidade.<\/li>\n<li>Geralmente surgiam com cor marrom, adquiriam tons esverdeados, amarelando aos poucos.<\/li>\n<li>Em alguns pontos existia um discreto prurido.<\/li>\n<li>A pele permanecia intacta, sem les\u00f5es.<\/li>\n<li>Exames m\u00e9dicos nada revelaram.<\/li>\n<li>A blusa seca.<\/li>\n<li>A FAB entrevistou Onilson e este declarou que havia um carro forte parado perto do local onde dera carona ao rapaz, naquela noite, e que outro carro forte id\u00eantico passou por ele no instante em que deixara o carona em Itajobi. Declarou tamb\u00e9m que o carona segurava uma caixinha met\u00e1lica semelhante \u00e0 um porta-cigarros.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Outros fatos an\u00f4malos puderam ser comprovados:<\/p>\n<p>Mudan\u00e7a na cor do seu cabelo (marrom para preto), observada pela esposa, e que durou poucos dias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de modifica\u00e7\u00f5es no cabelo e na pele, acima descritas que eventualmente poderiam estar influenciadas tamb\u00e9m por um psiquismo, houve tamb\u00e9m dois fatos concretos que n\u00e3o permitem a suposi\u00e7\u00e3o de tais influ\u00eancias (ps\u00edquicas): a blusa estava seca, apesar da chuva que vinha caindo naquela noite, enquanto que o resto da roupa de Onilson estava encharcado.<\/p>\n<p>O fato de Onilson estar prostrado de bru\u00e7os no acostamento da estrada, com \u00e1gua da enxurrada correndo em torno da sua cabe\u00e7a, de acordo com a observa\u00e7\u00e3o de duas testemunhas. Normalmente, isso levaria uma pessoa a um afogamento, o que induziu as testemunhas a taxarem Onilson de &#8220;morto&#8221;.<\/p>\n<h2>Pesquisas Paralelas<\/h2>\n<h3>\u00c0 Procura do Carro<\/h3>\n<p>Embora Onilson dissesse \u00e0 esposa que voltaria no mesmo dia em que saiu de casa, Dona Lourdes, no dia seguinte, ficou apenas preocupada, embora mantivesse a calma externamente. Ainda ficou esperando e procurou aconselhar-se com a cunhada, Dona Neide, para saber o que fazer. Na ter\u00e7a feira seguinte chegou o aviso da Delegacia de Pol\u00edcia de Guarant\u00e3, embora que desde h\u00e1 3 dias esta j\u00e1 estivesse de posse do carro e de informa\u00e7\u00f5es que identificassem Onilson, de Catanduva, como sendo o propriet\u00e1rio. Foi feita pela fam\u00edlia uma liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica para o hospital de Guarant\u00e3.<\/p>\n<p>Na quarta-feira, 3 pessoas sa\u00edram \u00e0 procura de Onilson: o seu irm\u00e3o \u00c9der, o seu sobrinho Ant\u00f4nio Chagas e o seu cunhado Francisco Sanches. Primeiro foram ver o carro na Delegacia de Guarant\u00e3, e n\u00e3o havia nele sinais de ter sofrido um assalto; faltava apenas a chave de igni\u00e7\u00e3o e em consequencia disso havia sido feita uma liga\u00e7\u00e3o direta pela Pol\u00edcia. Havia os documentos do carro e a pasta de documentos de Onilson, que foram entregues \u00e0 fam\u00edlia. Posteriormente, o carro foi apanhado pela firma para a qual Onilson trabalha.<\/p>\n<p>Os familiares tamb\u00e9m procuraram o fazendeiro, que foi o primeiro a avistar o carro de Onilson, abandonado na estrada a uns 20 metros da porteira de entrada de sua propriedade, fazenda &#8220;\u00c1gua Santa&#8221;. Era um s\u00e1bado. Por\u00e9m, no dia seguinte, domingo, quando voltava da igreja, n\u00e3o viu mais o carro, sabendo que o mesmo fora recolhido pela Pol\u00edcia de Guarant\u00e3.<\/p>\n<p><a name=\"homem\"><\/a><\/p>\n<h3>A Procura do Homem<\/h3>\n<p>Os familiares sa\u00edram \u00e0s 5 horas da manh\u00e3 do dia 1\u00ba de maio e percorreram, no carro do Sr. \u00c9der, provavelmente o mesmo trajeto feito pelo desaparecido. Visitaram as fazendas \u00e0 beira da estrada, bem como as cidades, hospitais e delegacias de pol\u00edcia. Assim, passaram em Mar\u00edlia, P\u00edraju\u00ed, Ponga\u00ed, Cafel\u00e2ndia, Guarant\u00e3, Novo Horizonte e J\u00falio de Mesquita, sendo que nessa ultima procuraram tamb\u00e9m o prefeito, com quem Onilson havia falado por ultimo.<\/p>\n<p>Na quinta feira, dia 2 de maio, veio a liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica de Colatina, dando not\u00edcia do reaparecimento de Onilson. Imediatamente, \u00e0s 21 horas, iniciaram a viagem, saindo de Catanduva e s\u00f3 chegando em Colatina no 3\u00ba dia, s\u00e1bado, 4 de maio, \u00e0s 6 horas da manh\u00e3, pelo motivo de que em Ribeir\u00e3o Preto quebrou-se uma pe\u00e7a do carro e era necess\u00e1ria outra de reposi\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, por n\u00e3o terem pr\u00e1tica de estradas, escolheram itiner\u00e1rio mais longo, passando por Belo Horizonte ao inv\u00e9s de Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Em Colatina, procuraram primeiramente na resid\u00eancia do Sr. Cesar Menelli, onde fora feito o telefone,a. De l\u00e1 rumaram para a Delegacia, onde \u00e0s 9 horas acharam Onilson. Este parecia apenas mais p\u00e1lido que de costume. Tiveram um encontro com o juiz, que ent\u00e3o assistiu oficialmente a reuni\u00e3o da fam\u00edlia P\u00e1tero. \u00c0s 13 horas partiram. No roteiro de volta passaram por Vit\u00f3ria e descansaram em Pedra Branca, Estado do Esp\u00edrito Santo. Depois o Rio de Janeiro, Jacare\u00ed, Campinas e Catanduva. Encurtando o caminho, n\u00e3o passaram pela cidade de S\u00e3o Paulo, onde a desapontada equipe ufol\u00f3gica local ficou \u00e0 espera de Onilson, como depois se ficou sabendo. Pararam no santu\u00e1rio de Aparecida do Norte para agradecerem todos pela volta milagrosa de Onilson.<\/p>\n<p>Ainda fizeram uma outra representa\u00e7\u00e3o significativa: a uns 12 km de Colatina, onde os rep\u00f3rteres dos jornais estavam esperando a passagem da fam\u00edlia P\u00e1tero no ponto da fazenda Catu\u00e1, de propriedade do Sr. Menelli. Pediram a Onilson para subir com eles at\u00e9 a pedra onde gravara seu nome, a fim de comprovar este pequeno detalhe. Isto foi feito e confirmado pelas fotos do jornal &#8220;O Vespertino&#8221;, de Vit\u00f3ria, do dia 6 de maio de 1974.<\/p>\n<p>No Boletim da SBEDV, figura n\u00ba 11 (abaixo reproduzido a partir do referido Boletim) vemos reprodu\u00e7\u00e3o de uma foto do jornal &#8220;O Di\u00e1rio&#8221;, de Vit\u00f3ria, do dia 6 de maio de 1974, mostrando a recep\u00e7\u00e3o de Onilson, pela sua esposa, com uma grande emo\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s 6 dias de &#8220;suspense&#8221;. Eram ent\u00e3o 15 horas do dia 5 de maio de 1974.<\/p>\n<p>No entanto, o que geralmente n\u00e3o transpira s\u00e3o as perdas materiais que, nos primeiros momentos de alegria, s\u00e3o relegadas a um segundo plano. Os Cr$ 1800,00, aproximadamente, gastos pela fam\u00edlia, nas buscas e pesquisas, n\u00e3o deixam de ser uma perda apreci\u00e1vel, uma vez que se trata de pessoas de classe m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Somam-se a isso ainda os 4 dias \u00fateis de trabalho gastos pelo Sr. \u00c9der e o fato de Onilson ter perdido (sem deixar tra\u00e7os sequer) Cr$ 500,00 e 2 tal\u00f5es de cheques que estavam com os seus pap\u00e9is no seu carro.<\/p>\n<h2>A Hipnose de Onilson P\u00e1tero<\/h2>\n<p>No dia 1 de julho e 1974, foram feitas 3 sess\u00f5es de hipnose regressiva com Onilson P\u00e1tero. As hipnoses foram conduzidas pelo uf\u00f3logo Sylvio Lago, tendo tamb\u00e9m presentes na ocasi\u00e3o os pesquisadores Walter Buller e Guilherme Pereira. Os trabalhos duraram aproximadamente 8 horas, tendo sido empregadas variadas t\u00e9cnicas de indu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Onilson demonstrava grande ansiedade e boa vontade para fazer a hipnose. Mas aconteceu que entrava em estado superficial de hipnose e, quando o m\u00e9dico Sylvio Lago tentava aprofund\u00e1-la, Onilson &#8220;inibia&#8221; bruscamente, e sa\u00eda do estado inicial com evidente ansiedade, embora deplorando o fracasso, insistindo por nova indu\u00e7\u00e3o. A mesma coisa aconteceu na 2\u00aa e 3\u00aa tentativas.<\/p>\n<p>No dia 3 de julho, uma nova sess\u00e3o foi realizada e detectou-se um bloqueio. Ora, havia uma passagem direta ao sono fisiol\u00f3gico, havendo perda do &#8220;raport&#8221; (elo entre hipnotizador e hipnotizado); ora com desinibi\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, voltando ao estado de vig\u00edlia sinais de ansiedade. Na sequencia mostrava-se decepcionado com novo fracasso e insistia em nova tentativa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das sess\u00f5es com Sylvio Lago Onilsn passou por sess\u00f5es de hipnose regressiva com o Dr. Max Berezovski, e com o Dr. Anuar Abud Vitar.<\/p>\n<p>Transcri\u00e7\u00e3o da Hipnose conduzida pelo Dr. Sylvio Lago, envolvendo o primeiro epis\u00f3dio ufol\u00f3gico:<br \/>\nL = Dr. Sylvio Lago<br \/>\nO = Onilson P\u00e1tero<\/p>\n<p>L &#8211; Sa\u00fade \u00e9 boa? Em casa todos bem?<br \/>\nO &#8211; &#8230;uma s\u00e9rie de problemas&#8230;<\/p>\n<p>[Coment\u00e1rios da SBEDV = Evidentemente refere-se Onilson ao problema financeiro decorrente dos gastos envolvido na busca de Onilson, por ocasi\u00e3o de seu desaparecimento. Al\u00e9m disso, houve um problema envolvendo um delinquente, preso pela pol\u00edcia que envolveu o nome de Onilson.]<\/p>\n<p>L &#8211; E aquela viagem? Uma novidade a mais?<br \/>\nO &#8211; Em&#8230; de maio, \u00e0s 3 horas e 8 minutos&#8230; os exames &#8230; [falando pausado e apenas aud\u00edvel]&#8230; foram contr\u00e1rios&#8230; minha sa\u00fade e temperamento&#8230; n\u00e3o estavam de acordo na \u00e9poca&#8230; [Tendo o Dr. Lago feito encorajamentos constantes a Onilson, para que este continuasse nas suas explica\u00e7\u00f5es]&#8230; est\u00e3o aguardando mais&#8230; est\u00e3o aguardando&#8230; com medo de (eu) ter um choque&#8230; est\u00e3o aguardando para (eu)ser preparado&#8230; mais um pouco&#8230; &#8230; Est\u00e3o com medo de fazer a travessia comigo&#8230; de (eu) tomar um choque&#8230; (incompreens\u00edvel)&#8230; crencou (?)&#8230;. (incompreens\u00edvel)&#8230;escapa de &#8230; (incompreens\u00edvel)&#8230; Edron (?) &#8230; (incompreens\u00edvel)&#8230; mais negativa &#8230; (incompreens\u00edvel)&#8230;positiva&#8230; subst\u00e2ncia &#8230; (incompreens\u00edvel)&#8230; de n\u00f3s &#8230; (incompreens\u00edvel)&#8230; perdesse&#8230; o tempo do meio&#8230;<\/p>\n<p>L &#8211; Como est\u00e1 o dia 22 de maio de 1973?<br \/>\nO &#8211; Muita chuva&#8230; chuva tremenda&#8230;<\/p>\n<p>L &#8211; Amanheceu bem este dia? Estava bem?<br \/>\nO &#8211; N\u00e3o!<\/p>\n<p>L &#8211; Como que foi o epis\u00f3dio?<br \/>\nO &#8211; Ficou determinado&#8230; que n\u00f3s \u00edamos fazer a travessia&#8230; mas Oleg\u00e1rio depois determinou que n\u00e3o era poss\u00edvel sair&#8230; n\u00e3o conheciam ainda&#8230; (falando sempre devagar, pausadamente, sendo sempre animado pelo Dr. Lago a prosseguir no seu relato)&#8230;<br \/>\nN\u00e3o conheciam ainda&#8230; ainda n\u00e3o foi feita bem&#8230; a pesquisa n\u00f5 conhecendo meu grau&#8230; passado&#8230; tremiam&#8230; um choque&#8230; (incompreens\u00edvel) na travessia aquele pend\u00e3o&#8230; a travessia do 1\u00ba pend\u00e3o&#8230; do sistema do \u00c9dron (?)&#8230; (incompreens\u00edvel)&#8230;<\/p>\n<p>L &#8211; O que? Da aeronave? No sistema do Edron? N\u00e3o estou entendendo! Voc\u00ea est\u00e1 falando de que?<br \/>\nO &#8211; Do sistema de Edron!<\/p>\n<p>L &#8211; Como? E da\u00ed?<br \/>\nO &#8211; (Agitando-se)&#8230; (incompreens\u00edvel)&#8230;<\/p>\n<p>L &#8211; Calma ! Calma !<br \/>\nO &#8211; \u00c9 cedo ainda&#8230;<\/p>\n<p>L &#8211; Para que?<br \/>\nO &#8211; \u00c9 cedo para entrar&#8230; (incompreens\u00edvel)&#8230; este c\u00edrculo&#8230;<\/p>\n<p>L &#8211; Quando \u00e9 que voc\u00ea pode dar informa\u00e7\u00f5es? N\u00e3o teve ordens para falar? \u00c9 isso?<br \/>\nO &#8211; \u00c9 cedo para entrar &#8230; (incompreens\u00edvel)&#8230; [ Ficando Agitado]<\/p>\n<p>L &#8211; Fique calmo! Voc\u00ea est\u00e1 calmo ! N\u00e3o quer mais falar? Quer descansar?<br \/>\nO &#8211; (sussurrando)&#8230; quero descansar !&#8230;<\/p>\n<p>L &#8211; \u00c9 cedo para falar ?<br \/>\nO &#8211; \u00c9 cedo ainda!<\/p>\n<p>L &#8211; Mas depende de uma ordem? Como \u00e9 que \u00e9?<br \/>\nO &#8211; \u00c9.<\/p>\n<p>L &#8211; De quem?<br \/>\nO &#8211; De Oleg\u00e1rio!<\/p>\n<p>L &#8211; Que Oleg\u00e1rio? O Alex?<br \/>\nO &#8211; Oleg\u00e1rio, meu amigo!<\/p>\n<p>L &#8211; Mas Oleg\u00e1rio vai falar? Que papel que ele tem nisso? Ele est\u00e1 com o comando?<br \/>\nO &#8211; \u00c9 cedo! Porque controla!<\/p>\n<p>L &#8211; Controla aonde? Na Terra?<br \/>\nO &#8211; N\u00e3o! Na ocasi\u00e3o!.<\/p>\n<p>L &#8211; N\u00e3o quer que voc\u00ea fale?<br \/>\nO &#8211; \u00c9 cedo para entrar no c\u00edrculo&#8230;<\/p>\n<p>Seguem-se perguntas irrelevantes ao caso e portanto n\u00e3o foram transcritas aqui.<\/p>\n<p>O &#8211; Travessia &#8230; do 1\u00ba pend\u00e3o&#8230; a subst\u00e2ncia &#8230;(incompreens\u00edvel)&#8230;travessia do 1\u00ba pend\u00e3o&#8230; depois o segundo&#8230; Oleg\u00e1rio &#8230;(incompreens\u00edvel)&#8230; no dia 22 de maio&#8230; tr\u00eas horas e 8 minutos&#8230; grande amigo Alex&#8230;me acompanhou&#8230;<\/p>\n<p>L &#8211; Veja se ele \u00e9 exatamente como descreveu! Veja bem! O rosto, os olhos!<br \/>\nO &#8211; Sim! Rosto redondo oval&#8230; Os olhos grandes&#8230; azuis&#8230; cabelos aparados&#8230; ombros largos&#8230;<\/p>\n<p>Obs da SBEDV: Por carta, Onilson nos informou que sua altura \u00e9 de 1,75 m e o seu peso, 68 Kg. A altura de Alex seria de 1,80m com um peso aproximado de 75 a 80 kg. A descri\u00e7\u00e3o e dados de Onilson, em transe hipn\u00f3tico profundo, em rela\u00e7\u00e3o ao personagem Oleg\u00e1rio (ou Alex), coincide com aquela fornecida por ele mesmo, um ano antes, em estado de consci\u00eancia, e transcrito no Boletim n\u00ba 94\/98 &#8211; p\u00e1g.36.<\/p>\n<h2>Outros Casos em Catanduva e Regi\u00e3o<\/h2>\n<p>Soubemos, por interm\u00e9dio de Onilson, de 5 fatos sobre atividades de discos voadores na regi\u00e3o de Catanduva. Em 3 casos, houve facilidades para nossas investiga\u00e7\u00f5es, cujos relatos damos a seguir:<\/p>\n<p>Obs.da SBEDV: No Boletim 74\/79, p\u00e1g. 17 a 28 ( O Incidente da Represa do Funil ) [ Fenomenum: artigo sobre o caso] relatamos a aventura de um vigia noturno, de uma represa hidrel\u00e9trica que, inadvertidamente, atacou um disco voador a tiros de rev\u00f3lver, tornando-o por uma unidade subversiva &#8220;terrestre&#8221;, dai resultando sua cegueira (psicog\u00eanica?) tempor\u00e1ria.<\/p>\n<p>No Boletim 94\/98 em &#8220;O caso do autom\u00f3vel que ficou transparente&#8221; (p\u00e1g. 30 a 41) consta o relato da testemunha cujo carro tinha sido interceptado na estrada por um disco voador que &#8220;lamentou n\u00e3o ter tido na ocasi\u00e3o um rev\u00f3lver com o qual certamente alvejaria o estranho ve\u00edculo&#8221;.<\/p>\n<p>No relato a seguir, do fato ocorrido em Santa Ad\u00e9lia, perto de Catanduva, repetiu-se o triste espet\u00e1culo. No caso, o tripulante do disco voador foi agredido pela testemunha, na sua fase emocional do terror e por desconhecimento de causa: &#8220;a exist\u00eancia de for\u00e7as maiores entre n\u00f3s, em forma de Discos Voadores, visitantes oriundos de outros mundos&#8221;. Assim, isso mais uma vez legou a uma testemunha a suar a sua arma, desta vez contra o pr\u00f3prio personagem extraterrestre, n\u00e3o se sabendo se este, em consequencia, sofreu ou n\u00e3o les\u00f5es corporais.<\/p>\n<p>O protagonista do nosso caso, personalidade P &#8220;X&#8221; (suprimimos o seu nome a seu pedido), \u00e9 uma pessoa com um cargo de responsabilidade dentro da comunidade. Tinha 51 anos de idade por ocasi\u00e3o do eventos, que se deu no dia 29 de outubro de 1967.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, voltava de noite e seu carro, de uma escapada amorosa clandestina. Assim, estava prevenido com fac\u00e3o e uma arma &#8220;Rossi&#8221; de 7 tiros, calibre 22mm. Eram aproximadamente 23 horas quando trafegava pelo caminho da Estrada Municipal. Chegando \u00e0 Fazenda Miguel Pedro, onde existe um mata-burro e, \u00e0 sua esquerda uma porteira e d\u00e1 acesso a uma fazenda, apareceu de repente uma eleva\u00e7\u00e3o pela frente. Isso motivou a passagem do carro para a 2\u00aa marcha do cambio. Ainda \u00e0 dist\u00e2ncia notou uma pequena nuvem, numa noite de lua em quarto minguante.<\/p>\n<p>Quando chegou \u00e0 crista da eleva\u00e7\u00e3o passou ent\u00e3o o carro para a 1\u00aa marcha, porquanto \u00e0 frente, teria de passar lentamente por uma po\u00e7a d&#8217;\u00e1gua. Na ocasi\u00e3o vislumbrou \u00e0 dist\u00e2ncia de uns 60 metros, flutuando por cima da cerca (a 1,2 a 1,5 m de altura do ch\u00e3o) um prato da cor de alum\u00ednio com parte convexa dirigida para baixo, com um di\u00e2metro de aproximadamente 10 metros. Chegando mais de perto, e, \u00e0 dist\u00e2ncia de uns 10 a 15 metros, viu que o prazo estava cheio de luzes, umas vermelhas e outras de cores diversas que se ascendiam e apagavam alternadamente.<\/p>\n<p>N\u00e3o se lembra se o carro parou por causa do motor, mas depois notou que o farol e o motor do carro estavam desligados.<\/p>\n<p>Sentado no carro parado notou, ent\u00e3o, uma personagem, em p\u00e9 e perto do prato (suspenso no ar). Essa pessoa era maior que o protagonista (de 1,62m de altura). Tinha aproximadamente 1,70 m de altura, era robusto, sem ser gordo, e usava uma roupa clara (n\u00e3o podendo precisar a cor, por ser a testemunha dalt\u00f4nica). Essa pessoa adiantou-se um passo e com um objeto cil\u00edndrico emitiu um feixe de luz branca fort\u00edssima que iluminava um pasto \u00e0 sua frente e que estava a grande dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>P &#8220;X&#8221; associou o fato a uma poss\u00edvel cilada, ligada \u00e0 sua aventura amorosa (P &#8220;X&#8221; desconhecia a real exist\u00eancia dos discos voadores e dos seus tripulantes). Ent\u00e3o se abaixou no carro, entreabri a porta e por ela fez pontaria com a sua arma, em dire\u00e7\u00e3o ao personagem, detonando-a 6 vezes. S\u00f3 um dos tiros n\u00e3o saiu. Ainda chegou a apanhar seu fac\u00e3o, colocando o seu p\u00e9 esquerdo no ch\u00e3o, mas n\u00e3o avan\u00e7ou e nem saiu do carro, porquanto n\u00e3o viu mais o personagem ap\u00f3s os tiros. O prato entretanto come\u00e7ou a balan\u00e7ar-se; ouviu um chiado parecido com o chocalho de cascavel, e ent\u00e3o o prato afastou-se rapidamente em dire\u00e7\u00e3o Leste, em voo obliquo.<\/p>\n<p>Ainda em rela\u00e7\u00e3o aos seus tiros, explicou a SBEDV que, \u00e0 dist\u00e2ncia de 8 a 10 metros, acertava naquela \u00e9poca um ma\u00e7o de cigarros, e que \u00e0 dist\u00e2ncia de 10 a 15 metros, costumava ca\u00e7ar codornas com seu rev\u00f3lver.<\/p>\n<p>Em resposta \u00e0 nossa pergunta sobre a sua rea\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o incidente , confidenciou-nos o protagonista, que, &#8220;rezei um Pai Nosso porque creio em Deus Pai&#8221;.<\/p>\n<p>Aconteceu tamb\u00e9m, por coincid\u00eancia ou n\u00e3o, que naquela noite s\u00f3 conseguiu conciliar o sono de madrugada. A ins\u00f4nia que dai em diante se instalou em P &#8220;X&#8221; foi definitiva e, por ordem m\u00e9dica, tomava diariamente 4 comprimidos. Informou ainda que na ocasi\u00e3o o m\u00e9dico tamb\u00e9m verificou que sua press\u00e3o arterial estava alta.<\/p>\n<p><a name=\"catanduva\"><\/a><\/p>\n<h3>Disco Voador Visita Catanduva 7 Dias Antes do 1\u00ba Epis\u00f3dio de Onilson<\/h3>\n<p>O Sr. Inoc\u00eancio de Correia, casado e pai de 2 filhos, empregado da f\u00e1brica CECAT, em Catanduva, tinha 38 anos de idade por ocasi\u00e3o do epis\u00f3dio que viveu com Disco Voador. \u00c0s 4 horas da madrugada do dia 15 de maio de 1973, foi com a sua mulher e filha de 12 anos, para o curral, tirar leite. Quando l\u00e1 chegou, \u00e0s 4:30 hs, a filha Maria Cristina chamou a aten\u00e7\u00e3o, pois &#8220;acompanhando-os l\u00e1, pela primeira vez, ela estaria vendo assombra\u00e7\u00e3o em &#8220;forma de avi\u00e3o&#8221;, uma vez que esta fora a indaga\u00e7\u00e3o da filha sobre uma &#8220;coisa&#8221; que pairava no ar, perto do curral.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, logo Inoc\u00eancio verificou que a filha tinha raz\u00e3o, puxando-a para dentro do curral, obedecendo a um gesto de cautela para proteger os seus. via no ar um ve\u00edculo ovalado, com um di\u00e2metro maior tendo uns 5 m, largura de uns 3 m e bojudo no meio, com uma espessura de aproximadamente 1,2m.<\/p>\n<p>Era escuro (compar\u00e1vel ao padr\u00e3o Letrafilm n\u00ba 142M), contrastava bem contra o c\u00e9u a clarear no in\u00edcio da aurora e se achava a uma dist\u00e2ncia de uns 30 metros. Ficou assim parado uns 4 a 5 minutos, deixando sempre ouvir um chiado como o de uma turbina (SBEDV: de um engenho de a\u00e7\u00facar?)<\/p>\n<p>Finalmente , o objeto afastou-se rapidamente durante uns 4 minutos, quando mandou a esposa e filha correr para a casa do tenente.<\/p>\n<p>Mas depois, de repente, o objeto veio de volta e ficou a uns 5 metros acima do telhado do curral, durante uns 6 minutos, ouvindo bem Inoc\u00eancio, em baixo do telhado, o barulho que o Disco Voador fazia acima dele.<\/p>\n<p>O objeto, nas suas idas e vindas, tinha , tinha a &#8220;velocidade do pensamento&#8221; e isto informado por Inoc\u00eancio, que j\u00e1 havia trabalhado 3 anos em campo de avia\u00e7\u00e3o. Pela sua conclus\u00e3o: o objeto n\u00e3o era proveniente do nosso planeta.<\/p>\n<p>Quando o objeto se afastou em definitivo, o fez em dire\u00e7\u00e3o Leste e sob um \u00e2ngulo de 45 graus.<\/p>\n<p>O gado, no primeiro aparecimento do objeto, ficou intranquilo. Procurou fugir e pular a cerca do curral. A quantidade de leite que se tirou do gado, naquele dia, diminuiu em 50% com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dos outros dias. O gado continuou intranquilo, de alguma forma, tamb\u00e9m no dia seguinte.<\/p>\n<p>No desenho feito pelo Sr. Inoc\u00eancio, nota-se excresc\u00eancias em forma de cogumelo no dorso do bojo do disco voador. Isso n\u00e3o constitui erro do desenhista, porquanto a testemunha resistiu a outras interpreta\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas nossas, sobre c\u00fapulas de discos em rota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa forma\u00e7\u00e3o em cogumelo tinha uns 2 metros de di\u00e2metro e a sua haste, que ligava ao bojo do disco voador, tinha espessura de uns 80 cm.<\/p>\n<p>Em entrevistas com Inoc\u00eancio, muito nos honrou a presen\u00e7a do promotor de Catanduva, que fez quest\u00e3o de nos acompanhar a fim de complementar as nossas perguntas, com outras melhores. A experi\u00eancia de Inoc\u00eancio precedeu em 7 dias aquela de Onilson P\u00e1tero.<\/p>\n<p>Ainda cabe aqui um agradecimento da SBEDV ao Dr. Guilherme Leguth, promotor de Catanduva, que acompanhou e que complementou as pesquisas.<\/p>\n<p>Outro caso possivelmente relacionado ao caso Onison P\u00e1tero, ocorreu 6 dias depois da primeira abdu\u00e7\u00e3o de Onilson. O caso ocorreu em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, tendo como testemunha Geny Lisboa que avistou um disco voador tripulado por tr\u00eas pequenos seres human\u00f3ides [Caso S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto].<\/p>\n<p><a name=\"caminhoes\"><\/a><\/p>\n<h3>Discos Voadores Acompanham Caminh\u00f5es Perto de Catanduva<\/h3>\n<p>Ainda em 27 de fevereiro de 1974, entrevistamos o motorista Gumercindo Fernandes Podas, morador \u00e0 rua Porto Alegre, 804, em Catanduva, a respeito de um relato seu, publicado na revista &#8220;A Feiticeira&#8221;, n\u00famero de mar\u00e7o de 1965. O epis\u00f3dio ocorreu no m\u00eas de fevereiro de 1965, numa 5\u00aa feira, \u00e0s 21:30 hs, quando trafegava de Mar\u00edia para Catanduva com um caminh\u00e3o carregado de caf\u00e9. Estava sozinho numa estrada de terra, perto da Guarda Florestal, em frente de Ponga, para c\u00e1 do rio Tiet\u00ea, quando, numa dist\u00e2ncia de 50 a 100 metros, viu no ar um prato luminoso de uns 5 metros de di\u00e2metro. Aparentemente, vinha escutando um zunido parecido com &#8220;sirene que trepida&#8221;. A velocidade do caminh\u00e3o, que at\u00e9 ent\u00e3o era de 50 km por hora, caiu para 20 (talvez por interfer\u00eancia do disco voador). Nestas condi\u00e7\u00f5es, o disco acompanhou o caminh\u00e3o, na estrada, por uns 5 minutos, para depois se afastar definitivamente.<\/p>\n<p>Em seguida, na cidade de Novo Horizonte, o motorista encontrou o colega Luiz Bus Nardo que lhe relatou que durante a viagem iu luz, da cabine do seu caminh\u00e3o. Pensou tratar-se de ve\u00edculo que lhe estivesse fazendo pedido de ultrapassagem. Fez o sinal convencional de concord\u00e2ncia, com seu farol. Entretanto, quando ningu\u00e9m fez ultrapassagem, p\u00f4s a cabe\u00e7a para fora da cabine e viu um disco voador por cima da cabine do seu caminh\u00e3o.<\/p>\n<h2>Abdu\u00e7\u00e3o em Catanduva &#8211; Por Irene Granchi<\/h2>\n<div>\n<p>A impressionante abdu\u00e7\u00e3o de Onison P\u00e1tero, que envolve teletransporte de um estado do Brasil para outro, efeitos f\u00edsicos e outros detalhes incomuns, n\u00e3o foi uma investiga\u00e7\u00e3o minha, como a maioria dos casos do meu livro [UFOs e Abdu\u00e7\u00f5es no Brasil]. A hist\u00f3ria apareceu primeiro nos jornais e na m\u00eddia em geral. Ent\u00e3o, o Dr. Max Berezovski e o pesquisador Guilherme Wirz (ambos de S\u00e3o Paulo) dedicaram-se ao caso. Eles estavam convencidos da autenticidade do caso, tanto da primeira abdu\u00e7\u00e3o de Onilson, quanto da segunda. Escrevi um artigo baseado no relat\u00f3rio que o Dr. Berezovski me enviou, que posteriormente, foi publicado na \u00edntegra pela conceituada revista francesa Phen\u00f3m\u00e8nes Spautiaux [n\u00ba 37, dezembro de 1973, pp. 19-22]. Esta revista foi criada por Ren\u00e9 Fourn\u00e9r\u00e9 e sua esposa, e o fundador foi o general Chassin, comandante das for\u00e7as da OTAN, na Europa.<\/p>\n<p>Mais impressionante do que a hist\u00f3ria em si foi o desmentido total subsequente, feito diante de um grande p\u00fablico durante um Congresso sobre UFOs, pelos dois investigadores. Eles disseram, ent\u00e3o, que Onilson era um testemunho n\u00e3o confi\u00e1vel. Por que? Bem, basicamente porque ele afirmou que nunca assistira \u00e0 s\u00e9rie de televis\u00e3o chamada Os Invasores, mas sua mulher afirmou o contr\u00e1rio. Ele tamb\u00e9m teria forjado algumas carteiras de habilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isto, de forjar carteiras, poderia ser considerado uma ofensa jur\u00eddica s\u00e9ria em outro lugar, mas no interior do Brasil, nas pequenas cidades, n\u00e3o era t\u00e3o grave, devido \u00e0s dificuldades burocr\u00e1ticas que tais licen\u00e7as implicavam \u00e0quela \u00e9poca. De qualquer forma, qual seria a verdade? Seria apenas uma maneira de encobrir a hist\u00f3ria calando a testemunha?<\/p>\n<p>Longe de me deixar impressionar pelo resultado, fui mais longe na investiga\u00e7\u00e3o. Descobri que o Dr. Silvio Lago e o Dr. Walter Buhler, ambos m\u00e9dicos, tinham sido favoravelmente impressionados por Onilson, que passou por hipnose regressiva com o Dr. Lago. N\u00e3o cheguei a saber o que realmente aconteceu, mas est\u00e1vamos em plena ditadura no Brasil, e h\u00e1 motivos para acreditar que os dois investigadores paulistas foram delicadamente convidados a &#8220;abandonar o campo&#8221;.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio dizia que, na ter\u00e7a feira, 22 de maio de 1973, Onilson P\u00e1tero estava de carro indo para casa, numa viagem de volta de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto. Ele tinha ent\u00e3o 41 anos, era casado, com dois filhos. Trabalhava como organizador de bibliotecas p\u00fablicas no Estado de S\u00e3o Paulo. Eram 2:55 hs e ele tinha acabado de atravessar o Rio Tiet\u00ea e as Quedas de Anhanduva no seu Opala azul.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m parado na estrada diante do posto da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria pediu carona. Ele parou para deixar o homem entrar. Naquele tempo n\u00e3o era perigoso oferecer ajuda e o homem jovem que entrou no carro parecia simp\u00e1tico. Era louro, tinha olhos azuis afundados e olhar penetrante. Seus cabelos eram curtos e usava camiseta e uma jaqueta de couro. No caminho, conversaram sobre v\u00e1rios t\u00f3picos. O jovem segurava uma cigarreira que parecia de prata. Mas n\u00e3o tirou cigarro algum de dentro dela e disse que n\u00e3o fumava. Faltavam duzentos e cinquenta quil\u00f4metros para Catanduva, por isso Onilson parou para tomar caf\u00e9 em um bar, mas seu companheiro tomou apenas \u00e1gua t\u00f4nica, e mesmo assim, s\u00f3 um gole. Ele disse chamar-se Alex e pediu a Onilson para fazer a gentileza de deix\u00e1-lo a 18 km de Catanduva, em Itajobi, aonde ele tinha que ir a neg\u00f3cios. Que estranho viajar a neg\u00f3cios \u00e0s 3:00 hs. Mais estranho ainda foi Alex descer em um lugar ermo, e n\u00e3o na cidadezinha. Ele dissera que tamb\u00e9m tinha um carro &#8220;que n\u00e3o era daqui&#8221;, mas n\u00e3o explicou de onde era.<\/p>\n<p>Finalmente, Onilson estava de volta a Catanduva, a caminho de casa, quando um efeito eletromagn\u00e9tico se produziu, afetando o r\u00e1dio, que come\u00e7ou a falhar. O motor falhou e parou (isso n\u00e3o nos parece novidade, n\u00e3o \u00e9?) e um c\u00edrculo luminoso de cerca de vinte cent\u00edmetros, azul-brilhante, apareceu \u00e0 esquerda, cruzando o painel do carro. Moveu-se vagarosamente para a direita, passando ainda sobre o assento e a mala colocada ali.sobre o fundo do carro e as pernas do motorista. A luz fez com que tudo se tornasse transparente! Onilson teve a n\u00edtida impress\u00e3o de ver o pr\u00f3prio motor em transpar\u00eancia atrav\u00e9s do painel quando o c\u00edrculo azul passou por ali. Pensando em como a Lua poderia causar um efeito \u00f3tico t\u00e3o estranho, percebeu que a noite n\u00e3o era de luar, o c\u00e9u estava nublado e estava chovendo.<\/p>\n<p>Nesse momento apareceu, de frente para ele e perto de uma curva ascendente da estrada, uma linha luminosa; o mesmo brilho azul do c\u00edrculo, que foi ficando cada vez maior e mais brilhante. P\u00f4s o carro em primeira marcha e passou para o acostamento, pensando que era um caminh\u00e3o que vinha em frente. Piscou as luzes do carro em sinal, mas, \u00e0 medida que a luz se tornava mais brilhante, foi for\u00e7ado a abaixar a cabe\u00e7a e a apoi\u00e1-la no volante para n\u00e3o ficar cego. Como nada aconteceu, a testemunha levantou os olhos por um minuto ou dois e, para seu m\u00e1ximo espanto, viu um ve\u00edculo pairando no c\u00e9u a uns quinze metros de dist\u00e2ncia e a dez metros de altura sobre o asfalto.<\/p>\n<p>&#8220;Poderia ser um helic\u00f3ptero&#8221;, pensou, e tamb\u00e9m pensou em seu rev\u00f3lver, que tinha esquecido de levar. Sentiu calor, e o calor aumentava a cada instante, tornando-se insuport\u00e1vel. A falta de ar fez com que abrisse a porta do seu lado. Uma vez na estrada, ouviu um zumbido. Percebeu que n\u00e3o era um helic\u00f3ptero o que estava vendo, como tinha suposto, mas, provavelmente, um &#8220;disco voador&#8221;, porque se parecia com dois pratos fundos emborcados e de bordas superpostas, de uns sete metros de espessura e dez de largura. N\u00e3o havia detalhes estruturais vis\u00edveis; o objeto era de um cinza opaco escuro, sem luz pr\u00f3pria. Mas tudo \u00e0 volta dele estava brilhantemente iluminado, apesar de Onilson n\u00e3o conseguir ver qualquer fonte espec\u00edfica de luz. Ainda estava muito quente do lado de fora. Algo parecido com uma cortina transparente apareceu no lado direito do ve\u00edculo, cobrindo-o completamente. Agora, um tubo estava sendo estendido do fundo da nave, que se esticava em dire\u00e7\u00e3o a ele, e ent\u00e3o, a id\u00e9ia de que aquilo estaria querendo captur\u00e1-lo apoderou-se dele. Isto o fez correr com o prop\u00f3sito de salvar a vida. Ent\u00e3o, o calor insuport\u00e1vel e a falta de ar desapareceram. N\u00e3o se tinha afastado mais do que quarenta metros, quando sentiu alguma coisa como um la\u00e7o de borracha sendo atirado sobre ele. Tentou livrar-se do la\u00e7o jogando as m\u00e3os por cima das costas, mas n\u00e3o sentiu qualquer dor palp\u00e1vel ali. Voltou-se, ent\u00e3o, para ver o que era, e viu um tubo azul formado pela luz, como uma tocha do tamanho de uma m\u00e3o aberta, saindo da parte de baixo da beira do ve\u00edculo. A luz atingiu o Opala, e este ficou transparente. De onde ele estava, atr\u00e1s e \u00e0 direita do autom\u00f3vel, ele podia ver o motor, os bancos e todos os detalhes do interior do carro. Pensou que seria uma grande perda para ele se o carro derretesse por efeito do calor daquela luz transparente. Desconsoladamente, lembrou-se de que faltavam ainda algumas presta\u00e7\u00f5es para terminar de pagar. Nesse momento ele desmaiou.<\/p>\n<p>Mais ou menos uma hora e meia depois, dois jovens de Itajobi, Waldomiro Barroso Se e Celso Aparecido Pio, chegaram juntos em sua Kombi. Vendo um homem im\u00f3vel no meio da estrada, de rosto na terra e deitado a apenas alguns metros de um carro, de far\u00f3is ligados e com a porta do lado do motorista aberta, pensaram imediatamente que houvera um assalto e um assassinato. Os dois dirigiram-se diretamente \u00e0 patrulha policial, para avisar os guardas do que tinham visto.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia achou um mapa aberto na estrada mostrando o Norte do Brasil, e dentro do carro uma mala aberta com v\u00e1rios pap\u00e9is, tal\u00f5es de cheques e fotografias espalhadas em volta. Quando os policiais viraram o corpo para cima, Onilson voltou a si, e zangado, foi dando socos em volta, pensando que estavam ali ainda seus captores. Felizmente, o policial que o conhecia de vista\u00b4perguntou-lhe o que tinha acontecido. Onilson ficou surpreso quando viu sua mala aberta, j\u00e1 que estava fechada \u00e0 chave e esta ainda se encontrava em seu bolso. O mapa tamb\u00e9m estava dentro da mala antes&#8230; Nada estava faltando. O carro tamb\u00e9m estava funcionando normalmente.<\/p>\n<p>Foi levado ao hospital central, onde o m\u00e9dico Aziz Chediak nada encontrou de errado, exceto pelo fato de ele estar um pouco abalado. Mas neste mesmo dia, ele come\u00e7ou a sentir c\u00f3cegas em torno das regi\u00f5es abdominal e lombar. Nos dias seguintes, havia manchas azul-arroxeadas, sem dor e de forma irregular, principalmente em suas n\u00e1degas e coxas. Elas tornaram-se amareladas depois de alguns dias, e, finalmente, desapareceram.<\/p>\n<p>Onilson P\u00e1tero foi levado para S\u00e3o Paulo, onde o Sr. Max Berezovski fez com que ele se submetesse \u00e0 uma s\u00e9rie de testes cl\u00ednicos. Os exames provaram que ele estava inteiramente normal de corpo e mente. Ele passou at\u00e9 por um eletroencefalograma e, finalmente, foi submetido \u00e0 hipnose pelo Dr. Max. Os resultados foram interessantes.<\/p>\n<p>Durante a regress\u00e3o, ele voltou a contar os fatos do dia que precederam \u00e0 experi\u00eancia e tudo o que tinha narrado previamente, mas uma nova luz foi acrescentada: Onilson lembrou-se de que o nome do engenheiro espacial era Alex, mas de repente falou: &#8220;On\u00f3rio&#8221;. Depois, surpreendente, &#8220;Judas Macabeus&#8221;. Repetiu este nome e quando lhe foi perguntado: &#8220;Quem est\u00e1 aqui com voc\u00ea?&#8221;, ele respondeu &#8220;Os homens de peito de a\u00e7o&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; Quantos eram?<\/p>\n<p>&#8211; Dois. Mas l\u00e1 dentro tem muito mais.<\/p>\n<p>&#8211; L\u00e1 dentro? Onde \u00e9 l\u00e1 dentro?<\/p>\n<p>&#8211; No ve\u00edculo.<\/p>\n<p>&#8211; O que eles querem?<\/p>\n<p>&#8211; Querem que eu fale.<\/p>\n<p>&#8211; Para dizer o que?<\/p>\n<p>&#8211; Eu n\u00e3o sei. Eles querem que eu fale, mas eu n\u00e3o vou falar porque eu n\u00e3o sei.<\/p>\n<p>E depois, repetiu de novo:<\/p>\n<p>&#8211; Judas Macabeus.<\/p>\n<p>A mulher dele, que estava presente \u00e0 hipnose, disse que, depois da hipnose, Onilson ficou intrigado com o nome Judas Macabeus. N\u00e3o sendo um homem religioso, Onilson n\u00e3o lera a B\u00edblia e n\u00e3o tinha ouvido este nome antes.<\/p>\n<p>O que poderia ser deduzido da primeira abdu\u00e7\u00e3o de Onilson e de sua descri\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Da minha parte n\u00e3o posso acreditar que um homem criado no interior de S\u00e3o Paulo, mesmo se tivesse mentido quanto a ter visto filmes de UFO na TV, n\u00e3o poderia saber tanto nem ter demonstrado tanta imagina\u00e7\u00e3o a ponto de inventar uma hist\u00f3ria t\u00e3o fant\u00e1stica. Muitos dos detalhes encaixam-se perfeitamente com os de outros abduzidos, muitos dos quais vieram \u00e0 luz anos depois, no exterior, e nunca mais chegaram a ser divulgados aqui.<\/p>\n<p>Temos tamb\u00e9m o diagn\u00f3stico do Dr. Berezowski e seu pr\u00f3prio relat\u00f3rio, no qual \u00e9 dito que Onilson estava perfeitamente normal em todos os aspectos. Possuo tamb\u00e9m as fotos tiradas das manchas achadas no corpo do homem, c\u00f3pias das quais enviei \u00e0 APRO na \u00e9poca. Eu ainda tenho estas fotos, as an\u00e1lises cl\u00ednicas e at\u00e9 mesmo o eletroencefalograma, mais os relat\u00f3rios assinados do Dr. Berezowski e de Guilherme Wirz.<\/p>\n<p>A nega\u00e7\u00e3o da autenticidade deste caso s\u00f3 se produziu pelo Dr. Max Berezowski algum tempo depois da nova abdu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje existe um \u00f3timo v\u00eddeo com a narra\u00e7\u00e3o pessoal de Onilson P\u00e1tero sobre toda a sua experi\u00eancia &#8211; clara, convincente, s\u00e9ria. Conheci pessoalmente Onilson, recebendo a melhor impress\u00e3o poss\u00edvel dele &#8211; impress\u00e3o de honestidade que ele transmite a todos. Ele continuava vivendo sua vida normal e modesta em Catanduva, e n\u00e3o foi atacado pelo v\u00edrus da vaidade e da ambi\u00e7\u00e3o que infelizmente ataca algumas pessoas que passaram por experi\u00eancias similares.<\/p>\n<p>Quem poderia acreditar que Onilson P\u00e1tero seria submetido a uma perfomance repetida? Ningu\u00e9m. Sobretudo ele mesmo.<\/p>\n<p>Na noite e 26 de abril de 1974 &#8211; quase um ano depois da sua primeira experi\u00eancia &#8211; , Onilson estava voltando para casa, depois de um dia de trabalho infrut\u00edfero. Ele tinha visitado duas cidades. Na segunda, Mar\u00edlia, estivera com alguns amigos. Come\u00e7ou a ter uma estranha sensa\u00e7\u00e3o, provavelmente de calor e de falta de ar, como em sua primeira abdu\u00e7\u00e3o, quando seu carro parou e ele saiu para ver o que estava acontecendo. Foi ent\u00e3o tragado, em plena consci\u00eancia por um facho de luz que j\u00e1 tinha &#8211; de novo &#8211; feito o carro ficar transparente.<\/p>\n<p>Onilson foi levado para dentro da espa\u00e7onave atrav\u00e9s de uma esp\u00e9cie de cortina e ali encontrou, para surpresa dele, Alex, o rapaz da carona de sua primeira abdu\u00e7\u00e3o. Alex p\u00f4s as m\u00e3os sobre os ombros de Onilson, dizendo-lhe para n\u00e3o ter medo. Ele falava em portugu\u00eas perfeito e sua voz era claramente aud\u00edvel, sem qualquer sotaque.<\/p>\n<p>&#8220;Fui ent\u00e3o, colocado em uma caixa comprida, depois que os homens amarraram minhas m\u00e3os e meus p\u00e9s com an\u00e9is de a\u00e7o&#8221;, lembra Onilson.<\/p>\n<p>Viu, ent\u00e3o, tr\u00eas figuras passando \u00e0 sua frente e uma delas era &#8220;seu duplo&#8221;, usando as mesmas roupas que ele vestia em sua primeira abdu\u00e7\u00e3o. Isto ele obviamente achou muito estranho. N\u00f3s tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Deste modo, ele foi mantido sob cust\u00f3dia at\u00e9 o dia 2 de maio.<\/p>\n<p>Conscientemente ele nada mais se lembra. Finalmente, bem antes do amanhecer, \u00e0s 3 horas, voltou a si em terra firme, sem os grilh\u00f5es que o seguravam. Seu primeiro pensamento foi o de que estava em outro planeta, j\u00e1 que n\u00e3o conseguia ver nada. Aos poucos, p\u00f4de distinguir as estrelas e a Lua, e ouviu carros movendo-se a dist\u00e2ncia. Ele estava bem no topo de um morro, em lugar perigosos, onde nem homens nem gado ousavam aventurar-se. Gritou e logo um empregado de fazenda o ouviu. Depois, o dono da propriedade, Sr. Menelli, aproximou-se.<\/p>\n<p>Onilson estava usando uma jaqueta esportiva e estava bem barbeado. Mas logo descobriu que era o dia 2 de maio e que tinha estado ausente durante sete dias. Tamb\u00e9m estava muito, muito longe de sua cidade, do seu estado e de sua fam\u00edlia. Ele estava a nada menos do que novecentos quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A fazenda em que ele se encontrava ficava perto de Colatina, no Esp\u00edrito Santo. Ele pediu para ser levado para a delegacia de pol\u00edcia e logo a imprensa estava encima, querendo saber mais sobre o homem que tinha &#8220;ca\u00eddo de um disco voador&#8221;. Mas Onilson, coitado, estava ansioso para avisar \u00e0 fam\u00edlia e, finalmente conseguiu telefonar para casa. Seus familiares tinham quase abandonado a esperan\u00e7a de v\u00ea-lo de novo, j\u00e1 que seu carro fora encontrado com a porta do motorista aberta, no meio da estrada entre Mar\u00edlia e Guarant\u00e3.<\/p>\n<p>De Colatina, ele tamb\u00e9m telefonou para o Dr. Max Berezovski, em S\u00e3o Paulo, que endossou sua hist\u00f3ria e foi busc\u00e1-lo em Colatina. Esta aceita\u00e7\u00e3o do caso por um m\u00e9dico t\u00e3o eminente produziu grandes manchetes em Vit\u00f3ria, no jornal local O Di\u00e1rio, de 4 de junho de 1974. O t\u00edtulo era: M\u00e9dico de S\u00e3o Paulo declara que Onilson est\u00e1 perfeito.<\/p>\n<p>Na entrevista que concedeu, Onilson disse ao rep\u00f3rter algo a respeito do que tinha visto dentro da espa\u00e7onave. Ele tinha observado um laborat\u00f3rio &#8220;sensacional&#8221;, cuja perfei\u00e7\u00e3o de equipamentos ele n\u00e3o podia imaginar que existisse. Perdeu o sentido de tempo, e n\u00e3o se lembrava de quantas vezes tinha sido examinado, mas lembrava-se de que Alex lhe pedira para tirar as roupas antes do primeiro teste. Ent\u00e3o, em outra sala, foi examinado da cabe\u00e7a aos p\u00e9s por seres, parecendo humanos, que n\u00e3o disseram ma palavra. Depois disso, foi colocado em uma caixa comprida, adormeceu e nada mais se lembra, at\u00e9 ter sido deixado no topo do morro. Levou algum tempo at\u00e9 se recuperar. O UFO em poucos segundos voou para cima e para longe. Choveu e isso o fez ficar completamente acordado.<\/p>\n<p>Em uma entrevista anterior, para A Tribuna (3 de maio de 1974), Onilson n\u00e3o disse muito sobre a sua primeira experi\u00eancia, ocorrida um ano antes, mas reclamou pelo fato de ter sido seguido, desde ent\u00e3o, por policiais federais e agentes da For\u00e7a A\u00e9rea e disse que estava proibido de dar entrevista \u00e0 imprensa e que tinha sido mesmo intimado a n\u00e3o comparecer a um programa de televis\u00e3o paulista, momentos antes de uma entrevista programada com sua participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se estas s\u00e3o fantasias da imprensa ou se ele realmente sofreu estas press\u00f5es, n\u00e3o sei dizer. Mas o material que reuni sobre o segundo CE IV (Contato Imediato de 4\u00ba Grau) e ultimo livro do Professor Felipe Machado Carrion, Misteriosas Naves do Espa\u00e7o. A palavra do professor Carri\u00f3n \u00e9 muito respeitada. Era um advogado famoso e professor de Cosmologia de uma escola importante de Porto Alegre (Escola J\u00falio de Castilhos), al\u00e9m de pesquisador de Ufologia exigent\u00edssimo. Faleceu pouco depois da publica\u00e7\u00e3o de seu livro, em 1984. O Dr. Walter Buhler foi outro investigador deste caso, trazendo Onilson para o Rio de Janeiro com a finalidade de faz\u00ea-lo passar por uma regress\u00e3o hipn\u00f3tica com o Dr. Silvio Lago, que falou muito bem do abduzido e informou-me que ele tinha falado do seu duplo durante a regress\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<h2>Cr\u00edtica Negativa Deste Caso<\/h2>\n<p>Uma pessoa com disritmia no eletroencefalograma poderia apresentar uma &#8220;aus\u00eancia&#8221; de 6 dias e, nesse per\u00edodo, sem saber o que fazia, cobriria os 900 Km para aparecer em Colatina (por\u00e9m, pr\u00f3ximo \u00e0 Esta\u00e7\u00e3o Rodovi\u00e1ria). Mas Onilson n\u00e3o apareceu no centro da cidade, mas sim a uns 12 km dali. Seria, ao nosso ver, dif\u00edcil de ter ele perambulado nessa regi\u00e3o, sem dinheiro e sem ser pressentido pelos zeladores de gado e outros transeuntes. Posteriormente, quando toda a regi\u00e3o chegou a saber do acontecimento, ningu\u00e9m apareceu para testemunhar no sentido de ter presenciado Onilson naquele local anteriormente.<\/p>\n<p>De fato, Onilson apresentou, em Colatina, uma barba relativamente pouco crescida para 6 dias. Entretanto, verificamos, por ocasi\u00e3o da nossa estada em Catanduva,a pouca barba, no seu irm\u00e3o \u00c9der P\u00e1tero, j\u00e1 de alguns dias por fazer, demonstrando que realmente a fam\u00edlia possui tend\u00eancia para pequeno crescimento da barba. Em semelhan\u00e7a \u00e0 aus\u00eancia de relatos das necessidades fisiol\u00f3gicas no Disco Voador, durante os 6 dias do 2\u00ba epis\u00f3dio ufol\u00f3gico, poderia haver alguma significa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para a barba.<\/p>\n<p>Houve falta de detalhes no 2\u00ba epis\u00f3dio de Onilson. E esta foi a reclama\u00e7\u00e3o do rep\u00f3rter do Jornal da Cidade (de Bauru [15\/5\/1974], na entrevista de Onilson em Catanduva, em 11\/5\/1974. Entretanto, Onilson omitiu exatamente os detalhes ex\u00f3ticos do relato do seu 2\u00ba epis\u00f3dio, a pedido dos ufologistas paulistas presentes na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os ufologistas paulistas, com esse gesto de discri\u00e7\u00e3o, quiseram evitar um sensacionalismo jornal\u00edstico barato, asseverando que o relato de Onison iria ser liberado logo ap\u00f3s eles procederem \u00e0 pesquisa. Naturalmente, o rep\u00f3rter de Bauru, sincero mas impaciente, deveria ter voltado ao assunto e cobrado essa promessa. Mesmo assim prestou servi\u00e7os inestim\u00e1veis \u00e0 Ufologia, com suas fotos document\u00e1rias.<\/p>\n<p>Poderia ter havido uma polui\u00e7\u00e3o da mente de Onilson, por literatura ufol\u00f3gica similar, previamente aos seus epis\u00f3dios. Para esclarecer devidamente uma possibilidade desta ordem a SBEDV visitou o lar do protagonista, enquanto este se achava afastado por motivo de viagem.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, fomos informados pela esposa de Onilson que o mesmo desconhecia a literatura especializada no assunto e que esta n\u00e3o era usada em seu lar. S\u00f3 ap\u00f3s a difus\u00e3o do seu primeiro epis\u00f3dio \u00e9 que come\u00e7aram a chegar Boletins (encaminhados por pesquisadores paulistas e cariocas) que se ocupavam com o assunto, especialmente com o seu relato. A SBEDV tamb\u00e9m lhe remeteu um livro (juntamente com literatura especializada) que descreve um contato ufol\u00f3gico, mas de forma completamente diferente dos epis\u00f3dios de Onilson. De modo que a id\u00e9ia de pl\u00e1gio fica afastada.<\/p>\n<p>Por interm\u00e9dio de terceiros, participantes de Congresso Ufol\u00f3gico paulista (30\/11\/1974 \u00e0 1\/12\/1974) chegou-nos uma not\u00edcia de que o grupo ufol\u00f3gico local n\u00e3o mais estaria propenso a apoiar os relatos ufol\u00f3gicos relatados por Onilson. A raz\u00e3o da reviravolta de opini\u00e3o estaria baseada em supostas declara\u00e7\u00f5es do Sr. Otto Gibbes Olivatti, que teria sido companheiro de viagem de Onilson em pelo menos uma das ocasi\u00f5es de seus 2 epis\u00f3dios ufol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>A fim de esclarecermos o caso, por meio de uma pesquisa, transportamo-nos em 11 de fevereiro de 1975 \u00e0 casa do Sr. Otto, situadaem Pindorama, onde este nos esclareceu que n\u00e3o estava presente em nenhuma das duas viagens de Onilson. Ali\u00e1s, com refer\u00eancia \u00e0 ultima data poder\u00e1 comprovar que esteve em local bastante afastado da cidade de J\u00falio de Mesquita, porquanto estava a mais de 800 km de dist\u00e2ncia, na cidade de Assis Ch\u00e2teaubriant, Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Para terminarmos esta quest\u00e3o, seria necess\u00e1rio recebermos as informa\u00e7\u00f5es do grupo paulista, atrav\u00e9s de seus membros Dr. Max Berezowsky e Guilherme Wirz. Ali\u00e1s, j\u00e1 hav\u00edamos pedido isso ao \u00faltimo, na \u00e9poca do citado congresso. A bem da pesquisa pura, ficamos aguardando a comunica\u00e7\u00e3o que solicitamos.<\/p>\n<div><\/div>\n<h2>O Protagonista do Caso<\/h2>\n<div>\n<p>Na \u00e9poca do caso, o protagonista, Onilson P\u00e1tero, tinha 40 anos. Era casado a 25 anos e tinha duas filhas. Ele havia estudado at\u00e9 a 4\u00aa s\u00e9rie do prim\u00e1rio. Mesmo assim, era uma pessoa inteligente, que se expressava corretamente, de maneira clara e objetiva. Sua carreira profissional era exemplar. Ele havia trabalhado por oito anos em uma usina de a\u00e7\u00facar. Ap\u00f3s isso, trabalho por cinco ou seis anos como correto. Ap\u00f3s isso, trabalhou mais quatro anos em uma f\u00e1brica de latas.<\/p>\n<p>O testemunho do Sr. Onilson P\u00e1tero, conforme o seu relacionamento de fam\u00edlia, na profiss\u00e3o e na comunidade, seria &#8220;a priori&#8221;, aceito por um tribunal que tivesse de julgar um caso, seja na vara criminal ou c\u00edvel. Assim, infelizmente, n\u00e3o se procede no assunto UFO, porquanto as suas testemunhas n\u00e3o gozam de credibilidade. &#8220;A priori&#8221; s\u00e3o desacreditadas porque seu testemunho p\u00f5e em confronto e em choque a atitude antropoc\u00eantrica da atual sociedade terrestre e dos seus l\u00edderes pol\u00edticos e religiosos. Estes, para n\u00e3o sofrerem desgaste da sua imagem de &#8220;fortes e \u00fanicos&#8221;, tendem a combater o assunto UFO, pela sua frustra\u00e7\u00e3o e sua pr\u00f3pria seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Assim, uma testemunha como Onilson teve e tem de pagar o \u00f4nus das frustra\u00e7\u00f5es terrestres, muito embora o seu relato n\u00e3o tivesse a inten\u00e7\u00e3o de desafiar com quem quer que seja, mas somente de se aconselhar e relatar a sua inusitada experi\u00eancia ufol\u00f3gica, da qual at\u00e9 aquela data n\u00e3o tivera nenhum conhecimento real e profundo, e que lhe causou perdas materiais e dissabores.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_2856\" style=\"width: 243px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2856\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2856 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/23216545.jpg\" alt=\"\" width=\"233\" height=\"348\" 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id=\"caption-attachment-2864\" class=\"wp-caption-text\">Representa\u00e7\u00e3o dos momentos iniciais da primeira abdu\u00e7\u00e3o de Onilson.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_2858\" style=\"width: 771px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2858\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2858 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/36824736-Copia-4.jpg\" alt=\"\" width=\"761\" height=\"1330\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/36824736-Copia-4.jpg 761w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/36824736-Copia-4-400x699.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/36824736-Copia-4-650x1136.jpg 650w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/36824736-Copia-4-250x437.jpg 250w, 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id=\"caption-attachment-2858\" class=\"wp-caption-text\">Mancha cut\u00e2nea no dorso de Onilson.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_2859\" style=\"width: 715px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2859\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2859 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/36824736.jpg\" alt=\"\" width=\"705\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/36824736.jpg 705w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/36824736-400x257.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/36824736-650x418.jpg 650w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/36824736-250x161.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/36824736-150x96.jpg 150w, 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Ant\u00f4nio.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_2853\" style=\"width: 507px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2853\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2853 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/3321794.jpg\" alt=\"\" width=\"497\" height=\"468\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/3321794.jpg 497w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/3321794-400x377.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/3321794-250x235.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/3321794-150x141.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/3321794-50x47.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/3321794-100x94.jpg 100w, 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id=\"caption-attachment-2861\" class=\"wp-caption-text\">O Agricultor Cesar Menelli aponta o local de onde se ouvia os gritos de Onilson.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_2851\" style=\"width: 758px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2851\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2851 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/829475.jpg\" alt=\"\" width=\"748\" height=\"694\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/829475.jpg 748w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/829475-400x371.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/829475-650x603.jpg 650w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/829475-250x232.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/829475-150x139.jpg 150w, 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755px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2850\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2850 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/756872.jpg\" alt=\"\" width=\"745\" height=\"526\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/756872.jpg 745w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/756872-400x282.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/756872-650x459.jpg 650w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/756872-250x177.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/756872-150x106.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/756872-50x35.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/756872-100x71.jpg 100w, 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src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/8473612.jpg\" alt=\"\" width=\"756\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/8473612.jpg 756w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/8473612-400x361.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/8473612-650x587.jpg 650w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/8473612-250x226.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/8473612-150x136.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/8473612-50x45.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/8473612-100x90.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/8473612-200x181.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/8473612-300x271.jpg 300w, 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id=\"caption-attachment-2857\" class=\"wp-caption-text\">O Guarda Queiroz reconstitui o momento em que encontrou Onilson.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<hr \/>\n<ul>\n<li>BULHER, Walter e PEREIRA, Guilherme. O Livro Branco dos Discos Voadores. Petr\u00f3polis: Ed. Vozes, 1983.<\/li>\n<li>GRANCHI, Irene. UFOs e abdu\u00e7\u00f5es no Brasil. Tradu\u00e7\u00e3o de Liana Moreira. Rio de Janeiro. Novo Mil\u00eanio: 1992.<\/li>\n<li>Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 94-98<\/li>\n<li>Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 99-103<\/li>\n<li>Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 112-115<\/li>\n<li>Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 158-161<\/li>\n<li>Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 1975<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.jlocal.com.br\/geral.php?pesquisa=355\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.jlocal.com.br\/geral.php?pesquisa=355<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/index.php?arquivo=notComp.php&amp;id=273\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ufo.com.br\/index.php?arquivo=notComp.php&amp;id=273<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/mauriciostycer\/2009\/01\/12\/sobre-ovnis-ets-e-a-ditadura-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/colunistas.ig.com.br\/mauriciostycer\/2009\/01\/12\/sobre-ovnis-ets-e-a-ditadura-no-brasil\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/mauriciostycer\/tag\/ets\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/colunistas.ig.com.br\/mauriciostycer\/tag\/ets\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.diarioweb.com.br\/noticias\/imp.asp?id=53926\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.diarioweb.com.br\/noticias\/imp.asp?id=53926<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/condominiodeblogs.blogspot.com\/2008\/02\/extra-extra-no-percam-incrvel-histria.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/condominiodeblogs.blogspot.com\/2008\/02\/extra-extra-no-percam-incrvel-histria.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.apovni.org\/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=518\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.apovni.org\/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=518<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.vigilia.com.br\/sessao.php?categ=0&amp;id=342\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.vigilia.com.br\/sessao.php?categ=0&amp;id=342<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.cpopular.com.br\/metropole\/conteudo\/mostra_noticia.asp?noticia=1556173&amp;area=2230&amp;authent=571613056361225624123762532364\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.cpopular.com.br\/metropole\/conteudo\/mostra_noticia.asp?noticia=1556173&amp;area=2230&amp;authent=571613056361225624123762532364<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.exo_x.blogger.com.br\/2004_04_01_archive.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.exo_x.blogger.com.br\/2004_04_01_archive.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.exo_x.blogger.com.br\/2004_04_01_archive.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/porqueetsnosvisitam.blogspot.com\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/ufoactivity.blogspot.com\/2007\/10\/abduo-parte-2.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/ufoactivity.blogspot.com\/2007\/10\/abduo-parte-2.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/brazuca-acd.blogspot.com\/2008\/02\/o-homem-que-caiu-do-disco-voador.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/brazuca-acd.blogspot.com\/2008\/02\/o-homem-que-caiu-do-disco-voador.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufoinfo.com\/humanoid\/humanoid1973.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ufoinfo.com\/humanoid\/humanoid1973.shtml<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.x-libri.ru\/elib\/arefj000\/00000081.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.x-libri.ru\/elib\/arefj000\/00000081.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.edicolaweb.net\/ufost10s.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.edicolaweb.net\/ufost10s.htm<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"col-lg-8\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos mais importantes casos de abdu\u00e7\u00e3o da Ufologia Brasileira envolveu o comerciante Onilson P\u00e1tero, que em duas ocasi\u00f5es foi abduzido. Na segunda vez, ele foi deixado a 300 quil\u00f4metros do local do sequestro. O Caso Onison P\u00e1tero \u00e9 um dos mais interessantes casos da Ufologia Brasileira. O protagonista, Onilson P\u00e1tero, foi abduzido em duas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2865,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false},"categories":[105],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2849"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2849"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2849\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6882,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2849\/revisions\/6882"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2865"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2849"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2849"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2849"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}