{"id":3018,"date":"2022-03-11T11:31:20","date_gmt":"2022-03-11T14:31:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/?p=3018"},"modified":"2025-04-21T13:11:39","modified_gmt":"2025-04-21T16:11:39","slug":"misterio-na-praia-dos-navegantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/misterio-na-praia-dos-navegantes\/","title":{"rendered":"Mist\u00e9rio na Praia dos Navegantes"},"content":{"rendered":"<section id=\"inner-headline\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div id=\"resumo\" class=\"resumo\" style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Intrigante caso de queda de OVNI na Praia de Navegantes (SC), ocorrido em julho de 1974. O aparelho teria sido resgatado pela Marinha do Brasil.<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div>\n<hr \/>\n<\/div>\n<div>Artigo com textos da SBEDV e de Carlos Alberto Machado &#8211; cipexbr@yahoo.com<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Caso da Praia de Navegantes \u00e9 um dos mais misteriosos eventos ufol\u00f3gicos da regi\u00e3o sul do Brasil. Em 2 de julho de 1974, um estranho objeto voador desceu, aparentemente em queda, a algumas centenas de metros da praia, sendo testemunhado por pescadores locais. Tal aparelho, pousa na \u00e1gua e em seguida afunda, causando apreens\u00e3o nas testemunhas. Estas, temendo um desastre a\u00e9reo, contatam as autoridades mar\u00edtimas locais que mobilizam uma equipe de resgate que aparentemente nada encontra. Entretanto, atividades suspeitas da Marinha no local da queda indicam que algo realmente pode ter sido descoberto.<\/div>\n<div><\/div>\n<section id=\"content\">\n<div class=\"container\">\n<div>\n<p>\/p><\/div>\n<h2 class=\"col-lg-8\">A Pesquisa da SBEDV<\/h2>\n<\/div>\n<\/section>\n<div>\n<p>No Boletim SBEDV n\u00ba 112\/115, p\u00e1g. 17, foi publicado que um grupo de escoteiros de Lages, SC, havia avistado e fotografado um disco voador nos arredores dessa cidade, em 9 de novembro de 1975.<\/p>\n<p>No dia 15 de setembro de 1977, dois escoteiros deste grupo, Marcelino Edmundo Claudino e Belis\u00e1rio Rog\u00e9rio de Souza, resolveram pesquisar um fato noticiado nos jornais &#8220;Di\u00e1rio Popular&#8221; e Di\u00e1rio da Tarde&#8221;, de Curitiba, Paran\u00e1, de 3 de setembro de 1974. Este fato referia-se \u00e0 aterrissagem de um disco voador numa praia nas vizinhan\u00e7as de Navegantes, pr\u00f3xima de Itaja\u00ed (SC). Os dois investigadores nada puderam apurar sobre tal not\u00edcia. Souberam apenas que um disco voador mergulhara na prainha de S\u00e3o Miguel, que fica entre as praias de Arma\u00e7\u00e3o e de Navegantes. O epis\u00f3dio foi presenciado por v\u00e1rias pessoas. Dentre as testemunhas encontrava-se o pescador Humberto Generoso, com quem os dois escoteiros conversaram.<\/p>\n<p><a name=\"relato\"><\/a><\/p>\n<h3>O Relato<\/h3>\n<p>Segundo o Sr. Humberto, o fato aconteceu no dia 13 de setembro de 1975. Nesse dia, o Sr. Humberto estava passeando com a fam\u00edlia, pela praia. Aproximadamente \u00e0s 14 horas, o pescador avistou um objeto de cor branca ofuscante, que vinha do mar com a velocidade de uns 50 km\/h. O objeto parecia ter cerca de 8 metros de di\u00e2metro por 2 a 3 metros de altura. Em determinado momento, o v\u00f4o foi interrompido e o objeto come\u00e7ou a baixar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 superf\u00edcie da \u00e1gua, at\u00e9 toc\u00e1-la e ficar boiando. O pescador julgou tratar-se da queda de um avi\u00e3o. Por isso, ele tentou apanhar sua canoa para prestar eventual socorro. Entretanto, o r\u00e1pido afundamento do aparelho, em cerca de 5 minutos, impediu qualquer socorro. Nada mais voltou \u00e0 superf\u00edcie da \u00e1gua.<\/p>\n<p>As autoridades foram cientificadas desse epis\u00f3dio. Ficou constatado que n\u00e3o houve queda de avi\u00e3o. Assim, conforme o desenho falado, aquele objeto s\u00f3 poderia ser um disco voador.<\/p>\n<p>Durante alguns dias, semanas e at\u00e9 meses subseq\u00fcentes, muitas pessoas acorreram ao local da queda do objeto. Algumas dessas pessoas talvez tenham ido pesquisar o fato.<\/p>\n<p><a name=\"3comentarios\"><\/a><\/p>\n<h3>Tr\u00eas Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>A nossa primeira observa\u00e7\u00e3o, a respeito do grupo de escoteiros de Lages, \u00e9 sobre a sua boa disposi\u00e7\u00e3o para a pesquisa. Recentemente, no mundo da pesquisa ufol\u00f3gica, tem sido formados muitos grupos novos, \u00e0s vezes com nomes bastante pomposos. Diversos deles alegam fracassar por falta de fundos, falta de bibliotecas especializadas, falta desta parafern\u00e1lia de instrumentos terrestres caros freq\u00fcentemente citada em boletins ufol\u00f3gicos. Achamos que nem isso e nem graus universit\u00e1rios avan\u00e7ados s\u00e3o necess\u00e1rios. Nada disso \u00e9 essencial para a pesquisa ufol\u00f3gica. Ao nosso ver, essas m\u00faltiplas exig\u00eancias constituem meramente outra faceta da vaidade humana, sen\u00e3o comodismo. (Obs. &#8211; N\u00e3o deixamos entretanto de reconhecer que a interpreta\u00e7\u00e3o de certos dados requer, do pesquisador, uma cultura universit\u00e1ria espec\u00edfica e, via de regra, razo\u00e1vel dose de cultura geral).<\/p>\n<p>A nossa segunda observa\u00e7\u00e3o diz respeito a not\u00edcias veiculadas em Curitiba, Paran\u00e1, em 3 de setembro de 1974 (no Di\u00e1rio Popular e no Di\u00e1rio da Tarde). Essas not\u00edcias referem-se ao pretenso sequestro da esposa do pescador Ant\u00f4nio de Azevedo, por tr\u00eas extraterrestres. Esse pescador teria apresentado queixa \u00e0 delegacia de pol\u00edcia de Navegantes.<\/p>\n<p>Os pesquisadores Marcelino e Belis\u00e1rio dirigiram-se primeiramente \u00e0 delegacia de pol\u00edcia de Navegantes. L\u00e1, nada constava com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s not\u00edcias propaladas pelo Di\u00e1rio da Tarde e Di\u00e1rio Popular. Seguindo recomenda\u00e7\u00e3o da delegacia, os dois escoteiros foram ainda vasculhar o fich\u00e1rio, existente na col\u00f4nia de pescadores, com os nomes de todos os profissionais da regi\u00e3o. Entretanto, o nome de Ant\u00f4nio Azevedo n\u00e3o constava no tal fich\u00e1rio e nem se sabia nada sobre este epis\u00f3dio ufol\u00f3gico. A mesma pesquisa foi feita pelos escoteiros na col\u00f4nia da praia da Arma\u00e7\u00e3o, a 10 Km de dist\u00e2ncia. Tamb\u00e9m a\u00ed a busca foi infrut\u00edfera.<\/p>\n<p>Contudo, em todos esse locais os dois escoteiros foram informados sobre o disco que mergulhou na praia de S\u00e3o Miguel, caso que depois resolveram pesquisar. Da\u00ed se conclui que um uf\u00f3logo aplicado e com boa vontade, que vai realmente esquadrinhando e se movimentando no campo ufol\u00f3gico, raramente fica desapontado por voltar para casa sem um caso pesquisado. Al\u00e9m disso, uma noticia ufol\u00f3gica evidenciada negativa constitui um trabalho positivo e, portanto, uma pesquisa.<\/p>\n<p>O nosso terceiro coment\u00e1rio gira em torno das tonitruantes declara\u00e7\u00f5es de certos boletins e revistas ufol\u00f3gicas. Essas publica\u00e7\u00f5es dizem que nunca silenciaram sobre a verdade, &#8220;pois nada justificaria encobri-la&#8221;. No caso do sequestro de Navegantes, ser publicado por eles, seria l\u00f3gico virem desmentir a not\u00edcia ap\u00f3s as pesquisas feitas por Marcelino e Belis\u00e1rio. Isto, somente em &#8220;prol da verdade&#8221; que dizem defender. Al\u00e9m disso, uma nota de retifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o humilha ningu\u00e9m; pelo contr\u00e1rio, ela enobrece. Ali\u00e1s, n\u00f3s, uf\u00f3logos, dependemos, em grande parte, dessas not\u00edcias de jornais, para ent\u00e3o encetarmos nossas pesquisas locais. Com o sentido de &#8220;nota pr\u00e9via&#8221;, passamos adiante a not\u00edcia original falsa. Assim aconteceu no caso presente, pois remetemos para o exterior c\u00f3pias xerox de recortes de jornais. Portanto, sentimo-nos na obriga\u00e7\u00e3o de alertar nossos amigos uf\u00f3logos estrangeiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>A Pesquisa de Carlos Alberto Machado<\/h2>\n<div>\n<p>J\u00e1 h\u00e1 muito tempo s\u00e3o freq\u00fcentes casos de avistamentos de discos voadores no litoral brasileiro. As testemunhas, quase sempre pescadores, relatam detalhadamente as incr\u00edveis apari\u00e7\u00f5es, despertando at\u00e9 mesmo o interesse da Marinha e de autoridades civis em geral. A exemplo disso, temos um epis\u00f3dio ocorrido na d\u00e9cada de 70, quando um UFO caiu na Praia de Navegantes (SC), atraindo a aten\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios pesquisadores. Doze anos depois, com base em informa\u00e7\u00f5es obtidas do boletim 126\/128, de janeiro de 1979, da extinta Sociedade Brasileira de Estudos Sobre Discos Voadores (SBEDV) n\u00f3s, membros do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o e Pesquisa Exobiol\u00f3gica (CIPEX), iniciamos as investiga\u00e7\u00f5es na \u00e1rea. Fomos atra\u00eddos principalmente pela possibilidade de ainda estarem sendo desenvolvidas pesquisas secretas no local.<\/p>\n<p>Naquele ano, fomos at\u00e9 a Praia de Navegantes e descobrimos, atrav\u00e9s de v\u00e1rios depoimentos, que a data divulgada pelo boletim do SBEDV, 13 de setembro de 1975, estava incorreta, pois o evento em quest\u00e3o aconteceu em 02 de julho de 1974. O caso tinha sido pesquisado pelos escoteiros Marcelino Edmundo Claudino, hoje editor do jornal Folha de Lages, e Belis\u00e1rio Rog\u00e9rio de Souza, que foram informados erradamente pelo pescador Humberto Generoso sobre a data do incidente. Ambos eram apreciadores do Fen\u00f4meno UFO e tinham, inclusive, fotografado dois discos voadores sobrevoando a cidade de Lages (SC).<\/p>\n<p>Naquele dia, 02 de julho de 1974, entre 14h00 e 15h30, pescadores da regi\u00e3o viram um estranho objeto disc\u00f3ide deslocando-se no ar, em velocidade aproximada de 50 km. Ele era branco ofuscante, n\u00e3o tinha asas ou luzes e n\u00e3o emitia qualquer ru\u00eddo. Segundo Humberto Generoso, que passeava com a fam\u00edlia pela praia, o objeto parecia ter cerca de oito metros de di\u00e2metro e tr\u00eas de altura. Em determinado momento, no entanto, ele interrompeu seu v\u00f4o, baixou em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 superf\u00edcie da \u00e1gua, at\u00e9 toc\u00e1-la, e ficou boiando \u00e0 cerca de 100 m da costa.<\/p>\n<h3>Estado de Perigo<\/h3>\n<p>As testemunhas estavam preocupadas com o suposto acidente e, imaginando que algu\u00e9m a bordo do aparelho pudesse estar em perigo, dirigiram-se para o local da queda rapidamente, na esperan\u00e7a de resgatar poss\u00edveis v\u00edtimas.<\/p>\n<p>O pescador Ubelino Severino, no entanto, afirmou ter encontrado apenas uma leve espuma na superf\u00edcie da \u00e1gua. Disse tamb\u00e9m que, \u00e0 medida que remava seu barco em dire\u00e7\u00e3o ao incidente, notou que o estranho aparelho afundava. Em quest\u00e3o de minutos ele j\u00e1 estava completamente submerso. Jos\u00e9 Cust\u00f3dio, ex-marinheiro, disse que n\u00e3o teve coragem de mergulhar \u00e0 procura, pois n\u00e3o sabia nadar.<\/p>\n<p>O que mais intrigou os pescadores foi o fato de que, se fosse realmente um acidente de avi\u00e3o ou algo assim, o Aeroporto de Itaja\u00ed, que fica a alguns quil\u00f4metros do local, teria enviado socorro imediato, o que n\u00e3o aconteceu. Eles tamb\u00e9m notaram que nada foi publicado nos jornais. Contudo, pouco tempo depois, a not\u00edcia da queda de um UFO em Navegantes apareceu com destaque em v\u00e1rios jornais de toda a regi\u00e3o sul do Estado. A praia foi invadida por fot\u00f3grafos, jornalistas e curiosos, o que obrigou o delegado local a investigar o ocorrido. Ele concluiu que o relato das testemunhas era aut\u00eantico, pois todos os detalhes coincidiam.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, os moradores da praia acreditavam que o objeto ca\u00eddo no mar fosse algum artefato secreto de origem norte-americana ou russa. Algumas testemunhas mais afoitas afirmaram que, dias ap\u00f3s a queda da nave, barcos norte-americanos, estampando logotipos da NASA, teriam navegado em \u00e1guas pr\u00f3ximas. A Capitania dos Portos de Itaja\u00ed, que garante a seguran\u00e7a do tr\u00e1fego mar\u00edtimo na regi\u00e3o, investigou in loco o incidente, mas n\u00e3o fez nenhum pronunciamento oficial. Ela foi guiada ao ponto exato da ocorr\u00eancia, indicado pelo pescador Ubelino Severino, onde um mergulhador da Marinha submergiu para procurar os destro\u00e7os do objeto.<\/p>\n<p>Ao retornar \u00e0 tona, ele afirmou que nada havia sido encontrado, mas, ao subir no conv\u00e9s, teve uma conversa particular com alguns oficiais, voltando a mergulhar \u2013 desta vez com uma corda, que estava presa por uma b\u00f3ia sinalizadora. O comandante da opera\u00e7\u00e3o pediu a Ubelino que o comunicasse imediatamente se algu\u00e9m tentasse pegar a b\u00f3ia ou mergulhar no local. Retornando a sua resid\u00eancia, o pescador ficou observando o movimento no mar at\u00e9 o in\u00edcio da noite, quando cansou e resolveu dormir, pois tinha que acordar cedo para trabalhar.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 seguinte, ele percebeu que a b\u00f3ia havia sumido. Telefonou ent\u00e3o \u00e0 capitania para alertar o comandante, mas funcion\u00e1rios que o atenderam n\u00e3o deram import\u00e2ncia ao fato. Ubelino nos chamou a aten\u00e7\u00e3o para a poss\u00edvel exist\u00eancia de algo embaixo d\u2019\u00e1gua, pois achou estranho terem colocado uma b\u00f3ia sinalizadora e n\u00e3o reclamarem seu desaparecimento. O pescador tamb\u00e9m ficou intrigado com a conversa entre o mergulhador e os oficiais, como tamb\u00e9m com o fato de terem amarrado algo no fundo do mar, onde, de acordo com os moradores que sempre realizam pesca de arrasto na regi\u00e3o, h\u00e1 somente areia.<\/p>\n<p>Por outro lado, o mergulhador poderia t\u00ea-la atado na quina que aparentemente existia na popa do estranho objeto. Nas semanas seguintes ao incidente n\u00e3o foi poss\u00edvel pescar naquelas \u00e1guas \u2013 os peixes desapareceram misteriosamente. Durante v\u00e1rios anos, muitos pesquisadores estiveram na praia de Navegantes, inclusive dois oficiais do Ex\u00e9rcito de Florian\u00f3polis (SC), que colheram depoimentos de moradores e pescadores locais. Estes, ainda hoje, evitam comentar o ocorrido, pois temem que a capitania casse suas licen\u00e7as de pesca artesanal.<\/p>\n<p>Quando Humberto Generoso informou a Marcelino e Belis\u00e1rio a data errada da ocorr\u00eancia, \u00e9 poss\u00edvel que tenha se confundido com um outro caso ufol\u00f3gico, j\u00e1 que temos not\u00edcias de outros avistamentos no litoral catarinense. Da\u00ed surge a desconfian\u00e7a de que exista na regi\u00e3o uma base submarina ou zona de interesse dos extraterrestres. O falecido m\u00e9dico Walter Karl B\u00fchler, na \u00e9poca presidente da SBEDV, comparou o objeto relatado em Navegantes com outros dois casos de avistamentos. O primeiro ocorreu em S\u00e3o Paulo, quando o estudante Antonio Carlos Freitas fotografou um disco voador sobrevoando o Bairro Jardim Europa, \u00e0s 17h00 de 13 de outubro de 1968.<\/p>\n<p>A ocorr\u00eancia teria sido investigada pelo m\u00e9dico Max Berezovsky, integrante da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Estudos de Civiliza\u00e7\u00f5es Extraterrestres (ABECE). O segundo avistamento aconteceu nos Estados Unidos, quando um objeto voador semelhante ao observado em Navegantes foi visto aterrissando, conforme noticiou o Mufon UFO Journal, de setembro de 1977. Tamb\u00e9m podemos comparar as caracter\u00edsticas destas apari\u00e7\u00f5es com o estranho objeto fotografado nos c\u00e9us do Estado de Michigan, em 1957.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a investiga\u00e7\u00e3o realizada pela Capitania dos Portos de Itaja\u00ed, v\u00e1rios mergulhadores civis de Cambori\u00fa (SC) e de Curitiba exploraram a \u00e1rea, mas nada foi encontrado. Quando estivemos na praia de Navegantes observamos uma velha placa da Aeron\u00e1utica na estrada que d\u00e1 acesso a Blumenau (SC). Nela constava algo relacionado a pesquisas sendo desenvolvidas. Segundo informes n\u00e3o oficiais, existiriam ali anomalias magn\u00e9ticas que provocariam a queda de UFOs \u2013 e esse seria o principal interesse da Aeron\u00e1utica no local.<\/p>\n<p>Tais falhas magn\u00e9ticas n\u00e3o permitiriam que essas naves, que utilizam os chamados corredores magn\u00e9ticos \u2013 caso essa hip\u00f3tese seja verdadeira \u2013, se locomovessem normalmente. O senhor Jos\u00e9 Cust\u00f3dio mencionou em seu depoimento um caso ocorrido enquanto pescava com seus amigos. Eles avistaram uma esp\u00e9cie de cano com um perisc\u00f3pio preto saindo d\u2019\u00e1gua, que percorreu alguns metros e desceu em seguida. Seria um submarino?<\/p>\n<h3>Objeto Met\u00e1lico<\/h3>\n<p>Em 1984, estivemos novamente no litoral catarinense e, desta vez, entrevistamos o senhor Jo\u00e3o Manuel Barreto e quatro testemunhas, que presenciaram um segundo incidente ocorrido em Gravat\u00e1, praia vizinha a Navegantes, exatamente uma semana ap\u00f3s o primeiro incidente. Em 09 de julho de 1974, Barreto, sua esposa, seus vizinhos e sua sobrinha esperavam um carregamento que havia sido comprado naquele mesmo dia. Tratava-se de uma cama de campanha que seus h\u00f3spedes utilizariam ainda naquela noite.<\/p>\n<p>Todos assistiam tev\u00ea quando a senhora Olinda resolveu dar uma \u201colhadela\u201d nas estrelas, enquanto aguardava a encomenda. Inesperadamente, observou uma forte luz proveniente das montanhas, vindo em sua dire\u00e7\u00e3o. Com a aproxima\u00e7\u00e3o, ela notou que tratava-se de um enorme objeto met\u00e1lico, que pairou sobre sua casa. Segundo a testemunha, ele produzia um zumbido \u201cgim-gim-gim\u201d e tinha o formato de dois pratos emborcados. O objeto possu\u00eda ainda uma c\u00fapula, com uma pequena antena, e uma janela que permitia ver dois vultos, aparentemente humanos, se movendo.<\/p>\n<h3>Efeito Eletromagn\u00e9tico<\/h3>\n<p>Enquanto isso, dentro da resid\u00eancia de Olinda come\u00e7aram a ocorrer estranhos fen\u00f4menos. Na televis\u00e3o, por exemplo, que estava ligada, apareceram diversos chuviscos. Al\u00e9m disso, as l\u00e2mpadas tiveram a intensidade da luz diminu\u00edda gradativamente, at\u00e9 a total queda de energia. Esses fen\u00f4menos s\u00e3o conhecidos como eletromagn\u00e9ticos (EM), e ap\u00f3iam mais uma vez a tese de pesquisadores franceses de que os UFOs possuem uma esp\u00e9cie de propuls\u00e3o relacionada \u00e0s ondas eletromagn\u00e9ticas.<\/p>\n<p>Depois disso, Olinda pediu a todos que fossem para fora da casa, onde poderiam observar o disco voador, que aparentemente era fosforescente e tinha janelas quadradas e coloridas. Estas, ao aumentarem sua velocidade rotativa, fundiram-se em diversas cores, at\u00e9 tornarem-se avermelhadas. Para espanto das testemunhas, o objeto permaneceu em cima da casa por cerca de cinco minutos, quando retomou seu movimento e se dirigiu ao mar, exatamente sobre o local da primeira queda. Chegando l\u00e1, parou e emergiu lentamente sob as \u00e1guas noturnas.<\/p>\n<p>As testemunhas n\u00e3o dormiram o resto da noite e ficaram comentando o fato, pois nunca haviam visto nada parecido. \u00c0s 10h00 da manh\u00e3 a praia estava repleta de rep\u00f3rteres e curiosos em busca de informa\u00e7\u00f5es sobre o ocorrido. V\u00e1rias mat\u00e9rias foram produzidas com base em relatos de testemunhas, que desenharam o objeto observado nas areias da praia. Segundo Barreto, uma semana antes dois pescadores da regi\u00e3o haviam mergulhado para visualizar o primeiro objeto, ca\u00eddo no mesmo local. Ao retornarem, relataram apavorados que haviam visto algo estranho enterrado na areia, que soltava bolhas muito quentes na \u00e1gua.<\/p>\n<p>Dias depois, os pescadores foram encontrados mortos, pr\u00f3ximos a algumas rochas. De acordo com as testemunhas, os corpos foram encontrados nus e enterrados rapidamente, sem necr\u00f3psia, pois j\u00e1 estavam em decomposi\u00e7\u00e3o. Aparentemente, eles teriam se afogado. O mais curioso, no entanto, \u00e9 que os pescadores eram os melhores mergulhadores da regi\u00e3o e apenas eles haviam se aproximado tanto do referido objeto. J\u00e1 especulando, poder\u00edamos supor que o calor emanado do aparelho fosse radia\u00e7\u00e3o, o que, com a aproxima\u00e7\u00e3o incauta dos pescadores, sem equipamentos adequados, ocasionou suas mortes.<\/p>\n<p>Quanto ao mergulhador da Marinha, que tamb\u00e9m se aproximou do local, n\u00e3o tivemos nenhuma confirma\u00e7\u00e3o de sua sa\u00fade, mesmo porque n\u00e3o chegamos a conhec\u00ea-lo. De toda forma, podemos supor que nada ocorreu, j\u00e1 que quando ele mergulhou, horas depois da queda, conseguiu amarrar a corda, provavelmente na pequena asa que se encontrava na parte traseira (popa) do objeto. Este incidente serve, sem d\u00favida, para alertar curiosos ou pesquisadores despreparados para que se previnam contra poss\u00edveis situa\u00e7\u00f5es semelhantes.<\/p>\n<p>Barreto acrescentou que o segundo UFO teria parado em cima de sua resid\u00eancia \u2013 talvez para precisar o exato local em que o primeiro caiu, na tentativa de socorr\u00ea-lo. Outra hip\u00f3tese seria a de que os UFOs n\u00e3o estariam na regi\u00e3o por acaso. Eles utilizariam o local para prop\u00f3sitos bem definidos, infelizmente ainda desconhecidos por n\u00f3s. Em outras entrevistas realizadas com moradores do litoral catarinense, fomos informados que os avistamentos ufol\u00f3gicos continuam acontecendo atualmente.<\/p>\n<p>N\u00e3o haveria uma \u00edntima rela\u00e7\u00e3o desses casos de quedas de discos voadores no mar com os conhecidos objetos submarinos n\u00e3o identificados (OSNIs), vistos muitas vezes por veranistas e marinheiros? O mar, ainda pouco explorado pelo homem, cobre 70% de nosso planeta e seria um local adequado para a manuten\u00e7\u00e3o de bases submarinas ou simplesmente para ref\u00fagio dos seres extraterrestres.<\/p>\n<h3>Semelhante \u00e0 um Perisc\u00f3pio<\/h3>\n<p>Um dos casos mais interessantes registrados at\u00e9 hoje, divulgado em UFO 71, mobilizou at\u00e9 mesmo a Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (OTAN). O fato ocorreu em 1963, quando o pescador Mons Lagetig surpreendeu-se ao ver um estranho objeto, semelhante a um perisc\u00f3pio, emergir do mar. Logo em seguida, uma embarca\u00e7\u00e3o que estava nas proximidades conseguiu rastre\u00e1-lo. O barco de guerra Trodhen tamb\u00e9m confirmou a presen\u00e7a daquele aparelho, atrav\u00e9s de um sonar de bordo, e mobilizou as for\u00e7as norueguesas, visto que poderia ser um submarino estrangeiro.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o foi tamanha que o pr\u00f3prio governo da Noruega destacou outros 30 navios para o local, al\u00e9m de solicitar ajuda de uma frota da OTAN, que realizava manobras nas \u00e1guas daquele pa\u00eds. Gra\u00e7as \u00e0 ajuda imediata o objeto foi rapidamente localizado. No entanto, pouco depois, ele desapareceu misteriosamente. Ocorr\u00eancias como esta s\u00e3o muito comuns em todo o mundo e os governos n\u00e3o medem esfor\u00e7os para desmenti-las, tanto quanto o fazem com fen\u00f4menos envolvendo discos voadores em nosso c\u00e9u.<\/p>\n<\/div>\n<p><span class=\"style-scope yt-formatted-string\" dir=\"auto\">Grava\u00e7\u00e3o original realizada com pescador e testemunha direta do Caso Navegantes:<\/span><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fgU-qVA8sOU\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div id=\"attachment_3020\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3020\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3020 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/navega23.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"293\" 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style=\"width: 760px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3021\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3021 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/navegantes-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"507\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/navegantes-1.jpg 750w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/navegantes-1-400x270.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/navegantes-1-650x439.jpg 650w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/navegantes-1-250x169.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/navegantes-1-150x101.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/navegantes-1-50x34.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/navegantes-1-100x68.jpg 100w, 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class=\"wp-image-3022 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Naveg-ufo.jpg\" alt=\"\" width=\"463\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Naveg-ufo.jpg 463w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Naveg-ufo-400x251.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Naveg-ufo-250x157.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Naveg-ufo-150x94.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Naveg-ufo-50x31.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Naveg-ufo-100x63.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Naveg-ufo-200x125.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Naveg-ufo-300x188.jpg 300w, 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Representa\u00e7\u00e3o do objeto, com base nos depoimentos.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<div>\n<hr \/>\n<\/div>\n<div>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/B_SBEDV_126_128.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores \u2013 Ed. 126_128<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/B_SBEDV_ESP_1975.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores \u2013 Ed. ESP_1975<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/index.php?arquivo=notComp.php&amp;id=581\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ufo.com.br\/index.php?arquivo=notComp.php&amp;id=581<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/inpu.sites.uol.com.br\/quedasdeovnis.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/inpu.sites.uol.com.br\/quedasdeovnis.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/br.groups.yahoo.com\/group\/ufoburn\/message\/8053\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/br.groups.yahoo.com\/group\/ufoburn\/message\/8053<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/index.php?arquivo=notComp.php&amp;id=2971\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ufo.com.br\/index.php?arquivo=notComp.php&amp;id=2971<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/ufo-logia.blogspot.com\/2008\/08\/queda-de-ovinis.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/ufo-logia.blogspot.com\/2008\/08\/queda-de-ovinis.html<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Intrigante caso de queda de OVNI na Praia de Navegantes (SC), ocorrido em julho de 1974. 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Artigo com textos da SBEDV e de Carlos Alberto Machado &#8211; cipexbr@yahoo.com &nbsp; O Caso da Praia de Navegantes \u00e9 um dos mais misteriosos eventos ufol\u00f3gicos da regi\u00e3o sul do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3019,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false},"categories":[105],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3018"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3018"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3018\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6914,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3018\/revisions\/6914"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3019"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3018"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3018"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3018"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}