{"id":3189,"date":"2022-03-14T12:06:37","date_gmt":"2022-03-14T15:06:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/?p=3189"},"modified":"2025-04-21T16:10:21","modified_gmt":"2025-04-21T19:10:21","slug":"chupa-chupa1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/chupa-chupa1\/","title":{"rendered":"Morte na Ilha do Caranguejo"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Um dos mais impressionantes casos ufol\u00f3gicos ocorridos no Brasil, envolvendo quatro pescadores maranhenses. Um deles morreu e outros dois ficaram seriamente feridos em decorr\u00eancia do contato.<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #fafafa;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 50%;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-5349 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/esquerda.png\" alt=\"\" width=\"75\" height=\"75\" \/><\/td>\n<td style=\"width: 50%; text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa2\/\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-5348 alignright\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/direita.png\" alt=\"\" width=\"75\" height=\"75\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 50%;\"><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/caso-chupa-chupa-e-operacao-prato\/\">Artigo anterior sobre o Chupa-Chupa e Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/td>\n<td style=\"width: 50%; text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa2\/\">Pr\u00f3ximo artigo sobre o chupa-Chupa e Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<hr \/>\n<p>Por Bob Pratt &#8211; originalmente publicado no Livro:\u00a0<a href=\"https:\/\/loja.ufo.com.br\/departamento\/livros\/3?page=3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Perigo Alien\u00edgena no Brasil<\/a>, editado pela revista UFO, com adendo de Carlos Alberto Machado<\/p>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>Jos\u00e9 Souza morreu aos 22 anos de idade. Era saud\u00e1vel e n\u00e3o sofria de nenhuma doen\u00e7a. O que o matou \u00e9 um mist\u00e9rio. O dia come\u00e7ou ensolarado e quente, quando ele e mais tr\u00eas homens foram de S\u00e3o Luis do Maranh\u00e3o a Ilha do Caranguejo, 25 km ao sul, na Ba\u00eda de S\u00e3o Marcos, em um barco velho e corro\u00eddo. Chegaram no in\u00edcio da tarde, ancoraram em um riacho bem dentro da ilha e passaram o resto da tarde cortando \u00e1rvores finas e podando galhos. Eles planejavam vender mastros de madeira para uso em constru\u00e7\u00f5es simples. A ilha tem 40 km de comprimento e 11 km de largura. \u00c9 um local isolado, pantanoso e deserto, infestado por mosquitos e coberto de arbustos e \u00e1rvores. As pessoas s\u00f3 v\u00e3o l\u00e1 para pegar madeira ou apanhar caranguejos. Com Jos\u00e9 estavam dois de seus irm\u00e3os, Apolin\u00e1rio, 31, e Firmino, 38, e um primo, Auleriano Bispo Alves, de 36 anos.<\/p>\n<p>Eles trabalharam a tarde toda cortando e empilhando troncos. Pararam \u00e0s 18h00, quando o Sol come\u00e7ava a se p\u00f4r, e fizeram uma refei\u00e7\u00e3o de carne e arroz. A mar\u00e9 estava baixa e o barco ficara ancorado na lama do riacho vazio. Ficaram batendo papo at\u00e9 as 20h00 e foram dormir dentro do barco, cobrindo a escotilha com um peda\u00e7o de lona para impedir a entrada de mosquitos. Uma pequena janela fechada, na parte de tr\u00e1s da cabine, permitia a circula\u00e7\u00e3o do ar. Uma lanterna com o pavio baixo estava pendurada em um dos lados da cabine. Os homens pretendiam acordar por volta da meia-noite quando a mar\u00e9 subia, levar os troncos ao barco e voltar para S\u00e3o Luis, com o refluxo da mar\u00e9. Jos\u00e9, Apolin\u00e1rio e Auleriano (1) j\u00e1 tinham feito aquela viagem pelo menos umas cem vezes antes, e nunca deixaram de acordar com a mar\u00e9. O balan\u00e7o do barco quando o riacho se enchia e o som da \u00e1gua batendo no casco era um \u00f3timo despertador.<\/p>\n<p>Firmino era o \u00fanico novato. O quarto homem que costumava acompanhar o grupo estava doente e Firmino, um fazendeiro, pediu para ir no lugar dele porque precisava de mastros de madeira para um anexo que estava fazendo em sua casa na floresta tropical. Era a sua primeira viagem, e ele viria a se arrepender de t\u00ea-la feito. Alguma coisa terr\u00edvel aconteceu enquanto eles dormiam. \u00c0 meia-noite, Jos\u00e9 estava morto e Firmino e Auleriano seriamente machucados, mas ningu\u00e9m sabia o que tinha acontecido ou por qu\u00ea. Ningu\u00e9m sabia e at\u00e9 hoje n\u00e3o sabe.<\/p>\n<p><a name=\"descoberta\"><\/a><\/p>\n<h3>Descoberta Assustadora<\/h3>\n<p>Em vez de acordarem \u00e0 meia-noite, com o fluxo da mar\u00e9, eles s\u00f3 despertaram por volta das 05h00, quando o Sol estava nascendo. Apolin\u00e1rio, que dormira em um tapete no ch\u00e3o da cabine, ouviu Auleriano gritando por socorro na frente do barco. Ele ficou intrigado, porque Auleriano tinha ido dormir em uma rede na parte traseira do barco, pouco mais de um metro atr\u00e1s do tapete de Apolin\u00e1rio. Apolin\u00e1rio cambaleou para frente, agachou-se sob a outra rede, onde ficara Jos\u00e9, e retirou a lona que cobria a escotilha.<\/p>\n<p>Com a \u00e1rea para a carga subitamente vis\u00edvel \u00e0 primeira luz do alvorecer, Apolin\u00e1rio olhou para baixo e viu Auleriano deitado em v\u00e1rios cent\u00edmetros de \u00e1gua na estiva. Ele perguntou qual era o problema, mas Auleriano n\u00e3o sabia. Estava com dor, n\u00e3o conseguia se levantar e n\u00e3o sabia como tinha ido parar l\u00e1.<\/p>\n<p>Apolin\u00e1rio ajudou Auleriano a sair pela escotilha e ir at\u00e9 o tombadilho, e percebeu que ele estava queimado nas duas esc\u00e1pulas. Auleriano baixou o short e viu que tinha uma queimadura tamb\u00e9m nas n\u00e1degas, do lado esquerdo. Estranhamente, o short n\u00e3o se queimara. Apolin\u00e1rio come\u00e7ou a fazer um ch\u00e1 para Auleriano, mas ouviu algu\u00e9m gemer na parte de tr\u00e1s do barco. Ele desceu at\u00e9 a cabine, agachou-se novamente sob a rede de Jos\u00e9, e viu Firmino deitado no ch\u00e3o, debaixo da rede de Auleriano. Era outra surpresa, porque Firmino tinha ido dormir na parte da frente do barco, onde Auleriano fora encontrado. Mas a surpresa de Apolin\u00e1rio se converteu em choque quando ele examinou Firmino. \u201cEle estava queimado e inchado, e a pele tinha ca\u00eddo\u201d, disse Apolin\u00e1rio. \u201cTentei falar com ele, mas n\u00e3o respondia. Seus olhos estavam fechados e n\u00e3o consegui abri-los. Fiquei apavorado\u201d.<\/p>\n<p>Assustado, Apolin\u00e1rio correu at\u00e9 a rede de Jos\u00e9 para pedir ajuda, mas assim que o tocou, percebeu que ele estava morto. Tentou sentir-lhe o pulso, mas n\u00e3o conseguiu. O corpo de Jos\u00e9 estava frio e enrijecendo rapidamente, com uma perna pendurada para fora da rede. Tomado de tristeza, Apolin\u00e1rio achou que devia colocar a perna de volta na rede, mas foi uma luta fazer isso. Desesperado, ele queria chorar, mas era o \u00fanico homem com sa\u00fade a bordo e teria de levar os outros de volta a S\u00e3o Luis. N\u00e3o havia rem\u00e9dios nem estojo de primeiros socorros no barco e ele n\u00e3o podia fazer nada para tratar das queimaduras dos homens. Pior ainda, a mar\u00e9 estava baixa e o barco ficara na lama novamente.<\/p>\n<p><a name=\"ajuda\"><\/a><\/p>\n<h3>Ajuda de Deus?<\/h3>\n<p>Ele precisou esperar mais de 8 horas at\u00e9 a mar\u00e9 subir novamente. Por volta das 14h00, ele come\u00e7ou a levar o barco de volta a S\u00e3o Luis. Foi uma viagem dif\u00edcil porque normalmente s\u00e3o necess\u00e1rios pelo menos tr\u00eas homens para cuidar das velas e do leme do barco de 12 m, e Apolin\u00e1rio tinha de fazer tudo sozinho. Jos\u00e9 estava morto, Firmino inconsciente e Auleriano com muita dor. Durante a viagem, Firmino rolava de um lado para o outro no ch\u00e3o da cabine, conforme o barco pegava as ondas na ba\u00eda. \u201c Deus me ajudou. Sem a ajuda Dele, todos ter\u00edamos morrido\u201d , disse Apolin\u00e1rio, um homem magro e com apenas 1,50 m de altura. O Sol estava se pondo quando eles chegaram ao Porto de Itaqui, perto de S\u00e3o Luis, mas o pesadelo do rapaz ainda n\u00e3o tinha acabado. As \u00fanicas pessoas no pequeno porto de \u00e1guas profundas eram dois guardas de seguran\u00e7a, que n\u00e3o puderam ajud\u00e1-lo. Ele teve de andar 10 km at\u00e9 S\u00e3o Luis, contar \u00e0 pol\u00edcia o que tinha acontecido e ir at\u00e9 sua casa para chamar seu irm\u00e3o mais velho, Pedrinho. Os dois voltaram ao porto de carro, \u00e0s 21h00, e levaram Firmino a um hospital. Embora Auleriano estivesse sofrendo com muitas dores, ficou junto ao corpo de Jos\u00e9.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia s\u00f3 chegou ao barco \u00e0 01h00. O corpo de Jos\u00e9 foi levado ao Instituto M\u00e9dico Legal e s\u00f3 ent\u00e3o Auleriano foi a um hospital para ser tratado. Suas queimaduras deixariam marcas, mas ele p\u00f4de ser liberado \u00e0 noite. Firmino ficou em coma por uma semana, e teve de passar mais de um m\u00eas no hospital. Boa parte de seu corpo tinha sofrido queimaduras de segundo grau. As mais s\u00e9rias estavam do lado esquerdo das costelas, na parte interior do bra\u00e7o esquerdo e na testa.<\/p>\n<p>Os m\u00fasculos do bra\u00e7o foram t\u00e3o danificados que os dedos da m\u00e3o esquerda ficaram permanentemente torcidos para dentro, quase sem nenhuma mobilidade. N\u00e3o foi feita uma aut\u00f3psia no corpo de Jos\u00e9. S\u00e3o Luis fica perto do equador e depois de 24h00 no calor, o corpo j\u00e1 estava em avan\u00e7ado estado de decomposi\u00e7\u00e3o. O m\u00e9dico que o examinou no Instituto M\u00e9dico Legal disse em seu relat\u00f3rio que n\u00e3o havia cortes nem hematomas no corpo. O atestado de \u00f3bito declarava que Jos\u00e9 tinha sofrido um \u201c&#8230;acidente vascular cerebral, causado por hipertens\u00e3o arterial, como conseq\u00fc\u00eancia de um choque emocional\u201d. A causa da morte foi atribu\u00edda a \u2018choque emocional&#8217;.<\/p>\n<p><a name=\"choque\"><\/a><\/p>\n<h3>Choque Emocional<\/h3>\n<p>N\u00e3o havia uma explica\u00e7\u00e3o para o que teria sido esse choque emocional. Passei mais de um m\u00eas na regi\u00e3o de S\u00e3o Luis, investigando esse e outros casos, e durante boa parte desse tempo, tentei localizar o m\u00e9dico. Com M\u00f4nica Carneiro e outros int\u00e9rpretes, fui atr\u00e1s dele em toda parte, sempre deixando recados, mas quando finalmente o encontramos, ele se recusou a conversar, e n\u00e3o explicou o por qu\u00ea daquilo. Sei, no entanto, que quando ele enviou o relat\u00f3rio sobre a morte de Jos\u00e9, seu chefe o criticou severamente por suas conclus\u00f5es.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia n\u00e3o foi capaz de determinar o que aconteceu na Ilha do Caranguejo. Os investigadores foram at\u00e9 l\u00e1, examinaram a \u00e1rea onde barco ficara ancorado, inspecionaram o pr\u00f3prio barco e conversaram com os sobreviventes e as pessoas que os conheciam. N\u00e3o havia nenhuma evid\u00eancia de que os homens tivessem bebido ou usado drogas, sofrido intoxica\u00e7\u00e3o alimentar ou sido expostos a gases t\u00f3xicos, ou sequer brigado fisicamente. A pol\u00edcia n\u00e3o encontrou sinal de fogo no barco nem na ilha. A \u00fanica conclus\u00e3o era de que os tr\u00eas sobreviventes realmente n\u00e3o sabiam o que tinha acontecido.<\/p>\n<p>Nenhum dos tr\u00eas homens se lembra do menor detalhe daquela noite, nem sob hipnose profunda. Uma queimadura deve provocar uma das mais terr\u00edveis dores que algu\u00e9m pode sofrer, por\u00e9m, dois homens foram gravemente queimados antes da meia-noite e nenhum dos dois sabia nada a respeito do acidente, um at\u00e9 a manh\u00e3 seguinte e o outro s\u00f3 quando saiu do coma, uma semana mais tarde (2). Como tais coisas podem ter acontecido sem que as v\u00edtimas tenham a menor lembran\u00e7a de como se queimaram? O que ou quem poderia infligir esses ferimentos e bloquear completamente a experi\u00eancia dolorosa das mentes das v\u00edtimas? Por que um jovem saud\u00e1vel como Jos\u00e9 simplesmente morreu enquanto dormia, sem nenhuma causa aparente?<\/p>\n<p><a name=\"midia\"><\/a><\/p>\n<h3>Aten\u00e7\u00e3o da M\u00eddia<\/h3>\n<p>Essas s\u00e3o algumas das perguntas que tanto intrigaram a pol\u00edcia do Maranh\u00e3o, e que nunca foram respondidas. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia direta de que um UFO esteve envolvido no incidente. Os homens nada viram de estranho. O fato ocorreu na noite de 25 de abril de 1977, durante um per\u00edodo de numerosos avistamentos de objetos n\u00e3o identificados em toda a regi\u00e3o. Os jornais e esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio e tev\u00ea em S\u00e3o Luis imediatamente agarraram a hist\u00f3ria e puseram a culpa em um UFO por causa do mist\u00e9rio que cercava o caso e porque muitos UFOs tinham sido vistos recentemente. Apesar da aten\u00e7\u00e3o que recebeu da m\u00eddia, o Caso Ilha do Caranguejo n\u00e3o foi divulgado fora de S\u00e3o Luis. Fiquei sabendo dele porque Roberto Granchi, filho da veterana uf\u00f3loga do Rio de Janeiro, Irene Granchi, esteve em S\u00e3o Luis no in\u00edcio de 1978 para consertar certos equipamentos eletr\u00f4nicos em um barco no Porto de Itaqui e, ao ouvir sobre o caso, foi procurar Auleriano. Ele contou \u00e0 sua m\u00e3e o que descobrira e ela, por sua vez, me repassou a informa\u00e7\u00e3o. No fim de novembro de 1978, fui a S\u00e3o Luis.<\/p>\n<p>\u00c9 uma antiga cidade colonial em uma ilha na embocadura de uma enorme ba\u00eda, com ruas estreitas e acidentadas, e pr\u00e9dios pintados em tons past\u00e9is de verde, rosa, azul, amarelo e outras cores, muitos dos quais cobertos com muitos ladrilhos ornamentais. A cidade tem muitos quil\u00f4metros de belas praias. Naquela \u00e9poca, tinha 250 mil habitantes, mas a cidade cresceu rapidamente nos anos 80 e at\u00e9 o fim do s\u00e9culo, sua popula\u00e7\u00e3o beirava um milh\u00e3o. Uma das primeiras pessoas com quem conversei na Ilha do Caranguejo foi Cl\u00e9sio Muniz, chefe de investiga\u00e7\u00e3o criminal da pol\u00edcia do Maranh\u00e3o. \u201cEu vi aqueles homens com aquelas estranhas queimaduras e n\u00e3o acho que foram causadas por um fogo comum\u201d , disse Muniz.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o acredito em UFOs, mas esse \u00e9 um fen\u00f4meno estranho que n\u00e3o consigo explicar. J\u00e1 tinha ouvido relatos de \u2018bolas de fogo&#8217; avistadas nas cidades ao redor da Ilha do Caranguejo e a oeste daqui. Muita gente tinha visto a \u2018bola de fogo&#8217;, tanto antes quanto depois do incidente. E pelos testemunhos que ouvi, as bolas de fogo n\u00e3o pareciam estrelas cadentes. Elas sobem e descem, movem-se para a esquerda ou a direita, horizontalmente, verticalmente, devagar ou r\u00e1pido, ou muito devagar ou r\u00e1pido demais. \u00c9 um fen\u00f4meno incomum, e n\u00e3o sei o que \u00e9\u201d.<\/p>\n<p>Outro investigador me disse que acreditava que um raio tinha causado a morte e as queimaduras. Sua teoria era de que o raio caiu na areia ou na lama perto do barco, ricocheteou para cima e voou horizontalmente at\u00e9 a cabine, atingindo tr\u00eas dos quatro homens que dormiam. Dois m\u00e9dicos do Instituto M\u00e9dico Legal (IML) que examinaram Firmino no hospital tamb\u00e9m achavam que a causa do acidente fora um raio. Um deles era o doutor Carneiro Belfort, na \u00e9poca, diretor do instituto e, posteriormente, professor de medicina em uma das universidades de S\u00e3o Luis. \u201cEu quis ver Firmino porque os jornais estavam dizendo que os ferimentos tinham sido causados por UFOs, e eu precisa verificar pessoalmente\u201d , disse o doutor Belfort. \u201cNunca vi um UFO e n\u00e3o acredito na exist\u00eancia deles. As queimaduras eram caracter\u00edsticas de raio, mas n\u00e3o posso afirmar que foi isso que as causou. E se n\u00e3o foi, n\u00e3o sei o que pode ter acontecido. O homem me disse que viu \u2018um fogo&#8217; antes de desmaiar\u201d.<\/p>\n<p><a name=\"fogo\"><\/a><\/p>\n<h3>Ele viu um Fogo<\/h3>\n<p>Essa \u00faltima afirma\u00e7\u00e3o \u2013 que Firmino, em seu del\u00edrio, murmurou algo sobre um \u2018fogo&#8217; \u2013 era o \u00fanico elo discern\u00edvel com um UFO. Fogo provavelmente \u00e9 o termo mais comum para UFO em todo o Brasil. O outro m\u00e9dico que defendeu a teoria do raio foi Jos\u00e9 Oliveira, na \u00e9poca, membro da equipe do IML. \u201cFirmino teve muitas queimaduras de segundo grau e poderia ter morrido. Na minha opini\u00e3o, foi raio. Mas, por outro lado, um raio teria causado algum dano ou queimadura no barco, e o homem que morreu tamb\u00e9m deveria estar queimado\u201d . Nenhum dos m\u00e9dicos viu o barco ou o corpo de Jos\u00e9, mas o atestado de \u00f3bito afirmava que n\u00e3o havia marcas nem les\u00f5es no corpo.<\/p>\n<p>Enquanto convers\u00e1vamos, o doutor Oliveira examinou os registros do instituto sobre os homens feridos. Quanto \u00e0 queimadura nas n\u00e1degas de Auleriano, ele disse que \u201c&#8230;provavelmente, se ele tivesse sido atingido por um raio, sua roupa tamb\u00e9m teria sido queimada\u201d . Os cal\u00e7\u00f5es de Auleriano e Apolin\u00e1rio ficaram intactos. Cl\u00e9sio Muniz, o investigador criminal chefe, discordava veementemente da teoria do raio, assim como o Sargento Antenor Costa, meteorologista da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB) no Aeroporto de S\u00e3o Luis. O aeroporto fica 4 km a nordeste da Ilha do Caranguejo. Na \u00e9poca, quatro linhas a\u00e9reas nacionais, duas regionais e v\u00e1rias empresas de t\u00e1xi a\u00e9reo estavam usando o aeroporto. Os registros da esta\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica indicam que n\u00e3o houve temporal nem rel\u00e2mpagos entre as 17h00 de 25 de abril e 06h00 do dia 26. Caiu uma chuva leve \u00e0s 23h00 e outra \u00e0 meia-noite, mas de resto a noite estava clara e calma.<\/p>\n<p>\u201cSeria imposs\u00edvel um raio cair, atingir a areia e ricochetear para cima e desviar para o lado, pegando o barco. Isso n\u00e3o acontece. Se fosse assim, o raio teria queimado tamb\u00e9m a lona e n\u00e3o teria atingido dois ou tr\u00eas homens ao mesmo tempo porque suas posi\u00e7\u00f5es no barco eram muito diferentes. Para fazer isso, um raio precisaria ser tortuoso como uma trilha sinuosa. Al\u00e9m do mais, \u00e9 improv\u00e1vel que tivesse matado um homem sem queim\u00e1-lo. Simplesmente n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que um raio queime dois homens e mate um terceiro, sem deixar uma marca em seu corpo\u201d , disse o Sargento Costa.<\/p>\n<p>Natalino Filho, diretor da esta\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica, disse que um raio poderia ter ca\u00eddo na \u00e1gua e passado por ela at\u00e9 o barco, j\u00e1 que a \u00e1gua \u00e9 um bom condutor de eletricidade. \u201cMas se isso tivesse acontecido, Apolin\u00e1rio teria morrido porque ele estava deitado no ch\u00e3o, no ponto mais pr\u00f3ximo da \u00e1gua\u201d , acrescentou Natalino. Decididamente n\u00e3o havia queimaduras no barco. Eu o inspecionei pessoalmente, e foi uma aventura infernal. Firmino morava na floresta, a uma certa dist\u00e2ncia ao sul de Ita\u00fana, o terminal de balsa entre a Ba\u00eda de S\u00e3o Marcos e S\u00e3o Luis. Com Ana Teresa Britto e sua irm\u00e3 Leila como int\u00e9rpretes, fui procurar Firmino para lev\u00e1-lo a S\u00e3o Luis. Quando chegamos a casa dele, ficamos sabendo que o Maria Rosa, o barco usado pelos quatro homens na viagem \u00e0 Ilha do Caranguejo, estava ancorado num riacho pr\u00f3ximo. Fazia dias que o vinha procurando, mas longe dali, na \u00e1rea de S\u00e3o Luis.<\/p>\n<p><a name=\"pantano\"><\/a><\/p>\n<h3>P\u00e2ntano Infernal<\/h3>\n<p>Ter\u00edamos de esperar at\u00e9 que Firmino se aprontasse para ir conosco a S\u00e3o Luis, por isso, Ana Teresa, Leila e eu fomos inspecionar o barco, com a mulher de Firmino, Maria, nos servindo de guia. Fomos de carro a um pequeno vilarejo, estacionamos e come\u00e7amos a descer a p\u00e9 por uma trilha que dava na floresta. Cinco minutos mais tarde, chegamos a um p\u00e2ntano onde a trilha desaparecia debaixo d&#8217;\u00e1gua por uns 68 m. Maria disse que n\u00e3o havia outra maneira de alcan\u00e7ar o barco.<\/p>\n<p>Imagens de piranhas e outras criaturas belicosas me vinham \u00e0 mente, deixando-me com dor de cabe\u00e7a enquanto eu observava a \u00e1gua escura. N\u00e3o dava para ver nada sob a superf\u00edcie negra, e ter\u00edamos de atravess\u00e1-la descal\u00e7os ou arriscar perder os sapatos no barro. Eu queria chorar. Maria me garantiu que a \u00e1gua s\u00f3 chegava aos joelhos, mas eu n\u00e3o queria entrar nela descal\u00e7o nem com sapatos, por mais rasa que fosse. Mas n\u00e3o tinha escolha, se quisesse examinar o barco. As tr\u00eas mulheres riram de mim, quando eu hesitei. E ent\u00e3o, detestando cada minuto da aventura, mergulhei as pernas no p\u00e2ntano e arrestei-me atrav\u00e9s dele, seguindo Maria e seguido por Ana Teresa e Leila. Mas nada de ruim aconteceu, e chegamos ao outro lado com os artelhos intactos.<\/p>\n<p>Alguns minutos depois, chegamos ao barco. Com a mar\u00e9 baixa, ele ainda estava preso na lama. Era totalmente feito de madeira e tinha uma \u00fanica e enorme vela. Era um barco velho, com a pintura t\u00e3o desbotada que mal pod\u00edamos ver o nome Maria Rosa. N\u00e3o havia ningu\u00e9m por perto. Enquanto as tr\u00eas mulheres se sentavam sobre um tronco ca\u00eddo e me esperavam, atravessei uma prancha de madeira e subi ao tombadilho. A \u00fanica entrada para a cabine e o espa\u00e7o de carga embaixo \u00e9 atrav\u00e9s de uma escotilha quadrada, bem atr\u00e1s do mastro. Fiquei uns 30 minutos examinando o barco inteiro, dentro e fora. N\u00e3o havia um \u00fanico sinal de fogo ou viol\u00eancia. Tirei v\u00e1rias fotos, e ent\u00e3o n\u00f3s quatro voltamos \u2013 descal\u00e7os atrav\u00e9s do mesmo p\u00e2ntano (3).<\/p>\n<p>Levamos Firmino a S\u00e3o Luis porque eu tinha providenciado a vinda do doutor S\u00edlvio Lago de Niter\u00f3i, para hipnotizar os tr\u00eas homens. O doutor Lago, m\u00e9dico e professor de medicina, j\u00e1 vinha usando hipnose em sua profiss\u00e3o havia quase 45 anos. Os tr\u00eas homens concordaram em fazer as sess\u00f5es porque viviam deprimidos desde o incidente e esperavam que ele pudesse ajud\u00e1-los. O doutor Lago passou 16 horas com os homens, seis falando com cada um individualmente e juntos sobre suas vidas e o que aconteceu na Ilha do Caranguejo, e as outras 10 horas em sess\u00f5es individuais de hipnose. Quando acabou, ele estava convencido de que os homens estavam dizendo a verdade, mas n\u00e3o obteve a menor pista do que tinha acontecido aquela noite. \u201cEles n\u00e3o conseguiam se lembrar de nada ap\u00f3s terem ido dormir aquela noite. N\u00e3o estou acostumado a ver esse tipo de bloqueio mental. \u00c9 um caso muito estranho e complicado\u201d , disse o doutor Lago.<\/p>\n<p>S\u00f3 a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria suficiente para causar o bloqueio, disse. \u201cFoi alguma coisa f\u00edsica e ps\u00edquica, mas nada comum. Uma emo\u00e7\u00e3o muito forte poderia causar amn\u00e9sia, mas n\u00e3o parece ter sido a rea\u00e7\u00e3o emocional dos homens que provocou esse bloqueio mental. \u00c9 poss\u00edvel que antes ou durante a experi\u00eancia, eles tenham passado por algum tipo de hipnose muito profunda, preparando-os para n\u00e3o se lembrar de nada, depois\u201d . Outra coisa que o intrigou foi que Apolin\u00e1rio, que n\u00e3o tinha ferimentos aparentes, tinha o mesmo tipo de bloqueio que os outros dois.<\/p>\n<p>\u201cUma hip\u00f3tese \u00e9 que Apolin\u00e1rio deve ter tido uma emo\u00e7\u00e3o forte demais a ponto de provocar o bloqueio. N\u00e3o imagino o que seja, a menos que ele tenha visto o que aconteceu. O que lhe imp\u00f4s o bloqueio mental foi muito mais forte que a dor de ver seu irm\u00e3o morto, porque ele se lembra de tudo antes e depois, mas nada durante, e eu n\u00e3o acredito que haja emo\u00e7\u00e3o maior que ver o irm\u00e3o morto e dois homens feridos. \u00c9 muito estranho\u201d , informou o hipn\u00f3logo. Outra parte do mist\u00e9rio \u00e9 o fato de que Auleriano foi dormir nos fundos do barco e acordou na frente, enquanto Firmino, que estava dormindo na frente, foi encontrado nos fundos, perto da rede de Auleriano. Nenhum dos homens se lembrava de ter trocado de posi\u00e7\u00e3o no meio da noite.<\/p>\n<p>Algumas pessoas familiarizadas com o caso acham que um UFO tirou os homens do barco, fez o que quis com eles, e os colocou de volta, errando os locais onde estavam Firmino e Auleriano, invertendo suas posi\u00e7\u00f5es. O que aconteceu aquela noite a bordo do Maria Rosa foi entre as 20h00, quando eles foram dormir, e a meia-noite, quando pretendiam acordar. Tr\u00eas deles estavam acostumados a acordar com o fluxo da mar\u00e9, mas ningu\u00e9m acordou at\u00e9 a manh\u00e3 seguinte. Isso indica que todos estavam inconscientes antes da meia-noite. O que ou quem causou as queimaduras em Firmino e Auleriano provavelmente tamb\u00e9m foi respons\u00e1vel pela morte de Jos\u00e9. Exatamente quando esses eventos ocorreram n\u00e3o se pode determinar, mas provavelmente foi antes da meia-noite. O corpo de Jos\u00e9 estava ficando duro e Apolin\u00e1rio teve dificuldade para colocar a perna do irm\u00e3o de volta na rede. Isso foi entre 5 e 5h30. Normalmente, a rigidez come\u00e7a tr\u00eas ou 4 horas ap\u00f3s a morte e leva cerca de 12 horas para se espalhar pelo corpo inteiro.<\/p>\n<p><a name=\"saude\"><\/a><\/p>\n<h3>Problemas de Sa\u00fade<\/h3>\n<p>Quando entrevistei os tr\u00eas sobreviventes, esperava que o bloqueio mental tivesse esvaecido e que talvez suas mem\u00f3rias come\u00e7assem a ser reativadas. Mas talvez isso nunca aconte\u00e7a. Voltei em 1981 e conversei com Auleriano e Apolin\u00e1rio, e novamente em 1992, quando falei com os tr\u00eas. Nenhum deles se lembrava de coisa alguma. Um fato interessante \u00e9 que os dois que sofreram queimaduras, Firmino e Auleriano, hoje t\u00eam \u00f3tima sa\u00fade, mas Apolin\u00e1rio, que aparentemente n\u00e3o sofreu ferimentos, tem problemas de sa\u00fade atualmente. Um ano e meio depois do incidente, ele come\u00e7ou a sentir uma fraqueza no bra\u00e7o esquerdo. Em 1981, o ano em que ele completou 36 anos, n\u00e3o podia segurar nada com a m\u00e3o esquerda sem derrubar. Em 1992, com 46 anos de idade, ele tinha pouca for\u00e7a na m\u00e3o e no bra\u00e7o esquerdos, sofria de fortes dores de cabe\u00e7a e caminhava com dificuldade, com o passo um pouco duro. Ele n\u00e3o sabe por qu\u00ea. Nunca teve acidentes nem doen\u00e7as debilitantes. Quando consegue trabalhar, faz carv\u00e3o.<\/p>\n<p>Firmino, que perdera peso e quase n\u00e3o conseguia fazer nada por v\u00e1rios anos depois do incidente \u2013 e \u00e0s vezes at\u00e9 parecia meio abobado, segundo sua mulher \u2013 hoje est\u00e1 robusto e mentalmente \u00e1gil, de novo. Consegue fazer trabalhos bra\u00e7ais leves, apesar de ter a m\u00e3o esquerda torta. Ele e Maria tamb\u00e9m s\u00e3o os propriet\u00e1rios e administradores de uma pequena mercearia em um dos bairros mais pobres de S\u00e3o Luis.<\/p>\n<p>As cicatrizes de Auleriano praticamente desapareceram. Dois anos depois do incidente, ele come\u00e7ou a ir \u00e0 Ilha do Caranguejo para pegar madeira de novo, e continuou com esse trabalho at\u00e9 1991, sem mais nenhum acontecimento inusitado. Mas largou essa ocupa\u00e7\u00e3o e foi trabalhar como guarda de seguran\u00e7a em uma empresa de constru\u00e7\u00e3o. Nem Apolin\u00e1rio nem Firmino jamais voltaram \u00e0 Ilha do Caranguejo.<\/p>\n<p><a name=\"morte\"><\/a><\/p>\n<h3>Outra Morte na Ilha do Caranguejo<\/h3>\n<p>Esse n\u00e3o \u00e9 o fim da hist\u00f3ria da Ilha do Caranguejo. Praticamente a mesma coisa aconteceu nove anos depois com outro grupo de homens, deixando um morto, um queimado e dois misteriosamente afetados. Em 28 de abril de 1986, os quatro homens foram \u00e0 ilha num barco semelhante, para pegar madeira. Trabalharam dois dias cortando mais de 300 troncos e empilhando-os nas margens do rio, perto do barco. No dia 30 de abril, pararam de trabalhar \u00e0s 18h00 e um deles, Juv\u00eancio, 22 anos, come\u00e7ou a cozinhar. Ver\u00edssimo, 21, disse que n\u00e3o se sentia bem e pediu a Juv\u00eancio alho para esfregar nos bra\u00e7os, pois isso o faria se sentir melhor, mas Juv\u00eancio de repente ficou tonto e caiu no tombadilho, inconsciente. Numa r\u00e1pida sucess\u00e3o, os outros dois homens, Anselmo e L\u00e1zaro, ambos na casa dos 40, tamb\u00e9m desmaiaram.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m sabe o que aconteceu com Ver\u00edssimo. L\u00e1zaro recobrou a consci\u00eancia ao meio-dia, no dia seguinte, e encontrou Ver\u00edssimo morto, estendido no tombadilho. N\u00e3o havia marcas nele, mas um pouco de sangue escorria-lhe da boca. Anselmo acordou duas horas mais tarde e Juv\u00eancio voltou a si \u00e0s 17h00, quase 24 horas depois de ter desmaiado. O lado direito de sua cabe\u00e7a estava queimado e inchado. Anselmo e L\u00e1zaro tentaram colocar a madeira no barco, mas desistiram ap\u00f3s terem carregado n\u00e3o mais que uns trinta mastros. Come\u00e7aram a conduzir o barco de volta a S\u00e3o Luis, mas era dif\u00edcil porque os tr\u00eas sentiam enj\u00f4os e n\u00e1useas.<\/p>\n<p><a name=\"estrondo\"><\/a><\/p>\n<h3>Forte Estrondo<\/h3>\n<p>A segunda morte na Ilha do Caranguejo tamb\u00e9m n\u00e3o foi noticiada fora de S\u00e3o Luis. Fui a S\u00e3o Luis cinco meses ap\u00f3s o incidente e soube da hist\u00f3ria por M\u00f4nica Carneiro e Ana Teresa Brito, as principais int\u00e9rpretes em minha investiga\u00e7\u00e3o do primeiro caso. Elas me ajudaram a encontrar Juv\u00eancio, que me contou o que tinha acontecido. Como no primeiro caso, nenhum dos tr\u00eas sobreviventes sabe o que aconteceu aquela noite, exceto que todos sentiram tontura e desmaiaram. As autoridades portu\u00e1rias os interrogaram e me disseram que parecia que os homens estavam dizendo a verdade. Os tr\u00eas tinham certeza que o problema n\u00e3o foi intoxica\u00e7\u00e3o alimentar. Ainda n\u00e3o tinham comido e estavam se sentindo muito bem at\u00e9 ficarem tontos. As autoridades descartaram a possibilidade de algum tipo de g\u00e1s venenoso do p\u00e2ntano. Juv\u00eancio disse que ningu\u00e9m sentiu nenhum cheiro estranho antes da tontura.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi feita aut\u00f3psia em Ver\u00edssimo. Como no primeiro caso, quando o barco chegou ao porto, seu corpo j\u00e1 estava em avan\u00e7ado estado de decomposi\u00e7\u00e3o. O atestado de \u00f3bito de Ver\u00edssimo simplesmente menciona a causa de morte como &#8220;n\u00e3o determinada&#8221;. A liga\u00e7\u00e3o com um UFO nesse caso tamb\u00e9m \u00e9 t\u00eanue. Uma coisa estranha aconteceu pouco antes dos homens desmaiarem. Eles ouviram um forte estrondo no mato, em algum lugar perto do barco. No escuro, n\u00e3o puderam ver o que era, e n\u00e3o sabem o que pode ter causado o barulho. S\u00f3 se pode chegar \u00e0 ilha de barco ou helic\u00f3ptero, e os homens n\u00e3o sabiam da presen\u00e7a de outras pessoas l\u00e1, com eles. Os partid\u00e1rios das teorias ufol\u00f3gicas podem interpretar o estrondo como uma clara indica\u00e7\u00e3o de que um UFO aterrissou, esmagando \u00e1rvores em seu caminho, enquanto os desmistificadores alegar\u00e3o que o barulho deve ter sido causado por uma \u00e1rvore caindo.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como provar quem est\u00e1 certo, mas os homens reconheceriam o som de uma \u00e1rvore caindo. Quando M\u00f4nica, Ana Teresa e eu entrevistamos Juv\u00eancio em sua casa, v\u00e1rios vizinhos se reuniram para ouvir. Um homem no meio da multid\u00e3o disse que tinha tido um contado com um UFO em um barco semelhante, n\u00e3o longe da Ilha do Caranguejo, numa noite em 1983. Seu barco estava ancorado em um riacho do lado oeste da ba\u00eda, quando um grande objeto brilhante desceu e pairou sobre ele, projetando uma luz sobre a embarca\u00e7\u00e3o. O homem e seus companheiros saltaram para fora do barco e se esconderam no mato at\u00e9 o UFO se afastar. Ele disse que v\u00e1rias pessoas em barcos na \u00e1rea tamb\u00e9m tiveram contatos com UFOs aquele ano.<\/p>\n<p>Tanto L\u00e1zaro quanto Anselmo estavam no interior as duas vezes que estive em S\u00e3o Luis depois do incidente, e nunca conversei com eles. Entretanto, vi Juv\u00eancio novamente em 1992. Ele disse que estava bem de sa\u00fade, mas que Anselmo e L\u00e1zaro sentiam amortecimento nas pernas, e L\u00e1zaro \u00e0s vezes tinha tontura e dor de cabe\u00e7a. Os dois casos s\u00e3o notavelmente semelhantes, exceto que nenhum dos homens do primeiro incidente sentiu tontura. \u00c9 bem poss\u00edvel que n\u00e3o tenha havido a presen\u00e7a de UFO em nenhum dos casos, j\u00e1 que as v\u00edtimas n\u00e3o se lembram de ter visto nada estranho e n\u00e3o houve outras testemunhas. Mas se os vil\u00f5es nesses casos n\u00e3o s\u00e3o os UFOs, ent\u00e3o algum fen\u00f4meno igualmente estranho foi o respons\u00e1vel. De qualquer forma, tudo faz parte de um estranho mist\u00e9rio que fere e, \u00e0s vezes, mata as pessoas.<\/p>\n<p>Notas do Texto:<\/p>\n<p>(1) Auleriano \u00e9 uma varia\u00e7\u00e3o de um nome mais comum, Aureliano.<\/p>\n<p>(2) H\u00e1 uma not\u00e1vel semelhan\u00e7a entre as queimaduras graves e o coma de Firmino e o que aconteceu em um caso pesquisado por H\u00falvio Brandt Aleixo, no Vale das Velhas (MG). Na localidade de Florestal, uma tarde, uma senhora idosa foi encontrada inconsciente no quintal de sua casa, com uma queimadura em cada bra\u00e7o. Ela foi levada a um hospital, onde conseguiu se recuperar. A queimadura era t\u00e3o grave que ela precisou de enxertos de pele, e levou tr\u00eas meses para se curar. Ningu\u00e9m sabe o que causou a queimadura, e ela n\u00e3o tinha id\u00e9ia do que tinha acontecido. Durante alguns dias, antes desse incidente, moradores da vizinhan\u00e7a tinham visto estranhas bolas de fogo voando pelo c\u00e9u. Algumas pessoas achavam que havia uma liga\u00e7\u00e3o entre o acidente com a mulher e as bolas de fogo.<\/p>\n<p>(3) V\u00e1rios anos depois, Ana Teresa comentou: \u201cSabe, aquilo foi perigoso\u201d.<\/p>\n<p><a name=\"pratt\"><\/a><\/p>\n<h3>Quem \u00e9 Bob Pratt?<\/h3>\n<p>Bob Pratt \u00e9 um jornalista norte-americano aposentado que trabalhou como rep\u00f3rter e editor de jornais di\u00e1rios e revistas por 48 anos. \u00c9 uf\u00f3logo desde 1975, quando foi enviado para investigar a aterrissagem de um UFO na regi\u00e3o norte dos Estados Unidos. At\u00e9 aquela \u00e9poca, sempre fora c\u00e9tico, mas em uma semana entrevistou mais de 60 homens e mulheres que tinham tido avistamentos ou contatos imediatos, passando a estudioso do assunto. O testemunho dessas pessoas o convenceu de que os UFOs s\u00e3o reais. Nos seis anos e meio que se seguiram, ele se especializou em pesquisa ufol\u00f3gica para sua revista, a National Enquirer, viajando pelos EUA, Argentina, Bol\u00edvia, Canad\u00e1, Chile, Jap\u00e3o, M\u00e9xico, Peru e Porto Rico. Desde 1975, entrevistou cerca de duas mil pessoas que tiveram experi\u00eancias ufol\u00f3gicas. S\u00f3 ao Brasil veio nada menos do que 13 vezes para examinar casos, especialmente no Nordeste.<\/p>\n<p>Pratt ficou profundamente interessado nos casos de contatos com UFOs no Brasil ap\u00f3s a Enquirer t\u00ea-lo enviado aqui quatro vezes, nas d\u00e9cadas de 70 e 80. Diferente do que tinha observado em outros pa\u00edses, no Brasil os UFOs ferem muitas pessoas e podem at\u00e9 ter matado algumas. Esses incidentes o intrigaram tanto que, ap\u00f3s sair da revista, em 1981, voltou imediatamente ao pa\u00eds para continuar suas pesquisas por conta pr\u00f3pria. Mais recentemente, em 1999, passou a tentar descobrir por que acontecem tantos contatos no Brasil, em n\u00famero bem superior ao registrado noutros pa\u00edses. Bob Pratt escreveu numerosos artigos sobre UFOs e foi editor do UFO Journal, \u00f3rg\u00e3o oficial da entidade norte-americana Mutual UFO Network (MUFON) , a maior do mundo. Em seu o site [ www.bobpratt.org ] h\u00e1 muitas de suas in\u00fameras hist\u00f3rias. \u00c9 tamb\u00e9m co-autor, junto de Philip Imbrogno, da obra Night Siege: The Hudson Valley UFO Sightings [Cerco Noturno: Os Avistamentos de UFOs em Hudson Valley] , do doutor J. Allen Hynek.<\/p>\n<p><a name=\"adendo\"><\/a><\/p>\n<h3>Adendo Fenomenum &#8211; Por Carlos Alberto Machado<\/h3>\n<p>No ano de 2007 o ge\u00f3grafo maranhense Andr\u00e9 Ara\u00fajo, apreciador da tem\u00e1tica ufol\u00f3gica deparou-se com um mist\u00e9rio maranhense conhecido h\u00e1 muitos anos pelos pescadores e moradores locais. H\u00e1 cerca de seis anos v\u00eam estudando as condi\u00e7\u00f5es ambientais da costa maranhense e ao visitar a Ilha dos Caranguejos, deparou-se com algo estranho e fascinante.<\/p>\n<p>No meio da \u00ednsula, muito conhecida pelo ataque aos pescadores h\u00e1 mais de 30 anos (1977), ele verificou a presen\u00e7a de um conjunto de rochas cristalinas fincadas no solo inconsolidado da ilha. Calculou a altura de 2 metros e o peso de 1 tonelada para cada rocha. Andr\u00e9 acredita que seja um tipo de monumento megal\u00edtico, muito similar ao de Stonehenge na Inglaterra, pois formam um c\u00edrculo e exatamente ao meio-dia, fen\u00f4meno presenciado por ele, o sol ocupa corretamente o centro do c\u00edrculo lembrando um rel\u00f3gio de sol. Acrescenta ainda que n\u00e3o fosse um conjunto de caracter\u00edsticas incomuns, estas rochas por si despertariam interesse de arque\u00f3logos. Ele acredita que existe algo a mais cercando o mist\u00e9rio desses megal\u00edticos. Primeiro, por se situarem em uma ilha distante da ocupa\u00e7\u00e3o humana e, portanto isolada da sociedade. Depois, por que \u00e9 constitu\u00edda essencialmente de mat\u00e9ria sedimentar, sendo que a concentra\u00e7\u00e3o de rocha cristalina mais pr\u00f3xima da ilha est\u00e1 em Ros\u00e1rio, munic\u00edpio distante uns 60 km da ilha dos Caranguejos. Assim sendo conclui que as rochas megal\u00edticas foram inseridas artificialmente naquela regi\u00e3o distante.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje a ilha \u00e9 cercada de mist\u00e9rios envolvendo hist\u00f3rias de OVNIs e assombra\u00e7\u00f5es, e por ser capitaneada pela Aeron\u00e1utica, a visita\u00e7\u00e3o \u00e0 ilha n\u00e3o \u00e9 permitida sem autoriza\u00e7\u00e3o. Estudantes e profissionais (pessoas que conseguem licen\u00e7a) que raramente pesquisam na regi\u00e3o, apenas circundam-na de lancha, possivelmente para realizarem coletas, n\u00e3o podendo deixar suas embarca\u00e7\u00f5es. Andr\u00e9 em companhia de pescadores da regi\u00e3o conseguiu burlar essa regra.<\/p>\n<p>Ele afirma ainda que os pescadores conhecem estas forma\u00e7\u00f5es h\u00e1 anos, e, portanto foi f\u00e1cil encontrar os megal\u00edticos em companhia deles. Por outro lado a comunidade cient\u00edfica conhece pouco sobre estes monumentos, e os que os conhecem, preferem ignor\u00e1-los.<\/p>\n<p>Quando esteve na regi\u00e3o o ge\u00f3grafo tomou o cuidado de trazer consigo algumas amostras de solo e da rocha trabalhada para posterior an\u00e1lise. N\u00e3o pode fotografar os megalitos, pois, n\u00e3o possu\u00eda na \u00e9poca, nenhum tipo de m\u00e1quina fotogr\u00e1fica.<\/p>\n<div id=\"attachment_3193\" style=\"width: 369px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3193\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3193 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang1.jpg\" alt=\"\" width=\"359\" height=\"243\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang1.jpg 359w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang1-250x169.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang1-150x102.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang1-50x34.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang1-100x68.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang1-200x135.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang1-300x203.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang1-350x237.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 359px) 100vw, 359px\" \/><p id=\"caption-attachment-3193\" class=\"wp-caption-text\">Bob Pratt a bordo do pequeno barco na qual os pescadores se encontravam na fat\u00eddica noite. [Fotos: Bob Pratt]<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_3194\" style=\"width: 385px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3194\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3194 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang2.jpg\" alt=\"\" width=\"375\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang2.jpg 375w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang2-250x143.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang2-150x86.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang2-50x29.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang2-100x57.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang2-200x114.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang2-300x171.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang2-350x200.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 375px) 100vw, 375px\" \/><p id=\"caption-attachment-3194\" class=\"wp-caption-text\">Firmino dias ap\u00f3s o incidente, no hospital. [Fotos: Bob Pratt].<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_3195\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3195\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3195 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang3.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"181\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang3.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang3-150x136.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang3-50x45.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang3-100x91.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><p id=\"caption-attachment-3195\" class=\"wp-caption-text\">Firmino, j\u00e1 recuperado, mostrando a cicatriz adquirida na experi\u00eancia. [Fotos: Bob Pratt].<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_3196\" style=\"width: 235px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3196\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3196 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang4.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang4.jpg 225w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang4-150x173.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang4-50x58.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang4-100x116.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/carang4-200x231.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><p id=\"caption-attachment-3196\" class=\"wp-caption-text\">Apolin\u00e1rio em hipnose regressiva. [Fotos: Bob Pratt].<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_3197\" style=\"width: 723px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3197\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3197 size-large\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CasoMaranhao_Auleriano_folha1-713x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"713\" height=\"1024\" \/><p id=\"caption-attachment-3197\" class=\"wp-caption-text\">P\u00e1gina 1 do laudo do exame de Corpo de Delito de Auleriano [cortesia: Edson Boaventura Junior].<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_3198\" style=\"width: 730px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3198\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3198 size-large\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CasoMaranhao_Auleriano_folha2-720x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"1024\" \/><p id=\"caption-attachment-3198\" class=\"wp-caption-text\">P\u00e1gina 2 do laudo do exame de Corpo de Delito de Auleriano [cortesia: Edson Boaventura Junior].<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_3192\" style=\"width: 265px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3192\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3192 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bra12.jpg\" alt=\"\" width=\"255\" height=\"319\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bra12.jpg 255w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bra12-250x313.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bra12-150x188.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bra12-50x63.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bra12-100x125.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bra12-200x250.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 255px) 100vw, 255px\" \/><p id=\"caption-attachment-3192\" class=\"wp-caption-text\">Bob Pratt, investigador inicial do caso.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_3199\" style=\"width: 735px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3199\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3199 size-large\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CasoMaranhao_Firmino_folha1-725x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"725\" height=\"1024\" \/><p id=\"caption-attachment-3199\" class=\"wp-caption-text\">P\u00e1gina 1 do laudo do exame de Corpo de Delito de Firmino [cortesia: Edson Boaventura Junior].<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_3200\" style=\"width: 717px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3200\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3200 size-large\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CasoMaranhao_Firmino_folha2-707x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"707\" height=\"1024\" \/><p id=\"caption-attachment-3200\" class=\"wp-caption-text\">P\u00e1gina 2 do laudo do exame de Corpo de Delito de Firmino [cortesia: Edson Boaventura Junior].<\/p><\/div>\n<p>Conhe\u00e7a este caso mais detalhadamente acessando nosso menu abaixo:<\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"Morte na Ilha do Carangueijo\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa1\/\">Morte na Ilha do Caranguejo\u00a0<\/a><\/h3>\n<p><i>O Caso da Ilha do Caranguejo \u00e9 o marco inicial de uma onda de a\u00e7\u00f5es nocivas por parte de OVNIs, no Par\u00e1 e Maranh\u00e3o.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"O In\u00edcio do Fen\u00f4meno Chupa-Chupa\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa2\/\">O In\u00edcio do Fen\u00f4meno Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>O misterioso fen\u00f4meno Chupa-Chupa come\u00e7ou de forma mais intensa em meados de julho de 1977.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"A Fase Gurupi, do Chupa-Chupa\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa3\/\">A Fase Gurupi, do Fen\u00f4meno Chupa-chupa<\/a><\/h3>\n<p><i>Na Fase Gurupi, os casos concentram-se na regi\u00e3o do Rio Gurupi, divisa entre Maranh\u00e3o e Par\u00e1. S\u00e3o Vicente Ferrer, Pinheiro e S\u00e3o Bento concentraram a maioria dos casos.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"O Fen\u00f4meno Chupa-chupa e a fase da Ba\u00eda do Sol\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa4\/\">O Fen\u00f4meno Chupa-Chupa e a fase da Ba\u00eda do Sol<\/a><\/h3>\n<p><i>Com a evolu\u00e7\u00e3o do Fen\u00f4meno, as coisas tornaram-se mais calmas no Maranh\u00e3o e o foco das ocorr\u00eancias passou a ser o Norte do Par\u00e1, na chamada Fase da Ba\u00eda do Sol.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"A Opera\u00e7\u00e3o Prato\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa5\/\">A Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>Com a intensifica\u00e7\u00e3o dos casos, a For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira iniciou uma opera\u00e7\u00e3o para investigar as estranhas ocorr\u00eancias.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa6\/\">Coronel Uyrang\u00ea Hollanda, comandante da Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>Saiba mais sobre o Coronel Hollanda, comandante da Opera\u00e7\u00e3o Prato.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"Os Documentos Oficiais da Opera\u00e7\u00e3o Prato\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa7\/\">Os Documentos Oficiais da Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>A Opera\u00e7\u00e3o Prato, organizada pela For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira para investigar os casos agressivos envolvendo UFOs ao norte do Par\u00e1 e Maranh\u00e3o, gerou farta documenta\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"Fotografias de UFOs Feitas Durante a Opera\u00e7\u00e3o Prato\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa8\/\">As Fotografias da Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>Conjunto de algumas das fotografias e frames de filmagens dos objetos envolvidos nos ataques.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/8\/\">Caracter\u00edsticas e Padr\u00f5es do Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>Padr\u00f5es e caracter\u00edsticas not\u00e1veis envolvendo o Chupa-Chupa.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa10\/\">Depoimentos de Testemunhas do Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>Conjunto de testemunhos envolvendo o Chupa-chupa.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa11\/\"> Reportagens de Jornal<\/a><\/h3>\n<p><em>Colet\u00e2nea de reportagens de jornais de \u00e9poca.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa12\/\">Entrevista com Daniel Rebisso Giese<\/a><\/h3>\n<p><em>Daniel Rebisso Giese &#8211; Boliviano de nascimento, \u00e9 biom\u00e9dico e funcion\u00e1rio do Governo do Par\u00e1, na \u00e1rea da sa\u00fade, o que lhe propiciou encontrar-se v\u00e1rias vezes, como profissional, com dezenas de testemunhas e v\u00edtimas de ocorr\u00eancias ufol\u00f3gicas, algumas com quadros cl\u00ednicos at\u00e9 graves. \u00c9 autor do livro \u201cVampiros Extraterrestres na Amaz\u00f4nia\u201d edi\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio autor, Bel\u00e9m (PA) 1991. Conferencista e palestrante de in\u00fameros cursos e congressos de Ufologia, Daniel foi colaborador dos jornais O Estado do Paran\u00e1 e Di\u00e1rio do Par\u00e1. Possui artigos publicados nas revistas UFO, Planeta, e Cuarta Dimension (Argentina).<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa13\/\">Entrevista com a Dra. Wellaide Cescim de Carvalho<\/a><\/h3>\n<p><em>Wellaide Cecim Carvalho &#8211; m\u00e9dica sanitarista e diretora do Departamento de Programas Espaciais da Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Bel\u00e9m (PA), foi uma das raras profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade a ter um contato direto com as v\u00edtimas de radia\u00e7\u00f5es emitidas por UFOs. Wellaide teve uma oportunidade \u00edmpar durante sua perman\u00eancia na Unidade Sanit\u00e1ria de Colares, quando assumia as responsabilidades de sa\u00fade da ilha.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa14\/\">Entrevista com o Coronel Uyrang\u00ea Hollanda<\/a><\/h3>\n<p><em>Uyrang\u00ea Bol\u00edvar Soares Nogueira de Hollanda Lima &#8211; Este \u00e9 o nome do primeiro oficial de nossas for\u00e7as armadas a vir a p\u00fablico falar sobre as atividades de pesquisas ufol\u00f3gicas desenvolvidas secretamente no Brasil. Com nome de guerra Hollanda, chegando \u00e0 patente de coronel reformado da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB), foi ele quem comandou a famosa e pol\u00eamica Opera\u00e7\u00e3o Prato, realizada na Amaz\u00f4nia entre setembro e dezembro de 1977. Foi ele quem estruturou, organizou e colheu os espantosos resultados desse que foi o \u00fanico projeto do g\u00eanero de que se t\u00eam not\u00edcias em nosso pa\u00eds.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/entrevista-com-o-jornalista-carlos-mendes\/\">Entrevista com o Jornalista Carlos Mendes<\/a><\/h3>\n<p><em>Carlos Mendes &#8211; Rep\u00f3rter do jornal O Liberal, de Bel\u00e9m, que cobriu o fen\u00f4meno Chupa-chupa.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa16\/\">Entrevista com o piloto Ubiratan Pin\u00f3n Frias<\/a><\/p>\n<p><em>Ubiratan Pinon Frias, piloto comercial e amigo de Hollanda. Participou da Opera\u00e7\u00e3o Prato.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa17\/\">Os Anos Seguintes<\/a><\/h3>\n<p><em>Embora a grande onda ufol\u00f3gica relacionada ao chupa-chupa tenha ocorrido na segunda metade de 1977 e come\u00e7o de 1978, in\u00fameros casos ocorreram ap\u00f3s este per\u00edodo. Embora a Opera\u00e7\u00e3o Prato tenha sido encerrada prematuramente, os militares continuaram investigando casos na regi\u00e3o durante o ano seguinte. Al\u00e9m disso, in\u00fameros fatos posteriores chamam a aten\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa18\/\">Filmes e Document\u00e1rios sobre o Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>Acesse aqui filmes e document\u00e1rios sobre o Chupa-chupa e a Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<hr \/>\n<ul>\n<li>PRATT, Bob. Perigo Alien\u00edgena no Brasil. Tradu\u00e7\u00e3o de Marcos Malvezzi Leal. Campo Grande: CBPDV, 2003.<\/li>\n<li>ATHAYDE, Reginaldo. Extraterrestres atacam e matam no nordeste. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 7, p.7-11, abr\/jun 1989<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/ufo.com.br\/index.php?arquivo=notComp.php&amp;offset=2400&amp;id=492\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/ufo.com.br\/index.php?arquivo=notComp.php&amp;offset=2400&amp;id=492<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.x-libri.ru\/elib\/arefj000\/00000087.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.x-libri.ru\/elib\/arefj000\/00000087.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.jornalinfinito.com.br\/materias.asp?area=21\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.jornalinfinito.com.br\/materias.asp?area=21<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.geocities.com\/area51\/rampart\/2653\/injurywriteup.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.geocities.com\/area51\/rampart\/2653\/injurywriteup.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/dasvale.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/dasvale.html<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos mais impressionantes casos ufol\u00f3gicos ocorridos no Brasil, envolvendo quatro pescadores maranhenses. Um deles morreu e outros dois ficaram seriamente feridos em decorr\u00eancia do contato. Artigo anterior sobre o Chupa-Chupa e Opera\u00e7\u00e3o Prato Pr\u00f3ximo artigo sobre o chupa-Chupa e Opera\u00e7\u00e3o Prato Por Bob Pratt &#8211; originalmente publicado no Livro:\u00a0Perigo Alien\u00edgena no Brasil, editado pela [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":3190,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false},"categories":[124,105,1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3189"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3189"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3189\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7061,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3189\/revisions\/7061"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3190"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3189"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3189"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}