{"id":4129,"date":"2022-03-25T14:30:17","date_gmt":"2022-03-25T17:30:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/?p=4129"},"modified":"2025-04-21T13:22:28","modified_gmt":"2025-04-21T16:22:28","slug":"caso-luis-carlos-serra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/caso-luis-carlos-serra\/","title":{"rendered":"Caso Luis Carlos Serra"},"content":{"rendered":"<section id=\"inner-headline\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div id=\"resumo\" class=\"resumo\" style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Garoto \u00e9 abduzido em \u00e1rea de incid\u00eancia ufol\u00f3gica reaparecendo quatro dias depois com v\u00e1rios vest\u00edgios f\u00edsicos e fisiol\u00f3gicos.<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div>\n<hr \/>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<section id=\"content\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-lg-8\">\n<p>Em 24 de mar\u00e7o de 1978, Penalva, no estado do Maranh\u00e3o, foi palco de um intrigante caso de abdu\u00e7\u00e3o, pouco depois da extraordin\u00e1ria onda ufol\u00f3gica conhecida como Chupa-chupa. Era Sexta-Feira Santa e logo depois do meio dia, o protagonista do caso, Luis Carlos Serra, na \u00e9poca com 16 anos, encontrava-se a oeste da cidade, em uma \u00e1rea de mato denso, pegando goiaba. Em dado momento, ele ouviu um barulho muito forte que o assustou.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>\u201cEu estava dentro da mata a oeste da cidade, pegando goiaba, quando ouvi um barulh\u00e3o, um som agudo como uma buzina de carro. Fiquei assustado. Olhei para cima e vi uma luz muito brilhante, maior que o Sol, com cerca de 0,5 metros de largura. Estava bem acima das palmeiras, era redonda e branca. Machucava os olhos e eu s\u00f3 consegui olhar para ela por pouco tempo.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>De repente ca\u00ed de costas no ch\u00e3o e n\u00e3o podia me mexer. N\u00e3o sei por qu\u00ea. Fiquei paralisado. S\u00f3 conseguia ouvir e ver. Fiquei deitado no ch\u00e3o por um tempo. A\u00ed, comecei a subir no ar e, de repente, vi um objeto acima das \u00e1rvores. Alguma coisa estava me puxando, mas eu n\u00e3o sei o que era. Fiquei surpreso. N\u00e3o via nada me segurando nem me tocando.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Levou s\u00f3 alguns segundos. Eu n\u00e3o estava com medo. Olhei para o objeto, enquanto ia subindo. Era redondo e tinha quatro bolas na parte do fundo, e uma delas estava iluminada. Quando cheguei bem no alto, percebi uma c\u00fapula em cima e tr\u00eas janelas ao redor dela. S\u00f3 uma das janelas estava aberta e eu entrei por ela, deitado, a cabe\u00e7a primeiro. Tinha certa de um metro quadrado. Quando entrei no objeto, ca\u00ed no ch\u00e3o, mas n\u00e3o com for\u00e7a. N\u00e3o parecia muito grande por dentro, era mais ou menos o tamanho desta sala (uns 9 metros quadrados). Eu fiquei deitado com a barriga para cima, ainda paralisado, e n\u00e3o podia olhar em volta\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Nesse ambiente, Luis viu tr\u00eas pequenos seres, com aproximadamente 1 metro de altura. Todos vestiam uma esp\u00e9cie de escafandro, sendo de aspecto met\u00e1lico que cobria o corpo inteiro. Nas costas havia uma esp\u00e9cie de mochila pequena. Tamb\u00e9m vestiam luvas e botas, e havia na altura dos olhos uma esp\u00e9cie de visor de vidro.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>\u201cEstavam conversando, mas eu n\u00e3o entendia o que eles falavam. Suas vozes eram altas, mas n\u00e3o pareciam humanas. Eram muito graves. Eu continuava deitado naquela posi\u00e7\u00e3o, mas j\u00e1 podia olhar ao redor. Havia tr\u00eas cadeiras, como poltronas de alum\u00ednio. Os bra\u00e7os eram feitos de borracha. Estavam de frente para a parede, que era branca e n\u00e3o havia nada nela.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Eu n\u00e3o sentia, mas sabia que est\u00e1vamos nos movendo. Fazia um barulho muito alto. Fui levado \u00e0 uma terra estranha sem \u00e1rvores e s\u00f3 com grama alta. N\u00e3o sei quanto tempo levamos para chegar l\u00e1. Sa\u00ed pela janela da mesma forma como entrei, sem nada apoiando minhas costas. Ainda estava paralisado. Era um lugar estranho, que eu n\u00e3o conhecia. Parecia um campo, mas sem p\u00e1ssaros ou lados. A grama era muito alta, cerca de um metro. N\u00e3o vi nenhuma casa ou pr\u00e9dio. N\u00e3o dava para ver o c\u00e9u, n\u00e3o havia \u00e1rvores nem estrelas. Era muito escuro.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Eu ainda estava paralisado. Ent\u00e3o aquelas pessoas se aproximaram de mim e puseram um tubo em meu nariz. N\u00e3o doeu. Depois colocaram uma bola transparente em minha boca, e um l\u00edquido desceu pela minha garganta muito r\u00e1pido. Peguei no sono e n\u00e3o sei o que aconteceu depois, at\u00e9 eu acordar no mato\u201c.<\/em><\/p>\n<p>Luis Serra acordou no come\u00e7o da noite da segunda feira seguinte, 27 de mar\u00e7o, em um matagal ainda em Penalva. Assustado ele gritou por socorro. Nas proximidades deste local, Jos\u00e9 Ribamar dos Santos pescava tranquilamente e ouviu o grito de Luis Serra. Jos\u00e9 entrou no mato e encontrou Luis ca\u00eddo, atordoado e aparentemente paralisado. Jos\u00e9 reconheceu Luis Serra e sabendo que estava desaparecido desde sexta feira tratou de lev\u00e1-lo de volta \u00e0 sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>\u201cEle parecia atordoado. N\u00e3o parecia machucado e n\u00e3o estava chorando, mas n\u00e3o conseguia se mexer. Ajudei-o a se levantar, mas ele caiu de novo, por isso precisei carreg\u00e1-lo at\u00e9 o meu barco e lev\u00e1-lo para minha casa. Ele n\u00e3o disse nada depois que ouvi seus gritos\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Ao chegar em Penalva, Jos\u00e9 com a ajuda de vizinhos levou Luis Serra para a casa de sua m\u00e3e, Maria. Ao chegar ao local, Maria pediu que o levassem ao Hospital Penalva onde foi atendido inicialmente por enfermeiros e no dia seguinte pela Doutora Linda Macieira, clinica geral e ginecologista.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>\u201cLuis estava completamente amortecido e tinha contra\u00e7\u00f5es musculares como se estivesse paralisado. Quando o vi pela primeira vez, achei que o menino havia fumado maconha ou tomado alguma outra droga, mas n\u00f3s descobrimos que n\u00e3o era esse o caso. Faltavam quatro dentes e percebemos que eles tinham sido arrancados. V\u00e1rios outros estavam quebrados. S\u00f3 um dos dentes fora completamente extra\u00eddo, e os outros tr\u00eas ainda tinham as ra\u00edzes. Os quatro sangravam.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Disseram-me que o menino tinha cabelo comprido antes, mas ele estava completamente careca. Quando o examinei, descobri que os cabelos tinham sido queimados. O couro cabeludo estava intacto, mas a parte de cima das duas orelhas estavam levemente chamuscadas, como marcas de Sol, e cheirava queimado tamb\u00e9m\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Linda percebeu que Luis estava com o corpo quase r\u00edgido. Ela n\u00e3o conseguiu mover os bra\u00e7os e pernas do jovem e em seguida resolveu fazer testes de sensibilidade.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>\u201cEspetei-os com alfinete para testar a sensibilidade, mas ele n\u00e3o tinha rea\u00e7\u00e3o alguma, como dor, em nenhuma parte do corpo. Examinei todo o corpo e n\u00e3o vi marcas. Estava tudo normal, n\u00e3o havia nenhuma cicatriz, o \u00fanico problema era com os dentes. O garoto respirava normalmente e n\u00e3o exalava h\u00e1lito incomum nem tinha cheiro estranho no corpo. N\u00e3o consegui chegar a nenhuma conclus\u00e3o sobre o que causou aquela condi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o tenho a menor id\u00e9ia do que aconteceu com ele. Passou nove dias sem comer. Precisou ser alimentado por soro, porque nem \u00e1gua ele bebia. Ficou tr\u00eas dias sem ir ao banheiro e teve que ser cateterizado\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Um detalhe importante \u00e9 que Luis recorda-se plenamente do come\u00e7o a experi\u00eancia at\u00e9 o momento em que perdeu a consci\u00eancia a bordo do aparelho. Ap\u00f3s isso, lembra-se de ter acordado no matagal e ter gritado por socorro, fato ocorrido em 27 de mar\u00e7o. Ele n\u00e3o se recorda de nada do que ocorreu nos sete dias seguintes, per\u00edodo em que esteve internado.<\/p>\n<p>Em 30 de mar\u00e7o ele foi transferido para o Hospital Serme, em S\u00e3o Luis, onde foi examinado por seis m\u00e9dicos de v\u00e1rias \u00e1reas. Um destes m\u00e9dicos \u00e9 o Dr. Ant\u00f4nio Saldanha, neurologista.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>\u201cAchei um caso muito estranho, pois meu exame n\u00e3o revelou nenhuma rea\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica anormal. Luis foi encontrado em estado como se estivesse em choque. N\u00e3o conseguia falar. Eu n\u00e3o chamaria de afasia, que \u00e9 a impossibilidade de falar, mas ainda assim o menino n\u00e3o falava. Era um paciente trancafiado&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Alguma coisa o tinha assustado. Como neurologista, n\u00e3o fui capaz de explicar por que ele apresentava aquele quadro cl\u00ednico. N\u00e3o encontrei nenhum sinal em seu exame neurol\u00f3gico que justificasse o que ele tinha, naquele momento. O tempo todo em que o examinei, ele manteve os olhos abertos e parados, como se estivesse acuado. Nos primeiros dias, ele n\u00e3o comeu e precisou de alimenta\u00e7\u00e3o intravenosa. N\u00e3o conseguia engolir comida. Era muito estranho porque ele n\u00e3o apresentava a menor rea\u00e7\u00e3o \u00e0 comida. Se a gente mostrasse alguma coisa para ele comer ele permanecia indiferente. A mesma coisa com \u00e1gua, por isso fomos obrigados a dar-lhe flu\u00eddos.<\/p>\n<p>Fiz um check-up cardiol\u00f3gico e n\u00e3o detectei nada incomum. A pulsa\u00e7\u00e3o e o batimento card\u00edaco, e todo o resto estavam normais. Ele n\u00e3o tinha rea\u00e7\u00e3o \u00e0 est\u00edmulos de dor. Seria imposs\u00edvel ele estar fingindo todos aqueles sintomas. Alguma coisa tinha deixado o garoto em choque. Era mesmo um caso muito estranho. Nunca vi nada parecido. Chamei um psiquiatra porque n\u00e3o consegui encontrar nenhum problema psicol\u00f3gico\u201d.<\/p>\n<p>Por fim, dois psiquiatras examinaram Luis Serra: o Dr. Renato Barcelar, e o Dr. Barcelar Viana. Suas an\u00e1lises focaram-se no depoimento do paciente, ap\u00f3s este recuperar a fala, alguns dias depois. O Dr. Renato Barcelar, em entrevista ao uf\u00f3logo Bob Pratt, pesquisador do caso, declarou que tentou encontrar contradi\u00e7\u00f5es em sua hist\u00f3ria sobre o disco voador v\u00e1rias vezes, mas n\u00e3o conseguiu.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>\u201cEle repetiu a hist\u00f3ria sem uma varia\u00e7\u00e3o, todas as vezes. Talvez esteja falando a verdade\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Assim que recuperou os movimentos, Luis pediu papel e l\u00e1pis onde come\u00e7ou a escrever sobre sua experi\u00eancia e a desenhar o que havia visto durante o contato. Ele repetiu seu relato v\u00e1rias vezes sem altera\u00e7\u00f5es ou contradi\u00e7\u00f5es. Em 7 de abril recebeu alta e voltou para casa.<\/p>\n<p>O uf\u00f3logo Bob Pratt entrevistou v\u00e1rias pessoas na cidade que confirmaram os fatos ocorridos na ocasi\u00e3o. Um deles \u00e9 Jo\u00e3o Francisco Mendes, ent\u00e3o prefeito da cidade, declarou que Luis Serra \u00e9 tido como rapaz honesto, humilde e que n\u00e3o teria motivos para inventar uma hist\u00f3ria desta natureza, ou mesmo fugir de casa. Ele acrescenta que na ocasi\u00e3o do desaparecimento v\u00e1rias pessoas na cidade observaram um objeto luminoso sobrevoando a regi\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_4131\" style=\"width: 340px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4131\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4131 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/luisserra222.jpg\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"217\" \/><p id=\"caption-attachment-4131\" class=\"wp-caption-text\">Luis Carlos Serra, ainda em recupera\u00e7\u00e3o no Hospital Serme, em S\u00e3o Luis.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_4133\" style=\"width: 198px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4133\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4133 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/serraandboy2.jpg\" alt=\"\" width=\"188\" height=\"255\" \/><p id=\"caption-attachment-4133\" class=\"wp-caption-text\">Luis Carlos Serra, \u00e0 esquerda, indicando o tamanho dos tripulantes do objeto que o abduziu<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<div id=\"attachment_4130\" style=\"width: 265px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4130\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4130 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bra12-1.jpg\" alt=\"\" width=\"255\" height=\"319\" \/><p id=\"caption-attachment-4130\" class=\"wp-caption-text\">Bob Pratt, pesquisador original do caso<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4132\" style=\"width: 190px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4132\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4132 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Lv-14_G-2.jpg\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"253\" \/><p id=\"caption-attachment-4132\" class=\"wp-caption-text\">Livros de Bob Pratt abordando o caso<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<hr \/>\n<ul>\n<li>PRATT, Bob. Perigo Alien\u00edgena no Brasil. Tradu\u00e7\u00e3o de Marcos Malvezzi Leal. Campo Grande: CBPDV, 2003.<\/li>\n<li>PRATT, Bob. UFOS atacam no Maranh\u00e3o e removem dentes de suas v\u00edtimas. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 17, p. 31-34, outubro\/novembro 1991.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufologie.net\/ce3\/1978-03-brazil-penalva.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ufologie.net\/ce3\/1978-03-brazil-penalva.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Garoto \u00e9 abduzido em \u00e1rea de incid\u00eancia ufol\u00f3gica reaparecendo quatro dias depois com v\u00e1rios vest\u00edgios f\u00edsicos e fisiol\u00f3gicos. 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