{"id":4637,"date":"2022-03-31T15:18:49","date_gmt":"2022-03-31T18:18:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/?p=4637"},"modified":"2025-04-21T13:30:21","modified_gmt":"2025-04-21T16:30:21","slug":"caso-bete-e-debora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/caso-bete-e-debora\/","title":{"rendered":"Caso Bete e D\u00e9bora"},"content":{"rendered":"<section id=\"inner-headline\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div id=\"resumo\" class=\"resumo\" style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Interessante caso de abud\u00e7\u00e3o envolvendo duas primas, ocorrido na zona leste de S\u00e3o Paulo (SP), em 14 de junho de 1986.<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div>\n<hr \/>\n<\/div>\n<div>\n<p>Bete Rodrigues foi abduzida junto com a prima D\u00e9bora na noite de 14 de junho de 1986. Naquela ocasi\u00e3o elas retornavam da danceteria que costumavam frequentar quando, pr\u00f3ximo a sua casa e por volta de 23h30, observaram do \u00f4nibus que as levava uma luz brilhante no c\u00e9u. A luz aparentemente as seguia, movendo-se contra o vento. Desceram do coletivo e andaram o restante do caminho at\u00e9 em casa, j\u00e1 passado da meia-noite, quando voltaram a observar o objeto luminoso que subitamente desapareceu. As duas costumavam conversar ap\u00f3s cada programa, por\u00e9m nessa ocasi\u00e3o foram dormir.<\/p>\n<p>Incomodada com lembran\u00e7as ocasionais a respeito daquela noite, Bete procurou o pesquisador M\u00e1rio Rangel que, ao lado do saudoso Claudeir Covo, investigaram a ocorr\u00eancia a partir de abril de 1991. A hipnose realizada por Rangel permitiu a Bete que se lembrasse dos fatos acontecidos. Naquela noite, ap\u00f3s verem o objeto pr\u00f3ximo de casa, as duas se encaminharam para ele, deparando-se com um ser estranho, de complei\u00e7\u00e3o magra e com cabe\u00e7a e olhos grandes. As duas foram levadas para bordo de um UFO e examinadas, e tempos depois, ao ser realizada a hipnose de D\u00e9bora, suas descri\u00e7\u00f5es se mostraram muito semelhantes, apesar de poucas diferen\u00e7as entre si.<\/p>\n<div id=\"attachment_4641\" style=\"width: 174px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4641\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4641 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bd2.jpg\" alt=\"\" width=\"164\" height=\"220\" \/><p id=\"caption-attachment-4641\" class=\"wp-caption-text\">Abduzida Bete Rodrigues<\/p><\/div>\n<\/div>\n<h2><\/h2>\n<h2>A Noite de 14 de junho de 1986<\/h2>\n<p>Em junho de 1986, ocorreu um interessante caso de abdu\u00e7\u00e3o, envolvendo duas primas que na \u00e9poca moravam na regi\u00e3o de Jardim Fernandes, subdistrito de Vila Matilde, Zona Leste de S\u00e3o Paulo (SP). Bete, (22 anos) e a prima D\u00e9bora (16 anos), costumavam ir, aos s\u00e1bados, \u00e0 uma danceteria, a Love Story. Elas eram amigas do dono do estabelecimento que as levava em casa ao final da noite. Em 14 de junho de 1986, elas foram ao baile constando que seu amigo n\u00e3o estaria presente naquela noite. Em fun\u00e7\u00e3o disso resolveram sair mais cedo afim de pegar o ultimo \u00f4nibus para casa. Por volta das 23:30 hs elas deixaram a danceteria e seguiram para o ponto onde esperaram por aproximadamente 20 minutos. Elas embarcaram no \u00f4nibus por volta das 23:50. Seguiram at\u00e9 o fundo do \u00f4nibus, tendo D\u00e9bora sentado na janela.<\/p>\n<p>Logo D\u00e9bora percebeu um objeto luminoso de tons avermelhados aparentemente seguindo o coletivo. Bete n\u00e3o deu muita aten\u00e7\u00e3o imaginando tratar-se de um bal\u00e3o ou um avi\u00e3o. O objeto continuou sendo observado at\u00e9 o momento em que elas desceram do \u00f4nibus. Logo elas chegaram \u00e0 rua onde D\u00e9bora morava. Era uma rua sem sa\u00edda com um grande campo de futebol ao fundo. Neste campo pairava silenciosamente um estranho objeto em forma de disco. Logo em seguida elas entraram na casa de D\u00e9bora e foram dormir. Por alguns anos, Bete e D\u00e9bora acreditaram que sua experi\u00eancia se resumia apenas \u00e0 observa\u00e7\u00e3o do estranho objeto sobre o campo de futebol. Com o tempo ambas come\u00e7aram a ter sonhos envolvendo seres de aspecto estranho, com grandes olhos negros. Elas revolveram ent\u00e3o procurar um uf\u00f3logo afim de investigar o que estaria causando estas lembran\u00e7as.<\/p>\n<div id=\"attachment_4647\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4647\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4647 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/localbd.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"302\" \/><p id=\"caption-attachment-4647\" class=\"wp-caption-text\">O terreno em que as primas Bete e D\u00e9bora foram abduzidas, na periferia da cidade de S\u00e3o Paulo (SP). Na ocasi\u00e3o havia menos casas na regi\u00e3o, mas o duplo sequestro se deu em um bairro muito populoso.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4648\" style=\"width: 487px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4648\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4648 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/localbd2.jpg\" alt=\"\" width=\"477\" height=\"590\" \/><p id=\"caption-attachment-4648\" class=\"wp-caption-text\">Foto do terreno em que as primas Bete e D\u00e9bora foram abduzidas. Na \u00e9poca havia menos casas na regi\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><a name=\"bete\"><\/a><\/p>\n<h3>A Hipnose em Bete<\/h3>\n<p>Bete foi hipnotizada em 27 de abril de 1991 pelo experiente hipn\u00f3logo em Ufologia, M\u00e1rio Nogueira Rangel, que posteriormente escreveu o livro Seq\u00fcestros Alien\u00edgenas &#8211; Investigando Ufologia com e sem Hipnose, publicado pela Revista UFO. Transcrevemos aqui, com autoriza\u00e7\u00e3o do autor, um trecho de sua obra, onde no cap\u00edtulo 36, p\u00e1gina 222, apresenta um resumo das lembran\u00e7as de Bete, obtidas por meio de hipnose.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>&#8220;Comecei a regress\u00e3o de idade ate que Bete vivenciou novamente os acontecimentos da referida noite. Ela reiterou que antes de chegarem a resid\u00eancia da prima, que era a ultima da curta Rua Mira, viram uma bola parada, a baixa altura, sobre um enorme campo de futebol pr\u00f3ximo. Algo as atraia para l\u00e1. N\u00e3o queria, mas alguma coisa fez com que caminhassem naquela dire\u00e7\u00e3o. Inexplicavelmente surgiu um vulto no ch\u00e3o. Bete n\u00e3o conseguia pensar direito. Um estranho ser fez um sinal apontando para cima. Ele tinha 1,30 m, era feio, parecia um inseto grande, com enorme cabe\u00e7a calva, bra\u00e7os finos e longos, dedos chegavam abaixo dos joelhos. Usava uma esp\u00e9cie de roupa colante de cor verde-musgo, que o cobria dos p\u00e9s ate os pulsos e o pesco\u00e7o. Seus olhos eram muito grandes e escuros. As m\u00e3os, extremamente feias, tinham estranha uma mistura de marrom, cinza e verde. Tinham quatro dedos, quase do mesmo tamanho, faltando o anular.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_4638\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4638\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4638 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/alienbd1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"349\" \/><p id=\"caption-attachment-4638\" class=\"wp-caption-text\">O desenho que Bete fez das criaturas que a sequestraram. A semelhan\u00e7a com o que foi descrito por D\u00e9bora n\u00e3o deixa d\u00favidas. At\u00e9 mesmo as membrana entre os dedos foram desenhadas<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4640\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4640\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4640 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/alienbd3.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"394\" \/><p id=\"caption-attachment-4640\" class=\"wp-caption-text\">Desenho realizado por D\u00e9bora, representando um dos tripulantes<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>O ded\u00e3o era mais para cima, diferente dos nossos. Ela n\u00e3o v\u00ea unhas, mas havia uma pel\u00edcula como teia de aranha entre a parte inferior dos dedos. Ajudei Bete, sob hipnose profunda, a sentar-se a frente de uma mesa. Inicialmente ela teve uma alucina\u00e7\u00e3o visual positiva, e imaginou que via uma excelente foto, supostamente tirada do rosto daquele ser. Determinei que imaginasse que eu tinha colocado um papel de seda sobre a mesma, e da\u00ed ela decalcou a foto, como estudantes est\u00e3o acostumados a fazer com mapa. Como Bete \u00e9 artista, ela fez um \u00f3timo desenho a l\u00e1pis, que supunha estar copiando. Usando a mesma t\u00e9cnica produziu em seguida outros desenhos da m\u00e3o do ser e do OVNI redondo, visto de baixo e de lado.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_4644\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4644\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4644 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/discodb.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"278\" \/><p id=\"caption-attachment-4644\" class=\"wp-caption-text\">Representa\u00e7\u00e3o do objeto disc\u00f3ide observado pelas primas em 14 de junho de 1986<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4639\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4639\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4639 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/alienbd2.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"303\" \/><p id=\"caption-attachment-4639\" class=\"wp-caption-text\">Desenho de Jamil Vila Nova, representando o momento inicial da abdu\u00e7\u00e3o de Bete e D\u00e9bora.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Continuando a narrar o acontecido, Bete informou que, impelidas por alguma for\u00e7a, elas se dirigiram a um cilindro de luz, que sugou primeiro D\u00e9bora para dentro da nave, flutuando, em seguida ela mesma e depois esse ser. Chegaram ent\u00e3o a uma sala, de onde D\u00e9bora foi conduzida por dois seres a outro local. Bete foi levada por tr\u00eas seres para uma sala pr\u00f3xima, onde, mesmo sem querer e sem conseguir reagir, foi deitada numa cama baixa e curta, presa ao ch\u00e3o por uma haste. Seus p\u00e9s ficaram para fora. (um ser ficou ao lado de sua cabe\u00e7a, outros dois permaneceram do outro lado, sendo que um deles operava um aparelho com tela pequena. Foi colocada uma pulseira no pulso de Bete, que sup\u00f5e estar ligada a esse aparelho. Pegaram seu nariz e ela sentiu a narina direita dilatada.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Um dos seres tinha na m\u00e3o um fio fino e transparente, com um ganchinho numa das pontas, que agarrava um objeto redondo bem pequeno. Depois, sob hipnose, Bete desenhou esse instrumento. Anos depois, lendo Abduction Human Encounters with Aliens, escrito pelo professor de psiquiatria em Harvard, doutor John E. Mack, encontrei desenhos feitos independentemente por dois abduzidos hipnotizados por ele, Julia e Dave, reproduzindo exatamente o mesmo instrumento. Mandei, na ocasi\u00e3o, com copias \u00e0 pessoas interessadas no Brasil e Estados Unidos, carta copias xerogr\u00e1ficas sobre o assunto para o doutor Mack que acusou recebimento. Aquele ser introduziu o tubo na narina direita de Bete, que n\u00e3o queria deixar que isso ocorresse, mas n\u00e3o teve como impedir.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>O segundo ser a ajudou, o terceiro somente observava. Bete viu o desenho interno de sua cabe\u00e7a numa tela parecida ao monitor de televis\u00e3o, e percurso do tubinho at\u00e9 sua nuca. Acompanhou quando o mesmo ia sendo retirado de seu corpo, provocando sempre a referida press\u00e3o. Ao sair, Bete observou que uma pequenina pe\u00e7a ovalada com ponta, parecendo de cristal, j\u00e1 n\u00e3o estava presa a garra, concluindo que tinha sido deixada em sua cabe\u00e7a. Sob hipnose desenhou o que viu na telinha.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_4645\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4645\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4645 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/examebd.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"321\" \/><p id=\"caption-attachment-4645\" class=\"wp-caption-text\">Um dos seres tinha na m\u00e3o um fio fino e transparente, com um ganchinho numa das pontas e o introduziu na narina direita de Bete. Ela viu o interior de sua cabe\u00e7a num monitor de televis\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>O instrumento, portanto, penso eu, era um &#8220;porta-implante&#8221;. Quando estive em Curitiba (PR) com o hipn\u00f3logo norte-americano Derrel Sims, vi com ele v\u00e1rios implantes introduzidos por ETs em pessoas que ele hipnotizou e posteriormente retirados cirurgicamente pelo doutor Roger Leir, seu companheiro de viagem, como j\u00e1 vimos. A Revista UFO publicou ampla reportagem sobre o assunto (veja o Caso Uliss\u00e9ia). Um dos seres espetou algo ded\u00e3o do PE de Bete, que sup\u00f5e que dali retiraram amostra de sangue ou fizeram um implante? Ela n\u00e3o sabe como ficou descal\u00e7a. Os tr\u00eas conversavam entre si, mas Bete n\u00e3o conseguia entender o que falavam. A pulseira foi removida de seu bra\u00e7o. O ser que estava na cabeceira fez com as m\u00e3os gesto que ela s\u00f3 entendeu quando foi repetido, indicando que se levantasse. Sem que ele dominasse seus pensamentos, como ocorreu com Nadia, ela sentou-se na cama e viu seus sapatos no ch\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Ele ent\u00e3o fez novo gesto para que ficasse de p\u00e9, ela cal\u00e7ou os sapatos, viu sua prima sendo trazida e foi levada para perto do cilindro de pelo qual subira a nave. Bete ainda perguntou quem eram eles e o que as duas estavam fazendo ali. Eles n\u00e3o responderam. Ela tinha a vaga impress\u00e3o de que naquele momento foi instru\u00edda a n\u00e3o se lembrar de algo. Em nenhum momento os seres conversaram com ela, somente entre si, e nunca demonstraram qualquer emo\u00e7\u00e3o, mas a olhavam de maneira que considerou profunda, como se penetrassem nela. Ao final, um dos seres aproximou das primas e olhou fixamente para seus olhos, sem lhes falar nada. Instantes depois elas j\u00e1 estavam no campo, sem saber como desceram. O OVNI j\u00e1 tinha ido embora. Bete acha que recebeu uma instru\u00e7\u00e3o telep\u00e1tica para irem para casa, na qual entraram correndo. Ela sentiu muita sede e tomou dois copos de \u00e1gua e dois de suco de laranja. Ao final da hipnose regressiva, em que tomou conhecimento do que havia ocorrido, Bete teve intensos movimentos r\u00e1pidos dos olhos (em ingl\u00eas, REM ou rapid eyes movement)&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><a name=\"debora\"><\/a><\/p>\n<h2>A Hipnose em D\u00e9bora<\/h2>\n<p>A hipnose em D\u00e9bora ocorreu poucos dias depois, em 5 de maio de 1991. Transcrevemos novamente, sob autoriza\u00e7\u00e3o, de um trecho do livro de Rangel sobre a hipnose em D\u00e9bora:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>&#8220;Inesperadamente, D\u00e9bora regressou dias depois, talvez por ET-interfer\u00eancia, e j\u00e1 em 05 de maio seguinte veio a minha resid\u00eancia com Bete, que n\u00e3o lhe havia contado nada sobre o recordado em sua regress\u00e3o, para n\u00e3o influenci\u00e1-la. Claudeir estava presente e fez um completo v\u00eddeo document\u00e1rio. Minha filha Luciana assistiu grande parte dos trabalhos. A regress\u00e3o de D\u00e9bora, cujo tipo sangu\u00edneo \u00e9 O positivo, caracterizou-se por um inicio n\u00e3o convencional, pois enquanto os procedimentos indicavam que estava sendo hipnotizada rapidamente, ela ria, em atitude volitiva, e no in\u00edcio n\u00e3o conseguia se lembrar com perfei\u00e7\u00e3o de alguns pormenores.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Os depoimentos de ambas foram totalmente concordantes com pequenas diferen\u00e7as: Bete descreveu a luz que viram como sendo branca e D\u00e9bora disse que era de cor alaranjada, coberta por uma n\u00e9voa. H\u00e1 pequena diferen\u00e7a de forma nos desenhos do OVNI feitos por elas. Quando estava subindo no cilindro de luz, D\u00e9bora olhou para cima e viu tr\u00eas cabe\u00e7as de extraterrestres a observando. Sob hipnose fez esse desenho, que depois Jamil Vila Nova aperfei\u00e7oou, e que foi publicado em varias revistas.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Ao chegarem, D\u00e9bora foi separada da prima e conduzida pelo ser que as recepcionou no solo a uma sala cuja porta se abriu como a objetiva de uma maquina fotogr\u00e1fica. Essa sala estava enevoada em alaranjado, mas foi clareando. L\u00e1 havia um segundo ser e depois apareceu um terceiro, todos muito parecidos. Ela foi sentada numa cadeira com forma de ferradura, presa ao ch\u00e3o por uma haste met\u00e1lica. Na sala havia muitos bot\u00f5es redondos e aparelhos semelhantes a pequenas televis\u00f5es. Esses seres tinham olhos muito grandes e pretos, e em cada m\u00e3o quatro dedos bem finos, enrugados e sem unhas, com pel\u00edculas entre a parte de baixo dos dedos. Pareciam descal\u00e7os e seus p\u00e9s eram muito feios. Havia dois pequenos furos no lugar do nariz. As orelhas eram coladas a cabe\u00e7a enorme e calva, bra\u00e7os, pernas e pesco\u00e7o eram finos e longos. Eles observaram com grande interesse a roupa dela, tocaram em seu rosto, cabelo, boca e dentes. Olharam detidamente as unhas das m\u00e3os e do p\u00e9 direito, que descal\u00e7aram.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Logo em seguida, uma garra met\u00e1lica saiu do bra\u00e7o da poltrona e prendeu seu pulso esquerdo. Uma verdadeira algema autom\u00e1tica. Um dos seres encostou em seu bra\u00e7o um aparelho em cuja ponta havia duas pequenas bolas transparentes, que se encheram de um lado com l\u00edquido branco (mencionado por outros) e do outro com l\u00edquido escuro, que ela sup\u00f4s ser sangue, sem que ela tivesse sido perfurada. Pr\u00f3ximo dela havia algo similar a uma tela de computador, onde aparecia a cadeira em que estava e o desenho em linhas irregulares e finas que ela imagina ser a representa\u00e7\u00e3o de seu corpo. Uma criatura operava estes aparelho, parecendo que escrevia na tela palavras num alfabeto desconhecido. O ser a examinava, nervoso e bastante falador, e lhe ditava. Havia muitos bot\u00f5es e alavancas f\u00e1ceis de enganchar com dedos compridos. Eles conversavam entre si movimentando as bocas sem l\u00e1bios e sem dentes vis\u00edveis, numa linguagem que parecia ti-ti-ti (Irene compara com zi-zi-zi). D\u00e9bora perguntou o que queriam e por que ela foi escolhida, sem obter resposta. O encosto da cadeira baixou e D\u00e9bora ficou deitada, quando os seres examinaram e tocaram em seus olhos com enorme curiosidade. O mesmo ocorreu com Ulisseia. Depois disso as garras soltaram seu pulso e embutiram no bra\u00e7o da cadeira. Em certo momento ela subiu na cadeira e depois correu entre a aparelhagem, atr\u00e1s dos seres, por quem sentia grande afeto, apesar de serem muito feios.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Ela foi ate uma parede, perto da qual ficou paralisada, de frente para os seres. Um deles apontou-lhe algo parecido a uma arma, da qual saiu uma luz que fez desaparecer sua roupa, como se tivesse sido desintegrada, proporcionando condi\u00e7\u00f5es para um pormenorizado exame. Foram feitos ent\u00e3o toques nos seios, umbigo, vagina, que olharam por dentro ap\u00f3s separar os grandes l\u00e1bios da vulva, coxas, pernas e p\u00e9s. Um dos seres lhe deu uns tapas.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Observaram tamb\u00e9m as costas e n\u00e1degas. Anteriormente eles tinham cortado e guardado um pouco de seu cabelo. Ao voltar para a cadeira, D\u00e9bora j\u00e1 estava vestida, sem saber como. Apos o exame ela n\u00e3o viu mais os seres, que acionaram alguns bot\u00f5es, a porta se abriu, ela saiu e n\u00e3o viu a prima. D\u00e9bora lembra-se que, em seguida, caminhava na rua, perto de sua casa, ao lado da Bete. Escorregou em uma valeta perto da Kombi de seu pai,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Machucou-se um pouco, abriu a porta da casa na qual se apoiava uma cadeira que ela removeu, foram a cozinha onde comeram bolo, tomaram caf\u00e9 com leite quente, Bete tomou algo que estava na geladeira.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>N\u00e3o conversaram sobre os acontecimentos da noite, como costumavam fazer, e foram deitar-se na cama beliche &#8211; outros abduzidos contaram tamb\u00e9m que perderam o interesse em pesquisar o assunto durante anos e essa interfer\u00eancia mental n\u00e3o \u00e9 prevista como crime por nosso C\u00f3digo Penal. Durante a regress\u00e3o, D\u00e9bora ficou emocionada varias vezes, chorou abundantemente e riu, saindo da hipnose com total amn\u00e9sia, pensando ter dormido. Alguns minutos depois foi autorizada a recuperar a mem\u00f3ria de tudo o que narrou, que lhe parece ter realmente ocorrido. Ela lembrou-se dos cinco desenhos que fez. Em fevereiro de 2000, soube que D\u00e9bora sup\u00f5e ter tido outro evento ufol\u00f3gico iniciado em seu quarto e j\u00e1 me ofereci para fazer nova hipnose&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><a name=\"implante\"><\/a><\/p>\n<h2>Implante<\/h2>\n<p>Em v\u00e1rios casos de abdu\u00e7\u00e3o, geralmente ocorridos nos Estados Unidos, foram localizados implantes nos membros superiores ou mais comumente nos membros inferiores dos abduzidos. Nos p\u00e9s, geralmente eles est\u00e3o posicionados nos dedos. Em alguns casos pesquisadores tiveram sucesso em extrair estes objetos e analis\u00e1-los posteriormente. Devido \u00e0 recorr\u00eancia de casos deste tipo, Mario Rangel solicitou que Bete fizesse exames com raios-x de seus p\u00e9s. Ao realiz\u00e1-los contatou-se que no ded\u00e3o do p\u00e9 direito haviam dois pequenos objetos met\u00e1licos posicionados em partes moles de H\u00e1lux.<\/p>\n<div id=\"attachment_4646\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4646\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4646 size-large\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/implantebete-1024x658.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"658\" \/><p id=\"caption-attachment-4646\" class=\"wp-caption-text\">Raio-X do p\u00e9 de Bete, onde observa-se dois objetos met\u00e1licas nas proximidades do ded\u00e3o.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"depoimento\"><\/a><\/p>\n<h2>Depoimento da Bete<\/h2>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>\u201cEu e minha prima D\u00e9bora fomos \u00e0 uma discoteca num dia de sabado, no dia 14 de junho de 1986, e ao chegarmos la na discoteca n\u00f3s iriamos nos encontrar com um amigo. S\u00f3 que esse amigo n\u00e3o tinha ido naquele dia. Ent\u00e3o n\u00f3s tivemos que sair mais cedo da discoteca. Ent\u00e3o, quando foi mais ou menos 23:30 da noite, n\u00f3s resolvemos voltar pra casa, n\u00e9? E nessa noite, eu ia dormir na casa da minha prima porque ficava mais pr\u00f3xima da discoteca.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Ent\u00e3o n\u00f3s sa\u00edmos da discoteca e fomos pegar o \u00f4nibus. N\u00f3s ficamos no ponto do \u00f4nibus at\u00e9 mais ou menos 20 minutos esperando, e quando n\u00f3s pegamos o \u00f4nibus, n\u00f3s sentamos no banco de tr\u00e1s e n\u00f3s fomos conversando n\u00e9? A\u00ed chegou um determinado momento que a minha prima, ela falou assim pra mim: Bete, olha aqui&#8230; que estranho aquela luzinha. At\u00e9 parece que est\u00e1 seguindo o \u00f4nibus, porque, n\u00f3s olhamos pela janela do \u00f4nibus e a gente via aquela luzinha acompanhando o trajeto do \u00f4nibus. At\u00e9 eu olhei assim pra ela e falei assim: ah, D\u00e9bora, deve ser um avi\u00e3o, um bal\u00e3o, qualquer coisa assim.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>A\u00ed deu at\u00e9 um al\u00edvio n\u00e9?, que n\u00f3s pensamos assim: ainda bem que isso a\u00ed foi embora, sumiu. S\u00f3 que ao chegar l\u00e1 na rua da casa da minha tia, que era uma rua sem sa\u00edda, e no fundo tinha um campo de futebol enorme, n\u00e9 ? A\u00ed quando n\u00f3s chegamos l\u00e1 n\u00f3s nos deparamos com um objeto parado im\u00f3vel. \u00c9&#8230; ele estava assim, a mais ou menos a uns 5 metros de altura assim. A\u00ed passou-se alguns anos n\u00e9? A minha prima foi morar na Inglaterra e eu continuei morando aqui em S\u00e3o Paulo. S\u00f3 que ela na Inglaterra come\u00e7ou a ter lembran\u00e7as e imagens de seres e eu tamb\u00e9m comecei a ter lembran\u00e7as, n\u00e9? De seres. A\u00ed n\u00f3s resolvemos procurar um uf\u00f3logo. A\u00ed foi quando n\u00f3s fizemos a regress\u00e3o de mem\u00f3ria. A\u00ed a gente conseguiu lembrar o que aconteceu quando a gente viu aquela luz parada l\u00e1 no campo de futebol. E essa luz, ela, quando n\u00f3s fizemos a regress\u00e3o n\u00f3s conseguimos nos lembrar o que tinha acontecido. E o que aconteceu foi o seguinte: quando n\u00f3s nos deparamos com essa luz no campo de futebol, do objeto saiu da parte central dele, uma luz e pra frente tinha um ser, no ch\u00e3o, e outro mais perto desse cone de luz. E quando n\u00f3s vimos aquilo n\u00f3s nos sentimos impulsionadas a ir em dire\u00e7\u00e3o daquilo, daquele objeto, daqueles seres. E n\u00f3s fomos caminhando mesmo contra nossa vontade. Era como se algo assim nos chamasse. A\u00ed n\u00f3s entramos nesse cone de luz e a gente subiu flutuando no ar e entramos dentro do objeto e tinha mais outros seres l\u00e1 dentro. Dois pegaram e conduziram minha prima para uma outra sala e outros dois me conduziram para outra sala. E nessa sala eles me deitaram numa esp\u00e9cie de cama baixinha sem nenhum outro apetrecho. E eu queria sair dali. Eu queria me movimentar, sair dali, mas eu n\u00e3o conseguia sair dali. Eu estava me sentindo assim apavorada de estar naquele local.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Ai esse que estava do meu lado se aproximou com uma esp\u00e9cie de fio, com um ganchinho na ponta com uma esfera pequenininha, do tamanho de um alfinete e ele foi se aproximando da minha narina. E quando eu vi ele se aproximando com aquilo eu fui ficando assim apavorada, porque da forma como ele veio eu senti que ele ia colocar no meu nariz. A\u00ed ele foi se aproximando e foi colocando. E interessante que eu estava paralisada. Eu n\u00e3o conseguia me mexer. A\u00ed ele foi colocando aquilo no meu nariz e tinha essa telinha que ficava mais ou menos numa posi\u00e7\u00e3o de frente pra mim. E eu fui vendo. Aparecia o contorno da minha cabe\u00e7a e o percurso daquilo que foi fazendo at\u00e9 mais ou menos aqui na base da minha nuca.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>A bolinha ficou no meu corpo e depois de alguns anos, depois que eu fiz a regress\u00e3o de mem\u00f3ria que eu fiquei sabendo que isso tinha ficado dentro de mim, eu fiz uma resson\u00e2ncia magn\u00e9tica para saber se o objeto ainda estava dentro de mim. S\u00f3 que o objeto j\u00e1 n\u00e3o estava&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Neste depoimento, Bete refere-se ao implante colocado em sua cabe\u00e7a durante a abdu\u00e7\u00e3o ocorrida em 14 de junho de 1986. O v\u00eddeo original onde consta esta entrevista pode ser acessado no seguinte link:<\/p>\n<p>Cr\u00f4nicas de OVNIs: Brasil &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ZJw33PIUBpQ\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ZJw33PIUBpQ<\/a><\/p>\n<h2><\/h2>\n<h2>O Caso da Vila Cister<\/h2>\n<p>O artigo a seguir foi escrito pelo uf\u00f3logo Carlos Alberto Reis, para a revista Planeta Especial Ufologia, 153-C, de junho de 1985. Neste artigo,\u00a0 a abduzida Bete Rodrigues \u00e9 apresentada sob o pseud\u00f4nimo de Liz, da mesma forma como aparece no cap\u00edtulo 27 [p\u00e1g. 173 \u00e0 176],\u00a0 Livro Sequestros Alien\u00edgenas, de M\u00e1rio Rangel, publicado pela Revista UFO.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Vila Cister: Os Encontros de Liz<\/h3>\n<p>Aos oito anos de idade, a menina Liz de Albuquerque testemunhou a visita \u00e0 sua casa, na Vila Cisper, em S\u00e3o Paulo, de um pequeno ser sa\u00eddo de uma bola de luz. Seis anos mais tarde, em uma situa\u00e7\u00e3o diversa, a mesma vis\u00e3o tornou a aparecer, travando um di\u00e1logo com a garota, parte do qual foi revelado sob hipnose. Embora n\u00e3o se possa descartar a possibilidade de um sonho, ou mesmo de se estar lidando com um elemental, as pesquisas feitas at\u00e9 aqui indicam que o caso tem natureza ufol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Os casos chamados do terceiro tipo enceram muitas d\u00favidas e quest\u00f5es at\u00e9 irrespond\u00edveis, ainda mais quando s\u00e3o divulgados de forma conclusiva, ou seja, a pesquisa efetuada apresenta resultados definitivos. O envolvimento do homem com o fen\u00f4meno ufol\u00f3gico \u00e9 extremamente complexo, delicado, sujeito \u00e0 m\u00faltiplas interpreta\u00e7\u00f5es: o ser humano \u00e9 uma ponte entre duas realidades distintas e extremas: uma objetiva e outra subjetiva. Enquanto a primeira \u00e9 a efetiva\u00e7\u00e3o de um fato, a segunda \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o desse mesmo fato, acrescido ou modificado por fatores estranhos a ele.<\/p>\n<p>A casu\u00edstica ufol\u00f3gica \u00e9 o carro chefe de toda a pesquisa, o ponto de partida para tentar-se compreender o mecanismo b\u00e1sico. Ela n\u00e3o pode ficar restrita \u00e0 uns poucos grupos que realizam a pesquisa de campo, confinada aos arquivos individuais, preservada dos estudos perif\u00e9ricos necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>O caso aqui apresentado reveste-se de detalhes interessantes, de pontos em comum com muitas outras ocorr\u00eancias j\u00e1 relatadas e de dom\u00ednio p\u00fablico. Ele n\u00e3o est\u00e1 nem estar\u00e1 conclu\u00eddo a m\u00e9dio prazo, pois a investiga\u00e7\u00e3o continua, mas os dados reunidos at\u00e9 o presente permitem tra\u00e7ar algumas hip\u00f3teses.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou em junho de 1984, quando fomos procurados por uma jovem que queria relatar suas experi\u00eancias vividas anos atr\u00e1s; nos encontros que se seguiram, pudemos observar que se tratava de um caso interessante. A jovem Liz de Albuquerque (pseud\u00f4nimo), \u00e9 uma mo\u00e7a sens\u00edvel, educada, inteligente e consciente de seus atos; muito receptiva \u00e0s nossas interpela\u00e7\u00f5es, atenta e acess\u00edvel \u00e0s considera\u00e7\u00f5es iniciais, embora n\u00e3o concordasse inteiramente com algumas delas.<\/p>\n<p><a name=\"1episodio\"><\/a><\/p>\n<h2>Primeiro Epis\u00f3dio<\/h2>\n<p>\u00c0 \u00e9poca de sua primeira experi\u00eancia, ocorrida em 1972, Liz tinha apenas oito anos, o que explica a aus\u00eancia de certos detalhes, ficando gravados em sua lembran\u00e7a somente aqueles mais significativos.<\/p>\n<p>Sem poder determinar a data exata, conta ela que certa noite, quando se preparava para dormir, teve uma \u201cvisita\u201d inesperada: eram cerca de 22:30hrs e Liz, ap\u00f3s ter assistido \u00e0 televis\u00e3o, encontrava-se sentada em seu beliche, observando seus pais e irm\u00e3os adormecidos. Na posi\u00e7\u00e3o em que estava (ver diagrama fig. 1), podia ver parte da cozinha, e foi quando notou uma estranha e forte luminosidade se formando sob a mesa; por alguns segundos, aquela luz permaneceu inalterada, at\u00e9 que de \u201cdentro\u201d dela surgiu uma pequena criatura de cor verde (ao menos foi assim que ela lhe pareceu, pois poderia estar vestindo uma roupa daquela cor); usa estatura foi calculada em torno de 1,50m e mostrava uma declarada curiosidade pelo ambiente.<\/p>\n<p>Passados alguns momentos, o estranho ser come\u00e7ou a andar em dire\u00e7\u00e3o ao quarto, o que a assustou e fez com que se deitasse e se cobrisse toda, evitando gritar para n\u00e3o acordar seus familiares. Fez-se sil\u00eancio por instantes, o que levou Liz a pensar que a criatura tinha ido embora; ao descobrir-se levou um grande susto, pois o ser estava sobre ela, quase deitado, com o rosto bem pr\u00f3ximo ao seu. Liz estranhou o beliche n\u00e3o ter balan\u00e7ado, pois para chegar at\u00e9 ela a criatura, conforme sua l\u00f3gica, deveria ter subido pela escadinha lateral. Ela tamb\u00e9m n\u00e3o sentiu peso algum. A entidade afastou-se um pouco para o lado, \u201cdisse\u201d alguma coisa inaud\u00edvel, ao mesmo tempo que a garota gritava assustada, e \u201cdeslizou\u201d rapidamente em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cozinha, embrenhando-se na luminosidade que persistia sob a mesa.<\/p>\n<p>Mesmo vivendo uma situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o traumatizante, Liz p\u00f4de captar pormenores importantes. A descri\u00e7\u00e3o geral da entidade n\u00e3o difere, a n\u00e3o ser em poucos detalhes, dos depoimentos habituais: olhos grandes, redondos e saltados, orelhas pequenas, l\u00e1bios finos (\u201cum tra\u00e7o apenas\u201d), rosto afilado em dire\u00e7\u00e3o ao queixo, com a parte superior da cabe\u00e7a um pouco maior do que a humana, calva, sem pelos. Liz n\u00e3o p\u00f4de observar com detalhes as m\u00e3os, os p\u00e9s e o nariz (nessas descri\u00e7\u00f5es a aus\u00eancia do nariz tem sido constante, encontrando-se em seu lugar apenas uma pequena protuber\u00e2ncia); a garota lembra-se apenas de ter viso manchas escuras na regi\u00e3o do ombro, as quais pareciam ser de cor marrom, vermelho escuro, apresentando tons de bege. Mas Liz ressalta que n\u00e3o pode afirmar isso convictamente, da mesma maneira que n\u00e3o sabe dizer se o ser estava nu ou vestia roupa colante.<\/p>\n<p>Perguntada como poderia ter percebido tantos detalhes num ambiente escuro, Liz informou que a janela do quarto n\u00e3o tinha cortinas e penetrava luz vinda de um poste nas imedia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Assim que a criatura desapareceu na luminosidade, Liz desceu do beliche e foi ter com os pais, que j\u00e1 acordavam assustados com o grito. Estes n\u00e3o chegaram a ver nada, mas perceberam que algo de anormal havia acontecido com a filha, dado o seu estado emocional. Para tranquiliza-la (e a eles tamb\u00e9m) o pai foi at\u00e9 a cozinha, mas n\u00e3o constatou nada de diferente, nem cheiro estranho, ou qualquer vest\u00edgio suspeito. Compreensivelmente, ela n\u00e3o dormiu bem aquela noite, tendo a n\u00edtida impress\u00e3o de que a criatura conhecia a casa, tinha pressa e estava preocupada com alguma coisa.<\/p>\n<p>Nos anos seguintes a vida de Liz transcorreu normalmente. O fato n\u00e3o lhe trouxe nenhum transtorno de ordem mental, social ou psicol\u00f3gica e ficou adormecido na mem\u00f3ria, at\u00e9 o dia de sua segunda experi\u00eancia.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Antes de passar \u00e0 narrativa do segundo epis\u00f3dio, \u00e9 necess\u00e1rio tecer alguns coment\u00e1rios iniciais. Dessa ocorr\u00eancia pode-se deduzir que a jovem Liz sofreu uma experi\u00eancia levemente traum\u00e1tica, se sequelas posteriores de qualquer natureza; os detalhes, analisados sob cr\u00edtica vis\u00e3o cient\u00edfica, possibilitam levantar algumas proposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>a) N\u00e3o se descarta totalmente a hip\u00f3tese de ter sido um sonho, embora a garota esteja convencida de ter vivido o fato, de ter gritado e descido do beliche. Tamb\u00e9m afirma que n\u00e3o estava deitada quando viu a criatura pela primeira vez, mas sentada, e fazia apenas alguns minutos que havia desligado a televis\u00e3o. A aus\u00eancia de peso da criatura e o fato de n\u00e3o ter sentido o beliche balan\u00e7ar n\u00e3o s\u00e3o fatos in\u00e9ditos, pois a literatura ufol\u00f3gica est\u00e1 repleta de relatos semelhantes, e d\u00e1 alta confiabilidade ao depoimento.<\/p>\n<p>b) N\u00e3o cremos tratar-se de fantasia, alucina\u00e7\u00e3o ou qualquer tentativa de brincadeira ou mentira, dado o conv\u00edvio que temos tido com a depoente nos \u00faltimos meses, atrav\u00e9s do qual pudemos avaliar seu car\u00e1ter e sua forma\u00e7\u00e3o; na ocasi\u00e3o, ela gozava de boa sa\u00fade e n\u00e3o ingeria rem\u00e9dios de qualquer esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>c) Parece-nos tamb\u00e9m n\u00e3o ter-se tratado de manifesta\u00e7\u00e3o esp\u00edrita, pelas caracter\u00edsticas f\u00edsicas do ser. A eventualidade de estar-se lidando com um elemental n\u00e3o est\u00e1 afastada, estando reservada uma investiga\u00e7\u00e3o posterior desse aspecto.<\/p>\n<p>d) Tudo pode ser mesmo de natureza ufol\u00f3gica, com todas as sensa\u00e7\u00f5es pertinentes; o quadro geral inclina \u00e0 admiss\u00e3o dessa hip\u00f3tese.<\/p>\n<p><a name=\"2episodio\"><\/a><\/p>\n<h3>Segundo Epis\u00f3dio<\/h3>\n<p>Na segunda vez em que Liz se viu envolvida em um caso de contato a situa\u00e7\u00e3o era diferente: tinha quatorze anos e estava a c\u00e9u aberto, quando lhe surgiu a mesma criatura (ou semelhante \u00e0 ela), mas de maneira menos chocante.<\/p>\n<p>Num s\u00e1bado, em meados do m\u00eas de maio, Liz passara todo o dia ouvindo musica com a irm\u00e3, conversando sobre o namorado, que estava viajando. \u00c0 noite ela se encontrava s\u00f3, passeando pelas obras da casa de uma tia, ao lado da sua; seus pais e irm\u00e3os estavam em casa assistindo a televis\u00e3o. Por volta das 22:00hrs ela percebeu uma pequena luz branca a grande dist\u00e2ncia, e num gesto infantil acenou para ela.<\/p>\n<p>Para seu espanto, a \u201cluz\u201d apagou e reapareceu mais perto (pelo menos deu essa impress\u00e3o, pois a bola aumentara de tamanho). Isso se repetiu ainda outras vezes, e Liz viu que n\u00e3o era impress\u00e3o, pois a bola de luz se aproximou at\u00e9 ficar a cerca de 5 metros dela, \u00e0 sua esquerda, com dimens\u00f5es n\u00e3o ultrapassando 2m de di\u00e2metro e posicionada a cerca de 7m de altura; seu contorno era bem definido e n\u00e3o parecia ter luz pr\u00f3pria, mas \u201crefletida\u201d.<\/p>\n<p>Se Liz j\u00e1 estava assustada com essa apari\u00e7\u00e3o, ficou ainda mais quando uma \u201cvoz\u201d vinda da luz lhe perguntou o que \u201cela queria deles\u201d, num portugu\u00eas perfeito. Instintiva e mentalmente, ela respondeu:<\/p>\n<p>&#8211; Nada! N\u00e3o quero nada.<\/p>\n<p>Nesse momento, Liz se recordou apenas de ter ouvido mais alguma coisa, mas n\u00e3o soube dizer o que. Quando deu por si, a luz continuou estacionada no mesmo ponto; correu ent\u00e3o para casa e pediu aos pais que acompanhassem e testemunhassem o que ela estava dizendo, mas n\u00e3o foi atendida.<\/p>\n<p>Quando perguntamos \u00e0 Liz por que seus pais n\u00e3o a seguiram, uma vez que eles sabiam que ela j\u00e1 tivera uma experi\u00eancia mais forte, respondeu-nos que os pais s\u00e3o c\u00e9ticos com rela\u00e7\u00e3o ao assunto, tendo o pai dito naquela oportunidade que devia \u201cser um bal\u00e3o&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>Percebe-se, nesse segundo epis\u00f3dio, uma evidente lacuna no momento do di\u00e1logo, quando a mem\u00f3ria de Liz se torna nebulosa e ela n\u00e3o se lembra de mais nada, a n\u00e3o ser de estar parada ali, observando a luz.<\/p>\n<p><a name=\"hipnose\"><\/a><\/p>\n<h2>Revela\u00e7\u00f5es sob Hipnose<\/h2>\n<p>Diante disso, resolvemos levar adiante a investiga\u00e7\u00e3o recorrendo \u00e0 um hipn\u00f3logo. Quando indagamos a Liz se ela se submeteria a uma sess\u00e3o de hipnose regressiva, esta aceitou imediatamente, para tentar desvendar esse mist\u00e9rio que se formara no momento referido. A utiliza\u00e7\u00e3o da hipnose \u00e9 altamente produtiva, pois permite o esclarecimento de hiatos mentais e brechas do relato primitivo, desbloqueia traumas e acrescenta novas informa\u00e7\u00f5es, longe de ser, entretanto, um soro da verdade.<\/p>\n<p>Na noite de 3 de agosto de 1984, \u00e0s 19hrs, fizemos uma reuni\u00e3o no apartamento de uma amiga de Liz, no bairro de Vila Buarque, em S\u00e3o Paulo, com a presen\u00e7a de um hipn\u00f3logo, da amiga e do namorado, e dos uf\u00f3logos Jaime Lauda, Claudeir Covo, al\u00e9m do autor deste artigo. Ap\u00f3s alguns esclarecimentos iniciais feitos pelo hipn\u00f3logo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 metodologia utilizada e de algumas informa\u00e7\u00f5es adicionais sobre o caso, teve in\u00edcio a hipnose propriamente dita. Vale ressaltar aqui que Liz se mostrou receptiva, disposta e suficientemente relaxada para permitir um desenvolvimento satisfat\u00f3rio do processo de indu\u00e7\u00e3o. \u00c0 medida que se foi aprofundando nos diferentes n\u00edveis hipn\u00f3ticos, foram sendo feitos alguns testes pr\u00e1ticos para uma perfeita avalia\u00e7\u00e3o, chegando \u00e0 quinta etapa pela Metodologia de Duprat (1). No retrocesso cronol\u00f3gico a que foi submetida, retomamos o seu depoimento a partir do instante em que a luz estava parada \u00e0 sua frente e logo ap\u00f3s ter respondido \u201cnada\u201d \u00e0 voz:<\/p>\n<p>&#8211; \u201cSe n\u00e3o queria nada, por que me chamou?\u201d (Aqui surge uma pequena discrep\u00e2ncia, pois a jovem n\u00e3o se lembra de ter ouvido me).<\/p>\n<p>&#8211; \u201cChamei por brincadeira\u201d, respondeu Liz.<\/p>\n<p>Na sequencia, embora a sess\u00e3o estivesse fluindo normalmente, percebeu-se uma esp\u00e9cie de \u201cbloqueio\u201d, pois a garota n\u00e3o conseguiu dar continuidade ao di\u00e1logo. Recorda-se apenas de ter ouvido algo como \u201co tempo \u00e9 uma passagem para outros mundos\u201d e uma outra frase que a marcou mais: \u201cA escola terrena divide de maneira err\u00f4nea as medidas do tempo\u201d.<\/p>\n<p>Liz afirmou ainda que n\u00e3o se lembrava de ter falado, mas pensado nas respostas, ou seja, estabeleceu-se aqui uma comunica\u00e7\u00e3o mental telep\u00e1tica. Num dado momento, a entona\u00e7\u00e3o da \u201cvoz\u201d pareceu-lhe ligeiramente zangada, como a recrimina-la pela \u201cbrincadeira\u201d. De repente, surgiu do meio daquela bola de luz um rosto, uma fisionomia conhecida \u2013 o mesmo ser que anos antes a \u201cvisitara\u201d; sua express\u00e3o, por\u00e9m, era mais suave, e Liz pareceu sentir que na verdade aquele n\u00e3o era o mesmo ser da vez anterior, mas n\u00e3o soube explicar o porque dessa sensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda em estado hipn\u00f3tico, foram-lhe feitas as seguintes perguntas:<\/p>\n<p>\u201cEles utilizam o tempo como meio de locomo\u00e7\u00e3o?\u201d<\/p>\n<p>\u201cQual a origem deles?\u201d<\/p>\n<p>\u201cQual a finalidade de sua presen\u00e7a?\u201d<\/p>\n<p>\u201cPretendem voltar?\u201d<\/p>\n<p>Para todas elas, uma s\u00f3 resposta: N\u00e3o sei!<\/p>\n<p>Antes do t\u00e9rmino da sess\u00e3o, Liz ainda informou que o rosto envolto na luz estava se desvanecendo e relatou que s\u00f3 via naquele momento a luz parada.<\/p>\n<div id=\"attachment_4642\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4642\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4642 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bd3.jpg\" alt=\"\" width=\"380\" height=\"280\" \/><p id=\"caption-attachment-4642\" class=\"wp-caption-text\">Na inf\u00e2ncia, Bete observa um objeto circular que ofusca a luz do sol.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>COMENT\u00c1RIOS<\/h3>\n<p>Dos dados obtidos nesse segundo epis\u00f3dio, podem-se destacar alguns aspectos que s\u00e3o bastante conhecidos e outros estranhos. O aparecimento da luz a dist\u00e2ncia e a sua virtual aproxima\u00e7\u00e3o \u00e9 at\u00e9 um fato comum, num certo sentido, mesmo dentro do per\u00edmetro urbano. Soubemos por outras fontes que v\u00e1rias pessoas j\u00e1 presenciaram luzes efetuando voos err\u00e1ticos ou realizando manobras \u201cinteligentes\u201d, na mesma regi\u00e3o em que ocorreram os dois eventos relatados aqui: na Penha, um bairro da zona leste de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Analisando ponto por ponto essa segunda experi\u00eancia, primeiro isoladamente, depois em conjunto com a anterior, surgem algumas hip\u00f3teses que podem, sen\u00e3o explicar, pelo menos dar uma ideia do que de fato teria acontecido.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o de Liz ter acenado para a luz num atitude infantil e aparentemente sem nexo, poderia ser explicada pelo fato de ela sentir, naquele momento, a necessidade de uma companhia u a falta do namorado. N\u00e3o se pode esquecer de que durante todo o dia ela ouvira musica \u2013 o que teria despertado um sentimento de saudade \u2013, al\u00e9m de ter conversado sobre o namorado com a irm\u00e3.<\/p>\n<p>Um momento que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 quando a bola luminosa est\u00e1 pr\u00f3xima de Liz e deixa transparecer de seu interior a mesma fisionomia de anos antes. Isso n\u00e3o \u00e9 comum. Mais recentemente indagamos a Liz se essa vis\u00e3o n\u00e3o seria fruto do seu inconsciente, reavivando na memoria um trauma antigo, projetando simultaneamente no espa\u00e7o a vis\u00e3o daquele rosto. Mas ela n\u00e3o concordou com essa teoria, estando segura de ter visto a tal criatura.<\/p>\n<p>Insistimos nessa ideia porque nossos argumentos se baseiam em estudos mais atuais, ligados \u00e0 psicologia pura e \u00e0 do inconsciente. H\u00e1 nesse caso alguns aspectos intimamente associados, embora em situa\u00e7\u00f5es diferentes. A \u201cluz\u201d, observada em ambas as ocasi\u00f5es apenas por ela, e a \u201cproje\u00e7\u00e3o\u201d do rosto na luz, aventada porque, quando do primeiro encontro, a imagem do ser sobre seu corpo, fitando-a por cima, marcou-a profundamente, tornando-se uma cena que ela jamais esqueceu.<\/p>\n<p>Ora, partindo do pressuposto de que da segunda vez ela se encontrava s\u00f3 ante a aproxima\u00e7\u00e3o r\u00e1pida da luz pode ter-se desencadeado a n\u00edvel de subconsciente um p\u00e2nico que a fez lembrar-se, em segundos, dos fatos passados.<\/p>\n<p>Considerando-se ainda que a apari\u00e7\u00e3o de uma fonte de luz em circunst\u00e2ncias especiais pode acarretar, dependendo do grau de envolvimento, um ligeiro desequil\u00edbrio emocional, isso leva ao caminho da indu\u00e7\u00e3o hipn\u00f3tica que dirige e submete a testemunha a um comando externo, involunt\u00e1rio; esse \u201ccanal hipn\u00f3tico\u201d permite uma manipula\u00e7\u00e3o das chaves sensoriais. Ainda com rela\u00e7\u00e3o ao aceno, o fato de a jovem ter feito esse gesto para uma luz que nem sequer havia identificado poderia ter liberado nela uma ansiedade de estar com algu\u00e9m. Simult\u00e2nea \u00e0 compreens\u00e3o de ter agido infantilmente, culpando-se e desculpando-se ao travar o di\u00e1logo mental: o que voc\u00ea quer? Nada!<\/p>\n<p>Todas essas considera\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram totalmente assimiladas pela garota, mas nem por isso ela se aborreceu.<\/p>\n<p>No extenso trabalho de investiga\u00e7\u00e3o de um caso, parece que a objetividade de um determinado fato \u00e9 invariavelmente acrescida de fatores trazidos, consciente e\/ou inconscientemente, pela pr\u00f3pria testemunha. Em outras palavras, sabe-se hoje que, na depura\u00e7\u00e3o dos dados que comp\u00f5em uma hist\u00f3ria, um alto percentual ou n\u00e3o faz parte do enredo original, tendo sido adicionado por conta e risco do envolvido ou tem explica\u00e7\u00f5es de \u00e2mbito psicossocial.<\/p>\n<p>No presente caso, dado os contatos tidos com a testemunha, n\u00e3o se cogita que ela tenha acrescentado, deliberadamente, novos fatos \u00e0 hist\u00f3ria original, mas n\u00e3o se afasta a hip\u00f3tese de respostas na \u00e1rea da psicologia.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 mensagem relacionada como tempo, permanece aqui uma inc\u00f3gnita, embora haja elementos para conjeturas: Liz revelou que logo ap\u00f3s o primeiro epis\u00f3dio come\u00e7ou a ter frequentes sonhos premonit\u00f3rios, al\u00e9m de envolver-se com outros fen\u00f4menos paranormais. Certa vez sonhou que tinha ido \u00e0 um cemit\u00e9rio colocar flores num t\u00famulo cuja l\u00e1pide ostentava uma foto redonda de um homem que ela n\u00e3o conseguiu identificar; uma semana depois, recebeu correspond\u00eancia de parentes comunicando a morte de um tio, juntamente com o impresso tradicional: era a mesma foto do sonho. Em outra ocasi\u00e3o, Liz ouviu uma \u201cvoz\u201d dizer-lhe: \u201cSeu tio morreu\u201d. Duas horas depois, chegou a not\u00edcia de um tio morrera no dia anterior. A maioria dos seus sonhos premonit\u00f3rios \u00e9 de natureza desagrad\u00e1vel, conforme ela mesma observou.<\/p>\n<p>Est\u00e1 claro que n\u00e3o se pretende fazer aqui qualquer tipo de rela\u00e7\u00e3o entre seus dons paranormais e as experi\u00eancias de contato, mas apenas mostrar que Liz \u00e9 sensitiva, sujeita a envolver-se com fen\u00f4menos extra-sensoriais. \u00c9 interessante observar que toda as ocorr\u00eancias paranormais est\u00e3o intimamente relacionadas com o <em>continuum<\/em> espa\u00e7o-tempo, da\u00ed a mensagem poder ter origem em alguma fabula\u00e7\u00e3o mental espont\u00e2nea.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Depoimento Pessoal de Bete Rodrigues<\/h2>\n<p>O artigo a seguir foi escrito pela abduzida Bete Rodrigues, para a revista UFO, 218, de dezembro de 2014, com o t\u00edtulo:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Lembran\u00e7as de uma Abdu\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Minhas experi\u00eancias ufol\u00f3gicas come\u00e7aram quando eu tinha entre oito e 9 anos de idade, muito embora eu sequer imaginasse que o que acontecia comigo tivesse algo a ver com tal assunto. Na \u00e9poca, na d\u00e9cada de 70, meu pai tinha comprado um terreno e estava construindo uma casa para a qual nos mudamos ainda antes de estar pronta. O bairro era a Vila C\u00edsper, localizado na zona leste da cidade de S\u00e3o Paulo. Naquela regi\u00e3o n\u00e3o havia muitas casas, mas muito verde e algumas lagoas que hoje est\u00e3o assoreadas. Uma tarde, ap\u00f3s voltar da escola, enquanto brincava no terreno ao lado de casa, olhei para cima e vi algo que de imediato me deu a impress\u00e3o de estar baixando ou caindo. O objeto, redondo e cinza, tampava a vis\u00e3o do Sol. Fiquei em p\u00e9 por alguns segundos observando aquilo, sem saber do que se tratava.<\/p>\n<p>Depois, s\u00f3 me lembro de correr para dentro de casa e de que, passado algum tempo, quando sa\u00ed para ver se o artefato ainda estava l\u00e1, ele j\u00e1 havia partido. S\u00f3 ap\u00f3s muitos anos compreendi que havia visto um UFO. Na mesma \u00e9poca, em uma noite, pedi para minha m\u00e3e me deixar dormir um pouco mais tarde e ela concordou, pedindo que eu n\u00e3o fizesse barulho. Minha cama, um beliche, estava posicionada de tal forma que me era poss\u00edvel ver boa parte da cozinha. Sentei-me na beirada da cama e olhei em dire\u00e7\u00e3o \u00e0quele c\u00f4modo da casa, que estava com a luz apagada, e vi que embaixo da mesa come\u00e7ava a se formar uma pequena luz branca, que depois se expandiu e ocupou todo o espa\u00e7o sob o m\u00f3vel. Em alguns instantes eu vi sair de dentro daquela luz um ser humanoide.<\/p>\n<p><a name=\"1contato\"><\/a><\/p>\n<h3>O Primeiro Contato<\/h3>\n<p>A inusitada criatura caminhava em dire\u00e7\u00e3o ao quarto, olhando para todos os lados com um movimento corporal que demonstrava preocupa\u00e7\u00e3o e curiosidade com o ambiente \u2014 ele era baixo e o tom de sua pele era uma mistura de verde musgo com cinza. O ser tinha algumas manchas marrom avermelhadas e bege escuras na parte superior dos bra\u00e7os e peito, cabe\u00e7a grande sem cabelos, olhos arredondados e escuros, boca fina e pequena, bra\u00e7os que ultrapassavam a altura dos joelhos e seu corpo era magro, por\u00e9m forte.<\/p>\n<p>Quando vi tal criatura, de imediato deitei e me encolhi toda, cobrindo a cabe\u00e7a com o cobertor como se ele fosse me proteger daquilo. Fiquei retra\u00edda por alguns minutos, morrendo de medo, at\u00e9 que resolvi descobrir a cabe\u00e7a para ver se a entidade tinha ido embora, pois o quarto estava em sil\u00eancio. Ao faz\u00ea-lo, levei um susto, pois dei de cara com ela, que havia subido em minha cama. Normalmente, o beliche balan\u00e7ava quando eu ou minhas irm\u00e3s sub\u00edamos nele, mas a criatura parecia n\u00e3o ter peso. Ao dar de cara com a entidade, soltei um grito e ela, assustada, recuou com o corpo. Depois, jogando a cabe\u00e7a um pouco para tr\u00e1s, come\u00e7ou a falar coisas que eu n\u00e3o entendi \u2014 suas palavras eram totalmente incompreens\u00edveis para mim. Ela, ent\u00e3o, deu uma olhada para a cama de meus pais e, antes que eles acordassem, desceu rapidamente do beliche e sumiu. Tudo aconteceu muito r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Meus pais acordaram segundos depois e eu contei a eles o que tinha ocorrido. Meu pai, ent\u00e3o, se levantou e inspecionou a cozinha inteira, principalmente embaixo da mesa, mas n\u00e3o tinha nenhum vest\u00edgio da presen\u00e7a do alien\u00edgena \u2014 ele simplesmente sumiu da mesma forma que veio. Depois disso, passei a ter medo de ficar acordada para assistir televis\u00e3o e de ficar sozinha no escuro. At\u00e9 hoje, me recordo muito bem do que aconteceu. Tempo depois, rememorando o epis\u00f3dio com a minha m\u00e3e, soube que no dia seguinte aos fatos eu desenhei o ser que havia visto e que ele era igual aos do tipo gray, hoje t\u00e3o divulgados. Minha m\u00e3e ainda ressaltou que naquela \u00e9poca n\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos acesso a esse tipo de informa\u00e7\u00e3o sobre alien\u00edgenas, o que torna mais curioso o fato de eu ter desenhado um deles. E ainda me perguntou por que aquilo apareceu para mim, j\u00e1 que eu era apenas uma crian\u00e7a?<\/p>\n<p>No final da d\u00e9cada de 70, quando eu j\u00e1 estava com 14 anos, comecei a observar que algumas luzes brancas sobrevoavam um morro em frente a minha casa \u2014 naquela \u00e9poca, a regi\u00e3o continuava com pouqu\u00edssimas casas e com muito verde. As luzes come\u00e7aram a chamar minha aten\u00e7\u00e3o porque sobrevoavam de uma ponta \u00e0 outra do morro e \u00e0s vezes se juntavam formando uma s\u00f3 para depois se separarem outra vez. Geralmente, eram duas ou tr\u00eas que surgiam quase sempre no mesmo hor\u00e1rio, entre 20h00 e 23h00. Eu sabia que aquilo n\u00e3o era avi\u00e3o, bal\u00e3o ou algo semelhante e passei a observar o fen\u00f4meno mais atentamente.<\/p>\n<p><a name=\"luzes\"><\/a><\/p>\n<h3>Luzes Inteligentes<\/h3>\n<p>Um dia, por brincadeira, acenei para as luzes, pois queria saber se elas podiam me ver, e, para minha surpresa, uma delas se apagou e instantes depois reapareceu, mais perto de mim. O processo de apagar e reaparecer se repetiu at\u00e9 a luz ficar bem perto, em torno de 5 m ou 6 m de dist\u00e2ncia e a uns 7 m de altura. Era uma luz globular branca e silenciosa, com luminesc\u00eancia n\u00e3o irradiante e aproximadamente 2 m di\u00e2metro. Ao v\u00ea-la parada \u00e0 minha frente, percebi que eu estava paralisada \u2014 eu queria me mover e sair correndo dali, mas n\u00e3o conseguia. De repente, vi um rosto surgir no objeto e percebi que ele era bem semelhante ao do ser que eu tinha visto quando crian\u00e7a, embora n\u00e3o fosse o mesmo.<\/p>\n<p>O alien\u00edgena, ent\u00e3o, me perguntou o que eu queria deles e eu respondi que n\u00e3o queria nada. O di\u00e1logo foi totalmente telep\u00e1tico, pois n\u00e3o cheguei a mover meus l\u00e1bios. Depois disso, eu s\u00f3 me lembrava de ter entrado em casa e contado para meus pais o que havia acontecido. Eles j\u00e1 estavam deitados e n\u00e3o quiseram sair \u00e0quela hora para averiguar. Contei esse epis\u00f3dio primeiramente para o uf\u00f3logo Jaime Lauda [Consultor da Revista UFO] e depois para o hoje ex-uf\u00f3logo Carlos Alberto Reis, que na \u00e9poca, ao pesquisar o caso, percebeu que havia um pequeno lapso de tempo em minhas mem\u00f3rias. Fiz, ent\u00e3o, uma regress\u00e3o com o hipn\u00f3logo M\u00e1rio Nogueira Rangel. Durante a sess\u00e3o, consegui lembrar-me apenas de duas novas frases, pois mesmo com a regress\u00e3o eu continuava com um forte bloqueio \u2014 o que consegui me lembrar durante a hipnose foi a continua\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo.<\/p>\n<p>Durante o procedimento hipn\u00f3tico, relatei que, ap\u00f3s eu dizer que n\u00e3o queria nada deles, o ser respondeu com uma entona\u00e7\u00e3o um tanto aborrecida: \u201cSe n\u00e3o queria nada, por que me chamou?\u201d E eu respondi: \u201cChamei por brincadeira!\u201d Hoje, mais de 30 anos ap\u00f3s o epis\u00f3dio, percebo que levei uma leve bronca do alien\u00edgena por t\u00ea-lo chamado, acenando para eles, mas como eu poderia saber que a luz viria ao meu encontro? Sob hipnose lembrei-me tamb\u00e9m das seguintes frases \u201co tempo \u00e9 uma passagem para outros mundos\u201d e \u201ca escola terrena divide de forma err\u00f4nea as medidas do tempo\u201d. Tais frases, que para mim s\u00e3o uma inc\u00f3gnita, ficaram em minhas lembran\u00e7as como fragmentos de um di\u00e1logo que, infelizmente, n\u00e3o consegui recordar por inteiro.<\/p>\n<p><a name=\"marca\"><\/a><\/p>\n<h3>Estranha Marca<\/h3>\n<p>Algumas noites ap\u00f3s o contato com a luz, eu me preparava para dormir quando, ao olhar para a janela do meu quarto, uma veneziana de madeira que estava bem fechada, vi passar por ela uma pequena bola de luz. O orbe flutuou e parou em frente ao meu rosto por alguns instantes, tempo suficiente para eu memorizar o s\u00edmbolo que se formou na pequena luz de 6 cm. O s\u00edmbolo, ou emblema, era redondo e dividido em quatro partes, sendo que em duas partes opostas havia duas curvas de tamanhos e formas diferentes. As partes em que os desenhos se formavam apareciam em alto relevo em branco, e a parte baixa era em um tom de lil\u00e1s com roxo. Aquela luz ficou parada \u00e0 minha frente e eu mal acreditava no que estava vendo. Era uma imagem muito bonita. Alguns segundos depois, o orbe come\u00e7ou a vibrar com rapidez e em seguida se desfez \u2014 a impress\u00e3o que tive foi a de que eu precisava memorizar aquele s\u00edmbolo e de que aquilo vinha da parte dos seres que vira.<\/p>\n<p>O alien\u00edgena me perguntou o que eu queria deles e eu respondi que n\u00e3o queria nada. O di\u00e1logo foi telep\u00e1tico, pois n\u00e3o cheguei a mover meus l\u00e1bios. Depois disso, eu s\u00f3 me lembrava de ter entrado em casa e contado para meus pais o que havia acontecido.<\/p>\n<p>Eu senti que aquela luz era controlada por algo externo, devido ao movimento que ela fez ao voar at\u00e9 chegar \u00e0 frente de meu rosto. No dia seguinte, assim que acordei, desenhei o s\u00edmbolo e guardei o desenho. Alguns anos se passaram e em 1991 comecei a sonhar com seres e a lembrar de um epis\u00f3dio que havia ocorrido comigo e minha prima D\u00e9bora, fato que come\u00e7ou a me incomodar. Naquela \u00e9poca, D\u00e9bora morava na Espanha e l\u00e1 ela tamb\u00e9m come\u00e7ou a ter sonhos com seres em uma nave. Depois disso, procurei o uf\u00f3logo Claudeir Covo [Foi coeditor da Revista UFO, hoje falecido], que passou a pesquisar meu caso. Na ocasi\u00e3o, relatei a ele que em 1986 eu e minha prima t\u00ednhamos ido a uma discoteca que pertencia a um amigo dela, quando uma real abdu\u00e7\u00e3o ocorreu.<\/p>\n<p>N\u00f3s fomos \u00e0 tal discoteca de \u00f4nibus, pois o amigo da D\u00e9bora costumava lev\u00e1-la para casa ap\u00f3s determinado hor\u00e1rio. Naquele dia, por\u00e9m, ele n\u00e3o estava no local e como n\u00e3o t\u00ednhamos carona tivemos que sair antes das 23h00. Tomamos o \u00f4nibus no ponto em frente \u00e0 casa noturna. Algum tempo ap\u00f3s embarcarmos no ve\u00edculo, vimos pela janela que havia uma luz acompanhando-o, coisa que nos chamou a aten\u00e7\u00e3o. Ao descermos do coletivo em nosso destino, olhamos para o c\u00e9u e vimos que a luz que estava im\u00f3vel, n\u00e3o mais acompanhava o \u00f4nibus. Aceleramos o passo e percebemos que ela nos seguia de uma grande altitude.<\/p>\n<p><a name=\"silencio\"><\/a><\/p>\n<h3>Rompendo Anos de Sil\u00eancio<\/h3>\n<p>Em determinado momento, resolvemos mostrar a luz para um casal que estava sentado em frente a uma casa \u2014 eles olharam, acharam aquilo estranho e logo em seguida entraram em sua resid\u00eancia. N\u00f3s continuamos nosso trajeto a p\u00e9 e depois de um tempo vimos que a luz havia sumido, o que nos deu um grande al\u00edvio, pois a casa de D\u00e9bora era distante do ponto de \u00f4nibus e t\u00ednhamos que caminhar mais um pouco. Quando al\u00e7amos a rua sem sa\u00edda onde ela morava, vimos ao fundo, onde havia uma enorme \u00e1rea verde e um pequeno campo de futebol, uma grande luz parada, flutuando sobre o terreno. A partir da\u00ed, s\u00f3 o que lembr\u00e1vamos era de entrarmos em casa. N\u00f3s n\u00e3o sent\u00edamos vontade de falar sobre o assunto e assim ficamos por alguns anos, at\u00e9 que passamos a ter lembran\u00e7as que come\u00e7aram a nos incomodar muito.<\/p>\n<p>O pesquisador Covo, ent\u00e3o, recomendou que fiz\u00e9ssemos uma hipnose regressiva com o hipn\u00f3logo e pesquisador Rangel, o que aceitei de imediato. Ao fazer a regress\u00e3o, me lembrei de fatos que n\u00e3o consegui recordar fora do procedimento, como o de que, ao vermos a luz no campinho, mesmo estando com medo, come\u00e7amos a caminhar em dire\u00e7\u00e3o a ela. N\u00f3s nos sent\u00edamos atra\u00eddas para l\u00e1 e ao chegarmos perto, vimos que havia um ser embaixo da nave que nos olhava fixamente e apontava para cima \u2014 ele fez com que minha prima subisse flutuando por um cone de luz at\u00e9 o interior da nave e, em seguida, fez o mesmo comigo. Ao subirmos, vimos que havia tr\u00eas seres em p\u00e9 dentro do ve\u00edculo olhando para baixo, esperando por nossa entrada.<\/p>\n<p>Quando adentramos o UFO, dois seres levaram D\u00e9bora para uma sala e eu para outra. Havia tr\u00eas alien\u00edgenas me acompanhando. O interessante \u00e9 que, mesmo querendo sair daquela situa\u00e7\u00e3o, eu n\u00e3o tinha controle sobre minha vontade e n\u00e3o conseguia esbo\u00e7ar uma rea\u00e7\u00e3o de defesa, como gritar ou sair correndo. Fui levada para um recinto na nave e deitada em uma cama ou mesa que era sustentada por uma haste central. Meus p\u00e9s ultrapassavam o tamanho da mesa e ficavam um pouco para fora. Eu estava com medo, mas n\u00e3o podia fazer nada. Sentia-me, e estava, totalmente imobilizada.<\/p>\n<p><a name=\"nave\"><\/a><\/p>\n<h3>Dentro da Nave<\/h3>\n<p>Os alien\u00edgenas n\u00e3o falavam comigo, mas se comunicavam entre si \u2014 eles estavam concentrados no trabalho que faziam. Um deles, que ficou ao lado de minha cabe\u00e7a, me olhava atentamente. Em determinado momento, um dos seres colocou uma esp\u00e9cie de pulseira que julguei estar ligada a um aparelho que tinha uma pequena tela. Um dos estranhos que estava ao meu lado tocou meu nariz e em seguida senti minha narina direita dilatada. Outro deles tinha na m\u00e3o um fio fino e transparente com um pequeno gancho em uma das pontas, que agarrava um objeto redondo bem pequeno, do tamanho da cabe\u00e7a de um alfinete. Aquilo n\u00e3o parecia ser de metal, mas um pequeno cristal transparente ou algo semelhante. O ser, ent\u00e3o, introduziu o tubo em minha narina direita, e eu n\u00e3o tinha como impedi-lo de agir. Eu sentia uma press\u00e3o dentro do nariz e era muito ruim. Um segundo ser ajudava o primeiro e o terceiro s\u00f3 observava.<\/p>\n<p>Quando retiraram o tubo de minha narina, percebi que a pequena esfera n\u00e3o estava mais na ponta do instrumento. Ao lado de minha cabe\u00e7a havia um aparelho com um pequeno monitor e por ele acompanhei o trajeto que o instrumento fez ao entrar em meu nariz. A pequena esfera foi introduzida e deixada bem pr\u00f3xima da parte baixa de minha cabe\u00e7a, perto da nuca \u2014 pelo menos foi isso que pensei ao olhar o monitor. Depois disso, um dos seres espetou o meu ded\u00e3o do p\u00e9 direito, o que doeu um pouquinho. Eu imaginei que eles estivessem retirando uma amostra de sangue. Eu estava descal\u00e7a, mas n\u00e3o me lembrava de ter tirado os sapatos. O tripulante que estava ao lado ent\u00e3o retirou a pulseira e o que estava na cabeceira da cama fez um sinal com a m\u00e3o, que eu s\u00f3 entendi quando ele o fez pela segunda vez \u2014 ele estava pedindo para eu me levantar.<\/p>\n<div id=\"attachment_4643\" style=\"width: 340px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4643\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4643 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bd4.jpg\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"240\" \/><p id=\"caption-attachment-4643\" class=\"wp-caption-text\">A abduzida \u00e9 levada \u00e0 uma sala e seus abdutores a fazem sentar-se em uma mesa, onde a examinam detidamente.<\/p><\/div>\n<p><a name=\"aparelho\"><\/a><\/p>\n<h3>Nua e Presa a um Aparelho<\/h3>\n<p>Sentei atordoada, com os pensamentos embotados. Olhei para meus p\u00e9s e vi que meus sapatos estavam l\u00e1, no ch\u00e3o, mas n\u00e3o me lembrava de t\u00ea-los tirado. Coloquei-os, fiquei em p\u00e9 e vi minha prima sendo levada para o local onde hav\u00edamos subido pelo cilindro de luz. Perguntei quem eram eles e o que n\u00f3s duas est\u00e1vamos fazendo ali. Eles n\u00e3o responderam. Um dos seres se aproximou e olhou fixamente em nossos olhos sem falar nada. Instantes depois, est\u00e1vamos de volta ao campo sem saber como hav\u00edamos descido e a nave n\u00e3o estava mais l\u00e1. Senti que hav\u00edamos recebido uma ordem telep\u00e1tica para irmos para casa. Sa\u00edmos correndo e eu me lembrei de que D\u00e9bora tinha ca\u00eddo perto da entrada de sua casa, pr\u00f3ximo a Kombi de seu pai. Ao chegarmos, ela estava com fome e sede e eu estava com muita sede. Bebi muita \u00e1gua e muito suco que estavam na geladeira.<\/p>\n<p>D\u00e9bora fez a hipnose regressiva logo ap\u00f3s regressar da Espanha, no dia 05 de maio daquele ano, na presen\u00e7a de Covo, que documentou tudo em v\u00eddeo. N\u00e3o presenciei a sess\u00e3o para n\u00e3o influenci\u00e1-la ou causar alguma interfer\u00eancia em seu relato \u2014 aguardei o fim do trabalho em outra sala, no apartamento de Rangel. Em sua regress\u00e3o, D\u00e9bora relatou que foram coletadas amostras de sangue por meio de um aparelho que fez a extra\u00e7\u00e3o sem que ela sentisse qualquer perfura\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m tiraram uma pequena amostra de seus cabelos e lhe fizeram um exame cl\u00ednico completo.<\/p>\n<p>Quando retiraram o tubo de minha narina, percebi que a pequena esfera n\u00e3o estava mais na ponta do instrumento. Ao lado de minha cabe\u00e7a havia um aparelho com um pequeno monitor e por ele acompanhei o trajeto que o instrumento fez ao entrar.<\/p>\n<p>Como aconteceu comigo, D\u00e9bora tamb\u00e9m se sentiu paralisada enquanto a examinavam. Segundo seu relato, eles olharam atentamente seus cabelos, boca e dentes. Os seres tamb\u00e9m examinaram e tocaram em seus olhos. Em determinado momento, ela se viu totalmente nua presa a um aparelho que, a meu ver, escaneava seu corpo. Ela n\u00e3o se lembrava de como tiraram suas roupas ou de como eles as recolocaram, exatamente como aconteceu comigo e meus sapatos. Ela perguntou aos alien\u00edgenas, em determinado momento, por que a haviam escolhido, mas tamb\u00e9m n\u00e3o obteve resposta.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o exame, minha prima n\u00e3o viu mais os seres, que acionaram alguns bot\u00f5es em um grande painel que havia na sala. Ela os descreveu como tendo olhos grandes e pretos, m\u00e3os com somente quatro dedos e com uma esp\u00e9cie de pele entre eles, e que n\u00e3o tinham unhas. Disse tamb\u00e9m que os alien\u00edgenas tinham a cabe\u00e7a grande, sem pelos ou cabelos, l\u00e1bios finos, boca pequena, pesco\u00e7os finos e longos. Seus bra\u00e7os e pernas eram finos e longos e seus p\u00e9s eram feios e pareciam estar descal\u00e7os. Um dos seres acionou um bot\u00e3o que abriu a porta e D\u00e9bora saiu, mas n\u00e3o me viu. Ela s\u00f3 se lembrava de estar caminhando ao meu lado, perto de sua casa e de que tinha escorregado e ca\u00eddo em uma pequena valeta perto da Kombi de seu pai. Lembrou-se, tamb\u00e9m, de que ao chegarmos em casa ela comeu bolo, tomou caf\u00e9 com leite quente e que eu bebi alguma coisa que estava na geladeira. Ela disse que fomos deitar sem termos vontade de falar a respeito do que havia ocorrido conosco e que assim ficamos por alguns anos, sem tocarmos no assunto.<\/p>\n<p><a name=\"implantes\"><\/a><\/p>\n<h3>Implantes Alien\u00edgenas<\/h3>\n<p>Algum tempo depois da hipnose regressiva, M\u00e1rio Nogueira Rangel, ao continuar a pesquisa sobre o meu caso, leu o livro Abduction: Human Encounters with Aliens [Abdu\u00e7\u00e3o: Encontros de Humanos com Aliens, Scribner, 2007], escrito pelo professor de psiquiatria de Harvard, doutor John E. Mack, e nele encontrou desenhos feitos por dois abduzidos hipnotizados Mack, Julia e Dave, reproduzindo exatamente o mesmo instrumento que eu desenhara \u2014 um equipamento que havia sido inserido pela minha narina. Rangel, na ocasi\u00e3o, enviou c\u00f3pias a pessoas interessadas no Brasil e Estados Unidos e uma carta sobre o assunto para o doutor Mack, que acusou recebimento.<\/p>\n<p>Mais tarde ele me perguntou se eu poderia tirar um raio-x do ded\u00e3o do p\u00e9 direito, no qual tinha sentido uma picada durante a abdu\u00e7\u00e3o. Eu, ent\u00e3o, pedi ao uf\u00f3logo doutor Max Berezovsky [J\u00e1 falecido] que me fornecesse um pedido de exame para eu poder fazer a radiografia. Realizei o procedimento em dois locais diferentes e, para minha surpresa, a imagem acusou dois corpos met\u00e1licos nas partes moles do h\u00e1lux \u2014 isso aconteceu em ambos os exames, feitos em cl\u00ednicas diferentes. Os objetos eram bem pequenos e met\u00e1licos. Entreguei os raios-X para Rangel e algum tempo depois conheci o doutor Roger Leir [Foi consultor da Revista UFO, j\u00e1 falecido], especialista em implantes alien\u00edgenas, com quem troquei alguns e-mails.<\/p>\n<p>Quando veio ao Brasil, Leir, que era podiatra, examinou o dedo do meu p\u00e9 e se ofereceu para remover os objetos, mas eu n\u00e3o quis tir\u00e1-los e eles permanecem comigo. N\u00e3o sei se essa decis\u00e3o foi correta, mas n\u00e3o sinto vontade de remov\u00ea-los desde o momento em que tomei consci\u00eancia da sua exist\u00eancia. N\u00e3o sei por que isso est\u00e1 em meu corpo, mas n\u00e3o tem me prejudicado ou causado qualquer problema de sa\u00fade. Acho que devo fazer parte de alguma pesquisa ou experi\u00eancia por parte de meus abdutores, pois eles t\u00eam me acompanhado desde a inf\u00e2ncia, embora n\u00e3o saiba que crit\u00e9rios utilizaram para me escolher \u2014 n\u00e3o teria sentido eles fazerem o que fizeram sem terem uma motiva\u00e7\u00e3o ou um objetivo maior. Em todo tempo, o comportamento deles indicou que eram uma esp\u00e9cie de cientistas fazendo seu trabalho seriamente e com muito empenho.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei o que h\u00e1 por tr\u00e1s de toda esta hist\u00f3ria. N\u00e3o sei quais s\u00e3o seus prop\u00f3sitos reais ou o que est\u00e3o incumbidos de realizar. Por\u00e9m, algo que jamais esquecerei \u00e9 o olhar profundo daquele alien\u00edgena que olhou fixamente em meus olhos. Um olhar t\u00e3o profundo que parecia que vasculhava todo o meu ser, minha mente, minha alma. Essas s\u00e3o partes de minhas lembran\u00e7as que jamais ser\u00e3o esquecidas.<\/p>\n<div id=\"attachment_4649\" style=\"width: 340px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4649\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4649 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/rangel.jpg\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"412\" \/><p id=\"caption-attachment-4649\" class=\"wp-caption-text\">O uf\u00f3logo e hipn\u00f3logo M\u00e1rio Rangel<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<hr \/>\n<ol>\n<li>RANGEL, Mario. Sequestros Alien\u00edgenas &#8211; Investigando Ufologia com e sem hipnose. CBPDV, 2001.<\/li>\n<li>REIS, Carlos Alberto. Vila Cister: Os Encontros de Liz. Revista Planeta Especial Ufologia, S\u00e3o Paulo, n\u00ba 153-C, p. 6-10, junho 1985.<\/li>\n<li>RODRIGUES, Bete. Lembran\u00e7as de Uma Abdu\u00e7\u00e3o. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 218, dezembro 2014.<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interessante caso de abud\u00e7\u00e3o envolvendo duas primas, ocorrido na zona leste de S\u00e3o Paulo (SP), em 14 de junho de 1986. Bete Rodrigues foi abduzida junto com a prima D\u00e9bora na noite de 14 de junho de 1986. 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