{"id":4714,"date":"2022-04-01T12:46:53","date_gmt":"2022-04-01T15:46:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/?p=4714"},"modified":"2025-04-21T13:30:06","modified_gmt":"2025-04-21T16:30:06","slug":"caso-linda-cortille","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/caso-linda-cortille\/","title":{"rendered":"Caso Linda Cortille"},"content":{"rendered":"<section id=\"inner-headline\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div id=\"resumo\" class=\"resumo\" style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Este \u00e9 o relat\u00f3rio final da investiga\u00e7\u00e3o feita por George Hansen, Joe Stefula e Rich Butler sobre o caso Linda Cortille Napolitano, de Budd Hopkins.<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<hr \/>\n<p>Por Por George Hansen, Joe Stefula e Rich Butler<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As revela\u00e7\u00f5es de Hopkins geraram enorme publicidade e foram mencionadas no New York Times, Omni, Wall Street Journal, e Paris Match, entre outros. Como esperado, este caso teve substancial impacto no campo da Ufologia.<\/p>\n<p>Tanto as lideran\u00e7as do Mutual UFO Network (MUFON) e do J. Allen Hynek Center for UFO Studies (CUFOS) se opuseram agressivamente \u00e0s nossas investiga\u00e7\u00f5es, e ambos se recusaram, previamente, a publicar nossas cr\u00edticas. Isto levanta graves questionamentos sobre a integridade jornalista e cient\u00edfica do MUFON e do CUFOS.<\/p>\n<p>Essas organiza\u00e7\u00f5es t\u00eam muitos membros e n\u00f3s n\u00e3o podemos fornecer mais do que algumas c\u00f3pias destes documentos a terceiros. Pedimos que nos ajudem na distribui\u00e7\u00e3o. Sintam-se \u00e0 vontade para fazer c\u00f3pias deste artigo, coloc\u00e1-las em BBSs ou na imprensa.<\/p>\n<p><a name=\"critica\"><\/a><\/p>\n<h3><strong>Uma Cr\u00edtica Ao Caso De Budd Hopkins Sobre A Abdu\u00e7\u00e3o De Linda Napolitano Por Um Ufo<\/strong><\/h3>\n<p>por Joseph J. Stefula, Richard D. Butler, e George P. Hansen<\/p>\n<p>RESUMO<\/p>\n<p>Budd Hopkins fez uma s\u00e9rie de apresenta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de um suposto caso de abdu\u00e7\u00e3o com m\u00faltiplas testemunhas. A abduzida \u00e9 Linda Napolitano, que mora num apartamento no lado leste de Manhattan (New York City).<\/p>\n<p>Ela afirma ter sido abduzida por seres extraterrestres do seu apartamento no 12o andar, em novembro de 1989. Alega-se que tr\u00eas testemunhas num carro a dois quarteir\u00f5es de dist\u00e2ncia viram Linda e seres alien\u00edgenas sa\u00edrem flutuando de uma janela e subirem para dentro de uma nave. Uma das testemunhas era o Secret\u00e1rio Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, general Javier Perez de Cuellar. Tamb\u00e9m uma mulher na Brooklyn Bridge teria observado a abdu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Linda teve sangramentos pelo nariz onde os raios-X mostraram um implante.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, Hopkins n\u00e3o forneceu nenhum relat\u00f3rio escrito detalhado, mas publicou algumas vezes um artigo de cinco p\u00e1ginas nos n\u00fameros de setembro e dezembro de 1992 do Mufon Ufo Journal e fez uma apresenta\u00e7\u00e3o no simp\u00f3sio do Mufon nesse mesmo ano. Usamos essas informa\u00e7\u00f5es e entrevistamos a abduzida. Algumas quest\u00f5es s\u00e9rias foram surgiram disso tudo. O caso tem muitos aspectos ex\u00f3ticos, e identificamos uma novela de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que pode ter servido de base para os elementos da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>V\u00e1rios l\u00edderes do campo da Ufologia se envolveram e seu comportamento e declara\u00e7\u00f5es foram muito curiosos. Alguns tentaram, agressivamente, suprimir evid\u00eancias de uma suposta tentativa de homic\u00eddio.<\/p>\n<p>Aqui discutimos as implica\u00e7\u00f5es para um entendimento da Ufologia.<\/p>\n<p>Budd Hopkins \u00e9 o maior respons\u00e1vel em atrair aten\u00e7\u00e3o ao problema de abdu\u00e7\u00f5es por extraterrestres, por estimular tanto a m\u00eddia quanto a pesquisa cient\u00edfica devotadas ao problema. Ele escreveu dois livros populares (Missing Time, 1981, e Intruders, 1987), fundou a Intruders Foundation, e apareceu in\u00fameras vezes em palestras e na m\u00eddia.<\/p>\n<p>Embora Hopkins n\u00e3o seja um terapeuta treinado, um acad\u00eamico ou cientista, ele conseguiu envolver essas pessoas no seu trabalho. O m\u00e9dico John E. Mack, ganhador de um Pr\u00eamio Pulitzer e ex-chefe do departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Harvard, elogiou o trabalho de Hopkins e reconheceu que estava em d\u00edvida com ele (Mack, 1992a, 1992b). Hopkins colaborou com professores universit\u00e1rios ao ser co-autor de um artigo no livro Unusual Personal Experiences (1992), enviado a 100.000 profissionais de sa\u00fade mental. Prestou depoimento, na qualidade de especialista, numa audi\u00eancia sobre a compet\u00eancia profissional de um m\u00e9dico que alegava ter sido abduzido (McKenna, 1992).<\/p>\n<p>Em virtude de t\u00e3o fortes refer\u00eancias e impressionantes afilia\u00e7\u00f5es, e por causa de seu incans\u00e1vel trabalho em favor dos abduzidos, Hopkins tornou-se a figura mais importante no campo das abdu\u00e7\u00f5es por UFOs. Suas contribui\u00e7\u00f5es, positivas ou negativas, ser\u00e3o rapidamente notadas dentro e fora da Ufologia.<\/p>\n<p>O caso Linda Napolitano gerou enorme interesse e atraiu a aten\u00e7\u00e3o internacional, tendo sido alvo de notici\u00e1rio e artigos no Wall Street Journal (Jefferson, 1992), Omni (Baskin, 1992), Paris Match (De Brosses, 1992), The New York Times (Sontag, 1992), e no programa de televis\u00e3o &#8221;Inside Edition&#8221;, onde Hopkins e Napolitano apareceram. O Jornal do Mufon chamou-o de &#8220;A Abdu\u00e7\u00e3o do S\u00e9culo&#8221; (Stacy, 1992, p. 9). Mesmo a revista t\u00e9cnica &#8221;Advance&#8221;, para radiologistas, levou adiante um debate sobre o implante nasal de Linda (Hatfield, 1992). Enfim, a cobertura se deu n\u00e3o apenas na imprensa ufol\u00f3gica mas em geral.<\/p>\n<p>Num breve artigo de 1992, antecedendo sua apresenta\u00e7\u00e3o no simp\u00f3sio do Mufon, ele escreveu: &#8220;Apresentarei o que acredito ser o mais importante caso jamais encontrado para estabelecer a realidade objetiva das abdu\u00e7\u00f5es de ufos&#8221; (Hopkins, 1992, p. 20). Durante sua palestra no simp\u00f3sio ele afirmou: &#8220;Este \u00e9 provavelmente o caso mais importante da minha vida&#8221; (grava\u00e7\u00e3o, julho de 1992).<\/p>\n<p>Na sinopse enviada \u00e0 Confer\u00eancia de Estudos de Abdu\u00e7\u00f5es, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts de junho de 1992, ele escreveu: &#8220;A import\u00e2ncia deste caso \u00e9 imensur\u00e1vel, uma vez que ap\u00f3ia fortemente tanto a realidade objetiva das abdu\u00e7\u00f5es por ufos, quanto a precis\u00e3o da hipnose regressiva empregada com esta abduzida&#8221;. Por causa do renome de Hopkins, e pela sua avalia\u00e7\u00e3o, este caso merece um exame cuidadoso de nossa parte.<\/p>\n<p><a name=\"envolvimento\"><\/a><\/p>\n<h3>O Envolvimento do Autor<\/h3>\n<p>Os dois primeiros autores souberam do caso antes que Hopkins tivesse falado publicamente sobre ele, e decidiram monitorar a sua evolu\u00e7\u00e3o. Eles regularmente informaram o terceiro autor enquanto as investiga\u00e7\u00f5es progrediam. Quando o caso se tornou p\u00fablico, todos os tr\u00eas se preocuparam sobre os efeitos a longo prazo na pesquisa sobre abdu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por v\u00e1rios anos Richard Butler compareceu \u00e0s reuni\u00f5es informais de Hopkins organizadas por abduzidos e pesquisadores. L\u00e1, Butler familiarizou-se com o caso e convidou Stefula para uma reuni\u00e3o no come\u00e7o de outubro de 1991, quando Hopkins explicou o caso e posteriormente Stefula teve uma oportunidade de bater papo com Linda sobre a experi\u00eancia. Butler e Stefula deram a Linda os n\u00fameros dos respectivos telefones dizendo que se ela necessitasse de qualquer assist\u00eancia, que os contatasse.<\/p>\n<p>Stefula disse ainda que tinha numerosos contatos com autoridades, o que podia ser de ajuda a Linda. A mesma informa\u00e7\u00e3o foi fornecida a Hopkins.<\/p>\n<p>Em 28 de janeiro de 1992, Linda marcou uma reuni\u00e3o com Richard Butler, e em 1o de fevereiro de 1992, Linda, Stefula e Butler encontraram-se em Nova York, e Linda deu detalhes adicionais sobre a sua experi\u00eancia (descrita mais adiante) mas pediu que Hopkins n\u00e3o fosse informado dessa discuss\u00e3o. Na conven\u00e7\u00e3o do Mufon em julho de 1992, em Albuquerque, Novo M\u00e9xico, Hopkins e Linda subiram ao p\u00f3dio e apresentaram o caso. Stefula compareceu \u00e0 conven\u00e7\u00e3o, assistiu ao relato e perguntas perturbadoras surgiram.<\/p>\n<p>Algumas declara\u00e7\u00f5es eram contradit\u00f3rias com o que Linda tinha dito anteriormente a Stefula e Butler. Contatamos Hopkins numa tentativa de resolver esse assunto, mas ele n\u00e3o quis se encontrar conosco dizendo que n\u00e3o queria discutir o caso antes que o manuscrito do seu livro fosse apresentado. Apesar da relut\u00e2ncia inicial, uma reuni\u00e3o acabou sendo realizada em 3 de outubro de 1992 na casa de Hopkins, quando, ent\u00e3o, mais alguns detalhes emergiram.<\/p>\n<p><a name=\"sumario\"><\/a><\/p>\n<h3>Sum\u00e1rio do Caso<\/h3>\n<p>Para poder compilar este sum\u00e1rio dos alegados eventos, baseamo-nos nas declara\u00e7\u00f5es de Hopkins e Linda no p\u00f3dio do simp\u00f3sio do Mufon de 1992, em nossas entrevistas com Linda, na palestra de Hopkins na confer\u00eancia sobre ufos em Portsmouth, New Hampshire, 13 de setembro de 1992, e nos dois artigos de cinco p\u00e1ginas de Hopkins publicados no Mufon Ufo Journal em setembro e dezembro.<\/p>\n<p>Em abril de 1989 Hopkins recebeu uma carta de Linda Napolitano, que morava em New York City. Linda escreveu dizendo que tinha come\u00e7ado a ler o seu livro &#8220;Intruders&#8221; e lembrou-se de que h\u00e1 13 anos tinha percebido um incha\u00e7o no nariz. Examinada por um m\u00e9dico, este teimou que ela tinha feito uma cirurgia nasal. Linda replicou que nunca tinha feito tal cirurgia, e at\u00e9 perguntou \u00e0 m\u00e3e, que confirmou isso.<\/p>\n<p>Hopkins interessou-se pelo caso porque havia uma possibilidade de evid\u00eancia m\u00e9dica e porque Linda morava relativamente perto dele, o que facilitaria seus encontros. Linda visitou Hopkins e discutiu com ele suas experi\u00eancias passadas. Ela se lembrou de alguns eventos pertinentes em sua vida, mas acreditava que n\u00e3o estava mais envolvida com qualquer fen\u00f4meno de abdu\u00e7\u00e3o. Linda, ent\u00e3o, come\u00e7ou a frequentar as reuni\u00f5es do grupo de apoio de Hopkins a abduzidos.<\/p>\n<p>Em 30 de novembro de 1989, Linda chamou Hopkins e relatou que tinha sido abduzida nas primeiras horas da manh\u00e3 daquele dia, e deu alguns detalhes. Alguns dias depois foi submetida a hipnose regressiva e lembrou-se que tinha flutuado janela afora do seu apartamento no 12o andar e subido num raio de luz branco-azulada para dentro de uma nave que pairava sobre o edif\u00edcio.<\/p>\n<p><a name=\"dan\"><\/a><\/p>\n<h3>Richard e Dan<\/h3>\n<p>Mais de um ano depois (fevereiro de 1991), Hopkins recebeu uma carta assinada s\u00f3 com os nomes Richard e Dan (n\u00e3o temos nenhuma evid\u00eancia f\u00edsica que &#8220;Richard&#8221; e &#8220;Dan&#8221; realmente existem; para n\u00e3o sobrecarregar o leitor, omitiremos a palavra &#8220;suposto&#8221; ao mencion\u00e1-los).<\/p>\n<p>A carta afirmava que os dois eram policiais que estavam num carro embaixo de um viaduto na FDR Drive entre 3 e 3 e meia da manh\u00e3 no final de novembro de 1989. Sobre um alto edif\u00edcio de apartamentos eles viram um grande objeto brilhante de cor laranja-avermelhado com luzes verdes ao redor da borda. E viram uma mulher e v\u00e1rias figuras estranhas sa\u00edrem flutuando por uma janela e subir na dire\u00e7\u00e3o do objeto. Richard e Dan disseram que tinham encontrado o nome de Hopkins e resolveram escrever a ele.<\/p>\n<p>E continuando disseram que estavam extremamente preocupados com o bem estar da mulher, queriam localiz\u00e1-la , falar com ela e se assegurarem que ela estava viva e em seguran\u00e7a. Tamb\u00e9m mencionaram que podiam identificar o edif\u00edcio e a janela pela qual ela saiu.<\/p>\n<p>Ao receber a carta, Hopkins imediatamente chamou Linda e disse-lhe que ela deveria esperar uma visita dos dois policiais. Alguns dias depois, Linda telefonou a Hopkins para dizer que tinha sido visitada por Richard e Dan. Quando bateram \u00e0 sua porta e se apresentaram como oficiais de pol\u00edcia ela n\u00e3o ficou muito surpresa porque a pol\u00edcia vinha frequentemente ao seu edif\u00edcio procurando testemunhas de crimes.<\/p>\n<p>Mesmo avisada por Hopkins ela n\u00e3o esperava que Richard e Dan realmente aparecessem. Quando eles chegaram e entraram no seu apartamento mostraram vis\u00edveis sinais de al\u00edvio por ela estar viva. Entretanto, Richard e Dan n\u00e3o estavam muito inclinados a se encontrar ou falar com Hopkins, a despeito do fato de j\u00e1 terem escrito a ele e apesar da solicita\u00e7\u00e3o de Linda para que fizessem isso. Richard, ent\u00e3o, perguntou a Linda se estaria bem se eles escrevessem um depoimento e o gravassem numa fita.<\/p>\n<p>Ela concordou e duas semanas depois Hopkins recebeu uma grava\u00e7\u00e3o em fita de Richard descrevendo a experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Algum tempo depois, Hopkins recebeu uma carta de Dan com um pouco mais de informa\u00e7\u00f5es. A carta dizia que Richard tinha tirado uma licen\u00e7a porque o contato imediato tinha sido emocionalmente muito traum\u00e1tico.<\/p>\n<p>Dan tamb\u00e9m mencionou que Richard observava Linda secretamente (esta informa\u00e7\u00e3o \u00e9 da apresenta\u00e7\u00e3o oral de Hopkins no simp\u00f3sio do Mufon, em 1992, em Albuquerque. Na confer\u00eancia de Portsmouth, New Hampshire, Hopkins disse que tinha recebido uma carta de Richard contando que Dan fora for\u00e7ado a tirar licen\u00e7a. N\u00e3o est\u00e1 claro se Hopkins trocou os nomes ou se os dois indiv\u00edduos tiraram licen\u00e7a).<\/p>\n<p>Hopkins recebeu outra carta de Dan a qual dizia que ele e Richard n\u00e3o eram na verdade oficiais de pol\u00edcia, mas oficiais de seguran\u00e7a que tinham acompanhado uma pessoa muito importante (VIP) a um heliporto de Manhattan quando ocorreu o avistamento. A carta dizia tamb\u00e9m que o carro deles tinha engui\u00e7ado e Richard o empurrara at\u00e9 debaixo do viaduto. Segundo Dan, o VIP tamb\u00e9m tinha testemunhado a abdu\u00e7\u00e3o e tinha ficado hist\u00e9rico.<\/p>\n<p><a name=\"sequestros\"><\/a><\/p>\n<h3>Os Sequestros<\/h3>\n<p>Linda disse que em abril de 1991 ela encontrou Richard na rua perto do seu apartamento. Foi convidada a entrar no carro que Dan estava dirigindo, mas recusou. Richard a agarrou e for\u00e7ou-a, com alguma luta, a entrar no ve\u00edculo. Ele dirigiu por 3 horas e meia, interrogando-a sobre os alien\u00edgenas e se ela trabalhava para o governo.<\/p>\n<p>Linda foi obrigada a tirar os sapatos e teve os dedos do p\u00e9 examinados para ver se ela era uma ET (disseram depois a ela que os alien\u00edgenas n\u00e3o t\u00eam dedos no p\u00e9). Ela tamb\u00e9m lembrou-se de outro carro envolvido no seq\u00fcestro e sob hipnose recordou a placa desse carro como tamb\u00e9m de parte da licen\u00e7a do carro no qual ela esteve. Hopkins disse que as licen\u00e7as eram de certas &#8220;ag\u00eancias&#8221; (e n\u00e3o deu maiores detalhes).<\/p>\n<p>No simp\u00f3sio do Mufon, perguntaram a Linda se ela comunicou o sequestro \u00e0 pol\u00edcia, ao que ela respondeu que n\u00e3o pois o sequestro era legal porque se tratava de seguran\u00e7a nacional.<\/p>\n<p>Em conversas com Butler no in\u00edcio de 1992, Linda manifestou preocupa\u00e7\u00e3o com sua seguran\u00e7a pessoal. Foi marcada uma reuni\u00e3o com Stefula devido ao seu passado forense. Durante a tarde, at\u00e9 o anoitecer de 1o de fevereiro, os tr\u00eas se encontraram em Nova York, e Linda descreveu maiores detalhes do sequestro.<\/p>\n<p>Ela contou que na manh\u00e3 de 15 de outubro de 1991, Dan abordou-a na rua e empurrou-a para dentro de um Jaguar esporte vermelho. Linda carrega consigo um gravador e conseguiu disfar\u00e7adamente gravar alguns minutos do interrogat\u00f3rio a que Dan a submeteu, mas logo foi descoberta e Dan confiscou o gravador.<\/p>\n<p>Dan dirigiu at\u00e9 uma casa na praia de Long Island. L\u00e1 ele mandou que Linda tirasse a roupa e vestisse uma camisola branca, similar \u00e0quela que ela usava na noite da abdu\u00e7\u00e3o. Ele disse que queria fazer sexo com ela. Ela se recusou mas concordou em vestir a camisola sobre a roupa. Assim que fez isso, Dan caiu de joelhos e come\u00e7ou a falar incoerentemente algo sobre ela ser a &#8220;Dama das Areias&#8221;.<\/p>\n<p>Ela saiu correndo da casa, mas Dan a agarrou na praia e dobrou seu bra\u00e7o para tr\u00e1s, colocando dois dedos na sua nuca, fazendo-a pensar que era uma arma. Ele a levou para dentro d\u00b4\u00e1gua e mergulhou sua cabe\u00e7a duas vezes. Ele continuava enfurecido e delirava incoerentemente e quando ela teve a cabe\u00e7a mergulhada dentro d\u00b4\u00e1gua pela terceira vez, pensou que n\u00e3o iria sair dessa.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, uma &#8220;for\u00e7a&#8221; atingiu Dan e derrubou-o de costas na praia. Ela come\u00e7ou a correr e ouviu um som de arma sendo engatilhada. Ao olhar para tr\u00e1s viu Dan tirando uma foto dela (Linda mencionou que fotos da praia acabaram sendo mandadas para Hopkins). Ela continuou a correr, mas Richard subitamente apareceu a seu lado como se sa\u00edsse do nada. Ele fez com que ela parasse e a convenceu a voltar \u00e0 casa de praia dizendo que iria controlar Dan, fazendo-o beber um Mickey Finn (bebida alco\u00f3lica com narc\u00f3tico disfar\u00e7ado).<\/p>\n<p>Ela concordou e, uma vez na casa, Richard colocou Dan debaixo do chuveiro para tirar o lodo e areia da praia. Isto deu a Linda uma chance de pegar suas coisas; ela recuperou o gravador e descobriu uns pap\u00e9is com o timbre da Central Intelligence Agency (CIA).<\/p>\n<p>Numa r\u00e1pida conversa em 3 de outubro de 1992, Hopkins disse a Hansen que Linda foi ter com ele logo que ela voltou para Manhattan depois do seq\u00fcestro. Ela estava desgrenhada, tinha areia nos cabelos e estava traumatizada com a experi\u00eancia.<\/p>\n<p><a name=\"contatos\"><\/a><\/p>\n<h3>Mais Contados com Richard e Dan<\/h3>\n<p>Durante a reuni\u00e3o de 1o de fevereiro com Butler e Stefula, Linda relatou que havia encontrado com Richard do lado de fora de um banco em Manhattan em 21 de novembro de 1991. Ele falou sobre as deterioradas condi\u00e7\u00f5es mentais de Dan. Na \u00e9poca de Natal, Linda recebeu um cart\u00e3o e uma carta de tr\u00eas p\u00e1ginas de Dan (datada de 14\/12\/91). A carta tinha um selo e um carimbo das Na\u00e7\u00f5es Unidas (o edif\u00edcio da ONU em Nova York tem um posto dos correios que qualquer um pode utilizar). Dan escrevia dizendo que estava numa institui\u00e7\u00e3o mental e era mantido sob sedativos.<\/p>\n<p>Ele manifestava um forte interesse rom\u00e2ntico em Linda e em algumas passagens sugeria que iria rapt\u00e1-la, tir\u00e1-la do pa\u00eds e casar com ela; Linda pareceu alarmada com isso (ela deu uma c\u00f3pia da carta a Stefula e Butler).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Linda ainda afirmou que em 15 e 16 de dezembro de 1991, um dos homens tinha tentado fazer contato com ela na South Street Seaport. Ele dirigia uma grande sed\u00e3 negro com placas da Ar\u00e1bia Saudita nas Na\u00e7\u00f5es Unidas. Para evit\u00e1-lo, Linda entrou numa loja. No segundo dia uma coisa parecida aconteceu e ela ficou parada perto de um grupo de homens de neg\u00f3cios at\u00e9 ele ir embora..<\/p>\n<p><a name=\"terceiro\"><\/a><\/p>\n<h3>O Terceiro Homem<\/h3>\n<p>Na reuni\u00e3o de 1o de fevereiro Linda mencionou que Hopkins tinha recebido uma carta do &#8220;terceiro homem&#8221; (o VIP), e foi capaz de repetir literalmente senten\u00e7as inteiras da carta, que tratava do perigo ecol\u00f3gico ao planeta, e Linda revelou que os aliens estavam tentando acabar com a Guerra Fria. A carta terminava com uma advert\u00eancia a Hopkins para que ele parasse de procurar o &#8220;terceiro homem&#8221; porque isso poderia causar danos \u00e0 paz mundial.<\/p>\n<p>Linda tamb\u00e9m relatou mais alguns detalhes da sua abdu\u00e7\u00e3o em novembro de 1989. Ela disse que os homens no carro sentiram uma forte vibra\u00e7\u00e3o no momento do avistamento. Disse tamb\u00e9m que numa posterior regress\u00e3o hipn\u00f3tica lembrou-se de ter estado na praia com Dan, Richard e o terceiro homem e pensou que, de algum modo, ela estava sendo usada pelos aliens para control\u00e1-los.<\/p>\n<p>Ela se comunicou com os homens telepaticamente e disse ter sentido que conhecia Richard antes da abdu\u00e7\u00e3o, sugerindo que possivelmente eles dois tivessem sido abduzidos juntos anteriormente. N\u00f3s tamb\u00e9m ficamos sabendo que o terceiro homem era, na verdade, Javier Perez de Cuellar, ent\u00e3o Secret\u00e1rio Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Linda alegou que os carros usados no seu seq\u00fcestro tinham sido identificados como pertencentes a v\u00e1rias miss\u00f5es estrangeiras nas Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>Na confer\u00eancia de Portsmouth, New Hampshire, Hopkins falou sobre o terceiro homem, dizendo: &#8220;Estou fazendo o que posso para mexer com os brios dessa pessoa e faz\u00ea-la se apresentar&#8221;.<\/p>\n<p><a name=\"testemunha\"><\/a><\/p>\n<h3>A Testemunha da Ponte do Brooklyn<\/h3>\n<p>No ver\u00e3o de 1991, um ano e meio depois da abdu\u00e7\u00e3o, Hopkins recebeu uma carta de uma mulher, uma telefonista aposentada de Putnam County, New York (Hopkins deu a ela o pseud\u00f4nimo de Janet Kimble). Ele nem se deu ao trabalho de abrir a carta. Mas em novembro de 1991 recebeu outra carta dela, com o seguinte texto no envelope: &#8220;CONFIDENCIAL, ASSUNTO: PONTE DO BROOKLYN&#8221;.<\/p>\n<p>Esse estranho envelope e o fato dela escrever duas cartas n\u00e3o pareceu levantar nenhuma suspeita em Hopkins. A mulher, vi\u00fava, de aproximadamente 60 anos, contava que vinha dirigindo na Ponte do Brooklyn \u00e0s 3h16 da madrugada do dia 30 de novembro de 1989, quando o carro parou e as luzes se apagaram. Pairando sobre um edif\u00edcio havia um objeto brilhante, cuja luz era t\u00e3o forte que ela teve que proteger os olhos, embora estivesse a uma dist\u00e2ncia de 400m.<\/p>\n<p>Mesmo assim, ela conseguiu ver quatro figuras em posi\u00e7\u00e3o fetal emergindo de uma janela. As figuras se endireitaram simultaneamente e ent\u00e3o se dirigiram para a nave, onde entraram. A sra. Kimble ficou bastante assustada com o evento e as pessoas nos carros atr\u00e1s dela &#8220;corriam ao redor dos carros com as m\u00e3os na cabe\u00e7a gritando de horror e incredulidade&#8221; (citado em Hopkins, 1992d, p. 7). Ela afirmou: &#8220;Nunca mais voltei a Nova York depois do que vi e nunca mais voltarei por nenhum motivo&#8221; (Hopkins, 1992d, p. 5).<\/p>\n<p>Apesar do intenso medo e toda a como\u00e7\u00e3o, ela teve a presen\u00e7a de esp\u00edrito de remexer na bolsa, tirar o isqueiro, acend\u00ea-lo e olhar no rel\u00f3gio para saber a hora.<\/p>\n<p>Hopkins entrevistou essa mulher pessoalmente e por telefone. Ela disse que pegou o nome dele numa livraria, telefonou para o n\u00famero de informa\u00e7\u00f5es em Manhattan e depois procurou o endere\u00e7o na lista Manhattan White Pages. Disse tamb\u00e9m que ficou um pouco relutante em falar do incidente e que s\u00f3 tinha contado isso ao filho, filha, irm\u00e3 e cunhado.<\/p>\n<p><a name=\"radiografia\"><\/a><\/p>\n<h3>A Radiografia do Nariz<\/h3>\n<p>Em novembro de 1991, um m\u00e9dico, o qual Hopkins descreve como &#8220;intimamente ligado a Linda&#8221;, fez-lhe uma radiografia da cabe\u00e7a porque ela sabia do implante no nariz e frequentemente falava do problema. A chapa n\u00e3o foi revelada imediatamente.<\/p>\n<p>Alguns dias depois o m\u00e9dico a trouxe para Linda, mas muito nervoso, sem querer discutir o assunto. Linda levou a chapa para Hopkins, que a mostrou a um amigo neurocirurgi\u00e3o. Este ficou aturdido; um objeto claramente n\u00e3o natural podia ser visto na \u00e1rea nasal. Hopkins mostrou nas suas apresenta\u00e7\u00f5es um slide dessa chapa, onde at\u00e9 um leigo pode ver o implante. O objeto tinha uma haste de \u00b1 0,63 cm de comprimento trazendo nas duas pontas fios tran\u00e7ados.<\/p>\n<p><a name=\"aspectos\"><\/a><\/p>\n<h3>Outros Aspectos Incomuns do Caso<\/h3>\n<p>No nosso encontro de 1o de fevereiro, Linda nos forneceu detalhes variados que talvez possam ser pertinentes. Ela nos disse que acreditava estar sob vigil\u00e2ncia e descreveu uma van prateada estacionada perto do seu apartamento. Tamb\u00e9m contou que tinha sido cantora profissional de sucesso, mas que perdera a voz no chuveiro. Acrescentou que fora dada a entender que seu sangue era bastante incomum.<\/p>\n<p>Um m\u00e9dico a informara que suas c\u00e9lulas vermelhas n\u00e3o morriam, rejuvenesciam. Ela se perguntava se isso era alguma influ\u00eancia alien\u00edgena; algum tempo depois tentou encontrar esse m\u00e9dico mas n\u00e3o conseguiu. Linda parecia agora acreditar que ela era parte alien\u00edgena ou de algum modo teria trabalhado com eles. E tamb\u00e9m nos disse que tinha um acordo com Budd Hopkins para dividir meio a meio os lucros de um livro sobre o caso.<\/p>\n<p><a name=\"problemas\"><\/a><\/p>\n<h3>Problemas Iniciais com o Caso<\/h3>\n<p>H\u00e1 muitas perguntas \u00f3bvias, mas n\u00e3o respondidas que levantam d\u00favidas imediatas sobre a credibilidade do caso. O mais s\u00e9rio problema \u00e9 o de que as tr\u00eas supostas testemunhas principais (Richard, Dan, e Perez de Cuellar) n\u00e3o terem sido entrevistadas cara a cara por Hopkins, embora um ano e meio houvesse decorrido ap\u00f3s o primeiro contato com Hopkins e mais de tr\u00eas anos desde a abdu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Richard e Dan supostamente encontraram com Linda e escreveram cartas a Hopkins. Linda tem uma foto de Dan. Richard e Dan se recusam a falar diretamente com Hopkins. Nenhuma evid\u00eancia concreta confirma se Richard e Dan sequer existem.<\/p>\n<p>Embora mostrassem extrema preocupa\u00e7\u00e3o sobre o bem estar de Linda, os supostos &#8220;Dan&#8221; e &#8220;Richard&#8221; esperaram mais de um ano para estabelecer contato com ela e com Hopkins. Por qu\u00ea? Mais ainda, eles fizeram contato com Hopkins antes de visitarem Linda. Aonde leva tudo isso? Afinal, eles sabiam onde ficava o apartamento de Linda, assim parece que eles n\u00e3o teriam tido nenhuma raz\u00e3o para contatar Hopkins.<\/p>\n<p>Por que, ent\u00e3o se preocupar com ele? A mulher na ponte disse que antes de falar com Hopkins ela discutiu o assunto apenas com filho, filha, irm\u00e3 e cunhado. Por que ela n\u00e3o contatou outros pesquisadores de ufos? Por que s\u00f3 Hopkins?<\/p>\n<p>Se existe algum relat\u00f3rio sobre isso e se ela realmente procurou outros, tais hip\u00f3teses poderiam ser verificadas? Foi feita alguma investiga\u00e7\u00e3o sobre essa mulher, como falar com seus vizinhos, amigos, fam\u00edlia ou nos empregos anteriores? Quais s\u00e3o seus antecedentes?<\/p>\n<p>Teria tido ela alguma rela\u00e7\u00e3o com Linda? Estas perguntas n\u00e3o foram feitas, portanto a credibilidade da \u00fanica testemunha direta permanece duvidosa.<\/p>\n<p>Dan passou um tempo numa institui\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as mentais. Richard sofria de extrema ang\u00fastia emocional, o que o for\u00e7ou a tirar licen\u00e7a do emprego. Assumindo que estes dois realmente existam, deve-se ter cuidado ao aceitar seus depoimentos (mesmo dados de boa f\u00e9).<\/p>\n<p>A despeito dos problemas mentais, pelo menos um deles tinha permiss\u00e3o de guiar um carro com licen\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Devemos acreditar que eles voltaram ao servi\u00e7o ativo num posi\u00e7\u00e3o importante (presumivelmente portando armas de fogo) e tiveram permiss\u00e3o para usar um carro oficial?<\/p>\n<p>Quem era o m\u00e9dico que fez as radiografias? Soubemos apenas que essa pessoa era intimamente ligada a Linda. Por que n\u00e3o h\u00e1 um relat\u00f3rio formal dispon\u00edvel? Dada a natureza alarmante do resultado, por que n\u00e3o foi feito um exame imediatamente? Linda disse que o m\u00e9dico estava &#8220;nervoso&#8221; e n\u00e3o quis falar sobre a radiografia.<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e1 claro se Hopkins tenha alguma vez encontrado com esse suposto m\u00e9dico. Em vez disso, Hopkins mostrou a chapa radiogr\u00e1fica a um seu amigo. Algumas pessoas especulam se Linda n\u00e3o p\u00f4s ela mesma um pequeno objeto no nariz e pediu a algum amigo t\u00e9cnico que radiografasse. N\u00e3o vimos nenhuma evid\u00eancia que exclu\u00edsse essa possibilidade.<\/p>\n<p>Linda alega que foi duas vezes raptada, quase afogada e mais tarde molestada.<\/p>\n<p>No entanto, ela se recusa a chamar a pol\u00edcia, mesmo com veemente recomenda\u00e7\u00e3o de Hopkins. Durante a reuni\u00e3o de 1o de fevereiro de 1992 com Stefula e Butler, Linda perguntou se ela teria amparo legal no caso de atirar em Dan caso ele tentasse outra vez seq\u00fcestr\u00e1-la \u00e0 for\u00e7a. Stefula foi contra e recomendou que ela desse queixa na pol\u00edcia.<\/p>\n<p>Ela n\u00e3o quis. Se ela tinha medo, por que o seu marido n\u00e3o contatou as autoridades? A raz\u00e3o mais plaus\u00edvel \u00e9 que se fosse feito um relat\u00f3rio e a sua hist\u00f3ria fosse considerada falsa ela poderia estar sujeita a um processo criminal. Esta falha de Linda levanta uma enorme d\u00favida sobre a credibilidade.<\/p>\n<p><a name=\"investigacao\"><\/a><\/p>\n<h3>Nossa Investiga\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>A despeito dos numerosos problemas delineados acima, acreditamos que vale a pena obter mais informa\u00e7\u00f5es adicionais porque muitas pessoas nos t\u00eam feito muitas perguntas. Em 19 de setembro de 1992, Stefula, Butler, e Hansen foram a Nova York visitar o lugar da alegada abdu\u00e7\u00e3o. Vimos que o conjunto onde Linda mora tem um grande p\u00e1tio com guarita de vigil\u00e2ncia 24 horas.<\/p>\n<p>Perguntamos ao guarda e ao seu supervisor se eles tinham ouvido falar do ufo perto do pr\u00e9dio. Eles n\u00e3o sabiam de nada. Tamb\u00e9m perguntamos se a pol\u00edcia costuma ir ao pr\u00e9dio e perguntar de apartamento em apartamento sobre testemunhas de crimes. Eles disseram que isso acontecia raramente. Telefonamos para o administrador do apartamento que disse n\u00e3o saber nada sobre o avistamento nem tinha ouvido nada dos 1600 residentes no conjunto.<\/p>\n<p>Visitamos tamb\u00e9m o local sob a rodovia onde Richard e Dan supostamente pararam o carro. Do outro lado da rua era o armaz\u00e9m de carga do jornal New York Post. Um empregado nos contou que havia movimento l\u00e1 quase a noite toda. Alguns dias depois telefonamos para o New York Post e falamos com a pessoa que tinha sido encarregada da carga em 1989.<\/p>\n<p>Ele nos informou que a doca fica em uso at\u00e9 as 5 da manh\u00e3 e que h\u00e1 muitos caminh\u00f5es indo e vindo nessa hora da madrugada. Mas ele n\u00e3o sabia nada a respeito do ufo que teria aparecido a apenas dois quarteir\u00f5es adiante.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em setembro, um colega nosso contatou o heliporto no pier Seis do East River de Manhattan. \u00c9 o \u00fanico heliporto do lado leste de Manhattan entre o apartamento de Linda e a ponta da ilha. Ele foi informado que o hor\u00e1rio normal de opera\u00e7\u00e3o do heliporto \u00e9 das 7 \u00e0s 19h00. O agente de opera\u00e7\u00f5es pesquisou os registros verificando que n\u00e3o tinha havido movimenta\u00e7\u00e3o de helic\u00f3pteros em 30 de novembro de 1989 ap\u00f3s o hor\u00e1rio normal.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m disseram a ele que cerca de 6 meses antes um homem de cabelos brancos, aparentando estar na faixa dos 50 anos fez perguntas similares \u00e0s autoridades do heliporto. O homem fez perguntas a respeito de um ufo que teria ca\u00eddo no East River.<\/p>\n<p><a name=\"reuniao\"><\/a><\/p>\n<h3>A Reuni\u00e3o de 3 de Outubro<\/h3>\n<p>Nessa data encontramos com Hopkins e seus colegas na sua resid\u00eancia em Manhattan. Entre os presentes estavam David Jacobs, Walter H. Andrus e Jerome Clark. Uma por\u00e7\u00e3o de perguntas foi levantada durante a reuni\u00e3o, e algumas das respostas de Hopkins revelaram bastante sobre suas investiga\u00e7\u00f5es assim como as atitudes de Jacobs, Andrus, e Clark. As declara\u00e7\u00f5es de Linda tamb\u00e9m nos disseram muito.<\/p>\n<p>Perguntamos a Hopkins se ele havia falado com os guardas do conjunto de apartamentos sobre o ufo. Pelo que ele falou, ele n\u00e3o conversou com os guardas. Isto \u00e9 surpreendente considerando que o ufo era t\u00e3o brilhante que a mulher na ponte teve que cobrir os olhos mesmo estando a 400 metros de dist\u00e2ncia dele. \u00c9 \u00f3bvio que se imagine que Hopkins tivesse feito perguntas aos guardas considerando a natureza espetacular do evento.<\/p>\n<p>T\u00ednhamos anotado que Linda declarara ser a visita da pol\u00edcia aos apartamentos uma coisa rotineira. Perguntamos a Hopkins se ele verificou isso com os guardas ou com o administrador. Ele disse que n\u00e3o tinha julgado necess\u00e1rio. Embora este seja um ponto menor, \u00e9 um dos poucos com possibilidade de checagem das declara\u00e7\u00f5es de Linda, mas Hopkins n\u00e3o tentou confirm\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Perguntamos sobre as condi\u00e7\u00f5es do tempo na noite da abdu\u00e7\u00e3o. Espantosamente Hopkins nos disse que ele n\u00e3o sabia das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas naquela ocasi\u00e3o. Este foi, talvez, um dos momentos mais reveladores, pois mostra a capacidade de Hopkins como investigador. Se houvesse nevoeiro, chuva ou neve, a visibilidade teria sido grandemente dificultada e a confiabilidade dos testemunhos teria que ser avaliada segundo esses fatores. At\u00e9 como procedimento prim\u00e1rio, o Manual do Investigador de Campo do Mufon exige informa\u00e7\u00e3o sobre condi\u00e7\u00f5es do tempo (Fowler, 1983, p. 30).<\/p>\n<p>N\u00f3s hav\u00edamos checado e sab\u00edamos que as condi\u00e7\u00f5es do tempo n\u00e3o impediam a visibilidade. Mas o fato de Hopkins aparentemente n\u00e3o ter se importado com informa\u00e7\u00f5es t\u00e3o b\u00e1sicas como estas foi esclarecedor. Ele alega ter muitas evid\u00eancias que n\u00e3o revelou a terceiros; entretanto, considerando essas falhas na verifica\u00e7\u00e3o de fatos t\u00e3o rudimentares, n\u00e3o depositamos nenhuma f\u00e9 em tais &#8220;evid\u00eancias&#8221; ocultas.<\/p>\n<p>Durante as discuss\u00f5es, os partid\u00e1rios de Hopkins fizeram alus\u00f5es a outras figuras mundiais envolvidas nesse evento, mas n\u00e3o deram nomes. Eles, que recebiam informa\u00e7\u00f5es a n\u00f3s negadas, pareciam crer que tinha havido uma grande carreata acompanhando Perez de Cuellar e esses outros altos dignit\u00e1rios nas primeiras horas da manh\u00e3 de 30 de novembro de 1989. Na reuni\u00e3o apresentamos um consultor externo que tinha servido por muitos anos em servi\u00e7os de seguran\u00e7a a autoridades estrangeiras.<\/p>\n<p>Ele descreveu os exaustivos planejamentos necess\u00e1rios para o deslocamento de tais autoridades e a intrincada coordena\u00e7\u00e3o durante o movimento. Muitas pessoas e redes de seguran\u00e7a seriam alertadas se houvesse quaisquer problemas como o motor de um carro que morre, ou qualquer demora em passar por um ponto de verifica\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Essa apresenta\u00e7\u00e3o detalhada pareceu pegar Hopkins de surpresa. O consultor enumerou v\u00e1rios termos especiais usados pelos servi\u00e7os de seguran\u00e7a e sugeriu que Hopkins perguntasse a Richard e Dan o significado de tais termos como um teste de credibilidade. At\u00e9 onde sabemos, Hopkins n\u00e3o conseguiu contatar Richard e Dan sobre o assunto.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da reuni\u00e3o de 3 de outubro, o marido de Linda respondeu (em voz muito baixa) algumas perguntas. Parecia ter dificuldade com algumas delas e Linda falava para &#8220;lembr\u00e1-lo&#8221;. Ele saiu da reuni\u00e3o muito mais cedo, embora Linda estivesse sob consider\u00e1vel stress, e a despeito de ela pedir em voz alta e ser ouvida por todos para que ele ficasse a seu lado. A sa\u00edda dele deixou muitas perguntas na nossa cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Linda tamb\u00e9m respondeu perguntas na reuni\u00e3o. Logo no in\u00edcio, Hansen perguntou ao marido de Linda se ele era nascido e criado nos Estados Unidos, ao que ele respondeu que tinha vindo a esse pa\u00eds quando tinha 17 anos. Linda prontamente exclamou que sabia por que Hansen tinha feito a pergunta. Numa conversa telef\u00f4nica anterior entre Linda e Hansen, Linda tinha afirmado que seu marido era nascido e criado em Nova York. Ela reconheceu que tinha deliberadamente mentido a Hansen.<\/p>\n<p>Mais tarde foi levantada a quest\u00e3o sobre o acordo financeiro entre Linda e Hopkins. Stefula afirmou que Linda havia lhe contado que ela e Hopkins tinham um acordo para dividir os lucros de um livro. Hopkins negou tal acordo e Linda, ent\u00e3o, revelou que tinha deliberadamente plantado a desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foram ouvidos os relat\u00f3rios de dois psic\u00f3logos que conclu\u00edam que a intelig\u00eancia de Linda estava situada na faixa &#8220;m\u00e9dia&#8221;. Um deles alegou que Linda precisaria da mente de um Bobby Fischer para planejar e executar uma farsa assim e que ela n\u00e3o seria capaz de administrar uma opera\u00e7\u00e3o t\u00e3o complicada. Embora estas fossem opini\u00f5es supostamente profissionais, n\u00e3o nos foram fornecidos os nomes dos psic\u00f3logos.<\/p>\n<p>Penelope Franklin tamb\u00e9m compareceu \u00e0 reuni\u00e3o. Ela \u00e9 uma colega chegada a Hopkins e editora do IF&#8211;The Bulletin of the Intruders Foundation. Hopkins nos tinha previamente escrito informando que Ms. Franklin era coinvestigadora no caso Napolitano. Durante um intervalo, Franklin afirmou a Hansen que Linda estava absolutamente justificada em mentir sobre o caso. Esta not\u00e1vel declara\u00e7\u00e3o foi testemunhada por Vincent Creevy, que estava entre Franklin e Hansen.<\/p>\n<p>Essas afirma\u00e7\u00f5es de Franklin levantam quest\u00f5es muito complicadas especialmente considerando a sua proemin\u00eancia dentro do c\u00edrculo de colegas de Hopkins. Tais declara\u00e7\u00f5es parecem violar todas as normas da integridade cient\u00edfica. Podemos apenas nos perguntar se Linda foi aconselhada a mentir por Hopkins ou pelos colegas deste. Ser\u00e1 que a outros abduzidos foram dados conselhos semelhantes? Que esp\u00e9cie de ambiente social e \u00e9tico est\u00e3o Hopkins e Franklin criando para abduzidos?<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos deixar de perguntar a n\u00f3s mesmos se Hopkins e Franklin acham apropriado para si pr\u00f3prios mentir sobre o caso. Eles devem \u00e0 comunidade ufol\u00f3gica uma explica\u00e7\u00e3o sobre as declara\u00e7\u00f5es de Franklin. Se isso n\u00e3o acontecer n\u00e3o podemos aceit\u00e1-los mais como investigadores confi\u00e1veis.<\/p>\n<p><a name=\"reacao\"><\/a><\/p>\n<h3>A Rea\u00e7\u00e3o de Hopkins \u00e0 Nossa Investiga\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Concluindo seu artigo no Mufon UFO Journal, Hopkins escreveu: &#8220;se os rumores s\u00e3o verdadeiros e h\u00e1 agentes de intelig\u00eancia oficialmente sancionados dentro das v\u00e1rias redes investigat\u00f3rias de ufos, essas pessoas ser\u00e3o tamb\u00e9m mobilizadas para subverter o caso por dentro, antes mesmo que suas totais dimens\u00f5es sejam publicamente conhecidas&#8221; (Hopkins, 1992c, p. 16). Hopkins aparentemente leva esta id\u00e9ia muito a s\u00e9rio. Depois que soube de nossa investiga\u00e7\u00e3o, ele advertiu Butler que suspeitava que tanto Butler como Stefula fossem agentes do governo e que pretendia informar outros de suas suspeitas.<\/p>\n<p>Poucas semanas depois do nosso encontro de 3 de outubro, ele disse \u00e0s pessoas que suspeitava que Hansen fosse um agente da CIA. Este n\u00e3o foi um coment\u00e1rio informal feito com um amigo; na verdade, foi uma afirma\u00e7\u00e3o feita a uma mulher que ele n\u00e3o conhecia e que estava numa de suas palestras (ela era membro do Mufon em Nova Jersey que temia futuras repercuss\u00f5es se tivesse o nome mencionado &#8212; comunicado pessoal, 7 de novembro de 1992).<\/p>\n<p><a name=\"base\"><\/a><\/p>\n<h3>Uma Poss\u00edvel Base Liter\u00e1ria Para Os Elementos Da Hist\u00f3ria<\/h3>\n<p>Este \u00e9 um caso bastante ex\u00f3tico, mesmo tratando-se de uma abdu\u00e7\u00e3o por ufo. Agentes do governo est\u00e3o envolvidos, o Secret\u00e1rio Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas \u00e9 testemunha-chave, Linda foi seq\u00fcestrada em nome da seguran\u00e7a nacional, preocupa\u00e7\u00e3o com a paz mundial foi manifestada, A CIA tenta desacreditar o caso. e os ETs ajudaram a acabar com a Guerra Fria.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria \u00e9 verdadeiramente maravilhosa, e poderia se perguntar qual a sua origem. Queremos atrair a aten\u00e7\u00e3o do leitor para a novela de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica &#8220;Nighteyes&#8221; [Olhos da Noite], de Garfield Reeves-Stevens. Este trabalho foi publicado inicialmente em abril de 1989, alguns meses antes de Linda queixar-se de que tinha sido abduzida no seu apartamento.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias relatadas por Linda parecem ser uma composi\u00e7\u00e3o das vividas pelos dois personagens em &#8220;Nighteyes&#8221;: Sarah e Wendy. As semelhan\u00e7as s\u00e3o impactantes; algumas est\u00e3o listadas na Tabela 1. Nem nos incomodamos em incluir as similaridades comumente relatadas em abdu\u00e7\u00f5es (p.ex., implantes, exames corporais, toques, sondas etc.). Os paralelos s\u00e3o suficientemente numerosos para nos levar a suspeitar de que a novela serviu de base para a hist\u00f3ria de Linda. Queremos enfatizar que as semelhan\u00e7as s\u00e3o com os elementos discretos do caso e n\u00e3o com a hist\u00f3ria em si.<\/p>\n<p><a name=\"tabela1\"><\/a><\/p>\n<h3>Tabela 1 &#8211; Similaridades Entre O Caso Linda Napolitano E A Novel De Fic\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica &#8220;Nighteyes&#8221;<\/h3>\n<p>* Linda foi abduzida para dentro de um ufo que pairava sobre o alto edif\u00edcio onde ela morava em Nova York.<br \/>\n&#8211; Sarah foi abduzida para dentro de um ufo que pairava sobre o alto edif\u00edcio onde ela morava em Nova York.<br \/>\n* Dan e Richard inicialmente afirmaram que tinham estado numa &#8220;campana&#8221; [vigil\u00e2ncia policial] e se envolveram numa abdu\u00e7\u00e3o durante a madrugada.<br \/>\n&#8211; De madrugada, em &#8220;Nighteyes&#8221;, dois agentes do governo estavam de &#8220;campana&#8221; e se envolveram com uma abdu\u00e7\u00e3o durante a madrugada.<br \/>\n* Linda foi raptada e atirada dentro de um carro por Richard e Dan.<br \/>\n&#8211; Wendy foi raptada e atirada dentro de uma van por Derek e Merril.<br \/>\n* Linda alegou que esteve sob vigil\u00e2ncia de algu\u00e9m dentro de uma van.<br \/>\n&#8211; Vans eram usadas para vigil\u00e2ncia em &#8220;Nighteyes&#8221;.<br \/>\n* Dan \u00e9 uma agente de seguran\u00e7a e da intelig\u00eancia.<br \/>\n&#8211; Derek era um agente do FBI.<br \/>\n* Dan foi hospitalizado por trauma emocional.<br \/>\n&#8211; Um dos agente do governo em &#8220;Nighteyes&#8221; foi hospitalizado por trauma emocional.<br \/>\n* Durante o rapto Dan levou Linda para uma casa segura.<br \/>\n&#8211; Durante o rapto Derek levou Wendy para uma casa segura.<br \/>\n* A casa era na praia.<br \/>\n&#8211; Em &#8220;Nighteyes&#8221;, uma casa era na praia.<br \/>\n* Antes desse sequestro, Linda falou com Budd Hopkins sobre a abdu\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Antes do sequestro, Wendy falou com Charles Edward Starr sobre a abdu\u00e7\u00e3o.<br \/>\n* Budd Hopkins \u00e9 um renomado pesquisador de abdu\u00e7\u00f5es por ufos morando em Nova York e autor de livros sobre o assunto.<br \/>\n&#8211; Charles Edward Starr era um renomado pesquisador de abdu\u00e7\u00f5es por ufos morando em Nova York e autor de livros sobre o assunto.<br \/>\n* Linda e Dan foram abduzidos ao mesmo tempo e se comunicaram durante o evento.<br \/>\n&#8211; Wendy e Derek foram abduzidos ao mesmo tempo e se comunicaram durante o evento.<br \/>\n* Linda achou que &#8220;conhecia&#8221; Richard anteriormente.<br \/>\n&#8211; Wendy &#8220;conhecia&#8221; Derek anteriormente.<br \/>\n* Dan expressou um interesse rom\u00e2ntico em Linda.<br \/>\n&#8211; Derek envolveu-se romanticamente com Wendy.<br \/>\n* Dan e Richard sentiram fortes vibra\u00e7\u00f5es durante o avistamento.<br \/>\n&#8211; Durante o pouso do ufo em &#8220;Nighteyes&#8221; houve muita vibra\u00e7\u00e3o.<br \/>\n* Fotos de Linda foram tiradas na praia e enviadas a Hopkins.<br \/>\n&#8211; Em &#8220;Nighteyes&#8221;, as fotos tiradas numa praia t\u00eam papel importante.<\/p>\n<p><a name=\"lideranca\"><\/a><\/p>\n<h3>A Rea\u00e7\u00e3o da Lideran\u00e7a Ufol\u00f3gica<\/h3>\n<p>Um dos aspectos mais curiosos da nossa investiga\u00e7\u00e3o foi a rea\u00e7\u00e3o de eminentes l\u00edderes da Ufologia. Na verdade, a longo prazo, isto pode se tornar a parte mais importante de todo o caso.<\/p>\n<p>Depois do simp\u00f3sio do Mufon em julho, Stefula teve v\u00e1rias conversas com Walter Andrus, Diretor Internacional do Mufon. Andrus lhe disse que o Mufon n\u00e3o tinha nenhum interesse em publicar qualquer cr\u00edtica sobre este caso, embora eles tivessem publicado um artigo intitulado &#8220;The Abduction Case of the Century&#8221; (A Abdu\u00e7\u00e3o do S\u00e9culo).<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o surpreendente vinda de um l\u00edder de uma organiza\u00e7\u00e3o que pretende ser cient\u00edfica. As declara\u00e7\u00f5es de Andrus levantariam questionamentos sobre a veracidade das alega\u00e7\u00f5es de que o Mufon usa m\u00e9todos objetivos, cient\u00edficos.<\/p>\n<p>Em 14 de setembro de 1992, Hopkins passou um fax a Butler de uma carta dizendo que, como membro h\u00e1 muito tempo do Mufon, ele estava emitindo uma &#8220;ordem&#8221; (palavra dele). Ele &#8220;ordenou&#8221; que Stefula e Butler parassem as investiga\u00e7\u00f5es do caso. Achamos isso muito curioso e imaginamos como Hopkins, como membro do Mufon, podia acreditar que tinha poder para dar tal &#8220;ordem&#8221;.<\/p>\n<p>Sua carta parecia refletir uma mentalidade mais de l\u00edder de seita do que de um investigador em busca da verdade.<\/p>\n<p>Para a reuni\u00e3o de 3 de outubro, em Nova York, Hopkins mandou seu amigo \u00edntimo Jerome Clark, de Minnesota. Sob a influ\u00eancia de Hopkins, Clark enfatizou com veem\u00eancia que gente de fora parasse com as investiga\u00e7\u00f5es, parecendo, desse modo, refor\u00e7ar a pr\u00e9via &#8220;ordem&#8221; de Hopkins (apesar de que o caso j\u00e1 tinha sa\u00eddo no Wall Street Journal, Omni, Paris Match e no programa de televis\u00e3o &#8220;Inside Edition&#8221;).<\/p>\n<p>Clark (1992a) mais tarde comprometeu sua posi\u00e7\u00e3o ao escrever que este caso, de fato, poderia envolver um figur\u00e3o da pol\u00edtica mundial e ter conseq\u00fc\u00eancias internacionais.<\/p>\n<p>Andrus e Clark s\u00e3o, provadamente, as duas mais influentes figuras da Ufologia americana. Andrus \u00e9 Diretor Internacional do Mutual UFO Network (Mufon), e organiza a maior confer\u00eancia anual sobre ufos no pa\u00eds e escreve regularmente na revista mensal do Mufon.<\/p>\n<p>Clark \u00e9 colunista da revista &#8220;Fate&#8221; (Destino), editor do UFO Reporter Internacional, vice-presidente do J. Allen Hynek Center for UFO Studies, e autor de livros e at\u00e9 de uma enciclop\u00e9dia sobre ufos. Devido \u00e0 sua import\u00e2ncia, suas declara\u00e7\u00f5es deveriam ser de interesse especial \u00e0 comunidade pesquisadora de ufos.<\/p>\n<p>Na reuni\u00e3o de 3 de outubro foram discutidos o seq\u00fcestro e a tentativa de assassinato de Linda. Informamos Hopkins e os outros participantes de que est\u00e1vamos preparados para requerer formalmente uma investiga\u00e7\u00e3o federal dos agentes governamentais respons\u00e1veis pelos alegados crimes. Hopkins, Andrus e Clark entraram literalmente em p\u00e2nico com essa sugest\u00e3o e vigorosamente se opuseram a ela. S\u00f3 pod\u00edamos concluir que eles queriam suprimir as evid\u00eancias de uma tentativa de homic\u00eddio. Ficamos imaginando por que seria.<\/p>\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o parecia t\u00e3o ultrajante que alguns dias depois Hansen chamou Andrus, Clark, John Mack, e David Jacobs para perguntar-lhes se eles realmente acreditavam na hist\u00f3ria de Linda sobre seu sequestro e tentativa de homic\u00eddio. Todos disseram que acreditavam nela. Fomos for\u00e7ados a considerar seriamente suas opini\u00f5es porque eles receberam informa\u00e7\u00f5es secretas n\u00e3o reveladas a n\u00f3s. Durante as conversas telef\u00f4nicas Andrus e Clark mais uma vez se opuseram firmemente \u00e0 requisi\u00e7\u00e3o de uma investiga\u00e7\u00e3o por autoridades legais.<\/p>\n<p><a name=\"psicossocial\"><\/a><\/p>\n<h3>Uma Perspectiva Psico-Social<\/h3>\n<p>O caso Napolitano faz emergir relevantes sintomas de profundos problemas dentro da Ufologia: figuras importantes da comunidade ufol\u00f3gica tentaram agressivamente evitar evid\u00eancias de uma pretensa tentativa de homic\u00eddio; Hopkins falhou em obter e verificar at\u00e9 as mais b\u00e1sicas informa\u00e7\u00f5es investigat\u00f3rias; sua co-investigadora, Penelope Franklin, aceitou que a testemunha principal mentisse; e os l\u00edderes do setor voluntariamente aceitaram e promoveram o caso a despeito de suas caracter\u00edsticas ex\u00f3ticas e falta de evid\u00eancia de apoio.<\/p>\n<p>Esse estado de coisas levanta perplexidades e clama por uma explica\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel. A maneira de pensar e as motiva\u00e7\u00f5es dos l\u00edderes da Ufologia merecem pelo menos tanta aten\u00e7\u00e3o quanto a que os abduzidos chamam para si.<\/p>\n<p>Acreditam esses l\u00edderes, como disseram, que houve uma tentativa de homic\u00eddio? Caso afirmativo, parece que eles n\u00e3o agiram como cidad\u00e3os respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>Entretanto, essas pessoas n\u00e3o nos parecem ser fraudadoras. S\u00e3o pessoas distintas na sociedade. N\u00e3o parecem ser capazes de perpetrar uma farsa tipo aquelas de &#8220;jornalismo marrom&#8221; com levantar de sobrancelhas e cutucadas com o cotovelo, atitude de quem quer capitalizar uma gl\u00f3ria tempor\u00e1ria ou uma vantagem financeira.<\/p>\n<p>Acreditamos que outros conceitos e fatores motivacionais fornecem melhor explica\u00e7\u00e3o e uma moldura para o entendimento dessas a\u00e7\u00f5es aparentemente bizarras. Sugerir\u00edamos que, talvez, em algum n\u00edvel inconsciente, esses indiv\u00edduos n\u00e3o acreditem realmente que suas investiga\u00e7\u00f5es ufol\u00f3gicas se encaixem totalmente no &#8220;mundo real&#8221;.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio, seu comportamento e declara\u00e7\u00f5es parecem ter mais consist\u00eancia com algo ligado a um papel numa pe\u00e7a de fantasia, talvez semelhante ao jogo &#8220;Dungeons and Dragons&#8221; (D &amp; D). Tanto a Ufologia como esse jogo permitem envolvimento direto, imediato, com poderosos seres de &#8220;outro mundo&#8221; e motivos mitol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Ambos empreendedores s\u00e3o conhecidos por dominar (possuir?) os participantes, embora s\u00f3 ocasionalmente em seu detrimento. A maioria dos &#8220;jogadores&#8221; \u00e9 capaz de desapegar-se com sucesso de qualquer envolvimento, mas ocasionalmente o &#8220;jogo&#8221; se torna obsessivo e interfere com a busca do &#8220;mundo real&#8221;. Este &#8220;desempenhar um papel&#8221; conecta a imagens arquet\u00edpicas de grande poder psicol\u00f3gico. Os arqu\u00e9tipos podem tornar-se imensamente atraentes, at\u00e9 criando depend\u00eancia nos que jogam.<\/p>\n<p>As no\u00e7\u00f5es e imagens de figuras do poderoso &#8220;outro mundo&#8221; s\u00e3o parte da condi\u00e7\u00e3o humana. Relatos assim s\u00e3o encontrados em todas as culturas no decorrer da Hist\u00f3ria, sendo este um dos tradicionais dom\u00ednios da religi\u00e3o. Mesmo os ateus e aqueles que negam a exist\u00eancia de tais seres, ainda t\u00eam que lutar em algum n\u00edvel interior contra essas id\u00e9ias, embora isso n\u00e3o seja reconhecido conscientemente pelo indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>No caso Napolitano, as figuras do &#8220;outro mundo&#8221; incluem n\u00e3o apenas os ETs aliens, mas tamb\u00e9m o panteon de agentes de uma conspira\u00e7\u00e3o governamental insond\u00e1vel e m\u00e1 determinada a impedir que a humanidade tome conhecimento dos ETs.<\/p>\n<p>Intermedi\u00e1rios entre os humanos de carne e osso e os poderosos mestres das m\u00edsticas ordens superiores s\u00e3o onipresentes no dom\u00ednio da religi\u00e3o. Anjos e dem\u00f4nios servem o bem e o mal. \u00c9 aqui que vemos os invis\u00edveis favoritos &#8220;Dan&#8221; e &#8220;Richard&#8221; e a misteriosa testemunha na ponte promovendo a causa da &#8220;Verdade&#8221;. Do mesmo modo, Hopkins discerne os investigadores c\u00e9ticos como agentes de um secular sat\u00e3.<\/p>\n<p>Assim, a intera\u00e7\u00e3o de Hopkins e turma com esses jogadores \u00e9 vista de conforme com as regras que historicamente controlam as intera\u00e7\u00f5es entre homens e deuses. Humanos questionam e provocam a a\u00e7\u00e3o dos deuses quando est\u00e3o em grande perigo. A abordagem adequada \u00e9 apaziguar, abrandar e suplicar a essas &#8220;entidades&#8221;.<\/p>\n<p>N\u00e3o seria surpresa se os mais simples testes de veracidade da hist\u00f3ria de Linda Napolitano n\u00e3o tivessem sido feitos neste caso. A falha de Hopkins em n\u00e3o verificar as condi\u00e7\u00f5es do tempo durante a abdu\u00e7\u00e3o na realidade faz sentido no contexto desse racioc\u00ednio tipo culto. Assim como piolhos eram chamados de &#8220;p\u00e9rolas do c\u00e9u&#8221; pelos devotos religiosos medievais, as caracter\u00edsticas desse evento-realidade f\u00edsico na hist\u00f3ria de Linda s\u00e3o transmutados pelos que a apoiam.<\/p>\n<p>Os pap\u00e9is de sumo sacerdote e ac\u00f3litos tornam-se \u00f3bvios apenas ao examinar-se o comportamento dos personagens Hopkins, Clark, Jacobs e Andrus. Estes machos brancos e em fase de envelhecimento referem-se com uma atitude de superioridade ao quociente intelectual &#8220;m\u00e9dio&#8221; de Linda, talvez para reassegurar a si mesmos que est\u00e3o de fato no controle. Mesmo que a suma sacerdotisa tenha, com efeito, conseguido a cabe\u00e7a divina (metaforicamente falando, \u00e9 claro).<\/p>\n<p>H\u00e1 algumas diferen\u00e7as entre o D&amp; D e a busca ufol\u00f3gica. D &amp; D tem regras mais restritivas e estruturadas. As fronteiras do comportamento adequado s\u00e3o claramente definidas. A Ufologia \u00e9 mais &#8220;desestruturada&#8221;, h\u00e1 menos &#8220;regras&#8221; sobre o que \u00e9 e o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, e os poderes das figuras do &#8220;outro mundo&#8221; s\u00e3o quase ilimitados. Esta relativa falta de estrutura faz o jogo dos ufos de certa forma mais &#8220;perigoso&#8221;. De maneira a abranger o fen\u00f4meno, os paradigmas adotados por muitos uf\u00f3logos &#8220;concretizaram&#8221; (i.e., estruturaram) os seres como ETs human\u00f3ides.<\/p>\n<p>Ao desempenhar um papel na fantasia, as regras n\u00e3o s\u00e3o questionadas; s\u00e3o aceitas pelos jogadores desde o come\u00e7o. Como no caso de Linda, a evid\u00eancia b\u00e1sica n\u00e3o \u00e9 para ser questionada. Andrus, Clark e Hopkins demandaram que os de fora parassem com a investiga\u00e7\u00e3o (a despeito da enorme publicidade do caso). Este desafiar das &#8220;regras&#8221; leva \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o do &#8220;jogo&#8221;, e os mestres precisam manter a ordem.<\/p>\n<p>O confronto direto do &#8220;papel fantasia&#8221; com o &#8220;mundo-real&#8221; (i.e., alega\u00e7\u00f5es de tentativa de homic\u00eddio, verifica\u00e7\u00e3o de detalhes dos testemunhos), normalmente n\u00e3o causam problemas, exceto quando os jogadores n\u00e3o agem de acordo com os consequentes interesses do &#8220;mundo-real&#8221;. Hopkins, Andrus, Clark, Mack e Jacobs parecem ter aceitado um sistema de cren\u00e7as que levaram a uma colis\u00e3o com o &#8220;mundo-real&#8221;. Eles foram incapazes de defender racionalmente seu comportamento, e o artigo &#8220;Torquemada&#8221;, de Jerome Clark (1992a), \u00e9 talvez o \u00fanico e melhor exemplo disso.<\/p>\n<p>De fato, seu ataques emocionais a Hansen, rotulando-o de &#8220;Torquemada&#8221; (diretor da Inquisi\u00e7\u00e3o Espanhola) ressuscita e refor\u00e7a temas religiosos e, quem sabe, denuncie sentimentos inconscientes de persegui\u00e7\u00e3o religiosa.<\/p>\n<p>O discutido acima deriva de uma perspectiva psico-social, e gostar\u00edamos de encorajar os pesquisadores americanos a tornar mais familiares as ideias geradas a partir daquela abordagem. Admitimos que os te\u00f3ricos psico-sociais falharam em recorrer a muitos aspectos da experi\u00eancia de abdu\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n<p>O uso exclusivo dessa perspectiva pode levar a coloca\u00e7\u00f5es simplistas e explica\u00e7\u00f5es cientificamente est\u00e9reis. Por outro lado, os que evitam a perspectiva psico-social falham em reconhecer o poder explanat\u00f3rio que ela possui e sua habilidade de esclarecer os riscos enfrentados pelos investigadores. Os que quiserem mais informa\u00e7\u00e3o sobre a perspectiva psico-social devem ler o livro &#8220;Angels and Aliens&#8221; (Anjos e Alien\u00edgenas), de Keith Thompson (1991) e a revista inglesa &#8220;Magonia&#8221;; isso sem falar nas obras de John Keel, tamb\u00e9m recomendadas.<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos denegrindo a Ufologia com essas compara\u00e7\u00f5es feitas acima, nem estamos contestando a exist\u00eancia de entidades de &#8220;outros mundos&#8221;. Sem questionar se entidades ou ETs existem, as compara\u00e7\u00f5es s\u00e3o \u00fateis e as conseq\u00fc\u00eancias e os &#8220;insights&#8221; s\u00e3o aplic\u00e1veis. Uma an\u00e1lise comparativa n\u00e3o deve se limitar apenas a jogadores de D &amp; D e uf\u00f3logos; compara\u00e7\u00f5es similares poderiam ser feitas por virtualmente qualquer um no &#8220;mundo real&#8221;. Elas podem ser de ajuda como advert\u00eancia sobre tornarmo-nos complacentes demais ao acreditar em nossa pr\u00f3pria &#8220;racionalidade&#8221;.<\/p>\n<p><a name=\"discussao\"><\/a><\/p>\n<h3>Discuss\u00e3o<\/h3>\n<p>O caso Napolitano parece cercado de uma esmagadora quantidade de problemas. Foi com alguns receios que embarcamos nesta investiga\u00e7\u00e3o porque n\u00e3o quer\u00edamos ver a investiga\u00e7\u00e3o de abdu\u00e7\u00f5es por ufos desacreditadas. De fato, um de n\u00f3s, Butler, tinha tido uma experi\u00eancia de abdu\u00e7\u00e3o ele pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>Julgamos que se n\u00e3o levant\u00e1ssemos esse tema para discuss\u00e3o p\u00fablica, as abdu\u00e7\u00f5es correriam um risco quanto \u00e0 veracidade. \u00c9 que o caso estava atraindo consider\u00e1vel aten\u00e7\u00e3o e isso poderia trazer m\u00e1s repercuss\u00f5es para o campo da Ufologia se fosse considerado falso.<\/p>\n<p>Est\u00e1vamos bastante despreparados para a rea\u00e7\u00e3o que o nosso trabalho despertou nos l\u00edderes da Ufologia. Walter Andrus e Jerome Clark tentaram agressivamente dissuadir-nos de continuar a investiga\u00e7\u00e3o e at\u00e9 o aquele momento n\u00e3o tinham publicado nada sobre o caso. N\u00e3o sab\u00edamos que tais atitudes beligerantes e t\u00e3o anticient\u00edficas prevaleciam nos mais altos n\u00edveis da Ufologia. Quando esses mesmos indiv\u00edduos tentaram suprimir evid\u00eancias de uma alegada tentativa de homic\u00eddio, conclu\u00edmos que suas cren\u00e7as e suas a\u00e7\u00f5es eram incompat\u00edveis com os fatos do &#8220;mundo real&#8221;.<\/p>\n<p>Entretanto, n\u00e3o achamos que o r\u00f3tulo de &#8220;iludidos&#8221; seja o caso para n\u00f3s, e lembramos o leitor que esses indiv\u00edduos s\u00e3o apoiados por gente como o psiquiatra de Harvard, John Mack, e David Jacobs, professor de historia na Temple University.<\/p>\n<p>A despeito de nosso desapontamento, n\u00f3s apoiamos firmemente a pesquisa cient\u00edfica sobre o fen\u00f4meno de abdu\u00e7\u00e3o e gostar\u00edamos de chamar a aten\u00e7\u00e3o para estudos de alta qualidade nesse campo (p.ex. Ring &amp; Rosing, 1990; Rodeghier, Goodpaster &amp; Blatterbauer, 1992). Tamb\u00e9m acreditamos que o \u00e2mago da experi\u00eancia de abdu\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi adequadamente explicado dentro dos moldes cient\u00edficos normais. Recomendamos o trabalho de Hufford (1982) explorando temas similares.<\/p>\n<p>O presente caso tem implica\u00e7\u00f5es significativas para acessar a verdadeira natureza do fen\u00f4meno da abdu\u00e7\u00e3o. A id\u00e9ia de que criaturas f\u00edsicas extraterrestres reais estejam abduzindo pessoas tem sido destacada fortemente na literatura cient\u00edfica e na m\u00eddia. Jacobs externou esse ponto de vista no The New York Times (Hinds, 1992) e no Journal of UFO Studies [JUFOS] (Jacobs, 1992), sugerindo que os aliens est\u00e3o visitando a Terra para obter esperma e \u00f3vulos humanos. No seu artigo no JUFOS, Jacobs fez \u00e1cidas cr\u00edticas a Ring e Rosing, dizendo que eles ignoraram &#8220;casos de testemunhas que viram pessoas sendo abduzidas, isso quando n\u00e3o eram elas as abduzidas&#8221; (p. 162).<\/p>\n<p>Surpreendentemente, Jacobs n\u00e3o fez nenhuma cita\u00e7\u00e3o de qualquer destes casos. Hansen escreveu a Jacobs pedindo que fossem feitas tais cita\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o recebeu resposta. O artigo de Jacobs era pr\u00f3digo em elogios ao trabalho de Hopkins por isso suspeitamos que ele tinha em mente o caso Napolitano quando o escreveu. Gostar\u00edamos de lembrar ao leitor que foi Hopkins (1992a) quem escreveu o seguinte: &#8220;A import\u00e2ncia deste caso \u00e9 virtualmente imensur\u00e1vel, uma vez que ele autentica tanto a realidade objetiva das abdu\u00e7\u00f5es por ufos quanto a precis\u00e3o da hipnose regressiva&#8221;.<\/p>\n<p>Por estar esse argumento de &#8220;realidade objetiva das abdu\u00e7\u00f5es por ufos&#8221; fortemente amarrado ao trabalho de Hopkins, nossas conclus\u00f5es questionam inteiramente essa perspectiva te\u00f3rica.<\/p>\n<p>Segundo nosso entendimento, farsas conscientes s\u00e3o raras no campo da abdu\u00e7\u00e3o. A grande maioria daqueles que afirmam ter sido abduzidos viveu alguma esp\u00e9cie de intensa experi\u00eancia pessoal, qualquer que tenha sido a causa definitiva. N\u00e3o obstante, fraudes e farsas h\u00e1 muito tempo s\u00e3o problemas na Ufologia, especialmente nos casos de grande visibilidade p\u00fablica. E isto continuar\u00e1.<\/p>\n<p>Os pesquisadores precisam estar mais abertos para a possibilidade das farsas sem ser cegos aos fen\u00f4menos genu\u00ednos. Este \u00e9 um equil\u00edbrio dif\u00edcil de manter.<\/p>\n<p>Alguns imaginaram os poss\u00edveis motivos nesse caso; mas \u00e9 imposs\u00edvel chegar a saber tudo sobre isso. Talvez Linda realmente tenha tido algum tipo de abdu\u00e7\u00e3o (Butler acha que provavelmente foi assim).<\/p>\n<p>Quando ela conheceu Hopkins e outros abduzidos, ela pode ter desejado defend\u00ea-los para salv\u00e1-los do rid\u00edculo e do menosprezo. Talvez o dinheiro tenha sido a \u00fanica motiva\u00e7\u00e3o. Possivelmente houve uma combina\u00e7\u00e3o de fatores. Parece que, se foi uma farsa, n\u00e3o foi perpetrada por um s\u00f3 indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>Pode ter havido colaboradores como a mulher na ponte, um radiologista e um homem (ou homens) preparando as grava\u00e7\u00f5es. Entretanto, queremos enfatizar que n\u00e3o temos nenhuma evid\u00eancia direta para implicar Hopkins numa tentativa de fraude.<\/p>\n<p>Os c\u00e9ticos podem criticar Hopkins dizendo que ele ignorou problemas \u00f3bvios porque estava motivado pelo dinheiro que ganharia com livros e direitos de filmagem. Mesmo que isso seja inconsciente, os cr\u00edticos raramente reconhecer\u00e3o que Hopkins nunca cobrou nada pelos seus servi\u00e7os dos abduzidos (ao contr\u00e1rio de alguns &#8220;profissionais&#8221;). Hopkins gastou uma enorme quantidade do seu pr\u00f3prio tempo e dinheiro investigando o fen\u00f4meno. Mais ainda, ele n\u00e3o tem um emprego acad\u00eamico subsidiado pelos contribuintes.<\/p>\n<p>N\u00e3o se deve invej\u00e1-lo pelos lucros obtidos com seus livros. Hopkins tem estado envolvido em consider\u00e1veis controv\u00e9rsias e alguns contestaram seus m\u00e9todos. Entretanto, ele fez bastante para chamar a aten\u00e7\u00e3o dos cientistas e comunidade da sa\u00fade mental, e seus esfor\u00e7os resultaram em que hoje \u00e9 muito mais aceit\u00e1vel discutir esses estranhos contatos. Abdu\u00e7\u00f5es s\u00e3o, com freq\u00fc\u00eancia, emocionalmente traum\u00e1ticas e os abduzidos necessitam de muito apoio. Hopkins sempre tentou dar a m\u00e1xima ajuda poss\u00edvel.<\/p>\n<p>O cr\u00edtico que est\u00e1 de fora, n\u00e3o diretamente envolvido em tais atividades, quase nunca reconhece o quanto \u00e9 dif\u00edcil servir como terapeuta e como cientista. Os que tentam ajudar emocionalmente os abduzidos precisam dar acolhida, aceita\u00e7\u00e3o e confian\u00e7a. O cientista, por\u00e9m, precisa ser critico, mas tamb\u00e9m aberto e, de algum modo, desapegado e anal\u00edtico.<\/p>\n<p>As duas fun\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o compat\u00edveis em conjunto. N\u00e3o podemos realisticamente esperar que um indiv\u00edduo seja 100% efetivo em ambos os pap\u00e9is. Pelo esfor\u00e7o que \u00e9 feito, os que tentam ajudar est\u00e3o sujeitos \u00e0 decep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a name=\"apendice\"><\/a><\/p>\n<h3>Ap\u00eandice<\/h3>\n<p>Nota sobre as comunica\u00e7\u00f5es Hansen-Clark<\/p>\n<p>Um dos aspectos mais divertidos deste caso foi o das cartas de Hansen (1992a, 1992b) e Clark (1992a, 1992b) que circularam amplamente e foram colocadas em BBSs. Incentivamos os interessados a obterem c\u00f3pias.<\/p>\n<p>A mais recente de Clark (1992b) merece um coment\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ele agora diz que n\u00e3o acredita nas afirma\u00e7\u00f5es de Linda sobre a abdu\u00e7\u00e3o e tentativa de assassinato por parte dos agentes do governo. Entretanto, na conversa telef\u00f4nica de 6 de outubro de 1992 ele disse a Hansen que acreditava. Hansen n\u00e3o gravou a conversa, mas quer fazer uma declara\u00e7\u00e3o juramentada sobre isso. Hansen tamb\u00e9m falou com Marcello Truzzi que, por sua vez, tinha falado com Clark quase ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>Truzzi entendeu que Clark acreditava na sinceridade de Linda e achava que ela estava dizendo a verdade da melhor maneira que podia.<\/p>\n<p><a name=\"resumo\"><\/a><\/p>\n<h3>Resumo dos Principais Pontos:<\/h3>\n<p>1. No simp\u00f3sio do Mufon de 1992, Linda Napolitano falou para centenas de pessoas que tinha sido sequestrada por agentes do governo.<\/p>\n<p>2. Clark disse a Hansen e Truzzi que aceitava a hist\u00f3ria de Linda (i.e., que ela estava contando a verdade da melhor maneira que podia).<\/p>\n<p>3. Hopkins afirma ter evid\u00eancia suficiente para identificar os culpados.<\/p>\n<p>4. Hopkins mandou Clark para Nova York, ap\u00f3s o que Clark agressivamente se meteu em tudo e se op\u00f4s obstinadamente em continuar uma investiga\u00e7\u00e3o por fora e denunciar os alegados crimes \u00e0s autoridades.<\/p>\n<p>Ele defendeu esta posi\u00e7\u00e3o escrevendo que &#8220;se esta hist\u00f3ria \u00e9 verdade, n\u00e3o se trata apenas de um caso de ufo, mas de um evento &#8216;politicamente sens\u00edvel&#8217; porque supostamente envolve uma figura pol\u00edtica de estatura internacional&#8230;e esmurrar as portas erradas poderia alertar a ag\u00eancia em quest\u00e3o de que dois de seus agentes est\u00e3o deixando vazar um enorme segredo&#8221;. (Clark, 1992a, p. 1).<\/p>\n<p>Deixaremos o leitor decidir se a posi\u00e7\u00e3o inicial de Clark foi compat\u00edvel com as considera\u00e7\u00f5es no &#8220;mundo real&#8221;.<\/p>\n<p>Ficamos satisfeitos com o fato de Clark tenha dedicado tempo para comentar em profundidade esses assuntos no seu estilo t\u00edpico de coment\u00e1rios desapaixonados. Avisamos o leitor que ele talvez esteja bastante desconcertado por ter feito aquela declara\u00e7\u00e3o no ponto 4 e queira esquecer isso. De qualquer modo, ficamos contentes, pois parece que ele fez uma catarse.<\/p>\n<div id=\"attachment_4716\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4716\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4716 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cortile1.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" \/><p id=\"caption-attachment-4716\" class=\"wp-caption-text\">Vista a\u00e9rea do local onde o caso ocorreu.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4717\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4717\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4717 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cortile2.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" \/><p id=\"caption-attachment-4717\" class=\"wp-caption-text\">Vista da Ponte do Brooklin, do local onde a abdu\u00e7\u00e3o ocorreu.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4718\" style=\"width: 658px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4718\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4718 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cortile3.jpg\" alt=\"\" width=\"648\" height=\"501\" \/><p id=\"caption-attachment-4718\" class=\"wp-caption-text\">Fotografia do pr\u00e9dio onde mora Linda Cortile Napolitano.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4719\" style=\"width: 766px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4719\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4719 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cortile4.jpg\" alt=\"\" width=\"756\" height=\"566\" \/><p id=\"caption-attachment-4719\" class=\"wp-caption-text\">Desenho feito por uma testemunha, presente na Ponte do Brooklin, no momento da abdu\u00e7\u00e3o.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4720\" style=\"width: 764px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4720\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4720 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cortile5.jpg\" alt=\"\" width=\"754\" height=\"572\" \/><p id=\"caption-attachment-4720\" class=\"wp-caption-text\">Desenho feito por uma testemunha, presente na Ponte do Brooklin, no momento da abdu\u00e7\u00e3o.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4721\" style=\"width: 364px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4721\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4721 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cortile6.jpg\" alt=\"\" width=\"354\" height=\"349\" \/><p id=\"caption-attachment-4721\" class=\"wp-caption-text\">Desenho feito por uma testemunha, presente na Ponte do Brooklin, no momento da abdu\u00e7\u00e3o [Amplia\u00e7\u00e3o].<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_4722\" style=\"width: 788px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4722\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4722 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cortile7.jpg\" alt=\"\" width=\"778\" height=\"610\" \/><p id=\"caption-attachment-4722\" class=\"wp-caption-text\">Desenho feito por uma testemunha, presente na Ponte do Brooklin, no momento da abdu\u00e7\u00e3o.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4723\" style=\"width: 790px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4723\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4723 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cortile8.jpg\" alt=\"\" width=\"780\" height=\"584\" \/><p id=\"caption-attachment-4723\" class=\"wp-caption-text\">Fotografia do pr\u00e9dio onde mora Linda Cortile Napolitano.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4724\" style=\"width: 789px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4724\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4724 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cortile9.jpg\" alt=\"\" width=\"779\" height=\"584\" \/><p id=\"caption-attachment-4724\" class=\"wp-caption-text\">Fotografia do pr\u00e9dio onde mora Linda Cortile Napolitano.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4725\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4725\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4725 size-large\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cortile10-1024x640.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"640\" \/><p id=\"caption-attachment-4725\" class=\"wp-caption-text\">Vista da Ponte do Brooklin, do local onde a abdu\u00e7\u00e3o ocorreu.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4726\" style=\"width: 962px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4726\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4726 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cortile12.jpg\" alt=\"\" width=\"952\" height=\"398\" \/><p id=\"caption-attachment-4726\" class=\"wp-caption-text\">Vista da Ponte do Brooklin, do local onde a abdu\u00e7\u00e3o ocorreu.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4727\" style=\"width: 951px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4727\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4727 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cortile13.jpg\" alt=\"\" width=\"941\" height=\"538\" \/><p id=\"caption-attachment-4727\" class=\"wp-caption-text\">Desenho do UFO que abduziu Linda Cortile Napolitano.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4728\" style=\"width: 220px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4728\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4728 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cortile14.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"320\" \/><p id=\"caption-attachment-4728\" class=\"wp-caption-text\">Representa\u00e7\u00e3o do momento da abdu\u00e7\u00e3o.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4729\" style=\"width: 648px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4729\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4729 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cortile15.jpg\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"798\" \/><p id=\"caption-attachment-4729\" class=\"wp-caption-text\">Fotograma de reportagem de televis\u00e3o, onde supostamente Dan teria aparecido.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4730\" style=\"width: 522px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4730\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4730 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/napolitanomap.jpg\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"410\" \/><p id=\"caption-attachment-4730\" class=\"wp-caption-text\">Mapa da regi\u00e3o com a indica\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o das testemunhas.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4715\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4715\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4715 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1375_small.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"427\" \/><p id=\"caption-attachment-4715\" class=\"wp-caption-text\">Radiografia da cabe\u00e7a de Linda Cortile. O Raio-X detectou um elemento s\u00f3lido preso \u00e0 cavidade nasal da abduzida.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<ul>\n<li>HOPKINS, Budd. Testemunho Oficial. Tradu\u00e7\u00e3o de Domingos Demasi. Educare, 1998.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.lindacortilecase.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.lindacortilecase.com\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/zetas.bloguepessoal.com\/20044\/O-caso-de-Budd-Hopkins-sobre-a-abducao-de-Linda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/zetas.bloguepessoal.com\/20044\/O-caso-de-Budd-Hopkins-sobre-a-abducao-de-Linda\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/enigma900.blogspot.com\/2006\/12\/la-abduccin-de-linda-napolitano.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/enigma900.blogspot.com\/2006\/12\/la-abduccin-de-linda-napolitano.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufocasebook.com\/Manhattan.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ufocasebook.com\/Manhattan.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufocasebook.com\/cortilefollowup.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ufocasebook.com\/cortilefollowup.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.philipcoppens.com\/cortile.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.philipcoppens.com\/cortile.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.unexplainable.net\/artman\/publish\/article_2573.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.unexplainable.net\/artman\/publish\/article_2573.shtml<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/students.ou.edu\/H\/Jennifer.L.Hughes-1\/Story_4.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/students.ou.edu\/H\/Jennifer.L.Hughes-1\/Story_4.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/textfiles.com\/ufo\/UFOBBS\/3000\/3303.ufo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/textfiles.com\/ufo\/UFOBBS\/3000\/3303.ufo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.tricksterbook.com\/ArticlesOnline\/LindaNapolitanoCase.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.tricksterbook.com\/ArticlesOnline\/LindaNapolitanoCase.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/truthseek.info\/portal.php?view_type=&amp;category_id=49&amp;category_level=3&amp;action=view_cached_html&amp;page=9&amp;item_id=949\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/truthseek.info\/portal.php?view_type=&amp;category_id=49&amp;category_level=3&amp;action=view_cached_html&amp;page=9&amp;item_id=949<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o relat\u00f3rio final da investiga\u00e7\u00e3o feita por George Hansen, Joe Stefula e Rich Butler sobre o caso Linda Cortille Napolitano, de Budd Hopkins. 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