{"id":5115,"date":"2022-04-05T12:41:48","date_gmt":"2022-04-05T15:41:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/?p=5115"},"modified":"2025-04-21T16:10:43","modified_gmt":"2025-04-21T19:10:43","slug":"chupa-chupa13","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/chupa-chupa13\/","title":{"rendered":"Entrevista com Dra. Wellaide Cescim Carvalho"},"content":{"rendered":"<p>Wellaide Cecim Carvalho &#8211; m\u00e9dica sanitarista e diretora do Departamento de Programas Espaciais da Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Bel\u00e9m (PA), foi uma das raras profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade a ter um contato direto com as v\u00edtimas de radia\u00e7\u00f5es emitidas por UFOs. Wellaide teve uma oportunidade \u00edmpar durante sua perman\u00eancia na Unidade Sanit\u00e1ria de Colares, quando assumia as responsabilidades de sa\u00fade da ilha.<\/p>\n<hr \/>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #fafafa;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 50%;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-5349 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/esquerda.png\" alt=\"\" width=\"75\" height=\"75\" \/><\/td>\n<td style=\"width: 50%; text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa2\/\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-5348 alignright\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/direita.png\" alt=\"\" width=\"75\" height=\"75\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 50%;\"><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa12\/\">Artigo anterior sobre o Chupa-Chupa e Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/td>\n<td style=\"width: 50%; text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa14\/\">Pr\u00f3ximo artigo sobre o chupa-Chupa e Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<hr \/>\n<p>Entrevista com Wellaide Cescim de Carvalho, concedida \u00e0 A. J. Gevaerd, da Revista UFO, publicado em sua edi\u00e7\u00e3o 116 e 117.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma senhora moderna e corajosa, independente e generosa, decidida e destemida. Esses s\u00e3o apenas alguns adjetivos que eu usaria para definir a m\u00e9dica psiquiatra Wellaide Cecim Carvalho, que tive o privil\u00e9gio de conhecer e o prazer de entrevistar em Bel\u00e9m, em 15 de agosto. Mas talvez a introdu\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja muito apropriada por causa de apenas uma palavra: senhora. Wellaide, apesar de ter um invej\u00e1vel curr\u00edculo, \u00e9 uma pessoa de esp\u00edrito absolutamente jovem. Come\u00e7ou a faculdade de medicina aos 16 anos e a completou aos 21, entre os primeiros colocados. Teve in\u00fameras fun\u00e7\u00f5es em sua vida profissional e foi nada menos do que secret\u00e1ria municipal de Sa\u00fade em Bel\u00e9m e subsecret\u00e1ria estadual de Sa\u00fade no Par\u00e1.<\/p>\n<p>Wellaide acumula ainda muitos outros t\u00edtulos e hoje trabalha simultaneamente em diversas institui\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas da capital paraense e noutras cidades. Vive num ritmo fren\u00e9tico \u2013 tem cinco telefones celulares \u2013 e reserva pouqu\u00edssimo tempo para si e para o lazer. Ainda assim, n\u00e3o descuida de suas fun\u00e7\u00f5es familiares, nem de sua paix\u00e3o, autom\u00f3veis velozes. \u201cMeu sonho de adolescente era ser engenheira mec\u00e2nica\u201d, disse ao desembarcar de um ve\u00edculo japon\u00eas convers\u00edvel e possante, na porta do hotel em que nos encontramos.<\/p>\n<p>No meio de tanta correria, ela achou tempo \u2013 logo ao chegar de seu trabalho de fim semana em Paragominas (mais de 300 km de Bel\u00e9m) \u2013 para conceder uma longa entrevista \u00e0 equipe do canal The History Channel, dos Estados Unidos. E na mesma noite, atendeu a este editor por outras cinco horas, descrevendo detalhadamente suas fant\u00e1sticas experi\u00eancias na Ilha de Colares, quando l\u00e1 serviu ao sair da faculdade de medicina, como m\u00e9dica-chefe da Unidade Sanit\u00e1ria da localidade.<\/p>\n<p>Era seu primeiro emprego e a doutora Wellaide encontrou pela frente um cen\u00e1rio indescrit\u00edvel, jamais imaginado por ela ou mesmo por muitos outros profissionais de maior idade. Ao desembarcar na ilha, os fen\u00f4menos que ficaram conhecidos como chupa-chupa passaram a acontecer \u2013 e n\u00e3o pararam mais. Ela atendeu a nada menos do que 80 v\u00edtimas dos ataques, vivia num pavor cada dia maior de ser tamb\u00e9m atacada e acabou, felizmente sem viol\u00eancia, tendo v\u00e1rias experi\u00eancias pessoais e muito pr\u00f3ximas com os agressores. Sua entrevista, concedida pela primeira vez \u00e0 uma publica\u00e7\u00e3o ufol\u00f3gica, \u00e9 um novo marco da Ufologia Brasileira, compar\u00e1vel \u00e0 concedida em 1997 pelo coronel Uyrang\u00ea Hollanda, e mostrar\u00e1 duas coisas. Primeiro, a gravidade dos fatos que ocorreram no Par\u00e1, que o Governo luta at\u00e9 hoje para esconder. E segundo, a imensa generosidade de uma m\u00e9dica rec\u00e9m formada em ajudar a popula\u00e7\u00e3o a suportar seu sofrimento.<\/p>\n<p><strong>Quem \u00e9 Wellaide Cecim Carvalho, a mulher que espantou o Brasil ao declarar ter sofrido press\u00e3o dos militares para negar os ataques do chupa-chupa na Amaz\u00f4nia?<\/strong><\/p>\n<p>Sou amazonense, nascida na cidade de Nova Olinda do Norte e fui para a cidade de Santar\u00e9m com 12 anos. Estudei em col\u00e9gios norte-americanos, apesar de at\u00e9 hoje n\u00e3o falar uma palavra em ingl\u00eas, e cheguei \u00e0 capital do Par\u00e1 muito jovem, direto para fazer o vestibular de medicina, pois no Amazonas n\u00e3o existia faculdade dessa \u00e1rea. Passei aos 16 anos na Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA), quando ainda n\u00e3o tinha t\u00edtulo de eleitor, nem carteira de identidade. Fui aprovada em oitavo lugar e descobri que n\u00e3o podia fazer a matr\u00edcula, porque n\u00e3o tinha nenhum documento, e fui mandada de volta para casa.<\/p>\n<p><strong>Aos 16 anos?! E o que voc\u00ea fez ao saber que n\u00e3o podia fazer sua matr\u00edcula na universidade?<\/strong><\/p>\n<p>Bem, quando cheguei em casa e contei aos meus familiares o que havia acontecido, meu pai foi conversar com o coordenador do curso e saber porque eu n\u00e3o poderia estudar, j\u00e1 que tinha sido aprovada, e em oitavo lugar. Ele falou que era pelo fato de eu ser menor de idade e n\u00e3o ter a documenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria. N\u00e3o foi f\u00e1cil, mas com a ajuda de um juiz de Bel\u00e9m, conseguimos realizar a matr\u00edcula e eu completei o curso sem repetir um semestre.<\/p>\n<p><strong>Como foi seu contato com o curso de medicina? Era mesmo o que voc\u00ea queria?<\/strong><\/p>\n<p>Eu tinha muita vontade de ser engenheira mec\u00e2nica, pois gosto muito de autom\u00f3vel. Mas, por orienta\u00e7\u00e3o de meu pai, optei pela medicina, me apaixonando pela psiquiatria logo no terceiro ano do curso. Eu me formei em 1976, faltando um m\u00eas e meio para completar 21 anos. Logo depois da cola\u00e7\u00e3o de grau, eu j\u00e1 tinha sido nomeada diretora da Unidade Sanit\u00e1ria de Colares, porque naquela \u00e9poca a Secretaria Estadual de Sa\u00fade sempre procurava os 10 primeiros alunos do curso de medicina para ocuparem cargos de responsabilidade no setor. Eu estava nesse grupo e ocupava o primeiro lugar entre as mulheres. Fui ent\u00e3o nomeada respons\u00e1vel pela unidade em 10 de dezembro de 1976, dois dias depois da minha formatura.<\/p>\n<p><strong>Qual foi sua primeira impress\u00e3o ao tomar conhecimento de como era a Ilha de Colares?<\/strong><\/p>\n<p>Cheguei l\u00e1 de uma maneira meio tr\u00e1gica, pois a mar\u00e9 estava baixa e a balsa n\u00e3o podia atravessar o rio que separa a ilha do continente [Rio Guajar\u00e1-Mirim]. Eu estava acompanhada de um amigo da fam\u00edlia, natural do local, num fusca verde que conservei ainda por muito tempo e no qual tive uma experi\u00eancia terr\u00edvel. N\u00e3o conseguindo atravessar o rio, tivemos que utilizar uma canoa. Perto de chegar ao outro lado, bem na hora de descer, a canoa virou e eu quase me afoguei, porque n\u00e3o sabia nadar. Quem me ajudou foi esse meu amigo. Ao chegarmos perto da orla da ilha, percebemos que era um manguezal e ficamos atolados na lama at\u00e9 acima do joelho. Isso fez com que eu tivesse impinge, que durou cerca de seis meses. Ent\u00e3o, eu j\u00e1 cheguei naufragando ao meu local de trabalho&#8230;<\/p>\n<p>Qual foi a especialidade que voc\u00ea teve que exercer na Unidade Sanit\u00e1ria de Colares? Cl\u00ednica geral ou psiquiatria?<\/p>\n<p>Eu era m\u00e9dica sanitarista, porque a sa\u00fade p\u00fablica \u00e9 a \u00fanica especialidade que engloba todos os programas de aten\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, como pediatria, cl\u00ednica geral, m\u00e9dica, ginecologia, dermatologia e pneumologia. Esse foi o meu primeiro emprego. Antes dele, nunca sequer tinha ouvido falar de Colares. N\u00e3o conhecia nada daquela regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Como at\u00e9 hoje a Ilha de Colares \u00e9 uma localidade muito pequena, gostaria de saber como era naquela \u00e9poca?<\/strong><\/p>\n<p>A ilha toda tinha aproximadamente 6 mil habitantes e na sede do munic\u00edpio existiam 2 mil pessoas [H\u00e1 n\u00fameros controversos sobre a quantidade de habitantes de Colares na \u00e9poca, chegando a 12 mil pessoas. N\u00e3o h\u00e1 dados oficiais do Governo do Par\u00e1 quanto a isso, em 1977]. S\u00f3 que da beirada da ilha at\u00e9 a Vila de Colares, no lado oposto, havia uma estrada muito prec\u00e1ria de ch\u00e3o batido. E j\u00e1 que meu fusca verde n\u00e3o conseguiu atravessar o rio, tivemos que pegar um \u00f4nibus l\u00e1, quando fui apresentada ao prefeito na \u00e9poca, Alfredo Ribeiro Bastos. Ele me levou para conhecer a unidade sanit\u00e1ria, que era um estabelecimento bem b\u00e1sico. Em sua composi\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica tinha uma enfermeira de n\u00edvel superior, uma odont\u00f3loga e 12 t\u00e9cnicos em enfermagem. Eu estava acumulando as fun\u00e7\u00f5es de m\u00e9dica e diretora da institui\u00e7\u00e3o. A vila era muito pequena e tinha luz el\u00e9trica proveniente de \u00f3leo diesel, que era mantida apenas das 18h00 \u00e0s 21h00. A partir desse hor\u00e1rio, t\u00ednhamos que andar com lamparina, vela ou lampi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Deveria ser um desafio para voc\u00ea. Quais eram os casos que voc\u00ea via com mais freq\u00fc\u00eancia no posto de sa\u00fade?<\/strong><\/p>\n<p>Geralmente, eram acidentes com arraias, muito comuns na ilha. Por esse motivo, me tornei especialista nesses animais e seus ataques. As praias em torno de Colares s\u00e3o infestadas por esses bichos, causando muitos ferimentos \u00e0s pessoas. Atendi gente que tinha sido atingida at\u00e9 80 vezes por eles.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m dos acidentes com as arraias havia outros problemas de sa\u00fade na ilha?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, t\u00ednhamos tamb\u00e9m muita poliparasitose, causada pela ingest\u00e3o de peixes crus, e alguns casos de desnutri\u00e7\u00e3o, talvez pelo fato das pessoas n\u00e3o saberem se alimentar de maneira correta. Quase toda a alimenta\u00e7\u00e3o era oriunda do mar ou dos rios da regi\u00e3o, e as pessoas comiam muita farinha de mandioca. Mas, apesar disso, n\u00e3o havia casos de anemia. Outras doen\u00e7as que t\u00ednhamos eram as dermatol\u00f3gicas, como escabiose, conhecida popularmente como sarna, impinges e reumatismo. Muitas pessoas em Colares apresentavam problemas de enxaqueca e press\u00e3o arterial elevada. Enfim, o quadro cl\u00ednico dos moradores da ilha era normal e compar\u00e1vel ao de qualquer outra pequena cidade do interior da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>E casos de observa\u00e7\u00e3o e ataques por supostos seres extraterrestres, voc\u00ea atendeu a muitas v\u00edtimas?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, antes da chamada onda chupa-chupa, quase ningu\u00e9m comentava essas coisas ou procurava aux\u00edlio na Unidade Sanit\u00e1ria de Colares. O que ocorria, geralmente \u00e0 noite, era eu ter que atender mulheres gr\u00e1vidas na zona rural, porque a maioria delas gostava de ter seus filhos em sua pr\u00f3pria casa, algumas nas redes, no ch\u00e3o, outras na cadeira. Cansei de fazer isso durante a madrugada. Parece que as crian\u00e7as s\u00f3 gostam de nascer de noite&#8230; Eu sa\u00eda nesse hor\u00e1rio, muitas vezes sozinha, carregando um lampi\u00e3o pela estrada de terra e ningu\u00e9m nunca me contou hist\u00f3ria de nada, nem visagem, ataque ou de assombra\u00e7\u00e3o. Aquele era um povo pacato e extremamente cat\u00f3lico, mas sem chegar ao fanatismo. S\u00f3 que, uns seis meses depois que cheguei \u00e0 ilha, j\u00e1 em julho ou agosto de 1977, come\u00e7aram a aparecer os casos.<\/p>\n<p><strong>Como foi seu primeiro caso?<\/strong><\/p>\n<p>Aconteceu no segundo semestre de 1977, no m\u00eas de julho. A primeira v\u00edtima foi uma mo\u00e7a jovem que vivia na zona rural. Ela foi levada \u00e0 Unidade Sanit\u00e1ria de Colares extremamente ap\u00e1tica e com uma grande fraqueza muscular. N\u00e3o conseguia falar ou ouvir qualquer coisa, al\u00e9m de n\u00e3o ter reflexo algum. Chegou carregada ao hospital e pensei que tivesse sido acometida por alguma doen\u00e7a, como mal\u00e1ria ou hepatite. Perguntei a seus familiares o que havia acontecido e se ela tinha alguma enfermidade pregressa grave, e me falaram que n\u00e3o. Disseram que ela fora atacada por uma \u201cluz\u201d quando estava deitada na rede na varanda de sua casa. Que luz poderia ser aquela, me perguntei.<\/p>\n<p><strong>Como o caso aconteceu e de que maneira a fam\u00edlia reagiu ao ver a luz atacar a mo\u00e7a?<\/strong><\/p>\n<p>Todos ficaram apavorados, mas n\u00e3o tiveram tempo sequer de ajud\u00e1-la. Isso aconteceu de madrugada. Estava quase amanhecendo, deviam ser 05h00, quando os familiares chegaram \u00e0 unidade de sa\u00fade e os funcion\u00e1rios de plant\u00e3o foram me chamar em casa. No final da tarde daquele dia em que a recebi, quando voltou a falar, fui perguntar diretamente a ela o que havia acontecido, pois at\u00e9 ent\u00e3o s\u00f3 tinha informa\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia. Eu achava que os parentes da mo\u00e7a estavam enlouquecidos. Perguntei at\u00e9 se tinham bebido e se haviam feito alguma festa, coisa comum naquela regi\u00e3o \u2013 mas n\u00e3o perguntei se estavam drogados, porque naquela \u00e9poca n\u00e3o se usava droga como hoje. Todos me disseram que n\u00e3o tinham bebido coisa alguma e nem fizeram qualquer festa. Fiquei espantada. Foi quando a v\u00edtima me descreveu o que se passou. Ela disse que estava deitada na rede quando sentiu algo pesado, intensamente pesado, em cima dela. Descreveu que, ao abrir os olhos, viu um feixe de luz grosso que a queimava e ao mesmo tempo a paralisava. Quando tentou pedir socorro aos familiares, que estavam pr\u00f3ximos, n\u00e3o conseguiu mais mover a boca e nenhum m\u00fasculo, nem a m\u00e3o ou a perna \u2013 a \u00fanica coisa que ela manteve foram os olhos abertos.<\/p>\n<p><strong>Quanto tempo depois os parentes come\u00e7aram a perceber o que realmente estava acontecendo?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o demorou muito, pois eles estavam dormindo em redes ao redor dessa mo\u00e7a. Descreveram que logo no in\u00edcio do ataque sentiram um calor pr\u00f3ximo e intenso. Ela repetiu exatamente o que os familiares falaram. S\u00f3 que me relatou a sintomatologia do fato e eles, apenas o que haviam visto. Na ocasi\u00e3o, a mo\u00e7a estava completamente consciente, mas n\u00e3o tinha nenhum dos reflexos funcionando. Ela estava inapetente, mas l\u00facida, tanto que seus olhos se mantinham abertos, mas com poucos movimentos. Uma coisa que eu percebi \u00e9 que, apesar de ser dia, quando eu a examinava, a pupila dela se apresentava dilatada. Ora, pela l\u00f3gica m\u00e9dica, ela teria que estar em miose, com a pupila contra\u00edda ou diminu\u00edda pela presen\u00e7a da luz.<\/p>\n<p><strong>De toda a fam\u00edlia, s\u00f3 ela foi atacada?<\/strong><\/p>\n<p>Naquele momento, sim. Mas todos presenciaram o ataque. Viram que um feixe de luz tinha incidido sobre a rede em que ela dormia e, quando acordaram, perceberam que do local emanava um forte calor. Assim que viram os raios em cima da mo\u00e7a, correram apavorados para ver do que se tratava. Ela conseguiu pela \u00faltima vez gritar, pois depois entrou num estado de catatonia. O feixe incidiu sobre o lado direito de seu t\u00f3rax, que chamamos na medicina de hemit\u00f3rax. Quando fui examin\u00e1-la, me disseram para n\u00e3o tocar, pois estava queimada. Abri sua roupa e vi que em seu peito havia uma extensa queimadura negra, que ia do pesco\u00e7o at\u00e9 o diafragma. Ela n\u00e3o tinha febre. Perguntei a quantos dias havia acontecido aquilo e os familiares disseram que fazia pouco tempo, menos de uma hora. Ai eu falei: \u201cMas n\u00e3o pode! Esse ferimento n\u00e3o pode ter acontecido a t\u00e3o pouco tempo. Essa \u00e9 uma queimadura de 4 a 5 dias\u201d. A pele j\u00e1 estava necrosada e isso s\u00f3 acontece no m\u00ednimo depois de 96 horas.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m da queimadura havia pontos ou mesmo perfura\u00e7\u00f5es no corpo da v\u00edtima?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, encontrei no lado direito do pesco\u00e7o dois orif\u00edcios paralelos elevados e de cor avermelhada, semelhante as picadas de insetos. Eram palp\u00e1veis e vis\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea achou daquilo que estava presenciando pela primeira vez?<\/strong><\/p>\n<p>Bem, aquilo me impressionou muito, mas n\u00e3o estava acreditando na hist\u00f3ria daquela fam\u00edlia, principalmente porque nenhuma queimadura podia ter aquela caracter\u00edstica em apenas uma hora. Era uma hist\u00f3ria surreal. No final da tarde, depois de tomar algumas medica\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas, a mo\u00e7a come\u00e7ou a melhorar.<\/p>\n<p><strong>Qual o tratamento que voc\u00ea deu a ela?<\/strong><\/p>\n<p>A \u00fanica coisa que eu fiz durante o dia todo foi tentar aumentar a energia da v\u00edtima, para que sa\u00edsse daquele estado de inapet\u00eancia. Usei seringas com altas doses de complexo B. Quando voltou a falar, ela disse que o local queimado do\u00eda terrivelmente. Verifiquei que n\u00e3o era uma queimadura causada por qualquer subst\u00e2ncia qu\u00edmica, efeito t\u00e9rmico ou radia\u00e7\u00e3o, porque os ferimentos provenientes desses elementos s\u00e3o totalmente diferentes, bem avermelhados. Os dela estavam em estado de necrose, ou seja, como se j\u00e1 estivesse em processo de cicatriza\u00e7\u00e3o. Por curiosidade, passei uma pomada anest\u00e9sica em cima da queimadura, tipo Xiloca\u00edna, para que aliviasse um pouco sua dor, j\u00e1 que Dipirona injet\u00e1vel n\u00e3o fazia qualquer efeito. Com uma pin\u00e7a cir\u00fargica, puxei a pele da \u00e1rea queimada, que se separou do corpo inteira. Nunca vi nenhum caso parecido em todos os anos que trabalho como m\u00e9dica&#8230;<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea voltou a ver essa mo\u00e7a outras vezes ou acompanhou o caso dela?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, assim como todos os casos que atendi. Eu fazia quest\u00e3o de visitar as pessoas, ver como estavam. Foi assim que descobri que, na regi\u00e3o do corpo dela atacada por essa luz, n\u00e3o cresciam mais p\u00ealos, mesmo ap\u00f3s meses do ocorrido. Mas o problema n\u00e3o estava em todo seu corpo, apenas na regi\u00e3o acometida pela alopecia [Perda irrevers\u00edvel dos p\u00ealos]. A luz n\u00e3o apenas queimava, mas destru\u00eda o fol\u00edculo piloso, a raiz do cabelo, na primeira camada da pele, a epiderme. Ent\u00e3o, n\u00e3o era simplesmente uma queimadura superficial, mas algo que chegava a atingir camadas profundas da pele. Al\u00e9m disso, as v\u00edtimas viviam adoentadas e muitas n\u00e3o conseguiram sequer recuperar sua sa\u00fade. Quanto \u00e0 mo\u00e7a que atendi, pelo que sei, ela n\u00e3o voltou a ser atacada, mas ficou muito deprimida e fraca depois do fato, como se tivesse perdido sua resist\u00eancia imunol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>Doutora, quando sa\u00eda a pele necrosada da queimadura, quanto tempo era necess\u00e1rio para que o local se recuperasse?<\/strong><\/p>\n<p>A pele ficava como que em carne viva. Na realidade, ela j\u00e1 estava em processo cicatricial imediato. Quando voc\u00ea puxava aquilo, ficava vermelho e ardendo durante dias, como se tivesse tirado a casca de uma ferida. As v\u00edtimas, por sua pr\u00f3pria conta, passavam de tudo nos ferimentos: manteiga, gordura de cacau, sebo de carneiro, al\u00e9m de \u00f3leo de copa\u00edba. Algumas subst\u00e2ncias aliviavam um pouco a dor, j\u00e1 que os analg\u00e9sicos n\u00e3o faziam efeito, nem mesmo Dipirona injet\u00e1vel. Eu usava geralmente Xiloca\u00edna para abrandar a dor dos pacientes, que demoravam em m\u00e9dia de 15 a 30 dias para estarem curados. Ap\u00f3s o fato, a pele ficava com aspecto branco, sem pigmenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Por favor, descreva como eram as perfura\u00e7\u00f5es que voc\u00ea encontrou nas v\u00edtimas?<\/strong><\/p>\n<p>Essas demoravam meses para desaparecer, porque eram n\u00e3o s\u00f3 vis\u00edveis mas palp\u00e1veis. Mesmo depois de cicatrizada a queimadura, ficavam dois furos na altura do pesco\u00e7o das pessoas. Eu passava a m\u00e3o e sentia. Todo mundo via. Na realidade, as perfura\u00e7\u00f5es n\u00e3o cicatrizavam porque n\u00e3o eram ferimentos, mas sim orif\u00edcios, que depois fechavam e ficavam planos. Da\u00ed nada mais se via.<\/p>\n<p><strong>Com que frequ\u00eancia os casos de pessoas queimadas por essas luzes eram registrados?<\/strong><\/p>\n<p>Inicialmente, receb\u00edamos uma ocorr\u00eancia a cada tr\u00eas dias. Depois, os casos passaram a ser di\u00e1rios \u2013 \u00e0s vezes, atend\u00edamos de tr\u00eas a quatro pessoas num \u00fanico dia. Em pouco mais de um m\u00eas, j\u00e1 hav\u00edamos atendido mais de 40 v\u00edtimas. Era uma coisa crescente e as pessoas come\u00e7aram a abandonar a ilha. O esvaziamento de Colares chegou a 60-70% e a popula\u00e7\u00e3o local ficou reduzida a uns 2 mil habitantes. Na Vila de Colares, no centro da ilha, n\u00e3o restaram mais do que uns 800 habitantes. Muitos fugiram de medo, pois os ataques n\u00e3o mais se concentravam no per\u00edodo noturno, como antes. Eles passaram a acontecer \u00e0 tarde, tamb\u00e9m. A situa\u00e7\u00e3o era t\u00e3o terr\u00edvel que ningu\u00e9m mais pescava ou ca\u00e7ava. Tudo fechou: escolas, f\u00f3rum, cart\u00f3rio e at\u00e9 a delegacia. A cidade inteira parou.<\/p>\n<p><strong>Onde os ataques eram mais freq\u00fcentes, na zona rural, dentro da ilha ou no litoral?<\/strong><\/p>\n<p>Geralmente no interior da ilha, mais at\u00e9 do que nas praias. Os ataques come\u00e7aram a se tornar freq\u00fcentes e intensos, especialmente na zona rural e perto das florestas. Havia uma regi\u00e3o chamada Santo Antonio das Mucuras, lugar de onde vieram \u00e0 Unidade Sanit\u00e1ria de Colares muitas pessoas atacadas pela luz vampira. Segundo o depoimento das v\u00edtimas, os objetos desciam e ficavam sob a copa das \u00e1rvores. Talvez fosse essa a maneira deles se camuflarem.<\/p>\n<p><strong>As autoridades n\u00e3o tomaram nenhuma provid\u00eancia diante do que ocorria?<\/strong><\/p>\n<p>A princ\u00edpio, n\u00e3o, por mais que os moradores come\u00e7assem a cobrar provid\u00eancias. De qualquer forma, eu ainda continuava achando que aquilo era algum tipo de alucina\u00e7\u00e3o visual, del\u00edrios coletivos simult\u00e2neos e automutila\u00e7\u00e3o. Achava que eram as pr\u00f3prias v\u00edtimas que de alguma forma faziam aquilo, mas n\u00e3o entendia o por qu\u00ea. A situa\u00e7\u00e3o chegava a \u201cdar um n\u00f3\u201d na minha cabe\u00e7a e eu me perguntava freq\u00fcentemente como \u00e9 que algu\u00e9m podia se mutilar com o mesmo tipo de del\u00edrio, com uma mesma alucina\u00e7\u00e3o visual e sinest\u00e9sica. O que mais me intrigava era o fato dos casos serem id\u00eanticos, embora ocorressem em lugares muito distantes entre si. A diferen\u00e7a no hor\u00e1rio dos ataques era muito pequena e impossibilitava uma a\u00e7\u00e3o combinada das pessoas, sem contar que as v\u00edtimas sequer se conheciam. Isso n\u00e3o existe em literatura alguma, nem mesmo na psiquiatria. Ningu\u00e9m alucina assim. N\u00e3o posso ter uma alucina\u00e7\u00e3o assim, igual \u00e0 sua, eu estando aqui e voc\u00ea l\u00e1 em Mato Grosso Sul, por exemplo. Isso \u00e9 imposs\u00edvel!<\/p>\n<p><strong>Qual foi sua opini\u00e3o sobre esses fatos, naquela \u00e9poca, e como voc\u00ea lidou com sua conclus\u00e3o de que n\u00e3o poderiam ser alucina\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>Na verdade, eu n\u00e3o tinha uma opini\u00e3o concreta sobre os casos, mas pensava que poderiam ser algum tipo de alucina\u00e7\u00e3o visual combinada com autoflagela\u00e7\u00e3o. Realmente, n\u00e3o sabia o que eram os ataques e tinha muitas d\u00favidas. Demorei bastante para perceber que n\u00e3o poderiam ser del\u00edrios, at\u00e9 por causa do meu ceticismo e eu ser uma m\u00e9dica rec\u00e9m formada. Se isso acontecesse agora, jamais teria demorado tanto tempo para compreender os fatos e n\u00e3o perderia a oportunidade de colher dados importantes, que hoje enriqueceriam muito a pesquisa dos uf\u00f3logos. Minha imaturidade e, talvez, falta de humildade profissional, por ser nova na profiss\u00e3o, atrapalharam muita coisa.<\/p>\n<p><strong>E voc\u00ea decidiu permanecer na Ilha de Colares mesmo sabendo que a situa\u00e7\u00e3o piorava a cada dia e voc\u00ea poderia ser atacada?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, decidi. Mas n\u00e3o foi f\u00e1cil. Como todo mundo ia embora, eu tamb\u00e9m pensei em deixar a regi\u00e3o, mas o prefeito Bastos e o padre Alfredo de L\u00e1 \u00d3 me convenceram a ficar. As pessoas ficaram em p\u00e2nico e n\u00e3o sabiam o que realmente estava acontecendo, nem n\u00f3s, da unidade de sa\u00fade. Quando percebi, estava trabalhando apenas com tr\u00eas secret\u00e1rias, pois a odont\u00f3loga, a enfermeira e muitos dos t\u00e9cnicos tinham ido embora. Ficamos sozinhas. Foi quando eu juntei minhas coisas para deixar a ilha e disse ao prefeito que ia embora. Ele foi correndo buscar o padre, um texano e filho de uma libanesa com espanhol [Que havia sido xerife no Texas e tamb\u00e9m era uf\u00f3logo e m\u00e9dico otorrinolaringologista], e ambos me fizeram ver que eu precisava ficar. O prefeito disse que todos podiam fugir, mas que ele, o padre e eu ter\u00edamos que ter o profissionalismo e permanecer. Tentei at\u00e9 retrucar e lembro que respondi a ele: \u201cMas at\u00e9 o delegado foi embora!\u201d O senhor Bastos ent\u00e3o disse: \u201cMas o delegado n\u00e3o trata de pessoas e nem tem o seu estudo\u201d. Aquilo foi como uma bofetada na minha cara. Eu sa\u00ed de dentro do meu fusca verde, com toda a minha bagagem, e disse: \u201cVou ficar!\u201d E fiquei at\u00e9 a coisa piorar muito.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea tinha plena consci\u00eancia do risco que estava correndo ao permanecer&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Sim, sabia de todos os riscos. Mas o prefeito fez um trato comigo: ele colocaria pessoas vigiando minha casa durante a noite, para eu poder dormir e ter condi\u00e7\u00f5es, no dia seguinte, de dar assist\u00eancia \u00e0s v\u00edtimas. Ele distribu\u00eda, tanto na sede do munic\u00edpio, quanto na zona rural \u2013 que era constitu\u00edda de oito localidades \u2013, pistolas, latas, peda\u00e7os de pau, fogos de artif\u00edcio e garrafas t\u00e9rmicas com caf\u00e9 bem forte, para que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o dormisse e soltasse fogos a cada 10 minutos. Os moradores que ficavam teriam que bater latas \u00e0 noite inteira para afugentar as luzes.<\/p>\n<p><strong>E o m\u00e9todo do prefeito funcionava?<\/strong><\/p>\n<p>Funcionou por algum tempo, mas os ataques continuavam. Descer os objetos n\u00e3o desciam, mas continuavam a vitimar as pessoas do alto. Depois, nem soltar fogos, nem caf\u00e9 forte,nem nada impedia os ataques, que voltaram ao normal e com for\u00e7a total. Os acontecimentos tiveram in\u00edcio em julho de 1977 e os cerca de 40 casos a que me referi foram registrados principalmente \u00e0 noite e na madrugada, especialmente na zona rural. Foi a partir do m\u00eas de outubro daquele ano que as ocorr\u00eancias come\u00e7aram a ser tamb\u00e9m no final da tarde e in\u00edcio da noite. E j\u00e1 n\u00e3o atingiam apenas a zona rural, mas chegavam at\u00e9 a sede do munic\u00edpio. No m\u00eas seguinte, os casos aconteciam durante toda \u00e0 tarde, principalmente a partir das 16h00. Nesta fase do fen\u00f4meno chupa-chupa, eu passei a achar que \u201celes\u201d, o que quer que fossem os pilotos daquelas m\u00e1quinas, estavam tomados de muito desespero, a ponto de fazerem de tudo para chegarem \u00e0s v\u00edtimas. N\u00e3o sei por que, n\u00e3o acredito que eles estivessem ali com intuito de maldade pura e simples. Eles precisavam de alguma coisa que aquela gente tinha&#8230;<\/p>\n<p><strong>Quando voc\u00ea diz \u201celes\u201d, a quem exatamente voc\u00ea est\u00e1 se referindo?<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEles\u201d quer dizer os seres extraterrestres, que se acredita estarem por tr\u00e1s dos ataques. Hoje eu me refiro a eles assim. Na minha opini\u00e3o, naquela \u00e9poca havia uma esquadrilha de naves perdida na Amaz\u00f4nia e precisando desesperadamente de combust\u00edvel ou alguma outra coisa para voltar ao seu local de origem. Quem somos n\u00f3s, simples mortais, para saber qual combust\u00edvel eles usavam? O nosso vem do \u00e1lcool e do petr\u00f3leo, mas e o deles, ser\u00e1 que n\u00e3o vinha dos seres humanos? Penso que estavam retirando a energia vital das pessoas e transformando-a em algo. Comecei a perceber isso a partir dos primeiros 40 casos que atendi. Tentei elucidar minhas d\u00favidas e dar uma resposta \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, porque todos me cobravam muito uma posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Por voc\u00ea ser uma das pessoas mais instru\u00eddas de toda a ilha, certamente&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Sim, por isso. As pessoas me perguntavam o que era aquilo e eu comecei a parar de pensar como m\u00e9dica e passei a raciocinar como ser humano. Queria saber por que as v\u00edtimas enfraqueciam tanto e t\u00e3o rapidamente ap\u00f3s os ataques. Apresentavam diarr\u00e9ia, gritavam e tinham dores articulares que duravam meses. Muitas ficavam ap\u00e1ticas, temerosas, depressivas e irritavas. Pouco falavam, mas eu, ao visit\u00e1-las em suas casas, perguntava sempre se sentiam melhor. Muitas vezes respondiam de forma monossil\u00e1bica. \u201cMais ou menos. Nunca mais gozei sa\u00fade, doutora. N\u00e3o sei o que eu tenho\u201d, diziam uns. \u201c\u00c9 como se uma coisa tivesse me chupado\u201d, afirmavam outros.<\/p>\n<p>Era vis\u00edvel o estado de sa\u00fade prec\u00e1ria das v\u00edtimas mesmo meses depois dos ataques? Elas nunca melhoravam?<\/p>\n<p>Sim, vis\u00edvel. Parecia que algu\u00e9m ou algo havia extra\u00eddo a energia vital delas, que por isso geralmente ficavam doentes. Foi quando comecei a buscar nos arquivos da Unidade Sanit\u00e1ria de Colares dados sobre os exames de sangue e de urina pregressos das pessoas que haviam sido atacadas, pois muitas delas regularmente faziam check-up no posto, j\u00e1 que viviam numa regi\u00e3o onde a incid\u00eancia de doen\u00e7as era grande. Por sorte, havia um grande arquivo de v\u00e1rios anos antes de minha atua\u00e7\u00e3o l\u00e1, contendo dados dos pacientes.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea tinha em mente?<\/strong><\/p>\n<p>Minha id\u00e9ia era comparar essas informa\u00e7\u00f5es com as atuais e verificar o que havia mudado. Descobri uma coisa incr\u00edvel: 100% daqueles que tinham feito exames laboratoriais antes dos ataques foram acometidos por uma s\u00fabita anemia, na qual o n\u00famero de hem\u00e1cias em seu sangue havia reduzido para quase 50%. Tamb\u00e9m descobri que a colora\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas sang\u00fc\u00edneas dos pacientes havia mudado.<\/p>\n<p><strong>Esse era um padr\u00e3o constante nas pessoas que foram atacadas?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. Por exemplo, um paciente que tinha feito um exame no m\u00eas de mar\u00e7o de 1977, que acusou 4.600 milh\u00f5es de hem\u00e1cias e uma taxa de 12,5 g\u2044dL de hemoglobina, apresentou ap\u00f3s o ataque apenas 3 milh\u00f5es de hem\u00e1cias e 9 g\u2044dL de hemoglobina. Muita gente chegou a ter varia\u00e7\u00f5es ainda mais marcantes, de perder at\u00e9 50% das hem\u00e1cias. Ora, era imposs\u00edvel isso acontecer em tantas pessoas ao mesmo tempo, e s\u00f3 naquela regi\u00e3o. Das 80 pessoas que atendi ao todo, cerca de 80% apresentavam anemia grave [Os valores normais para a concentra\u00e7\u00e3o de hemoglobina sang\u00fc\u00ednea definidos pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) \u00e9 de 13 g\u2044dL para homens, 12 g \u2044dL para mulheres e 11 g \u2044dL para gestantes e crian\u00e7as entre seis meses e seis anos. Abaixo desses dados, o indiv\u00edduo \u00e9 considerado an\u00eamico].<\/p>\n<p><strong>E quanto aos ataques em si, como eles aconteciam, segundo a descri\u00e7\u00e3o das in\u00fameras v\u00edtimas que voc\u00ea atendeu?<\/strong><\/p>\n<p>Ouvi muitos relatos, quase todos id\u00eanticos. Primeiro, n\u00e3o era um raio de luz que vinha do c\u00e9u, mas sim de um objeto que descia perto da copa das \u00e1rvores e ficava camuflado entre elas. Ele brilhava, fazia um barulho muito alto e todos eram cil\u00edndricos \u2013 nenhuma v\u00edtima me descreveu artefatos como disc\u00f3ides. Por isso, eu n\u00e3o entendo o nome dado \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o militar feita na regi\u00e3o, Opera\u00e7\u00e3o Prato, que presume que os objetos tinham este formato de disco. O escritor Daniel Rebisso, autor de Vampiros Extraterrestres na Amaz\u00f4nia [Edi\u00e7\u00e3o particular, 1991], os descreveu como sendo met\u00e1licos e prateados, com diversas luzes na parte superior e inferior. Eles ficavam parados em cima das \u00e1rvores e quando se deslocavam n\u00e3o o faziam de maneira retil\u00ednea. Esse fato at\u00e9 eu presenciei: eles se movimentavam de forma el\u00edptica.<\/p>\n<p><strong>Os casos eram muito semelhantes entre si?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, eles n\u00e3o tinham discord\u00e2ncias, todos eram iguais. Veja bem: eles n\u00e3o eram parecidos, mas sim iguais. Quando uma pessoa me procurava na unidade de sa\u00fade com uma grande queimadura no hemit\u00f3rax, tanto no lado direito ou esquerdo, eu j\u00e1 procurava os orif\u00edcios no pesco\u00e7o, pois sabia que iria encontr\u00e1-los. Referia-me a eles como semelhantes \u00e0s marcas feitas por presas de vampiros.<\/p>\n<p><strong>Algum caso dos que chegaram ao seu conhecimento fugiu do padr\u00e3o j\u00e1 descrito de ataques e consecutiva queimadura?<\/strong><\/p>\n<p>O \u00fanico caso que fugiu um pouco do padr\u00e3o de queimadura no t\u00f3rax e perfura\u00e7\u00f5es no pesco\u00e7o deu-se com uma paciente que ficou tomando conta da casa para cuidar de seus filhos no terreiro. Ao ser atacada, levantou as m\u00e3os para se proteger, sofreu as queimaduras ali, nas m\u00e3os. No mais, as pessoas tinham todas os mesmos sintomas ap\u00f3s os ataques. N\u00e3o tinham febre, mas apresentavam uma queda em sua resist\u00eancia imunol\u00f3gica, pois ficavam muito doentes, sem apetite ou disposi\u00e7\u00e3o para fazer suas tarefas rotineiras. Percebi at\u00e9 que come\u00e7aram a ter o racioc\u00ednio mais lento. Usando uma palavra popular da Amaz\u00f4nia, ficaram \u201clesos\u201d.<\/p>\n<p><strong>Vamos voltar um pouco em nossa conversa. Eu gostaria de saber como \u00e9 que as pessoas atacadas chegavam \u00e0 unidade sanit\u00e1ria?<\/strong><\/p>\n<p>Elas nunca chegavam s\u00f3s, estavam sempre amparadas ou carregadas por parentes, amigos, compadres, comadres ou vizinhos, porque n\u00e3o conseguiam andar. Essas pessoas, em geral, testemunharam o que havia acontecido \u00e0s v\u00edtimas, mas sa\u00edam ilesas. Coisa curiosa \u00e9 que, quando os ataques ocorriam, os atacados nunca estavam sozinhos&#8230; \u00c0s vezes eram casais namorando ou pessoas que ainda insistiam em ir a festas. Depois, com a repeti\u00e7\u00e3o dos casos, acabaram todas as festividades e tudo parou. E olhe que isso \u00e9 coisa dif\u00edcil aqui no Par\u00e1, onde o povo \u00e9 mesmo muito festeiro e animado&#8230;<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea tem informa\u00e7\u00f5es de casos em que mais de uma pessoa foi atingida simultaneamente?<\/strong><\/p>\n<p>Isso com freq\u00fc\u00eancia acontecia. Com um casal de namorados, por exemplo, os dois geralmente eram atacados juntos. Num grupo grande, muitos eram picados. Os que se safavam voltavam depois para ajudar os colegas. Mais para frente, as pessoas pararam de sair e nem mesmo os pescadores se atreviam a continuar suas atividades, pois v\u00e1rios deles foram atacados em pleno mar \u2013 nem durante o dia havia pesca ap\u00f3s outubro de 1977. Ningu\u00e9m mais ousava sair de casa, pois com o decorrer do tempo as luzes come\u00e7aram a ficar mais audaciosas, fazendo v\u00edtimas em plena luz do dia e nas ruas da Vila de Colares.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea atendeu apenas umas 80 pessoas atacadas.<\/strong><\/p>\n<p>Mas quantas v\u00edtimas ao todo voc\u00ea estima que o chupa-chupa fez? Creio que o n\u00famero de pessoas atacadas foi muito grande, mas muitas n\u00e3o tinham acesso f\u00e1cil \u00e0 sede do munic\u00edpio, vivendo na zona rural de Colares, e nunca procuraram ajuda m\u00e9dica. Por isso, n\u00e3o entram em estat\u00edsticas. Naquela \u00e9poca, eram necess\u00e1rias v\u00e1rias horas de barco para atravessar o T\u00fanel da Laura, regi\u00e3o que separa o litoral da ilha. Muitas pessoas vinham carregadas em redes, outras tinham at\u00e9 medo de traz\u00ea-las e serem atacadas no caminho. Eu tamb\u00e9m tinha receio de ir v\u00ea-las em suas resid\u00eancias, e recebia constantemente a not\u00edcia de que mais e mais moradores estavam sendo atacados pela luz. At\u00e9 mesmo os funcion\u00e1rios da unidade n\u00e3o queriam levar medicamentos \u00e0s regi\u00f5es mais afastadas, com medo.<\/p>\n<p><strong>Havia padr\u00e3o no sexo ou idade das v\u00edtimas?<\/strong><\/p>\n<p>Bem, eram atacados mais homens do que mulheres, mais adultos jovens do que pessoas idosas. Poucos casos de crian\u00e7as foram registrados, e nenhum com menores de 10 anos. N\u00e3o atendi ningu\u00e9m t\u00e3o jovem ou idoso com idade avan\u00e7ada. Era como se houvesse um respeito por tais faixas et\u00e1rias. A paciente mais idosa que atendi, e que inclusive foi a \u00f3bito, tinha 72 anos. Ela foi atacada dentro de sua cozinha, que n\u00e3o tinha janela, protegida do Sol ou chuva apenas por uma cortina de pl\u00e1stico. Isso aconteceu entre 17h00 e 18h00.<\/p>\n<p><strong>Vamos tratar desse caso logo adiante. Agora, por favor, descreva se havia algum padr\u00e3o f\u00edsico entre as v\u00edtimas?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 interessante destacar que todas as v\u00edtimas eram magras e nenhuma tinha sobrepeso ou era obeso. Al\u00e9m disso, todos eram pardos ou caboclos. N\u00e3o atendi nenhuma pessoa branca ou loira, mesmo porque existia apenas uma meia d\u00fazia delas na ilha toda, isso contando ainda com a t\u00e9cnica de laborat\u00f3rio da Unidade Sanit\u00e1ria de Colares e eu. A grande maioria das v\u00edtimas era composta por agricultores, pescadores e donas de casa, casados e que n\u00e3o usavam \u00e1lcool. Sei disso porque fiz quest\u00e3o de perguntar a todos as circunst\u00e2ncias de suas vidas, j\u00e1 que no in\u00edcio dos casos eu achava que eram alucina\u00e7\u00f5es e poderiam ser provocadas por bebida alco\u00f3lica. Estava enganada&#8230;<\/p>\n<p><strong>Houve alguma incid\u00eancia de ataques dentro das mesmas fam\u00edlias, ou seja, integrantes do mesmo grupo familiar eram atacados?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o. Aconteceram v\u00e1rios casos em que primeiro era atacado o marido e, depois de quatro a seis semanas, a esposa ou os filhos. Mas n\u00e3o simult\u00e2nea ou imediatamente. Eu at\u00e9 achava que alguns fatos poderiam ser brigas de casal, mas n\u00e3o consegui provar um \u00fanico caso. Enfim, eu usava todos os argumentos a m\u00e3o para justificar minha incredulidade. Aplicava todas as teorias poss\u00edveis, menos que fosse \u201ccoisa de outro mundo\u201d ou extraordin\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Era poss\u00edvel identificar quando o chupa-chupa estava perto da cidade, atrav\u00e9s de sons?<\/strong><\/p>\n<p>Todos sab\u00edamos quando eles estavam a caminho, pois faziam um zumbido parecido com o de besouros. Quando as pessoas escutavam esse som, iam logo procurar um local para se esconder. Ainda bem que os objetos n\u00e3o eram silenciosos, pois se fossem teriam atacado muito mais pessoas. Esses artefatos, sempre de formato cil\u00edndrico, chegaram a um extremo de aud\u00e1cia ao passar a emitir seus raios de luz atrav\u00e9s das frestas das casas de madeira e palha da ilha, que geralmente n\u00e3o tinham forramento. As luzes de fato penetravam pelas frestas com extrema habilidade e pontaria. Para se proteger, as pessoas cobriam esses espa\u00e7os com pap\u00e9is, jornais ou revistas, tampavam at\u00e9 mesmo o buraco da fechadura, o que resolveu um pouco a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Os raios de luz eram emitidos dos objetos voadores sempre linearmente ou faziam curvas para atingir as pessoas?<\/strong><\/p>\n<p>Mantinham-se linearmente, nunca faziam curvas. \u00c0s vezes, eram emanados de forma obl\u00edqua, mas sempre retos e nunca na horizontal. Percebi isso porque, para ter uma melhor comunica\u00e7\u00e3o com os pacientes, eu desenhava num papel o que eles me descreviam, pedindo que verificassem se estava representando corretamente os casos. Os moradores relatavam que as luzes geralmente entravam pelas janelas e portas \u2013 quem n\u00e3o as tinha corria logo para providenciar tudo novo \u2013, at\u00e9 mesmo pelas telhas, que eram colocadas uma sobre as outras para refor\u00e7ar a prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea acredita que as pessoas atacadas foram escolhidas por alguma raz\u00e3o espec\u00edfica, talvez por ter ou n\u00e3o alguma determinada doen\u00e7a? Ou os ataques se deram ao acaso? Qual era o padr\u00e3o das v\u00edtimas?<\/strong><\/p>\n<p>Tirando as caracter\u00edsticas da faixa et\u00e1ria e da estrutura f\u00edsica das v\u00edtimas, n\u00e3o notei nenhuma predile\u00e7\u00e3o por parte deles. Bem, eram atacados mais homens do que mulheres, mais adultos jovens do que pessoas idosas. Poucos casos de crian\u00e7as foram registrados, e nenhum com menores de 10 anos. N\u00e3o atendi ningu\u00e9m t\u00e3o jovem ou idoso com idade avan\u00e7ada. Todas as v\u00edtimas eram magras e nenhuma tinha sobrepeso ou era obeso. Al\u00e9m disso, todos eram pardos ou caboclos. N\u00e3o atendi nenhuma pessoa branca ou loira, mesmo porque existia apenas uma meia d\u00fazia delas na ilha toda. A grande maioria das v\u00edtimas era composta por agricultores, pescadores e donas de casa, casados e que n\u00e3o usavam \u00e1lcool. Mesmo as duas pessoas que foram a \u00f3bito [A doutora Wellaide admitiu que pode haver mais casos de morte, que n\u00e3o s\u00e3o de seu conhecimento] nada de especial tinham em comum, exceto problemas card\u00edacos. Ou seja, n\u00e3o morreram em fun\u00e7\u00e3o da agress\u00e3o que sofreram, mas sim porque n\u00e3o resistiram \u00e0s suas conseq\u00fc\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>Muitos dos pacientes que voc\u00ea atendeu em Colares chegaram a falecer?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, apenas tr\u00eas casos, todas mulheres. O primeiro aconteceu num hospital de Bel\u00e9m. Essa senhora chegou carregada \u00e0 Unidade Sanit\u00e1ria de Colares e recebeu a medica\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica necess\u00e1ria, ao mesmo tempo em que control\u00e1vamos sua press\u00e3o. Ela era um pouco idosa, tinha 72 anos, apresentava problemas card\u00edacos e hipertens\u00e3o. Esperei 36 horas e n\u00e3o vi resultados no tratamento. N\u00e3o tivemos sequer uma rea\u00e7\u00e3o da paciente. Da\u00ed resolvi conversar com o prefeito para levarmos aquela senhora ao Hospital dos Servidores do Estado, em Bel\u00e9m. Tivemos dificuldade at\u00e9 para coloc\u00e1-la no carro, pois estava com espasmo muscular [Contra\u00e7\u00e3o exagerada e permanente de um m\u00fasculo]. Mas ela foi deitada no banco traseiro do autom\u00f3vel, com as pernas para fora da janela. Estava quase cadav\u00e9rica, da mesma maneira como ficam os animais que eram atacados, completamente secos e enrijecidos. Assim que chegou ao hospital, morreu.<\/p>\n<p><strong>O que aconteceu depois desse primeiro \u00f3bito?<\/strong><\/p>\n<p>Pedi para os familiares da falecida acompanharem todos os procedimentos e exigirem que fosse feita necr\u00f3psia. Eles pediram, mas n\u00e3o foram atendidos. Era \u00e9poca de repress\u00e3o e a ditadura militar estava efetiva, com o Ato Constitucional n\u00b0 5 em vigor. Num per\u00edodo como aquele, a gente n\u00e3o podia pedir muita coisa&#8230; Quando os parentes da falecida retornaram, pedi a eles a c\u00f3pia da declara\u00e7\u00e3o de \u00f3bito e constatei que estava escrito que a causa da morte foi dada como desconhecida.<\/p>\n<p><strong>E os demais \u00f3bitos?<\/strong><\/p>\n<p>O segundo caso foi de uma paciente mais jovem, em torno dos 44 anos, mas que tamb\u00e9m tinha hipertens\u00e3o. Ela foi atacada em sua casa por uma luz que entrou pela janela. A v\u00edtima teve as mesmas caracter\u00edsticas da primeira e a causa da morte tamb\u00e9m n\u00e3o foi esclarecida. Esses dois fatos aconteceram no m\u00eas de outubro. J\u00e1 o terceiro foi em novembro ou dezembro. A mulher foi levada a minha casa pela comadre dela. Estava num estado deplor\u00e1vel e falava com dificuldade. Foi atacada da mesma forma que as outras, por\u00e9m morreu seis anos ap\u00f3s o contato com a luz. Foi acometida de manchas vermelhas na pele [N\u00facleos eritematosos sist\u00eamicos] e insufici\u00eancia renal.<\/p>\n<p><strong>Houve envolvimento de alguma outra institui\u00e7\u00e3o de sa\u00fade paraense com as mortes, seja no tratamento das v\u00edtimas ou an\u00e1lise de seus cad\u00e1veres?<\/strong><\/p>\n<p>Bem, al\u00e9m do Hospital dos Servidores do Estado, as v\u00edtimas poderiam ter sido levadas ao Instituto M\u00e9dico Legal Renato Chaves, que deveria proceder \u00e0 aut\u00f3psia dos cad\u00e1veres. S\u00f3 que, como n\u00e3o t\u00ednhamos \u00f3bito em via p\u00fablica, e sim dentro do Hospital dos Servidores, n\u00e3o houve amparo legal na hora das exig\u00eancias e as necr\u00f3psias n\u00e3o foram feitas. A lei era essa: s\u00f3 se fazia aut\u00f3psia de gente que morria em via p\u00fablica. E a declara\u00e7\u00e3o de \u00f3bito da segunda v\u00edtima foi da mesma forma que a primeira e pelo mesmo hospital, sem ter sido levada ao IML: causa desconhecida.<\/p>\n<p><strong>Mais uma frustra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o? Mas teve o caso de uma v\u00edtima que voc\u00ea acompanhou pessoalmente ao hospital&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Foi o \u00faltimo caso. Eu levei a v\u00edtima at\u00e9 o hospital, deixei-a l\u00e1 e retornei a Colares. Eu tinha prometido ao prefeito que retornaria, que n\u00e3o ficaria em Bel\u00e9m. Esse era o medo dele. Nessa ocasi\u00e3o, liguei para a Secretaria Estadual de Sa\u00fade P\u00fablica (SESPA) e pedi que os funcion\u00e1rios atendessem meus apelos, feitos atrav\u00e9s de of\u00edcios \u00e0quela institui\u00e7\u00e3o, pedindo ajuda, supervis\u00e3o, explica\u00e7\u00e3o e apoio. Ningu\u00e9m da SESPA me respondia, seja por temor, pois nenhuma equipe queria ir \u00e0 ilha, os t\u00e9cnicos tinham medo de serem atacados ou por receio de desafiar a ditadura militar, querendo expor, se envolver ou ter que concordar com algo que naquela \u00e9poca n\u00e3o permitiam que fosse conhecido. E assim, a SESPA ficou de fora do fen\u00f4meno chupa-chupa.<\/p>\n<p><strong>Qual foi a conseq\u00fc\u00eancia daquelas mortes entre a popula\u00e7\u00e3o, mais p\u00e2nico do que antes?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, elas provocaram mais p\u00e2nico em todos. Tanto que muitas pessoas fugiram da ilha ap\u00f3s os dois primeiros casos. Os que ficaram, come\u00e7aram a pressionar o prefeito para que acionasse a Secretaria de Sa\u00fade P\u00fablica e as For\u00e7as Armadas a tomarem provid\u00eancias, e foi o que ele fez: chamou os militares da Aeron\u00e1utica.<\/p>\n<p><strong>Houve casos de animais serem atacados e seus propriet\u00e1rios n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, houve, mas tamb\u00e9m outros em que seus donos tamb\u00e9m eram v\u00edtimas. Com certeza, os bichos eram vitimados com maior freq\u00fc\u00eancia que os seres humanos. Geralmente, encontr\u00e1vamos mortos os animais que tinham mais p\u00ealos ou penas. Ao amanhecer, eles apresentavam crises compulsivas e morriam. Quando n\u00e3o tinham sido atacados recentemente, apareciam queimados, secos e esturricados, com olhos abertos e arregalados, como se fossem colocados vivos dentro de um forno. Os locais em volta das cenas dos ataques tinham odor de p\u00ealo queimado. Ningu\u00e9m tinha coragem de com\u00ea-los, mesmo que tiv\u00e9ssemos fome e nada para nos alimentar. Ningu\u00e9m sequer tentou, pois est\u00e1vamos apavorados. Foi a partir da\u00ed que come\u00e7amos a pescar siri&#8230;<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea teve conhecimento de algum caso em que animais e seres humanos foram atacados simultaneamente?<\/strong><\/p>\n<p>Que eu saiba, n\u00e3o. Veja, por exemplo, o caso daquela senhora card\u00edaca de 72 anos que mencionei. Ela estava dando comida aos seus animais quando foi atacada, mais eles n\u00e3o sofreram nada.<\/p>\n<p><strong>E os objetos que atacavam humanos eram os mesmos que vitimavam os animais?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, eram os mesmos. Acredito que muita gente n\u00e3o viu isso acontecer, mesmo porque os ataques aconteciam mais \u00e0 noite. Os moradores escutavam um barulho estranho e alguns pensavam que eram pessoas querendo roubar seus animais, pois havia falta de comida na regi\u00e3o. Quando corriam para o quintal, para afugentar o suposto ladr\u00e3o, n\u00e3o encontravam ningu\u00e9m. Viam apenas a luz emanada do chupa-chupa e voltavam rapidamente para dentro de casa. \u00c0s vezes at\u00e9 tentavam pedir socorro.<\/p>\n<p><strong>Quais esp\u00e9cies de animais eram mais atacadas durante a onda chupa-chupa?<\/strong><\/p>\n<p>Geralmente eram patos, galinhas, porcos e vacas, al\u00e9m de cachorros que iam \u00e0 dire\u00e7\u00e3o da luz para ver o que estava acontecendo. A forma da morte era sempre a mesma: no dia seguinte, todos estavam secos e com os olhos arregalados. Estimo que um n\u00famero muito maior de animais foi atacado, muito mais que pessoas. Essa talvez seja uma informa\u00e7\u00e3o que os uf\u00f3logos n\u00e3o sabiam, at\u00e9 porque nunca achei que fosse interessante.<\/p>\n<p><strong>De fato, eram desconhecidos os ataques a animais durante a onda chupa-chupa. Essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante e d\u00e1 uma dimens\u00e3o maior do que foi o fen\u00f4meno. Agora, partindo para seus contatos pessoais, quando foi seu primeiro avistamento de um objeto voador em Colares (PA)?<\/strong><\/p>\n<p>Foi em outubro de 1977. Nessa \u00e9poca, a Aeron\u00e1utica j\u00e1 estava com dois postos de observa\u00e7\u00e3o l\u00e1, um montado na praia que fica em frente \u00e0 Vila de Colares e, outro, a 50 m da minha casa, no campo de futebol. Eles cercaram a cidade com seus equipamentos de observa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, a partir das 16h00, todos n\u00f3s j\u00e1 fic\u00e1vamos atentos. Eu ia atender algumas pessoas e voltava rapidinho para casa, pois os ataques come\u00e7avam cada vez mais cedo.<\/p>\n<p><strong>Que tipo de equipamentos os militares tinham naquela \u00e9poca? Eram muitos?<\/strong><\/p>\n<p>Muitos e de alt\u00edssima tecnologia. Essa hist\u00f3ria que eles n\u00e3o tinham tecnologia era pura mentira [Conforme relatado por alguns integrantes da Opera\u00e7\u00e3o Prato]. O radar dos militares era muito potente, apitava freneticamente sempre que \u201celes\u201d estavam se aproximando. Tinha noite que eu ia bisbilhotar toda vez que o radar disparava, porque, depois que vi o disco voador pela primeira vez e percebi que os seres n\u00e3o queriam nada comigo, eu fiquei audaciosa. Tinha um tenente capixaba que me arrasava cada vez que fazia isso. Ele dizia: \u201cVolte para sua casa e deixe de ser irrespons\u00e1vel, porque a sua seguran\u00e7a \u00e9 responsabilidade nossa\u201d. E eu, por ser rebelde, falava: \u201cN\u00e3o sou soldado, nem cabo e n\u00e3o tenho que obedecer \u00e0s suas ordens\u201d.<\/p>\n<p><strong>Conte como foi a sua primeira observa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Certo dia, fui chamada \u00e0s 16h00 para atender uma crian\u00e7a que tinha quebrado a clav\u00edcula, exatamente o filho mais novo da \u00fanica paciente que teve as m\u00e3os queimadas para se proteger da luz que aterrorizava as pessoas. Ent\u00e3o, fui com as tr\u00eas secret\u00e1rias da unidade at\u00e9 a casa dela. Eram mais ou menos umas 17h00, quando terminei de fazer todos os curativos e imobilizar o local do ferimento. Pensei que poderia ter feito isso em apenas 20 minutos, mas acabei demorando uma hora. A crian\u00e7a estava muito nervosa e gritava muito. Quando terminei o atendimento, a fam\u00edlia levou o garoto imediatamente para casa e eu fechei a unidade com as tr\u00eas secret\u00e1rias \u2013 a Lol\u00f3, uma senhora de 88 anos cheia de ferimentos de arraias, Jucemar e um rapaz de 16 anos. Nesse hor\u00e1rio n\u00e3o havia mais ningu\u00e9m na rua e n\u00f3s and\u00e1vamos a passos r\u00e1pidos. Quando chegamos na frente da casa do presidente do Sindicato dos Pescadores, cujo apelido era Compadre Caneco, ouvi um barulho de algo caindo \u2013 sua casa era vizinha \u00e0 minha. Olhei para baixo e vi minha acompanhante Jucemar desmaiada, ca\u00edda no ch\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Quando isso aconteceu voc\u00eas j\u00e1 estavam quase chegando em sua casa&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Sim, faltavam poucos metros. Ent\u00e3o, a Lol\u00f3 come\u00e7ou a me empurrar, a bater no meu bra\u00e7o e a apontar o dedo para cima, querendo me mostrar algo. Ela n\u00e3o olhava, apenas mostrava algo, mas eu estava ocupada dando atendimento \u00e0 dona Jucemar. Enquanto isso, o povo gritava nas janelas das casas para que sa\u00edssemos de l\u00e1. Mas eu n\u00e3o podia correr, n\u00e3o sei porque. Era uma mistura de tr\u00eas sentimentos distintos: curiosidade, \u00eaxtase e espanto. E caso acontecesse algo ali comigo, seria a prova definitiva de que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o era delirante, hist\u00e9rica ou alucinada.<\/p>\n<p><strong>O que se passou em seguida?<\/strong><\/p>\n<p>Eu olhei pra cima e vi algo cil\u00edndrico, com a apar\u00eancia de metal e uma beleza suprema. N\u00e3o era prata ou inox e tinha um brilho que nunca vi, com luzes na parte inferior e superior, azul, rosa e amarela, uma de cada cor. Posso comparar grosseiramente as cores daquele objeto com as do arco-\u00edris. E o metal talvez seja como um inox classe A, extremamente polido e bem tratado, mas n\u00e3o era bem o tipo que conhecemos. Nunca mais vi material semelhante. O objeto devia ter aproximadamente uns 4 m de di\u00e2metro, estava super baixo e era gigantesco. Moro num pr\u00e9dio de 13 andares e o artefato estava a uma altura de um edif\u00edcio de 10.<\/p>\n<p><strong>Como era o movimento daquele objeto?<\/strong><\/p>\n<p>Ele ia em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 ba\u00eda, voltava novamente e passava sobre minha cabe\u00e7a. Nesse momento, eu achava que poderia cair sobre mim. A\u00ed ele passava de volta, calmamente. Seu movimento era el\u00edptico, sempre indo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 ba\u00eda. Aquilo n\u00e3o era uma luz e sim algo met\u00e1lico, mesmo porque, apesar de estar entardecendo, o dia estava claro e o c\u00e9u sem nuvens. Eu via o artefato com clareza.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea conseguiu ver se havia alguma coisa dentro daquele objeto?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. Quando ele come\u00e7ou a baixar, pude ver algo na parte da frente, como se fosse uma janelinha transparente. Enxerguei seres dentro do artefato, apenas da cintura pra cima, e eles tinham um formato human\u00f3ide. O que me chamou a aten\u00e7\u00e3o foram seus longos e volumosos cabelos amarelos. Tudo aquilo que falam nos gibis \u00e9 mentira, eles apresentam formas humanas! Eram duas silhuetas de criaturas parecidas com humanos. N\u00e3o tinham cor verde como alguns atribuem aos extraterrestres, e sim cor de gente. A parte da frente do artefato era transparente e tinha uma janela panor\u00e2mica. Deu para ver nitidamente a silhueta das criaturas quando desceram e chegaram \u00e0 altura de um pr\u00e9dio de cinco andares. Eu os vi do t\u00f3rax para cima, por isso n\u00e3o os identifiquei como mulheres ou homens. S\u00f3 sei que n\u00e3o tinham a mesma altura \u2013 um era um pouco mais alto que o outro.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea tinha alguma id\u00e9ia do que poderia ser aquilo que estava vendo?<\/strong><\/p>\n<p>Claro, porque voc\u00ea s\u00f3 acredita no que seus olhos v\u00eaem. Tal objeto ficou quase 15 minutos sob minha cabe\u00e7a e eu n\u00e3o sabia o que \u201celes\u201d iam fazer comigo. Fiquei ali parada. At\u00e9 pensei em correr, mas se tivesse feito como a Lol\u00f3 fez, fugir de medo, eles poderiam atacar a Jucimar, que estava desmaiada. Al\u00e9m do mais, eu queria ver e saber o que realmente era aquilo. Precisava continuar vendo para acreditar de uma vez por todas que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava louca. Muitos moradores gritavam pedindo para que eu sa\u00edsse de l\u00e1, mas n\u00e3o me movia. Esses poucos minutos duraram uma eternidade, mas foi uma das coisas mais lindas que j\u00e1 que vi.<\/p>\n<p><strong>Qual foi a atitude dos militares da Aeron\u00e1utica quando viram isso acontecer com voc\u00ea e seus acompanhantes?<\/strong><\/p>\n<p>Eles correram para a praia onde estavam instalados os radares, equipamentos e as m\u00e1quinas de alto alcance que trouxeram para a ilha. Uma equipe de militares foi para o campo de futebol, onde estava instalada outra base de observa\u00e7\u00e3o. Mas os objetos apenas iam e voltavam para a ba\u00eda. Tudo aquilo durou pouco tempo, mas mesmo assim os militares se movimentaram. Os radares apitavam freneticamente, enquanto os soldados fotografavam tudo. Ent\u00e3o, depois, o artefato foi em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 ba\u00eda e sumiu&#8230;<\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s esse fato voc\u00ea se sentiu pressionada pelos militares?<\/strong><\/p>\n<p>Depois que os oficiais viram que j\u00e1 n\u00e3o podiam mais esconder os fatos e que era verdade que \u201celes\u201d existiam, come\u00e7aram a fazer propostas piores para mim, para que eu dissesse que eram esquadrilhas de russos estudando a popula\u00e7\u00e3o brasileira. Isso porque j\u00e1 n\u00e3o podiam mais falar que eram apenas del\u00edrios dos moradores. A popula\u00e7\u00e3o inteira da ilha j\u00e1 estava vendo tudo a olho nu e durante o dia. N\u00e3o recebi essa ordem diretamente do coronel Uyrang\u00ea Hollanda, mas sim de seus subordinados. Ele, Hollanda, nunca vinha me falar qualquer coisa, acho que por receio.<\/p>\n<p><strong>Como era seu contato com os militares a esta altura dos acontecimentos?<\/strong><\/p>\n<p>Era de hostilidade. As primeiras pessoas que eles visitaram foram o prefeito, eu e o padre. Todos os militares tinham a mesma proposta: fazer com que o prefeito me convencesse a obedec\u00ea-los e que o padre, por tamb\u00e9m ser m\u00e9dico, persuadisse a popula\u00e7\u00e3o a acreditar que todos estavam tendo uma histeria coletiva. Os tenentes da Aeron\u00e1utica pediram para que eu aplicasse nas v\u00edtimas os tranq\u00fcilizantes Idsedin [Que hoje \u00e9 conhecido como Psicosedin], Diazepam e Benzodiazepam. Pediram-me para que convencesse as testemunhas de que estavam tendo alucina\u00e7\u00f5es. Eles chegaram a me dar caixas desses rem\u00e9dios, mas eu n\u00e3o os ministrei \u00e0s pessoas. E ainda lhes disse: \u201cMas como faria isso? Ent\u00e3o sou hist\u00e9rica tamb\u00e9m, bem como voc\u00eas! Porque eu os vi e todos voc\u00eas correram para fotografar o UFO quando estava sobre mim. Por que voc\u00eas n\u00e3o tomam tamb\u00e9m o rem\u00e9dio?\u201d<\/p>\n<p><strong>Eles a amea\u00e7avam? De que forma?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. Eles me falaram: \u201cSe a senhora continuar acreditando no que a popula\u00e7\u00e3o fala, vai sofrer severas puni\u00e7\u00f5es. Ser\u00e1 punida por sua institui\u00e7\u00e3o e pelas For\u00e7as Armadas\u201d. Percebi que corri o risco de ser presa, castigada e transferida, al\u00e9m de ter o meu registro cassado pelo Conselho de Medicina do Par\u00e1. Os militares sabiam que minha palavra na comunidade era muito importante, at\u00e9 mesmo mais do que a do prefeito e do padre. Chegaram a afirmar que se eu dissesse aos moradores que tudo aquilo era alucina\u00e7\u00e3o, eles iriam acreditar. E era justamente isso que queriam! \u201cSabemos que voc\u00ea \u00e9 muito querida pelo povo e a \u00fanica na ilha que tem n\u00edvel superior, al\u00e9m do padre. Conven\u00e7a seus pacientes de que est\u00e3o tendo alucina\u00e7\u00f5es, del\u00edrios e vis\u00f5es\u201d, pediam.<\/p>\n<p><strong>Quando os militares lhe deram os medicamentos que queriam que voc\u00ea ministrasse \u00e0s pessoas, falaram como se fosse uma ordem?<\/strong><\/p>\n<p>Bom, como uma ordem eu n\u00e3o sei, mas tenho certeza de que n\u00e3o foi um mero pedido. Eles me solicitaram aquilo com muita convic\u00e7\u00e3o. E disseram: \u201cN\u00f3s trouxemos esses medicamentos. Entregue uma cartela a cada uma das pessoas que disser ter sido atacada por esta tal luz. Voc\u00ea ficar\u00e1 respons\u00e1vel pela administra\u00e7\u00e3o dos rem\u00e9dios\u201d. At\u00e9 aquela \u00e9poca eu j\u00e1 havia atendido mais de 50 casos e disse que n\u00e3o ia receitar medica\u00e7\u00e3o para ningu\u00e9m. Primeiro, porque aquelas eram drogas e s\u00f3 podem ser indicadas para pacientes que tenham necessidade e, ainda assim, com receita de cor azul. O Benzodiazepam, por exemplo, \u00e9 um medicamento de tarja preta indicado para o al\u00edvio sintom\u00e1tico da ansiedade, agita\u00e7\u00e3o e tens\u00e3o devido a estados psiconeur\u00f3ticos e dist\u00farbios passageiros, causados por situa\u00e7\u00e3o estressante. Pode tamb\u00e9m ser \u00fatil como coadjuvante no tratamento de certos dist\u00farbios ps\u00edquicos e org\u00e2nicos. Mas como n\u00e3o quis medicar ningu\u00e9m com essas drogas, os militares come\u00e7aram a me tratar com hostilidade.<\/p>\n<p><strong>O coronel Uyrang\u00ea Hollanda estava junto dos tenentes que levaram os rem\u00e9dios?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, geralmente eram seus comandados que vinham \u00e0 Unidade Sanit\u00e1ria de Colares. O Hollanda se mantinha sempre polidamente a dist\u00e2ncia, me cumprimentava, mas nunca se aproximava de mim para me dar nenhuma ordem. Mesmo porque, acho que no fundo ele sabia que tudo aquilo que estava se dando na ilha era verdade. Talvez ele fosse o mais \u00edntegro de todos os militares, mas recebia ordens de seus superiores e tinha que cumpri-las. Os militares usavam fardas oficiais da Aeron\u00e1utica, mas n\u00e3o tinham nenhuma identifica\u00e7\u00e3o. Apresentavam um sotaque da regi\u00e3o Sul do pa\u00eds, n\u00e3o sendo paraenses. Muitos at\u00e9 se identificavam como bi\u00f3logos e ge\u00f3logos, s\u00f3 que um deles, o que dirigia um jipe, era sargento e n\u00e3o tinha n\u00edvel superior.<\/p>\n<p><strong>Os militares que a procuravam no posto de sa\u00fade eram sempre os mesmos?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, mas normalmente vinham entre 3 e 4 soldados conversar comigo. Nunca vinham sozinhos. O n\u00famero total deles na Ilha de Colares era de 33 ou 34 pessoas, entre oficiais e soldados. Geralmente, sempre havia algu\u00e9m me vigiando. Certa vez um militar, referindo-se ao meu avistamento, me disse que \u201caquilo n\u00e3o foi nada, deve ter sido algum acidente a\u00e9reo, apenas isso\u201d. Ent\u00e3o falei: \u201cComo assim, acidente? Ent\u00e3o, para voc\u00eas aquilo foi acidente? Se n\u00e3o for para explicar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o o que realmente aconteceu, o que voc\u00eas vieram fazer aqui? Botar esses medicamentos garganta abaixo nas pessoas?\u201d Eles estiveram l\u00e1 na unidade entre os meses de outubro a dezembro de 1977.<\/p>\n<p><strong>Os militares tinham uma atitude grosseira ou rude com a popula\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, muito. Aquela senhora que foi queimada na m\u00e3o, por exemplo, estava sendo atendida na casa do prefeito quando eles chegaram, abriram a porta e gritaram: \u201cPare com seus ataques hist\u00e9ricos, v\u00e1 para sua casa cuidar da sua fam\u00edlia\u201d. O prefeito ficava muito dividido nessas ocasi\u00f5es, pois acho que tinha medo de enfrent\u00e1-los. Ele me dizia: \u201cDoutora, n\u00e3o discuta com eles porque se forem embora ser\u00e1 pior para n\u00f3s\u201d. Eu contestava e falava: \u201cMas n\u00e3o posso dopar uma popula\u00e7\u00e3o inteira&#8230;\u201d<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea guarda algum sentimento ruim daquela \u00e9poca, em rela\u00e7\u00e3o aos militares?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, tenho m\u00e1goa da tirania daqueles soldados. Naquela \u00e9poca, apesar de ser m\u00e9dica e ter estudado tanto tempo, estava formando minha personalidade. O que ocorreu fez com que, at\u00e9 hoje, eu n\u00e3o goste de militares. Era uma mulher, profissional e jovem, estava tentando proteger uma popula\u00e7\u00e3o por qual era respons\u00e1vel e cujo trabalho era paga \u2013 muito bem paga, por sinal. Ganhava uma verdadeira fortuna para uma rec\u00e9m-formada. Comparativamente, seria o equivalente a uns R$ 35 mil hoje em dia. Ent\u00e3o, tinha mais do que obriga\u00e7\u00e3o de cuidar daquela popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A press\u00e3o que voc\u00ea recebia dos militares era sempre a mesma, constante?<\/strong><\/p>\n<p>Quando o radar tocava, eu sa\u00eda sem vela ou lampi\u00e3o na m\u00e3o para que ningu\u00e9m me identificasse e ia ver o que estava acontecendo. Mas sempre havia uns dois ou tr\u00eas militares me observando, para me levar de volta para casa. Eu n\u00e3o deixava que eles me tocassem, mas sempre ficava brava e acabavam me levando detida para a delegacia. Eu me lembro at\u00e9 de uma vez em que lhes disse: \u201cComo voc\u00eas v\u00e3o me prender, se nem tem pris\u00e3o especial aqui na ilha?\u201d Um deles ent\u00e3o retrucou: \u201cN\u00f3s pedimos uma cela qualquer e colocamos na frente uma placa escrito \u2018cela especial\u2019 para voc\u00ea\u201d.<\/p>\n<p><strong>O Hollanda chegou pessoalmente a fazer alguma proposta ou press\u00e3o para voc\u00ea n\u00e3o revelar o que estava acontecendo na regi\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, nunca. Ele sempre foi muito gentil comigo, mas suas ordens partiam sempre do comandante, \u00e9 \u00f3bvio. E quando tinha que falar algo para mim, mandava algu\u00e9m. Ele nunca vinha pessoalmente. Eu identificava os enviados pelas listras e estrelas bordadas nos uniformes, pois nenhum tinha identifica\u00e7\u00e3o de nome. Como j\u00e1 fui estagi\u00e1ria de medicina na Aeron\u00e1utica, sabia qual era cada patente.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea descreveria o comandante da Opera\u00e7\u00e3o Prato, coronel Uyrang\u00ea Hollanda?<\/strong><\/p>\n<p>Ele era uma pessoa introspectiva, t\u00edmida e calada. Um militar reservado que n\u00e3o tratava sua equipe com hostilidade e nunca levantava a voz. Nunca ouvi um grito dele, nem nos momentos de agonia em meio a tantas apari\u00e7\u00f5es. Hollanda sempre se mantinha a dist\u00e2ncia, mas me observava muito. Inclusive, sabia que os militares me vigiavam com bin\u00f3culos e acompanhavam todos os meus passos. E eu sabia que todas as ordens partiam dele. Quando nos encontr\u00e1vamos, ele apenas me cumprimentava e perguntava: \u201cTem atendido muitos pacientes, doutora?\u201d Nada mais do que isso.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea chegou a ver algum militar estrangeiro participando de alguma atividade na Ilha de Colares?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, nenhum. Todos os que conheci eram capixabas, mineiros, goianos, pernambucanos e uns pouqu\u00edssimos paranaenses. Eram sempre militares da Aeron\u00e1utica, sem roupa de camuflagem. Eles usavam o uniforme oficial mesmo, cal\u00e7a azul e blusa branca. Mas causava estranheza n\u00e3o usarem no peito seu nome de guerra, porque s\u00e3o obrigados a isso. Todas \u00e0s vezes que eu perguntava o nome de um militar, eles diziam: \u201cMe chame apenas de tenente\u201d. Nunca falavam nada de pessoal al\u00e9m disso. Para se ter uma id\u00e9ia, eu s\u00f3 fui saber o nome do capit\u00e3o Hollanda depois que tinha partido de Colares, em 1978&#8230;<\/p>\n<p><strong>Naquela \u00e9poca, quando voc\u00ea n\u00e3o estava mais em Colares, ainda aconteciam ataques?<\/strong><\/p>\n<p>Ocorriam esparsamente, uma vez a cada 30 dias. Nesse per\u00edodo, a Aeron\u00e1utica j\u00e1 tinha sido retirada do local e enviado um relat\u00f3rio \u00e0 Secretaria Estadual, para que eu fosse transferida imediatamente por insubordina\u00e7\u00e3o e rebeldia. Se isso acontecesse hoje, com certeza, estaria presa, porque seria mais rebelde ainda. Agora tenho mais discernimento do que antigamente.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea chegou a ser transferida para outra unidade, longe dos acontecimentos de Colares?<\/strong><\/p>\n<p>Era para eu ser transferida para a cidade de Juruti, na divisa do Par\u00e1 com o Amazonas, em mar\u00e7o de 1978, para exercer o cargo de diretora da Secretaria Estadual de Sa\u00fade. Tudo estava pronto, faltava apenas aprovar a portaria estadual, mas eu n\u00e3o queria ir. Fui ent\u00e3o conversar com o secret\u00e1rio de Sa\u00fade do Par\u00e1, o doutor Manoel Ayres, e dizer que n\u00e3o ia sair dali. \u201cEnt\u00e3o a senhora vai ter que ser demitida por insubordina\u00e7\u00e3o\u201d, ele me disse. Sa\u00ed de seu escrit\u00f3rio e voltei pra casa. Dois dias depois, fui recebida pelo governador do Estado, Alu\u00edzio Chaves, que escutou tudo mas n\u00e3o prometeu nada. Pouco tempo depois, o mesmo secret\u00e1rio me chamou novamente, disse que eu n\u00e3o iria mais para Juruti e que ele ia cancelar a portaria de transfer\u00eancia para tal localidade. Mas, mesmo assim, eu n\u00e3o retornaria \u00e0 Colares. Ele queria que eu fosse chefiar uma unidade no interior do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>As autoridades paraenses sabiam a gravidade dos acontecimentos e n\u00e3o fizeram nada?<\/strong><\/p>\n<p>Sabiam sim, porque a imprensa local divulgava. As pessoas que fugiam de Colares passavam as informa\u00e7\u00f5es aos jornalistas, tanto que o rep\u00f3rter Carlos Mendes [Veja entrevista em UFO 115] publicou mat\u00e9rias detalhadas sobre o assunto no jornal em que trabalhava. Mendes \u00e9 uma das pessoas mais valentes e corajosas que eu conhe\u00e7o, e merece esse t\u00edtulo. Ele tem muito a revelar sobre esse assunto.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea se sente falando sobre os ataques do chupa-chupa?<\/strong><\/p>\n<p>Essa deve ser a minha cent\u00e9sima entrevista sobre o assunto, e talvez a \u00faltima, porque isso nunca me ajudou, s\u00f3 me atrapalhou. Dou essas informa\u00e7\u00f5es como a ressalva que pe\u00e7o \u00e0s pessoas que as recebem, que s\u00f3 divulguem aquilo que \u00e9 verdade e n\u00e3o usem a Ufologia para atos escusos, o que s\u00f3 faz desmoralizar os pesquisadores. Eu n\u00e3o sou uf\u00f3loga e tenho plena certeza de que jamais serei, at\u00e9 por falta de tempo, mas tenho plena convic\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o somos os \u00fanicos seres inteligentes no meio de milh\u00f5es de gal\u00e1xias. Depois de ler muito sobre Ufologia, percebi o quanto fui equivocada quando tomei algumas atitudes, em 1977.<\/p>\n<p><strong>Absolutamente, Wellaide. Suas a\u00e7\u00f5es refletiram a situa\u00e7\u00e3o daquela \u00e9poca e n\u00e3o h\u00e1 nada de errado nelas. Voc\u00ea deu enormes contribui\u00e7\u00f5es. Por falar nisso, descreva as outras observa\u00e7\u00f5es que voc\u00ea teve naquela regi\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Bem, minha segunda experi\u00eancia com aqueles objetos voadores n\u00e3o identificados deu-se no campo de futebol, quando \u201celes\u201d tentaram fazer \u2013 segundo os uf\u00f3logos dizem \u2013 contato de terceiro grau. Ou seja, queriam se comunicar conosco. At\u00e9 ent\u00e3o eu nem sabia o que era isso. Mas, naquele dia, parecia que queriam pousar e manter contato.<\/p>\n<p><strong>Como se deu esse fato?<\/strong><\/p>\n<p>A Aeron\u00e1utica ainda permanecia na \u00e1rea e o radar dela acusou algo estranho no c\u00e9u, por volta das 18h00, entre os dias 15 e 25 de novembro de 1977. Sa\u00ed correndo e fui para a estrada principal que d\u00e1 acesso \u00e0 ilha. Ali j\u00e1 havia um aglomerado de pessoas, inclusive dentro da \u00e1gua, querendo acertar o objeto com pedras e estilingue. Mas os militares tentavam impedir que os moradores fizessem isso, porque acreditavam que o objeto pretendia pousar. Estava dif\u00edcil, pois umas 200 pessoas corriam para a estrada para evitar que a nave descesse. Muitos acreditavam que a popula\u00e7\u00e3o seria massacrada. Os militares queriam que o objeto pousasse, mas os populares n\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O objeto era o mesmo que voc\u00ea viu antes?<\/strong><\/p>\n<p>Era outro bem grande, umas tr\u00eas ou quatro vezes maior que o primeiro, tanto em largura como em altura. Por isso que eu acho que aquele primeiro deveria ser alguma aeronave pequena, e essa seria a nave-m\u00e3e. As duas tinham as mesmas caracter\u00edsticas met\u00e1licas, formato e cores. S\u00f3 que eu n\u00e3o pude ver silhuetas de seres, porque tinha tanta gente gritando, batendo latas, jogando pedras e foguetes que aquilo virou uma confus\u00e3o. Os moradores n\u00e3o obedeciam aos militares e tentei convenc\u00ea-los a n\u00e3o continuarem aquela bagun\u00e7a, pois era perigoso. \u201cEles\u201d poderiam revidar. Ent\u00e3o, a partir disso, a Aeron\u00e1utica n\u00e3o teve como esconder mais nada.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea acha que aquele objeto estava fazendo ali, uma tentativa de pouso malsucedida?<\/strong><\/p>\n<p>Depois de muito tempo pensando, cheguei \u00e0 conclus\u00e3o de que aqueles objetos poderiam estar apenas perdidos naquela regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia, talvez desgarrados de um grupo maior e pretendendo apenas voltar ao seu local de origem. N\u00e3o sei como, mas \u201celes\u201d pareciam estar armazenando alguma forma de combust\u00edvel para poder retornar ao seu mundo e, talvez, a energia e o combust\u00edvel que precisassem era justamente nossa energia vital sintetizada.<\/p>\n<p><strong>Sempre se teve a id\u00e9ia de que o chupa-chupa extra\u00eda sangue, al\u00e9m da energia vital das pessoas. Voc\u00ea acha que a perda de energia \u00e9 decorrente da perda de sangue?<\/strong><\/p>\n<p>Com certeza. Para onde ia o sangue sugado dessas pessoas, eu n\u00e3o sei lhe dizer. Eu fazia diversos exames laboratoriais e n\u00e3o percebia mudan\u00e7as extremas. Acredito que \u201celes\u201d faziam as duas coisas, tirar a energia das pessoas e mexer em sua parte hematol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>As v\u00edtimas n\u00e3o tinham hemorragia, mas para onde ia o sangue?<\/strong><\/p>\n<p>Elas n\u00e3o apresentavam v\u00f4mitos, nem diarr\u00e9ia sanguinolenta, nem mesmo hemorragias gengivais ou pelos poros. Curiosamente, as mulheres apresentavam at\u00e9 tr\u00eas ciclos menstruais num \u00fanico m\u00eas, pois quando se est\u00e1 an\u00eamico se menstrua com mais intensidade.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea pensa hoje a respeito da a\u00e7\u00e3o desses seres? Eram hostis ou estavam fazendo uma pesquisa, digamos, na Terra?<\/strong><\/p>\n<p>Olhe, pesquisa n\u00e3o era, pois \u201celes\u201d n\u00e3o pareciam estar nos usando como cobaia. Se fosse assim, haveria captura de pessoas, e n\u00e3o houve nenhum caso. Tive a not\u00edcia do desaparecimento de dois pescadores, que as autoridades s\u00f3 encontraram seu barco. Agora, n\u00e3o se sabe se foram agredidos e, assim, possam ter ca\u00eddo ao mar. Ou levados pelos seres&#8230; Nisso n\u00e3o acredito, porque eles tiveram mil maneiras de nos destruir e, se quisessem, o teriam feito. Ent\u00e3o, deduz-se que n\u00e3o eram hostis e n\u00e3o nos usavam como objetos de pesquisa. Minha impress\u00e3o \u00e9 que estavam apenas nos observando e por alguma raz\u00e3o ficaram desfalcados em \u201cmat\u00e9ria-prima\u201d para retornar ao seu local de origem, tendo que fazer as extra\u00e7\u00f5es de sangue.<\/p>\n<p><strong>Tudo indica que conseguiram a \u201cmat\u00e9ria-prima\u201d que precisavam&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Sim, tanto \u00e9 prova disso que eles desapareceram logo em seguida. Hoje tenho plena convic\u00e7\u00e3o de que muitos casos apresentados ao longo desses anos e atribu\u00eddos ao chupa-chupa n\u00e3o s\u00e3o verdadeiros. Acho isso porque, quando voc\u00ea questiona as supostas v\u00edtimas, v\u00e1rias se contradizem. Talvez por ser sanitarista e psiquiatra, sou muito detalhista e observo com cuidado a rea\u00e7\u00e3o das pessoas.<\/p>\n<p><strong>Enfim, como aconteceu o seu terceiro e \u00faltimo avistamento?<\/strong><\/p>\n<p>Ocorreu quando tive que sair da ilha para buscar alguns medicamentos na capital, Bel\u00e9m. Planejei sair de Colares l\u00e1 pelas 04h00, pois a mar\u00e9 estava baixa nesta hora, e retornaria \u00e0 cidade antes do final do dia, j\u00e1 que os rios voltariam a subir \u00e0s 17h00. Tinha que pensar em tudo, principalmente na travessia da balsa. Fui sozinha no meu fusca verde, morrendo de medo. Peguei a estrada que liga a Vila de Colares ao porto onde a balsa estava ancorada, que tem uns 6 km, e quando j\u00e1 estava na metade do caminho meu carro parou inexplicavelmente. O motor pifou completamente, apesar da chave ainda estar na igni\u00e7\u00e3o. Foi quando percebi que aquela situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o era normal. Comecei ent\u00e3o a escutar um barulho estranho, que pensei que fosse do ve\u00edculo. Achei que tivesse estourado a correia ou coisa parecida, pois o fusca geralmente \u00e9 muito barulhento. Ent\u00e3o, vi um clar\u00e3o imensamente maior que o meu carro, bem acima do ve\u00edculo. Era como se eu tivesse entrado num tubo de luz. Aquilo era enorme, tinha o tamanho de uns quatro autom\u00f3veis enfileirados.<\/p>\n<p><strong>O que aconteceu depois? Voc\u00ea viu o objeto?<\/strong><\/p>\n<p>A primeira coisa que eu fiz foi deitar no banco e me jogar para baixo do volante. Tinha a impress\u00e3o que \u201celes\u201d estavam com raiva de mim e que iam me trucidar. Fiquei de olhos fechados esperando um choque, pancada ou qualquer coisa que acontecesse. Mas, quando abri meus olhos, o feixe de luz diminuiu e foi se afastando. N\u00e3o deu para ver direito o que era, porque meu carro n\u00e3o tem teto solar. Eu fiquei paralisada, pois sabia que n\u00e3o podia pedir socorro a ningu\u00e9m \u2013 onde eu estava era mato para todos os lados. Resolvi ficar quieta, esperando que tudo acabasse logo. Quando n\u00e3o dava mais para ver o objeto, resolvi tentar ligar o carro novamente. Dei a partida e sa\u00ed dali igual louca pela estrada, nem com os buracos me importava. Quando cheguei na balsa, perguntei para o propriet\u00e1rio se havia visto alguma coisa estranha e ele, t\u00e3o assustado quanto eu, respondeu que sim. Foi incr\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea se sentiu ap\u00f3s essa experi\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>Eu tremia e estava toda arrepiada, super nervosa. N\u00e3o acertava subir na balsa com o fusca e tive dificuldade at\u00e9 para frear o carro em minhas manobras. Cheguei a bater o p\u00e1ra-choque na rampa, fazendo o fusca estancar. Ent\u00e3o, desci do carro e pedi ajuda para o propriet\u00e1rio da balsa embarcar o ve\u00edculo. Aproveitei e perguntei a ele se eu estava queimada, pois n\u00e3o conseguia sentir nada. Mas n\u00e3o tinha nada, ainda bem!<\/p>\n<p><strong>O fusca verde n\u00e3o deu problema depois?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, ficou perfeitinho. Fiquei com medo dele nunca mais funcionar, mas ele ligou e saiu desembestado pela estrada. Agora, o problema foi que eu me entreguei \u00e0quela situa\u00e7\u00e3o, pois tinha certeza que \u201celes\u201d iam fazer alguma coisa comigo. Deitei e simplesmente fechei os olhos esperando uma rea\u00e7\u00e3o, como se eu fosse receber um tiro ou algo assim. Foi a mesma sensa\u00e7\u00e3o&#8230; Mas, felizmente, o barulho parou de repente e tudo se acabou. Na hora, fiquei com medo de que eles tivessem parado o som porque estavam em cima de mim, mas tinham realmente ido embora.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 estranho que voc\u00ea n\u00e3o tenha sido atacada em nenhum dos tr\u00eas contatos, inclusive neste caso, quando era uma presa fac\u00edlima&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9, eles tiveram oportunidades de me atacar e n\u00e3o o fizeram. Mas posso lhe confessar uma coisa, que at\u00e9 conversei com o uf\u00f3logo Daniel Rebisso [Consultor de UFO e autor do livro Vampiros Extraterrestres na Amaz\u00f4nia, edi\u00e7\u00e3o particular, 1991]. Eu acho que fui poupada por causa da cor do meu cabelo, que na \u00e9poca era loiro natural. O Daniel diz que n\u00e3o tem nada a ver, mas continuo achando que sim. Ora, meu cabelo tinha a mesma cor do cabelo dos seres, e talvez isso os tenha impedido. Al\u00e9m disso, s\u00f3 existiam seis pessoas loiras em toda Colares, pois a maioria da popula\u00e7\u00e3o era cabocla, de cabelos e olhos escuros. Nenhuma pessoa loira foi vitimada. Nenhuma! Quando eu vi os seres dentro no objeto, no meu primeiro encontro, percebi que tinham cabelo longo e volumoso, de cor amarela. Ent\u00e3o, ainda questiono isso e acho que deve existir alguma rela\u00e7\u00e3o. Por que eles n\u00e3o atacaram pessoas loiras?<\/p>\n<p><strong>O que sua fam\u00edlia achava de voc\u00ea estar no centro de todos esses acontecimentos?<\/strong><\/p>\n<p>Meu pai dizia que eu era louca. Falava que eu devia ter ido para o L\u00edbano fazer especializa\u00e7\u00e3o, ou para qualquer outro lugar, pois na \u00e9poca t\u00ednhamos dinheiro para essas viagens. Ele dizia: \u201cVeja s\u00f3, voc\u00ea foi ficar numa localidade como aquela, onde tem um monte de coisa estranha acontecendo. Vai que acontece algo contigo\u201d. Meu pai tamb\u00e9m j\u00e1 estava acreditando no que a Aeron\u00e1utica estava espalhando no Estado, que tudo aquilo estava sendo causado pelos russos ou norte-americanos. Minha m\u00e3e ficava muito mais desesperada do que meu pai, pois ela sempre foi super protetora. \u00c9 sempre assim: quando jovens, tentamos sempre mostrar aos nossos pais que tudo aquilo que eles investiram em n\u00f3s valeu a pena. Era assim que me sentia trabalhando em Colares, ajudando aquelas pessoas humildes e sendo totalmente \u00fatil \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea ainda vai a Colares? Tem not\u00edcias do que ocorre por l\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o. H\u00e1 uns 15 anos n\u00e3o piso l\u00e1. Minha vida \u00e9 muito corrida e n\u00e3o tive mais tempo. Mas acredito que n\u00e3o esteja acontecendo mais nada l\u00e1. Agora, as hist\u00f3rias do chupachupa j\u00e1 s\u00e3o quase que cren\u00e7as, contadas e deturpadas. Como lendas que v\u00e3o passando de pai para filho, que cada um conta de uma forma diferente. Ainda h\u00e1 l\u00e1 pessoas que querem aparecer de qualquer maneira na imprensa, nem que seja com mentiras.<\/p>\n<p><strong>Wellaide, voc\u00ea tem id\u00e9ia de quanto seus depoimentos contribu\u00edram para a Ufologia?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, embora nunca tenha me importado com Ufologia e nem tenha feito qualquer estudo nesse sentido, at\u00e9 os meus 21 anos de idade, quando vivi aquelas experi\u00eancias. Acredito que todos esses fatos podem contribuir para que a ci\u00eancia pesquise detalhadamente o tema. Minhas entrevistas foram divulgadas por diversos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, tanto no Brasil como no exterior, especialmente nas redes de televis\u00e3o italiana, francesa, inglesa e espanhola. Na \u00e9poca, n\u00e3o entendia a import\u00e2ncia dada pelas pessoas ao fato, mas hoje, quando buscamos melhorias nas condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o e de nosso planeta \u2013 que o homem insiste em destruir \u2013, por que n\u00e3o pesquisar tal tema? Se n\u00f3s, m\u00e9dicos, fazemos tantas pesquisas para a cura das mais variadas doen\u00e7as, por que n\u00e3o contribuir com a Ufologia? Ainda fico me perguntando por que as pessoas que t\u00eam informa\u00e7\u00f5es a dar sobre o assunto as omitem? Por que os pilotos dessas grandes empresas a\u00e9reas s\u00f3 falam depois que se aposentam? Na \u00e9poca em que o chupa-chupa estava acontecendo, as autoridades sabiam e a imprensa publicava constantemente informa\u00e7\u00f5es a respeito. Mas voc\u00ea n\u00e3o acha estranho que as universidades locais e institutos de pesquisa n\u00e3o apresentassem qualquer interesse sobre o assunto? Nem mesmo cientistas e pesquisadores da Amaz\u00f4nia, ou mesmo profissionais na \u00e1rea de pesquisa, investigaram os fatos&#8230; \u00c9 estranho, mas vou lhe responder como psiquiatra. O ser humano tem uma caracter\u00edstica \u00edmpar e tudo aquilo que ele n\u00e3o encontra uma explica\u00e7\u00e3o l\u00f3gica \u201cprecisar ser\u201d ignorado. A humanidade prefere ver aquilo que n\u00e3o compreende como algo inver\u00eddico ou inexistente, porque \u00e9 mais f\u00e1cil assim. \u00c9 mais simples colocar de lado o que \u00e9 inexplic\u00e1vel do que buscar uma l\u00f3gica para tentar explic\u00e1-lo.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea chegou a ser ridicularizada na \u00e9poca por defender a realidade dos casos?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o tenho vergonha de ser ridicularizada, nem tenho medo ou temor de falar sobre isso, pois tenho plena certeza do que vi e vivi junto daquelas pessoas. J\u00e1 fui hostilizada por muitos c\u00e9ticos, tanto hoje quanto antigamente. Mas nunca me calei, pois n\u00e3o me importo com a opini\u00e3o das pessoas. N\u00e3o estou aqui para convencer ningu\u00e9m, apenas para relatar minhas experi\u00eancias. Cada um que tire suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es. Na realidade, quem hostiliza \u00e9 exatamente o leigo, aquele que n\u00e3o tem a menor no\u00e7\u00e3o nem conhecimento dos fatos, aquele que acha que o ser supremo \u00e9 o humano, apenas porque n\u00e3o rasteja&#8230;<\/p>\n<div id=\"attachment_5117\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-5117\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-5117 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/8427550092711448-1.webp\" alt=\"\" width=\"610\" height=\"607\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/8427550092711448-1.webp 610w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/8427550092711448-1-400x398.webp 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/8427550092711448-1-250x249.webp 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/8427550092711448-1-150x149.webp 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/8427550092711448-1-50x50.webp 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/8427550092711448-1-100x100.webp 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/8427550092711448-1-200x199.webp 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/8427550092711448-1-300x299.webp 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/8427550092711448-1-350x348.webp 350w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/8427550092711448-1-450x448.webp 450w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/8427550092711448-1-500x498.webp 500w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/8427550092711448-1-550x547.webp 550w\" sizes=\"(max-width: 610px) 100vw, 610px\" \/><p id=\"caption-attachment-5117\" class=\"wp-caption-text\">Dra. Wellaide Cescim Carvalo, m\u00e9dica da unidade de sa\u00fade de Colares, na \u00e9poca dos ataques do Chupa-chupa e da Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a este caso mais detalhadamente acessando nosso menu abaixo:<\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"Morte na Ilha do Carangueijo\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa1\/\">Morte na Ilha do Caranguejo\u00a0<\/a><\/h3>\n<p><i>O Caso da Ilha do Caranguejo \u00e9 o marco inicial de uma onda de a\u00e7\u00f5es nocivas por parte de OVNIs, no Par\u00e1 e Maranh\u00e3o.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"O In\u00edcio do Fen\u00f4meno Chupa-Chupa\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa2\/\">O In\u00edcio do Fen\u00f4meno Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>O misterioso fen\u00f4meno Chupa-Chupa come\u00e7ou de forma mais intensa em meados de julho de 1977.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"A Fase Gurupi, do Chupa-Chupa\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa3\/\">A Fase Gurupi, do Fen\u00f4meno Chupa-chupa<\/a><\/h3>\n<p><i>Na Fase Gurupi, os casos concentram-se na regi\u00e3o do Rio Gurupi, divisa entre Maranh\u00e3o e Par\u00e1. S\u00e3o Vicente Ferrer, Pinheiro e S\u00e3o Bento concentraram a maioria dos casos.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"O Fen\u00f4meno Chupa-chupa e a fase da Ba\u00eda do Sol\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa4\/\">O Fen\u00f4meno Chupa-Chupa e a fase da Ba\u00eda do Sol<\/a><\/h3>\n<p><i>Com a evolu\u00e7\u00e3o do Fen\u00f4meno, as coisas tornaram-se mais calmas no Maranh\u00e3o e o foco das ocorr\u00eancias passou a ser o Norte do Par\u00e1, na chamada Fase da Ba\u00eda do Sol.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"A Opera\u00e7\u00e3o Prato\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa5\/\">A Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>Com a intensifica\u00e7\u00e3o dos casos, a For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira iniciou uma opera\u00e7\u00e3o para investigar as estranhas ocorr\u00eancias.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa6\/\">Coronel Uyrang\u00ea Hollanda, comandante da Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>Saiba mais sobre o Coronel Hollanda, comandante da Opera\u00e7\u00e3o Prato.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"Os Documentos Oficiais da Opera\u00e7\u00e3o Prato\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa7\/\">Os Documentos Oficiais da Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>A Opera\u00e7\u00e3o Prato, organizada pela For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira para investigar os casos agressivos envolvendo UFOs ao norte do Par\u00e1 e Maranh\u00e3o, gerou farta documenta\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"Fotografias de UFOs Feitas Durante a Opera\u00e7\u00e3o Prato\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa8\/\">As Fotografias da Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>Conjunto de algumas das fotografias e frames de filmagens dos objetos envolvidos nos ataques.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/8\/\">Caracter\u00edsticas e Padr\u00f5es do Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>Padr\u00f5es e caracter\u00edsticas not\u00e1veis envolvendo o Chupa-Chupa.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa10\/\">Depoimentos de Testemunhas do Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>Conjunto de testemunhos envolvendo o Chupa-chupa.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa11\/\"> Reportagens de Jornal<\/a><\/h3>\n<p><em>Colet\u00e2nea de reportagens de jornais de \u00e9poca.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa12\/\">Entrevista com Daniel Rebisso Giese<\/a><\/h3>\n<p><em>Daniel Rebisso Giese &#8211; Boliviano de nascimento, \u00e9 biom\u00e9dico e funcion\u00e1rio do Governo do Par\u00e1, na \u00e1rea da sa\u00fade, o que lhe propiciou encontrar-se v\u00e1rias vezes, como profissional, com dezenas de testemunhas e v\u00edtimas de ocorr\u00eancias ufol\u00f3gicas, algumas com quadros cl\u00ednicos at\u00e9 graves. \u00c9 autor do livro \u201cVampiros Extraterrestres na Amaz\u00f4nia\u201d edi\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio autor, Bel\u00e9m (PA) 1991. Conferencista e palestrante de in\u00fameros cursos e congressos de Ufologia, Daniel foi colaborador dos jornais O Estado do Paran\u00e1 e Di\u00e1rio do Par\u00e1. Possui artigos publicados nas revistas UFO, Planeta, e Cuarta Dimension (Argentina).<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa13\/\">Entrevista com a Dra. Wellaide Cescim de Carvalho<\/a><\/h3>\n<p><em>Wellaide Cecim Carvalho &#8211; m\u00e9dica sanitarista e diretora do Departamento de Programas Espaciais da Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Bel\u00e9m (PA), foi uma das raras profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade a ter um contato direto com as v\u00edtimas de radia\u00e7\u00f5es emitidas por UFOs. Wellaide teve uma oportunidade \u00edmpar durante sua perman\u00eancia na Unidade Sanit\u00e1ria de Colares, quando assumia as responsabilidades de sa\u00fade da ilha.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa14\/\">Entrevista com o Coronel Uyrang\u00ea Hollanda<\/a><\/h3>\n<p><em>Uyrang\u00ea Bol\u00edvar Soares Nogueira de Hollanda Lima &#8211; Este \u00e9 o nome do primeiro oficial de nossas for\u00e7as armadas a vir a p\u00fablico falar sobre as atividades de pesquisas ufol\u00f3gicas desenvolvidas secretamente no Brasil. Com nome de guerra Hollanda, chegando \u00e0 patente de coronel reformado da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB), foi ele quem comandou a famosa e pol\u00eamica Opera\u00e7\u00e3o Prato, realizada na Amaz\u00f4nia entre setembro e dezembro de 1977. Foi ele quem estruturou, organizou e colheu os espantosos resultados desse que foi o \u00fanico projeto do g\u00eanero de que se t\u00eam not\u00edcias em nosso pa\u00eds.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/entrevista-com-o-jornalista-carlos-mendes\/\">Entrevista com o Jornalista Carlos Mendes<\/a><\/h3>\n<p><em>Carlos Mendes &#8211; Rep\u00f3rter do jornal O Liberal, de Bel\u00e9m, que cobriu o fen\u00f4meno Chupa-chupa.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa16\/\">Entrevista com o piloto Ubiratan Pin\u00f3n Frias<\/a><\/p>\n<p><em>Ubiratan Pinon Frias, piloto comercial e amigo de Hollanda. Participou da Opera\u00e7\u00e3o Prato.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa17\/\">Os Anos Seguintes<\/a><\/h3>\n<p><em>Embora a grande onda ufol\u00f3gica relacionada ao chupa-chupa tenha ocorrido na segunda metade de 1977 e come\u00e7o de 1978, in\u00fameros casos ocorreram ap\u00f3s este per\u00edodo. Embora a Opera\u00e7\u00e3o Prato tenha sido encerrada prematuramente, os militares continuaram investigando casos na regi\u00e3o durante o ano seguinte. Al\u00e9m disso, in\u00fameros fatos posteriores chamam a aten\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa18\/\">Filmes e Document\u00e1rios sobre o Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>Acesse aqui filmes e document\u00e1rios sobre o Chupa-chupa e a Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<hr \/>\n<ol>\n<li>PRATT, Bob. Perigo Alien\u00edgena no Brasil. Tradu\u00e7\u00e3o de Marcos Malvezzi Leal. Campo Grande: CBPDV, 2003.<\/li>\n<li>PETIT, Marco Antonio. UFOs: Arquivo Confidencial. Campo Grande: CBPDV, 2007<\/li>\n<li>RANGEL, M\u00e1rio. Sequestros Alien\u00edgenas. Campo Grande: CBPDV, 2007<\/li>\n<li>GIESE, Daniel Rebisso. O Fen\u00f4meno \u201cChupa-chupa\u201d, na Amaz\u00f4nia. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 7, p.13-14, abr\/jun 1989.<\/li>\n<li>ATHAYDE, Reginaldo. Extraterrestres atacam e matam no nordeste. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 7, p.7-11, abr\/jun 1989.<\/li>\n<li>CPDV. Fotos de OVNIs da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB). Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, n\u00ba 3, p. 10-11, julho\/agosto 1985.<\/li>\n<li>GIESE, Daniel Rebisso. Observa\u00e7\u00f5es ufol\u00f3gicas no Litoral Paraense. Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, n\u00ba 3, p. 11-12, julho\/agosto 1985.<\/li>\n<li>GIESE, Daniel. O Fen\u00f4meno \u201cChupa-Chupa\u201d: OVNIs atemorizam o estado do Par\u00e1. Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, n\u00ba 5, p. 09-15, nov\/dez 1985.<\/li>\n<li>GIESE, Daniel. Novidades no Fen\u00f4meno \u201cChupa-Chupa\u201d. Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, n\u00ba 7, p. 14-15, mar\u00e7o 1986.<\/li>\n<li>AGHATOS, Stelio e OLIVEIRA, Daniela. UFOs Rondam a Floresta Amaz\u00f4nica. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 39, p. 8-11, Agosto de 1995.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. Coronel Rompe Sil\u00eancio sobre UFOs. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 54, p. 18-27, outubro de 1997.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. Os Resultados da Opera\u00e7\u00e3o Prato. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 55, p. 46-52, novembro de 1997.<\/li>\n<li>SILVESTRE, Fabiana. UFOs Rondam a Floresta Amaz\u00f4nica. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 75, p. 10-18, novembro de 2000.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. Alien\u00edgenas Representam Perigo no Nordeste. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 86, p. 8-11, abril de 2003.<\/li>\n<li>MAUSO, Pablo Villarrubia. O Mist\u00e9rio das Luzes Assassinas na Amaz\u00f4nia. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 86, p. 32-35, abril de 2003.<\/li>\n<li>STABOLITO, Reinaldo. Pol\u00edtica de Acobertamento: A Pol\u00edtica Internacional de Sigilo ao Fen\u00f4meno UFO \u00e9 Imposi\u00e7\u00e3o do Governo Norte-Americano. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 99, p. 16-21, maio de 2004.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. Aliens Rondam a Floresta Amaz\u00f4nica. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 101, p. 08-27, julho de 2004.<\/li>\n<li>GEVAERD, A. J. A Profundidade dos Casos Registrados na Amaz\u00f4nia. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 114, p. 10-13, setembro de 2005.<\/li>\n<li>GEVAERD, A. J. Amaz\u00f4nia \u2013 Campo de Experimento de Seres Alien\u00edgenas. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 114, p. 14-16, setembro de 2005.<\/li>\n<li>GEVAERD, A. J. Na Selva, UFOs deslumbram e amedrontam com seus v\u00f4os rasantes e ataques impiedosos. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 114, p. 16-29, setembro de 2005.<\/li>\n<li>GOMES, Evelin. Atividades extraterrestres ainda s\u00e3o registradas em Colares ap\u00f3s anos dos primeiros contatos. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 114, p. 26-27, setembro de 2005.<\/li>\n<li>GEVAERD, A. J. Ainda H\u00e1 Muito a Se Pesquisar no Par\u00e1. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 114, p. 31-35, setembro de 2005.<\/li>\n<li>PETIT, M. A. UFOs no Brasil: \u00c9 hora de nossos militares encararem a verdade. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 115, p. 16-22, outubro de 2005.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. Dossi\u00ea Amaz\u00f4nia: Continua a busca de informa\u00e7\u00f5es sobre as a\u00e7\u00f5es militares na regi\u00e3o. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 115, p. 26-35, outubro de 2005.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. O Impressionante Depoimento da M\u00e9dica que Atendeu as V\u00edtimas do Chupa-chupa. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 116, p. 20-29, novembro de 2005.<\/li>\n<li>CHAVES, Pepe. Como as assombra\u00e7\u00f5es da Amaz\u00f4nia se tornaram as assombra\u00e7\u00f5es de um homem: Coronel Uyrange Hollanda. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 116, p. 30-36, novembro de 2005.<\/li>\n<li>PETIT, M. A. Dossi\u00ea Amaz\u00f4nia: O ultimo depoimento de Uyrang\u00ea Hollanda fornece inspira\u00e7\u00e3o para reflex\u00f5es. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 117, p. 14-20, dezembro de 2005.<\/li>\n<li>ATHAYDE, Reginaldo. Os ataques do chupa-chupa come\u00e7aram no Cear\u00e1. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 117, p. 22-23, dezembro de 2005.<\/li>\n<li>GEVAERD, A. J. N\u00e3o cedi \u00e0s press\u00f5es dos militares. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 117, p. 24-31, dezembro de 2005.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.operacaoprato.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Site Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/ACE_3370.83.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Arquivo Cronol\u00f3gico de Entrada [ACE 3370\/83] \u2013 (Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es \u2013 SNI) [82.9 MB \u2013 86 p\u00e1ginas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2001.01.01%20-%20Relat%C3%B3rio%20de%20Miss%C3%A3o%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 01.01.01 \u2013 Relat\u00f3rio de Miss\u00e3o 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) [25.9 MB \u2013 40 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2001.01.02%20-%20Relat%C3%B3rio%20de%20Miss%C3%A3o%202.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 01.01.02 \u2013 Relat\u00f3rio de Miss\u00e3o 2 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) [15.1 MB \u2013 22 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2001.02.00%20-%20Informa%C3%A7%C3%B5es%20Operacionais%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 01.02.00 \u2013 Informa\u00e7\u00f5es Operacionais 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) [19.3 MB \u2013 15 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2001.03.00%20-%20Ilustra%C3%A7%C3%B5es%20de%20Ocorr%C3%AAncias.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 01.03.00 \u2013 Ilustra\u00e7\u00f5es de Ocorr\u00eancias \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [22.5 MB \u2013 52 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2002.00.00%20-%20Resumo%20Cronol%C3%B3gico.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 02.00.00 \u2013 Resumo Cronol\u00f3gico \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [31.8 MB \u2013 52 P\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.01.01%20-%20Registro%20de%20Caso%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.01.01 \u2013 Registro de Caso 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [1.29 MB \u2013 4 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.01.02%20-%20Registro%20de%20Caso%202.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.01.02 \u2013 Registro de Caso 2 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [1.20 MB \u2013 3 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.01.03%20-%20Registro%20de%20Caso%203.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.01.03 \u2013 Registro de Caso 3 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [3.79 MB \u2013 8 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.01.04%20-%20Registro%20de%20Caso%204.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.01.04 \u2013 Registro de Caso 4 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [487 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.01%20-%20Registro%20de%20Caso%205.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.01 \u2013 Registro de Caso 5 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [743 KB \u2013 2 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.02%20-%20Registro%20de%20Caso%206.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.02 \u2013 Registro de Caso 6 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [399 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.03%20-%20Registro%20de%20Caso%207.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.03 \u2013 Registro de Caso 7 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [337 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.04%20-%20Registro%20de%20Caso%208.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.04 \u2013 Registro de Caso 8 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [1.59 MB \u2013 3 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.05%20-%20Registro%20de%20Caso%209.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.05 \u2013 Registro de Caso 9 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [4.00 MB \u2013 9 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.06%20-%20Relat%C3%B3rio%20Adicional%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.06 \u2013 Relat\u00f3rio Adicional 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [3.02 MB \u2013 6 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.07%20-%20Relat%C3%B3rio%20Adicional%202.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.07 \u2013 Relat\u00f3rio Adicional 2 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [412 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.08%20-%20Relat%C3%B3rio%20Adicional%203.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.08 \u2013 Relat\u00f3rio Adicional 3 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [463 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.09%20-%20Relat%C3%B3rio%20Adicional%204.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.09 \u2013 Relat\u00f3rio Adicional 4 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [437 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2004.00.00%20-%20Folha%20de%20Ocorr%C3%AAncias%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 04.00.00 \u2013 Folha de Ocorr\u00eancias 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [2.72 MB \u2013 5 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2005.00.00%20-%20Informe%20Especial%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 05.00.00 \u2013 Informe Especial 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [11.2 MB \u2013 15 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2006.00.00%20-%20%C3%93rg%C3%A3os%20de%20Informa%C3%A7%C3%A3o%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 06.00.00 \u2013 \u00d3rg\u00e3os de Informa\u00e7\u00e3o 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [1.13 MB \u2013 2 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2007.01.00%20-%20Disposi%C3%A7%C3%B5es%20Gerais%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 07.01.00 \u2013 Disposi\u00e7\u00f5es Gerais 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [0.99 MB \u2013 2 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2007.02.00%20-%20Relat%C3%B3rio%20Geral%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 07.02.00 \u2013 Relat\u00f3rio Geral 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [115 MB \u2013 160 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/fotografias_op_prato.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fotografias da Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 [683 Kb \u2013 18 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/FOTOS_OP_PORTAL_BURN.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fotografias da Opera\u00e7\u00e3o Prato [BURN] \u2013 [25.7 MB \u2013 86 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%201-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20Parte%20Informativa%20-VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 1- Relatorio de Missao \u2013 Parte Informativa -VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%202%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20II%20-%20Parte%20Informativa%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 2 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 II \u2013 Parte Informativa \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%203%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20Umbituba.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 3 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 Umbituba<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%204%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20II%20-%20Parte%20Operacional%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 4 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 II \u2013 Parte Operacional \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%205%20-%20Relatorio%20de%20Pescadores.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 5 \u2013 Relatorio de Pescadores<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%206%20-%20Comentarios%20e%20Aspecto%20Psico-Social%20e%20Econamico%20-%20VERSAO%20ANTIGA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 6 \u2013 Comentarios e Aspecto Psico-Social e Econamico \u2013 VERSAO ANTIGA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%206%20-%20Coment%C3%A1rios%20e%20Aspecto%20Psico-Social%20e%20Economico%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 6 \u2013 Coment\u00e1rios e Aspecto Psico-Social e Economico \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%207%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20I%20-%20Parte%20Informativa%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 7 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 I \u2013 Parte Informativa \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%208%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20II%20-%20Parte%20Informativa%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 8 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 II \u2013 Parte Informativa \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%209%20-%20Extra%2001%20-%20VERSAO%20ANTIGA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 9 \u2013 Extra 01 \u2013 VERSAO ANTIGA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%209%20-%20Extra%2001%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 9 \u2013 Extra 01 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2010%20-%20Extra%2002%20-%20VERSAO%20ANTIGA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 10 \u2013 Extra 02 \u2013 VERSAO ANTIGA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2010%20-%20Extra%2002%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 10 \u2013 Extra 02 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2011%20-%20Extra%2003%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 11 \u2013 Extra 03 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2012%20-%20Extra%2004%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 12 \u2013 Extra 04 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2013%20-%20Extra%2005%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 13 \u2013 Extra 05 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2014%20-%20Extra%2006%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 14 \u2013 Extra 06 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2015%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20Fazenda%20Jeju.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 15 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 Fazenda Jeju<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2016%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Fazenda%20Jeju%20-%20VERSAO%20ANTIGA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 16 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Fazenda Jeju \u2013 VERSAO ANTIGA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2016%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Fazenda%20Jeju%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 16 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Fazenda Jeju \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2017%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20Partes%20Operacional%20e%20Informativa%20-%20Fazenda%20Jeju%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 17 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 Partes Operacional e Informativa \u2013 Fazenda Jeju \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2018%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%2007%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 18 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra 07 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2019%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%2008%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 19 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra 08 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2020%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 20 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2021%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%2009%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 21 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra 09 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2022%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%2010%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 22 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra 10 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2023%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%2011%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 23 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra 11 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2024%20-%20Relatos%20Esparsos%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 24 \u2013 Relatos Esparsos \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2025%20-%20Extra%2012%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 25 \u2013 Extra 12 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/RELATORIO%20FILMES%20SUPER%208%20-%20www.operacaoprato.com.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">RELATORIO FILMES SUPER 8 \u2013 www.operacaoprato.com<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/RELATORIO%20MEDICO%20-%20www.operacaoprato.com.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">RELATORIO MEDICO \u2013 www.operacaoprato.com<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.jornalinfinito.com.br\/materias.asp?area=21\">http:\/\/www.jornalinfinito.com.br\/materias.asp?area=21<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.geocities.com\/area51\/rampart\/2653\/injurywriteup.html\">http:\/\/www.geocities.com\/area51\/rampart\/2653\/injurywriteup.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/dasvale.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/dasvale.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/ufo.com.br\/index.php?arquivo=notComp.php&amp;offset=2400&amp;id=492\">http:\/\/ufo.com.br\/index.php?arquivo=notComp.php&amp;offset=2400&amp;id=492<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.x-libri.ru\/elib\/arefj000\/00000087.htm\">http:\/\/www.x-libri.ru\/elib\/arefj000\/00000087.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/amazonia\/\">http:\/\/www.ufo.com.br\/amazonia\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/fase4_txt4\">http:\/\/www.ufo.com.br\/fase4_txt4.php<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/amazonia\/chupa.htm\">http:\/\/www.ufo.com.br\/amazonia\/chupa.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Chupa-chupa\">http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Chupa-chupa<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/redeglobo.globo.com\/Linhadireta\/0,26665,GHT0-4604-212882,00.html\">http:\/\/redeglobo.globo.com\/Linhadireta\/0,26665,GHT0-4604-212882,00.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/materiaespecial\/operacaoPrato.htm\">http:\/\/www.ufo.com.br\/materiaespecial\/operacaoPrato.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/documentop\">http:\/\/www.ufo.com.br\/documentop.php<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.upupi.com.br\/\">http:\/\/www.upupi.com.br\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.burn.com.br\/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=316\">http:\/\/www.burn.com.br\/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=316<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.burn.com.br\/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=318\">http:\/\/www.burn.com.br\/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=318<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoedisonboaventura01.html\">http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoedisonboaventura01.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoflavio9.html\">http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoflavio9.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.upupi.com.br\/artigomiguelleao.html\">http:\/\/www.upupi.com.br\/artigomiguelleao.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoflavio.htm\">http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoflavio.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/materiaespecial\/operacaoPrato.htm\">http:\/\/www.ufo.com.br\/materiaespecial\/operacaoPrato.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Opera%C3%A7%C3%A3o_Prato\">http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Opera%C3%A7%C3%A3o_Prato<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.dominiosfantasticos.xpg.com.br\/id281.htm\">http:\/\/www.dominiosfantasticos.xpg.com.br\/id281.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.infa.com.br\/operacao_prato01.html\">http:\/\/www.infa.com.br\/operacao_prato01.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.terra.com.br\/istoe\/edicoes\/2071\/artigo144400-1.htm\">http:\/\/www.terra.com.br\/istoe\/edicoes\/2071\/artigo144400-1.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/exclusivo.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/exclusivo.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/prato.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/prato.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/prato3.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/prato3.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevpinon1.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevpinon1.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevpinon2.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevpinon2.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevistas3.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevistas3.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/pesquisa.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/pesquisa.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/casosdonorte.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/casosdonorte.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevistas4.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevistas4.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/interwell.sites.uol.com.br\/para.htm\">http:\/\/interwell.sites.uol.com.br\/para.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.infa.com.br\/operacao_prato01.html\">http:\/\/www.infa.com.br\/operacao_prato01.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/colares.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/colares.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/oprato.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/oprato.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/hollanda.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/hollanda.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/crabisland.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/crabisland.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mundoparapsicologico.com\/196-A_Los-informes-militares-de-la-Operacion-Prato-ya-pueden-descargarse-aqui\">http:\/\/www.mundoparapsicologico.com\/196-A_Los-informes-militares-de-la-Operacion-Prato-ya-pueden-descargarse-aqui<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufologie.net\/htm\/colares.htm\">http:\/\/www.ufologie.net\/htm\/colares.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mundoparapsicologico.com\/Ufologia\/Listado-Articulos\">http:\/\/www.mundoparapsicologico.com\/Ufologia\/Listado-Articulos<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/mundo-enigmatico.blogspot.com\/2009\/05\/operacao-prato-pocos-casos-de.html\">http:\/\/mundo-enigmatico.blogspot.com\/2009\/05\/operacao-prato-pocos-casos-de.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/donmaor.blogspot.com\/\">http:\/\/donmaor.blogspot.com\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.abovetopsecret.com\/forum\/thread454886\/pg1\">http:\/\/www.abovetopsecret.com\/forum\/thread454886\/pg1<\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Wellaide Cecim Carvalho &#8211; m\u00e9dica sanitarista e diretora do Departamento de Programas Espaciais da Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Bel\u00e9m (PA), foi uma das raras profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade a ter um contato direto com as v\u00edtimas de radia\u00e7\u00f5es emitidas por UFOs. 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