{"id":5138,"date":"2022-04-05T14:13:38","date_gmt":"2022-04-05T17:13:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/?p=5138"},"modified":"2025-04-21T16:10:45","modified_gmt":"2025-04-21T19:10:45","slug":"chupa-chupa14","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/chupa-chupa14\/","title":{"rendered":"Entrevista com o Coronel Hollanda"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Uyrang\u00ea Bol\u00edvar Soares Nogueira de Hollanda Lima &#8211; Este \u00e9 o nome do primeiro oficial de nossas for\u00e7as armadas a vir a p\u00fablico falar sobre as atividades de pesquisas ufol\u00f3gicas desenvolvidas secretamente no Brasil. Com nome de guerra Hollanda, chegando \u00e0 patente de coronel reformado da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB), foi ele quem comandou a famosa e pol\u00eamica Opera\u00e7\u00e3o Prato, realizada na Amaz\u00f4nia entre setembro e dezembro de 1977. Foi ele quem estruturou, organizou e colheu os espantosos resultados desse que foi o \u00fanico projeto do g\u00eanero de que se t\u00eam not\u00edcias em nosso pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #fafafa;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 50%;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-5349 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/esquerda.png\" alt=\"\" width=\"75\" height=\"75\" \/><\/td>\n<td style=\"width: 50%; text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa2\/\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-5348 alignright\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/direita.png\" alt=\"\" width=\"75\" height=\"75\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 50%;\"><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa13\/\">Artigo anterior sobre o Chupa-Chupa e Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/td>\n<td style=\"width: 50%; text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa15\/\">Pr\u00f3ximo artigo sobre o chupa-Chupa e Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<hr \/>\n<p>Entrevista com o Coronel Uyrang\u00ea Hollanda, concedida \u00e0 A. J. Gevaerd e Marco Antonio Petit, da Revista UFO, dispon\u00edvel na \u00edntegra em:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/amazonia\/\">http:\/\/www.ufo.com.br\/amazonia\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uyrang\u00ea Bol\u00edvar Soares de Hollanda Lima, capit\u00e3o da Aeron\u00e1utica que liderou a Opera\u00e7\u00e3o Prato entre os anos de 1977 e 1978. Foi colocado no comando da expedi\u00e7\u00e3o para desmitificar o fen\u00f4meno e teve contato com as supostas espa\u00e7onaves.Suicidou-se em outubro de 1997, cerca de 20 anos depois das atividades militares no Par\u00e1, quando era coronel reformado.<\/p>\n<p>A seguir, em mais uma justa homenagem a Uyrang\u00ea Bol\u00edvar Soares Nogueira de Hollanda Lima, sua entrevista na \u00edntegra.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Coronel, o senhor \u00e9 o primeiro militar a vir a p\u00fablico e admitir tudo o que pretende uma entrevista como essa. Quais s\u00e3o as raz\u00f5es para isso?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Em 1977, quando ocorreram as coisas que vou descrever, fui muito procurado por uf\u00f3logos e pela imprensa para fazer alguma declara\u00e7\u00e3o a respeito. Mas n\u00e3o podia falar na \u00e9poca, porque tinha uma obriga\u00e7\u00e3o militar. Eu havia cumprido uma miss\u00e3o e n\u00e3o podia revelar qual era. Minha fidelidade era apenas para com meu comandante. Mas depois de quatro meses de estudos e pesquisas, a Aeron\u00e1utica interrompeu a Opera\u00e7\u00e3o Prato. O comandante tinha ficado satisfeito com os resultados e n\u00e3o me competia julgar, na \u00e9poca, se isso era certo ou errado.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Ent\u00e3o o senhor evitou falar sobre a Opera\u00e7\u00e3o Prato esse tempo todo?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Eu n\u00e3o podia falar. E tamb\u00e9m n\u00e3o tinha vontade. Conversei com v\u00e1rios uf\u00f3logos, entre eles o general Uch\u00f4a, e fui procurado at\u00e9 por pessoas dos EUA, inclusive Bob Pratt [Autor do livro Perigo Alien\u00edgena no Brasil, c\u00f3digo LV-14 da Biblioteca Ufo]. Conversamos muito em off. Minha posi\u00e7\u00e3o como militar colocaria o Minist\u00e9rio da Aeron\u00e1utica numa situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil de se explicar, e al\u00e9m disso havia puni\u00e7\u00f5es para quem tratasse desse assunto sem autoriza\u00e7\u00e3o. Eu n\u00e3o tinha permiss\u00e3o nem do meu comandante, quanto menos do ministro. E o que eu falasse seria interpretado como sendo a palavra oficial da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB). Mesmo assim, ap\u00f3s o encerramento da Opera\u00e7\u00e3o Prato, pesquisei e mantive contato com uf\u00f3logos de v\u00e1rios pa\u00edses, mas nunca falei nada a respeito.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O senhor se reformou da FAB em 1992. N\u00e3o passou pela sua cabe\u00e7a conversar com uf\u00f3logos antes e relatar tais fatos?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Eu apenas conversava com eles, sem entrar em detalhes. Conversei muito com Bob Pratt quando ele veio ao Brasil, com dona Irene Granchi, com Rafael Sempere Dur\u00e1 e outros. Mas nunca disse que queria falar \u00e0 televis\u00e3o ou coisa assim. Pediram-me que escrevesse um livro, mas nunca me interessei. Hoje penso diferente: acho que j\u00e1 deve ser dito alguma coisa sobre a Opera\u00e7\u00e3o Prato. Esse assunto deve ser propalado e explicado, pois vou fazer 60 anos daqui a pouco. De repente posso morrer, e a\u00ed a hist\u00f3ria se acaba\u2026<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Por ter procurado a Revista Ufo para dar essas declara\u00e7\u00f5es, quer dizer que confia que ela ir\u00e1 fazer um trabalho s\u00e9rio de divulga\u00e7\u00e3o sobre o que o senhor est\u00e1 falando?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 No fim dos anos 80, come\u00e7o dos 90, estive conversando com voc\u00ea [Dirigindo-se a Gevaerd] e n\u00e3o pude autorizar a publica\u00e7\u00e3o de nada sobre o que falamos em sua revista. Mesmo assim voc\u00ea o fez, por achar que o assunto n\u00e3o poderia ficar escondido. Eu estava na ativa e n\u00e3o podia dar nenhuma declara\u00e7\u00e3o formal. O que saiu publicado foi sem permiss\u00e3o, o que nos causou um pouco de complica\u00e7\u00e3o na \u00e9poca. Mas precisava ser dito. Alguns anos depois, eu j\u00e1 estava na reserva e a coisa tinha mudado. J\u00e1 podia fazer declara\u00e7\u00f5es sem problemas. E por saber de sua seriedade, da Revista Ufo e de seus demais membros, hoje sinto mais tranq\u00fcilidade para falar sem correr o risco disso virar sensacionalismo. N\u00e3o creio que esta revista v\u00e1 dar tal conota\u00e7\u00e3o a essa mat\u00e9ria apenas para aumentar suas vendas.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Obrigado pela confian\u00e7a, coronel. Mas como \u00e9 que tudo come\u00e7ou? Qual foi o estopim inicial de seu interesse por Ufologia? Foi anterior \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Em 1952 eu tinha 12 anos e estava na janela de minha casa, em Bel\u00e9m (PA), quando apareceram uns objetos muito grandes que me chamaram a aten\u00e7\u00e3o. Havia uma luz imensa sobre a cidade. No dia seguinte a hist\u00f3ria estava publicada no jornal. A mat\u00e9ria dizia que aquilo tinha parado sobre uma federa\u00e7\u00e3o de escoteiros, durante um campeonato de nata\u00e7\u00e3o, e todo mundo viu. Foi a\u00ed que surgiu meu interesse por essas coisas, bem antes de ser militar e muito antes da Opera\u00e7\u00e3o Prato. Sempre acreditei em vida extraterrena e na possibilidade de \u201celes\u201d terem a curiosidade de nos observar. Somos um planeta com vida inteligente que deve suscitar interesse de extraterrenos.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O senhor chegou a se engajar na Aeron\u00e1utica por causa de seu interesse pela vida fora da Terra?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o. Sempre tive uma paix\u00e3o muito grande pela avia\u00e7\u00e3o e pela vida militar. Como aviador da FAB, cheguei a ser chefe do Servi\u00e7o de Intend\u00eancia, no qual tinha muitas atribui\u00e7\u00f5es. Minha fun\u00e7\u00e3o era dar suporte administrativo e financeiro para a\u00e7\u00f5es do comando ao qual servia. Tamb\u00e9m fui chefe de opera\u00e7\u00f5es do Servi\u00e7o de Informa\u00e7\u00f5es do meu comando. Era uma tarefa ligada \u00e0 seguran\u00e7a do Estado, que combatia aos movimentos subversivos durante a efervesc\u00eancia e ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o de 64. Batalh\u00e1vamos contra as a\u00e7\u00f5es de terroristas e de partidos comunistas que tentavam se infiltrar no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Consta em seu curr\u00edculo tamb\u00e9m uma fun\u00e7\u00e3o bastante interessante, como chefe do Servi\u00e7o de Opera\u00e7\u00f5es Especiais de Selva. O senhor deve ter muitas experi\u00eancias para contar.<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Sim. A FAB tinha como projeto fazer um \u201ccolar de fronteiras\u201d. Era id\u00e9ia do inteligent\u00edssimo brigadeiro Jo\u00e3o Camar\u00e3o Teles Ribeiro, que tinha muito conhecimento da Amaz\u00f4nia. Ele queria formar pontos-chave por todas as fronteiras, construir campos de pouso de 200 em 200 km ao lado de miss\u00f5es religiosas protestantes ou cat\u00f3licas, e assentar l\u00e1 agrupamentos que dessem assist\u00eancia aos \u00edndios. A FAB daria suporte a tudo isso. Eu trabalhei nessa opera\u00e7\u00e3o como p\u00e1ra-quedista, pois gostava muito desse tipo de atividade.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O senhor efetuou muitas miss\u00f5es na selva? E apareciam muitos \u00edndios?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Eram muitas tribos ind\u00edgenas, com muitos de seus componentes abrindo \u00e1reas na mata para constru\u00e7\u00e3o de campos. Alguns eram aculturados, outros n\u00e3o. Mas a gente sempre trabalhava em algumas miss\u00f5es em contato com eles. Nessa \u00e9poca, as a\u00e7\u00f5es do Parasar sempre estavam em alta [Parasar significa Parachute Search and Rescue, termo em ingl\u00eas para P\u00e1ra-quedismo e Salvamento]. Eu era um p\u00e1ra-quedista respons\u00e1vel por a\u00e7\u00f5es de busca e salvamento na selva.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Durante essa \u00e9poca, o senhor tomou conhecimento de algum tipo de descoberta relacionada \u00e0 arqueologia ou alguma observa\u00e7\u00e3o feita por militares na Amaz\u00f4nia, ligada a esse tipo de programa?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Sim, alguns colegas tiveram experi\u00eancias do g\u00eanero, principalmente um amigo meu, que relatou que estava sobrevoando a selva e ficou surpreso ao ver uma forma\u00e7\u00e3o piramidal coberta pela vegeta\u00e7\u00e3o, no meio do nada. Parece que ali tinha existido algum n\u00facleo de uma civiliza\u00e7\u00e3o muito antiga e que fora abandonada, tendo a selva tomado conta de tudo. Mas havia uma forma\u00e7\u00e3o piramidal n\u00edtida, com \u00e2ngulos perfeitos no Amazonas. S\u00f3 n\u00e3o posso precisar exatamente onde. Mas, se n\u00e3o me engano, foi na regi\u00e3o do Rio Jaguari. Isso me foi relatado pelo coronel Val\u00e9rio.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Coronel, agora que sabemos bastante sobre sua atividade na FAB, vamos falar de Ufologia. Qual foi sua primeira participa\u00e7\u00e3o na pesquisa ufol\u00f3gica oficial dentro da Aeron\u00e1utica? Foi a Opera\u00e7\u00e3o Prato ou j\u00e1 havia alguma coisa antes disso?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o, de minha parte n\u00e3o. Minha atividade era somente a seguran\u00e7a do Estado e as coisas que envolviam o comprometimento da seguran\u00e7a nacional. N\u00e3o tinha nada a ver com UFOs ou seres extraterrestres. Mas eu j\u00e1 tinha conhecimento de alguns casos acontecendo na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Esses casos atra\u00edam, de alguma maneira, interesse ou preocupa\u00e7\u00e3o por parte das For\u00e7as Armadas, como se fossem uma amea\u00e7a externa \u00e0 soberania nacional?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o eram vistos como amea\u00e7a externa. Os UFOs eram encarados mais como um fen\u00f4meno duvidoso. Alguns oficiais \u2013 talvez at\u00e9 a maioria deles \u2013 viam os UFOs como uma coisa improv\u00e1vel e faziam muita goza\u00e7\u00e3o a respeito. Faziam tanta brincadeira que acho que foi sorte essa Opera\u00e7\u00e3o Prato sair. Acho que s\u00f3 aconteceu mesmo porque o comandante do 1\u00ba COMAR, brigadeiro Prot\u00e1sio Lopes de Oliveira, na \u00e9poca, tinha muito interesse nisso e acreditava em objetos voadores n\u00e3o identificados. Se n\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Como surgiu a id\u00e9ia da Opera\u00e7\u00e3o Prato? Foi um projeto seu, do comandante do 1\u00ba COMAR ou uma coisa do Governo?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Eu n\u00e3o estava em Bel\u00e9m nessa \u00e9poca. Embora estivesse servindo na cidade, fazia um curso em Bras\u00edlia. Mas, quando retornei, apresentei-me ao chefe da Segunda Se\u00e7\u00e3o do 1\u00ba COMAR, o coronel Camilo Ferraz de Barros, e ele me perguntou se eu acreditava em discos voadores. Foi meio de surpresa. Eu nem sabia que estava ocorrendo uma pesquisa sobre o assunto. Quando respondi que sim, ele falou: \u201cEnt\u00e3o voc\u00ea est\u00e1 designado para este caso\u201d. E me deu uma pasta com o material. Era o in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o, da qual eu ficaria encarregado, embora nem nome ainda tivesse.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 De onde veio a id\u00e9ia de a opera\u00e7\u00e3o se chamar Prato?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Essa id\u00e9ia foi minha. Dei esse nome porque o Brasil \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds no mundo que chama UFO de disco voador. Em franc\u00eas \u00e9 soucoupe volante, que significa pires. Os portugueses o chamam de prato voador. Na Espanha \u00e9 platillo volador, e platillo \u00e9 prato tamb\u00e9m. Enfim, at\u00e9 em russo se fala prato, nunca disco, como se faz no Brasil! E como nas For\u00e7as Armadas a gente nomeia algumas opera\u00e7\u00f5es com uma esp\u00e9cie de c\u00f3digo, esse caso n\u00e3o podia ser exce\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o pudesse ser identificado o objetivo da opera\u00e7\u00e3o. Por exemplo, n\u00e3o poder\u00edamos cham\u00e1-la de Opera\u00e7\u00e3o Disco Voador. Por isso, ficou Opera\u00e7\u00e3o Prato.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Se o senhor recebeu uma pasta de seu chefe, ent\u00e3o quer dizer que j\u00e1 estava em andamento alguma investiga\u00e7\u00e3o a respeito?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Sim, quando eu cheguei de Bras\u00edlia j\u00e1 havia agentes sendo enviados para investigar as ocorr\u00eancias de objetos voadores n\u00e3o identificados, porque essa coisa j\u00e1 estava acontecendo h\u00e1 muito tempo na regi\u00e3o de Colares, que \u00e9 uma ilha pertencente ao munic\u00edpio de Vigia, no litoral do Par\u00e1. O prefeito da cidade mandou um of\u00edcio para o comandante do 1\u00ba COMAR avisando que os UFOs estavam incomodando muito os pescadores. Alguns deles n\u00e3o conseguiam mais exercer sua atividade, pois os objetos sobrevoavam suas embarca\u00e7\u00f5es. \u00c0s vezes, certos UFOs at\u00e9 mergulhavam ao lado delas, nos rios e mares, e a popula\u00e7\u00e3o local passava a noite em claro. As pessoas acendiam fogueiras e soltavam fogos para tentar afugentar os invasores. Foi o pavor que fez com que o prefeito se dirigisse ao comando do 1\u00ba COMAR solicitando provid\u00eancias, e o brigadeiro mandou que eu fosse investigar as ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Em algum momento houve a participa\u00e7\u00e3o ou instru\u00e7\u00f5es do comando da Aeron\u00e1utica, em Bras\u00edlia, para que a situa\u00e7\u00e3o fosse averiguada?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Na \u00e9poca, eu n\u00e3o participava das discuss\u00f5es. Era apenas um capit\u00e3o e recebia ordens somente. Eu n\u00e3o fiz parte desse tr\u00e2mite e n\u00e3o sei como as decis\u00f5es foram tomadas ao certo. Mas, pelo pouco que sei, a decis\u00e3o foi do comando do 1\u00ba COMAR. Se houve envolvimento de Bras\u00edlia, n\u00e3o tomei conhecimento\u2026<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Como \u00e9 que o senhor estruturou a Opera\u00e7\u00e3o Prato? Quantas divis\u00f5es, pessoas ou miss\u00f5es teriam que ser empreendidas? Enfim, como o senhor organizou todas as tarefas?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Bem, n\u00f3s \u00e9ramos uma equipe, e eu era o chefe dela. T\u00ednhamos cinco agentes, todos sargentos, que trabalhavam na segunda se\u00e7\u00e3o do 1\u00ba COMAR. Al\u00e9m disso, t\u00ednhamos informantes aos montes, gente nos locais de apari\u00e7\u00e3o das luzes, em campo, que nos ajudava. \u00c0s vezes eu dividia a equipe em duas ou tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es de observa\u00e7\u00e3o diferentes na mata. Claro que fic\u00e1vamos constantemente em contato uns com os outros, atrav\u00e9s de r\u00e1dio.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Qual era o objetivo imediato da Opera\u00e7\u00e3o Prato? Observar discos voadores, fotograf\u00e1-los e contat\u00e1-los?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Olha, eu queria mesmo \u00e9 tirar a prova dessa coisa toda. Queria botar isso \u00e0s claras. Porque todo mundo falava nas luzes e objetos e at\u00e9 os apelidavam com nomes populares, tais como chupa-chupa. E a FAB precisava saber o que estava realmente acontecendo, j\u00e1 que isso se dava no espa\u00e7o a\u00e9reo brasileiro. Era nossa a responsabilidade de averiguar. Mas, no in\u00edcio da Opera\u00e7\u00e3o Prato, eu queria mesmo era uma confirma\u00e7\u00e3o do que estava acontecendo.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O que motivou a popula\u00e7\u00e3o local a chamar as luzes de chupa-chupa?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Havia uma s\u00e9rie de relatos de pessoas que tinham sido atingidas por um raio de luz. Todas julgavam que o efeito sugava-lhes o sangue. E realmente! Verificamos alguns casos e descobrimos que v\u00e1rias delas, principalmente mulheres, tinham estranhas marcas em seus seios esquerdos, como se fossem dois furos de agulha em torno de uma mancha marrom. Parecia queimadura de iodo. Ent\u00e3o as pessoas tinham o sangue sugado, em pequena quantidade, por aquelas luzes. Por isso passaram a apelid\u00e1-los de chupa-chupa ou apenas chupa. Era sempre a mesma coisa: uma luz vinha do nada e seguia algu\u00e9m, geralmente uma mulher, que era atingida no seio esquerdo. \u00c0s vezes eram homens que ficavam com marcas nos bra\u00e7os e nas pernas. Na verdade, a cada dez casos, eram mais ou menos oito mulheres e dois homens.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 E voc\u00eas documentaram as marcas verificadas nas pessoas?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Sim, foi tudo visto e analisado por m\u00e9dicos, que \u00e0s vezes iam conosco aos locais. Sinceramente, eu entrei nessa como advogado do diabo. Queria mesmo era desmistificar essa hist\u00f3ria e dizer ao meu comandante que essa coisa n\u00e3o existia, que era alucina\u00e7\u00e3o coletiva, sei l\u00e1. Achava que alguma coisa estava sendo vista, mas que n\u00e3o era extraterrestre&#8230;<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O senhor imaginava que fosse o que, ent\u00e3o, aquilo que estava sendo visto e at\u00e9 atacando as pessoas?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o sei bem. Talvez a plumagem de uma coruja refletindo a luz da lua ou alguma outra coisa dessa natureza. At\u00e9 acreditava em extraterrestres, mas n\u00e3o que as pessoas os estivessem vendo. E eu fui para l\u00e1 verificar se era realmente isso. Passei pelo menos dois meses respondendo ao meu comandante, quando voltava das miss\u00f5es, que nada hav\u00edamos descoberto. Eram os primeiros dois meses da Opera\u00e7\u00e3o Prato, nos quais nada vi que pudesse mudar minha opini\u00e3o. \u00c0s vezes passava uma semana no mato e voltava apenas no domingo, para conviver um pouquinho com a fam\u00edlia. A cada retorno, meu comandante perguntava: \u201cViu alguma coisa?\u201d E eu sempre respondia: \u201cVi luzes estranhas, mas nada extraterrestre\u201d. De fato, v\u00edamos luzes que piscavam, que passavam \u00e0 baixa altitude, mas nada muito estranho.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Isso era durante a noite. E o que acontecia de dia? Voc\u00eas tinham alguma outra atividade incorporada \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Sim, t\u00ednhamos outras coisas a fazer, que eram parte dos objetivos da opera\u00e7\u00e3o. Faz\u00edamos entrevistas com pessoas que tiveram experi\u00eancias, prepar\u00e1vamos os locais para passar a noite e busc\u00e1vamos lugares quentes para fazer vig\u00edlias. Quando descobr\u00edamos que algo aparecera em tal lugar, para l\u00e1 nos desloc\u00e1vamos. Faz\u00edamos um levantamento da situa\u00e7\u00e3o, e sempre cadastr\u00e1vamos os nomes dos envolvidos em um formul\u00e1rio pr\u00f3prio.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Que procedimentos ou metodologia eram utilizados na coleta de informa\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Sempre coloc\u00e1vamos o nome da pessoa que teve a experi\u00eancia, o local onde ocorreu, hor\u00e1rio etc. Faz\u00edamos uma descri\u00e7\u00e3o de cada fato ocorrido. Assim, se acontecessem tr\u00eas casos numa noite, ouv\u00edamos tr\u00eas testemunhas. Algumas das descri\u00e7\u00f5es eram comuns, outras mais estranhas. \u00c0s vezes receb\u00edamos relatos de coisas que n\u00e3o pod\u00edamos comprovar a autenticidade, como desmaterializa\u00e7\u00e3o de paredes inteiras ou de telhados, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O senhor tem algum caso para ilustrar esse tipo de ocorr\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Sim. A primeira senhora que entrevistei em Colares, por exemplo, me disse coisas absurdas. T\u00ednhamos sa\u00eddo de helic\u00f3ptero de Bel\u00e9m s\u00f3 para ouvirmos uma mulher que tinha sido atacada pelo chupa-chupa. Vi que ela tinha realmente uma marca no seio esquerdo. Era marrom, como se fosse uma queimadura, e tinha dois pontos de perfura\u00e7\u00e3o. Quando conversamos, relatou-me que estava sentada numa rede fazendo uma crian\u00e7a dormir quando, de repente, o ambiente come\u00e7ou a mudar de temperatura. A senhora achou aquilo esquisito, mas nem imaginava o que iria ocorrer a seguir. Ent\u00e3o, deitada na rede, viu que as telhas come\u00e7aram a ficar avermelhadas, em cor de brasa. Em seguida, ficaram transparentes e ela p\u00f4de ver o c\u00e9u atrav\u00e9s do telhado. Era como se as telhas tivessem se transformado em vidro. Ela via o c\u00e9u e at\u00e9 as estrelas.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Hist\u00f3rias bizarras como essa eram muito comuns durante a Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Muito, e me assustavam bastante, porque nunca tinha ouvido falar dessas coisas. Quando ouvia casos assim, ficava cada vez mais preocupado e curioso. Essa gente parecia ser sincera. Por exemplo, atrav\u00e9s do buraco que a mulher descreveu ela viu uma luz verde brilhando no c\u00e9u. A senhora ent\u00e3o ficou meio dormente, at\u00e9 que, em seguida, um raio vermelho que saiu do UFO atingiu seu seio esquerdo. Era curioso que na maioria das vezes as pessoas eram atingidas do lado esquerdo. E tem mais: exatamente na hora em que est\u00e1vamos falando disso, uma menina chegou perto e disse: \u201cOlha, aquilo est\u00e1 passando aqui em cima\u201d. Quando sa\u00ed da casa, vi cruzar a luz que a mo\u00e7a estava apontando, numa velocidade razo\u00e1vel, ainda que o c\u00e9u estivesse bastante encoberto. N\u00e3o era muito veloz e piscava a cada segundo, dirigindo-se ao norte. Parecia at\u00e9 um sat\u00e9lite, s\u00f3 que essa luz voltou em nossa dire\u00e7\u00e3o \u2013 e sat\u00e9lites n\u00e3o fazem isso! Logo em seguida, aquilo ficou mais estranho ainda. Mesmo assim, n\u00e3o poderia dizer se era uma nave extraterrestre. Ali\u00e1s, eu n\u00e3o estava l\u00e1 para classificar qualquer coisa que surgisse como sendo disco voador.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Voc\u00eas utilizavam algum tipo de equipamento de radar que pudesse confirmar ou fazer acompanhamento desses fen\u00f4menos?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o. Todos os aeroportos t\u00eam radares fixos. N\u00f3s n\u00e3o port\u00e1vamos nada desse tipo.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Os ataques que estavam acontecendo com certa freq\u00fc\u00eancia eram comunicados ao Governo, \u00e0s autoridades estaduais ou municipais?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Sim, claro. V\u00e1rios m\u00e9dicos da Secretaria de Sa\u00fade do Par\u00e1 foram enviados pelo Governo para examinar as pessoas. Eles analisavam o lugar queimado e tomavam depoimentos dos pacientes, mas n\u00e3o faziam mais nada \u2013 nem tinham como. Algumas v\u00edtimas se recuperavam facilmente. Outras ficavam muito apavoradas. Havia umas que diziam ficar enjoadas, com o corpo dormente por v\u00e1rios dias. Um cidad\u00e3o uma vez veio me procurar para dizer que pr\u00f3ximo \u00e0 sua casa tinha surgido uma luz, que focou um raio brilhante em sua dire\u00e7\u00e3o. Ele me relatou ter ficado t\u00e3o apavorado que correu para dentro da casa, pegou uma arma e apontou para a luz. A\u00ed veio outra ainda mais forte que fez com que ele ca\u00edsse. O pobre coitado passou uns 15 dias com problemas de locomo\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o houve nada mais s\u00e9rio. Ele n\u00e3o foi atingido por nada s\u00f3lido, como um tiro, por exemplo. Parece que a natureza dessa luz \u00e9 uma energia muito forte, que deixa as pessoas sem movimento. Acredito que as autoridades federais estavam informadas de que esse tipo de ataque a humanos estava acontecendo na regi\u00e3o, mas desconhe\u00e7o provas. Eu apenas recebia ordens de meu comandante, mais nada.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Se esses depoimentos foram coletados desde o in\u00edcio da Opera\u00e7\u00e3o Prato, quando foi que o senhor teve seu primeiro contato frente a frente com objetos voadores n\u00e3o identificados naquela regi\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Foi bastante significativo. Certa noite, nossa equipe estava pesquisando na Ilha do Mosqueiro, num lugar chamado Ba\u00eda do Sol, pois havia informa\u00e7\u00f5es de que l\u00e1 estavam acontecendo casos. Era um balne\u00e1rio conhecido de Bel\u00e9m, bem pr\u00f3ximo a Colares, e como est\u00e1vamos investigando todo e qualquer ind\u00edcio de ocorr\u00eancias ufol\u00f3gicas, fixamo-nos no local. Nesse per\u00edodo, os agentes que tinham mais tempo do que eu nessa opera\u00e7\u00e3o \u2013 j\u00e1 que peguei o bonde andando \u2013, questionavam-me o tempo todo, ap\u00f3s vermos algumas luzinhas, se eu j\u00e1 estava convencido da exist\u00eancia do fen\u00f4meno. Como eu ainda estava indeciso, diziam-me: \u201cMas, capit\u00e3o, o senhor ainda n\u00e3o acredita?\u201d Eu respondia que n\u00e3o, que precisava de mais provas para crer que aquelas coisas eram discos voadores. Eu n\u00e3o tinha visto, at\u00e9 ent\u00e3o, nave alguma. Somente luzes, muitas e variadas. E n\u00e3o estava satisfeito ainda.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Eles deram in\u00edcio \u00e0 opera\u00e7\u00e3o antes e tinham visto mais coisas? Mas e a\u00ed, o que aconteceu?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Eles avistaram mais coisas e acreditavam mais do que eu. E me pressionavam: \u201cComo pode voc\u00ea n\u00e3o acreditar?\u201d Um desses agentes era o sub-oficial Jo\u00e3o Fl\u00e1vio de Freitas Costa, j\u00e1 falecido, que at\u00e9 brincava comigo dizendo que eu era c\u00e9tico enquanto uma dessas coisas n\u00e3o viesse parar em cima de minha cabe\u00e7a. \u201cQuando isso acontecer e uma nave acender sua luz sobre o senhor, a\u00ed eu quero ver\u201d, dizia ele, sempre gozando de meu descr\u00e9dito. E eu retrucava que era isso mesmo: tinha que ser uma nave grande, bem vis\u00edvel, se n\u00e3o, n\u00e3o levaria em conta. E para que fui dizer isso naquela noite? Acab\u00e1vamos de fazer essas brincadeiras quando, de repente, algo inesperado aconteceu. Apareceu uma luz, vinda do norte, em nossa dire\u00e7\u00e3o, e se aproximou. A\u00ed ela se deteve por uns instantes, fez um c\u00edrculo em torno de onde est\u00e1vamos e depois foi embora. Era impressionante: a prova cabal que eu n\u00e3o podia mais contestar. Eu pedi e ali estava ela! Foi ent\u00e3o que levei uma gozada da turma. \u201cE agora?\u201d, os soldados me perguntaram.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Quando foi isso, exatamente?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Em novembro de 1977, no meio da opera\u00e7\u00e3o. O objeto tinha uma luz que se parecia com solda de metal, como aquelas el\u00e9tricas. Foi curioso, pois quando era menino ouvia muitas hist\u00f3rias de coisas que a gente n\u00e3o conseguia enxergar por possu\u00edrem luminosidade muito forte. E foi o que eu vi, junto \u00e0 minha equipe: uma luz azul, forte, de brilho intenso. Mas n\u00e3o vi a forma do UFO, s\u00f3 a luz que ele emanava o tempo todo.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Voc\u00eas conseguiram fotografar esse objeto brilhante e sua emana\u00e7\u00e3o de luz?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Fotograf\u00e1vamos tudo o que aparecia, mas levamos um baile durante uns dois meses com as fotos, pois nelas n\u00e3o sa\u00eda nada. Sempre t\u00ednhamos os objetos bem focalizados, preenchendo todo o quadro da m\u00e1quina, mas quando revel\u00e1vamos os negativos, nada aparecia. Pens\u00e1vamos, \u00e0s vezes, \u201cah, agora vai sair\u201d. Mas nada. Isso acontecia com freq\u00fc\u00eancia, at\u00e9 que ocorreu um fato inusitado. Eu estava analisando os positivos, muito chateado por n\u00e3o conseguir imprimir as imagens que v\u00edamos em nossas miss\u00f5es, quando peguei uma lanterna que usava em opera\u00e7\u00f5es de selva, e fiz uma experi\u00eancia. Foi a sorte.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 E o que aconteceu?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 A lanterna tinha uma luz normal e forte numa extremidade e uma capa vermelha na outra, que servia para sinaliza\u00e7\u00e3o de selva. Era de um material semitransparente de pl\u00e1stico, tipo luz traseira de carro. Tirando-se a tal capa vermelha havia um vidro fosco. Eu olhei para aquilo e me lembrei que os m\u00e9dicos examinam as radiografias num aparelho que tem um quadro opaco com luz por tr\u00e1s [Radiosc\u00f3pio]. Esse equipamento ajuda a fazer contraste de luz e sombra numa chapa de raio-X. Assim, tive a id\u00e9ia de pegar um filme j\u00e1 revelado e contrap\u00f4-lo ao vidro fosco da minha lanterna de selva. Foi ent\u00e3o que pude ver um ponto que n\u00e3o conseguia enxergar antes. Eu n\u00e3o estava procurando marca ou objeto algum, e sim uma luz, pois foi isso o que vimos na selva ao batermos as fotos. S\u00f3 que a tal luz n\u00e3o aparecia, e sim o objeto por tr\u00e1s dela. No caso do rolo que estava analisando, vi um cilindro, que aparecia em todos os demais fotogramas. Ficou claro, ent\u00e3o, que n\u00e3o conseguia imprimir a luz do objeto na foto, mas sim a parte s\u00f3lida dele, talvez por uma quest\u00e3o de comprimento de onda, n\u00e3o sei. N\u00e3o entendi por que a luz do UFO n\u00e3o impressionava aquele filme, somente a parte s\u00f3lida. Depois, conclu\u00edmos que aquele objeto seria uma sonda em forma de cilindro.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Voc\u00eas fizeram muitas fotografias de UFOs como essas?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 E como! Fizemos mais de 500. Eram dezenas de rolos de filmes, uma caixa de papel\u00e3o cheia deles. Em quase todos os fotogramas havia UFOs ou sondas. E veja voc\u00ea que todos aqueles negativos ficaram na minha frente, por quase dois meses de trabalho, e n\u00e3o conseguimos nada. N\u00e3o sa\u00eda luz alguma nas fotos. A\u00ed, depois do que descobri, fomos olh\u00e1-los novamente e havia imagens fant\u00e1sticas. Depois foi s\u00f3 mandar ao laborat\u00f3rio do 1\u00ba COMAR para ampliar e ver lindas sondas e UFOs nas fotografias. Dezenas deles!<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Depois de sua descoberta voc\u00eas fizeram novas fotos?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Sim, com a ajuda de um amigo chamado Milton Mendon\u00e7a, que j\u00e1 faleceu. Ele era cinegrafista da TV Liberal, de Bel\u00e9m, e conhecia muito sobre fotografia. Pedi sua ajuda porque confiava bastante nele e sabia que, participando da opera\u00e7\u00e3o conosco, n\u00e3o ia comentar nada com ningu\u00e9m. Assim, informei o fato ao meu comandante, dizendo-lhe que estava com dificuldades no processo t\u00e9cnico fotogr\u00e1fico, e ele autorizou Milton a entrar no esquema. Ele foi conosco em algumas vig\u00edlias e sempre nos auxiliava. At\u00e9 instruiu-nos a usar filmes especiais, com recursos de infravermelho, ultravioleta etc. Pedimos, pois, o material para nossos superiores, em Bras\u00edlia, e eles mandaram filmes \u00f3timos. Com isso, passamos a ter melhores resultados. Conseguimos fotografar, ent\u00e3o, objetos grandes e com formatos que a gente nem imaginava\u2026<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Quanto \u00e0 forma, qual era o padr\u00e3o mais comum que esses objetos apresentavam?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 No in\u00edcio da Opera\u00e7\u00e3o Prato vimos o que todo mundo falava: sondas e luzes piscando. Inclusive, tinha um padre norte-americano, chamado Alfred de La O, tamb\u00e9m falecido, que nos dava descri\u00e7\u00f5es de sondas e objetos nesse formato. Ele era p\u00e1roco em Colares e falava de uma sonda que tinha visto v\u00e1rias vezes. Segundo Alfred, ela era mais ou menos do tamanho de um tambor de \u00f3leo de 200 l. Essa sonda apresentava um v\u00f4o irregular, n\u00e3o era uma trajet\u00f3ria segura. Voava como se tivesse balan\u00e7ando, e emitia uma luz. \u00c0s vezes andava junto \u00e0s outras, que iam e vinham de um ponto a outro. Um dia, ela passou por cima de n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Voc\u00eas chegaram a perceber algum tipo de intera\u00e7\u00e3o entre o que faziam e o comportamento do fen\u00f4meno?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Essa pergunta \u00e9 bastante interessante, pois aquilo era uma coisa muito estranha. Eles, seja l\u00e1 quem fossem, mostravam ter absoluta certeza de onde n\u00f3s est\u00e1vamos e o que faz\u00edamos. Parecia que nos procuravam, pois, quando menos esper\u00e1vamos, l\u00e1 estavam, bem em cima da gente. N\u00e3o mais do que um m\u00eas depois de passarmos a conviver nos locais de apari\u00e7\u00f5es, essas sondas come\u00e7aram a vir sempre at\u00e9 n\u00f3s. \u00c0s vezes, a gente se deslocava de um lugar para outro e l\u00e1 iam elas, acompanhado-nos quase o tempo inteiro, como se tivessem conhecimento da nossa movimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Quer dizer ent\u00e3o que os objetos voadores n\u00e3o identificados, de alguma forma, pareciam se interessar pelas atividades da Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Bem, pelo menos sabiam o que est\u00e1vamos fazendo. Por exemplo, no caso da Ba\u00eda do Sol, aconteceu algo peculiar. Naquela \u00e9poca j\u00e1 estava terminando o ano letivo e muita gente ficava na praia \u00e0 noite. Tinha pelo menos umas 100 mil pessoas na orla, naquele fim de semana. No entanto, uma sonda veio para cima de n\u00f3s, num lugar todo escuro onde n\u00e3o havia mais ningu\u00e9m. Oras, por que veio ao nosso encontro, na escurid\u00e3o, se tanta gente estava ali perto, na praia?<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Esse foi o primeiro grande acontecimento ufol\u00f3gico envolvendo o senhor?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o digo que tenha sido grande, mas foi bastante significativo. Naquela ocasi\u00e3o voltamos para a base do 1\u00ba COMAR pela manh\u00e3. Foi quando conversei com meu comandante e disse que, pela primeira vez, algo estranho tinha acontecido.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O senhor teve alguma rea\u00e7\u00e3o f\u00edsica desse acontecimento em seu organismo, algum problema resultante dessa observa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Naquele exato momento n\u00e3o, mas depois notei que todos perdemos um pouco da acuidade visual. Com o tempo, minha vis\u00e3o enfraqueceu ainda mais, tanto que passamos a usar \u00f3culos. Mas isso ocorreu em raz\u00e3o de outras exposi\u00e7\u00f5es que tamb\u00e9m tivemos mais para frente, em outros in\u00fameros contatos.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Coronel, ap\u00f3s um caso como esse, pelo que sabemos, voc\u00eas faziam um relat\u00f3rio completo, que era integrado \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Prato. Mas voc\u00eas tamb\u00e9m se submetiam a algum tipo de exame m\u00e9dico?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Era feito um relat\u00f3rio do acontecimento, com hora, local, coordenadas geogr\u00e1ficas, mapeamento da regi\u00e3o etc. Tudo bem descritivo. Mas nunca tivemos que fazer exame m\u00e9dico, mesmo porque nunca tivemos qualquer problema.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Quando seu comandante recebeu a not\u00edcia sobre o que aconteceu, como ele reagiu? Esses casos ufol\u00f3gicos foram se repetindo? Do que mais o senhor se lembra para nos contar?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Bom, como a Ba\u00eda do Sol era um local muito favor\u00e1vel para observa\u00e7\u00f5es de UFOs, passamos a freq\u00fcentar a regi\u00e3o com bastante regularidade. T\u00ednhamos amigos no Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es (SNI) \u2013 que n\u00e3o t\u00eam nada a ver com isso \u2013 que acompanhavam algumas de nossas miss\u00f5es. Os agentes eram nossos conhecidos, tinham curiosidade, por isso iam conosco. \u00c0s vezes, sa\u00edam not\u00edcias a respeito em um ou outro jornal local, fazendo com que muita gente em Bel\u00e9m comentasse sobre esses avistamentos. Minha mulher [Do primeiro casamento, j\u00e1 falecida] e meu irm\u00e3o sabiam das coisas que eu estava fazendo. Mas al\u00e9m desse c\u00edrculo, ningu\u00e9m de fora da base do 1\u00ba COMAR tinha ci\u00eancia desses pormenores. Mesmo assim, pedia sempre muita reserva \u00e0 minha esposa e irm\u00e3o. Tanto que eles nem perguntavam detalhes.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 A popula\u00e7\u00e3o de Bel\u00e9m sabia que havia uma opera\u00e7\u00e3o da FAB na regi\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o. Mas sabia que n\u00f3s \u00e9ramos da Aeron\u00e1utica e est\u00e1vamos por l\u00e1 atentos a tudo. Algumas pessoas sabiam que existia uma opera\u00e7\u00e3o, s\u00f3 n\u00e3o sabiam do nome nem dos resultados. Outras tinham pequenos detalhes, como o fato de eu ser capit\u00e3o, ou de fulano ou sicrano ser sargento, mas ningu\u00e9m conhecia os resultados da miss\u00e3o. Nem bem o que exatamente faz\u00edamos. O que se desconfiava era que a gente estava examinando algo. S\u00f3. No caso dos oficiais do SNI, quando me pediram para ir, disse que n\u00e3o teria problema, mas que deveriam pedir autoriza\u00e7\u00e3o ao seu chefe [Na \u00e9poca, o chefe do SNI em Bel\u00e9m era o coronel Filemon]. E o chefe deles autorizou, por\u00e9m n\u00e3o como uma miss\u00e3o do Servi\u00e7o de Informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es chegou a desenvolver algum trabalho ufol\u00f3gico depois?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o. Os agentes s\u00f3 queriam ver aquelas coisas voando, junto de nossa equipe. Eles sabiam que est\u00e1vamos fazendo um trabalho s\u00e9rio em certos locais de vig\u00edlia. E como confiavam em nossa experi\u00eancia, seguiam-nos aos pontos mais prov\u00e1veis de avistamentos de UFOs. Um dia, junto ao Milton Mendon\u00e7a, chegamos \u00e0 Ba\u00eda do Sol, l\u00e1 pelas 18h00, e montamos nosso equipamento fotogr\u00e1fico. Ficamos ent\u00e3o num lugar escuro, reservado, observando o que viria a acontecer. No entanto, por raz\u00f5es pessoais, tive que voltar mais cedo naquela noite, para estar em Bel\u00e9m \u00e0s 20h00, pois tinha um compromisso. Por volta das 18h30 surgiram tr\u00eas pontos luminosos alinhados muito alto no c\u00e9u, em grande velocidade. E olha que eu conhe\u00e7o avi\u00e3o para dizer que a velocidade daquilo era bem acima da m\u00e9dia. Os pontos estavam voando no sentido oeste-leste. Quando deu 19h00, apareceram mais dois estranhos objetos piscando alinhados, um atr\u00e1s do outro, no sentido norte-sul.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Qual foi a seq\u00fc\u00eancia com que os fatos se apresentaram?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Bem, o pessoal do SNI n\u00e3o chegava. T\u00ednhamos combinado \u00e0s 18h00. Ficamos aguardando-os para que acompanhassem nossa vig\u00edlia. Assim, esperei apenas mais um pouco e come\u00e7amos a desmontar o material, pois n\u00e3o pod\u00edamos mais aguardar. Finalmente, chegaram e perguntaram se tinha acontecido algo. Eu brinquei, dizendo ter marcado \u00e0s 18h00 e eles s\u00f3 apareceram \u00e0s 19h00, numa refer\u00eancia ao fato de que ali passa UFO quase que de hora em hora. E um deles fez ent\u00e3o uma pergunta idiota: \u201cA que horas passa outro?\u201d Respondi que n\u00e3o sabia e que aquilo n\u00e3o era bonde para ter hor\u00e1rio. Falei ainda que eles deviam ficar ali a noite inteira, esperando para ver UFOs. Nesse momento, enquanto convers\u00e1vamos, um deles disse: \u201cOlha aqui em cima, agora. Olha para o alto\u201d. Foi a\u00ed que o her\u00f3i brasileiro tremeu nas bases, porque tinha um neg\u00f3cio enorme bem em cima da gente. Era um disco preto, escuro, parado a n\u00e3o mais que 150 m de altura, exatamente onde est\u00e1vamos.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Deve ter sido uma experi\u00eancia fant\u00e1stica e aterrorizante. O objeto tinha luzes, emitia algum ru\u00eddo, fez algum movimento?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Hollanda \u2014 Ficou parado, mas tinha uma luz no meio, indo de amarela para<\/strong> \u00e2mbar. E fazia um barulho como o de ar condicionado. Parecia com o ru\u00eddo de catraca de bicicleta quando se pedala ao contr\u00e1rio. Aquele neg\u00f3cio era grande, talvez com uns 30 m de di\u00e2metro. Olhamos para aquilo por um bom tempo, at\u00e9 que come\u00e7ou a emitir uma luz amarela muito forte, que clareava o ch\u00e3o, repetindo isso em intervalos curtos mais umas cinco vezes.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Qual foi a rea\u00e7\u00e3o que tiveram os membros do SNI presentes aos fatos?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o foi s\u00f3 o pessoal do SNI, n\u00e3o. Todo mundo ficou espantado! Eu mesmo nunca tinha visto algo assim, e olha que j\u00e1 estava quase h\u00e1 dois meses nessa opera\u00e7\u00e3o. Nunca aparecera uma nave dessa forma para gente. Foi t\u00e3o inusitado que nem lembramos de montar novamente a m\u00e1quina fotogr\u00e1fica, que j\u00e1 estava guardada, pois j\u00e1 \u00edamos embora. Tamb\u00e9m n\u00e3o dava tempo, pois estava guardada em caixas pr\u00f3prias e demoraria para que fosse retirada e montada. S\u00f3 nos restava ficar olhando, assustados, para aquela coisa que iluminava tudo com uma luz amarela forte que ora apagava, ora acendia.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Parece que estavam dando uma demonstra\u00e7\u00e3o a voc\u00eas, latejando dessa maneira estranha&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 \u00c9. O UFO fazia isso em intervalos de dois segundos. Apagava, acendia, apagava. Era uma luz progressiva, que n\u00e3o clareava como um flash, mas que crescia e voltava \u00e0 mesma intensidade. Est\u00e1vamos at\u00e9 sentindo que alguma coisa podia acontecer, pois estava escuro, era um local bastante isolado e ningu\u00e9m sabia que a gente estava l\u00e1 \u2013 s\u00f3 n\u00f3s e \u201celes\u201d [Risos].<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Houve alguma ocasi\u00e3o em que outras equipes de diferentes \u00f3rg\u00e3os do Governo participaram junto a voc\u00eas?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o. O que eu sei \u00e9 que houve um vazamento de informa\u00e7\u00f5es sobre a Opera\u00e7\u00e3o Prato. Algumas pessoas comentaram sobre a incid\u00eancia de avistamentos. Creio que o vazamento se deu no Aeroclube de Bel\u00e9m. Teve uma vez em que uma equipe do jornal O Estado do Par\u00e1 foi para o lugar onde est\u00e1vamos acampados e, como sabia que ag\u00edamos na \u00e1rea, ficou na espreita. Na outra vez eles se enganaram: foram a um ponto onde acharam que estar\u00edamos, mas se deram mal, pois est\u00e1vamos noutro. Numa dessas aventuras, eles chegaram a ver alguma coisa, por\u00e9m foi algo t\u00e3o esquisito que jamais voltaram. Alguns rep\u00f3rteres juraram que nunca mais fariam uma miss\u00e3o dessas. Eles viram uma luz se aproximando \u00e0 baixa altitude e pegaram o carro para chegar mais perto. A luz se dirigiu at\u00e9 onde estavam e focou um raio em cima deles. Pelo que soube, o teto do carro ficou transl\u00facido, como se fosse de vidro. A\u00ed o objeto fez umas evolu\u00e7\u00f5es em cima do autom\u00f3vel, permitindo at\u00e9 que fotografassem aquilo. As fotos foram publicadas em p\u00e1gina inteira. Tinham uma nitidez incr\u00edvel. Mas depois do susto que tomaram, as testemunhas sumiram de carro \u2013 parece que algumas tiveram acesso de v\u00f4mito e se descontrolaram emocionalmente. Quem pode dar informa\u00e7\u00e3o sobre esse fato \u00e9 o Ubiratan Pinon Frias, que era o piloto do Aeroclube de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Com todos esses fatos acontecendo e voc\u00eas mandando toda hora relat\u00f3rios \u00e0 sua chefia, em algum momento perguntaram a ela se haveria possibilidade de informar a popula\u00e7\u00e3o sobre as ocorr\u00eancias da Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o foi feita essa pergunta porque a gente j\u00e1 sabia que n\u00e3o era poss\u00edvel que a popula\u00e7\u00e3o viesse a saber dos acontecimentos. N\u00e3o seria cab\u00edvel essa d\u00favida ao meu comando, porque isso era assunto reservado. Minha miss\u00e3o era coletar dados e entregar ao comandante, e isso era tratado com confidencialidade. T\u00ednhamos que documentar, fotografar e filmar os UFOs, se poss\u00edvel, e entregar tudo ao 1\u00ba COMAR. Da\u00ed para frente, o destino que seria dado ao material era responsabilidade dele.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O senhor tem id\u00e9ia do que era feito com todo esse volumoso material?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Os relat\u00f3rios com desenhos, fotos, croquis etc eram preparados, classificados, passados ao comandante e arquivados no pr\u00f3prio 1\u00ba COMAR, numa sala reservada. Depois disso, alguns iam para Bras\u00edlia, segundo fui informado na \u00e9poca. No entanto, pelo que sei, a rea\u00e7\u00e3o dos altos escal\u00f5es era de ceticismo \u2013 alguns colegas at\u00e9 brincavam com os fatos.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O senhor teve conhecimento de que a FAB j\u00e1 teria institu\u00eddo um sistema de pesquisa oficial quase 10 anos antes, em 1969, chamado Sistema de Investiga\u00e7\u00e3o de Objetos A\u00e9reos N\u00e3o Identificados (SIOANI)?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Nessa \u00e9poca, em 1969, eu era tenente na Base A\u00e9rea de Bel\u00e9m e foram distribu\u00eddos entre n\u00f3s v\u00e1rios livretos informativos sobre o assunto, pedindo para que os oficiais que se interessassem pelo tema fossem volunt\u00e1rios para preparar relat\u00f3rios com depoimentos. Foi s\u00f3. Depois as discuss\u00f5es morreram.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Em algum momento houve participa\u00e7\u00e3o de militares norte-americanos pedindo informa\u00e7\u00f5es ou detalhes sobre o trabalho de voc\u00eas na opera\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Que eu saiba, n\u00e3o. Se isso ocorreu foi em altas esferas e, como j\u00e1 disse, eu era apenas capit\u00e3o. N\u00e3o me metia nessas coisas e nem podia saber nada a respeito.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 A incid\u00eancia desse fen\u00f4meno na Amaz\u00f4nia, durante a Opera\u00e7\u00e3o Prato, chegou a ser di\u00e1ria?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Sim, era di\u00e1ria e muito ativa. Chegamos a verificar pelo menos nove formas de UFOs. Conseguimos determin\u00e1-las e classific\u00e1-las. Algumas eram sondas, outras naves grandes das quais sa\u00edam objetos menores. Filmamos tudo isso, inclusive as naves pequenas voltando ao interior de suas naves-m\u00e3e, as maiores. Tudo foi muito bem documentado.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Quais eram os equipamentos que voc\u00eas usavam para registrar esse movimento?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 T\u00ednhamos m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas Nikon profissionais, com teleobjetivas de 300 a 1000 mm, dessas grandes. Era um terror trabalhar com elas, porque tinham um foco rapid\u00edssimo. Qualquer bobeada, qualquer movimento em falso, e perd\u00edamos os UFOs. Mas eram equipamentos de primeira. Tamb\u00e9m t\u00ednhamos filmadoras e gravadores, na possibilidade de um ru\u00eddo ser ouvido ou de alguma coisa que pudesse ser registrada.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Voc\u00eas tinham expectativa dessas naves entrarem em contato com voc\u00eas, se \u00e9 que esse n\u00e3o era um dos objetivos da opera\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Est\u00e1vamos expostos a tudo. Para falar a verdade \u2013 e n\u00e3o estou fazendo mist\u00e9rio \u2013, podia acontecer <strong>qualquer coisa, no mato, na selva, nas praias,<\/strong> em qualquer lugar. Est\u00e1vamos em opera\u00e7\u00e3o militar e, por obriga\u00e7\u00e3o, t\u00ednhamos que ag\u00fcentar tudo. O que quer que ocorresse teria sido no cumprimento do dever.<\/p>\n<p>Ufo \u2014 Voc\u00eas portavam armas nas miss\u00f5es?<\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o, em nenhum momento. Nunca pensei em levar arma, nem mesmo por via das d\u00favidas. N\u00e3o esper\u00e1vamos que houvesse necessidade. Por isso, nem pensamos nessa hip\u00f3tese, mesmo quando estrutur\u00e1vamos a montagem da opera\u00e7\u00e3o, sua parte log\u00edstica, de alimenta\u00e7\u00e3o, transporte, comunica\u00e7\u00e3o etc.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Mas houve algum momento dentro da opera\u00e7\u00e3o em que o senhor teria percebido que esse fen\u00f4meno pudesse ser perigoso?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Uma vez, sim. Foi o aparecimento de algo muito forte, tanto que quando essa coisa aconteceu eu tive medo de que pudesse se dar uma abdu\u00e7\u00e3o. S\u00f3 comentei com algumas pessoas, e uma delas \u2013 meu amigo Rafael Sempere Dur\u00e1 [Consultor da Revista Ufo] \u2013 chegou a me repreender gravemente por ter me exposto a algo perigoso. \u201cSeu maluco irrespons\u00e1vel. Voc\u00ea tem comandante. Mas sou seu amigo e estou te proibindo de fazer uma coisa dessas\u201d, disse, zangad\u00edssimo, quando soube o que aconteceu. O fato foi realmente grave. Durante a Opera\u00e7\u00e3o Prato, est\u00e1vamos numa embarca\u00e7\u00e3o ancorada \u00e0 margem do Rio Jari quando uma coisa enorme parou a n\u00e3o mais que 70 m do barco.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Quais as caracter\u00edsticas desse objeto que o senhor relatou?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Para responder a isso, tenho que dizer porque n\u00f3s est\u00e1vamos l\u00e1. Bem, fomos ao local porque tenho um amigo, que era oficial da FAB na \u00e9poca, o capit\u00e3o Victor Jamianiaski, descendente de poloneses radicado em Bel\u00e9m, que gostava muito de pescar e freq\u00fcentava o local. Um dia, sabendo que a gente estava nessa investiga\u00e7\u00e3o, contou-me o caso de um rapaz que trabalhava apanhando barro para uma olaria pr\u00f3xima dali. Essa olaria era de Paulo Keuffer, tamb\u00e9m de Bel\u00e9m. O rapaz se chamava Lu\u00eds e me contou um fato incr\u00edvel. Disse que certo dia, enquanto colhia barro, viu uma paca comendo restos de flores de uma \u00e1rvore \u00e0 beira do rio e a acompanhou para ca\u00e7\u00e1-la. Ele voltou \u00e0 olaria, esvaziou o batel\u00e3o [Embarca\u00e7\u00e3o de 7 a 9 m com motor de centro], aprontou uma espingarda e voltou ao local, onde armou um acampamento em cima de uma \u00e1rvore. Pendurou sua rede e ficou com lanterna e espingarda preparadas para a chegada do animal.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 E a\u00ed, o que aconteceu?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Bom, quando ouviu um barulho, e pensou que era o animal, passou por Lu\u00eds uma luz muito forte que logo depois voltou e parou sobre onde estava. Do centro da nave, descrita como sendo similar \u00e0 cabine de um Boeing 737, abriu-se uma porta ou algo assim e desceu um ser com forma humana. Lu\u00eds disse-me que n\u00e3o teria visto escada de corda, nem de metal, mas que a entidade tinha descido atrav\u00e9s de um foco de luz, com os bra\u00e7os abertos. Quando o ser estranho se aproximou, e Lu\u00eds viu que estava correndo perigo, pulou fora e se escondeu numa \u00e1rvore pr\u00f3xima, mas ficou observando o que se passava. Ent\u00e3o o ser chegou com uma luz vermelha \u2013 que n\u00e3o era lanterna, mas estava na palma de sua m\u00e3o \u2013, e examinou a rede deixada na \u00e1rvore, como tamb\u00e9m o lugar onde estava e tudo mais, mas n\u00e3o procurou Lu\u00eds nem ficou vasculhando o local. O ser foi direto ao local onde o rapaz tinha se escondido, morrendo de medo. Rapidamente, focou um raio de luz vermelha em sua dire\u00e7\u00e3o, fazendo-o correr para dentro da vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O estranho ser percebeu de alguma forma autom\u00e1tica onde estava Lu\u00eds e foi em sua dire\u00e7\u00e3o. N\u00e3o parece boa coisa&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Pois \u00e9. Mas Lu\u00eds saiu por uma margem do rio, trope\u00e7ando em troncos e ra\u00edzes, com dificuldade de caminhar e tudo mais. A\u00ed o ser voltou para a nave e a mesma passou a seguir o rapaz dentro do curso do rio, \u00e0 baixa velocidade e pouca altitude, talvez \u00e0 altura da copa das \u00e1rvores. Lu\u00eds ia devagar e nem conseguiu pegar o barco que estava mais \u00e0 frente, como pretendia. N\u00e3o teve jeito: gritou e atraiu a aten\u00e7\u00e3o de algumas pessoas, que vieram a seu encontro. Ao verem aquilo, pularam dentro d&#8217;\u00e1gua e ficaram observando a dist\u00e2ncia, s\u00f3 com os olhos de fora. O que viram foi incr\u00edvel. A nave parou em cima do batel\u00e3o, o ser desceu e examinou todo o barco, exatamente como fez com a rede. A\u00ed ele foi at\u00e9 a nave, a porta se fechou e o UFO disparou para longe. Conversei com Lu\u00eds no 1\u00ba COMAR e decidi ir ao local ver a situa\u00e7\u00e3o. Ao chegarmos l\u00e1, eram mais ou menos 19h00 e estava chovendo razoavelmente. Os agentes foram para dentro da casa do zelador da olaria. Como chefe da equipe, n\u00e3o entrei. Permaneci em alerta, esperando para ver se alguma coisa acontecia\u2026<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 E a\u00ed, o que aconteceu ent\u00e3o do lado de fora da olaria?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Olha, veio uma coisa escura, da qual n\u00e3o pude ver a forma. N\u00e3o sei se era disc\u00f3ide. Sei l\u00e1, s\u00f3 se via as luzes daquilo, uma verde intensa e outra vermelha. Estranho era o barulho que aquele tro\u00e7o fazia, como ar condicionado, por\u00e9m bem mais forte. Parecia barulho de turbina, como se houvesse uma coisa girando. O objeto passou em cima de onde est\u00e1vamos, mas em t\u00e3o baixa altitude que n\u00e3o poderia ser um avi\u00e3o. Nenhum piloto faria aquilo, pois estaria morto. Um v\u00f4o rasante daqueles j\u00e1 \u00e9 perigoso demais num dia claro, imagine com chuva e de noite. A\u00ed eu gritei para minha equipe: \u201cAcabei de ver um treco muito estranho aqui\u201d. Ent\u00e3o entramos no barco e fomos para o tal lugar onde Lu\u00eds tinha tido o contato. Chegando l\u00e1, fomos at\u00e9 a \u00e1rvore onde ele havia ca\u00e7ado a tal paca. Ficamos todos ali embaixo. Mas com a mar\u00e9 enchendo, a gente estava com a \u00e1gua cada vez mais alta&#8230;<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O jeito era subir numa \u00e1rvore, ent\u00e3o, e aguardar os acontecimentos&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Era, pois a mar\u00e9 foi subindo cada vez mais. Ficamos l\u00e1, em cima da \u00e1rvore, aproximadamente umas 10 horas. Quando decidimos ir embora, fomos em dire\u00e7\u00e3o ao barco, que estava parado na outra margem, e guardamos o equipamento. Quando ent\u00e3o que, a mais ou menos uns 2000 m, veio cruzando o rio, de norte para o sul, uma luz muito forte, de cor amarela, \u00e2mbar como o Sol, por\u00e9m em baixa altitude. Aquilo estava em cima das \u00e1rvores e cruzou o rio na mesma posi\u00e7\u00e3o que a anterior, praticamente onde ficava a resid\u00eancia do vigia \u2013 no local onde eu a tinha visto pela primeira vez.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Emitia o mesmo som de ar condicionado ou era alguma vibra\u00e7\u00e3o mais intensa?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Tinha som, sim. Mas nos concentramos em filmar aquilo. Voc\u00ea pode ver no filme [Que, no entanto, n\u00e3o foi mostrado porque o coronel n\u00e3o o possu\u00eda mais] uma tremedeira ou coisa assim, e uma luz como se fosse de chama. Aparece tamb\u00e9m o rastro dela refletida no rio. Isso tudo foi bem filmado.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Quando voc\u00eas tinham algum documento desse g\u00eanero, uma filmagem espetacular como essa, tal material n\u00e3o ia para Bras\u00edlia?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Ainda n\u00e3o. O filme ficava retido l\u00e1 no 1\u00ba COMAR. Depois \u00e9 que Bras\u00edlia solicitava o material. Eu n\u00e3o acho que eles acreditavam muito nessa hist\u00f3ria, mas algu\u00e9m l\u00e1 queria v\u00ea-lo. Falava-se tanta coisa sobre o assunto, mas ningu\u00e9m queria se expor. Talvez algu\u00e9m em Bras\u00edlia pudesse dar cr\u00e9dito para uma coisa dessas, mas tinha colegas l\u00e1 que eram c\u00e9ticos. Outros ficaram sabendo que os UFOs eram verdadeiros.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Voltando \u00e0 nave que voc\u00eas estavam observando, \u00e0s margens daquele rio, tal experi\u00eancia deve ter sido extraordin\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Bom, foi mesmo. E n\u00f3s registramos hora, altura, dire\u00e7\u00e3o, essas coisas todas que tinham que constar no relat\u00f3rio. Enquanto aquilo estava l\u00e1, \u00e0 nossa frente, eu pensava: \u201cAgora mesmo \u00e9 que n\u00e3o saio daqui. Agora vamos ter que ficar\u201d. Mas n\u00e3o t\u00ednhamos levado comida, caf\u00e9, \u00e1gua, nada. N\u00e3o t\u00ednhamos levado nada. O que veio a seguir \u00e9 impressionante.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 E o que aconteceu?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Como t\u00ednhamos que voltar l\u00e1 para fazer as anota\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, e n\u00e3o hav\u00edamos levado nada, Lu\u00eds se prop\u00f4s a ir at\u00e9 sua casa \u2013 \u00e0 beira do rio \u2013 para nos trazer caf\u00e9, bolacha e \u00e1gua. Ele saiu com um barquinho em dire\u00e7\u00e3o a uma ilhota de uns 15 ou 20 m de largura, mas muito comprida. Um garoto de uns 9 anos de idade foi com ele. Eles foram remando e sumiram nessa ilha. Logo que Lu\u00eds desapareceu ao longe, fiquei em p\u00e9 em cima do toldo do barco. Enquanto isso, os agentes comentavam sobre o que estava acontecendo, mas como eu era o chefe, n\u00e3o podia me dar ao luxo de ficar conversando. Tinha que ficar alerta. Foi ent\u00e3o que, \u00e0 minha esquerda, pr\u00f3ximo ao in\u00edcio do rio, veio uma luz muito forte \u2013 a mesma luz amarela. Enquanto ela se aproximava, fiquei quieto. E como aquela claridade continuou se aproximando, chamei a aten\u00e7\u00e3o dos agentes para o fen\u00f4meno.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Esses agentes estavam equipados com m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas para registrar o epis\u00f3dio?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Sim. Logo que notaram a presen\u00e7a do objeto, prepararam m\u00e1quina fotogr\u00e1fica, filmadora, tudo. Aquela coisa veio em nossa dire\u00e7\u00e3o, a uns 200 ou 250 m de altura. Cruzou por cima da gente e quando chegou perto, na margem do rio, apagou-se. Era uma luz amarela e muito forte, como se fosse um sol, e a gente n\u00e3o via seu formato, somente o clar\u00e3o. De repente, pudemos notar que objeto tinha uma forma estranha de bola de futebol americano, pontuda e grande \u2013 de mais ou menos uns 100 m. Um aparelho transl\u00facido, com janelinhas em toda a sua extens\u00e3o. Por\u00e9m, n\u00e3o pude perceber se havia algu\u00e9m l\u00e1 dentro, apesar de ter passado devagar como se fosse de prop\u00f3sito. A filmadora estava acionada e como emitia um ru\u00eddo, pedi para que o agente que a estava manejando, um japon\u00eas, parasse de filmar, porque eu queria tirar algumas d\u00favidas e n\u00e3o desejava interfer\u00eancia de sons. Ent\u00e3o o cinegrafista parou.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Depois que ele desligou a filmadora, foram ouvidos barulhos mais n\u00edtidos que identificaram aquele fen\u00f4meno?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 O cinegrafista perguntou: \u201cVoc\u00ea est\u00e1 ouvindo?\u201d Respondi que sim. Era um barulho de catraca, esquisito e oscilante. Depois continuamos filmando e fotografando, at\u00e9 que a coisa foi embora, seguindo rumo ao continente. Isso aconteceu entre 11h00 e 11h30, conforme o relat\u00f3rio. J\u00e1 faz muitos anos, mas recordo-me do hor\u00e1rio. Ap\u00f3s esse epis\u00f3dio, comentamos sobre aquele tro\u00e7o esquisito. Por volta de 01h00 ou 01h30 a luz voltou, s\u00f3 que n\u00e3o era mais da cor do Sol. Era agora de um azul muito forte e acompanhou a margem oposta do rio. Quando chegou perto da ilha, foi em dire\u00e7\u00e3o a Bel\u00e9m, mas estava muito baixa, passando sobre as copas das \u00e1rvores.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Essa foi a situa\u00e7\u00e3o mais complicada? O avistamento mais extraordin\u00e1rio dentro da Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Foi. Aparentemente, a luz se aproximou de Bel\u00e9m, depois voltou em nossa dire\u00e7\u00e3o. V\u00edamos atrav\u00e9s das copas das \u00e1rvores que tinha uma luz l\u00e1 em cima e que ela havia penetrado a mata.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Voc\u00eas chegaram a fazer c\u00e1lculos da dist\u00e2ncia em que o UFO permaneceu?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Como ele estava \u00e0 nossa frente, fui at\u00e9 l\u00e1 por curiosidade e para colher dados exatos para o relat\u00f3rio. Sua dist\u00e2ncia era de uns 70 m. Aquele monstro azul, embora tivesse um brilho muito forte, podia ser olhado diretamente sem que ardesse a vista. N\u00e3o havia nada, apenas aquela luminosidade forte. Um tro\u00e7o incr\u00edvel. Ficamos parados a observ\u00e1-lo. Ent\u00e3o fiquei com medo, porque estava muito pr\u00f3ximo, do outro lado do rio, ou seja, \u00e0 mesma dist\u00e2ncia de uma trave \u00e0 outra num campo de futebol. Aquele objeto ficou parado durante uns tr\u00eas minutos. Enquanto isso, olh\u00e1vamos em sil\u00eancio. De repente, a luz se apagou rapidamente e pudemos ver o que estava por tr\u00e1s dela.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 E o que era, coronel? Algum objeto diferente?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Era novamente a bola de futebol americano em p\u00e9, a uns 100 m de altura, parada e sem janela alguma. Devia ser o mesmo UFO, s\u00f3 que com o interior apagado. Sei l\u00e1, alguma coisa desse tipo. Todo mundo ficou com medo. Uma das pessoas ainda perguntou: \u201cE agora? E se esses caras vierem e carregarem a gente, como \u00e9 que fica?\u201d Tudo era novidade para n\u00f3s e ningu\u00e9m sabia o que poderia acontecer dali para frente.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Coronel, o senhor est\u00e1 a par do fato de que esse tipo de ocorr\u00eancia na Amaz\u00f4nia n\u00e3o \u00e9 uma coisa comum em outros lugares do mundo? Na sua opini\u00e3o, por que essas naves insistiam tanto em aparecer nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, principalmente na Amaz\u00f4nia?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o, n\u00e3o sabia que casos como esse eram raros. No meu ponto de vista, o qual expus a alguns amigos, passei a me interessar muito mais pelo assunto depois que terminei meu trabalho na Aeron\u00e1utica. Para mim, Ufologia \u00e9 um assunto muito s\u00e9rio. Descartava muita coisa acerca de avistamentos ufol\u00f3gicos, por nunca ter visto nada que pudesse me dar certeza. Depois que vi uma nave, quis entender o fen\u00f4meno, e como oficial de opera\u00e7\u00f5es de selva quis tirar minhas pr\u00f3prias conclus\u00f5es. Mas n\u00e3o podia coloc\u00e1-las no relat\u00f3rio, porque eram pessoais, resultados de um estudo aprofundado&#8230; Tivemos muito contato com tribos ind\u00edgenas, por isso, preocup\u00e1vamo-nos em n\u00e3o transmitir a eles doen\u00e7a de esp\u00e9cie alguma, pois os \u00edndios n\u00e3o tinham anticorpos, ao contr\u00e1rio de n\u00f3s. Pod\u00edamos passar gripe, sarampo, difteria, tuberculose, enfim&#8230;<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Seria uma trag\u00e9dia?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Com certeza, porque n\u00f3s temos controle em nosso corpo. Nosso organismo tem defesas, e o deles n\u00e3o. Da\u00ed minha preocupa\u00e7\u00e3o de que mesmo cumprindo a miss\u00e3o, involuntariamente, tiv\u00e9ssemos transmitido doen\u00e7as aos \u00edndios. Felizmente nunca houve um caso desses. N\u00e3o me lembro de ter prejudicado algum \u00edndio dessa maneira. Conclu\u00ed outra coisa a respeito de por que aqueles seres estariam fazendo isso. Se eu fosse eles e precisasse de um aparecimento aberto, franco, direto, o que teria que fazer? Proteger a mim e a meus companheiros. Mas como? Sabendo o que cada um possui dentro de seu pr\u00f3prio organismo que possa danificar o meu, entende? Essa defesa s\u00f3 poderia ser feita se tivesse uma amostra do nosso sangue e tecidos. N\u00e3o foi dif\u00edcil imaginar que eles estivessem fazendo coleta de material gen\u00e9tico, para ver o que cont\u00ednhamos que pudesse danific\u00e1-los num contato futuro necess\u00e1rio, certo? N\u00e3o s\u00f3 sangue, mas tamb\u00e9m nossas c\u00e9lulas. N\u00e3o sei ao certo o que essa luz com alta energia podia fazer, ou se transportava part\u00edculas do corpo humano para serem analisadas mais tarde. Hoje ainda n\u00e3o compreendo o tal processo de clonagem. Na \u00e9poca, n\u00e3o pensei em nada disso, a n\u00e3o ser que eles estavam coletando material que pudesse prejudic\u00e1-los num poss\u00edvel contato pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 A popula\u00e7\u00e3o ribeirinha imaginava que a interven\u00e7\u00e3o deles seria uma agress\u00e3o? Ela chegou a se armar para se defender desse tipo de fen\u00f4meno?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Claro, eles imaginavam estar sendo atacados por algum ser maldoso, como um vampiro ou morcego. Os populares pensavam que eram coisas que vinham de fora, de outro planeta. Eles j\u00e1 viam formas estranhas e luzes antes de mim. As naves tamb\u00e9m, pois demorou muito para eu observ\u00e1-las.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 A popula\u00e7\u00e3o ribeirinha dessas regi\u00f5es andava armada?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Sim, a popula\u00e7\u00e3o que vivia \u00e0s margens do rio usava foguete, andava armada com espingardas de cartucho e de ca\u00e7a. Foi relatado na Opera\u00e7\u00e3o Prato que eles portavam armas. Alguns at\u00e9 atiravam, e eu s\u00f3 dizia para n\u00e3o fazerem isso. O pr\u00f3prio padre falava que n\u00e3o havia motivo para tanto: \u201cVoc\u00eas nunca v\u00e3o fazer nada. Quem tentar lhes apontar uma arma ficar\u00e1 15 dias dormente, imobilizado na rede\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Coronel, essa experi\u00eancia que o senhor acabou de descrever teve alguma influ\u00eancia em sua vida, em sua forma de ver o mundo? Isso aconteceu no final da Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 A Opera\u00e7\u00e3o Prato foi at\u00e9 quando a Aeron\u00e1utica mandou interromp\u00ea-la. Esse relato foi passado ao meu comandante, dizendo tudo a respeito de como foi a coisa. Posteriormente, o filme foi revelado e assistido no audit\u00f3rio do Quartel General por v\u00e1rios oficiais.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Quais foram as conclus\u00f5es a que o senhor chegou, a esse respeito?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o havia d\u00favidas. N\u00e3o t\u00ednhamos visto a forma do objeto na hora em que se deu o avistamento. S\u00f3 fomos ver depois da impress\u00e3o fotogr\u00e1fica. A coisa tinha no alto uma porta aberta, como a de um Boeing. N\u00e3o havia ser algum dentro do objeto, na fotografia tamb\u00e9m n\u00e3o aparecia nada, exceto um feixe de luz em dire\u00e7\u00e3o ao barco onde est\u00e1vamos. Dessa abertura parecia que algu\u00e9m focava em nossa dire\u00e7\u00e3o. Na ocasi\u00e3o, a luminosidade era t\u00e3o forte que nos impedia de ver qualquer forma no interior daquela bola azul enorme.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Com uma declara\u00e7\u00e3o desse n\u00edvel, uma coisa extraordin\u00e1ria como essa, por que o 1\u00ba COMAR desativou a Opera\u00e7\u00e3o Prato em apenas tr\u00eas ou quatro meses de trabalho?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Olha, talvez tenha sido por causa da especula\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. S\u00e3o perguntas que n\u00e3o podem ser respondidas. Quem s\u00e3o, por exemplo, ningu\u00e9m sabe. Talvez quem esteja mais avan\u00e7ado sejam os norte-americanos, os russos. De onde v\u00eam? N\u00e3o h\u00e1 resposta. O que eles querem? Tamb\u00e9m n\u00e3o sabemos. S\u00e3o as tr\u00eas quest\u00f5es feitas e que ningu\u00e9m pode responder \u2013 o que desmoraliza a For\u00e7a A\u00e9rea e o Governo brasileiro.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Mesmo assim, n\u00e3o compensaria \u00e0 For\u00e7a A\u00e9rea manter o projeto em busca dessas ou de outras respostas? Por que fech\u00e1-lo?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Se eu fosse o comandante, continuaria. Mas eu s\u00f3 obedecia ordens, e a ordem era parar. E assim foi cancelada a opera\u00e7\u00e3o, quer estiv\u00e9ssemos satisfeitos, quer n\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O senhor acatou e bateu contin\u00eancia, simplesmente? Sem maiores rea\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Sim, pois j\u00e1 tinha acabado. A conclus\u00e3o sobre a coleta de material para fazer ant\u00eddoto, vacina, solu\u00e7\u00e3o sorol\u00f3gica que inibisse qualquer incid\u00eancia de mol\u00e9stia no corpo desses alien\u00edgenas, a partir do sangue ou do material colhido do corpo humano, foi exposta quando visitei Rafael Dur\u00e1, em S\u00e3o Paulo. Depois de uma longa conversa, mostrei minha opini\u00e3o. Ele disse que era a mais l\u00f3gica que ouviu a respeito do chupa-chupa, porque o que se ouvia era falar em agress\u00e3o, e eu discordava: \u201cN\u00e3o foi agress\u00e3o de forma alguma. Foi pesquisa ou coleta de material, como alega Jacques Vall\u00e9e\u201d. Dur\u00e1 me agradeceu, dizendo: \u201cFoi a explica\u00e7\u00e3o mais l\u00f3gica que eu ouvi at\u00e9 agora\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Depois que a opera\u00e7\u00e3o foi encerrada, o material que voc\u00eas coletaram permaneceu em Bel\u00e9m ou foi para Bras\u00edlia?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Em Bel\u00e9m. V\u00e1rias vezes eu tentei escrever um relat\u00f3rio final, pois o original era parcelado, caso a caso. Por exemplo, se numa noite o fen\u00f4meno se manifestava tr\u00eas vezes, ent\u00e3o tinha que ser feito um relat\u00f3rio. Pelo que eu escrevia, baseado em tudo que via, achava que em Bras\u00edlia iam me chamar de louco, pois eles n\u00e3o estavam l\u00e1 para presenciar.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Mesmo depois do encerramento da Opera\u00e7\u00e3o Prato o senhor continuou pesquisando, investigando, fazendo suas vig\u00edlias? Teve alguma outra experi\u00eancia interessante?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Bem, eu nunca relatei isso. Estou abrindo exce\u00e7\u00e3o para voc\u00eas, Gevaerd e Petit, em alt\u00edssima confian\u00e7a, por sua seriedade. Tamb\u00e9m porque j\u00e1 estou com 60 anos de idade, daqui a pouco fa\u00e7o 70&#8230; Isso se eu chegar l\u00e1 e n\u00e3o desaparecer antes. Eu estava em casa, tinha acabado de receber uns livros que solicitei a Bob Pratt \u2013 que me visitou logo no in\u00edcio da Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013, quando algo aconteceu. Foi uma coisa surpreendente, que quero relatar com calma.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O que exatamente Bob Pratt queria com o senhor?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Conversar. Ele queria saber sobre o que tinha havido, porque ele esteve na Ilha dos Caranguejos [Onde aconteceu um grave caso, meses antes] e eu n\u00e3o sabia da exist\u00eancia desse local nem do que tinha ocorrido por l\u00e1. Depois mandei verificar a \u00e1rea. Outros uf\u00f3logos tamb\u00e9m me procuraram na \u00e9poca, entre eles o doutor Max Berezowski, o general Uch\u00f4a, um uf\u00f3logo argentino cujo nome n\u00e3o recordo, Jacques Vall\u00e9e e Reginaldo de Athayde [Co-editor da Revista Ufo] . Nunca mais mantive contato com Berezowski, mesmo depois de suas cartas e telefonemas. N\u00e3o tive oportunidade de conhec\u00ea-lo pessoalmente, porque minha mulher n\u00e3o concordou em hosped\u00e1-lo em casa. Jacques Vall\u00e9e falou comigo anos depois e me deu at\u00e9 um livro de presente.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O senhor estava autorizado a declarar alguma coisa a esses uf\u00f3logos naquela \u00e9poca?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Eu conversava com eles sobre o assunto \u2013 eles at\u00e9 viram algumas fotografias. Apenas pedi que respeitassem minha posi\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o podia divulgar informa\u00e7\u00e3o alguma, o que compreenderam perfeitamente bem. Continuaram trocando correspond\u00eancias comigo. Eu era freq\u00fcentemente consultado sobre alguns casos, inclusive por uf\u00f3logos internacionais, da Espanha, Estados Unidos etc.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Eles mandavam casos para o senhor analisar e emitir um parecer?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Atrav\u00e9s de Rafael Dur\u00e1, de Osni Schwarz [Nesse instante Uyrang\u00ea volta a falar sobre sua experi\u00eancia ao receber os livros de Bob Pratt]. Eu lia todos os livros para me aprofundar mais em Ufologia, human\u00f3ides, aparecimentos, abdu\u00e7\u00f5es, outras coisas, e assim pude me munir de mais conhecimentos sobre a tem\u00e1tica. J\u00e1 n\u00e3o tinha mais nada com a For\u00e7a A\u00e9rea, mas continuava interessado no assunto. Sempre empilhava meus livros sobre uma estante. Um dia, estava deitado, lendo uma obra que n\u00e3o tinha nada a ver com Ufologia, enquanto minha filha, ainda pequena, lia uma revistinha de crian\u00e7a. De repente, os livros se deslocaram como se tivessem sido pegos e a pilha inteira caiu no ch\u00e3o. Ressalto que morava na Vila Militar, bem distante da rodovia, onde n\u00e3o havia trepida\u00e7\u00e3o de carro que justificasse a causa de tal circunst\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Eles estavam empilhados na vertical, um sobre o outro?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Quando eles bateram no ch\u00e3o, claro que a pilha desmontou, mas os livros n\u00e3o se espalharam. Eles vieram empilhados at\u00e9 o ch\u00e3o. Minha filha Daniela assustou-se e perguntou: \u201cPai, que engra\u00e7ado&#8230; Como \u00e9 que os livros ca\u00edram?\u201d Nessa mesma hora, minha mulher estava no andar de baixo, preparando mamadeira para as crian\u00e7as, quando algo semelhante aconteceu. A bandeja em que estavam os copos e talheres saiu voando da pia, flutuando por toda a cozinha, e ent\u00e3o caiu, sem quebrar um copo sequer, apesar do barulho de lou\u00e7a que ouvi de onde eu estava. No momento em que catava os livros do ch\u00e3o, brinquei com minha filha para que ela n\u00e3o tivesse medo. Coloquei-os no lugar e falei: \u201cVoc\u00eas est\u00e3o querendo que eu leia\u201d. Ent\u00e3o abri um livro numa p\u00e1gina qualquer. Logo em seguida aconteceu o incidente com a bandeja de lou\u00e7as. Pelo barulho pensei que tivesse machucado algu\u00e9m, cortado talvez.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 E o que sua esposa achou disso tudo, coronel?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Desci as escadas correndo e, nesse meio tempo, minha esposa vinha subindo com os olhos arregalados, dizendo que n\u00e3o ficaria sozinha diante daquele fen\u00f4meno. Perguntei a ela o que havia acontecido: \u201cN\u00e3o sei. A bandeja saiu voando e foi parar no meio da pia\u201d. Eu n\u00e3o entendi muito bem a hist\u00f3ria. Levei, ent\u00e3o, um copo d&#8217;\u00e1gua para ela.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 E os fen\u00f4menos ficaram por isso mesmo, sem mais nem menos?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Dois ou tr\u00eas dias depois, eu estava dormindo por volta da meia-noite, quando um novo fato aconteceu. Estava numa esp\u00e9cie de desligamento, mentaliza\u00e7\u00e3o, deitado junto \u00e0 minha mulher. De repente, adentrou meu quarto um clar\u00e3o muito forte, seguido por um estalido, iluminando tudo. Assustei-me ao ver um tro\u00e7o t\u00e3o estranho. Imediatamente, apareceu um ser atr\u00e1s de mim, abra\u00e7ando-me. Achei a situa\u00e7\u00e3o meio esquisita. Al\u00e9m disso, tinha outro ser na minha cabeceira, que media 1,5 m de altura e estava vestido com uma roupa semelhante \u00e0 de astronauta ou de mergulho.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Colante ou neoprene? Aquele material usado em roupas de surfistas?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Era muito fofa, n\u00e3o era colada ao corpo. N\u00e3o cheguei a ver seu rosto, mas era cinza, tinha uma m\u00e1scara parecida com a de mergulho, e o olho n\u00e3o dava para detalhar. Eu estava muito assustado por causa daquele \u201cbicho\u201d que me abra\u00e7ava e apertava por tr\u00e1s, sussurrando em meu ouvido em portugu\u00eas: \u201cCalma, n\u00e3o vamos te fazer mal\u201d. Tinha uma voz metalizada, como som de transmiss\u00f5es computadorizadas.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 E sua esposa, como reagiu?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Continuou dormindo, sem saber da presen\u00e7a do \u201cbaixinho\u201d que estava em minha cabeceira, apertando-me na cama. N\u00e3o gostei da sensa\u00e7\u00e3o e da atitude dele. Logo em seguida, outro estalido, e o clar\u00e3o desapareceu, deixando-me muito assustado.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Houve lapso de tempo?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o me lembro. Fiquei raciocinando se n\u00e3o foi apenas um sonho. Mas o tro\u00e7o era muito esquisito e eu ouvi os dois estalidos. N\u00e3o me recordo se fui beber \u00e1gua. Acho que desci para tomar alguma coisa, whisky, sei l\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Esse fen\u00f4meno voltou a acontecer com o senhor nos dias seguintes?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 No outro dia, fui para o quartel hastear a bandeira e bater contin\u00eancia ao som do Hino Nacional. Minha mulher sempre fechava o port\u00e3o da garagem quando eu sa\u00eda para trabalhar, por causa dos cachorros e das crian\u00e7as. Eu tinha um Alfa Romeo azul-marinho naquela \u00e9poca. Quando meti a chave na porta do motorista para abri-la, a porta do outro lado abriu-se sozinha, sem ao menos eu ter tocado no ve\u00edculo. Ao ver aquilo, minha mulher ficou assustada. Eram muitos fen\u00f4menos inexplic\u00e1veis que vinham acontecendo. Olhei para meu suposto companheiro e disse, em tom de goza\u00e7\u00e3o: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o vai andar muito. A viagem \u00e9 curta\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O senhor sentiu alguma coisa, talvez uma dor de cabe\u00e7a ou algo assim?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 A\u00ed eu me sentei no carro, e quando estiquei a m\u00e3o para fechar a porta, ela o fez sozinha. Minha esposa assustou-se ainda mais. Fui embora, seguindo rumo ao quartel. Ao hastearmos a bandeira, meu bra\u00e7o esquerdo come\u00e7ou a co\u00e7ar muito. Eu j\u00e1 estava doido para que a cerim\u00f4nia acabasse, pois n\u00e3o podia tirar a m\u00e3o da pala para me co\u00e7ar. Quando olhei para meu bra\u00e7o, ele estava vermelho. Achei aquilo muito esquisito [At\u00e9 o dia em que o entrevistamos, em seu bra\u00e7o havia a mesma marca avermelhada].<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O senhor acha que isso tudo foi consequ\u00eancia do qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Calma, j\u00e1 chego l\u00e1. Meu bra\u00e7o continuou co\u00e7ando. Por curiosidade, num certo dia, apertei a pele e, ao faz\u00ea-lo, apareceu um tro\u00e7o, como se fosse um pedacinho de pl\u00e1stico. No raio-X n\u00e3o apareceu nada. Mas aperte aqui e sinta. [Ao apertar o local, pudemos sentir alguma coisa pontuda, que mais parecia uma agulha].<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Algum outro componente de sua equipe apresentou qualquer tipo de marca pelo corpo?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Sim, o Fl\u00e1vio. Descobri isso quando todo mundo quis ver o meu ferimento. Ele tamb\u00e9m possu\u00eda a mesma marca na perna esquerda, numa das coxas. Ele acabou falecendo por causa de derrame, em virtude do ferimento na perna. Depois eu conversei com um m\u00e9dico, amigo meu, para o qual mostrei meu bra\u00e7o. Ele me convidou a ir at\u00e9 o hospital para fazer exames. Numa das vezes que fui a S\u00e3o Paulo e conversei com Rafael Sempere Dur\u00e1, ele pegou uma b\u00fassola pequena e pediu permiss\u00e3o para dar uma olhada, colocando o aparelho sobre a minha pele.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Essa \u00e9, sem d\u00favidas, uma evid\u00eancia f\u00edsica sem precedentes&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Os ponteiros da b\u00fassola ficaram alterados. Se atrav\u00e9s de um exame radiol\u00f3gico n\u00e3o se p\u00f4de ver absolutamente nada, comentei com Rafael que queria mandar abrir a pele. Ele me aconselhou que n\u00e3o o fizesse.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Mudando de assunto, o senhor tem conhecimento de que o Governo brasileiro continua fazendo pesquisas ufol\u00f3gicas, seja na Amaz\u00f4nia ou em outro lugar?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Pesquisa com determina\u00e7\u00e3o, com base em um programa, acredito que n\u00e3o. Pelo menos n\u00e3o tenho qualquer informa\u00e7\u00e3o a esse respeito. Primeiro, porque estou fora, na reserva. Tenho muito pouco contato com o Minist\u00e9rio da Aeron\u00e1utica. Possuo amigos l\u00e1, mas nunca ouvi falar que o \u00f3rg\u00e3o tenha ido investigar qualquer tipo de projeto ou eventualidade.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O senhor acredita que deveria haver um programa de pesquisas ufol\u00f3gicas mantido pelo Governo brasileiro?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Na minha opini\u00e3o, sim. Eu mesmo tenho minhas raz\u00f5es pessoais para crer nisso, mas mesmo que n\u00e3o as tivesse, se eu fosse comandante, mandaria.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O que o senhor imagina que foi feito dos documentos e fotografias resultantes dos tr\u00eas meses da Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Creio que tenham sido arquivados, pois n\u00e3o foi dado muito valor a eles. N\u00e3o tive conhecimento de qualquer repercuss\u00e3o no Minist\u00e9rio da Aeron\u00e1utica. Quanto \u00e0s fotografias, n\u00e3o foram enviadas as 500 para eles. Seguiram apenas as que constavam no relat\u00f3rio e alguns negativos. A maioria delas ficou conosco, guardada nos arquivos do 1\u00ba COMAR, e ningu\u00e9m mais conseguiu obter informa\u00e7\u00e3o a respeito. A se\u00e7\u00e3o \u00e0 qual eu pertencia \u00e9 onde se encontram arquivados os quatro filmes batidos e as fitas de v\u00eddeo. Na \u00e9poca, o Minist\u00e9rio da Aeron\u00e1utica iria ficar com apenas um rolo, mas confiscou inclusive os outros tr\u00eas que pertenciam a mim, que foram comprados com meu dinheiro e, assim mesmo, a Aeron\u00e1utica nunca os devolveu.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Nunca pensou em guardar um souvenir desse material?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 N\u00e3o. Veja bem: j\u00e1 falei que adoro a FAB, ainda mais quando estava l\u00e1 dentro. Hoje, eu fico de fora, vendo como \u00e9 que meus companheiros est\u00e3o se virando, o que est\u00e3o fazendo para que ela prospere e engrande\u00e7a. Sempre tive um respeito muito grande pela For\u00e7a A\u00e9rea e pelo meu servi\u00e7o. Eu nunca faria isso com ela. Fiquei calado por 20 anos. Durante esse per\u00edodo, fui consultado v\u00e1rias vezes para que escrevesse ou prestasse alguma declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 Coronel, o senhor se recorda que publicamos umas fotografias nos anos 80 sem sua autoriza\u00e7\u00e3o? Isso trouxe algum problema para o senhor?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Trouxe sim, muitos embara\u00e7os. Eu fui mandado a Bras\u00edlia para investigar por que aquilo tinha sido vazado, como aquela hist\u00f3ria tinha se tornado p\u00fablica. Como o carimbo da Aeron\u00e1utica estava exposto, j\u00e1 que naquela \u00e9poca eu era o chefe dessa opera\u00e7\u00e3o, como \u00e9 que aquilo saiu? Ningu\u00e9m foi punido por isso, pois a verdade sobre como as coisas vieram \u00e0 tona nunca foi descoberta.<\/p>\n<p><strong>Ufo \u2014 O senhor acredita que a publica\u00e7\u00e3o dessa mat\u00e9ria na Revista UFO, na \u00edntegra, pode causar mais embara\u00e7o?<\/strong><\/p>\n<p>Hollanda \u2014 Hoje n\u00e3o. Minha miss\u00e3o foi cumprida. Minha carreira se esgotou ap\u00f3s 36 anos de trabalho. Quanto \u00e0 libera\u00e7\u00e3o dos documentos para o p\u00fablico, isso j\u00e1 \u00e9 decis\u00e3o do comando. Se liberarem, ir\u00e3o surgir muitas indaga\u00e7\u00f5es que o Minist\u00e9rio da Aeron\u00e1utica e Governo n\u00e3o est\u00e3o aptos a responder. Para evitar constrangimentos, n\u00e3o se fala nada. Uma vez eu estava assistindo a um programa do apresentador Fl\u00e1vio Cavalcanti. Num interrogat\u00f3rio sobre esse assunto, um cara perguntou por que os UFOs n\u00e3o pousam no Maracan\u00e3 para todo mundo ver? Se acontecer um caso desses, um pouso na Esplanada do Planalto, por exemplo, a\u00ed n\u00e3o tem jeito. Acredito que num futuro pr\u00f3ximo \u201celes\u201d possam ser at\u00e9 um pouco mais abusados. Do jeito que est\u00e1, em menos de um ou dois anos, acontecer\u00e1 um contato claro, aberto para toda a popula\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 transmitido pelas televis\u00f5es do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_5139\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-5139\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-5139 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/hollanda1.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"320\" \/><p id=\"caption-attachment-5139\" class=\"wp-caption-text\">Coronel Uyrang\u00ea de Hollanda Lima, comandante da Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/p><\/div>\n<p>Conhe\u00e7a este caso mais detalhadamente acessando nosso menu abaixo:<\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"Morte na Ilha do Carangueijo\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa1\/\">Morte na Ilha do Caranguejo\u00a0<\/a><\/h3>\n<p><i>O Caso da Ilha do Caranguejo \u00e9 o marco inicial de uma onda de a\u00e7\u00f5es nocivas por parte de OVNIs, no Par\u00e1 e Maranh\u00e3o.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"O In\u00edcio do Fen\u00f4meno Chupa-Chupa\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa2\/\">O In\u00edcio do Fen\u00f4meno Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>O misterioso fen\u00f4meno Chupa-Chupa come\u00e7ou de forma mais intensa em meados de julho de 1977.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"A Fase Gurupi, do Chupa-Chupa\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa3\/\">A Fase Gurupi, do Fen\u00f4meno Chupa-chupa<\/a><\/h3>\n<p><i>Na Fase Gurupi, os casos concentram-se na regi\u00e3o do Rio Gurupi, divisa entre Maranh\u00e3o e Par\u00e1. S\u00e3o Vicente Ferrer, Pinheiro e S\u00e3o Bento concentraram a maioria dos casos.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"O Fen\u00f4meno Chupa-chupa e a fase da Ba\u00eda do Sol\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa4\/\">O Fen\u00f4meno Chupa-Chupa e a fase da Ba\u00eda do Sol<\/a><\/h3>\n<p><i>Com a evolu\u00e7\u00e3o do Fen\u00f4meno, as coisas tornaram-se mais calmas no Maranh\u00e3o e o foco das ocorr\u00eancias passou a ser o Norte do Par\u00e1, na chamada Fase da Ba\u00eda do Sol.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"A Opera\u00e7\u00e3o Prato\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa5\/\">A Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>Com a intensifica\u00e7\u00e3o dos casos, a For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira iniciou uma opera\u00e7\u00e3o para investigar as estranhas ocorr\u00eancias.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa6\/\">Coronel Uyrang\u00ea Hollanda, comandante da Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>Saiba mais sobre o Coronel Hollanda, comandante da Opera\u00e7\u00e3o Prato.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"Os Documentos Oficiais da Opera\u00e7\u00e3o Prato\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa7\/\">Os Documentos Oficiais da Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>A Opera\u00e7\u00e3o Prato, organizada pela For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira para investigar os casos agressivos envolvendo UFOs ao norte do Par\u00e1 e Maranh\u00e3o, gerou farta documenta\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"Fotografias de UFOs Feitas Durante a Opera\u00e7\u00e3o Prato\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa8\/\">As Fotografias da Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>Conjunto de algumas das fotografias e frames de filmagens dos objetos envolvidos nos ataques.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/8\/\">Caracter\u00edsticas e Padr\u00f5es do Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>Padr\u00f5es e caracter\u00edsticas not\u00e1veis envolvendo o Chupa-Chupa.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa10\/\">Depoimentos de Testemunhas do Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>Conjunto de testemunhos envolvendo o Chupa-chupa.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa11\/\"> Reportagens de Jornal<\/a><\/h3>\n<p><em>Colet\u00e2nea de reportagens de jornais de \u00e9poca.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa12\/\">Entrevista com Daniel Rebisso Giese<\/a><\/h3>\n<p><em>Daniel Rebisso Giese &#8211; Boliviano de nascimento, \u00e9 biom\u00e9dico e funcion\u00e1rio do Governo do Par\u00e1, na \u00e1rea da sa\u00fade, o que lhe propiciou encontrar-se v\u00e1rias vezes, como profissional, com dezenas de testemunhas e v\u00edtimas de ocorr\u00eancias ufol\u00f3gicas, algumas com quadros cl\u00ednicos at\u00e9 graves. \u00c9 autor do livro \u201cVampiros Extraterrestres na Amaz\u00f4nia\u201d edi\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio autor, Bel\u00e9m (PA) 1991. Conferencista e palestrante de in\u00fameros cursos e congressos de Ufologia, Daniel foi colaborador dos jornais O Estado do Paran\u00e1 e Di\u00e1rio do Par\u00e1. Possui artigos publicados nas revistas UFO, Planeta, e Cuarta Dimension (Argentina).<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa13\/\">Entrevista com a Dra. Wellaide Cescim de Carvalho<\/a><\/h3>\n<p><em>Wellaide Cecim Carvalho &#8211; m\u00e9dica sanitarista e diretora do Departamento de Programas Espaciais da Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Bel\u00e9m (PA), foi uma das raras profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade a ter um contato direto com as v\u00edtimas de radia\u00e7\u00f5es emitidas por UFOs. Wellaide teve uma oportunidade \u00edmpar durante sua perman\u00eancia na Unidade Sanit\u00e1ria de Colares, quando assumia as responsabilidades de sa\u00fade da ilha.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa14\/\">Entrevista com o Coronel Uyrang\u00ea Hollanda<\/a><\/h3>\n<p><em>Uyrang\u00ea Bol\u00edvar Soares Nogueira de Hollanda Lima &#8211; Este \u00e9 o nome do primeiro oficial de nossas for\u00e7as armadas a vir a p\u00fablico falar sobre as atividades de pesquisas ufol\u00f3gicas desenvolvidas secretamente no Brasil. Com nome de guerra Hollanda, chegando \u00e0 patente de coronel reformado da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB), foi ele quem comandou a famosa e pol\u00eamica Opera\u00e7\u00e3o Prato, realizada na Amaz\u00f4nia entre setembro e dezembro de 1977. Foi ele quem estruturou, organizou e colheu os espantosos resultados desse que foi o \u00fanico projeto do g\u00eanero de que se t\u00eam not\u00edcias em nosso pa\u00eds.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/entrevista-com-o-jornalista-carlos-mendes\/\">Entrevista com o Jornalista Carlos Mendes<\/a><\/h3>\n<p><em>Carlos Mendes &#8211; Rep\u00f3rter do jornal O Liberal, de Bel\u00e9m, que cobriu o fen\u00f4meno Chupa-chupa.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa16\/\">Entrevista com o piloto Ubiratan Pin\u00f3n Frias<\/a><\/p>\n<p><em>Ubiratan Pinon Frias, piloto comercial e amigo de Hollanda. Participou da Opera\u00e7\u00e3o Prato.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa17\/\">Os Anos Seguintes<\/a><\/h3>\n<p><em>Embora a grande onda ufol\u00f3gica relacionada ao chupa-chupa tenha ocorrido na segunda metade de 1977 e come\u00e7o de 1978, in\u00fameros casos ocorreram ap\u00f3s este per\u00edodo. Embora a Opera\u00e7\u00e3o Prato tenha sido encerrada prematuramente, os militares continuaram investigando casos na regi\u00e3o durante o ano seguinte. Al\u00e9m disso, in\u00fameros fatos posteriores chamam a aten\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa18\/\">Filmes e Document\u00e1rios sobre o Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>Acesse aqui filmes e document\u00e1rios sobre o Chupa-chupa e a Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<hr \/>\n<ol>\n<li>PRATT, Bob. Perigo Alien\u00edgena no Brasil. Tradu\u00e7\u00e3o de Marcos Malvezzi Leal. Campo Grande: CBPDV, 2003.<\/li>\n<li>PETIT, Marco Antonio. UFOs: Arquivo Confidencial. Campo Grande: CBPDV, 2007<\/li>\n<li>RANGEL, M\u00e1rio. Sequestros Alien\u00edgenas. Campo Grande: CBPDV, 2007<\/li>\n<li>GIESE, Daniel Rebisso. O Fen\u00f4meno \u201cChupa-chupa\u201d, na Amaz\u00f4nia. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 7, p.13-14, abr\/jun 1989.<\/li>\n<li>ATHAYDE, Reginaldo. Extraterrestres atacam e matam no nordeste. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 7, p.7-11, abr\/jun 1989.<\/li>\n<li>CPDV. Fotos de OVNIs da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB). Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, n\u00ba 3, p. 10-11, julho\/agosto 1985.<\/li>\n<li>GIESE, Daniel Rebisso. Observa\u00e7\u00f5es ufol\u00f3gicas no Litoral Paraense. Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, n\u00ba 3, p. 11-12, julho\/agosto 1985.<\/li>\n<li>GIESE, Daniel. O Fen\u00f4meno \u201cChupa-Chupa\u201d: OVNIs atemorizam o estado do Par\u00e1. Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, n\u00ba 5, p. 09-15, nov\/dez 1985.<\/li>\n<li>GIESE, Daniel. Novidades no Fen\u00f4meno \u201cChupa-Chupa\u201d. Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, n\u00ba 7, p. 14-15, mar\u00e7o 1986.<\/li>\n<li>AGHATOS, Stelio e OLIVEIRA, Daniela. UFOs Rondam a Floresta Amaz\u00f4nica. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 39, p. 8-11, Agosto de 1995.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. Coronel Rompe Sil\u00eancio sobre UFOs. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 54, p. 18-27, outubro de 1997.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. Os Resultados da Opera\u00e7\u00e3o Prato. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 55, p. 46-52, novembro de 1997.<\/li>\n<li>SILVESTRE, Fabiana. UFOs Rondam a Floresta Amaz\u00f4nica. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 75, p. 10-18, novembro de 2000.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. Alien\u00edgenas Representam Perigo no Nordeste. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 86, p. 8-11, abril de 2003.<\/li>\n<li>MAUSO, Pablo Villarrubia. O Mist\u00e9rio das Luzes Assassinas na Amaz\u00f4nia. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 86, p. 32-35, abril de 2003.<\/li>\n<li>STABOLITO, Reinaldo. Pol\u00edtica de Acobertamento: A Pol\u00edtica Internacional de Sigilo ao Fen\u00f4meno UFO \u00e9 Imposi\u00e7\u00e3o do Governo Norte-Americano. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 99, p. 16-21, maio de 2004.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. Aliens Rondam a Floresta Amaz\u00f4nica. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 101, p. 08-27, julho de 2004.<\/li>\n<li>GEVAERD, A. J. A Profundidade dos Casos Registrados na Amaz\u00f4nia. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 114, p. 10-13, setembro de 2005.<\/li>\n<li>GEVAERD, A. J. Amaz\u00f4nia \u2013 Campo de Experimento de Seres Alien\u00edgenas. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 114, p. 14-16, setembro de 2005.<\/li>\n<li>GEVAERD, A. J. Na Selva, UFOs deslumbram e amedrontam com seus v\u00f4os rasantes e ataques impiedosos. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 114, p. 16-29, setembro de 2005.<\/li>\n<li>GOMES, Evelin. Atividades extraterrestres ainda s\u00e3o registradas em Colares ap\u00f3s anos dos primeiros contatos. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 114, p. 26-27, setembro de 2005.<\/li>\n<li>GEVAERD, A. J. Ainda H\u00e1 Muito a Se Pesquisar no Par\u00e1. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 114, p. 31-35, setembro de 2005.<\/li>\n<li>PETIT, M. A. UFOs no Brasil: \u00c9 hora de nossos militares encararem a verdade. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 115, p. 16-22, outubro de 2005.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. Dossi\u00ea Amaz\u00f4nia: Continua a busca de informa\u00e7\u00f5es sobre as a\u00e7\u00f5es militares na regi\u00e3o. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 115, p. 26-35, outubro de 2005.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. O Impressionante Depoimento da M\u00e9dica que Atendeu as V\u00edtimas do Chupa-chupa. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 116, p. 20-29, novembro de 2005.<\/li>\n<li>CHAVES, Pepe. Como as assombra\u00e7\u00f5es da Amaz\u00f4nia se tornaram as assombra\u00e7\u00f5es de um homem: Coronel Uyrange Hollanda. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 116, p. 30-36, novembro de 2005.<\/li>\n<li>PETIT, M. A. Dossi\u00ea Amaz\u00f4nia: O ultimo depoimento de Uyrang\u00ea Hollanda fornece inspira\u00e7\u00e3o para reflex\u00f5es. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 117, p. 14-20, dezembro de 2005.<\/li>\n<li>ATHAYDE, Reginaldo. Os ataques do chupa-chupa come\u00e7aram no Cear\u00e1. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 117, p. 22-23, dezembro de 2005.<\/li>\n<li>GEVAERD, A. J. N\u00e3o cedi \u00e0s press\u00f5es dos militares. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 117, p. 24-31, dezembro de 2005.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.operacaoprato.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Site Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/ACE_3370.83.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Arquivo Cronol\u00f3gico de Entrada [ACE 3370\/83] \u2013 (Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es \u2013 SNI) [82.9 MB \u2013 86 p\u00e1ginas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2001.01.01%20-%20Relat%C3%B3rio%20de%20Miss%C3%A3o%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 01.01.01 \u2013 Relat\u00f3rio de Miss\u00e3o 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) [25.9 MB \u2013 40 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2001.01.02%20-%20Relat%C3%B3rio%20de%20Miss%C3%A3o%202.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 01.01.02 \u2013 Relat\u00f3rio de Miss\u00e3o 2 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) [15.1 MB \u2013 22 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2001.02.00%20-%20Informa%C3%A7%C3%B5es%20Operacionais%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 01.02.00 \u2013 Informa\u00e7\u00f5es Operacionais 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) [19.3 MB \u2013 15 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2001.03.00%20-%20Ilustra%C3%A7%C3%B5es%20de%20Ocorr%C3%AAncias.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 01.03.00 \u2013 Ilustra\u00e7\u00f5es de Ocorr\u00eancias \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [22.5 MB \u2013 52 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2002.00.00%20-%20Resumo%20Cronol%C3%B3gico.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 02.00.00 \u2013 Resumo Cronol\u00f3gico \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [31.8 MB \u2013 52 P\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.01.01%20-%20Registro%20de%20Caso%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.01.01 \u2013 Registro de Caso 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [1.29 MB \u2013 4 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.01.02%20-%20Registro%20de%20Caso%202.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.01.02 \u2013 Registro de Caso 2 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [1.20 MB \u2013 3 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.01.03%20-%20Registro%20de%20Caso%203.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.01.03 \u2013 Registro de Caso 3 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [3.79 MB \u2013 8 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.01.04%20-%20Registro%20de%20Caso%204.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.01.04 \u2013 Registro de Caso 4 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [487 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.01%20-%20Registro%20de%20Caso%205.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.01 \u2013 Registro de Caso 5 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [743 KB \u2013 2 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.02%20-%20Registro%20de%20Caso%206.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.02 \u2013 Registro de Caso 6 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [399 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.03%20-%20Registro%20de%20Caso%207.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.03 \u2013 Registro de Caso 7 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [337 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.04%20-%20Registro%20de%20Caso%208.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.04 \u2013 Registro de Caso 8 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [1.59 MB \u2013 3 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.05%20-%20Registro%20de%20Caso%209.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.05 \u2013 Registro de Caso 9 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [4.00 MB \u2013 9 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.06%20-%20Relat%C3%B3rio%20Adicional%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.06 \u2013 Relat\u00f3rio Adicional 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [3.02 MB \u2013 6 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.07%20-%20Relat%C3%B3rio%20Adicional%202.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.07 \u2013 Relat\u00f3rio Adicional 2 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [412 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.08%20-%20Relat%C3%B3rio%20Adicional%203.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.08 \u2013 Relat\u00f3rio Adicional 3 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [463 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.09%20-%20Relat%C3%B3rio%20Adicional%204.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.09 \u2013 Relat\u00f3rio Adicional 4 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [437 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2004.00.00%20-%20Folha%20de%20Ocorr%C3%AAncias%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 04.00.00 \u2013 Folha de Ocorr\u00eancias 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [2.72 MB \u2013 5 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2005.00.00%20-%20Informe%20Especial%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 05.00.00 \u2013 Informe Especial 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [11.2 MB \u2013 15 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2006.00.00%20-%20%C3%93rg%C3%A3os%20de%20Informa%C3%A7%C3%A3o%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 06.00.00 \u2013 \u00d3rg\u00e3os de Informa\u00e7\u00e3o 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [1.13 MB \u2013 2 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2007.01.00%20-%20Disposi%C3%A7%C3%B5es%20Gerais%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 07.01.00 \u2013 Disposi\u00e7\u00f5es Gerais 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [0.99 MB \u2013 2 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2007.02.00%20-%20Relat%C3%B3rio%20Geral%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 07.02.00 \u2013 Relat\u00f3rio Geral 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [115 MB \u2013 160 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/fotografias_op_prato.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fotografias da Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 [683 Kb \u2013 18 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/FOTOS_OP_PORTAL_BURN.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fotografias da Opera\u00e7\u00e3o Prato [BURN] \u2013 [25.7 MB \u2013 86 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%201-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20Parte%20Informativa%20-VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 1- Relatorio de Missao \u2013 Parte Informativa -VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%202%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20II%20-%20Parte%20Informativa%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 2 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 II \u2013 Parte Informativa \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%203%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20Umbituba.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 3 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 Umbituba<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%204%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20II%20-%20Parte%20Operacional%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 4 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 II \u2013 Parte Operacional \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%205%20-%20Relatorio%20de%20Pescadores.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 5 \u2013 Relatorio de Pescadores<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%206%20-%20Comentarios%20e%20Aspecto%20Psico-Social%20e%20Econamico%20-%20VERSAO%20ANTIGA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 6 \u2013 Comentarios e Aspecto Psico-Social e Econamico \u2013 VERSAO ANTIGA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%206%20-%20Coment%C3%A1rios%20e%20Aspecto%20Psico-Social%20e%20Economico%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 6 \u2013 Coment\u00e1rios e Aspecto Psico-Social e Economico \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%207%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20I%20-%20Parte%20Informativa%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 7 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 I \u2013 Parte Informativa \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%208%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20II%20-%20Parte%20Informativa%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 8 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 II \u2013 Parte Informativa \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%209%20-%20Extra%2001%20-%20VERSAO%20ANTIGA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 9 \u2013 Extra 01 \u2013 VERSAO ANTIGA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%209%20-%20Extra%2001%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 9 \u2013 Extra 01 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2010%20-%20Extra%2002%20-%20VERSAO%20ANTIGA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 10 \u2013 Extra 02 \u2013 VERSAO ANTIGA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2010%20-%20Extra%2002%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 10 \u2013 Extra 02 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2011%20-%20Extra%2003%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 11 \u2013 Extra 03 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2012%20-%20Extra%2004%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 12 \u2013 Extra 04 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2013%20-%20Extra%2005%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 13 \u2013 Extra 05 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2014%20-%20Extra%2006%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 14 \u2013 Extra 06 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2015%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20Fazenda%20Jeju.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 15 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 Fazenda Jeju<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2016%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Fazenda%20Jeju%20-%20VERSAO%20ANTIGA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 16 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Fazenda Jeju \u2013 VERSAO ANTIGA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2016%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Fazenda%20Jeju%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 16 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Fazenda Jeju \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2017%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20Partes%20Operacional%20e%20Informativa%20-%20Fazenda%20Jeju%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 17 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 Partes Operacional e Informativa \u2013 Fazenda Jeju \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2018%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%2007%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 18 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra 07 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2019%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%2008%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 19 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra 08 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2020%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 20 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2021%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%2009%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 21 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra 09 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2022%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%2010%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 22 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra 10 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2023%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%2011%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 23 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra 11 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2024%20-%20Relatos%20Esparsos%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 24 \u2013 Relatos Esparsos \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2025%20-%20Extra%2012%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 25 \u2013 Extra 12 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/RELATORIO%20FILMES%20SUPER%208%20-%20www.operacaoprato.com.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">RELATORIO FILMES SUPER 8 \u2013 www.operacaoprato.com<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/RELATORIO%20MEDICO%20-%20www.operacaoprato.com.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">RELATORIO MEDICO \u2013 www.operacaoprato.com<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.jornalinfinito.com.br\/materias.asp?area=21\">http:\/\/www.jornalinfinito.com.br\/materias.asp?area=21<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.geocities.com\/area51\/rampart\/2653\/injurywriteup.html\">http:\/\/www.geocities.com\/area51\/rampart\/2653\/injurywriteup.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/dasvale.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/dasvale.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/ufo.com.br\/index.php?arquivo=notComp.php&amp;offset=2400&amp;id=492\">http:\/\/ufo.com.br\/index.php?arquivo=notComp.php&amp;offset=2400&amp;id=492<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.x-libri.ru\/elib\/arefj000\/00000087.htm\">http:\/\/www.x-libri.ru\/elib\/arefj000\/00000087.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/amazonia\/\">http:\/\/www.ufo.com.br\/amazonia\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/fase4_txt4\">http:\/\/www.ufo.com.br\/fase4_txt4.php<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/amazonia\/chupa.htm\">http:\/\/www.ufo.com.br\/amazonia\/chupa.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Chupa-chupa\">http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Chupa-chupa<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/redeglobo.globo.com\/Linhadireta\/0,26665,GHT0-4604-212882,00.html\">http:\/\/redeglobo.globo.com\/Linhadireta\/0,26665,GHT0-4604-212882,00.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/materiaespecial\/operacaoPrato.htm\">http:\/\/www.ufo.com.br\/materiaespecial\/operacaoPrato.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/documentop\">http:\/\/www.ufo.com.br\/documentop.php<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.upupi.com.br\/\">http:\/\/www.upupi.com.br\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.burn.com.br\/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=316\">http:\/\/www.burn.com.br\/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=316<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.burn.com.br\/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=318\">http:\/\/www.burn.com.br\/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=318<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoedisonboaventura01.html\">http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoedisonboaventura01.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoflavio9.html\">http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoflavio9.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.upupi.com.br\/artigomiguelleao.html\">http:\/\/www.upupi.com.br\/artigomiguelleao.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoflavio.htm\">http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoflavio.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/materiaespecial\/operacaoPrato.htm\">http:\/\/www.ufo.com.br\/materiaespecial\/operacaoPrato.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Opera%C3%A7%C3%A3o_Prato\">http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Opera%C3%A7%C3%A3o_Prato<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.dominiosfantasticos.xpg.com.br\/id281.htm\">http:\/\/www.dominiosfantasticos.xpg.com.br\/id281.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.infa.com.br\/operacao_prato01.html\">http:\/\/www.infa.com.br\/operacao_prato01.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.terra.com.br\/istoe\/edicoes\/2071\/artigo144400-1.htm\">http:\/\/www.terra.com.br\/istoe\/edicoes\/2071\/artigo144400-1.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/exclusivo.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/exclusivo.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/prato.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/prato.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/prato3.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/prato3.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevpinon1.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevpinon1.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevpinon2.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevpinon2.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevistas3.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevistas3.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/pesquisa.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/pesquisa.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/casosdonorte.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/casosdonorte.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevistas4.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevistas4.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/interwell.sites.uol.com.br\/para.htm\">http:\/\/interwell.sites.uol.com.br\/para.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.infa.com.br\/operacao_prato01.html\">http:\/\/www.infa.com.br\/operacao_prato01.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/colares.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/colares.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/oprato.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/oprato.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/hollanda.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/hollanda.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/crabisland.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/crabisland.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mundoparapsicologico.com\/196-A_Los-informes-militares-de-la-Operacion-Prato-ya-pueden-descargarse-aqui\">http:\/\/www.mundoparapsicologico.com\/196-A_Los-informes-militares-de-la-Operacion-Prato-ya-pueden-descargarse-aqui<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufologie.net\/htm\/colares.htm\">http:\/\/www.ufologie.net\/htm\/colares.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mundoparapsicologico.com\/Ufologia\/Listado-Articulos\">http:\/\/www.mundoparapsicologico.com\/Ufologia\/Listado-Articulos<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/mundo-enigmatico.blogspot.com\/2009\/05\/operacao-prato-pocos-casos-de.html\">http:\/\/mundo-enigmatico.blogspot.com\/2009\/05\/operacao-prato-pocos-casos-de.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/donmaor.blogspot.com\/\">http:\/\/donmaor.blogspot.com\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.abovetopsecret.com\/forum\/thread454886\/pg1\">http:\/\/www.abovetopsecret.com\/forum\/thread454886\/pg1<\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uyrang\u00ea Bol\u00edvar Soares Nogueira de Hollanda Lima &#8211; Este \u00e9 o nome do primeiro oficial de nossas for\u00e7as armadas a vir a p\u00fablico falar sobre as atividades de pesquisas ufol\u00f3gicas desenvolvidas secretamente no Brasil. 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