{"id":5157,"date":"2022-04-05T16:31:41","date_gmt":"2022-04-05T19:31:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/?p=5157"},"modified":"2022-04-05T16:31:41","modified_gmt":"2022-04-05T19:31:41","slug":"chupa-chupa15","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/chupa-chupa15\/","title":{"rendered":"Entrevista com o Jornalista Carlos Mendes"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Carlos Mendes &#8211; Rep\u00f3rter do jornal O Liberal, de Bel\u00e9m, que cobriu o fen\u00f4meno Chupa-chupa.<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #fafafa;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 50%;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-5349 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/esquerda.png\" alt=\"\" width=\"75\" height=\"75\" \/><\/td>\n<td style=\"width: 50%; text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa2\/\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-5348 alignright\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/direita.png\" alt=\"\" width=\"75\" height=\"75\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 50%;\"><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa14\/\">Artigo anterior sobre o Chupa-Chupa e Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/td>\n<td style=\"width: 50%; text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa16\/\">Pr\u00f3ximo artigo sobre o chupa-Chupa e Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Entrevista com Carlos Mendes, concedida \u00e0 A. J. Gevaerd, da Revista UFO, publicado em sua edi\u00e7\u00e3o 115.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De todos os personagens envolvidos diretamente na onda chupa-chupa, ocorrida na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, um tem um repert\u00f3rio especialmente rico para contar. Trata-se do jornalista paraense Carlos Augusto Serra Mendes, que na \u00e9poca trabalhava no extinto O Estado do Par\u00e1 e foi incumbido para fazer a cobertura dos in\u00fameros casos de avistamentos de UFOs e ataques a pessoas na Ilha de Colares (PA) e regi\u00e3o. Curiosamente, no entanto, Mendes n\u00e3o teve qualquer observa\u00e7\u00e3o nem mesmo contato com os objetos voadores n\u00e3o identificados que l\u00e1 operavam, por mais que tentasse. \u201cEles nunca apareciam onde eu estava. \u00c0s vezes eu ia a uma localidade onde durante semanas os fen\u00f4menos estavam ativos. Mas era s\u00f3 eu chegar e parar tudo\u201d, desabafa.<\/p>\n<p>O jornalista nos recebeu para uma entrevista em Bel\u00e9m, em 13 de agosto, e mostrou ser um \u201cacervo humano\u201d de tudo o que se refere a UFOs na Amaz\u00f4nia, em especial a Opera\u00e7\u00e3o Prato. Ent\u00e3o um jovem jornalista durante a \u00e9poca da ditadura, Mendes sofreu forte press\u00e3o dos militares para que arrefecesse a publica\u00e7\u00e3o de suas mat\u00e9rias sobre o chupa-chupa. Ele era constantemente seguido quando ia \u00e0s \u00e1reas atacadas e mesmo em Bel\u00e9m, quando fazia a cobertura de fatos que nada tinham a ver com Ufologia. \u201cEles sabiam quem eu era e me acompanhavam o tempo todo\u201d. Ele chegou a conviver com o coronel Uyrang\u00ea Hollanda, ent\u00e3o capit\u00e3o, e o descreve \u2013 ao contr\u00e1rio de muitos outros de seus contempor\u00e2neos \u2013 como um homem forte e opressor, determinado e ditador. Esta \u00e9, certamente, uma figura bem diferente daquele Hollanda que a Ufologia Brasileira conhece atrav\u00e9s da Revista UFO. \u201cO capit\u00e3o era um homem muito dif\u00edcil, praticamente inacess\u00edvel e inabord\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Mendes estava sempre em a\u00e7\u00e3o com seu colega Biamir Siqueira e o rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico Jos\u00e9 Ribamar dos Prazeres. Ambos chegaram a ter contatos pr\u00f3ximos com o chupa-chupa, e Ribamar fez centenas de fotos dos fen\u00f4menos. Uma de suas grandes contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 Ufologia foi reparar um erro hist\u00f3rico, que atribu\u00eda \u00e0 For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB) a autoria de todas as imagens de discos voadores publicadas desde 1977. Mendes esclareceu que muitas delas, que a FAB alega serem suas, foram na verdade obtidas por Ribamar, que, numa ocasi\u00e3o, teve suas fotos e at\u00e9 mesmo negativos confiscados pelos militares. \u201cFoi uma amea\u00e7a muito forte e intimidadora\u201d, disse o jornalista, lamentando que seu chefe de reda\u00e7\u00e3o cedera \u00e0s press\u00f5es da Aeron\u00e1utica e entregara todo o material requisitado por eles. Vamos \u00e0 entrevista.<\/p>\n<p><strong>Por favor, conte-nos como foi seu contato com o fen\u00f4meno chupa-chupa?<\/strong><\/p>\n<p>Aconteceu de forma quase obrigat\u00f3ria, pois na \u00e9poca eu trabalhava no jornal O Estado do Par\u00e1, hoje extinto, e fui pautado para cobrir os casos que estavam ocorrendo. Como sempre gostei de Ufologia, eu ia com prazer. Sempre tive uma grande curiosidade e tamb\u00e9m muito ceticismo com rela\u00e7\u00e3o ao assunto. Andava sempre com revistas e livros sobre os discos voadores e na reda\u00e7\u00e3o do jornal todos sabiam que eu era interessado por Ufologia. Alguns colegas brincavam, mas todos respeitavam meu interesse.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea j\u00e1 acreditava em discos voadores?<\/strong><\/p>\n<p>Eu sempre tive muita curiosidade para entender isso. S\u00e3o aquelas perguntas b\u00e1sicas que todo o ser humano medianamente inteligente tem: Quem somos? De onde viemos? E para onde vamos? Essas s\u00e3o quest\u00f5es filos\u00f3ficas que remontam aos prim\u00f3rdios da humanidade e sempre a acompanhou, desenvolvida principalmente pelos pr\u00e9-socr\u00e1ticos da antiga Gr\u00e9cia. A filosofia ajuda na compreens\u00e3o de v\u00e1rios fen\u00f4menos, inclusive aqueles que fogem a uma explica\u00e7\u00e3o racional, como os objetos voadores n\u00e3o identificados e seres extraterrestres. Esses questionamentos s\u00e3o cruciais. Mas sempre procurei separar minhas indaga\u00e7\u00f5es interiores com a realidade da investiga\u00e7\u00e3o dos fatos que, como jornalista, sou obrigado a fazer.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea chegou a ter experi\u00eancias ao ir aos locais dos fatos?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, nunca, o que \u00e9 muito interessante. O Biamir Siqueira, outro rep\u00f3rter do O Estado do Par\u00e1, era meu parceiro na cobertura dos casos de chupa-chupa e teve experi\u00eancias, mas eu n\u00e3o. Tomei conhecimento do fen\u00f4meno atrav\u00e9s do Siqueira, pois foi quem me chamou a aten\u00e7\u00e3o para os fatos. \u201cCarlos voc\u00ea que anda com essas revistas de livros de Ufologia a\u00ed, precisa ver o que est\u00e1 acontecendo l\u00e1 em Colares\u201d, disse-me.<\/p>\n<p><strong>Quando foi o epicentro do fen\u00f4meno chupachupa no Par\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p>Na verdade, eu comecei a pesquisar os fatos entre maio e julho de 1977, mas o fen\u00f4meno j\u00e1 estava ocorrendo h\u00e1 muito tempo. Ele vinha desde a Baixada Maranhense, entrava no Par\u00e1 pelo munic\u00edpio de Viseu, a oeste do Estado, e chegava a Bel\u00e9m, at\u00e9 estacionar na Ba\u00eda do Sol, e ilhas de Mosqueiro e Colares. Quando veio para o Par\u00e1, todo o Maranh\u00e3o j\u00e1 estava infestado pelo chupa-chupa. Tanto que a imprensa de l\u00e1, principalmente o jornal O Imparcial, j\u00e1 noticiava o aparecimento das luzes h\u00e1 meses.<\/p>\n<p><strong>Anteriormente \u00e0s ocorr\u00eancias registradas em Bel\u00e9m, como era o fen\u00f4meno?<\/strong><\/p>\n<p>Antes de termos os casos paraenses, e mesmo do chupa-chupa receber uma conota\u00e7\u00e3o tipicamente regional, ele era chamado l\u00e1 no Maranh\u00e3o de \u201cluz do diabo\u201d, \u201ccoisa\u201d etc. A express\u00e3o \u201caparelho\u201d \u00e9 pr\u00f3pria de Colares, mas quem inventou o termo \u201cchupa-chupa\u201d foram os moradores dos munic\u00edpios de Santo Antonio do Imbituba e Vigia, pr\u00f3ximos das ilhas e onde o fen\u00f4meno teve muita intensidade. Eu ouvi essa denomina\u00e7\u00e3o pela primeira vez quando entrevistei residentes que foram atingidos pelas luzes na localidade de Vila Nova.<\/p>\n<p><strong>Quando voc\u00ea foi pautado para ir aos locais atingidos, voc\u00ea se deparou com algum fen\u00f4meno n\u00e3o explicado l\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, e isso \u00e9 interessante. Nada me aconteceu, mas sim a outros rep\u00f3rteres que tamb\u00e9m cobriram os fatos, como o Biamir Siqueira, que tamb\u00e9m trabalhava no O Estado do Par\u00e1. Na \u00e9poca, eu era rep\u00f3rter especial e depois passei a ser chefe de reportagem. Ent\u00e3o ele me falou: \u201cCarlos, voc\u00ea que anda com essas revistas e livros, precisa ser o que est\u00e1 acontecendo l\u00e1 em Mosqueiro\u201d. E isso me despertou a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o, foi o Biamir Siqueira quem o levou a conhecer os casos do chupa-chupa?<\/strong><\/p>\n<p>Isso, mas foi antes da Opera\u00e7\u00e3o Prato ter in\u00edcio. Era final de maio, in\u00edcio de junho de 1977. O Jos\u00e9 Ribamar dos Prazeres estava junto e foi o fot\u00f3grafo que fez as fotos que eu acho mais assustadoras. Qualquer arquivo da Ufologia Mundial que se preze deve ter suas imagens como \u00edcones do assunto. Uma edi\u00e7\u00e3o de O Estado do Par\u00e1 j\u00e1 dava na \u00e9poca a manchete Eis o Chupa-Chupa, com fotos que o Ribamar tinha feito.<\/p>\n<p><strong>Quer dizer que algumas dessas fotografias que estamos habituados a ver publicadas s\u00e3o, na verdade, de Ribamar?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, s\u00e3o de Ribamar e foram confiscadas pela Aeron\u00e1utica, que chegou a aparecer como dona das imagens em muitas reportagens. Eu testemunhei sua ang\u00fastia na \u00e9poca, quando ele perdeu suas fotos. Ele lamentava e eu at\u00e9 brincava: \u201cRibamar, se tu tivesses vendido as fotos para as revistas norte- americanas especializadas no assunto, estavas rico\u201d. Mas n\u00e3o teve jeito: o capit\u00e3o [Na \u00e9poca] Uyrang\u00ea Hollanda foi \u00e0 reda\u00e7\u00e3o do jornal e exigiu que os filmes fossem entregues, alegando que eram quest\u00e3o de seguran\u00e7a nacional. Lamentavelmente, nosso chefe de reda\u00e7\u00e3o entregou tudo. Era o jornalista Valmir Botelho do Oliveira, que hoje \u00e9 o diretor e redator de O Liberal, onde trabalho atualmente.<\/p>\n<p><strong>Como foi sua primeira ida aos locais dos ataques, junto do Biamir Siqueira?<\/strong><\/p>\n<p>Ele e Ribamar apareceram em casa numa noite, \u00e0s 23h00, num fusquinha de O Estado do Par\u00e1. Convidaram-me e fomos todos para a Ilha de Mosqueiro [A 60 km de Bel\u00e9m] e, depois, para a Ba\u00eda do Sol, uns 6 km \u00e0 frente. L\u00e1 j\u00e1 havia uf\u00f3logos estudando os casos. Inclusive, o chupa-chupa desencadeou uma onda de visita de uf\u00f3logos de todo Brasil e do exterior \u00e0 regi\u00e3o. Como se sabe, o Par\u00e1 sempre teve ocorr\u00eancia de luzes n\u00e3o identificadas, mas n\u00e3o na intensidade que a onda chupa-chupa demonstrou. Houve aparecimento de UFOs em Porto de Trombetas, Monte Alegre, Juruti, Itaituba, Alenquer, Caraj\u00e1s etc, todas localidades paraenses. J\u00e1 conhec\u00edamos relatos das d\u00e9cadas de 50 e 60, de pessoas que viam tais luzes. Em Caraj\u00e1s, onde h\u00e1 minas de ferro e at\u00e9 ur\u00e2nio, h\u00e1 muitas ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea acredita que os min\u00e9rios atra\u00edam os objetos voadores n\u00e3o identificados?<\/strong><\/p>\n<p>Creio que sim. Os moradores de Caraj\u00e1s falam muito em avistamento de objetos voadores n\u00e3o identificados. E isso em tempos pregressos ao fen\u00f4meno chupa-chupa.<\/p>\n<p><strong>Voltando \u00e0 Ba\u00eda do Sol, o que ocorreu l\u00e1 em sua primeira viagem?<\/strong><\/p>\n<p>Bem, ficamos a madrugada inteira com a m\u00e1quina fotogr\u00e1fica do Ribamar ligada, mas nessa primeira observa\u00e7\u00e3o n\u00e3o vimos nada, apesar dos moradores do local j\u00e1 comentarem os casos abertamente.<\/p>\n<p><strong>A popula\u00e7\u00e3o acompanhava o trabalho jornal\u00edstico de voc\u00eas?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, alguns acompanhavam. Outros se recolhiam em suas casas. Havia muita curiosidade, pois a vis\u00e3o do c\u00e9u naquela regi\u00e3o \u00e9 deslumbrante. Na \u00e9poca, a Ba\u00eda do Sol, Mosqueiro e Colares n\u00e3o tinham luz el\u00e9trica o tempo todo, apenas a fornecida por uma usina termoel\u00e9trica, a \u00f3leo, que era desligada \u00e0s 22h00.<\/p>\n<p><strong>Havia clima de expectativa, medo ou p\u00e2nico por parte da popula\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Havia um clima de pavor, mesmo. As pessoas j\u00e1 estavam sendo atacadas h\u00e1 tempos. Em junho de 1977, quem quer que fosse para a beira dos rios da regi\u00e3o acabava vendo alguma coisa. Eu gostaria que os militares que participaram da Opera\u00e7\u00e3o Prato, que ainda est\u00e3o vivos, viessem a p\u00fablico revelar o que viram.<\/p>\n<p><strong>Mas h\u00e1 militares ainda vivos?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 sim, como o piloto que testemunhou um objeto sobre a Ba\u00eda do Sol, aquele cujo helic\u00f3ptero quase colidiu com um disco voador. Ele se chama Fl\u00e1vio e mora no centro de Bel\u00e9m, mas n\u00e3o tenho seu sobrenome.<\/p>\n<p><strong>O jornal que voc\u00ea trabalhava tinha uma equipe de plant\u00e3o para cobrir os casos de ataque?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, eu e o Biamir Siqueira est\u00e1vamos sempre de plant\u00e3o. Se acontecesse um caso, n\u00f3s \u00edamos ao local imediatamente. T\u00ednhamos uma reda\u00e7\u00e3o muito forte, muito grande, que permitia que design\u00e1ssemos rep\u00f3rteres para fazer mat\u00e9rias espec\u00edficas, e eu fui um deles.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00eas ficavam sabendo que os fatos estavam acontecendo e aonde? A popula\u00e7\u00e3o avisava?<\/strong><\/p>\n<p>As pessoas ligavam da Ilha de Mosqueiro e at\u00e9 de Colares para a reda\u00e7\u00e3o do jornal. O Ribamar e o Siqueira tinham publicado as primeiras mat\u00e9rias sobre essa quest\u00e3o, o que chamou a aten\u00e7\u00e3o dos moradores. Ambos eram rep\u00f3rteres policiais e cobriam crimes, os assaltos da cidade. \u00c0 noite eles tinham um trabalho espec\u00edfico: pegavam o carro do jornal e iam \u00e0s \u00e1reas dos ataques. Eles chegaram a ficar semanas l\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Havia uma conota\u00e7\u00e3o policial nos casos de ataques do chupa-chupa, ou seja, eles podiam ser entendidos como crimes?<\/strong><\/p>\n<p>Exatamente. O Siqueira ia para os locais porque as pessoas estavam sendo agredidas pela luz. Havia uma forte conota\u00e7\u00e3o policial nos casos e, nas delegacias de Mosqueiro e Colares, eram feitos at\u00e9 boletins de ocorr\u00eancia dos ataques. As pessoas iam de fato \u00e0 pol\u00edcia. Ora, se voc\u00ea \u00e9 agredido fisicamente numa vila pequena, voc\u00ea n\u00e3o vai procurar o padre nem o prefeito, mais sim a pol\u00edcia. Era comum que, nos dias seguintes aos ataques das luzes, onde quer que ocorressem, as pessoas pegassem um \u00f4nibus e fossem \u00e0 delegacia mais pr\u00f3xima.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea chegou a ver os boletins de ocorr\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>Cheguei a ver alguns, sim. Neles, as pessoas descreviam como eram atacadas. Uns diziam que vinham por uma estrada e, de repente, uma luz os paralisava e lhes \u201cfocava\u201d um raio. As v\u00edtimas alegavam que corriam apavoradas, mas quase sempre ca\u00edam desmaiadas, sem se lembrar mais de nada. Outros tamb\u00e9m ficavam paralisados, viam as luzes e sentiam um formigamento pelo corpo, mas n\u00e3o podiam reagir. Quando o chupa-chupa ia embora, segundo os atacados, eles ficavam \u201clesos\u201d [Express\u00e3o no Par\u00e1 que significa atordoamento ou tontura].<\/p>\n<p><strong>Que idade tinham e que tipo de pessoas eram aquelas atacadas pelo chupa-chupa?<\/strong><\/p>\n<p>Tinha gente de todo tipo. Eu encontrei at\u00e9 um adolescente de 17 anos. Mas as pessoas atacadas tinham idade m\u00e9dia de 30 anos. Algumas eram idosas.<\/p>\n<p><strong>Qual era sua impress\u00e3o sobre esses casos?<\/strong><\/p>\n<p>Bem, eu tinha uma intui\u00e7\u00e3o. Eu olhava os mapas das \u00e1reas atingidas e associava os paralelos e meridianos com os casos. As imagens formavam figuras que atravessam todo o Estado do Maranh\u00e3o, entravam no Par\u00e1 por Viseu, passavam pela Ba\u00eda do Sol e iam em dire\u00e7\u00e3o as Guianas, na Plan\u00edcie Amaz\u00f4nica. Creio que os objetos voadores n\u00e3o identificados vistos na regi\u00e3o eram pilotados por seres do espa\u00e7o, que, de maneira inteligente, seguiam os meridianos e paralelos como uma forma de orienta\u00e7\u00e3o em sua navega\u00e7\u00e3o. Isso me ocorreu na \u00e9poca, embora nunca tivesse estudado isso antes.<\/p>\n<p><strong>Quanto tempo voc\u00ea passou nas \u00e1reas atingidas pelo chupa-chupa?<\/strong><\/p>\n<p>Fui muitas vezes aos locais, sendo que, numa ocasi\u00e3o, fiquei em Colares por cinco dias e noites, em duas delas dormindo em cima do mercado da vila. O Ribamar ia comigo \u00e0s vezes e muitas outras sozinho. Tanto que fez centenas de fotografias dos objetos. Ele levava rolos e mais rolos de filmes, e todos acabaram sendo confiscados pela Aeron\u00e1utica, centenas deles. O Biamir Siqueira tamb\u00e9m teve muitas experi\u00eancias. Numa vez, ele e o Ribamar foram atacados pelas luzes numa estrada da Ba\u00eda do Sol .<\/p>\n<p><strong>Algo assim chegou a acontecer com voc\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, comigo n\u00e3o aconteceu nada, nem nas duas noites que passei em Colares. O estranho \u00e9 que, onde eu estava, nada acontecia. Mas a alguns quil\u00f4metros dali, sim. Inclusive com o Ribamar, que tinha fotografado um UFO na Ba\u00eda do Sol. Havia at\u00e9 uma competi\u00e7\u00e3o entre os fot\u00f3grafos para ver quem conseguia mais imagens.<\/p>\n<p><strong>A Ba\u00eda do Sol era o local preferido dos ETs?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, a Ba\u00eda do Sol era o point. De l\u00e1 se v\u00ea, do outro lado do rio, a Ilha de Mosqueiro, e mais \u00e0 frente est\u00e1 Colares. Curioso era que \u00e0s vezes o chupa-chupa aparecia de um lado do rio e n\u00e3o do outro. Noutras vezes, era o contr\u00e1rio. Eram tantos os casos que as pessoas faziam fila para me dar entrevista, dizendo que tinham sido atingidas pelas luzes bem ali onde eu estava. As noites eram de p\u00e2nico na cidade e se ouvia muito o barulho dos moradores batendo latas e soltando fogos. Mas eu n\u00e3o via nada&#8230;<\/p>\n<p><strong>Por que soltavam fogos e batiam latas?<\/strong><\/p>\n<p>Quando n\u00f3s chegamos finalmente a Colares, os moradores nos diziam que est\u00e1vamos pegando o fim da onda, os \u00faltimos instantes do fen\u00f4meno. De fato, n\u00f3s n\u00e3o pegamos o auge do chupa-chupa porque ele se deslocou da Ba\u00eda do Sol para Colares. As pessoas nos descreviam que passavam noites e dias correndo e se escondendo dos objetos. E para tentar afugent\u00e1-los, o prefeito pedia a todos que batessem latas e panelas. Ele mandava dar fogos de artif\u00edcio e caf\u00e9 forte para os moradores, para que n\u00e3o dormissem e repelissem os ataques. Ademais, bater latas e soltar fogos tamb\u00e9m servia para comunicar que as luzes estavam chegando, atingindo uma determinada casa etc. As pessoas j\u00e1 estavam vivendo isso h\u00e1 muito tempo. At\u00e9 mesmo os animais eram afetados. Teve um casal atacado, que entrevistei, cujo c\u00e3o ficou mudo e n\u00e3o latiu mais.<\/p>\n<p><strong>Mas o perigo era t\u00e3o grande assim?<\/strong><\/p>\n<p>Era. As pessoas descreviam que os UFOs davam v\u00f4os rasantes de 30 m de altura sob as \u00e1rvores, quase beirando as casas. No local a vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 prim\u00e1ria, de \u00e1rvores t\u00edpicas da Amaz\u00f4nia, que chegam a ter 30 m de altura. S\u00e3o castanheiras, mognos, ma\u00e7arandubas etc, e os objetos chegavam ao topo delas. Na Ilha de Colares, o maior vilarejo tinha uns 1.500 moradores, era um n\u00facleo urbano mais pr\u00f3ximo da beira do rio. Noutros lugares moravam umas 200 ou 300 fam\u00edlias e nas regi\u00f5es mais afastadas havia umas 10 a 20 casas aqui e ali. Eram todos pequenos n\u00facleos dentro da mesma ilha, onde as luzes atacavam mais regularmente.<\/p>\n<p><strong>O fen\u00f4meno ocorria simultaneamente em toda a regi\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, ele aparecia dessa forma. Algumas luzes se deslocavam da Ba\u00eda do Sol para Colares, da Vila Nova de Imbituba para Vigia, tudo na mesma noite. Havia casos de agress\u00f5es ocorrendo ao mesmo tempo em v\u00e1rias localidades. Inclusive de naves grandes sendo vistas num vilarejo e, logo depois, atacando outro local. O Ribamar fez diversas fotos desses fen\u00f4menos, mas elas foram confiscadas.<\/p>\n<p><strong>Quantas v\u00edtimas voc\u00ea entrevistou na regi\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Mais de 30 pessoas, principalmente entre as que foram atendidas e submetidas a tratamento pela doutora Wellaide Cecim, na Unidade Sanit\u00e1ria de Colares. Eu vi mais de 50 pessoas atacadas na ilha e umas 30 em Imbituba. Na Ba\u00eda do Sol eu conheci mais cinco, inclusive o casal que me apontou o cachorro que ficou mudo.<\/p>\n<p><strong>O casal que teve o c\u00e3o silenciado o procurou para relatar a experi\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o. O marido foi at\u00e9 a delegacia da Ilha de Mosqueiro para formular uma queixa, relatando que ele a esposa haviam sido atacados por uma luz e que seu cachorro \u2013 um vira-lata que servia de guia e tomava conta da casa \u2013 acabara ficando mudo. Eles descreveram que o animal era muito esperto e latia para qualquer estranho. Mas ap\u00f3s o contato, o cachorro nunca mais latiu. Eu fui at\u00e9 o local para entrevistar o casal, que me relatou exatamente o mesmo que Biamir Siqueira tinha vivido dentro do carro, o fen\u00f4meno da luz transl\u00facida . O marido contou que estava com a mulher num barranco quando, de repente, ficou tudo muito claro. Era um feixe de luz dirigida para cima do barraco. Ela atravessava tudo e o homem disse que parecia ter ficado dia. Mais tarde, naquela mesma noite, eu fui com o general Alfredo Moacyr de Mendon\u00e7a Uch\u00f4a e uma equipe do programa Globo Rep\u00f3rter, que estava na \u00e1rea, fazer uma vig\u00edlia em Colares. Mas os resultados foram frustrantes: nada vimos al\u00e9m de luzes de embarca\u00e7\u00f5es passando ao longe. Ficamos l\u00e1 das 24h00 \u00e0s 04h00 e nada.<\/p>\n<p><strong>Na vila de Penhalonga um senhor descreveu \u00e0 Revista UFO um fen\u00f4meno semelhante ao chupa-chupa, que denominou de \u201csat\u00e9lite\u201d. Mas o tal sat\u00e9lite fazia movimentos \u00e0 baixa altitude e corria atr\u00e1s das pessoas&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00e9poca, eu ouvi essa denomina\u00e7\u00e3o poucas vezes. S\u00f3 depois vim saber que quem fez as pessoas imaginarem que o chupa-chupa era um tipo de sat\u00e9lite foram os militares da Aeron\u00e1utica que operaram na \u00e1rea. Primeiro sob o comando do sargento Nascimento, que fez um relat\u00f3rio simpl\u00f3rio inconclusivo. Depois foram os militares da Opera\u00e7\u00e3o Prato, que tentaram at\u00e9 ridicularizar aquelas pessoas humildes e enfiavam id\u00e9ias tolas em suas cabe\u00e7as \u2013 como achar que as luzes eram sat\u00e9lites.<\/p>\n<p><strong>Houve, ent\u00e3o, um relat\u00f3rio anterior ao produzido pela Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, houve e foi realizado por determina\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o do I Comando A\u00e9reo Regional (COMAR I), tamb\u00e9m em 1977 e antes da Opera\u00e7\u00e3o Prato. Seu respons\u00e1vel foi um tal sargento Nascimento, mas o relat\u00f3rio foi considerado muito pobre e insuficiente. A decis\u00e3o de faz\u00ea-lo, no entanto, partiu do brigadeiro Prot\u00e1sio Lopes de Oliveira, ent\u00e3o comandante do COMAR I. Ele era um homem gentil\u00edssimo, de grande vivacidade intelectual e muito humilde.<\/p>\n<p><strong>Qual era a diferen\u00e7a entre esse relat\u00f3rio e o emitido pela Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>As miss\u00f5es n\u00e3o tinham o mesmo crit\u00e9rio, tanto que o primeiro relat\u00f3rio nem teve uma comiss\u00e3o de pesquisa efetiva, ou sequer um nome. J\u00e1 a Opera\u00e7\u00e3o Prato teve crit\u00e9rios estabelecidos pelo capit\u00e3o Uyrang\u00ea Hollanda e deu frutos, como todos sabemos, apesar dele ter come\u00e7ado seu trabalho como um c\u00e9tico quando a natureza extraordin\u00e1ria do chupa-chupa.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea acredita que o capit\u00e3o Hollanda subestimou o fen\u00f4meno que ocorria no Par\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, creio que ele o subestimou e tentou caracteriz\u00e1-lo como uma forma de histeria coletiva, manifestada em pessoas sem nenhum n\u00edvel cultural, ignorantes. Mas o primeiro relat\u00f3rio foi bem pior e at\u00e9 preconceituoso. Porque as pessoas entrevistadas por Nascimento eram pobres, humildes e tratadas com desprezo. Inclusive, em seu relat\u00f3rio, Nascimento definiu duas pessoas entrevistadas por ele como tendo \u201cfortes tra\u00e7os mongol\u00f3ides e de cretinismo\u201d. O brigadeiro Prot\u00e1sio n\u00e3o gostou do resultado.<\/p>\n<p><strong>O que aconteceu, ent\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Quando o primeiro relat\u00f3rio caiu nas m\u00e3os do brigadeiro, ele decidiu executar um trabalho mais s\u00e9rio e profissional, e encaminhou uma equipe que acreditava em intelig\u00eancias superiores para ir \u00e0s \u00e1reas atingidas investigar os casos. Essa equipe era a Opera\u00e7\u00e3o Prato e levou em considera\u00e7\u00e3o a sinceridade com que as testemunhas e v\u00edtimas descreviam os fen\u00f4menos. Logo de cara, Hollanda compreendeu que havia algo s\u00e9rio acontecendo, pois pessoas de localidades diferentes, que n\u00e3o se conheciam, morando 40 ou 50 km entre si e que nunca sa\u00edram do seu vilarejo \u2013 a n\u00e3o ser para pescar e plantar \u2013, narravam as mesmas hist\u00f3rias, com semelhan\u00e7as incr\u00edveis. A impress\u00e3o que eu tive quando vi seus depoimentos \u00e9 que aquelas pessoas n\u00e3o foram v\u00edtimas de alucina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o havia na Ufologia Brasileira a informa\u00e7\u00e3o de uma investiga\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do chupa-chupa, antes da Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, houve. Mas sem grandes conseq\u00fc\u00eancias e sem a aprova\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o do COMAR I. Houve um direcionamento do sargento Nascimento para que a origem dos UFOs fosse vista pelos moradores como infiltra\u00e7\u00f5es comunistas e de guerrilheiros. Isso servia para desviar a aten\u00e7\u00e3o de todos para a real natureza dos acontecimentos. Creio que o Hollanda, quando assumiu a Opera\u00e7\u00e3o Prato, tamb\u00e9m tinha instru\u00e7\u00f5es para dar esse tratamento aos casos. Acho que essa era uma determina\u00e7\u00e3o direta do comando da Aeron\u00e1utica, em Bras\u00edlia, e n\u00e3o tanto do brigadeiro Prot\u00e1sio. Os militares queriam aproveitar a conota\u00e7\u00e3o dada pela extinta revista Manchete, na \u00e9poca, que chegou a publicar que os russos estavam desenvolvendo uma nova arma de guerra que poderia afetar a hegemonia norte-americana. A id\u00e9ia era empregar isso como origem para o chupa-chupa. Eu nunca li essa mat\u00e9ria na Manchete, mas isso consta no relat\u00f3rio do capit\u00e3o Uyrang\u00ea Hollanda.<\/p>\n<p><strong>O Hollanda foi aos locais tentar explicar \u00e0s pessoas que os ataques eram uma invas\u00e3o russa ou norte-americana?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. N\u00e3o diretamente ele, mas seus subordinados. E vou dizer mais: eu n\u00e3o estava em Colares no dia, mas soube logo ap\u00f3s que os militares da Aeron\u00e1utica levaram uma m\u00e1quina de proje\u00e7\u00e3o e passaram um filme da descida do homem a Lua, como uma forma de induzir a popula\u00e7\u00e3o a crer que se tratasse da mesma coisa. Isso nunca foi publicado.<\/p>\n<p><strong>Qual foi a rea\u00e7\u00e3o das pessoas diante disso?<\/strong><\/p>\n<p>Houve uma plat\u00e9ia grande e at\u00e9 mesmo o padre de Colares, Alfredo de L\u00e1 \u00d3, um norte-americano estudioso de Ufologia, tentou convencer as pessoas que aquilo que o Hollanda e seus homens estavam mostrando era verdade. Todos queriam convencer os moradores da ilha a crerem que estavam vendo uma inven\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio homem, e n\u00e3o de uma coisa do espa\u00e7o exterior. A id\u00e9ia da invas\u00e3o russa ocorreu porque, em 1977, viv\u00edamos a \u00e9poca da ditadura e de ca\u00e7a a comunistas. Est\u00e1vamos numa fase intensa de repress\u00e3o, inclusive no Par\u00e1, com a Guerrilha do Araguaia. Assim, caso a id\u00e9ia de invas\u00e3o norte-americana n\u00e3o funcionasse, tinha a da invas\u00e3o russa.<\/p>\n<p><strong>A inten\u00e7\u00e3o de Hollanda de acobertar o fen\u00f4meno com essas estrat\u00e9gias perdurou at\u00e9 o final da Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, ele n\u00e3o resistiu aos depoimentos das pessoas, ao medo e ao pavor que demonstravam, coisas que superavam qualquer tipo de lavagem cerebral militar. Mesmo assim, eles tentavam estrat\u00e9gias tamb\u00e9m com os jornalistas e fot\u00f3grafos. Uma vez, estando em vig\u00edlia em Colares, sent\u00edamos reflexos de alguma luz em nossas costas. Eram os militares disparando flashes em n\u00f3s. Talvez para nos fotografar, talvez para nos intimidar.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea considerou isso como uma forma de repress\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, mas n\u00e3o apenas isso. Uma vez os militares nos procuraram quando est\u00e1vamos para sair da ilha, para tentar nos intimidar. Est\u00e1vamos comendo um peixe l\u00e1 na beira do rio e o Hollanda sentou numa cadeira e me disse: \u201cVoc\u00ea \u00e9 o Carlos Mendes. Eu te conhe\u00e7o das manifesta\u00e7\u00f5es esquerdistas\u201d. Ora, como jornalista, eu cobria em Bel\u00e9m muitas manifesta\u00e7\u00f5es, quando pessoas foram presas, torturadas etc. E os militares acompanhavam nossos passos como uma forma de tentar ter controle do que publicar\u00edamos.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea acha que o Hollanda fazia parte da pol\u00edtica de repress\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Isso eu n\u00e3o sei, mas ele era do Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es, o antigo SNI, que era quem fazia as torturas e tudo mais. E era tamb\u00e9m ligado ao Centro de Informa\u00e7\u00f5es e Seguran\u00e7a da Aeron\u00e1utica (CISA) [Uma esp\u00e9cie de servi\u00e7o de espionagem interno na institui\u00e7\u00e3o]. As pessoas falavam na \u00e9poca que o Hollanda n\u00e3o tinha participa\u00e7\u00e3o direta nas torturas, mas v\u00e1rias que foram torturadas o reconheceram como um dos agentes que colhiam informa\u00e7\u00f5es sobre supostos subversivos. A imprensa tinha medo dele, pavor.<\/p>\n<p><strong>Foi nesse clima de medo que se deu o confisco das fotografias do Ribamar?<\/strong><\/p>\n<p>Creio que sim. O que eu ouvi falar \u00e9 que ele esteve nas reda\u00e7\u00f5es de O Liberal e da Prov\u00edncia do Par\u00e1 tamb\u00e9m, mas nelas ele n\u00e3o encontrou muita coisa, porque suas equipes n\u00e3o conseguiram fotografar o chupa-chupa. Esses jornais n\u00e3o tinham uma miss\u00e3o espec\u00edfica de averiguar esses fatos, enquanto O Estado do Par\u00e1, que era o meu jornal, sim. Eu tinha motorista, fot\u00f3grafo, combust\u00edvel e dinheiro a minha disposi\u00e7\u00e3o. O Ribamar e o Siqueira, como rep\u00f3rteres que j\u00e1 trabalhavam juntos cobrindo \u00e1rea policial, estando todo dia em a\u00e7\u00e3o, largavam tudo \u00e0 noite e iam para as \u00e1reas atingidas. Faziam vig\u00edlia na Ba\u00eda do Sol, Mosqueiro, Colares etc, e foi assim que eles conseguiram fotografar os fen\u00f4menos.<\/p>\n<p><strong>Chegou a se levar a s\u00e9rio que os UFOs poderiam ser realmente naves de alguma outra na\u00e7\u00e3o? Havia realmente esse temor?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o havia. Isso foi artificialmente plantado. Por isso que eu digo que essa orienta\u00e7\u00e3o veio de Bras\u00edlia, do Estado Maior das For\u00e7as Armadas (EMFA). Como se sabe, a Amaz\u00f4nia sempre foi vulner\u00e1vel \u00e0s invas\u00f5es estrangeiras, de maneira que a justificativa de uma experi\u00eancia russa na \u00e1rea poderia dar certo.<\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s as desculpas russas e norte-americanas, dos confiscos e das amea\u00e7as, voc\u00ea continuou indo aos locais atingidos, depois do encerramento da Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>Depois que ela se encerrou, eu me afastei. Cheguei a voltar algumas vezes a Colares, mas para me divertir e conversar com as pessoas com que fiz grandes amizades, que ainda conservo. Procuro saber como est\u00e3o hoje as v\u00edtimas do chupa- chupa e fico contente que algumas continuem vivas. O Newton Cardoso, por exemplo, que teve uma experi\u00eancia marcante em Colares. Uma vez ele achou uma sonda meteorol\u00f3gica e me ligou falando que tinha achado um disco voador&#8230;<\/p>\n<p><strong>Em dezembro de 1977, quando foi encerrada, j\u00e1 eram conhecidos os resultados da Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o. A opera\u00e7\u00e3o foi mantida sob rigoroso sigilo, inclusive pela imprensa do Par\u00e1. N\u00e3o era para vazar nada. Somente depois \u00e9 que alguns fatos foram aos poucos surgindo e nos dando uma id\u00e9ia da dimens\u00e3o dos acontecimentos e do envolvimento militar.<\/p>\n<p><strong>Se fala muito que, quando o chupa-chupa estava em sua plenitude, as pessoas tinham pavor de pescar e plantar, que n\u00e3o sa\u00edam de casa e que o fen\u00f4meno estava prejudicando sua vida. \u00c9 verdade?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, prejudicou muito, inclusive a produ\u00e7\u00e3o de peixe na regi\u00e3o da Vigia e da Ilha do Maraj\u00f3, que s\u00e3o riqu\u00edssimas em pescado e abastecem o Par\u00e1 e as exporta\u00e7\u00f5es. Houve uma grande queda na produ\u00e7\u00e3o por causa do medo das luzes que atacavam. Ningu\u00e9m gostava de sair para o rio e se arriscar.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea conhece casos de pescadores atingidos?<\/strong><\/p>\n<p>Conhe\u00e7o v\u00e1rias hist\u00f3rias. Na praia do Cajueiro, por exemplo, numa certa noite, tr\u00eas pescadores sa\u00edam para pescar e tiveram uma surpresa. Eles acabaram de entrar no barco, ajeitaram sua rede e estavam para atravessar toda a Ba\u00eda de Maraj\u00f3, para pescar numa \u00e1rea muito piscosa chamada Canal do Meio, quando foram surpreendidos pela luz e voltaram correndo para suas casas&#8230;<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea avalia que, hoje, o fen\u00f4meno diminuiu em intensidade e gravidade ou permanece a mesma coisa?<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao Estado do Par\u00e1 as manifesta\u00e7\u00f5es continuam, mas n\u00e3o na intensidade daquela \u00e9poca, que foi absurda e \u00fanica em todo o mundo. Pelo menos, at\u00e9 onde sei, nunca se teve conhecimento de que durante um certo tempo tantas luzes investissem contra as pessoas, agredindo-as. Hoje h\u00e1 mais espa\u00e7amento entre os relatos que nos chegam, mas os casos continuam ocorrendo. H\u00e1 pouco tempo, o Ubiratan Pinon Frias [Piloto civil que esteve envolvido com a Opera\u00e7\u00e3o Prato], me comunicou casos em Alenquer e Oriximin\u00e1, como o aparecimento de luzes constantes. Nessas localidades, os agricultores e pescadores est\u00e3o apavorados com a manifesta\u00e7\u00e3o dos objetos, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 registros de ataques. Nada que se compare ao fen\u00f4meno chupa-chupa dos anos 70 e 80.<\/p>\n<p><strong>Carlos, voc\u00ea falou que a vida das pessoas atacadas pelo chupa-chupa acabou se deteriorando. Isso ocorreu a muita gente, que ainda n\u00e3o se recuperou e tem sa\u00fade f\u00edsica e emocional abalada. Sabemos que a vida do capit\u00e3o Uyrang\u00ea Hollanda tamb\u00e9m foi comprometida por ele ter se envolvido com o fen\u00f4meno. A de seus colegas de farda, que tamb\u00e9m serviram a Opera\u00e7\u00e3o Prato, idem. O que voc\u00ea pensa disso?<\/strong><\/p>\n<p>Nessa outra fase da vida do Hollanda, meus contatos com ele foram muito escassos para eu poder avaliar. Mas enquanto minha conviv\u00eancia com ele e outros militares da opera\u00e7\u00e3o durou, ainda em Bel\u00e9m, isso podia ser constatado. Muita gente sofre at\u00e9 hoje de depress\u00e3o, cansa\u00e7o injustificado, pouca imunidade a doen\u00e7as etc, ap\u00f3s ter sido atacada pelo chupa-chupa [A doutora Wellaide Cecim Carvalho confirma isso e descreve a situa\u00e7\u00e3o na entrevista que concedeu \u00e0 Revista UFO, que ser\u00e1 publicada na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o].<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea e o Hollanda chegaram a ter algum conv\u00edvio social?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o tivemos. Conheci o Hollanda na reda\u00e7\u00e3o de O Estado do Par\u00e1 e nas manifesta\u00e7\u00f5es, onde ele geralmente estava em ve\u00edculos com chapa fria, fotografando protestos nas ruas de Bel\u00e9m. Naquela \u00e9poca, como jornalistas, \u00e9ramos todos vistos como perigosos e subversivos. Uma vez o Hollanda me perguntou se eu era comunista e qual era a minha ideologia. Eu lhe disse: \u201cOlha, capit\u00e3o, comunista eu n\u00e3o sou. Porque, se eu fosse, estaria rico. N\u00e3o conhe\u00e7o nenhum comunista, inclusive aqui no Par\u00e1, que seja pobre. Eles s\u00e3o fazendeiros, pecuaristas, donos de grandes estabelecimentos etc\u201d. Ele prop\u00f4s que quebr\u00e1ssemos o gelo e pass\u00e1ssemos a nos conhecermos melhor. Disse-lhe que, da minha parte, n\u00e3o havia problema. Se eles n\u00e3o interferissem em meu trabalho, eu n\u00e3o interferiria no dele.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea sabe sobre a vida posterior de Hollanda, ap\u00f3s a Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>Tive contato com alguns agentes do servi\u00e7o de informa\u00e7\u00e3o da Aeron\u00e1utica, que me disseram que ele come\u00e7ou a beber, se separou da esposa, teve brigas com familiares e agress\u00f5es, em parte devido ao seu pr\u00f3prio comportamento, pois n\u00e3o se relacionava bem com os colegas de trabalho. No COMAR I ele era visto como um maluco, uma pessoa sem muita credibilidade. Mas essa n\u00e3o foi a impress\u00e3o que eu tive ao conversar com o brigadeiro Prot\u00e1sio, que tinha grande admira\u00e7\u00e3o por Hollanda e o considerava um militar altamente disciplinado, competente, homem de extrema intelig\u00eancia e confian\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Foi essa confian\u00e7a que o brigadeiro Prot\u00e1sio tinha em Hollanda que fez com que o chamasse para coordenar a Opera\u00e7\u00e3o Prato?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, e o brigadeiro me disse que ele tinha a preocupa\u00e7\u00e3o de perguntar ao Hollanda se tinha visto alguma coisa na mata. Quando ele respondia que n\u00e3o, no come\u00e7o da opera\u00e7\u00e3o, o brigadeiro falava: \u201cEnt\u00e3o volte para l\u00e1. Alguma coisa anormal est\u00e1 acontecendo em Colares e voc\u00ea precisa descobrir\u201d.<\/p>\n<p><strong>Quando a opera\u00e7\u00e3o foi encerrada, Hollanda ficou muito frustrado, pois ela estava dando excelentes resultados, inclusive contatos com as naves. De quem ou de onde voc\u00ea acha que a ordem de encerrar a miss\u00e3o militar partiu?<\/strong><\/p>\n<p>A ordem veio de Bras\u00edlia. Eu conhecia bem o brigadeiro Prot\u00e1sio e ele confiava no Hollanda. Ele tamb\u00e9m acreditava em vida inteligente fora da Terra, que seres superiores existiam etc. N\u00e3o creio que ele fosse suspender a opera\u00e7\u00e3o. Se o Hollanda acabou por confirmar estar testemunhando UFOs e o Prot\u00e1sio admitia a exist\u00eancia de intelig\u00eancias superiores, isso certamente agu\u00e7aria ainda mais sua curiosidade e determina\u00e7\u00e3o em manter a Opera\u00e7\u00e3o Prato ativa. N\u00e3o havia sentido que ela fosse encerrada \u2013 exceto, claro, tendo a ordem partido de Bras\u00edlia. O EMFA estava sendo continuamente informado do que se passava na selva, desde a primeira miss\u00e3o com o sargento Nascimento, e decidiu encerrar o trabalho de Hollanda.<\/p>\n<p><strong>Considerando a gravidade dos fatos que ocorriam com os militares da Opera\u00e7\u00e3o Prato, e estando o brigadeiro Prot\u00e1sio t\u00e3o pr\u00f3ximo das \u00e1reas atingidas, voc\u00ea acredita que ele fora aos locais para ver e tamb\u00e9m tentar contatar o fen\u00f4meno?<\/strong><\/p>\n<p>Eu desconhe\u00e7o, pois ele nunca tratou do assunto desta forma. Agora, se ele guardou algum segredo com rela\u00e7\u00e3o a isso, deve estar nos arquivos da Aeron\u00e1utica. Nesta pergunta voc\u00ea levanta o x da quest\u00e3o. Ora, como \u00e9 que o chefe do homem que est\u00e1 comandando a opera\u00e7\u00e3o, que recebe dele o relato de que na Ba\u00eda do Sol seus agentes tiveram contato com os seres extraterrestres, iria resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de ir pessoalmente aos locais de avistamento para ter o seu pr\u00f3prio?<\/p>\n<p><strong>Temos informa\u00e7\u00f5es seguras de que n\u00e3o somente o brigadeiro Prot\u00e1sio, mas uma numerosa equipe de militares de Bras\u00edlia estiveram em Colares e Mosqueiro, para todos verem com seus pr\u00f3prios olhos o que estava se passando.<\/strong><\/p>\n<p>Eu soube em Colares, depois que a Opera\u00e7\u00e3o Prato foi encerrada, que v\u00e1rias outras equipes de militares foram \u00e0 ilha. \u00c9 por isso que acredito que \u00e9 importante que a Aeron\u00e1utica venha a p\u00fablico revelar suas investiga\u00e7\u00f5es e informar o que Hollanda apurou. Mas temo que muita coisa que se produziu aqui no Par\u00e1 \u2013 documentos, fotos e filmes \u2013 j\u00e1 nem esteja mais no Brasil. J\u00e1 ouvi o boato, inclusive partindo de um militar da Aeron\u00e1utica, de que o material est\u00e1 em poder do governo norte-americano. \u00c9 sabido que eles vinham ao Brasil constantemente e iam com nossos militares a Mosqueiro, Colares e at\u00e9 Vigia. H\u00e1 um relat\u00f3rio sobre essa atividade conjunta, mas ele \u00e9 guardado a sete chaves.<\/p>\n<p><strong>Carlos, a Ufologia Brasileira deve muito a voc\u00ea, pois foi quem acendeu o estopim que resultou no sucesso da campanha UFOs: Liberdade de Informa\u00e7\u00e3o J\u00e1. E o estopim foi a entrevista que voc\u00ea fez com a doutora Wellaide Cecim Carvalho, em janeiro passado, na qual ela declarou ter sofrido press\u00e3o dos militares para que mentisse sobre os fatos. Essa entrevista nos proporcionou a oportunidade de intensificarmos a campanha contra o sigilo aos UFOs, que resultou no convite da Aeron\u00e1utica \u00e0 Comiss\u00e3o Brasileira de Uf\u00f3logos (CBU) para nossa visita a Bras\u00edlia, em 20 de maio. Como voc\u00ea se sente sabendo que teve uma atua\u00e7\u00e3o t\u00e3o decisiva para o processo de abertura ufol\u00f3gica no pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>Ah, at\u00e9 hoje algo \u201cmexe\u201d comigo quando eu vejo voc\u00eas na televis\u00e3o, como o programa Fant\u00e1stico fazendo a cobertura do encontro dos uf\u00f3logos com os militares, e agora, em agosto, uma dramatiza\u00e7\u00e3o da vida do coronel Uyrang\u00ea Hollanda e a Opera\u00e7\u00e3o Prato indo ao ar no programa Linha Direta. Isso me deixa reconfortado, embora frustrado por n\u00e3o ter alcan\u00e7ado meu objetivo jornal\u00edstico, que era testemunhar aquilo que tantas pessoas viram. Ainda pretendo retomar as investiga\u00e7\u00f5es para saber, 28 anos depois dos fatos, como as v\u00edtimas est\u00e3o, o que mudou em suas vidas etc. Tem gente l\u00e1 em Colares que diz ainda sonhar com o chupa-chupa&#8230;<\/p>\n<p><strong>Tendo acompanhado os fatos na \u00e9poca, analisado tudo e tido todo esse tempo para refletir, qual sua opini\u00e3o hoje sobre o que eram aquelas luzes?<\/strong><\/p>\n<p>Eu continuo com o mesmo sentimento intrigante que me levou a Colares naquela \u00e9poca, h\u00e1 28 anos. Quero saber de fato o que aconteceu com aquelas pessoas, qual o objetivo dessa onda de luzes, o que elas eram e que tipo de pesquisa faziam com as pessoas. Tem um trecho do relat\u00f3rio do sargento Nascimento em que ele diz que \u201ceram luzes guiadas por objetos inteligentes\u201d. Essa foi a \u00fanica coisa que ele disse ali de proveitoso. Creio nisso certamente: as luzes eram inteligentemente controladas.<\/p>\n<p><strong>Eram naves, eram seres?<\/strong><\/p>\n<p>Aquelas luzes n\u00e3o t\u00eam uma explica\u00e7\u00e3o comum. Ningu\u00e9m at\u00e9 hoje soube compreender o que foi o chupa-chupa, um fen\u00f4meno \u00fanico na Ufologia Mundial e que mexeu com o sentimento de pescadores e lavradores muito humildes de comunidades ribeirinhas da Amaz\u00f4nia, que at\u00e9 hoje continua na mem\u00f3ria das pessoas. Elas foram aterrorizadas pelos objetos voadores n\u00e3o identificados e tinham at\u00e9 um sentimento de culpa, pois eram extremamente religiosas e achavam que tinham sido \u201cescolhidas\u201d. Muitas achavam que estavam pagando algum pecado que cometeram e que estariam recebendo uma esp\u00e9cie de vingan\u00e7a, uma puni\u00e7\u00e3o divina. Enfim, para muita gente, as luzes eram um castigo de Deus. Mas, na verdade, as pessoas estavam servindo de cobaias de algo ou algu\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Por favor, d\u00ea uma mensagem final para os leitores da Revista UFO?<\/strong><\/p>\n<p>Eu acho que \u00e9 importante perseverar na busca de respostas para esse fen\u00f4meno. Nossa ci\u00eancia, mesmo com todo avan\u00e7o que hoje tem, n\u00e3o reconhece a exist\u00eancia de seres extraterrestres. Isso deve mudar. Mas a Ufologia precisa entender o que eram aquelas luzes que tiveram aqui. S\u00e3o da pr\u00f3pria Terra, de fora dela, s\u00e3o guiadas por intelig\u00eancias superiores que habitam o interior do planeta? Enfim, precisamos saber o que eram e s\u00f3 uma pesquisa s\u00e9ria nos dar\u00e1 as resposta.<\/p>\n<div id=\"attachment_5158\" style=\"width: 460px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-5158\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-5158 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Mendes-1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"495\" \/><p id=\"caption-attachment-5158\" class=\"wp-caption-text\">Carlos Mendes, rep\u00f3rter que cobriu os acontecimentos em Mosqueiro e Colares durante a onda de ataques do Chupa-chupa.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a este caso mais detalhadamente acessando nosso menu abaixo:<\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"Morte na Ilha do Carangueijo\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa1\/\">Morte na Ilha do Caranguejo\u00a0<\/a><\/h3>\n<p><i>O Caso da Ilha do Caranguejo \u00e9 o marco inicial de uma onda de a\u00e7\u00f5es nocivas por parte de OVNIs, no Par\u00e1 e Maranh\u00e3o.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"O In\u00edcio do Fen\u00f4meno Chupa-Chupa\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa2\/\">O In\u00edcio do Fen\u00f4meno Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>O misterioso fen\u00f4meno Chupa-Chupa come\u00e7ou de forma mais intensa em meados de julho de 1977.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"A Fase Gurupi, do Chupa-Chupa\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa3\/\">A Fase Gurupi, do Fen\u00f4meno Chupa-chupa<\/a><\/h3>\n<p><i>Na Fase Gurupi, os casos concentram-se na regi\u00e3o do Rio Gurupi, divisa entre Maranh\u00e3o e Par\u00e1. S\u00e3o Vicente Ferrer, Pinheiro e S\u00e3o Bento concentraram a maioria dos casos.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"O Fen\u00f4meno Chupa-chupa e a fase da Ba\u00eda do Sol\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa4\/\">O Fen\u00f4meno Chupa-Chupa e a fase da Ba\u00eda do Sol<\/a><\/h3>\n<p><i>Com a evolu\u00e7\u00e3o do Fen\u00f4meno, as coisas tornaram-se mais calmas no Maranh\u00e3o e o foco das ocorr\u00eancias passou a ser o Norte do Par\u00e1, na chamada Fase da Ba\u00eda do Sol.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"A Opera\u00e7\u00e3o Prato\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa5\/\">A Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>Com a intensifica\u00e7\u00e3o dos casos, a For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira iniciou uma opera\u00e7\u00e3o para investigar as estranhas ocorr\u00eancias.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa6\/\">Coronel Uyrang\u00ea Hollanda, comandante da Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>Saiba mais sobre o Coronel Hollanda, comandante da Opera\u00e7\u00e3o Prato.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"Os Documentos Oficiais da Opera\u00e7\u00e3o Prato\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa7\/\">Os Documentos Oficiais da Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>A Opera\u00e7\u00e3o Prato, organizada pela For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira para investigar os casos agressivos envolvendo UFOs ao norte do Par\u00e1 e Maranh\u00e3o, gerou farta documenta\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a title=\"Fotografias de UFOs Feitas Durante a Opera\u00e7\u00e3o Prato\" href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa8\/\">As Fotografias da Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/h3>\n<p><em>Conjunto de algumas das fotografias e frames de filmagens dos objetos envolvidos nos ataques.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/8\/\">Caracter\u00edsticas e Padr\u00f5es do Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>Padr\u00f5es e caracter\u00edsticas not\u00e1veis envolvendo o Chupa-Chupa.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa10\/\">Depoimentos de Testemunhas do Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>Conjunto de testemunhos envolvendo o Chupa-chupa.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa11\/\"> Reportagens de Jornal<\/a><\/h3>\n<p><em>Colet\u00e2nea de reportagens de jornais de \u00e9poca.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa12\/\">Entrevista com Daniel Rebisso Giese<\/a><\/h3>\n<p><em>Daniel Rebisso Giese &#8211; Boliviano de nascimento, \u00e9 biom\u00e9dico e funcion\u00e1rio do Governo do Par\u00e1, na \u00e1rea da sa\u00fade, o que lhe propiciou encontrar-se v\u00e1rias vezes, como profissional, com dezenas de testemunhas e v\u00edtimas de ocorr\u00eancias ufol\u00f3gicas, algumas com quadros cl\u00ednicos at\u00e9 graves. \u00c9 autor do livro \u201cVampiros Extraterrestres na Amaz\u00f4nia\u201d edi\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio autor, Bel\u00e9m (PA) 1991. Conferencista e palestrante de in\u00fameros cursos e congressos de Ufologia, Daniel foi colaborador dos jornais O Estado do Paran\u00e1 e Di\u00e1rio do Par\u00e1. Possui artigos publicados nas revistas UFO, Planeta, e Cuarta Dimension (Argentina).<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa13\/\">Entrevista com a Dra. Wellaide Cescim de Carvalho<\/a><\/h3>\n<p><em>Wellaide Cecim Carvalho &#8211; m\u00e9dica sanitarista e diretora do Departamento de Programas Espaciais da Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Bel\u00e9m (PA), foi uma das raras profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade a ter um contato direto com as v\u00edtimas de radia\u00e7\u00f5es emitidas por UFOs. Wellaide teve uma oportunidade \u00edmpar durante sua perman\u00eancia na Unidade Sanit\u00e1ria de Colares, quando assumia as responsabilidades de sa\u00fade da ilha.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa14\/\">Entrevista com o Coronel Uyrang\u00ea Hollanda<\/a><\/h3>\n<p><em>Uyrang\u00ea Bol\u00edvar Soares Nogueira de Hollanda Lima &#8211; Este \u00e9 o nome do primeiro oficial de nossas for\u00e7as armadas a vir a p\u00fablico falar sobre as atividades de pesquisas ufol\u00f3gicas desenvolvidas secretamente no Brasil. Com nome de guerra Hollanda, chegando \u00e0 patente de coronel reformado da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB), foi ele quem comandou a famosa e pol\u00eamica Opera\u00e7\u00e3o Prato, realizada na Amaz\u00f4nia entre setembro e dezembro de 1977. Foi ele quem estruturou, organizou e colheu os espantosos resultados desse que foi o \u00fanico projeto do g\u00eanero de que se t\u00eam not\u00edcias em nosso pa\u00eds.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/entrevista-com-o-jornalista-carlos-mendes\/\">Entrevista com o Jornalista Carlos Mendes<\/a><\/h3>\n<p><em>Carlos Mendes &#8211; Rep\u00f3rter do jornal O Liberal, de Bel\u00e9m, que cobriu o fen\u00f4meno Chupa-chupa.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa16\/\">Entrevista com o piloto Ubiratan Pin\u00f3n Frias<\/a><\/p>\n<p><em>Ubiratan Pinon Frias, piloto comercial e amigo de Hollanda. Participou da Opera\u00e7\u00e3o Prato.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa17\/\">Os Anos Seguintes<\/a><\/h3>\n<p><em>Embora a grande onda ufol\u00f3gica relacionada ao chupa-chupa tenha ocorrido na segunda metade de 1977 e come\u00e7o de 1978, in\u00fameros casos ocorreram ap\u00f3s este per\u00edodo. Embora a Opera\u00e7\u00e3o Prato tenha sido encerrada prematuramente, os militares continuaram investigando casos na regi\u00e3o durante o ano seguinte. Al\u00e9m disso, in\u00fameros fatos posteriores chamam a aten\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/chupa-chupa18\/\">Filmes e Document\u00e1rios sobre o Chupa-Chupa<\/a><\/h3>\n<p><em>Acesse aqui filmes e document\u00e1rios sobre o Chupa-chupa e a Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<hr \/>\n<ol>\n<li>PRATT, Bob. Perigo Alien\u00edgena no Brasil. Tradu\u00e7\u00e3o de Marcos Malvezzi Leal. Campo Grande: CBPDV, 2003.<\/li>\n<li>PETIT, Marco Antonio. UFOs: Arquivo Confidencial. Campo Grande: CBPDV, 2007<\/li>\n<li>RANGEL, M\u00e1rio. Sequestros Alien\u00edgenas. Campo Grande: CBPDV, 2007<\/li>\n<li>GIESE, Daniel Rebisso. O Fen\u00f4meno \u201cChupa-chupa\u201d, na Amaz\u00f4nia. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 7, p.13-14, abr\/jun 1989.<\/li>\n<li>ATHAYDE, Reginaldo. Extraterrestres atacam e matam no nordeste. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 7, p.7-11, abr\/jun 1989.<\/li>\n<li>CPDV. Fotos de OVNIs da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB). Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, n\u00ba 3, p. 10-11, julho\/agosto 1985.<\/li>\n<li>GIESE, Daniel Rebisso. Observa\u00e7\u00f5es ufol\u00f3gicas no Litoral Paraense. Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, n\u00ba 3, p. 11-12, julho\/agosto 1985.<\/li>\n<li>GIESE, Daniel. O Fen\u00f4meno \u201cChupa-Chupa\u201d: OVNIs atemorizam o estado do Par\u00e1. Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, n\u00ba 5, p. 09-15, nov\/dez 1985.<\/li>\n<li>GIESE, Daniel. Novidades no Fen\u00f4meno \u201cChupa-Chupa\u201d. Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, n\u00ba 7, p. 14-15, mar\u00e7o 1986.<\/li>\n<li>AGHATOS, Stelio e OLIVEIRA, Daniela. UFOs Rondam a Floresta Amaz\u00f4nica. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 39, p. 8-11, Agosto de 1995.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. Coronel Rompe Sil\u00eancio sobre UFOs. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 54, p. 18-27, outubro de 1997.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. Os Resultados da Opera\u00e7\u00e3o Prato. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 55, p. 46-52, novembro de 1997.<\/li>\n<li>SILVESTRE, Fabiana. UFOs Rondam a Floresta Amaz\u00f4nica. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 75, p. 10-18, novembro de 2000.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. Alien\u00edgenas Representam Perigo no Nordeste. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 86, p. 8-11, abril de 2003.<\/li>\n<li>MAUSO, Pablo Villarrubia. O Mist\u00e9rio das Luzes Assassinas na Amaz\u00f4nia. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 86, p. 32-35, abril de 2003.<\/li>\n<li>STABOLITO, Reinaldo. Pol\u00edtica de Acobertamento: A Pol\u00edtica Internacional de Sigilo ao Fen\u00f4meno UFO \u00e9 Imposi\u00e7\u00e3o do Governo Norte-Americano. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 99, p. 16-21, maio de 2004.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. Aliens Rondam a Floresta Amaz\u00f4nica. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 101, p. 08-27, julho de 2004.<\/li>\n<li>GEVAERD, A. J. A Profundidade dos Casos Registrados na Amaz\u00f4nia. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 114, p. 10-13, setembro de 2005.<\/li>\n<li>GEVAERD, A. J. Amaz\u00f4nia \u2013 Campo de Experimento de Seres Alien\u00edgenas. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 114, p. 14-16, setembro de 2005.<\/li>\n<li>GEVAERD, A. J. Na Selva, UFOs deslumbram e amedrontam com seus v\u00f4os rasantes e ataques impiedosos. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 114, p. 16-29, setembro de 2005.<\/li>\n<li>GOMES, Evelin. Atividades extraterrestres ainda s\u00e3o registradas em Colares ap\u00f3s anos dos primeiros contatos. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 114, p. 26-27, setembro de 2005.<\/li>\n<li>GEVAERD, A. J. Ainda H\u00e1 Muito a Se Pesquisar no Par\u00e1. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 114, p. 31-35, setembro de 2005.<\/li>\n<li>PETIT, M. A. UFOs no Brasil: \u00c9 hora de nossos militares encararem a verdade. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 115, p. 16-22, outubro de 2005.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. Dossi\u00ea Amaz\u00f4nia: Continua a busca de informa\u00e7\u00f5es sobre as a\u00e7\u00f5es militares na regi\u00e3o. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 115, p. 26-35, outubro de 2005.<\/li>\n<li>EQUIPE UFO. O Impressionante Depoimento da M\u00e9dica que Atendeu as V\u00edtimas do Chupa-chupa. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 116, p. 20-29, novembro de 2005.<\/li>\n<li>CHAVES, Pepe. Como as assombra\u00e7\u00f5es da Amaz\u00f4nia se tornaram as assombra\u00e7\u00f5es de um homem: Coronel Uyrange Hollanda. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 116, p. 30-36, novembro de 2005.<\/li>\n<li>PETIT, M. A. Dossi\u00ea Amaz\u00f4nia: O ultimo depoimento de Uyrang\u00ea Hollanda fornece inspira\u00e7\u00e3o para reflex\u00f5es. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 117, p. 14-20, dezembro de 2005.<\/li>\n<li>ATHAYDE, Reginaldo. Os ataques do chupa-chupa come\u00e7aram no Cear\u00e1. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 117, p. 22-23, dezembro de 2005.<\/li>\n<li>GEVAERD, A. J. N\u00e3o cedi \u00e0s press\u00f5es dos militares. Revista UFO, Campo Grande, n\u00ba 117, p. 24-31, dezembro de 2005.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.operacaoprato.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Site Opera\u00e7\u00e3o Prato<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/ACE_3370.83.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Arquivo Cronol\u00f3gico de Entrada [ACE 3370\/83] \u2013 (Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es \u2013 SNI) [82.9 MB \u2013 86 p\u00e1ginas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2001.01.01%20-%20Relat%C3%B3rio%20de%20Miss%C3%A3o%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 01.01.01 \u2013 Relat\u00f3rio de Miss\u00e3o 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) [25.9 MB \u2013 40 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2001.01.02%20-%20Relat%C3%B3rio%20de%20Miss%C3%A3o%202.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 01.01.02 \u2013 Relat\u00f3rio de Miss\u00e3o 2 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) [15.1 MB \u2013 22 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2001.02.00%20-%20Informa%C3%A7%C3%B5es%20Operacionais%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 01.02.00 \u2013 Informa\u00e7\u00f5es Operacionais 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) [19.3 MB \u2013 15 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2001.03.00%20-%20Ilustra%C3%A7%C3%B5es%20de%20Ocorr%C3%AAncias.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 01.03.00 \u2013 Ilustra\u00e7\u00f5es de Ocorr\u00eancias \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [22.5 MB \u2013 52 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2002.00.00%20-%20Resumo%20Cronol%C3%B3gico.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 02.00.00 \u2013 Resumo Cronol\u00f3gico \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [31.8 MB \u2013 52 P\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.01.01%20-%20Registro%20de%20Caso%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.01.01 \u2013 Registro de Caso 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [1.29 MB \u2013 4 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.01.02%20-%20Registro%20de%20Caso%202.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.01.02 \u2013 Registro de Caso 2 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [1.20 MB \u2013 3 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.01.03%20-%20Registro%20de%20Caso%203.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.01.03 \u2013 Registro de Caso 3 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [3.79 MB \u2013 8 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.01.04%20-%20Registro%20de%20Caso%204.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.01.04 \u2013 Registro de Caso 4 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [487 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.01%20-%20Registro%20de%20Caso%205.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.01 \u2013 Registro de Caso 5 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [743 KB \u2013 2 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.02%20-%20Registro%20de%20Caso%206.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.02 \u2013 Registro de Caso 6 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [399 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.03%20-%20Registro%20de%20Caso%207.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.03 \u2013 Registro de Caso 7 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [337 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.04%20-%20Registro%20de%20Caso%208.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.04 \u2013 Registro de Caso 8 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [1.59 MB \u2013 3 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.05%20-%20Registro%20de%20Caso%209.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.05 \u2013 Registro de Caso 9 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [4.00 MB \u2013 9 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.06%20-%20Relat%C3%B3rio%20Adicional%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.06 \u2013 Relat\u00f3rio Adicional 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [3.02 MB \u2013 6 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.07%20-%20Relat%C3%B3rio%20Adicional%202.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.07 \u2013 Relat\u00f3rio Adicional 2 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [412 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.08%20-%20Relat%C3%B3rio%20Adicional%203.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.08 \u2013 Relat\u00f3rio Adicional 3 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [463 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2003.02.09%20-%20Relat%C3%B3rio%20Adicional%204.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 03.02.09 \u2013 Relat\u00f3rio Adicional 4 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [437 KB \u2013 1 p\u00e1gina]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2004.00.00%20-%20Folha%20de%20Ocorr%C3%AAncias%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 04.00.00 \u2013 Folha de Ocorr\u00eancias 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [2.72 MB \u2013 5 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2005.00.00%20-%20Informe%20Especial%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 05.00.00 \u2013 Informe Especial 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [11.2 MB \u2013 15 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2006.00.00%20-%20%C3%93rg%C3%A3os%20de%20Informa%C3%A7%C3%A3o%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 06.00.00 \u2013 \u00d3rg\u00e3os de Informa\u00e7\u00e3o 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [1.13 MB \u2013 2 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2007.01.00%20-%20Disposi%C3%A7%C3%B5es%20Gerais%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 07.01.00 \u2013 Disposi\u00e7\u00f5es Gerais 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [0.99 MB \u2013 2 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Opera%C3%A7%C3%A3o%20Prato%20-%2007.02.00%20-%20Relat%C3%B3rio%20Geral%201.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 07.02.00 \u2013 Relat\u00f3rio Geral 1 \u2013 (FAB \u2013 1\u00ba COMAR) \u2013 [115 MB \u2013 160 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/fotografias_op_prato.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fotografias da Opera\u00e7\u00e3o Prato \u2013 [683 Kb \u2013 18 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/FOTOS_OP_PORTAL_BURN.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fotografias da Opera\u00e7\u00e3o Prato [BURN] \u2013 [25.7 MB \u2013 86 p\u00e1ginas]<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%201-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20Parte%20Informativa%20-VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 1- Relatorio de Missao \u2013 Parte Informativa -VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%202%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20II%20-%20Parte%20Informativa%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 2 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 II \u2013 Parte Informativa \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%203%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20Umbituba.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 3 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 Umbituba<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%204%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20II%20-%20Parte%20Operacional%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 4 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 II \u2013 Parte Operacional \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%205%20-%20Relatorio%20de%20Pescadores.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 5 \u2013 Relatorio de Pescadores<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%206%20-%20Comentarios%20e%20Aspecto%20Psico-Social%20e%20Econamico%20-%20VERSAO%20ANTIGA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 6 \u2013 Comentarios e Aspecto Psico-Social e Econamico \u2013 VERSAO ANTIGA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%206%20-%20Coment%C3%A1rios%20e%20Aspecto%20Psico-Social%20e%20Economico%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 6 \u2013 Coment\u00e1rios e Aspecto Psico-Social e Economico \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%207%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20I%20-%20Parte%20Informativa%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 7 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 I \u2013 Parte Informativa \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%208%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20II%20-%20Parte%20Informativa%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 8 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 II \u2013 Parte Informativa \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%209%20-%20Extra%2001%20-%20VERSAO%20ANTIGA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 9 \u2013 Extra 01 \u2013 VERSAO ANTIGA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%209%20-%20Extra%2001%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 9 \u2013 Extra 01 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2010%20-%20Extra%2002%20-%20VERSAO%20ANTIGA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 10 \u2013 Extra 02 \u2013 VERSAO ANTIGA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2010%20-%20Extra%2002%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 10 \u2013 Extra 02 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2011%20-%20Extra%2003%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 11 \u2013 Extra 03 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2012%20-%20Extra%2004%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 12 \u2013 Extra 04 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2013%20-%20Extra%2005%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 13 \u2013 Extra 05 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2014%20-%20Extra%2006%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 14 \u2013 Extra 06 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2015%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20Fazenda%20Jeju.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 15 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 Fazenda Jeju<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2016%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Fazenda%20Jeju%20-%20VERSAO%20ANTIGA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 16 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Fazenda Jeju \u2013 VERSAO ANTIGA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2016%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Fazenda%20Jeju%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 16 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Fazenda Jeju \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2017%20-%20Relatorio%20de%20Missao%20-%20Partes%20Operacional%20e%20Informativa%20-%20Fazenda%20Jeju%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 17 \u2013 Relatorio de Missao \u2013 Partes Operacional e Informativa \u2013 Fazenda Jeju \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2018%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%2007%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 18 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra 07 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2019%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%2008%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 19 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra 08 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2020%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 20 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2021%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%2009%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 21 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra 09 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2022%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%2010%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 22 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra 10 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2023%20-%20Relatorio%20do%20Agente%20-%20Extra%2011%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 23 \u2013 Relatorio do Agente \u2013 Extra 11 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2024%20-%20Relatos%20Esparsos%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 24 \u2013 Relatos Esparsos \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/Relatorio%2025%20-%20Extra%2012%20-%20VERSAO%20INEDITA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relatorio 25 \u2013 Extra 12 \u2013 VERSAO INEDITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/RELATORIO%20FILMES%20SUPER%208%20-%20www.operacaoprato.com.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">RELATORIO FILMES SUPER 8 \u2013 www.operacaoprato.com<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/fenomenum.com.br\/documentos\/brasil\/prato\/RELATORIO%20MEDICO%20-%20www.operacaoprato.com.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">RELATORIO MEDICO \u2013 www.operacaoprato.com<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.jornalinfinito.com.br\/materias.asp?area=21\">http:\/\/www.jornalinfinito.com.br\/materias.asp?area=21<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.geocities.com\/area51\/rampart\/2653\/injurywriteup.html\">http:\/\/www.geocities.com\/area51\/rampart\/2653\/injurywriteup.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/dasvale.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/dasvale.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/ufo.com.br\/index.php?arquivo=notComp.php&amp;offset=2400&amp;id=492\">http:\/\/ufo.com.br\/index.php?arquivo=notComp.php&amp;offset=2400&amp;id=492<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.x-libri.ru\/elib\/arefj000\/00000087.htm\">http:\/\/www.x-libri.ru\/elib\/arefj000\/00000087.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/amazonia\/\">http:\/\/www.ufo.com.br\/amazonia\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/fase4_txt4\">http:\/\/www.ufo.com.br\/fase4_txt4.php<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/amazonia\/chupa.htm\">http:\/\/www.ufo.com.br\/amazonia\/chupa.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Chupa-chupa\">http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Chupa-chupa<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/redeglobo.globo.com\/Linhadireta\/0,26665,GHT0-4604-212882,00.html\">http:\/\/redeglobo.globo.com\/Linhadireta\/0,26665,GHT0-4604-212882,00.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/materiaespecial\/operacaoPrato.htm\">http:\/\/www.ufo.com.br\/materiaespecial\/operacaoPrato.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/documentop\">http:\/\/www.ufo.com.br\/documentop.php<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.upupi.com.br\/\">http:\/\/www.upupi.com.br\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.burn.com.br\/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=316\">http:\/\/www.burn.com.br\/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=316<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.burn.com.br\/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=318\">http:\/\/www.burn.com.br\/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=318<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoedisonboaventura01.html\">http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoedisonboaventura01.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoflavio9.html\">http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoflavio9.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.upupi.com.br\/artigomiguelleao.html\">http:\/\/www.upupi.com.br\/artigomiguelleao.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoflavio.htm\">http:\/\/www.upupi.com.br\/artigoflavio.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/materiaespecial\/operacaoPrato.htm\">http:\/\/www.ufo.com.br\/materiaespecial\/operacaoPrato.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Opera%C3%A7%C3%A3o_Prato\">http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Opera%C3%A7%C3%A3o_Prato<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.dominiosfantasticos.xpg.com.br\/id281.htm\">http:\/\/www.dominiosfantasticos.xpg.com.br\/id281.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.infa.com.br\/operacao_prato01.html\">http:\/\/www.infa.com.br\/operacao_prato01.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.terra.com.br\/istoe\/edicoes\/2071\/artigo144400-1.htm\">http:\/\/www.terra.com.br\/istoe\/edicoes\/2071\/artigo144400-1.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/exclusivo.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/exclusivo.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/prato.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/prato.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/prato3.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/prato3.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevpinon1.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevpinon1.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevpinon2.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevpinon2.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevistas3.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevistas3.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/pesquisa.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/pesquisa.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/casosdonorte.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/casosdonorte.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevistas4.htm\">http:\/\/www.viafanzine.jor.br\/site_vf\/ufovia\/entrevistas4.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/interwell.sites.uol.com.br\/para.htm\">http:\/\/interwell.sites.uol.com.br\/para.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.infa.com.br\/operacao_prato01.html\">http:\/\/www.infa.com.br\/operacao_prato01.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/colares.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/colares.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/oprato.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/oprato.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/brazil.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/hollanda.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/hollanda.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/crabisland.html\">http:\/\/www.mufon.com\/bob_pratt\/crabisland.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mundoparapsicologico.com\/196-A_Los-informes-militares-de-la-Operacion-Prato-ya-pueden-descargarse-aqui\">http:\/\/www.mundoparapsicologico.com\/196-A_Los-informes-militares-de-la-Operacion-Prato-ya-pueden-descargarse-aqui<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufologie.net\/htm\/colares.htm\">http:\/\/www.ufologie.net\/htm\/colares.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mundoparapsicologico.com\/Ufologia\/Listado-Articulos\">http:\/\/www.mundoparapsicologico.com\/Ufologia\/Listado-Articulos<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/mundo-enigmatico.blogspot.com\/2009\/05\/operacao-prato-pocos-casos-de.html\">http:\/\/mundo-enigmatico.blogspot.com\/2009\/05\/operacao-prato-pocos-casos-de.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/donmaor.blogspot.com\/\">http:\/\/donmaor.blogspot.com\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.abovetopsecret.com\/forum\/thread454886\/pg1\">http:\/\/www.abovetopsecret.com\/forum\/thread454886\/pg1<\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Mendes &#8211; Rep\u00f3rter do jornal O Liberal, de Bel\u00e9m, que cobriu o fen\u00f4meno Chupa-chupa. 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