{"id":5537,"date":"2022-04-07T15:58:29","date_gmt":"2022-04-07T18:58:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/?p=5537"},"modified":"2025-04-23T19:54:22","modified_gmt":"2025-04-23T22:54:22","slug":"os-misterios-da-caixa-preta-da-fab","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/os-misterios-da-caixa-preta-da-fab\/","title":{"rendered":"Os Mist\u00e9rios da Caixa Preta da FAB"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>O que sabemos e o que esperamos encontrar em arquivos militares?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>Por Jackson Luiz Camargo, em artigo para a Revista UFO, edi\u00e7\u00e3o 225, de agosto de 2015<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria da Ufologia, muito se especulou sobre os conte\u00fados dos documentos oficiais de posse de governos e for\u00e7as armadas de diferentes pa\u00edses. Falava-se em documentos registrando casos fabulosos, resgate de naves e tripulantes, al\u00e9m dos estudos derivados destas capturas. Os primeiros documentos oficiais desclassificados, nos Estados Unidos mostraram um panorama diferente. Eles continham apenas relatos, n\u00e3o muito diferentes dos registrados por institui\u00e7\u00f5es ufol\u00f3gicas civis. Essa mesma caracter\u00edstica foi constatada quando outros pa\u00edses, notadamente Austr\u00e1lia, Espanha, Inglaterra e Canad\u00e1 disponibilizaram seus arquivos sobre UFOs, ou pelo menos parte deles.<\/p>\n<p>No Brasil, esta tend\u00eancia se manteve, embora tamb\u00e9m mantivesse caracter\u00edsticas pr\u00f3prias. Este autor conduziu um estudo sobre a forma como os casos foram registrados e estudados ao longo dos anos, pela For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB), levando em conta a rica casu\u00edstica ufol\u00f3gica paranaense, identificando atitudes, comportamentos e m\u00e9todos de a\u00e7\u00e3o da FAB em rela\u00e7\u00e3o ao fen\u00f4meno UFO.<\/p>\n<p>Esta investiga\u00e7\u00e3o analisou todos os documentos liberados pela FAB de 2008 \u00e0 2014, obtidos por iniciativa da Comiss\u00e3o Brasileira de Uf\u00f3logos (CBU) e pela Revista UFO, atrav\u00e9s da campanha UFOs \u2013 Liberdade de Informa\u00e7\u00e3o J\u00e1. Os documentos aqui analisados est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o no site da Revista UFO, se\u00e7\u00e3o documentos, bem como aqui no no site Fenomenum.<\/p>\n<p>Ao longo deste estudo, constatou-se algumas inconsist\u00eancias entre o que j\u00e1 se sabe sobre o envolvimento das For\u00e7as Armadas Brasileiras com o Fen\u00f4meno UFO e o material at\u00e9 agora liberado. Talvez, a inconsist\u00eancia mais importante seja a aus\u00eancia de documentos sobre casos conhecidos da Ufologia Brasileira, que foram at\u00e9 agora omitidos pelas autoridades. Ao longo deste artigo apresentaremos alguns exemplos paranaenses. Al\u00e9m destes, s\u00e3o omitidos registros fotogr\u00e1ficos, v\u00eddeos e grava\u00e7\u00f5es relacionados \u00e0 UFOs e que est\u00e3o de posse das For\u00e7as Armadas. Sabe-se seguramente que tais arquivos existem em separado dos arquivos e relat\u00f3rios at\u00e9 agora disponibilizados. Fotografias de UFOs, por exemplo, s\u00e3o arquivadas em pasta pr\u00f3pria, em separado dos relat\u00f3rios. V\u00eddeos e grava\u00e7\u00f5es entre aeronaves em contato com UFOs e controles de voo s\u00e3o igualmente importantes pois permitem identificar carater\u00edsticas espec\u00edficas relacionadas aos casos que documentos escritos n\u00e3o transmitem. Tais grava\u00e7\u00f5es s\u00e3o citadas em in\u00fameros documentos j\u00e1 liberados oficialmente e podem fornecer valiosos dados sobre o impacto emocional que tal experi\u00eancia gerou nos envolvidos.<\/p>\n<p>Outra caracter\u00edstica observada, tanto nos documentos referentes \u00e0 casos ufol\u00f3gicos paranaenses quanto em casos ocorridos em outros estados brasileiros, \u00e9 a superficialidade de muitos relat\u00f3rios, notadamente ap\u00f3s o ano de 1990. O formul\u00e1rio adotado ap\u00f3s esse ano, al\u00e9m de ser superficial, pode gerar erros em an\u00e1lises posteriores. Isso se constata, por exemplo, quando se analisam os formul\u00e1rios das d\u00e9cadas de 1990, 2000 e 2010 e compara-se com a estat\u00edstica geral de casos do CONDABRA, desclassificada oficialmente em 2014. Percebem-se informa\u00e7\u00f5es equivocadas inseridas neste resumo estat\u00edstico e aus\u00eancia de alguns casos importantes. Essa superficialidade em um estudo estat\u00edstico de suma import\u00e2ncia gera questionamentos sobre os m\u00e9todos e crit\u00e9rios utilizados pelos militares, tanto no registro dos casos quanto no consequente arquivamento e posterior libera\u00e7\u00e3o dos documentos.<\/p>\n<p><a name=\"historia\"><\/a><\/p>\n<h3>An\u00e1lise Hist\u00f3rica<\/h3>\n<p>Por fim, outra inconsist\u00eancia observada refere-se \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o temporal dos documentos e casos j\u00e1 disponibilizados. De um modo geral, estes documentos tem a seguinte caracter\u00edstica:<\/p>\n<p>Documentos da d\u00e9cada de 1950 \u2013 S\u00e3o compostos por apenas quatro lotes. Um deles cont\u00e9m uma investiga\u00e7\u00e3o da FAB sobre o Caso da Barra da Tijuca, ocorrido em 1952. Os outros lotes cont\u00e9mrelat\u00f3rios superficiais sobre avistamentos e duas cartas de pesquisadores civis \u00e0 FAB.<\/p>\n<p>Documentos da d\u00e9cada de 1960 \u2013 O conjunto de documentos desta d\u00e9cada \u00e9 composto de um relat\u00f3rio enviado pelo grupo CICOANI sobre caso ocorrido em 1962 e por documentos do SIOANI sobre casos ocorridos a partir de meados de 1968. Aqui, constata-se uma aus\u00eancia de casos registrados pela FAB no per\u00edodo 1958-1968. Ou os discos voadores evitaram o territ\u00f3rio brasileiro nesse per\u00edodo, ou ent\u00e3o informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o sendo omitidas em algum lugar&#8230; Como sabemos, este per\u00edodo foi um dos mais intensos na casu\u00edstica ufol\u00f3gica brasileira, onde ocorreram muitos casos que chamaram a aten\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Documentos da d\u00e9cada de 1970 \u2013 Composto de in\u00fameros documentos, relat\u00f3rios, transcri\u00e7\u00f5es, registros, estudos, cartas, etc, sobre UFOs em territ\u00f3rio nacional, incluindo documentos da Opera\u00e7\u00e3o Prato. N\u00e3o foram disponibilizados v\u00eddeos e grava\u00e7\u00f5es deste per\u00edodo.<\/p>\n<p>Documentos da d\u00e9cada de 1980 \u2013 Composto de in\u00fameros documentos, relat\u00f3rios, transcri\u00e7\u00f5es, registros, estudos, cartas, etc, sobre UFOs em territ\u00f3rio nacional. Tamb\u00e9m n\u00e3o existem fotos, grava\u00e7\u00f5es e v\u00eddeos disponibilizados neste per\u00edodo.<\/p>\n<p>Documentos ap\u00f3s 1990 \u2013 Composto em sua maioria por registros em formul\u00e1rio padr\u00e3o, composto de duas p\u00e1ginas, superficial e sujeito \u00e0 erros.<\/p>\n<p>Ao analisar estes aspectos hist\u00f3ricos percebem-se varia\u00e7\u00f5es brutais na quantidade de casos ocorridos dentro de diferentes unidades militares da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira. Sabe-se que a movimenta\u00e7\u00e3o de UFOs \u00e9 constante no Brasil, sendo um dos pa\u00edses com maior quantidade de registros deste tipo. Sabe-se tamb\u00e9m que o fen\u00f4meno UFO \u00e9 um hist\u00f3rico, ocorrendo desde o surgimento da humanidade. Assim, o normal seria que a ocorr\u00eancia de casos fossem um pouco mais homog\u00eaneas, tanto historicamente quanto espacialmente, ou seja, nos locais onde ocorrem. O que se observa nos documentos j\u00e1 liberados \u00e9 que em regi\u00f5es com Centros de Controle de Tr\u00e1fego A\u00e9reo os registros s\u00e3o muito mais constantes do que em outras regi\u00f5es, embora n\u00e3o sejam homog\u00eaneos temporalmente.<\/p>\n<p>No estado do Paran\u00e1 isso de confirma plenamente da seguinte forma: Desde 1954, foram registrados 112 casos ufol\u00f3gicos pela FAB. Destes, 84 casos ocorreram em Curitiba e cidades da regi\u00e3o metropolitana. Do total de casos ocorridos no Estado, 17 envolveram aeronaves em voo. Curiosamente, houveram 8 casos em que UFOs permaneceram por longo tempo suspensos pr\u00f3ximos ou mesmo acima dos aeroportos Afonso Pena e do Bacacheri, sede do CINDACTA 2. N\u00e3o se observa, atrav\u00e9s dos documentos, qualquer interesse ou iniciativa de observa\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno por parte dos militares. Embora isso se explique pelo fato de eles estarem de servi\u00e7o em setores sens\u00edveis, nada impediria o alerta para outros militares observarem e registrarem tais objetos. Se houve interesse e um registro foi feito nesse sentido, isso deve ter gerado outros documentos que at\u00e9 o momento n\u00e3o foram liberados.<\/p>\n<p>Ainda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 incomum distribui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica dos casos no Paran\u00e1 temos o seguinte cen\u00e1rio: apenas um caso registrado na d\u00e9cada de 1950, um caso registrado na d\u00e9cada de 1960 que \u00e9 citado em um resumo estat\u00edstico feito muitos anos depois, e um caso registrado na d\u00e9cada de 1970. Na d\u00e9cada de 1980 temos 5 casos registrados, enquanto que existem 77 casos registrados ao longo da d\u00e9cada e outros 27 casos registrados ap\u00f3s o ano 2000.<\/p>\n<p>Em outros estados essa caracter\u00edstica tamb\u00e9m pode ser observada, o que gera novos questionamentos sobre a forma como a For\u00e7a A\u00e9rea cataloga e arquiva seus documentos. Esta varia\u00e7\u00e3o abrupta de casos seria causada por mudan\u00e7as nas manifesta\u00e7\u00f5es ufol\u00f3gicas ou pelo modo como a For\u00e7a A\u00e9rea trata o tema? Se levarmos em conta a casu\u00edstica ufol\u00f3gica, os casos investigados poruf\u00f3logos e certos padr\u00f5es de comportamento dos militares facilmente encontramos a resposta. Sabemos que a casu\u00edstica ufol\u00f3gica n\u00e3o apresentou varia\u00e7\u00f5es significativas em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero casos. O que muda \u00e9 a forma como militares tratam o tema, tanto a n\u00edvel oficial, atrav\u00e9s de normatiza\u00e7\u00f5es internas [como por exemplo a Diretriz Espec\u00edfica 04\/89 e a Norma de Procedimento Aeron\u00e1utico 09-C], quanto a n\u00edvel pessoal por parte de comandantes e militares. Assim, todos os \u00f3rg\u00e3os de Controle de Tr\u00e1fego A\u00e9reo devem registrar todos os casos que chegarem ao seu conhecimento, conduzir investiga\u00e7\u00f5es caso haja necessidade e acionar \u00f3rg\u00e3os de defesa a\u00e9rea caso alguma ocorr\u00eancia represente risco \u00e0 navega\u00e7\u00e3o a\u00e9rea ou \u00e0 seguran\u00e7a nacional. A decis\u00e3o sobre a necessidade destas a\u00e7\u00f5es especiais cabe ao comandante de cada unidade.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o ufol\u00f3gica, as For\u00e7as Armadas Brasileiras dividem-se basicamente em dois grupos. Enquanto um grupo n\u00e3o tem interesse na pesquisa oficial e na confirma\u00e7\u00e3o p\u00fablica da realidade dos UFOs outro grupo aceita que algumas informa\u00e7\u00f5es sejam disponibilizadas publicamente. Essa postura se confirma nos documentos oficiais observando-se o n\u00famero de casos ocorridos ao longo dos anos nos diferentes \u00f3rg\u00e3os da FAB. Quando mudam-se comandantes de determinadas unidades, mudam-se alguns procedimentos b\u00e1sicos, como o reenvio de relat\u00f3rios sobre casos ufol\u00f3gicos ao CONDABRA, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p><a name=\"casos\"><\/a><\/p>\n<h3>Casos mais importantes<\/h3>\n<p>Nos documentos j\u00e1 liberados pela FAB temos casos muito interessantes ocorridos no Estado do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Um dos mais antigos envolveu o comandante Nagib Ayub, que a bordo de um cargueiro DC-3, da VARIG, avistou um UFO junto dois outros dois tripulantes na noite de 6 de agosto de 1954. A aeronave, prefixo PP-VBF, havia decolado de Porto Alegre (RS), com destino ao Rio de Janeiro (RJ), seguindo rota pelo litoral do Paran\u00e1. Ao entrar o espa\u00e7o a\u00e9reo correspondente ao Estado, os tripulantes observaram um objeto voador luminoso, de cor avermelhada, evoluindo pr\u00f3ximo \u00e0 aeronave. Em alguns momentos, o objeto aproximava-se da aeronave, assustando os pilotos que decidiram mudar a rota e seguir para S\u00e3o Paulo onde prestaram depoimento. Entre os documentos da FAB j\u00e1 disponibilizados publicamente, no Arquivo Nacional em Bras\u00edlia, temos um relat\u00f3rio, redigido pelo piloto, relatando o caso.<\/p>\n<p>Alguns meses depois, Ayub prestou depoimento aos militares em um painel sobre UFOs realizado pela pr\u00f3pria FAB, em 2 de novembro de 1954, com ampla cobertura da imprensa. Al\u00e9m de Ayub, v\u00e1rios outros civis, al\u00e9m de militares prestaram depoimento na confer\u00eancia. Por se tratar de uma atividade oficial da FAB, era de se esperar que ele tivesse gerado algumas p\u00e1ginas de documentos contendo atas da reuni\u00e3o, depoimentos, relat\u00f3rios, etc. Entretanto, at\u00e9 o momento, nenhuma cita\u00e7\u00e3o \u00e0 esta reuni\u00e3o existe nos documentos dispon\u00edveis.<\/p>\n<div id=\"attachment_5539\" style=\"width: 244px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-5539\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-5539 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/nagib.jpg\" alt=\"\" width=\"234\" height=\"320\" \/><p id=\"caption-attachment-5539\" class=\"wp-caption-text\">Comandante Nagib Ayub, protagonista de avistamento ufol\u00f3gico no litoral do Paran\u00e1, em 1952.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_5540\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-5540\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-5540 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ppvbf_sdu71.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"666\" \/><p id=\"caption-attachment-5540\" class=\"wp-caption-text\">Aeronave PP-VBF, pilotada pelo comandante Nagib, durante avistamento em 1952.<\/p><\/div>\n<p>Outro caso interessante presente nos documentos j\u00e1 liberados envolve um voo comercial entre S\u00e3o Paulo (SP) e Londrina (PR) na noite de 10 de maio de 1965. Neste caso, um objeto voador luminoso aproxima-se da aeronave, um Convair-340, com tr\u00eas tripulantes, j\u00e1 na fase do final do voo, chegando em Londrina. Neste caso, o objeto foi confirmado visualmente pelo operador de servi\u00e7o na Torre de Controle daquela cidade. Curiosamente, este caso n\u00e3o possui documentos dispon\u00edveis no lote correspondente \u00e0 d\u00e9cada de 1960, mas \u00e9 citado em um documento posterior, da d\u00e9cada de 1970 que faz uma revis\u00e3o hist\u00f3rica de v\u00e1rios casos registrados pela FAB. Isso sugere que a FAB possui documentos espec\u00edficos sobre o caso que ainda n\u00e3o foram divulgados.<\/p>\n<p>Em 8 de setembro de 1978, ocorreu outro caso envolvendo aeronaves comercias e UFOs. Segundo os documentos dispon\u00edveis, a aeronave, prefixo PT-JKQ, durante voo entre Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR), deparou-se com um UFO luminoso que posicionou-se \u00e0 frente da aeronave durante sua aproxima\u00e7\u00e3o para a cidade de Curitiba. A observa\u00e7\u00e3o durou aproximadamente 45 min e n\u00e3o houve registro em radares.<\/p>\n<div id=\"attachment_5541\" style=\"width: 438px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-5541\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-5541 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/pt-jqk.png\" alt=\"\" width=\"428\" height=\"281\" \/><p id=\"caption-attachment-5541\" class=\"wp-caption-text\">Aeronave prefixo PT-JQK, envolvida em avistamento ocorrido durante voo entre Belo Horizonte e Curitiba, em 8 de setembro de 1978.<\/p><\/div>\n<p>Em 22 de agosto de 1985, ocorreu um importante caso de avistamento m\u00faltiplo, na cidade de Foz do Igua\u00e7u (PR). Por volta das 11:30hrs, v\u00e1rias pessoas na cidade observaram um objeto voador met\u00e1lico, de cor alaranjada, em forma de prato tendo uma esp\u00e9cie de rabicho e duas antenas na parte superior. Por duas horas, este misterioso objeto evoluiu sobre a cidade e sobre a regi\u00e3o do aeroporto sendo observado por milhares de pessoas. V\u00e1rias destas testemunhas telefonaram para a torre de controle do aeroporto da cidade, relatando o avistamento. Os operadores da torre tamb\u00e9m testemunharam a apari\u00e7\u00e3o e contataram aeronaves voando na regi\u00e3o e que confirmaram a presen\u00e7a do estranho objeto. Ao todo, cinco aeronaves comerciais confirmaram visualmente a presen\u00e7a do objeto que n\u00e3o era captado pelos radares.<\/p>\n<p>Sobre este caso, existem atualmente cinco p\u00e1ginas de documentos, contendo descri\u00e7\u00e3o mais ou menos detalhada do fato, mas sem qualquer transcri\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00f5es entre aeronaves envolvidas e a torre de controle de Foz do Igua\u00e7u (PR).<\/p>\n<p><a name=\"formularios\"><\/a><\/p>\n<h3>Formul\u00e1rios Ineficientes<\/h3>\n<p>No final do ano de 1989, a FAB emitiu a Diretriz Espec\u00edfica 04\/89, que determina os procedimentos a serem tomados em caso de avistamento ou reporte de UFOs em territ\u00f3rio brasileiro. A partir deste documento, surgiu a Norma de Procedimento Aeron\u00e1utico 09-c, regulamentando estes procedimentos. A partir de ent\u00e3o, adotou-se um formul\u00e1rio padr\u00e3o para registro do chamado Tr\u00e1fego Hotel (termo usado pela FAB para designar os UFOs).<\/p>\n<p>Este formul\u00e1rio do ponto de vista ufol\u00f3gico \u00e9 superficial e sujeito \u00e0 erros, tanto no registro dos dados do avistamento quanto na posterior interpreta\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise das informa\u00e7\u00f5es. O registro do local da ocorr\u00eancia, por exemplo, confunde-se com o do endere\u00e7o da testemunha, o que pode prejudicar mapeamentos destes casos no futuro. Outro erro poss\u00edvel refere-se \u00e0 data e hora das ocorr\u00eancias. Por padr\u00e3o, a FAB utiliza o hor\u00e1rio UTC para registro dos casos. O hor\u00e1rio UTC (tamb\u00e9m chamado Hora Zulu) \u00e9 a hora padr\u00e3o internacional e possui tr\u00eas horas de diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao hor\u00e1rio de Bras\u00edlia. Por exemplo, se o hor\u00e1rio UTC, indicado em um determinado documento for 17:00hrs, o hor\u00e1rio oficial de Bras\u00edlia ser\u00e1 14:00 hrs. No hor\u00e1rio brasileiro de ver\u00e3o, essa diferen\u00e7a diminui para duas horas, o que pode gerar confus\u00e3o e erros em uma an\u00e1lise desatenta. Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais complicada quando o caso ocorre pr\u00f3ximo \u00e0 meia noite. Por exemplo, um caso que teria ocorrido \u00e0s 2:00hrs UTC, no dia 20 de agosto, teria ocorrido \u00e0s 23:00 hrs do dia 19 de agosto, segundo o hor\u00e1rio de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p><a name=\"1990\"><\/a><\/p>\n<h3>D\u00e9cada de 1990<\/h3>\n<p>Na noite de 17 de mar\u00e7o de 1994, ocorreu outro interessante caso ufol\u00f3gico em Curitiba e S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais (PR) com v\u00e1rias testemunhas em diferentes pontos de observa\u00e7\u00e3o. Durante aproximadamente2 horas foram observados dois UFOs, um posicionado sobre o aeroporto do Bacacheri e o outro sobre o aeroporto Internacional Afonso Pena, em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais. Em dado momento, um dos objetos posicionou-se logo acima de uma aeronave que decolava do aeroporto do Bacacheri. Embora o caso seja importante devido \u00e0s suas caracter\u00edsticas, numero de testemunhas e locais de ocorr\u00eancia, temos apenas temos dois informes disponibilizados que cont\u00e9m com dados coletados junto \u00e0 testemunhas. N\u00e3o houve aparente interesse dos militares em observar, documentar, identificar ou interceptar estes objetos.<\/p>\n<p><a name=\"abducao\"><\/a><\/p>\n<h3>Abdu\u00e7\u00f5es e \u00e1reas de incid\u00eancia<\/h3>\n<p>Entre os documentos disponibilizados, dois chamam a aten\u00e7\u00e3o devido \u00e0 uma poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o com casos de abdu\u00e7\u00e3o, na regi\u00e3o de Curitiba, um deles ocorrido na regi\u00e3o do bairro Boqueir\u00e3o, em Curitiba e outro na regi\u00e3o de Colombo (PR). O primeiro caso trata-se da abdu\u00e7\u00e3o de Ademir Correa, ocorrida em julho e agosto de 1988, em um terreno at\u00e9 ent\u00e3o desocupado, situado a poucos metros de sua casa e ao lado do quartel do 5\u00ba Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado, do Ex\u00e9rcito Brasileiro. O abduzido encontrava-se sozinho em casa, ao final da tarde de domingo, quando seus animais de estima\u00e7\u00e3o come\u00e7aram a ficar muito agitados. Ademir lembra-se de neste momento dirigir-se \u00e0 janela, e observar um objeto voador luminoso suspenso sobre o terreno baldio. Segundo suas lembran\u00e7as, aoaproximar-se da janela, come\u00e7ava na televis\u00e3o o programa dominical Os Trapalh\u00f5es. Ele lembra-se de observar o objeto e se afastar da janela e constatar que o referido programa se encerrava e come\u00e7ava o programa Fant\u00e1stico, gerando um lapso de tempo perdido de aproximadamente 1 hora em que ele n\u00e3oteve qualquer lembran\u00e7a. Pouco depois, sua esposa chegava em casa e tamb\u00e9m testemunha o objeto sobre o local. V\u00e1rios moradores da regi\u00e3o e militares de guarda nas guaritas do quartel testemunharam a presen\u00e7a do objeto.<\/p>\n<p>No terreno, o local onde o objeto posicionou-se mostrou-se queimado, indicando um poss\u00edvel pouso de UFO. Militares da base isolaram a \u00e1rea, recolhendo muitas amostras de terra e vegeta\u00e7\u00e3o do local. Em seguida, ro\u00e7aram o terreno, revirando o solo para apagar quaisquer vest\u00edgios no local e em seguida destacaram um ve\u00edculo de guarda cuidando do local por muito tempo. Teria o Ex\u00e9rcito Brasileiro conduzido uma investiga\u00e7\u00e3o sobre este caso? Haveriam documentos sobre esse fato em algum arquivo militar? Atualmente, o local onde o caso ocorreu encontra-se completamente modificado, pois ali, anos mais tarde, foi constru\u00eddo um Clube de Oficiais do Ex\u00e9rcito. Este caso encontra-se detalhadamente descrito no livro Sequestros Alien\u00edgenas, de Mario Rangel e publicado atrav\u00e9s da cole\u00e7\u00e3o Biblioteca UFO.<\/p>\n<p>Curiosamente, neste mesmo local, um UFO foi avistado por moradores locais que avisaram a For\u00e7a A\u00e9rea, gerando um relat\u00f3rio nos arquivos da FAB. Este novo caso ocorreu em 12 de dezembro de 1998, por volta das 22:40hrs. Neste caso, foram observados quatro objetos, sendo tr\u00eas brancos e um avermelhado, que evolu\u00edam sobre a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro caso, possivelmente relacionado \u00e0 uma abdu\u00e7\u00e3o, ocorreu \u00e0s margens da BR-116, pr\u00f3ximo ao Clube Santa M\u00f4nica, na regi\u00e3o de Colombo (PR). O referido caso de abdu\u00e7\u00e3o envolveu a senhora Maria, queencontrava-se com sua fam\u00edlia em Praia de Leste, em meados de abril de 1997. No come\u00e7o da noite, a fam\u00edlia inteira (aproximadamente 15 pessoas) observa um objeto voador alongado, luminoso com numerosas janelas ao longo de sua estrutura. Maria sentiu-se compelida a sair da casa onde a fam\u00edlia se encontrava e se dirigir \u00e0 praia, onde a abdu\u00e7\u00e3o ocorreu. Curiosamente, nenhum familiar percebeu a aus\u00eancia de Maria, que s\u00f3 foi encontrada desacordada no dia seguinte, pelo pr\u00f3prio filho que ia \u00e0 praia para surfar. Maria mostrou-se confusa e desorientada, acreditando encontra-se em um ambiente subterr\u00e2neo. Dias depois, toda a fam\u00edlia retornou para sua resid\u00eancia, em Colombo (PR), onde dias depois viu-se novamente envolvida em um fato ufol\u00f3gico. Em 14 de maio de 1997, uma sonda sobrevoa o gramado da resid\u00eancia vizinha \u00e0 casa de Maria, queimando o gramado por onde ela passava. No momento da apari\u00e7\u00e3o, havia na resid\u00eancia apenas duas crian\u00e7as, Rafael e Vanessa, que tinham 10 e 14 anos respectivamente. Rafael observou todo o movimento do objeto e gritou para sua irm\u00e3, que ainda p\u00f4de ver o quintal iluminado pelo estranho aparelho. Com o desaparecimento do objeto, os irm\u00e3os aproximaram-se da marca, que ainda ardia em chamas azuladas. Algum tempo depois, j\u00e1 com a presen\u00e7a de seus pais, ambas as testemunhas passaram mal e chegaram a ser internadas no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul (PR) com sintomas aparentes de intoxica\u00e7\u00e3o radioativa. Menos de um m\u00eas depois, outro avistamento ocorreu na regi\u00e3o, desta vez dentro do Santa M\u00f4nica Clube de Campo, situado muito pr\u00f3ximo \u00e0 resid\u00eancia de Maria. Este novo relato foi publicado no jornal informativo do clube poucos dias ap\u00f3s o caso.<\/p>\n<p>Entre os arquivos da FAB, j\u00e1 disponibilizados, existe um relat\u00f3rio de um terceiroavistamento, ocorrido na rua lateral ao Clube, em 18 de mar\u00e7o de 1999, colocando esta regi\u00e3o como \u00e1rea de incid\u00eancia do fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o ano 2000, o numero de registros em documentos da FAB, diminuiu consideravelmente. Os registros tornaram-se mais espor\u00e1dicos e mantiveram seu car\u00e1ter superficial, com o uso do relat\u00f3rio padr\u00e3o. Alguns poucos casos forma registrados de forma um pouco mais aprofundada. Um deles envolveu o Controle de Voo, em Curitiba e uma aeronave em aproxima\u00e7\u00e3o para a cidade. Neste caso, um objeto voador luminoso, de cor avermelhada, acompanhou a aeronave por 52 minutos. Atualmente est\u00e3o dispon\u00edveis sete p\u00e1ginas de documentos com transcri\u00e7\u00e3o das comunica\u00e7\u00f5es entre aeronave e o controle.<\/p>\n<p>Com base dos dados disponibilizados nos documentos, \u00e9 poss\u00edvel fazer algumas an\u00e1lises estat\u00edsticas. Dos 112 casos registrados at\u00e9 o ano de 2013, 85 deles ocorreram no per\u00edodo noturno e apenas 25 no per\u00edodo diurno, com dois casos sem indica\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rio. O hor\u00e1rio com maior incid\u00eancia \u00e9 entre 18:00 e 24:00, que corresponde ao hor\u00e1rio em que a maior parte da popula\u00e7\u00e3o paranaense est\u00e1 mais atenta ao c\u00e9u, em casa, ap\u00f3s um dia de trabalho. Conforme observamos na casu\u00edstica ufol\u00f3gica mundial, os a maioria dos UFOs observados durante o dia apresenta aspecto prateado e contornos n\u00edtidos, enquanto que a noite apresenta luminosidades e cores vari\u00e1veis. Tal caracter\u00edstica se observa plenamente nos casos descritos na documenta\u00e7\u00e3o da FAB, embora exista certa limita\u00e7\u00e3o no registro das informa\u00e7\u00f5es por parte dos militares. Aproximadamente 71% dos registros da FAB citam objetos arredondados, luminosos de cor avermelhada, que podem englobar v\u00e1rios formatos diferentes (esf\u00e9rico, globular, ovoide, discos, etc). Os outros 29% correspondem \u00e0 outros formatos, tais como triangular, cometa, delta, etc.<\/p>\n<p><a name=\"informacoes\"><\/a><\/p>\n<h3>Informa\u00e7\u00f5es ausentes<\/h3>\n<p>Uma das principais cr\u00edticas dos uf\u00f3logos referentes \u00e0 libera\u00e7\u00e3o de documentos da FAB refere-se \u00e0 aus\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o sobre casos importantes. O Centro de Investiga\u00e7\u00e3o e Pesquisa Exobiol\u00f3gica (CIPEX), de Curitiba, pesquisou v\u00e1rios casos onde houve envolvimento das for\u00e7as armadas, \u00e0 exemplo do j\u00e1 citado caso Ademir Correa.<\/p>\n<p>Um dos casos mais interessantes ocorreu no centro da cidade de Curitiba, em 14 de dezembro de 1954, e praticamente parou a capital paranaense. Por volta das 10 horas da manh\u00e3, tr\u00eas discos voadores de apar\u00eancia met\u00e1lica sobrevoaram a cidade a baixa altura durante aproximadamente seis horas. Inicialmente, os tr\u00eas objetos sobrevoaram o centro da cidade, chamando a aten\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o local. Em dado momento, dois objetos se afastam e um deles desceu aproximando-se do topo do edif\u00edcio Pugley, sendo registrado por um fot\u00f3grafo presente no local. Nas ruas, comerciantes fecharam as lojas assustados com o fato. Devido \u00e0 gravidade da situa\u00e7\u00e3o, avi\u00f5es da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira decolaram na tentativa de interceptar os UFOs, mas sequer conseguiram se aproximar destes aparelhos. Entre as testemunhas deste epis\u00f3dio est\u00e1 o Coronel Carlos Assun\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o Chefe de Pol\u00edcia do Estado do Paran\u00e1, na \u00e9poca, que confirmou o avistamento em entrevistas para imprensa.<\/p>\n<p>Analisando este caso, temos dois aspectos interessantes. O primeiro \u00e9 o sumi\u00e7o das fotografias do objeto, que deveriam estar de posse dos jornais da cidade que cobriram oevento. Os acervos dos jornais Gazeta do Povo e do Estado do Paran\u00e1 n\u00e3o contem as fotografias dos aparelhos e n\u00e3o se sabe o destino delas. O segundo \u00e9 aus\u00eancia de documentos ou mesmo refer\u00eancias ao epis\u00f3dio entre os arquivos j\u00e1 liberados pela FAB. Com base nisso perguntamos: Haveria uma pol\u00edtica de acobertamento e sigilo sobre este caso?<\/p>\n<p>Outro importante caso ocorrido na cidade de Curitiba n\u00e3o possui documenta\u00e7\u00e3o ou mesmo cita\u00e7\u00e3o entre os materiais j\u00e1 liberados pela FAB. Trata-se do pouso de um UFO dentro da Base A\u00e9rea do Bacacheri, em Curitiba, em data ainda desconhecida no ano de 1977. Na \u00e9poca, o local era sede da Escola de Especialistas da Aeron\u00e1utica, que mais tarde foi transferida para Guaratinguet\u00e1 (SP). Durante certa noite, dois discos voadores surgiram sobre o aeroporto. Um deles pousou a poucos metros da torre de controle e do local onde futuramente seria constru\u00edda a sede do Cindacta II. Do aparelho desceram tr\u00eas tripulantes, de estatura mediana, que vestiam um traje semelhante ao de mergulhadores, sendo uma roupa colante, de cor escura e uma m\u00e1scara sobre o rosto. Os estranhos se dirigiram para um hangar usado pela For\u00e7a A\u00e9rea onde havia um avi\u00e3o, modelo Bandeirante, que foi puxado para fora do hangar. Em seguida, os desconhecidos come\u00e7aram a inspecionar a aeronave, sendo surpreendidos por militares que observaram o todo o acontecimento. Imediatamente o alarme da base soou, alertando os tripulantes que correram para o aparelho que decolou em seguida fazendo forte barulho. V\u00e1rios moradores da vila de oficiais e moradores do bairro do Bacacheri teriam testemunhado a decolagem do disco voador que desapareceu em alt\u00edssima velocidade. O comando da Base imp\u00f4s sigilo ao caso que s\u00f3 \u00e9 conhecido gra\u00e7as ao ent\u00e3o Capit\u00e3o Hollanda (que chefiou a Opera\u00e7\u00e3o Prato), que informou o uf\u00f3logo Daniel RebissoGiese. Este caso, permanece classificado pela FAB e desconhecido at\u00e9 mesmo de muitos militares que serviram naquela base. Anos mais tarde, alguns militares que tomaram conhecimento deste caso foram advertidos para n\u00e3o buscarem mais informa\u00e7\u00f5es sobre o mesmo.<\/p>\n<p>Um ano antes, em 1976, um OVNI deixou um estranho objeto met\u00e1lico, semelhante \u00e0 um caixa \u00e0s margens de um rio em Praia de Leste (PR). Um pescador local recuperou a caixa, guardando-a por algum tempo. Tempos depois, um militar do ex\u00e9rcito procurou o pescador e comprou a caixa por uma razo\u00e1vel quantia. N\u00e3o se sabe o que ocorreu com a caixa e qual o seu paradeiro atualmente.<\/p>\n<p>Outro caso que ilustra bem o interesse militar pelos UFOs ocorreu em agosto de 1983, quando JulioBatchen fotografou um disco voador no bairro Batel, em Curitiba. Ao revelar as fotos e perceber a presen\u00e7a n\u00edtida do disco voador, o autor procurou o CINDACTA2, informando o fato. O militar que o atendeu, major Azevedo, solicitou a foto e os negativos, que seriam enviados para an\u00e1lise em Bras\u00edlia (DF). Batchen pediu garantias de que foto e negativo seriam devolvidos ap\u00f3s as an\u00e1lises. Diante da negativa oficial, Julio se recusou a entregar os registros e acabou cedendo-os \u00e0 grupos ufol\u00f3gicos civis. Em novo contato com a FAB, outro militar, o capit\u00e3o Garibaldi, reafirmou o interesse da FAB nos registros, mas ap\u00f3s Batchen informar que eles j\u00e1 se encontravam de posse de investigadores civis informou que a FAB n\u00e3o teria mais interesse no caso. Este caso nos remete aos j\u00e1 citados registros fotogr\u00e1ficos e de v\u00eddeo, que comp\u00f5em o acervo da For\u00e7a A\u00e9rea e que n\u00e3o foram disponibilizados pela For\u00e7a A\u00e9rea.<\/p>\n<p>No inverno de 1997, o estado do Paran\u00e1 foi palco de mortes de centenas de animais de cria\u00e7\u00e3o, em circunst\u00e2ncias estranhas, atribu\u00eddas ao chamado chupacabras. A regi\u00e3o metropolitana de Curitiba, notadamente a regi\u00e3o rural das cidades de Campina Grande do Sul e Boca\u00eduva do Sul foram \u00e1reas de incid\u00eancia do fen\u00f4meno. Neste caso, tamb\u00e9m houve envolvimento oficial por parte de policiais, agentes da Secretaria de Meio Ambiente de Campina Grande do Sul, agentes da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Paran\u00e1 e do Ex\u00e9rcito Brasileiro que empreendeu a\u00e7\u00f5es de captura da estranha criatura. Os militares conseguiram capturar pelo menos duas criaturas que foram enviadas para Londrina, onde embarcaram em um avi\u00e3o Hercules C-130 e decolaram para destino desconhecido. Uf\u00f3logos que investigavam o estranho fen\u00f4meno na \u00e9poca documentaram a presen\u00e7a dos militares na regi\u00e3o nos per\u00edodos de maior incid\u00eancia do fen\u00f4meno. De posse das filmagens, foi poss\u00edvel identificar os ve\u00edculos como pertencentes ao 20\u00ba Batalh\u00e3o de Infantaria Blindado, sediado em Curitiba. Estas opera\u00e7\u00f5es com certeza devem ter gerado p\u00e1ginas e p\u00e1ginas de relat\u00f3rios internos que esperamos um dia venha \u00e0 tona.<\/p>\n<p>Como vimos ao longo deste artigo, tudo o que a For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira disponibilizou \u00e9 apenas a ponta do Iceberg. Existem casos impressionantes ainda desconhecidos dos uf\u00f3logos, que permanecem cobertos sob um manto de sigilo por parte dos militares. Especula-se que arquivos do Ex\u00e9rcito e Marinha sejam igualmente impressionantes ou mesmo at\u00e9 mais importantes em termos de quantidade e qualidade de conte\u00fado do que estes j\u00e1 disponibilizados pela FAB.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o basta apenas desclassifica\u00e7\u00e3o e libera\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos documentos. O conhecimento e a verdade s\u00e3o como diamantes que precisam ser lapidados. A principal ferramenta dispon\u00edvel para isso \u00e9 a an\u00e1lise criteriosa, com an\u00e1lises dos casos, cruzamento de informa\u00e7\u00f5es, estat\u00edsticas e novas investiga\u00e7\u00e3o dos casos, quando poss\u00edvel. S\u00f3 assim para eliminar poss\u00edveis inconsist\u00eancias, geralmente involunt\u00e1ria nos arquivos oficiais.<\/p>\n<p>N\u00f3s, pesquisadores e entusiastas deste fascinante assunto temos interesse em conhecer tais arquivos. Mais do que isso, a popula\u00e7\u00e3o mundial precisa tomar conhecimento desta realidade para que esteja pronta para um contato futuro e os consequentes saltos evolutivos, tanto em termos tecnol\u00f3gicos quanto sociais e espirituais. No entanto, por hora, a humanidade n\u00e3o tem maturidade para conviver com esta realidade. Este \u00e9 um dos motivos pelos quais existe o acobertamento e sonega\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es por parte das autoridades. Se, por exemplo, a FAB admite que um UFO pousou na Base A\u00e9rea do Bacacheri e puxou um avi\u00e3o para fora de um hangar com absoluta rapidez e facilidade, burlando o sistema de seguran\u00e7a da Base e evadindo-se do local com a mesma rapidez, muitas pessoas v\u00e3o se perguntar: \u201cPuxa! Pago meus impostos para financiar as For\u00e7as Armadas para proteger o pa\u00eds e eles n\u00e3o podem nem se proteger dos tais UFOs\u201d. S\u00e3o questionamentos sens\u00edveis \u00e0s autoridades militares que s\u00e3o absolutamente profissionais e competentes em suas atividades. Nessa guerra entre a necessidade de informa\u00e7\u00e3o versus possibilidades de informa\u00e7\u00e3o, n\u00f3s pesquisadores e entusiastas somos personagens centrais, pois depende de cadaum de n\u00f3s levar este tipo de informa\u00e7\u00e3o \u00e0 quem n\u00e3o conhece Ufologia. Cabe \u00e0 n\u00f3s preparar a humanidade para lidar com estas informa\u00e7\u00f5es de modo que possam aceitar confirma\u00e7\u00f5es oficiais e num futuro, espero, n\u00e3o muito distante, possamos efetivar um contato oficial, aberto e definitivo com nossos visitantes.<\/p>\n<div id=\"attachment_4174\" style=\"width: 840px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4174\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4174 size-large\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/fo195018-830x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"830\" height=\"1024\" \/><p id=\"caption-attachment-4174\" class=\"wp-caption-text\">Fotografia de UFO obtida em 19 de dezembro de 1954, em Curitiba, Paran\u00e1.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1667\" style=\"width: 215px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1667\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1667 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/curitiba1.jpg\" alt=\"\" width=\"205\" height=\"913\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/curitiba1.jpg 205w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/curitiba1-150x668.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/curitiba1-50x223.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/curitiba1-100x445.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/curitiba1-200x891.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 205px) 100vw, 205px\" \/><p id=\"caption-attachment-1667\" class=\"wp-caption-text\">Reportagem de jornal de dezembro de 1954 noticiando avistamento coletivo que parou a cidade.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que sabemos e o que esperamos encontrar em arquivos militares? Por Jackson Luiz Camargo, em artigo para a Revista UFO, edi\u00e7\u00e3o 225, de agosto de 2015 &nbsp; Ao longo da hist\u00f3ria da Ufologia, muito se especulou sobre os conte\u00fados dos documentos oficiais de posse de governos e for\u00e7as armadas de diferentes pa\u00edses. 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