{"id":5673,"date":"2022-04-08T11:08:43","date_gmt":"2022-04-08T14:08:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/?p=5673"},"modified":"2025-04-22T13:12:19","modified_gmt":"2025-04-22T16:12:19","slug":"nova-era-para-a-ufologia-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/nova-era-para-a-ufologia-mundial\/","title":{"rendered":"Nova Era para a Ufologia Mundial"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>A abertura ufol\u00f3gica oferece mais esperan\u00e7as e certezas, mas tamb\u00e9m traz mais exig\u00eancias para os estudiosos.<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>Desde tempos imemoriais, o Fen\u00f4meno UFO se faz presente em nosso meio, deixando at\u00f4nitos s\u00e1bios e l\u00edderes de cada \u00e9poca. Com o aumento consider\u00e1vel das manifesta\u00e7\u00f5es ufol\u00f3gicas na segunda metade do s\u00e9culo XX, as autoridades se viram obrigadas a encarar seriamente o tema, registrando, documentando e estudando as ins\u00f3litas ocorr\u00eancias. Assim, surgiram programas espec\u00edficos de estudos em diversos pa\u00edses, gerando toneladas de material que, a princ\u00edpio, era classificado como sigiloso, confidencial, secreto e ultra-secreto, de acordo com as leis de cada pa\u00eds, permanecendo por d\u00e9cadas ocultos do conhecimento p\u00fablico. Durante esse per\u00edodo, uf\u00f3logos de todo o mundo se questionaram sobre o conte\u00fado destes arquivos e a profundidade do conhecimento gerado nestas investiga\u00e7\u00f5es. Em algumas situa\u00e7\u00f5es, diversos documentos confidenciais vazaram, chegando \u00e0s m\u00e3os de pesquisadores e aumentando ainda mais a curiosidade sobre seu significado.<\/p>\n<p>Tal material tamb\u00e9m serviu de base para pedidos de libera\u00e7\u00e3o de novos documentos oficiais. Em alguns pa\u00edses, o processo de abertura foi facilitado por leis espec\u00edficas que estipulam prazos para libera\u00e7\u00e3o de documentos sigilosos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Lei de Liberdade de Informa\u00e7\u00e3o [Freedom of Information Act, FOIA], permitiu aos uf\u00f3logos processar o governo e obrig\u00e1-lo a entregar informa\u00e7\u00e3o oficial antes sonegada. Gra\u00e7as a isso, hoje \u00e9 poss\u00edvel acessar \u2013 inclusive via internet \u2013 pastas oriundas de diversas ag\u00eancias norte-americanas. Para se ter id\u00e9ia, no site do FBI h\u00e1 uma se\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que re\u00fane 1.684 p\u00e1ginas de documenta\u00e7\u00e3o oficial sobre UFOs, que pode ser acessada no endere\u00e7o:\u00a0<a href=\"http:\/\/foia.fbi.gov\/unusual.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/foia.fbi.gov\/unusual.htm<\/a>\u00a0. E na p\u00e1gina da todo-poderosa CIA existem mais t\u00edtulos sobre in\u00fameros casos ufol\u00f3gicos, ocorridos em todo o mundo desde 1948.<\/p>\n<p>Analisando estas pastas \u00e9 poss\u00edvel perceber o enorme interesse da ag\u00eancia de intelig\u00eancia dos Estados Unidos pela quest\u00e3o ufol\u00f3gica, embora seus dirigentes aleguem n\u00e3o realizar quaisquer estudos a respeito. Um memorando enviado por Ralph Clark para um diretor da CIA, em 29 de janeiro de 1952, afirma textualmente que, \u201cno passado, durante v\u00e1rias semanas, UFOs foram observados visualmente e por radar. Este escrit\u00f3rio tem mantido uma cont\u00ednua revis\u00e3o de avistamentos confi\u00e1veis nos \u00faltimos tr\u00eas anos e um grupo especial foi formado para analisar os avistamentos at\u00e9 hoje\u201d. Os documentos tamb\u00e9m revelam que a ag\u00eancia se sentia muito incomodada com outras entidades governamentais, que lan\u00e7avam seus pr\u00f3prios estudos a respeito do tema, e nos mostram o jogo duplo em que estava envolvida. Publicamente a CIA negava os fatos, criando comiss\u00f5es com o objetivo de desmistificar o fen\u00f4meno, mas secretamente coletava casos ocorridos em todo o mundo. Hoje, milhares de p\u00e1ginas de documentos podem ser encontradas no endere\u00e7o:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.foia.cia.gov\/ufo.asp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.foia.cia.gov\/ufo.asp<\/a>\u00a0.<\/p>\n<p>No site de outra institui\u00e7\u00e3o norte-americana, a Ag\u00eancia Nacional de Seguran\u00e7a (NSA) \u2013 ainda mais poderosa do que a CIA \u2013, tamb\u00e9m est\u00e3o muitos arquivos significativos, que podem ser acessados em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.nsa.gov\/public_info\/declass\/ufo\/index.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.nsa.gov\/public_info\/declass\/ufo\/index.shtml<\/a>.\u00a0Mas existem informa\u00e7\u00f5es ainda mais contundentes que n\u00e3o foram liberadas por nenhuma destas entidades, como descri\u00e7\u00f5es de quedas de UFOs e resgates de tripulantes, al\u00e9m de tentativas de persegui\u00e7\u00e3o e abate de naves, que permanecer\u00e3o secretas por tempo indeterminado. Isso para n\u00e3o falarmos da t\u00e3o sonhada confirma\u00e7\u00e3o oficial e irrefut\u00e1vel, por parte das autoridades, de que se tratam de a\u00e7\u00f5es de seres extraterrestres em nosso planeta.<\/p>\n<p><a name=\"queda\"><\/a><\/p>\n<h3>Queda de UFOs e resgate de tripulantes<\/h3>\n<p>Seguindo o exemplo norte-americano, o Canad\u00e1 tamb\u00e9m dedicou especial aten\u00e7\u00e3o ao estudo do Fen\u00f4meno UFO. Em 02 de dezembro de 1950, o Departamento de Transporte Canadense (DoT) estabeleceu uma iniciativa de estudos do tema sob dire\u00e7\u00e3o do engenheiro Wilbert B. Smith. O Programa Magnet [Im\u00e3], como foi denominado, permaneceu formalmente ativo at\u00e9 a metade de 1954, e informalmente at\u00e9 a morte de Smith, em 1962. O Magnet funcionava dentro das instala\u00e7\u00f5es do DoT e tinha apoio do Conselho Nacional de Pesquisa do pa\u00eds. Baseado nas pesquisas do grupo, Smith concluiu que os UFOs tinham origem extraterrestre e aparentemente funcionavam atrav\u00e9s de mecanismos que manipulavam o magnetismo. Algumas teorias a respeito foram corroboradas por cientistas canadenses, que publicaram artigos durante os anos 70 e 80 na extinta revista ufol\u00f3gica francesa Lumi\u00e8res das la Nuit. Apesar da morte de Smith e do encerramento definitivo do Programa Magnet, o interesse do governo do Canad\u00e1 se manteve muito ativo. Em 31 de mar\u00e7o de 1966 foi firmado um acordo de coopera\u00e7\u00e3o militar para pesquisa ufol\u00f3gica entre o pa\u00eds e os Estados Unidos, sob a alega\u00e7\u00e3o de que era uma \u201cuni\u00e3o de esfor\u00e7os frente \u00e0 amea\u00e7a comunista\u201d, visto que a Guerra Fria era uma preocupa\u00e7\u00e3o mundial constante.<\/p>\n<p>As duas na\u00e7\u00f5es freq\u00fcentemente entravam em alerta m\u00e1ximo devido \u00e0 persistente presen\u00e7a de alvos desconhecidos que ignoravam solenemente suas fronteiras. At\u00e9 ent\u00e3o, pilotos militares tinham ordem para empreenderem persegui\u00e7\u00f5es a estes objetos apenas dentro dos territ\u00f3rios de seus pa\u00edses. Com o acordo, no entanto, estavam livres para manter a persegui\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rio vizinho. Atrav\u00e9s do documento JANAP 146 \u2013 iniciais de Joint Army, Navy and Air Force Publication, ou Publica\u00e7\u00e3o Conjunta do Ex\u00e9rcito, Marinha e For\u00e7a A\u00e9rea \u2013 foram definidas as diretrizes de tal coopera\u00e7\u00e3o militar, determinando que os pilotos deveriam reportar \u00e0s suas bases qualquer ve\u00edculo a\u00e9reo ou mar\u00edtimo de origem desconhecida que fosse registrado. Para instru\u00ed-los, foram confeccionados cartazes explicativos indicando com desenhos os cinco tipos de alvos que deveriam ser relatados: submarinos, aeronaves, m\u00edsseis, barcos e UFOs \u2013 estes representados pela cl\u00e1ssica figura de um disco voador.<\/p>\n<p>Para cada caso registrado, informa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas deveriam ser preenchidas em um question\u00e1rio \u2013 e mesmo em meio ao amontoado deles, registros de UFOs eram precisos e detalhados, demonstrando preocupa\u00e7\u00e3o constante por parte das autoridades oficiais. A partir de 1966, com a ado\u00e7\u00e3o do JANAP 146, os casos ufol\u00f3gicos continuaram a ser reportados e investigados, principalmente pelo Conselho Nacional de Pesquisa e pela Pol\u00edcia Montada canadense, que registrou v\u00e1rias ocorr\u00eancias e gerou um impressionante volume de mais de 1.500 p\u00e1ginas de documenta\u00e7\u00e3o, agora dispon\u00edvel ao p\u00fablico. O processo de abertura formal do governo canadense come\u00e7ou em outubro de 2007, com a libera\u00e7\u00e3o dos primeiros relat\u00f3rios disponibilizados no site do Arquivos e Biblioteca do pa\u00eds, em uma se\u00e7\u00e3o intitulada UFOs, The Search for the Unknown [UFOs: A Busca Pelo Desconhecido], no endere\u00e7o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.collectionscanada.gc.ca\/ufo\/index-e.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.collectionscanada.gc.ca\/ufo\/index-e.html<\/a>.<\/p>\n<p>Em fevereiro passado, o governo canadense liberou mais um lote de arquivos, disponibilizando agora mais de nove mil p\u00e1ginas no referido site. Analisando a documenta\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, percebe-se que os documentos cont\u00eam n\u00e3o s\u00f3 memorandos, relat\u00f3rios e informes, mas tamb\u00e9m an\u00e1lises, exposi\u00e7\u00f5es minuciosas de fatos, atividades presenciadas e a\u00e7\u00f5es tomadas, al\u00e9m de encontros e reuni\u00f5es entre departamentos diversos. Um exemplo deste tipo \u00e9 um memorando de setembro de 1967, intitulado Unidentified Flying Objects [Objetos Voadores N\u00e3o Identificados], que afirma: \u201cAs investiga\u00e7\u00f5es dos relat\u00f3rios sugere a possibilidade de os UFOs conterem informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00fanica ou tecnologia avan\u00e7ada que pode contribuir para a pesquisa t\u00e9cnica ou cient\u00edfica\u201d.<\/p>\n<p>Outro memorando detalha um avistamento no porto de Shag Harbor, testemunhado por membros da Pol\u00edcia Montada e seis testemunhas civis, na noite de 04 de outubro de 1967. Descreve que os presentes viram um objeto de aproximadamente 20 m de di\u00e2metro movimentando-se na dire\u00e7\u00e3o leste, antes de submergir rapidamente no mar. Uma pequena luz branca apareceu na superf\u00edcie da \u00e1gua por curto per\u00edodo de tempo e os policiais, com ajuda de pescadores, partiram em busca do estranho artefato, que desapareceu em seguida. Relatos como este j\u00e1 foram citados in\u00fameras vezes na Revista UFO [Veja edi\u00e7\u00e3o UFO 138].<\/p>\n<p><a name=\"pioneirismo\"><\/a><\/p>\n<h3>O pioneirismo franc\u00eas<\/h3>\n<p>Entre todos os pa\u00edses que liberaram documenta\u00e7\u00e3o sigilosa \u2013 \u201cdesclassifica\u00e7\u00e3o\u201d no jarg\u00e3o ufol\u00f3gico \u2013, a Fran\u00e7a merece destaque especial. Historicamente, \u00e9 o pa\u00eds com maior abertura oficial para o tema. Em 1977, o governo franc\u00eas criou uma comiss\u00e3o especial de estudos ufol\u00f3gicos dentro do renomado Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES), uma das mais avan\u00e7adas do mundo. O Grupo de Estudos de Fen\u00f4menos Aeroespaciais N\u00e3o Identificados [Groupement d\u2019Etude des Ph\u00e9nom\u00e8nes A\u00e9rospatiaux Non Identifi\u00e9s, GEPAN], como ficou conhecido, foi estabelecido em um departamento pr\u00f3prio dentro da sede do CNES, em Toulouse. Seu objetivo era estudar relat\u00f3rios de casos ufol\u00f3gicos ocorridos em territ\u00f3rio franc\u00eas, coletados pela For\u00e7a A\u00e9rea, autoridades civis, cientistas e a Gendarmerie, a pol\u00edcia militar francesa. \u00c9 interessante observar que a Gendarmerie tinha um relat\u00f3rio pr\u00f3prio para registrar apari\u00e7\u00f5es de UFOs, e era constante colherem de novos casos. Em 1988, o GEPAN foi substitu\u00eddo pelo Servi\u00e7o de Investiga\u00e7\u00e3o dos Fen\u00f4menos de Reentrada Atmosf\u00e9rica [Service d\u2019Expertise des Ph\u00e9nom\u00e8nes de Rentr\u00e9es, SEPRA], que se manteve at\u00e9 2004, quando foi reestruturado e rebatizado Grupo de Estudos e Informa\u00e7\u00f5es sobre os Fen\u00f4menos Aeroespaciais N\u00e3o Identificados [Groupement d\u2019Etude et d\u2019Information sur les Ph\u00e9nom\u00e8nes A\u00e9rospatiaux Non Identifi\u00e9s, GEIPAN].<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, o GEPAN tinha apoio de diversos laborat\u00f3rios especializados espalhados pelo pa\u00eds. Gra\u00e7as a isso, os pesquisadores puderam realizar uma avalia\u00e7\u00e3o completa e detalhada dos casos, desde aspectos psicol\u00f3gicos das testemunhas at\u00e9 dados meteorol\u00f3gicos ou an\u00e1lises de amostras coletadas. O constante contato com autoridades militares permitia a verifica\u00e7\u00e3o de outras possibilidades, como manobras militares ou testes de armamentos secretos. Com todo este apoio t\u00e9cnico, o \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m p\u00f4de realizar um estudo \u00edmpar em cada ocorr\u00eancia, desenvolvendo um sistema de classifica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em que enquadrou os casos pesquisados em quatro grupos.<\/p>\n<p>Os casos do tipo A eram aqueles confirmadamente explicados como tendo origem natural ou artificial conhecida. Os do tipo B eram \u201cprovavelmente identificados\u201d, sobre os quais restavam poucas d\u00favidas. Os do tipo C eram situa\u00e7\u00f5es em que n\u00e3o foram encontradas explica\u00e7\u00f5es para os incidentes por falta de dados. E, finalmente, os casos do tipo D eram aqueles sobre os quais todas as an\u00e1lises e informa\u00e7\u00f5es obtidas permitiram descartar fraudes, enganos, erros de interpreta\u00e7\u00e3o, fen\u00f4menos naturais ou tecnologia secreta de outro pa\u00eds \u2013 ou seja, n\u00e3o podiam ter explica\u00e7\u00e3o terrestre.<\/p>\n<p><a name=\"incidencia\"><\/a><\/p>\n<h3>Elevada incid\u00eancia de casos<\/h3>\n<p>O curioso nesta classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 que apenas 10% dos casos se enquadram no tipo A, ou seja, que tiveram suas causas explicadas como fen\u00f4menos naturais, fraudes ou enganos. Em 29% dos casos, enquadrados no tipo B, faltaram informa\u00e7\u00f5es complementares, mas foram explicados como fraudes, erros de interpreta\u00e7\u00f5es ou enganos. Em 56% dos casos n\u00e3o foi poss\u00edvel identificar uma causa para o fen\u00f4meno causador do avistamento. Do total de casos analisados, em 34% faltaram informa\u00e7\u00f5es que permitissem confirmar ou descartar hip\u00f3teses. Por fim, em 22% dos acontecimentos, mesmo de posse de todas as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias e depois de testadas todas as hip\u00f3teses poss\u00edveis, n\u00e3o foi poss\u00edvel identificar uma causa para os fen\u00f4menos, nem explic\u00e1-los satisfatoriamente.<\/p>\n<p>Ao t\u00e9rmino de um determinado per\u00edodo, mais de 350 epis\u00f3dios envolvendo situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o originadas em fraudes, enganos ou fen\u00f4menos naturais foram divulgadas. Nesse arquivo existem n\u00e3o apenas relatos, mas tamb\u00e9m fotografias, v\u00eddeos, mapas, desenhos, laudos de an\u00e1lises laboratoriais etc. Por exemplo, ap\u00f3s intensa investiga\u00e7\u00e3o, o Caso Trans-en-Provence, ocorrido em 08 de janeiro de 1981, foi classificado como tipo D. O agricultor Renato Nicolai, protagonista do caso, testemunhou o pouso de um estranho objeto disc\u00f3ide em sua fazenda, deixando um pequeno c\u00edrculo no solo e plantas afetadas. Sobre este incidente, encontra-se no site do atual GEIPAN fotos do local, croquis, mapas e laudos procedentes de laborat\u00f3rios franceses [Veja o livro Dossi\u00ea Cometa, c\u00f3digo LIV-021 da cole\u00e7\u00e3o Biblioteca UFO].<\/p>\n<p>O interesse em disponibilizar estes arquivos na internet surgiu em 2001, quando o GEIPAN, com metodologia pr\u00f3pria, come\u00e7ou a desenvolver uma tecnologia para catalogar as mais de 100 mil p\u00e1ginas de documentos que foram liberadas. Nesse meio tempo, houve barreiras jur\u00eddicas que atrasaram o projeto, e apenas em mar\u00e7o de 2007, depois de vencidos os problemas legais e t\u00e9cnicos, o projeto foi colocado em pr\u00e1tica. Tal atitude pioneira inspirou outros governos mundiais, como Inglaterra, It\u00e1lia, Dinamarca e Su\u00e9cia, por exemplo, a agilizarem seu processo de desclassifica\u00e7\u00e3o de arquivos e os disponibilizarem ao p\u00fablico. Atualmente, todos os arquivos do GEIPAN podem ser acessados no endere\u00e7o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cnes-geipan.fr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.cnes-geipan.fr<\/a>\u00a0.<\/p>\n<p>A Inglaterra estreou seu processo de desclassifica\u00e7\u00e3o ufol\u00f3gica em maio de 2003, quando transferiu suas pastas antes secretas sobre o assunto para o Arquivo Nacional daquele pa\u00eds. Entretanto, somente em 2007, embalados pela libera\u00e7\u00e3o dos documentos franceses, \u00e9 que alguns se tornaram p\u00fablicos, com a disponibiliza\u00e7\u00e3o de aproximadamente 500 p\u00e1ginas no site do Minist\u00e9rio da Defesa (MoD) brit\u00e2nico. Em mar\u00e7o de 2008 foram liberados novos arquivos, que mostram como o governo ingl\u00eas trata a quest\u00e3o ufol\u00f3gica. Os primeiros documentos se originam dos estudos que visavam determinar se os discos voadores poderiam ser uma amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a do Reino Unido. Alguns deles, da d\u00e9cada de 50, apontam o interesse do ent\u00e3o primeiro ministro Winston Churchill sobre estes fatos. \u201cAt\u00e9 onde vai toda essa coisa sobre discos voadores? O que isso pode significar? Qual \u00e9 a verdade?\u201d, disse Churchill aos seus assessores. A resposta do Minist\u00e9rio da Aeron\u00e1utica foi superficial e limitou-se a explicar os fen\u00f4menos como erros de interpreta\u00e7\u00e3o, fraudes e fen\u00f4menos naturais. Caso o primeiro ministro tivesse sido informado corretamente, talvez a hist\u00f3ria oficial dos UFOs na Inglaterra teria sido diferente.<\/p>\n<p>Entre os documentos desclassificados h\u00e1 arquivos relativos a dois importantes casos ocorridos em \u00e1reas militares, um na Floresta Rendlesham e outro em Cosford. Al\u00e9m destes, foram liberadas informa\u00e7\u00f5es geradas por um estudo oficial, intitulado Unidentified Aerial Phenomena in the UK [Fen\u00f4menos A\u00e9reos N\u00e3o Identificados no Reino Unido], do Minist\u00e9rio da Defesa, que \u00e9 dividido em tr\u00eas volumes, dois anexos e um \u00edndice geral. Este trabalho, desenvolvido por volta do ano 2000, \u00e9 detalhado e explora todas as faces da fenomenologia ufol\u00f3gica, apresentando descri\u00e7\u00f5es de in\u00fameros casos brit\u00e2nicos, estat\u00edsticas, gr\u00e1ficos, desenhos, croquis, mapas, hip\u00f3teses, comunica\u00e7\u00f5es internas, memorandos e outros documentos do governo daquele pa\u00eds.<\/p>\n<p><a name=\"avioes\"><\/a><\/p>\n<h3>Incidentes envolvendo avi\u00f5es<\/h3>\n<p>Em outubro de 2008 houve uma nova desclassifica\u00e7\u00e3o de arquivos, com um n\u00famero ainda maior de casos registrados. Foram liberados ent\u00e3o 24 lotes de documentos, compostos de 200 a 300 relatos de casos e documentos internos do governo. Um dos registros mais interessantes \u00e9 o de um epis\u00f3dio envolvendo um avi\u00e3o da companhia a\u00e9rea Alitalia que quase se chocou contra um UFO sobre a cidade de Kent, em 1991. Depois de longa investiga\u00e7\u00e3o, o caso foi encerrado e poss\u00edveis explica\u00e7\u00f5es convencionais, como m\u00edsseis, outras aeronaves ou bal\u00f5es, foram plenamente descartadas, permanecendo o mist\u00e9rio sobre a identidade do artefato observado.<\/p>\n<p>Outro relato interessante envolveu um piloto de ca\u00e7a que tentou interceptar um UFO na regi\u00e3o leste da Inglaterra, que chegou a disparar suas armas inutilmente contra o estranho objeto. Este caso n\u00e3o \u00e9 \u00fanico do tipo, pois em v\u00e1rios outros pa\u00edses houve epis\u00f3dios similares confirmados. Um exemplo aconteceu no Peru, em 08 de abriu de 1980, quando o piloto de ca\u00e7as Oscar Santa Maria disparou contra um UFO que invadiu o espa\u00e7o a\u00e9reo daquele pa\u00eds. A \u00faltima desclassifica\u00e7\u00e3o ocorrida no Reino Unido deu-se em 22 de mar\u00e7o passado, quando novos documentos foram disponibilizados no site do MoD. Desta vez foram liberados sete novos lotes, totalizando 2.111 p\u00e1ginas e cobrindo os anos de 1987 a 1993. Espera-se libera\u00e7\u00e3o de novas informa\u00e7\u00f5es para breve.<\/p>\n<p><a name=\"misterios\"><\/a><\/p>\n<h3>Mist\u00e9rios tamb\u00e9m na Austr\u00e1lia<\/h3>\n<p>A Austr\u00e1lia \u00e9 outra na\u00e7\u00e3o a desclassificar documentos sobre UFOs. Desde 1982 o pa\u00eds vem realizando uma abertura gradativa e discreta de seus segredos. Atualmente eles est\u00e3o dispon\u00edveis no Arquivo Nacional da Austr\u00e1lia e no escrit\u00f3rio de Investiga\u00e7\u00e3o de Seguran\u00e7a A\u00e9rea do Departamento de Avia\u00e7\u00e3o. O material revela que o pa\u00eds mant\u00e9m um eficiente sistema de acobertamento de fatos ufol\u00f3gicos e considera a pesquisa do Fen\u00f4meno UFO relevante. N\u00e3o poderia ser de outra forma, especialmente se levarmos em conta que a Austr\u00e1lia \u00e9 palco de registros fant\u00e1sticos de ocorr\u00eancias ufol\u00f3gicas, como o caso Frederich Valentich, que desapareceu com seu avi\u00e3o ap\u00f3s empreender uma persegui\u00e7\u00e3o a um gigantesco UFO sobre o Mar da Tasm\u00e2nia.\u00a0At\u00e9 1980, a investiga\u00e7\u00e3o oficial no pa\u00eds era realizada pela Real For\u00e7a A\u00e9rea Australiana (RAAF). A partir deste ano, esta responsabilidade passou para o Departamento de Defesa Policial.\u00a0Da mesma forma como ocorre na investiga\u00e7\u00e3o oficial das autoridades francesas e canadenses, uma parcela dos casos registrados na Austr\u00e1lia tamb\u00e9m permanece sem explica\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel.<\/p>\n<p>E a exemplo do governo norte-americano, o australiano usou os mais diversos pretextos para tentar explicar os casos insol\u00faveis. Em relatos envolvendo atitudes agressivas ou ocorr\u00eancias com dano resultante das apari\u00e7\u00f5es de UFOs, as justificativas at\u00e9 ent\u00e3o eram in\u00e9ditas no meio ufol\u00f3gico \u2013 tornados. A desculpa era muito utilizada nos relat\u00f3rios oficiais at\u00e9 1967, mas, com o advento de novas descobertas tecnol\u00f3gicas, outra explica\u00e7\u00e3o incomum come\u00e7ou a ser usada \u2013 plasma. Por\u00e9m, esta acabou sendo pouco aceita, pois eram \u00f3bvios o acobertamento e a tentativa de mistifica\u00e7\u00e3o por parte dos respons\u00e1veis pelos tais \u201cesclarecimentos oficiais\u201d.<\/p>\n<p>Este tipo de atitude por parte da RAAF gerou v\u00e1rias cr\u00edticas de institui\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais. Em 1976, o Departamento de Defesa australiano enviou ao GEPAN um relat\u00f3rio de casos catalogados e estudados por sua For\u00e7a A\u00e9rea. Claude Poher, na \u00e9poca diretor do \u00f3rg\u00e3o franc\u00eas, respondeu da seguinte maneira: \u201cPosso dizer ao pessoal respons\u00e1vel por este trabalho que algumas das poss\u00edveis causas mencionadas nos relat\u00f3rios simplesmente n\u00e3o s\u00e3o aceit\u00e1veis\u201d. O doutor Poher citou, inclusive, um epis\u00f3dio ocorrido em Wickham, em 04 de abril de 1975, em que um disco voador de aspecto prateado foi observado. A RAAF explicou o epis\u00f3dio como um simples erro de interpreta\u00e7\u00e3o, alegando que o objeto avistado seria apenas V\u00eanus. Poher fundamentou sua opini\u00e3o no fato de que o planeta n\u00e3o estava vis\u00edvel na dire\u00e7\u00e3o e hor\u00e1rio mencionados, e acrescentou que sem o endosso de especialistas de diferentes \u00e1reas, jornalistas ou simples curiosos poderiam levar o nome do Departamento de Defesa ao rid\u00edculo.<\/p>\n<p><a name=\"manobra\"><\/a><\/p>\n<h3>Manobra de acobertamento disfar\u00e7ada<\/h3>\n<p>A m\u00e1-vontade da RAAF em lidar com o assunto era vis\u00edvel at\u00e9 mesmo na organiza\u00e7\u00e3o dos documentos gerados. O sum\u00e1rio anual de casos ocorridos na Austr\u00e1lia come\u00e7ou com o n\u00famero um, que abrange os anos de 1960 a 1968. O segundo compreende o ano de 1969. O terceiro inclui os anos de 1970 e 1971. J\u00e1 do quarto ao nono sum\u00e1rio \u00e9 poss\u00edvel notar que n\u00e3o existe uma ordem l\u00f3gica, o que gera confus\u00e3o no momento em que os arquivos s\u00e3o consultados, tanto na sede do Arquivo Nacional, em Canberra, como no site da institui\u00e7\u00e3o. A consulta dispon\u00edvel no site tamb\u00e9m apresenta muitas falhas. Os arquivos s\u00e3o classificados com v\u00e1rias palavras-chaves diferentes: \u201cUFO\u201d, \u201cUnidentified Flying Object\u201d, \u201cFlying Saucer\u201d e \u201cFlying Saucers\u201d, \u201cUnusual Aerial Sightings\u201d ou \u201cUAS\u201d etc. Uma pasta espec\u00edfica pode estar catalogada sob apenas uma palavra-chave. Exemplificando, se um pesquisador digitar \u201cUFO\u201d no campo de pesquisa, aparecer\u00e3o 11 registros, sendo quatro deles dispon\u00edveis. Se digitar \u201cFlying Saucers\u201d, surgir\u00e3o 49 registros, sendo 33 dispon\u00edveis. Parece uma manobra de acobertamento disfar\u00e7ada de imper\u00edcia t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>A Espanha tamb\u00e9m reconhece oficialmente a exist\u00eancia dos UFOs e libera documenta\u00e7\u00e3o oficial publicamente. Desde 1992 o pa\u00eds vem desclassificando documentos oficiais, outrora sigilosos, sobre casos registrados pela For\u00e7a A\u00e9rea Espanhola (FAE). S\u00e3o registros de diversos epis\u00f3dios pesquisados com rigor pela institui\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de relat\u00f3rios de ocorr\u00eancias nas Ilhas Can\u00e1rias e outras \u00e1reas do mar territorial espanhol. Os registros mais antigos datam de 1962, quando aparentemente o assunto UFO come\u00e7ou a ser registrado oficialmente pelo Minist\u00e9rio do Ar. Em 1968 houve um aumento consider\u00e1vel no n\u00famero de avistamentos, despertando o interesse da defesa espanhola, pois UFOs passaram a ser constantemente registrados por radares ou reportados por pilotos e civis.<\/p>\n<p>Segundo as leis espanholas, relat\u00f3rios de avistamentos ufol\u00f3gicos devem ser catalogados no m\u00ednimo como assunto reservado. Quando expirou o prazo legal de sigilo, em 1992, v\u00e1rios documentos foram oficialmente desclassificados para consulta p\u00fablica. A maior parte deles \u00e9 referente a registros de discos voadores tendo como testemunhas pilotos, controladores de tr\u00e1fego a\u00e9reo e militares. Uma caracter\u00edstica marcante destes registros \u00e9 a riqueza de detalhes referentes aos fatos registrados \u2013 em v\u00e1rios deles existem transcri\u00e7\u00f5es completas de di\u00e1logos entre os pilotos e os controladores. Fotografias, mapas e jornais da \u00e9poca em que ocorreram os avistamentos etc tamb\u00e9m est\u00e3o dispon\u00edveis. A princ\u00edpio, eram arquivados no Estado-Maior da For\u00e7a A\u00e9rea, em Madri, sendo depois transferidos para o Comando Operativo A\u00e9reo, na Base A\u00e9rea de Torrej\u00f3n de Ardoz. Ap\u00f3s serem liberados, foram disponibilizados na biblioteca do Ex\u00e9rcito do Ar.<\/p>\n<p>A exemplo de outras na\u00e7\u00f5es, a desclassifica\u00e7\u00e3o de documentos espanhola tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 completa. Segundo o principal respons\u00e1vel pela libera\u00e7\u00e3o das pastas, o tenente-coronel Angel Bastida, a FAE ainda mant\u00e9m em seus arquivos documentos com conte\u00fados que podem amea\u00e7ar a seguran\u00e7a nacional ou, em casos espec\u00edficos, que tenham nomes e dados que podem afetar a privacidade de testemunhas dos casos registrados. Um detalhe pertinente observado neste caso \u00e9 que, com a divulga\u00e7\u00e3o dos documentos oficiais, tornou-se evidente que a FAE vinha mentindo aos meios de comunica\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es, quando publicamente desacreditou casos ufol\u00f3gicos enquanto secretamente vinha registrando a detec\u00e7\u00e3o dos objetos no espa\u00e7o a\u00e9reo do pa\u00eds. Embora a desclassifica\u00e7\u00e3o espanhola tenha import\u00e2ncia hist\u00f3rica pela \u00e9poca em que ocorreu, antes da inglesa e da mais recente francesa, e tamb\u00e9m pela qualidade dos documentos disponibilizados, pesquisadores criticam a aus\u00eancia de relat\u00f3rios para casos considerados importantes, documentados por grupos ufol\u00f3gicos daquele pa\u00eds. Apesar disso, novos documentos ainda devem ser liberados em breve.<\/p>\n<p><a name=\"preservacao\"><\/a><\/p>\n<h3>Preserva\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a a\u00e9rea<\/h3>\n<p>A Dinamarca tamb\u00e9m iniciou seu processo formal de desclassifica\u00e7\u00e3o de arquivos ufol\u00f3gicos em 28 de janeiro passado, quando disponibilizou 329 p\u00e1ginas de documenta\u00e7\u00e3o oficial no site da For\u00e7a A\u00e9rea Dinamarquesa (FTK). Durante anos, a FTK registrou relatos de pessoas que avistavam UFOs pelo pa\u00eds afora, limitando-se a contatar outros \u00f3rg\u00e3os militares na tentativa de encontrar explica\u00e7\u00f5es para os fen\u00f4menos. Na sua maioria, os epis\u00f3dios foram explicados adequadamente, por\u00e9m uma pequena parcela permaneceu sem conclus\u00e3o. Como ocorreu a quase todos os governos at\u00e9 ent\u00e3o propensos a liberar seus arquivos, o interesse inicial era determinar se os UFOs representavam uma amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a nacional. Segundo o capit\u00e3o Thomas Pedersen, do Comando T\u00e1tico do Ar dinamarqu\u00eas, \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo registro e estudo de UFOs no pa\u00eds, eles n\u00e3o representam uma amea\u00e7a e, assim, seguindo o exemplo franc\u00eas e ingl\u00eas, o assunto acabou sendo liberado oficialmente.<\/p>\n<p>A It\u00e1lia \u00e9 outro pa\u00eds que recentemente admitiu a materialidade do Fen\u00f4meno UFO. Mas a abertura ufol\u00f3gica no pa\u00eds deixou a desejar, pois houve apenas um reconhecimento formal da exist\u00eancia do fen\u00f4meno. A forma escolhida pelo governo italiano para isso foi disponibilizar no site da For\u00e7a A\u00e9rea Italiana (FAI), na se\u00e7\u00e3o intitulada Avvistamenti UFO [Avistamentos ufol\u00f3gicos], dados superficiais de alguns casos ocorridos pelo pa\u00eds. O leitor pode consultar este material no endere\u00e7o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.aeronautica.difesa.it\/News\/Pagine\/RepartoGeneraleSicurezza.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.aeronautica.difesa.it\/News\/Pagine\/RepartoGeneraleSicurezza.aspx<\/a>. Os acontecimentos est\u00e3o dispostos por ano de ocorr\u00eancia, de 2001 a 2008, mas nenhum documento oficial foi liberado, apenas registros coletados pelo Departamento Geral de Seguran\u00e7a. A FAI alegou que mant\u00e9m seus arquivos no interesse da preserva\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a a\u00e9rea do pa\u00eds. Ainda segundo seu site, dados anteriores a 2001 est\u00e3o sendo reorganizados para serem publicados em breve.<\/p>\n<p>A p\u00e1gina da Aeron\u00e1utica italiana disponibiliza tamb\u00e9m um formul\u00e1rio que pode ser baixado e impresso por qualquer testemunha, para ser preenchido e entregue em delegacias de pol\u00edcia espalhadas pelo pa\u00eds, como no modelo franc\u00eas. Esta forma de lidar com o assunto \u00e9 in\u00f3cua, pois aparentemente as autoridades somente coletam informa\u00e7\u00f5es, sem fazer uma investiga\u00e7\u00e3o aprofundada sobre os fatos. Se compararmos o interesse dos italianos quanto aos UFOs com o dos pa\u00edses vizinhos, fica dif\u00edcil n\u00e3o imaginar que existam muitos outros documentos de pesquisa ainda secretos, que dificilmente ser\u00e3o liberados. Portanto, cabe \u00e0 popula\u00e7\u00e3o italiana interessada na liberdade de informa\u00e7\u00e3o a cobran\u00e7a disso a seu atual governo.<\/p>\n<p><a name=\"falta\"><\/a><\/p>\n<h3>Falta o Uruguai abrir os arquivos<\/h3>\n<p>A lista de na\u00e7\u00f5es que est\u00e3o desclassificando documentos ufol\u00f3gicos oficiais aumenta a cada dia. Alguns pa\u00edses, embora ainda n\u00e3o tenham disponibilizado documentos, ao menos se dizem abertos em rela\u00e7\u00e3o ao tema. Um exemplo \u00e9 o Uruguai, que em agosto de 1979 criou a Comisi\u00f3n Receptadora y Investigadora de Denuncias de Objectos Voladores No Identificados (Cridovni) dentro de sua For\u00e7a A\u00e9rea. O objetivo principal da entidade \u00e9 receber e analisar casos ufol\u00f3gicos ocorridos no pa\u00eds, criando um banco de dados, e ainda promover interc\u00e2mbio t\u00e9cnico e cient\u00edfico com institui\u00e7\u00f5es internacionais. Entretanto, a documenta\u00e7\u00e3o oficial gerada por esta comiss\u00e3o ainda \u00e9 reservada. Aqui no continente, o Chile \u00e9 outro pa\u00eds com grande abertura ao tema. Nas instala\u00e7\u00f5es da For\u00e7a A\u00e9rea do pa\u00eds, em Santiago, existe um departamento intitulado Centro de Est\u00fadios de Fen\u00f4menos A\u00e9reos An\u00f4malos (CEFAA), fundado em outubro de 1997 e subordinado \u00e0 diretoria de Avia\u00e7\u00e3o Civil chilena. A fun\u00e7\u00e3o principal do CEFAA \u00e9 reunir informa\u00e7\u00f5es sobre casos ufol\u00f3gicos e pesquis\u00e1-los, mas seus arquivos ainda n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>Em 13 de mar\u00e7o de 2008, o governo do Equador tamb\u00e9m abriu seus arquivos aos pesquisadores, disponibilizando 44 casos documentados de apari\u00e7\u00f5es de UFOs no pa\u00eds, cumprindo parte da determina\u00e7\u00e3o do presidente Rafael Correa, que deseja transpar\u00eancia nas informa\u00e7\u00f5es governamentais. Em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, o processo de desclassifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 apenas come\u00e7ando, seja por iniciativa governamental ou atrav\u00e9s do esfor\u00e7o e determina\u00e7\u00e3o de pesquisadores independentes. Na Argentina, por exemplo, v\u00e1rios centros de pesquisa ufol\u00f3gica est\u00e3o se unindo para reivindicarem a libera\u00e7\u00e3o de documenta\u00e7\u00e3o oficial do governo. Em recente reuni\u00e3o, foi redigida uma peti\u00e7\u00e3o oficial que ser\u00e1 enviada ao Congresso, acompanhada de um abaixo-assinado.<\/p>\n<p>Em diversas ocasi\u00f5es o governo da Argentina se mostrou interessado no assunto, chegando inclusive a criar comit\u00eas de pesquisa. O primeiro deles foi a Comisi\u00f3n Permanente de Estudios del Fen\u00f3meno OVNI (Copefo), formado em 1962 e composto por oficiais da Marinha. A entidade funcionou at\u00e9 1967, quando foi encerrada. Ainda em 1962, a For\u00e7a A\u00e9rea Argentina criou sua pr\u00f3pria comiss\u00e3o independente, que exercia suas atividades dentro do servi\u00e7o de informa\u00e7\u00f5es do \u00f3rg\u00e3o. Todas elas, bem como outras criadas no \u00e2mbito militar, geraram um dossi\u00ea de 300 p\u00e1ginas, que foi entregue em 1997 ao ent\u00e3o secret\u00e1rio de assuntos militares do Minist\u00e9rio da Defesa, Jorge Pereyra de Olazabal. A conclus\u00e3o do documento era de que havia um fen\u00f4meno genu\u00edno por tr\u00e1s das manifesta\u00e7\u00f5es ufol\u00f3gicas, pois uma parcela dos casos pesquisados n\u00e3o tinha uma explica\u00e7\u00e3o natural e plaus\u00edvel. Com a poss\u00edvel libera\u00e7\u00e3o da documenta\u00e7\u00e3o argentina, este dossi\u00ea ser\u00e1 mais um documento oficial atestando a ocorr\u00eancia de um fen\u00f4meno inteligente de origem desconhecida.<\/p>\n<p><a name=\"queima\"><\/a><\/p>\n<h3>Queima de arquivos essenciais<\/h3>\n<p>Em qualquer ambiente governamental, seja no Brasil, na Espanha ou nos Estados Unidos, existe burocracia. Isso significa que as diferentes reparti\u00e7\u00f5es que movem a m\u00e1quina p\u00fablica ir\u00e3o produzir um volume enorme de papelada que, por conseq\u00fc\u00eancia, ir\u00e1 ocupar um grande espa\u00e7o em escrit\u00f3rios e departamentos estatais. Geralmente, esta papelada \u00e9 processada e microfilmada \u2013 \u00e0s vezes at\u00e9 digitalizada \u2013, tornando desnecess\u00e1rio o armazenamento dos pap\u00e9is por um longo per\u00edodo. Eles s\u00e3o ent\u00e3o destru\u00eddos, seja por fogo ou picote. Em alguns casos, os pap\u00e9is s\u00e3o mantidos por mais algum tempo, caso o assunto em pauta possa ser retomado.<\/p>\n<p>Este processo de produ\u00e7\u00e3o de documentos, armazenamento tempor\u00e1rio, microfilmagem e posterior destrui\u00e7\u00e3o \u00e9 algumas vezes falho. Seja por inten\u00e7\u00e3o, omiss\u00e3o, erro ou extravio, alguns documentos acabam sendo perdidos. No caso do governo ingl\u00eas, por exemplo, sabe-se que os registros ufol\u00f3gicos at\u00e9 1966 eram considerados sem import\u00e2ncia social ou hist\u00f3rica, e assim acabavam sendo destru\u00eddos. Somente a partir de 1967, com uma grande onda ufol\u00f3gica ocorrendo no Reino Unido, \u00e9 que o assunto foi novamente considerado relevante o suficiente para os arquivos e documentos serem mantidos arquivados.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos estimar at\u00e9 onde a Ufologia ser\u00e1 prejudicada pela perda de documenta\u00e7\u00e3o importante nestes processos. No Brasil existem exemplos de descaso, descuido ou simplesmente de interesses particulares determinando o destino de alguns documentos oficiais. Um exemplo \u00e9 o caso da queima de documentos confidenciais da Base A\u00e9rea de Salvador, em 2004. A perda destes arquivos prejudica o trabalho de pesquisadores e em alguns casos at\u00e9 sepulta para sempre importantes fatos da hist\u00f3ria do pa\u00eds. Somente com a press\u00e3o de uf\u00f3logos, historiadores, cientistas da informa\u00e7\u00e3o e da sociedade civil \u00e9 que poderemos reverter essa situa\u00e7\u00e3o e trazer \u00e0 tona estes segredos governamentais, que devem ser expostos publicamente.<\/p>\n<p>Em entrevista para a Revista UFO, o brigadeiro Jos\u00e9 Carlos Pereira afirmou que n\u00e3o h\u00e1 nenhum motivo para manter os arquivos ufol\u00f3gicos em sigilo [Veja edi\u00e7\u00f5es UFO 141 e 142]. \u201cA libera\u00e7\u00e3o n\u00e3o exp\u00f5e o pa\u00eds a uma guerra, n\u00e3o vai provocar p\u00e2nico, n\u00e3o coloca em risco a Seguran\u00e7a Nacional e nem atinge a privacidade de pessoas eventualmente citadas neles. Isso \u00e9 o que temos que ter em mente. Se n\u00e3o vai afetar nenhuma destas quest\u00f5es, ent\u00e3o revela!\u201d Sua declara\u00e7\u00e3o, embora tenha sido focalizada no \u00e2mbito nacional, pode ser v\u00e1lida tamb\u00e9m internacionalmente, pois seja no Brasil, na R\u00fassia, China ou EUA, a verdade \u00e9 uma s\u00f3: existe um fen\u00f4meno de origem desconhecida e externa \u00e0 Terra agindo em nossos c\u00e9us, e que n\u00e3o representa necessariamente uma amea\u00e7a.<\/p>\n<p>O velho clich\u00ea utilizado pelas autoridades, de que a revela\u00e7\u00e3o dos fatos ufol\u00f3gicos pode gerar situa\u00e7\u00f5es embara\u00e7osas a muitas na\u00e7\u00f5es, j\u00e1 n\u00e3o se justifica. Ora, \u00e9 justamente com o reconhecimento gradativo do Fen\u00f4meno UFO por todos os governos mundiais, com a confirma\u00e7\u00e3o dos fatos, desclassifica\u00e7\u00e3o de documentos, libera\u00e7\u00e3o de grava\u00e7\u00f5es em \u00e1udio, v\u00eddeo etc, que a humanidade ir\u00e1 se acostumar com a realidade a que est\u00e1 confrontada, e s\u00f3 assim estar\u00e1 pronta para conhecer a verdade. Este \u00e9 o caminho a ser seguido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<hr \/>\n<ol>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ufo.com.br\/artigos\/nova-era-para-a-ufologia-mundial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ufo.com.br\/artigos\/nova-era-para-a-ufologia-mundial<\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A abertura ufol\u00f3gica oferece mais esperan\u00e7as e certezas, mas tamb\u00e9m traz mais exig\u00eancias para os estudiosos. Desde tempos imemoriais, o Fen\u00f4meno UFO se faz presente em nosso meio, deixando at\u00f4nitos s\u00e1bios e l\u00edderes de cada \u00e9poca. Com o aumento consider\u00e1vel das manifesta\u00e7\u00f5es ufol\u00f3gicas na segunda metade do s\u00e9culo XX, as autoridades se viram obrigadas a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":5674,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false},"categories":[108,107],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5673"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5673"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5673\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7149,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5673\/revisions\/7149"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5674"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5673"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5673"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5673"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}