{"id":5734,"date":"2022-04-08T13:22:51","date_gmt":"2022-04-08T16:22:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/?p=5734"},"modified":"2025-04-22T13:12:28","modified_gmt":"2025-04-22T16:12:28","slug":"franca-exemplo-para-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/franca-exemplo-para-o-mundo\/","title":{"rendered":"Fran\u00e7a: Exemplo Para o Mundo"},"content":{"rendered":"<p>A Fran\u00e7a foi um dos primeiros pa\u00edses a reconhecer a realidade do Fen\u00f4meno UFO. Tamb\u00e9m foi uma das pioneiras no estudo oficial do Fen\u00f4meno, atrav\u00e9s de uma comiss\u00e3o de cientistas do Centro Nacional de Estudos Espaciais.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Entre todos os pa\u00edses que desclassificaram documenta\u00e7\u00e3o oficial, a Fran\u00e7a merece destaque especial. Historicamente \u00e9 o pa\u00eds com maior abertura oficial para o tema. Em 1977, o governo franc\u00eas criou uma comiss\u00e3o especial de estudos ufol\u00f3gicos dentro do renomado CNES (Centre National d&#8217;\u00c9tudes Spatiales), uma mais renomadas ag\u00eancias espaciais do mundo.<\/p>\n<p>O Groupe d&#8217;\u00c9tudes des Ph\u00e9nom\u00e8nes A\u00e9rospatiaux Non-identifi\u00e9s (GEPAN), como ficou conhecido, ficou estabelecido em um departamento pr\u00f3prio dentro da sede do CNES, em Toulouse. Seu objetivo era estudar relat\u00f3rios de casos ufol\u00f3gicos ocorridos em territ\u00f3rio franc\u00eas coletados pela For\u00e7a A\u00e9rea Francesa, autoridades civis, Gendarmerie (pol\u00edcia francesa), cientistas, etc. Interessante observar que as pol\u00edcias metropolitana e estadual possu\u00edam um relat\u00f3rio pr\u00f3prio para apari\u00e7\u00f5es de OVNIS e era constante e normal colherem informa\u00e7\u00f5es sobre esse assunto.<\/p>\n<p>Em 1988, o GEPAN foi substitu\u00eddo pelo SEPRA (Service d&#8217;Expertise des Ph\u00e9nom\u00e8nes de Rentr\u00e9es) que manteve-se at\u00e9 2004 quando foi reestruturado e denominado GEIPAN (Groupe d\u2019\u00c9tudes et d\u2019Informations sur les Ph\u00e9nom\u00e8nes A\u00e9rospatiaux Non-Identifi\u00e9s).<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio o GEPAN tinha apoio de diversos laborat\u00f3rios especializados espalhados pelo pa\u00eds. Gra\u00e7as a isso, os pesquisadores puderam realizar uma an\u00e1lise completa e detalhada dos casos, desde aspectos psicol\u00f3gicos da testemunha at\u00e9 dados meteorol\u00f3gicos ou an\u00e1lises de amostras coletadas. O constante contato com autoridades militares permitia a verifica\u00e7\u00e3o de outras possibilidades como manobras militares ou testes de armamentos secretos.<\/p>\n<p>Com todo este apoio t\u00e9cnico o GEPAN p\u00f4de realizar um estudo impar em cada caso, desenvolvendo um sistema de classifica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em que enquadrou os casos pesquisados em quatro grupos:<\/p>\n<p>Tipo A: Casos confirmadamente explicados tendo origem natural ou artificial conhecida.<br \/>\nTipo B: Casos provavelmente identificados em que restam poucas d\u00favidas<br \/>\nTipo C: Casos em que n\u00e3o foram encontradas explica\u00e7\u00f5es para o incidente por falta de dados<br \/>\nTipo D: Casos em que todas as an\u00e1lises e informa\u00e7\u00f5es obtidas permitiram descartar fraudes, enganos, erros de interpreta\u00e7\u00e3o, fen\u00f4menos naturais ou tecnologia secreta.<\/p>\n<p>O curioso nessa classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 que apenas 10% dos casos enquadram-se na categoria A, ou seja, tiveram suas causas explicadas como fen\u00f4menos naturais, fraudes ou enganos. Em 29% dos casos, enquadrados na categoria B, faltaram informa\u00e7\u00f5es complementares, entretanto eram explicados como fraudes, erros de interpreta\u00e7\u00f5es, ou enganos. Em 56% dos casos n\u00e3o foi poss\u00edvel identificar uma causa para o fen\u00f4meno. Do total de casos, em 34% faltaram informa\u00e7\u00f5es que permitissem confirmar ou descartar hip\u00f3teses. Em 22% dos casos, mesmo de posse de todas as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias e depois de testadas todas as hip\u00f3teses poss\u00edveis, n\u00e3o foi poss\u00edvel identificar uma causa para o fen\u00f4meno nem explic\u00e1-los satisfatoriamente. Ao final de um determinado per\u00edodo, s\u00e3o mais de trezentos e cinq\u00fcenta casos envolvendo epis\u00f3dios que n\u00e3o s\u00e3o originados em fraudes, enganos ou fen\u00f4menos naturais. Nesse arquivo existem, n\u00e3o apenas relatos, mas tamb\u00e9m fotografias, v\u00eddeos, mapas, desenhos, laudos de an\u00e1lises laboratoriais, etc. O Caso Trans-em-Provence, por exemplo, ocorrido em 8 de janeiro de 1981, ap\u00f3s intensa investiga\u00e7\u00e3o foi classificado como Tipo D. o agricultor Renato Nicolai, protagonista do caso, testemunhou o pouso de um estranho objeto disc\u00f3ide em sua fazenda deixando um pequeno circulo de solo e plantas afetadas. Sobre esse incidente encontra-se no site do GEIPAN fotos do local, croquis, mapas, laudos exames laboratoriais oriundos de diversos laborat\u00f3rios franceses.<\/p>\n<p>O interesse em disponibilizar estes arquivos publicamente na Internet surgiu em 2001. Nesse ano o GEIPAN, de posse de metodologia pr\u00f3pria come\u00e7ou a desenvolver uma tecnologia para catalogar as mais de 100 mil p\u00e1ginas de documenta\u00e7\u00e3o. Nesse meio tempo houve barreiras jur\u00eddicas que atrasaram o projeto. Apenas em mar\u00e7o de 2007, ap\u00f3s vencidos os problemas jur\u00eddicos e t\u00e9cnicos, o projeto foi colocado em pr\u00e1tica. Tal atitude pioneira inspirou outros governos mundiais, como Inglaterra e Dinamarca a agilizarem seu processo de desclassifica\u00e7\u00e3o de arquivos e os disponibilizaram on line. Atualmente, todos os arquivos do GEIPAN podem ser acessados no link:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cnes-geipan.fr\/\">http:\/\/www.cnes-geipan.fr<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Fran\u00e7a foi um dos primeiros pa\u00edses a reconhecer a realidade do Fen\u00f4meno UFO. Tamb\u00e9m foi uma das pioneiras no estudo oficial do Fen\u00f4meno, atrav\u00e9s de uma comiss\u00e3o de cientistas do Centro Nacional de Estudos Espaciais. Entre todos os pa\u00edses que desclassificaram documenta\u00e7\u00e3o oficial, a Fran\u00e7a merece destaque especial. 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