{"id":6484,"date":"2022-04-25T09:43:24","date_gmt":"2022-04-25T12:43:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/?p=6484"},"modified":"2022-04-25T09:43:24","modified_gmt":"2022-04-25T12:43:24","slug":"nova-tecnica-para-identificar-vida-em-outros-planetas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/nova-tecnica-para-identificar-vida-em-outros-planetas\/","title":{"rendered":"Nova T\u00e9cnica Para Identificar Vida em Outros Planetas"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Astrobi\u00f3logos desenvolvem um \u201ccat\u00e1logo de cores\u201d para identificar padr\u00f5es de vida alien\u00edgena.<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>Por Cristina Torres, para o CornellSun<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Instituto Carl Sagan em Cornell revolucionou a maneira como os pesquisadores pensam sobre o espa\u00e7o e seus habitantes, criando um m\u00e9todo de identifica\u00e7\u00e3o de vida extraterrestre: cataloga\u00e7\u00e3o de cores.<\/p>\n<p>O processo de cataloga\u00e7\u00e3o de cores envolve a an\u00e1lise de pigmentos de microrganismos em ambientes extremos na Terra e o registro da cor que eles refletem quando expostos a certos comprimentos de onda de luz. As cores \u2013 que v\u00e3o do roxo escuro ao verde vibrante \u2013 s\u00e3o catalogadas para construir uma refer\u00eancia ao analisar os reflexos de cores das superf\u00edcies de outros planetas.<\/p>\n<p>\u201c<em>[A vida] tem formas diferentes, cores diferentes, organismos diferentes, rela\u00e7\u00f5es diferentes entre os organismos, ent\u00e3o varia<\/em>\u201d, disse L\u00edgia Fonseca Coelho, astrobi\u00f3loga que trabalha com a professora Lisa Kaltenegger, astr\u00f4noma e diretora do Instituto Carl Sagan \u201c<em>[Cat\u00e1logos ] s\u00e3o uma maneira\u2026 de tentar resolver [essa varia\u00e7\u00e3o]<\/em>.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_6486\" style=\"width: 1029px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-6486\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-6486 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/original.jpg\" alt=\"\" width=\"1019\" height=\"679\" \/><p id=\"caption-attachment-6486\" class=\"wp-caption-text\">Prof. Lisa Kaltenegger, astr\u00f4noma do Carl Sagan Institute, que se dedica \u00e0 busca por vida extraterrestre.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Coelho e Kaltenegger est\u00e3o atualmente trabalhando na expans\u00e3o de um cat\u00e1logo que criaram, que engloba as cores que uma variedade de microrganismos na Terra refletem, concentrando-se especificamente nos microrganismos fr\u00edgidos da Ba\u00eda de Hudson, no Canad\u00e1. Eles est\u00e3o fazendo isso catalogando amostras espec\u00edficas de vida na Terra de tipos espec\u00edficos de ambientes, a fim de adicionar suas assinaturas a um banco de dados. Kaltenegger explicou que esse banco de dados funcionar\u00e1 como um kit de ferramentas forenses que ajudar\u00e1 os pesquisadores a encontrar vida no universo, dentro e fora deste sistema solar.<\/p>\n<p>Segundo Kaltenegger, o procedimento de an\u00e1lise da microbiota foi desenvolvido originalmente em 2015 no Instituto Carl Sagan. Coelho continuou a ajudar a desenvolver o m\u00e9todo em 2015, ajudando a incluir microrganismos de ambientes congelados que estavam originalmente ausentes do cat\u00e1logo.<\/p>\n<p>Coelho coletou mais de 80 biotas diferentes de ambientes congelados. Estes s\u00e3o microorganismos que prosperam no gelo, espelhando algumas das condi\u00e7\u00f5es vistas no espa\u00e7o. Os microrganismos foram ent\u00e3o levados para Portugal para serem identificados, sendo os mais vibrantes levados para o Instituto Carl Sagan em Cornell.<\/p>\n<div id=\"attachment_6487\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-6487\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-6487 size-full\" src=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Anl4QMLG_400x400-1.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Anl4QMLG_400x400-1.jpg 400w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Anl4QMLG_400x400-1-250x250.jpg 250w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Anl4QMLG_400x400-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Anl4QMLG_400x400-1-50x50.jpg 50w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Anl4QMLG_400x400-1-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Anl4QMLG_400x400-1-200x200.jpg 200w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Anl4QMLG_400x400-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.fenomenum.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Anl4QMLG_400x400-1-350x350.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-6487\" class=\"wp-caption-text\">Astrobiologista portuguesa, L\u00edgia Fonseca Coelho, especialista na busca por vida em ambientes extremos.<\/p><\/div>\n<p>Coelho descobrira essa vibra\u00e7\u00e3o por acaso. Depois de deixar algumas microbiotas coletadas em sua bancada, ela notou que elas eram exponencialmente mais coloridas do que as amostras que foram hidratadas e observadas. O momento do esquecimento levou \u00e0 descoberta monumental de que os microrganismos apresentavam pigmentos mais vibrantes quando expostos a condi\u00e7\u00f5es mais extremas. De uma perspectiva mais universal, essa informa\u00e7\u00e3o pode ser aplicada ao estudo de poss\u00edvel vida extraterrestre em qualquer coisa, desde exoplanetas gelados at\u00e9 planetas des\u00e9rticos extremos.<\/p>\n<p>Os biopigmentos que esses micr\u00f3bios produzem t\u00eam grandes benef\u00edcios. A primeira \u00e9 que eles s\u00e3o produzidos em situa\u00e7\u00f5es de estresse, ent\u00e3o as cores podem ser previstas dependendo do tipo de ambiente que os microrganismos estariam habitando. A segunda \u00e9 que sua vibra\u00e7\u00e3o permite que sejam facilmente identific\u00e1veis \u200b\u200bnesses ambientes extraterrestres.<\/p>\n<p>\u201c<em>Estamos usando a Terra como nossa chave para encontrar vida no cosmos \u2013 \u00e9 o \u00fanico lugar onde sabemos que existe vida<\/em>\u201d, disse Kaltenegger. \u201c<em>Ao usar a diversidade da vida na Terra como nossa chave, podemos come\u00e7ar a procur\u00e1-la em outros planetas e luas.<\/em>\u201d<\/p>\n<p>Em 15 de mar\u00e7o, Kaltenegger e Coelho publicaram recentemente o artigo \u201c<em>Color Catalog of Life in Ice: Surface Biosignatures on Icy Worlds<\/em>\u201d na revista Astrobiology com algumas dessas descobertas. \u201c<em>[N\u00f3s] perguntamos se existe vida que pode se esfor\u00e7ar em ambientes gelados na Terra. Se ele pode se esfor\u00e7ar aqui, talvez possa evoluir em planetas congelados ou luas geladas em outro lugar tamb\u00e9m<\/em>\u201d, disse Kaltenegger. \u201c<em>[Se] deixar uma marca colorida em mundos congelados, podemos identific\u00e1-lo com a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios que procurar\u00e3o vida no cosmos.<\/em>\u201d<\/p>\n<p>Kaltenegger explicou que esses coloridos microorganismos congelados na Terra s\u00e3o o que levam \u00e0 conclus\u00e3o de possibilidades de outras diversas formas de vida evoluindo de maneira semelhante.<\/p>\n<p>No entanto, de acordo com Coelho, embora a Terra seja a \u00fanica refer\u00eancia para quais cores os seres vivos refletem em diferentes ambientes, n\u00e3o \u00e9 um sistema perfeito. Os pesquisadores reconheceram que os planetas explorados podem n\u00e3o corresponder exatamente \u00e0s cores presentes no cat\u00e1logo, mas pode dar uma ideia do que procurar.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o desta refer\u00eancia aprofundou a compreens\u00e3o das cores que comp\u00f5em a Terra, bem como a forma como a vida na Terra pode estar relacionada com os planetas em todo o universo. \u201c<em>Criamos o primeiro cat\u00e1logo de espectros de vida que pode sobreviver e lutar em ambientes congelados na Terra<\/em>\u201d, disse Kaltenegger. \u201c<em>[N\u00f3s] temos uma chave para encontrar vida em outros mundos congelados no cosmos.<\/em>\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Com informa\u00e7\u00f5es de:<\/h2>\n<hr \/>\n<ol>\n<li><a href=\"https:\/\/cornellsun.com\/2022\/04\/24\/astrobiologists-develop-a-color-catalog-to-identify-alien-life\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/cornellsun.com\/2022\/04\/24\/astrobiologists-develop-a-color-catalog-to-identify-alien-life\/<\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astrobi\u00f3logos desenvolvem um \u201ccat\u00e1logo de cores\u201d para identificar padr\u00f5es de vida alien\u00edgena. 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