O Misterioso Caso Barroso

Por: Jackson Camargo Comentários: 0

Um dramático caso ufológico em que a testemunha foi atingida por um feixe de luz no rosto. Posteriormente entrou em processo de rejuvenescimento físico e mental deixando médicos estupefatos.

O Caso Barroso, ocorrido em 3 de abril de 1976, em Quixadá, Ceará, mostra a face terrível que pode se esconder por trás de um caso ufológico. Após um contato ufológico, o protagonista, Luis Barroso Fernandes, apresenta uma estranha regressão mental, ao mesmo tempo em que sua pele rejuvenesce gradativamente. Após consultar 17 especialistas em várias áreas da medicina, seu caso permaneceu um mistério e serve de alerta para os riscos que podem se esconder em um simples contato ufológico.
Por Reginaldo de Athayde (Baseado no livro: ETs, Santos e Demônios na Terra do Sol, de autoria de Reginaldo de Athayde, pesquisador original do caso).

Resumo do Caso

 Na madrugada de 3 de abril de 1976, ocorreu um dos mais impressionantes casos da Ufologia Brasileira, quem sabe até mesmo da Mundial. Nesta data, vários moradores da cidade de Quixadá, Ceará, testemunharam as evoluções de um objeto voador não identificado sobre a cidade. Para uma destas testemunhas, o caso significou muito mais que um simples avistamento, tão corriqueiro na região. Representou uma mudança radical na vida de um senhor que tinha uma saúde de ferro antes do contato e que pouco a pouco apresentou sintomas de algum tipo de síndrome ou doença desconhecida da Medicina Terrestre.

Os eventos daquele dia começaram por volta das 4:30 hs da manhã, quando atiradores do Tiro de Guerra 10016, encontravam-se em uma sessão de educação física, ao ar livre. Todos observaram pasmos, o surgimento de um grande objeto voador em forma de disco, que deslizava a poucos metros de altitude, emitindo intensa luz e totalmente silencioso. Os militares pensaram tratar-se de algum tipo de aparelho lançado da Barreira do Inferno, ou mesmo aparelhos governamentais lançados para realizar pesquisas na região.

Neste mesmo horário, em outro ponto da cidade, um senhor, chamado Luis Barroso Fernandes, preparava-se para ir ao sítio, situado alguns quilômetros da cidade. Ele atrelou a charrete, despediu-se de sua esposa e seguiu viagem, ainda na escuridão da madrugada.

Após percorrer um trecho de aproximadamente e quilômetros, Barroso ouviu um zumbido semelhante ao de um enxame de abelhas. Ele olhou para trás, não viu nada e resolveu continuar sua viagem. Repentinamente, um objeto voador, de aproximadamente 3 metros de diâmetro posicionou-se acima dele. Assustado, Barroso puxou as rédeas e parou para observar o estranho aparelho que lentamente descia à sua frente, a uns 30 metros de distância. Nesse momento, o animal andou para trás, aparentemente assustado com a presença do objeto. Repentinamente, o aparelho emite um facho de luz que atinge o animal e seu dono, que imediatamente ficam paralisados.

Do aparelho abriu-se uma porta, por onde saíram dois pequenos seres. Um deles segurava um objeto semelhante à uma lanterna, com a qual apontou e disparou um feixe de luz que atingiu Luis Barroso no rosto. Com isso, imediatamente Luis Barroso perdeu a consciência. Ao voltar à si, ele percebeu que estava distante do local onde havia parado a charrete. Sentia-se tonto, trêmulo e um ardor no rosto. Sentia também dificuldades respiratórias e intensa dor de cabeça. O lado esquerdo de seu corpo encontrava-se avermelhado, além de sentir uma dificuldade em realizar movimentos para colocar a charrete em movimento.

Pouco depois, um vaqueiro passou pela região e percebeu que Luis Barroso não estava bem e perguntou-lhe o que estava acontecendo. Ele pediu que o vaqueiro o levasse para casa onde, ao chegar, narrou sua extraordinária experiência. Ainda sentindo mal, em decorrência do contato, ele pediu à sua esposa que o levasse para ser examinado ao Dr. Antônio Moreira Magalhães, um dos mais conceituados médicos da cidade. Ele ouviu atentamente o relato de Luis Barroso e embora não acreditasse em discos voadores na época, considerou que algo muito sério deve ter ocorrido ao sitiante, pois este tinha elevada credibilidade na cidade. Ele registrou todas as informações no prontuário de atendimento e receitou-lhe um antialérgico, um calmante e repouso absoluto.

Ao voltar para casa, Barroso continuou sentindo-se mal, com dores constantes pelo corpo. Seus olhos ardiam muito e o lado esquerdo do seu corpo continuava avermelhado. Seu relato espalhou-se pela cidade, e várias pessoas foram à casa da testemunha para ouvir sua história em primeira mão. De alguma forma, as histórias sobre seu avistamento chegaram à capital do estado, Fortaleza, onde emissoras de rádio e jornais locais divulgaram o episódio. Com isso, ufólogos do Centro de Pesquisas Ufológicas, de Fortaleza, seguiram para a cidade, afim de averiguar o fato. Os pesquisadores encontraram um Luis Barroso preocupado, que tentava esquivar-se de entrevistas e de fotografias, pedindo a todos que esquecessem seu caso. Mesmo visivelmente incomodados com a situação, a família de Barroso atendia a todos os curiosos com educação e respeito. Após algum tempo, a história esfriou na cidade, e aparentemente a vida de Barroso voltou ao normal.

Entretanto, a vida de Luis Barroso nunca mais seria a mesma. Poucos dias após o contato, seus cabelos ficaram grisalhos. Ele apresentou quadro de impotência e em alguns momentos aéreo. Ele sentia muita indisposição e lapsos de memória, causando apreensão em sua família. Diante disso, eles levaram Barroso para uma nova consulta com o Dr. Magalhães. Ele atendeu e tentou tratar o protagonista do caso, em vão. Nos dias seguintes, os sintomas se intensificaram, surpreendendo o experiente médico que encaminhou o paciente para a capital, Fortaleza, onde poderia ser melhor atendido. Na ficha de encaminhamento, no prontuário do INPS, ele incluiu o relato de Luis Barroso, inclusive citando textualmente que ele “fôra sequestrado por um disco voador”.

Em Fortaleza, ele foi atendido pelos médicos José Pelegrino Alves e Glaubo Lobo, com formação em Neurologia e Psiquiatria. Diante do prontuário, criticaram o conteúdo envolvendo o relato de de Luis Barroso e o posicionamento do médico por ter acreditado na história e atribuíram o fato à um problema psíquico comum. No período que se seguiu, os médicos não conseguiram um diagnóstico claro e preciso e o encaminharam e volta à Quixadá sem poder resolveu seu problema. Apenas receitaram que ele ficasse afastado do trabalho. Com a crescente piora de Barroso, os familiares decidiram interná-lo em um hospital psiquiátrico de Fortaleza, localizado na avenida Bezerra de Menezes, no bairro São Geraldo, onde foi atendido por 16 médicos especializados, que igualmente não conseguiram realizar um diagnóstico preciso.

O Centro de Pesquisas Ufológicas acompanhou o drama da família e o agravamento do quadro clínico de Luis Barroso. Os ufólogos do Centro entrevistaram pessoas ligadas ao caso e tentaram providenciar uma hipnose regressiva. Na época, haviam duas pessoas que poderiam realizar o procedimento: um padre jesuíta que recusou-se a fazer hipnose em uma pessoa que teve contatos com discos voadores, e um dentista que pediu um alto preço com o qual o Centro não podia pagar. Sendo assim, não houve hipnose regressiva com Luis Barroso.

O Dr. Magalhães também passou a acompanhar a saúde de Luis Barroso Fernandes, prestando toda a ajuda possível no âmbito da Medicina, de acordo com suas condições. Assim ele pôde verificar o agravamento do quadro, com o acúmulo de água no organismo do paciente, o surgimento de edemas, a piora no lapso de memória e uma crescente perda na habilidade locomotora. Novas tentativas de de esclarecer ou diagnosticar sua estranha doença foram realizadas, sem que se chegasse à uma conclusão. Foram realizados eletroencefalograma, exames de urina, glicose, colesterol, entre outras análises clínicas que comprovaram que a saúde de Barroso era perfeita, à exceção de seu cérebro que de alguma forma foi afetado, de maneira anormal. Na melhor descrição possível, Barroso demonstrava uma regressão mental, aparentemente irreversível. Com o tempo ele passou a agir como uma criança. Ao fim da vida, em 1993, ele pronunciava apenas três palavras: Mamãe, dá e medo. Esta ultima ele sempre falava quando alguém batia uma fotografia com flash, evidenciando algum tipo de trauma com luz forte ou intensa.

Luis Barroso Fernandes faleceu em 1º de abril de 1993. Por ocasião de sua morte, em 1993, ele tinha pele suave como a de um bebê.

Além dos efeitos fisiológicos observados em Luis Barroso Fernandes, houveram outras confirmações diretas e indiretas de seu testemunho. O burro que puxava a carroça na madrugada em que o caso ocorreu, também apresentou-se debilitado após a ocorrência. Por alguns dias ficou sem comer, mas recuperou-se após algum tempo.

Conforme pesquisas realizadas pelo Centro de Pesquisa Ufológica, de Fortaleza, Ceará, outras pessoas testemunharam a presença de um OVNI nos céus de Quixadá. A experiência mais significativa envolveu duas pessoas: a estudante Francisca Rosete da Silva, 23 anos, e seu irmão Antônio Leudo da Silva, 12 anos. Ambos seguiam para a aula no Colégio Estadual de Quixadá. Pouco depois de terem saído de casa, eles observaram uma luz flutuante, muito intensa no meio da mata. Da luz surgiu um raio que atingiu Francisca no rosto. Sentindo-se tonta resolveram voltar para casa. Antônio ajudou a irmão, amparando-a pelo braço. Ao chegar na porta da casa, Francisca desmaiou, deixando atônitos seu pai e seu irmão. Ela foi levada pelo pai, Antônio Fernandes da Silva, para o hospital onde foi atendida pelo enfermeiro de plantão. Este constatou que Francisca estava com os olhos inchados e tinha vários hematomas pelo corpo, além de arranhões produzidos por plantas da região. Segundo o Dr. Laércio de Castro, então diretor do hospital, Francisca “estava muito nervosa e com os olhos intumescidos, como se estivessem sido afetados por forte calor”.

O irmão de Francisca, Antônio Leudo, não apresentava feridas ou hematomas. Entretanto apresentava processo traumático psicológico decorrente da experiência. “O que eu vi não quero ver nunca mais. Não era avião, não era helicóptero ou outra coisa conhecida. Era estranho e ameaçador”.

Outro caso envolveu o radialista José Sinval, locutor da Rádio Monólitos, que observou um objeto redondo, com luzes multicoloridos a sua volta, flutuando ao lado da pista de aterrissagem do campo de aviação de Quixadá. Já Gonçalo Costa e João Rosa de Almeida observaram um objeto semelhante entre as cidades de Quixadá e e Jaburu.

Quadro Clínico de Luis Barroso Após a Experiência

Ao longo de sua lenta agonia, Luis Barroso Fernandes foi atendido por vários médicos de diferentes especialidades, sem que fosse possível chegar à um diagnóstico claro sobre o mal que lhe aflingiu imediatamente após o contato, em 1976, até a sua morte, em 1993. O primeiro médico a atendê-lo foi o Dr. Magalhães, poucas horas após o contato.

Trechos do livro ETs, santos e demônios na Terra do Sol, de autoria de Reginaldo de Athayde:

Após ouvir a história de Barroso, o médico ficou em dúvida Quanto à interferência de UFOs, pois apesar de não acreditar em discos voadores, seu paciente tinha muita credibilidade no que diz respeito à integridade moral. Dr. Magalhães colocou todas as informações em seu prontuário e lhe receitou um antialérgico e um calmante, aconselhando-lhe repouso absoluto.

Em casa, Barroso continuou sentindo-se mal. As dores no corpo eram constantes e a angústia não o deixava trabalhar, embora não quisesse ficar deitado. Agora, os seus olhos ardiam muito e o lado esquerdo do seu corpo estava totalmente vermelho. Mesmo assim, era obrigado a receber visitas de curiosos que o procuravam para ouvir a história que já repetira inúmeras vezes. O fato ultrapassou os limites de Quixadá chegando a Fortaleza, e logo as emissoras de rádios e jornais divulgaram o fato em grandes manchetes – tornando a vida do contatado um verdadeiro inferno de entrevistas e visitas de curiosos. O Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU) seguiu para Quixadá e, ao chegar lá e averiguar o caso, encontrou um homem preocupado e pasmo pela repentina mudança na sua vida – pois de cidadão comum passou a ser noticia nacional. Tentava fugir de entrevistas e máquinas fotográficas, pedindo inclusive, que esquecessem o caso… Sua esposa Teresinha e seus filhos pareciam não gostar da situação, mas educadamente atendiam a todos. Depois do impacto da notícia, a vida de Luis Barroso Fernandes foi voltando ao normal e tudo parecia continuar como antes.

Entretanto, a família começou a notar transformações físicas e psicológicas no contato. Os cabelos se tornaram grisalhos em poucos dias, ele ficou impotente e aéreo, como se estivesse em outro mundo. Estava constantemente indisposto e apresentava lapsos de memória, o que obrigou a família levá-lo novamente ao médico. O Dr. Antonio Moreira Magalhães tentou aplicar ao quadro clínico de Barroso novas técnicas terapêuticas, mas não obteve resultados. Observou que o caso se agravava e outras providências deveriam ser tomadas, pois agora já aceitava o fato de que havia realmente acontecido algo anormal com seu paciente e, portanto, merecia atendimento especializado – não existente nos hospitais de Quixadá. Pensando assim, o encaminhou para Fortaleza, indicando em seu prontuário do INPS toda a história, inclusive o fato de que ‘’Barroso fora seqüestrado por um disco voador’’.

Barroso foi atendido em Fortaleza pelos médicos José Pelegrino Alves e Glauco lobo, ambos neurologistas e psiquiatras. Eles criticaram as informações do Dr. Magalhães – quando este declarou por escrito que havia acreditado na história de um contato com disco voador – o que para eles seria apenas um problema psíquico comum. Mas a coisa não era tão simples assim e, sem conseguirem um diagnóstico, os médicos o encaminharam de volta a Quixadá, receitando a família o obvio: afastá-lo do trabalho.

Como a situação agora era insustentável e Barroso piorava a cada dia, sua esposa e filhos resolveram interná-lo num hospital psiquiátrico de Fortaleza, localizado na avenida Bezerra de Menezes, no bairro São Geraldo, onde foi atendido por 16 clínicos especializados – sem que chegassem a um denominador comum. Assim, ficou-se portanto sem uma explicação clínica para a doença de Luis Barroso Fernandes. Em Fortaleza falamos com o Dr. José Pelegrino Alves: ‘’Que Ufo coisa nenhuma, Athayde. Você continua pirado com esse negócio de discos voadores? Tenho lido seus trabalhos nos jornais e quase não dá pra acreditar, ETs? O seu cliente Barroso é doente. Ele não está bem, e embora eu não saiba realmente o motivo, não acredito que tenha sido levado por UFOs. Na Medicina existem casos que não podem ser explicados. Este é um deles. Nego-me, com o devido respeito aos seus estudos, a acreditar que exista algo com Ets neste caso… Cá pra nós, eu não sei o que está acontecendo e nem o que houve na verdade. Quem deve saber mesmo é o Dr. Magalhães de Quixadá, você já falou com ele? Olha, esquece isto, senão você pode ficar como o Barroso, pirado de vez. Mas me diga, como vão as coisas com você?’’.

O Dr. Pelegrino desconversou classicamente, deixando-me sem saber o que realmente achava do Caso Barroso. Procuramos o Dr. Glauco Lobo, mas ele não nos atendeu. No hospital não nos deixaram verificar a ficha do paciente, alegando que era confidencial e somente médicos tinham condição e permissão para tal. Depois de passar pela junta médica nenhum diagnóstico digno de crédito foi encontrado, e sem ter mis a quem recorrer, apelaram para medicina alternativa, o que também não deu resultados. Sem êxito em todos os tratamentos propostos, o paciente ficou novamente sob os cuidados do Dr. Magalhães que, agora, tinha certeza de que realmente algo fora do comum havia acontecido com seu paciente, uma vez que, em Fortaleza, seus colegas passaram a considerar Barroso como um paciente que deveria ser estudado por especialistas de fora do país.

Enquanto isso, mesmo sem boas condições tecnológicas, o Dr. Magalhães acompanhava o paciente, prestando-lhe toda a cobertura cabível dentro das possibilidades de uma pequena cidade situada num estado pobre e sem apoio governamental e científico para os casos desta natureza – um dos mais importantes na casuística ufológica mundial, não temos dívidas. Luis Barroso Fernandes piorava a olhos vistos e agora, além dos primeiros sintomas físicos anômalos, passava a acumular água no organismo. Seu corpo estava coberto por edemas, e o lapso de memória tinha piorado a tal ponto, que não reconhecia mais as pessoas e ignorava os valores do dinheiro que recebia. Com o tempo foi feita uma se esquecendo também dos nomes de familiares e amigos mais próximos, até que finalmente, passou a fazer as suas necessidades fisiológicas na cama, além de perder o controle da locomoção motora, cindo sobre os móveis.

Com isso, foi obrigado a permanecer deitado, sendo atendido por uma enfermeira. Novamente foi feita uma tentativa para esclarecer o que estava acontecendo com Barroso, mas nenhum dos exames efetuados apresentou anormalidades. Foram realizados exames eletroencefalograma, urina, glicose, colesterol, e uma série de outras análises clínicas, que não apresentaram qualquer irregularidade. O organismo do paciente gozava de perfeita saúde, e somente seu cérebro havia sido atingido ou, quem sabe, trabalhado por alguém quando fora raptado para o interior da nave…

Segundo o Dr. Magalhães, Barroso está regredindo mentalmente e se encontra com a idade de aproximadamente um ano, pronunciando apenas três palavras: mamãe, dá e medo. O que mais impressiona neste caso é o fato da regressão mental tê-lo feito articular a palavra medo com muito nervosismo – sempre que batíamos fotos e os flashes eram acionados. Isso nos fez pensar que talvez ele lembrasse das luzes com as quais fora agredido quando imobilizado em sua charrete. Luis Barroso Fernandes vegetou em sua casa, numa cama com colchão d’água, com uma enfermeira permanentemente à sua cabeceira.

Não falou e não se movimentou mais, apenas gemendo e contorcendo a boca como se desejasse comunicar algo àqueles que estão ao seu redor. De acordo com o Dr. Magalhães, ele escutava normalmente, não reagia a toques ou beliscões, e apresentava convulsões a cada 10 minutos, estando assim num estado epilético irritativo, sem controle medicamentoso e se alimentando com mamadeiras. Contudo o mais espantoso – alerta o médico – é o rejuvenescimento da sua pele. O rosto rosado, a derme sem rugas ou manchas, era semelhante à face de um garoto de 17 anos. Os membros superiores, mesmo com a pele escamosa, estavam com os músculos rígidos, impossíveis para um homem de 68 anos que se alimenta mal e não faz exercícios físicos há alguns anos.

Barroso, embora inválido, apresenta um aspecto saudável e nos parece realmente ser um bebê, não se encontrando uma ruga sequer em seu rosto. Os olhos claros e vidrados olham para o infinito como se visualizassem um mundo diferente do nosso, que talvez ele conheça tão bem como aqueles que os raptaram. O certo é que realmente aquele cidadão pacato de 45 anos teve a infelicidade de ser levado por seres inescrupulosos ou cientistas à procura de algo que possa melhorar suas vidas, em lugares bem mais distantes do que possamos imaginar… Sua esposa Teresinha, nos primeiros contatos com nossos pesquisadores pediu que publicássemos a seguinte mensagem: ”Peço às autoridades terrestres que desçam dos seus pedestais e acordem para a realidade dos UFOs, empregando tudo o que for necessário para esclarecê-los, ajudá-los, se for o caso, ou bani-los do nosso planeta. Só assim não teremos outros pais de famílias inutilizados como o nosso querido Barroso…”.

Entrevista com Luis Barroso

Ainda em condições normais de raciocínio procuramos entrevistar Barroso, fazendo com que sentisse a necessidade da divulgação do caso, pois sabíamos que ele não havia sido o primeiro e não seria o último, podendo assim ajudar muito nos esclarecimentos futuros. Apesar de não querer mais ser molestado com este assunto, concordou desde que não fossem tiradas fotografias.

Athayde – Barroso, você pode nos contar o que realmente aconteceu naquela manhã?

Barroso – Claro. Não queria mais falar sobre o assunto, pois a Imprensa e outras pessoas não me deixam em paz. Mas, lá vai: Como já falei, eu seguia na minha charrete quando alguma coisa luminosa passou por cima de nós e parou na frente, descendo no asfalto. Parecia ser apenas uma luz, mas depois que se apagou era algo como uma roda grande de trator ou como uma tartaruga mal acabada, cor de alumínio e silenciosa. Recebemos uma luz e ficamos totalmente parados, sem poder se movimentar, o animal e eu, claro. Abriu-se uma espécie de portinhola e apareceram dois seres de baixa estatura. Eram pessoas normais, embora com roupas esquisitas e uma espécie de lanterna na mão. Um deles clareou para nós e eu perdi os sentidos…

Athayde – Clareou como?

Barroso – Jogou outra luz no meu rosto. Era ofuscante e muito incomoda. Parecia que entrava na minha cabeça. Senti uma dor no fundo dos olhos…

Athayde – Você se lembra de ter sido levado para outro lugar após esse feixe de luz tê-lo atingido?

Barroso – Não lembro de nada. Depois que a luz me acertou, apaguei…

Athayde – Você ficou com o lado esquerdo do corpo todo vermelho. Acha que foi alguma queimadura ou coisa parecida?

Barroso – Não sei. Só percebi que estava com um lado vermelho quando o vaqueiro me disse.

Athayde – E a tontura e as dores no corpo, você já voltou sentindo?

Barroso – Quando fui encontrado pelo vaqueiro, estava aéreo e não sabia que local era aquele, meus olhos ardiam, sentia dores esquisitas e tremia. Um calor muito grande se apoderou de mim. Tive medo. Pensei que ia morrer naquela estrada e sem ver minha família.

Athayde – Você se lembra de alguma coisa que possam ter feito com você depois de receber o segundo foco de luz?

Barroso – Não. Nada. Parece que morri e acho que morri mesmo…

Athayde – E agora, lembra-se de algo?

Barroso – Não. Até parece que nada aconteceu, pois não consigo me lembrar das coisas até o momento em que voltei a mim, na estrada. lembro-me apenas que recebi o foco de luz, mas depois, nada mais…

Athayde – Existe um meio de fazermos você se lembrar utilizando a hipnose regressiva. É difícil encontrarmos alguém que a faça, mas podemos tentar conseguir. Você aceita?

Barroso – Não sei. Tenho que consultar meu médico e minha família. Esse negócio pode prejudicar ainda mais a minha situação. É melhor deixarmos como está… Não sinto mais tanta coisa assim.

Athayde – E essas sensações de tontura que você ainda tem, o fato de seu cabelo ter ficado grisalho tão rapidamente, os outros sintomas…

Barroso – Tudo vai passar, você vai ver…

Athayde – Você já tinha visto alguma coisa diferente no céu?

Barroso – Não. Nunca pensei nisso, embora tomasse conhecimento de que alguém avistava luzes por aqui. Não acreditava nessas coisas. Foi azar…

Entrevista com o Doutor Magalhães

Ao entrevistarmos o doutor Antonio Moreira Magalhães, que atendeu à vítima daquela estranha força luminosa, sentimos que no começo ele lutava veementemente em afirmar que o caso do Barroso apresentava um quadro clinico incomum. Mas, após examinar clinicamente o paciente, convenceu-se de que Barroso realmente havia sido levado por um objeto voador não identificado. Mas de onde?

Athayde – Doutor Magalhães, o que o senhor acha de toda essa história?

Magalhães – Trata-se realmente de algo fora do comum. No início eu não aceitava a versão do paciente. A história era fantástica demais para ser aceita de imediato, e embora soubesse que não se tratava de um homem de criar fantasias, eu fiquei da espera demais informações.

Athayde – Como aconteceu o primeiro contato do médico com o possível contatado por discos voadores?

Magalhães – Eu estava em meu consultório quando a família o trouxe para uma consulta. Ele estava nervoso, tinha o lado esquerdo do corpo vermelho e edematoso. Parecia uma alergia. Os olhos estavam ejetados, mas contou a história normalmente como já falei anteriormente.

Athayde – O senhor acreditava na história do UFO?

Magalhães – De forma alguma. Eu não acreditava em certas coisas que fogem do normal. Não que seja ateu ou materialista, mas essa história de disco voador não entrava na minha cabeça. Pareciam-me histórias de quem não tinha nada o que fazer, imaginação de mentes férteis, como os contos de lobisomens.

Athayde – Em que momento o senhor passou a aceitar a situação, ou seja, que realmente algo de anormal havia acontecido?

Magalhães – Quando o encontrei em Fortaleza e conversamos sobre o seu caso, eu já estava mais propenso a acreditar. Depois, constatando a possibilidade de sua anomalia ser explicada pela Ciência, passei a olhar por outro ângulo, embora sem saber como explicar isso na medicina. Pensei também na repercussão que teria na minha carreira, junto aos colegas ou mesmo fora dela.

Athayde – Quando o encaminhou à Fortaleza atendendo à solicitação da família, o Senhor acreditava que ele teria melhora?

Magalhães – Tinha algumas dúvidas, pois como médico eu sei o que se pode ou não fazer por um paciente.Achei que ele deveria ser observado por neurologistas e psiquiatras. Portanto, era minha obrigação profissional encaminhá-lo a um centro mais avançado da medicina, onde quer que houvesse, para que o tratamento fosse adequado.

Athayde – Ao encaminhá-lo para Fortaleza, o senhor fez constar no prontuário que o paciente havia sofrido interferência de um possível UFO. O senhor acreditava na história?

Magalhães – O Barroso sempre foi um homem de bem. Não costumava mentir e sua doença fugia de qualquer tratamento que conheço. O caso era estranhíssimo. Não só ele tinha sido agredido – se é que o termo está correto – como duas ou três pessoas estiveram no hospital contando histórias parecidas. Então porque negar a verdade? Além do mais, sou obrigado a fazer constar no prontuário ou ficha do paciente, todos os detalhes relevantes para o seu tratamento, para que assim meus colegas possam chegar a uma conclusão certa.

Athayde – Alguns dos seus colegas de Fortaleza o criticaram por haver colocado no prontuário que o cliente havia sofrido interferência de possíveis ETs. O que o senhor acha disso?

Magalhães – Cada um critica o que quer. Eu sei o que realmente aconteceu. A história que Barroso contou é verdadeira. Ele foi vítima de algo fora do comum e deve ser analisado com certo critério. Mas é difícil…

Athayde – Quando o entrevistamos anteriormente o senhor tinha certo receio de falar no UFO e agora não. Por quê?

Magalhães – Você já me perguntou isso. A história era fantástica e eu não tinha certeza do que realmente tinha acontecido. Agora, depois de ler muita coisa e estudar bem o caso, não tenho porque deixar de falar a verdade. O Barroso está aí, doente, com uma regressão inexplicável. Portanto, é um caso real e deveria ser estudado mais profundamente por autoridades competentes, sem menosprezar os seus estudos Athayde, é claro.

Athayde – É realmente um caso incrível, o qual, acreditamos, não poderia ser ignorado pelo senhor, um médico renomado.

Magalhães – O paciente está aí, inutilizado. Nos primeiros dias, além da amnésia, seus reflexos acabaram. Apresentava dormência dos membros, olhos intumescidos, e havia um vermelhidão no corpo. Sentia dificuldades respiratórias, os cabelos ficaram grisalhos rapidamente e ficou impotente, sem falarmos na retenção de líquidos no organismo e uma série de problemas impossíveis de se encontrar no caso de uma única doença. È algo fora do comum. Entretanto, sua pele parece rejuvenescer, está sem rugas, clara, transparente.Pele de jovem mesmo! O mais impressionante é que neste calor insuportável, sempre deitado, ele não gripa ou apresenta outra doença qualquer. Seus músculos são rígidos, embora a pele dos membros superiores esteja escamosa. Ele goza, podemos assim dizer, de perfeita saúde, excluindo é claro, o caso do comprometimento cerebral.

Athayde – Quando estivemos aqui em companhia do Doutor Bob Pratt foi aventada a hipótese de tratar-se de uma esclerose múltipla, de velhice precoce. O que o senhor acha?

Magalhães – Impossível. Uma esclerose múltipla não se apresenta assim tão rapidamente e nem com estas características ou sintomas. Além do mais, teríamos chegado a um diagnóstico imediato, afinal, ele foi estudado por 17 médicos especialistas e renomados.

Athayde – O senhor acha que ele poderá morrer a qualquer momento?

Magalhães – Todos nós podemos. Ele não apresenta uma doença considerada terminal. Somente os problemas decorrentes do cérebro é que não sabemos explicar.

Athayde – Ele pode ter sofrido alguma cirurgia no cérebro?

Magalhães – Não posso afirmar o que realmente aconteceu. Sei apenas que ele apresenta uma regressão mental injustificável, que nem mesmo a medicina soube explicar, pelo menos dentro dos nossos conhecimentos de médicos do interior e até mesmo de Fortaleza. Fizemos eletrocardiogramas e outros exames no cérebro, mas nada acusa anormalidade. È surpreendente!

Athayde – O senhor conhece outro caso como este?

Magalhães – Não e nem quero conhecer. Já chega…

Athayde – Apesar de trágico, não seria bom para a medicina terrestre que houvesse mais casos como esse?

Magalhães – Acredito que não. Não deveríamos ter outros casos, mais tudo pode acontecer. Quem sabe? Tais histórias estão por aí, uma mais fantástica que a outra… Vamos ver o que ocorre!

Athayde – Insistindo na pergunta, o senhor hoje tem alguma dúvida de que Barroso tenha sido abduzido por ETs?

Magalhães – Não posso afirmar, mas até que a medicina prove o contrário, este é um caso que foge à realidade de nosso planeta… As evidências estão aí. É só ver o estado em que se encontra a vítima. Portanto, não tenho o direito de duvidar. Os vários casos que nos chegam aqui vindos do Jaburu, de Morada Nova, Açude do Cedro e outras localidades, são evidências demais… E quando vejo vocês chegarem aqui sujos de poeira, cansados, com esses americanos e franceses que tem vindo a Quixadá, acredito ainda mais que alguma coisa realmente séria exista, e que vocês sabem muito mais do que deixam transparecer… Estou certo?

Athayde – O senhor teria algo mais a acrescentar no caso Barroso?

Magalhães – Já é um caso ‘mastigado’, todos sabem de tudo. Ficaremos acompanhando o Barroso e caso haja alguma novidade entraremos em contato com você…

Entrevista com o Jornalista Jonas Sousa

Jonas Sousa de Oliveira ou apenas Jonas Sousa, um dos mais conceituados jornalistas da região, acompanhou o caso Barroso desde o início e, embora ciente dos acontecimentos ufológicos, atuava apenas como jornalista, declarando que somente acreditaria em UFOs após testemunhar as evoluções ou pouso de um destes objetos. Até que um dia… Bem, vamos à entrevista:

Athayde – Como bom jornalista, você tem acompanhado o Caso Barroso desde o início. O que sabe sobre ele?

Jonas Sousa – Tudo que já lhe contamos. Talvez você saiba mais do que nós.

Athayde – Você poderia nos contar novamente?

Jonas Sousa – Claro! Fomos avisados que um cidadão, no caso o Luis Barroso Fernandes, havia sido atacado por um disco voador. Naqueles três últimos dias havia acontecido vários avistamentos de luzes rodopiando, bolas de fogo e outros fenômenos, inclusive com os alunos do Colégio Virgílio Távora e alguns rurícolas. Recebemos inúmeras informações na Rádio. Soubemos que quando Barroso seguia em sua charrete, alguma coisa passou por cima dele e parou alguns metros à frente. Depois, parece que seres abriram uma porta no objeto e o paralisaram com um raio de luz. Ele perdeu os sentidos e foi encontrado adiante por um homem que passava no local. Em casa, contou a história aos familiares e amigos.

Athayde – Como ele estava se sentindo?

Jonas Sousa – Sentia-se doente, com dores, mal- estar, e estava com os olhos irritados e um lado do corpo vermelho. Foi atendido pelo Doutor Antonio Moreira Magalhães, que não acreditou na história. As coisas foram se complicando e o resultado está aí: um homem doente, que vegeta em cima de uma cama sem diagnóstico, apenas à espera da morte. O que tenho a duvidar?… Não possuo provas, mais aconteceu algo. Como jornalista e radialista, eu transmitia as notícias, mas tinha minhas dúvidas. Somente agora, depois de avistar três objetos não identificados, é que realmente comecei a acreditar.

Athayde – Você viu três objetos? Pode nos contar?

Jonas Sousa – Sim. Você conhece a história. O Doutor Evandro Moisés Ferreira – médico veterinário e filho do coronel João Moisés Ferreira, dono da fazenda Monte Lima, nos telefonou dizendo que três objetos aéreos não identificados estavam parados no céu da sua fazenda. Ele disse também que havia telefonado para você em Fortaleza, que solicitou a ele que nos contatasse na Rádio. Pensamos tratar-se de um trote, mas ele se prontificou a nos mandar buscar em casa imediatamente. Eu concordei e fui até a fazenda.

Athayde – O que você viu?

Jonas Sousa – A coisa mais linda que já pude ver. Eram três objetos, conforme tomamos conhecimento. No início, tinham apenas dois. O outro chegou depois velozmente, e parou entre os que ali estavam. Eram dois discos de luzes que variavam entre as cores verde, vermelha e marrom. De longe não era possível distinguir bem as cores. Eram lindos e impressionantes. Fiquei verdadeiramente pasmo! Assisti as evoluções dos UFOs durante aproximadamente 40 minutos, mas soube que eles estavam lá a mais de uma hora – realizando movimentos de ziguezague como se quisessem chamar a atenção. Paravam, subiam, desciam, iam para os lados, tudo em perfeita coordenação. Eram dirigidos por algo inteligente, não tenho dúvidas.

Athayde – E depois, o que você sentiu?

Jonas Sousa – Rapaz, eu fiquei impressionado e até mesmo com medo. No meu quintal tem um farol a gás para usarmos quando falta luz e, naquele dia, eu esqueci de trazê-lo para dentro de casa. Quando me lembrei, já era tarde e fiquei com medo de ir buscá-lo. Os discos voadores me impressionaram de maneira tal que não consegui dormir à noite. Passei várias noites seguintes com a cena gravada na mente. Foi incrível. Ali estavam as naves, pois eram realmente discos voadores e eu os estava vendo. Ainda hoje penso naquele espetáculo que tive o privilégio de presenciar.

Athayde – O que você pensar sobre a onda ufológica aqui em Quixadá?

Jonas Sousa – Não sei. Penso que eles escolheram a nossa cidadezinha para suas evoluções ou experiências. Quem pode saber o que realmente querem por aqui? A verdade é que a Imprensa do Sul e os estrangeiros vêm à cidade e sempre nos procuram. Você levou o nome Quixadá para bem longe…

Athayde – Eu não. Os UFOs! Mas de quantos casos você já tomou conhecimento como jornalista?

Jonas Sousa – Já perdi a conta. São dezenas, você sabe. É impressionante como a cada dia estas infernas máquinas aéreas aparecem por aqui.

Athayde – Voltando ao caso, você tem alguma dúvida que sejam objetos vindos de outro planeta, ou acha que pode ser coisa aqui da terra mesmo?

Jonas Sousa – Pelo que vi em Monte Lima e pelo que estou pesquisando agora, não pode ser terrestre, pois desafiam todas as leis da Física que conhecemos. O Caso Barroso não nos permite mais ter dúvidas quanto à existência dos discos voadores.

Athayde – O que as autoridades locais pensam disso?

Jonas Sousa – Athayde, elas não podem fazer nada. São impotentes perante tanta tecnologia. Se as grandes potências não fazem nada, o que poderão fazer nossos prefeitos ou delegados? Além do mais, no Caso Barroso, as autoridades daqui não levaram muito a sério e hoje o juiz e o delegado não são mais os mesmos da época. Para qualquer providência legal seria tarde demais, você não acha? Eu creio que vocês, que tem um contato mais próximo com os americanos que chegam aqui, deveriam procurar saber o que está sendo feito ou o que se fará. Nós, quixadaenses, somos impotentes diante desses objetos. O fato é que eles existem e estão aqui e ali fazendo o que bem querem sem que possamos tomar qualquer providência, concorda?

Entrevista com o Jornalista Sinval Carlos

O radialista José Carlos Sinval, mias conhecido como Sinval Carlos no meio profissional, também foi entrevistado por nós. Ele acrescenta alguns detalhes interessantes ao ocorrido, fato que já se transformava em um dos principais acontecimentos da Ufologia Brasileira. Vamos observar atentamente o que declara Sinval:

Athayde – Em abril de 1976 você era locutor da Rádio local, hoje Rádio Monólitos, e teve o privilégio, podemos assim dizer, de acompanhar o Caso Barroso desde o início. O que você realmente sabe sobre isso?

Sinval – Eu não estava na Rádio e só tomei conhecimento do caso depois. Entretanto, fui até a casa comercial do Barroso e lá ouvi toda a história.

Athayde – O que você soube sobre o caso?

Sinval – Barroso ia para a sua fazenda, a alguns quilômetros daqui, quando uma coisa luminosa passou sobre ele e desceu na sua frente. Saíram dois seres e jogaram uma luz nele, deixando-o desacordado. Quando foi encontrado, estava com problemas. Essa história você já ouviu inúmeras vezes pois sempre está aqui, não é?

Athayde – Você tem razão, mas queremos saber sobre o seu caso. Naquele dia você avistou um UFO, como foi?

Sinval – Não foi no mesmo dia. Aliás, não gosto de contar isso, mas não posso deixar de atendê-lo. Foi mais ou menos um dia antes do que aconteceu com o Barroso, não lembro bem. Eu e meus amigos tínhamos ido tomar algumas cervejinhas, coisa pouca, não estávamos bêbados. Ao sairmos do bar para nossas casas, acompanhei meus colegas até as suas residências, que ficam do outro lado da cidade. Na volta, ao passar pelo campo de aviação, vi uma bola de luz. Era luz mesmo, não era bola de fogo. Estava suspensa no ar a aproximadamente 10 m, não sei ao certo. Balançava de um lado para o outro numa espécie de pista, um terreno trabalhado para aviões teco-teco pousarem. Passados alguns minutos, não sei bem quantos, subiu mais um pouco vagarosamente e foi mudando de cor.

Athayde – Você foi até o local ou aproximou-se da cabeceira da pista?

Sinval – Não! Não tive essa curiosidade. Como falei a você, não era muito interessado em Ufologia. Agora depois dessas inúmeras entrevistas e do que eu vi, mudei meu procedimento, passando a ler revistas, inclusive a que você nos enviou.

Athayde – O que sentiu?

Sinval – Um misto de medo e fascínio. Extasiado com aquilo que fugia a tudo que um dia eu havia visto na vida. Era lindo e ao mesmo tempo apavorante. Hoje, se visse outro, eu iria até ele e talvez tentasse estabelecer contato.

Athayde – Você contou esse caso a alguém?

Sinval – Sim, para meus amigos e familiares, mas só passei mesmo a comentar depois do que aconteceu com o Barroso e outras pessoas.

Athayde – Você tem acompanhado o caso Barroso?

Sinval – Não. Somente quando vocês vêm aqui é que sirvo, com muito prazer, de relações públicas. Aliás, aqui ninguém acompanha o caso, exceto o Jonas e principalmente o Doutor Magalhães, que é médico dele.

Athayde – Você sabe de mais algum caso ocorrido aqui em Quixadá?

Sinval – Igual ao de Barroso não, mas casos de simples como o meu conheço inúmeros. Semanalmente temos conhecimento de perseguições ou avistamentos, inclusive sobre aquela história da Fazenda Monte Lima, que você soube primeiro do que nós moradores de Quixadá. Aqui no Açude do Cedro aconteceram vários casos, e em Jaburu também. Soube que você e um americano estiveram lá.

Athayde – Você tem mais alguma novidade sobre o Barroso?

Sinval – Não. Caso saiba de algo ‘quente’ telefonarei para você, como já fiz em outras ocasiões, para narrar as novidades.

Entrevista com o Doutor José Pelegrino Alves

José Pelegrino Alves, amigo desde o tempo acadêmico, sempre se posicionou contra tudo que possa fugir ao normal, não aceitando a existência dos UFOs e, conseqüentemente, dos ETs. Quando era radioanimador enviava todas as mensagens pedidas, mesmo às altas horas da noite, e como médico socorria pessoas doentes que o procuravam, mesmo que elas não tivessem condições financeiras para pagar o seu trabalho, infelizmente, ele faleceu sem que nos dissesse o que realmente achava do Caso Barroso, mas nós tínhamos certeza de que, conscientemente, ele sabia que ali não existia psicose, neurose ou esquizofrenia, mas algo que, nem ele, grande especialista podia explicar. Certa vez, pegando-o numa “veia boa” conseguimos trocar algumas idéias sobre o Caso Barroso.

Athayde – Doutor Pelegrino, nós somos amigos há muitos anos, inclusive companheiros de Lions, radioamadorismo e irmãos de maçonaria. Portanto, creio que entre nós não haverá segredo em relação a este assunto. O que você percebeu no Caso Barroso, aquele cidadão de Quixadá que diz ter sido seqüestrado por um UFO e examinado por possíveis ETs?

Pelegrino – Bem… Ele é um paciente neurótico. Está com a idéia fixa de que manteve contato com ETs, e o que é pior: o médico dele em Quixadá, doutor Magalhães, colocou isso no prontuário dele quando o encaminhou para Fortaleza, para que nós pudéssemos tratá-lo.

Athayde – Por que você o considera neurótico e com idéia fixa se ele era normal, calmo e levava uma vida tranquila, somente mudando o seu comportamento depois do que aconteceu?

Pelegrino – Olha… Ele veio para cá com alguns problemas de coordenação motora, os cabelos tinham ficado grisalhos em poucos dias e, para azar dele, ficou impotente. É realmente terrível, não é?

Athayde – Por que você o considera um doente mental?

Pelegrino – Uma pessoa que diz ver espíritos, lobisomens, sacis e outras coisas, já deve ser olhado por um outro ângulo, embora nós médicos não devemos realizar diagnósticos precoces. Nesse caso, a história já começou errada. Ele disse que foi levado por um disco voador e esteve em contato com extraterrestres dentro de uma nave alienígena, mais depois não lembra de mais nada. A história é fantástica. Para mim ele é um doente que está com idéia fixa.

Athayde – Mas, somente porque você não acredita em ETs e naves espaciais considerou esse paciente como neurótico e esquizofrênico?

Pelegrino – Absolutamente. Não é bem assim. Nós fizemos inúmeros exames que nos levaram a crer que o paciente era desequilibrado mental.

Athayde – Você nos falou anteriormente no hospital que não havia encontrado um diagnóstico para Barroso e que, possivelmente, tratava-se de um caso de psicose. Poderia um cidadão, que nunca sentiu nada, sair de sua casa bem e duas horas depois voltar com um lado do corpo queimado, sem articular o próprio pensamento, aéreo, e ficando impotente e com os cabelos grisalhos repentinamente? Além do acúmulo de água no organismo e outras enfermidades que adquiriu em pouco tempo, tudo isso poderia ser considerado como neurose ou psicose?

Pelegrino – Não conheço o passado de Barroso e somente o vi quando ele veio a mim aqui no hospital. Portanto, tenho que ver o caso de acordo como ele se apresenta.

Athayde – Pelo que consta, a psicose e a paranóia não se apresentam assim com todas essas irregularidades.

Pelegrino – É. Na realidade não seria assim. Mas Barroso pode ter sofrido uma queda, agressão ou passado por uma experiência qualquer que o levou a este quadro clínico.

Athayde – Ótimo!… Como exemplo, ficar em frente com um disco voador e seus ocupantes. Para que choque maior do que esse?

Pelegrino – Acho. Mas não que tenha sido ETs…

Athayde – O que poderia ter sido?

Pelegrino – Eu não sei, mas nego-me a acatar a hipótese de seqüestro ou contato com ETs, porque isso não existe. Você não vê que é impossível?… Nós somos únicos, portanto, não tem fundamento. A não ser que ele tenha sido vitima de naves terrestres, de origem americana ou outra potência capacitada. Aliás, eu estou falando assim apenas para não ser totalmente contra seu posicionamento.

Athayde – Doutor, você conhece os inúmeros casos de pessoas que são levadas por naves de origem desconhecida. Isto acontece no mundo todo…

Pelegrino – Sim, já li, mas não significa que sejam casos verdadeiros. Você tem prova concreta sobre esses casos?

Athayde – Tenho sim!… Poderei mostrar a você na sede do CPU.

Pelegrino – Athayde… Tenha cuidado, senão você vai ficar igual ao Barroso, vendo discos voadores e louco…

Athayde – Eu já os vi e não sou pirado! Você mesmo declarou que sou inteligente e astuto. Portanto, contra o seu próprio pensamento de que quem vê discos voadores é psicopata, paranóico e outras coisas mais. E agora, como você vai explicar?

Pelegrino – Não mude de negócio. Não mude a história (riu baixinho por entre dentes) você quer que o homem tenha sido levado por um UFO… Pergunte ao Magalhães que ele lhe assegurará. Ele acredita, eu não…

Athayde – Doutor, como se apresenta a psicose?

Pelegrino – Você sabe, já trabalhou com isto. O comportamento é inadequado, estranho, a pessoa não se relaciona com o mundo real, podendo ter alucinações – aí entra o Barroso –, perdendo contato com seu ambiente. Em muitos casos o paciente não consegue ter um dialogo racional e lógico.

Athayde – E a paranóia?

Pelegrino – Quase sempre se apresenta por delírios persecutórios². Quando o paciente se convence de que alguém lhe quer fazer mal – olha aí o Barroso de novo – (riu baixinho olhando-me com ar de gozador), distorce o menor incidente tentando provar a verdade de suas fantasias que, ilusões, fogem ao controle racional… E agora, tenho ou não razão?

Athayde – Calma doutor! Até agora não há nada provado. A paranóia se apresenta de forma lenta, e não repentinamente como no caso do Barroso. Concorda? Ele não sentia nada, era normal e nem tinha o hábito de tomarem tranqüilizantes. Aliás, nem chá. Portanto, há algo estranho nessa história, não acha?

Pelegrino – Eu sei que o caso dele é esquisito, mas não se trata de ETs! Agora quem está com idéia fixa é você.

Athayde – Não Pelegrino, eu procuro apenas esclarecer o caso.

Pelegrino – Você vai publicar esta conversa que tivemos?

Athayde – Acho que não. Não sei. Já escrevi tudo sobre o Barroso…

Pelegrino – Cá pra nós… Eu jamais acreditei que houve um caso de seqüestro por extraterrestres, pois isso não existe. Mas a situação do Barroso é muito chata. Não temos um diagnostico certo e chegamos a estes resultados pelos exames e testes, mas achamos tudo muito esquisito, uma vez que ele não responde ao tratamento e continua piorando apesar da bateria de exames e medicamentos que toma. A medicina tem dessas coisas… casos que não pode chegar a uma conclusão, mas que são normais e explicáveis, podendo ser solucionados a qualquer momento. ETs, tenho certeza de que não foram.

Athayde – E o que foi então?

Pelegrino – Já falei que na medicina aparecem casos que não são explicados. Ele é um deles. Você quer saber mais sobre isso, fale com o Lobo, ele é um paranóico e nada mais.

Athayde – Pelegrino, se é um caso de paranóia ou psicose, este é um dos mais complexos, não acha?

Pelegrino – Já falei que concordo com a complexidade do caso, mas eu não posso acreditar que foram ETs. Não há nada que comprove isso. Ele não apresenta hematomas, focos cerebrais, rupturas, fraturas, nada. Ele não foi agredido e nem mexeram em seu cérebro, posso garantir. Gostaria de poder lhe apoiar, mas não posso. Isto é realmente o que penso.

Athayde – Ok! Sinto muito não concordarmos neste caso, mas voltarei, em outra oportunidade, a te interrogar sobre o assunto.

Quixadá, destacada em vermelho no mapa do estado do Ceará.

 

A região de Quixadá é cercada por diversos monolitos.

 

A região de Quixadá é cercada por diversos monolitos.

 

A região de Quixadá é cercada por diversos monolitos.

 

Luis Barroso Fernandes, poucos anos após sua experiência.

 

Luis Barroso Fernandes, vários anos após sua extraordinária experiência.

 

Luis Barroso Fernandes, anos após sua experiência. Ao lado dele, o médico Antônio Moreira Magalhães que o acompanhou até o seu falecimento.

 

Luis Barroso Fernandes, vários anos após sua extraordinária experiência

 

Jornal Cearense abordando o caso.

 

Jornal Cearense abordando o caso.

 

Jornal Cearense abordando o caso.

 

Livro do ufólogo Reginaldo de Athayde, que aborda o caso detalhadamente.

 

Referências:


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